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Workshop – Psicologia Clínica na Prática T E R A P I A C O G N I T I V A C O M P O R T A M E N T A L Quem eu sou. •Graduada na primeira turma de Psicologia da UFMT Rondonópolis em 2008; •Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental, CEFI; •Cuiabana de nascença e Rondonopolitana de formação, mãe de três filhos; •Trabalhou por anos na área organizacional onde se tornou analista quântica. •Servidora Pública Municipal, sendo psicóloga da Secretaria de Promoção e Assistência Social desde 2017. •Proprietária da Equilibrium, psicologia, saúde e desenvolvimento humano. •Serviços: Psicoterapia Individual; Orientação Psicológica, Supervisão Profissional, Grupos Terapêuticos e de Apoio; Palestras e Cursos. OBJETIVO DO WORKSHOP • Desenvolver habilidades para - Realizar entrevistas iniciais e diagnosticas. - Estabelecer aliança terapêutica segura e colaborativa. - Ensinar o modelo da TCC ao paciente. - Reconhecer seus pensamentos e sentimentos oriundos da pratica. • Treinar atitudes para ser - Empático, Respeitoso, não critico e colaborativo. - Sensível às questões culturais, socioculturais, socioeconômicas e educacionais. • O que vocês esperam? - Quero entender como funciona desde o começo, como conduzir a primeira sessão, conceitualização e etc. - Aprimorar a prática na TCC - Experiências clínicas na prática. - Conhecimento sobre a prática clínica em terapia cognitiva comportamental. DESENVOLVER HABILIDADES • A Academia de Terapia Cognitiva, organização internacional criada em 1999 por profissionais de saúde e pesquisadores de destaque em TCC para reunir e regulamentar terapeutas cognitivos em todo o mundo, dispõe, em suas diretrizes para a certificação de terapeutas, algumas orientações norteadoras da boa prática em TCC. Entre elas, ressalta-se: • Realizar entrevistas diagnósticas com habilidade; • Estabelecer uma aliança terapêutica segura e colaborativa; • Planejar um tratamento com base em uma conceitualização cognitiva dos problemas do paciente. O TERAPEUTA DEVE SER CAPAZ DE: • 1. avaliar e conceitualizar os pacientes com o modelo da TCC; • 2. estabelecer e manter uma relação terapêutica colaborativa; • 3. ensinar o modelo da TCC ao paciente; • 4. ensinar ao paciente sobre esquemas e auxiliá-lo a entender a origem dessas crenças; • 5. estruturar as sessões, incluindo o estabelecimento de agenda, a revisão e a prescrição de plano de ação, o trabalho nos problemas-chave e o uso de feedback; • 6. utilizar a programação de atividades e a tarefa gradual; • 7. utilizar as técnicas de treinamento de relaxamento e exposição gradual; • 8. empregar técnicas de registro de pensamentos; • 9. usar técnicas de prevenção de recaída; • 10. reconhecer seus próprios pensamentos e sentimentos acionados pela terapia; • 11. escrever uma formulação de TCC; • 12. buscar supervisão adequada, quando necessário. A IMPORTÂNCIA DO VINCULO • As primeiras sessões de atendimento são cruciais para estabelecer laços e construir confiança que norteará os atendimentos. Devemos seguir protocolos, mas devemos nos concentrar em ouvir e acolher o paciente. • Não é necessário realizar um diagnóstico na primeira sessão, nem é preciso que o paciente saia como um especialista em TCC. • Entenda que o vínculo é fundamental para o sucesso das sessões de terapia. • Embora o protocolo inclua de cinco a vinte sessões, é necessário avaliar e acolher o paciente pelo tempo necessário ao estabelecimento do vínculo. • No Brasil, devido à nossa cultura “pessoalizada”, pode ser difícil para alguns seguirem um roteiro estabelecido (tanto psicólogos como pacientes). Muitas vezes, as relações são repletas de crenças disfuncionais que afetam o modo como interagimos com os outros, ser muito metódico e não dar espaço pode atrapalhara relação. ESTABELECENDO ALIANÇA • https://www.youtube.com/watch?v=uqXSQPcxWmU https://www.youtube.com/watch?v=uqXSQPcxWmU ESTABELECENDO ALIANÇA • 1. Estabelecer uma atmosfera acolhedora: É importante criar um ambiente seguro e confortável para o cliente se sentir à vontade. Cumprimente-o calorosamente, ofereça um espaço agradável e demonstre empatia e interesse genuíno em ouvir sua história. • 2. Apresentação e esclarecimentos iniciais: Comece a sessão apresentando-se e explicando seu papel como terapeuta. Informe ao cliente sobre a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental, sua natureza orientada para metas e seu foco nas relações entre pensamentos, emoções e comportamentos. • 3. Coletar informações e história do cliente: Nesta fase, é importante coletar informações relevantes sobre o cliente, como seus antecedentes pessoais, histórico médico, histórico de tratamento anterior, questões atuais e objetivos terapêuticos. Faça perguntas abertas para encorajar o cliente a compartilhar sua experiência e escute atentamente suas respostas. • 4. Explorar as expectativas e preocupações do cliente: Pergunte ao cliente sobre suas expectativas em relação à terapia e quaisquer preocupações ou dúvidas que ele possa ter. Isso permitirá que você alinhe as expectativas, esclareça mal-entendidos e forneça informações adicionais sobre o processo terapêutico. ESTABELECENDO ALIANÇA • 5. Coleta de informações sobre os sintomas e funcionamento atual: Investigue os sintomas e dificuldades específicas que levaram o cliente a buscar a terapia. Explore como esses sintomas afetam sua vida diária, relacionamentos e bem-estar emocional. Isso ajudará a ter uma compreensão mais abrangente do quadro clínico do cliente. • 6. Explorar a história emocional e os eventos desencadeantes: Pergunte sobre eventos ou situações que possam ter desempenhado um papel no desenvolvimento dos sintomas do cliente. Isso pode incluir eventos traumáticos, transições importantes na vida ou padrões de pensamentos e comportamentos negativos recorrentes. • 7. Explique a abordagem da TCC e o plano terapêutico: Após obter informações suficientes, explique como a Terapia Cognitivo-Comportamental funciona e como ela pode ajudar o cliente a lidar com seus sintomas e alcançar seus objetivos terapêuticos. Discuta o plano terapêutico proposto, incluindo as técnicas e estratégias que serão utilizadas. • 8. Responda a perguntas adicionais: Dê ao cliente a oportunidade de fazer perguntas adicionais sobre a terapia ou sobre qualquer outro aspecto relevante. Responda de maneira clara e honesta, fornecendo informações adicionais conforme necessário. “O QUE PERTURBA O SER HUMANO NÃO SÃO OS FATOS, MAS A INTERPRETAÇÃO QUE ELE FAZ DOS FATOS” FUNCIONAMENTO DA TCC. • Ainda focando no vínculo, é essencial que ensinemos como funcionará os atendimentos para que possamos conduzir o processo de forma eficaz. • Precisamos psicoeducar e combinar sobre: • Valores, horários e formas de pagamento • Modelo cognitivo: o que importa não é a situação em si, mas sim a forma como a interpreto e como isso influencia meus pensamentos • O processo de mudança para alcançar uma meta: a cognição é como eu penso, o comportamento é o que eu faço • Como as sessões funcionarão, incluindo agenda, colaboração, formulação de caso e metas a serem atingidas • Possíveis atividades propostas • Tempo previsto para o tratamento • Avaliação • Tudo isso precisa ser abordado na primeira sessão? Como fazer isso em apenas 50 minutos? FERRAMENTAS • Contrato – Pode ser verbal ou escrito. • Modelo 01 – Academia do Psicólogo • Modelo 02 – Fernando • Modelo 03 – Formulário Online. https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfLHuz35Xe0Ud4boPmx3oXZ8iAuZA1ualF7Phff9rk QCwLdvQ/viewform?usp=sf_link • Ficha de atendimento ou anamnese. • Modelo 01 – Ficha de atendimento • Modelo 02 – Ficha de atendimento • Modelo 03 – Ficha de atendimento • Modelo – Entrevista • Modelo – Roteiro https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfLHuz35Xe0Ud4boPmx3oXZ8iAuZA1ualF7Phff9rkQCwLdvQ/viewform?usp=sf_link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfLHuz35Xe0Ud4boPmx3oXZ8iAuZA1ualF7Phff9rkQCwLdvQ/viewform?usp=sf_linkVamos Treinar? 1ª Sessão PENSAMENTO AUTOMATICO REAÇÃO EMOCIONAL COMPORTAMENTO SITUAÇÃO FEEDBACK • 1. Feedback de validação emocional: Esse tipo de feedback é usado para validar as emoções e experiências do cliente. O terapeuta expressa empatia e compreensão, ajudando o cliente a se sentir ouvido e validado. Por exemplo, o terapeuta pode dizer: "Entendo que você esteja se sentindo triste/frustrado/ansioso com essa situação". • 2. Feedback informativo: Esse tipo de feedback fornece informações objetivas ou educacionais ao cliente. O terapeuta compartilha conhecimentos sobre o funcionamento cognitivo, comportamental ou emocional, ajudando o cliente a entender melhor sua condição ou os princípios terapêuticos. Por exemplo, o terapeuta pode explicar: "Essa reação que você está tendo é uma resposta comum à ansiedade, e podemos trabalhar juntos para desenvolver estratégias para lidar com ela". • 3. Feedback de reforço positivo: Esse tipo de feedback enfatiza e reforça os comportamentos, pensamentos ou progressos positivos do cliente. O terapeuta oferece elogios ou reconhecimento para fortalecer a motivação e autoconfiança do cliente. Por exemplo, o terapeuta pode dizer: "Fico impressionado com o esforço que você está fazendo para aplicar as técnicas que aprendemos. Você está progredindo muito bem". • 4. Feedback reflexivo: Esse tipo de feedback envolve a devolução reflexiva dos pensamentos, sentimentos ou padrões de comportamento do cliente. O terapeuta reflete de volta para o cliente o que percebeu, oferecendo insights e encorajando a autorreflexão. Por exemplo, o terapeuta pode dizer: "Parece que você está se criticando bastante nessa situação. Como isso afeta a maneira como você se sente?" • 5. Feedback corretivo: Esse tipo de feedback é usado quando o terapeuta identifica um padrão de pensamento ou comportamento disfuncional que precisa ser abordado. O terapeuta oferece informações diretas sobre como o cliente pode ajustar ou modificar seus pensamentos ou comportamentos para obter melhores resultados. Por exemplo, o terapeuta pode dizer: "Percebi que você está generalizando esse erro como um sinal de incompetência. Vamos explorar outras perspectivas mais realistas". • É importante destacar que o feedback na TCC e na terapia baseada em evidências é fornecido de maneira colaborativa e orientada para o crescimento. O terapeuta e o cliente trabalham juntos para explorar e integrar o feedback de maneira construtiva, visando alcançar os objetivos terapêuticos estabelecidos. Metáforas PENSAMENTO AUTOMÁTICO • Em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o pensamento automático refere-se a padrões de pensamentos automáticos e rápidos que ocorrem em resposta a eventos ou situações específicas. Esses pensamentos automáticos muitas vezes são automáticos e inconscientes, e podem influenciar significativamente nossas emoções e comportamentos. Explicar o pensamento automático em TCC usando metáforas pode ajudar a ilustrar o conceito de forma mais compreensível. Aqui está uma possível metáfora para explicar o pensamento automático: • Imagine que sua mente é como uma estrada movimentada, cheia de carros em constante movimento. Cada carro representa um pensamento automático que surge em sua mente. Esses carros passam rapidamente, um atrás do outro, sem que você tenha muito controle sobre eles. Eles são automáticos e aparecem quase instantaneamente quando você se depara com uma situação específica. • Alguns carros na estrada são positivos e trazem sentimentos agradáveis, como felicidade ou confiança. Por exemplo, um carro pode dizer "Eu sou capaz de fazer isso!" quando você enfrenta um desafio. Esses carros podem impulsionar suas emoções positivamente. • No entanto, outros carros são negativos e trazem sentimentos desagradáveis, como ansiedade, tristeza ou raiva. Por exemplo, um carro pode dizer "Eu nunca vou conseguir!" quando você se depara com uma tarefa difícil. Esses carros podem gerar emoções negativas e interferir no seu bem-estar emocional. • O objetivo da TCC é ajudá-lo a se tornar um observador mais consciente dessa estrada movimentada em sua mente. Ao se tornar mais consciente dos carros que passam, você pode começar a identificar os pensamentos automáticos negativos e desafiá-los. Assim como você pode escolher qual carro permitir entrar em sua garagem, você também pode escolher quais pensamentos automáticos acreditar ou descartar. • Ao trabalhar com pensamentos automáticos em TCC, o terapeuta ajuda você a reconhecer e examinar esses pensamentos, questionando sua validade e buscando evidências que os apoiem ou os contradigam. O objetivo é substituir os pensamentos automáticos negativos e disfuncionais por pensamentos mais realistas e adaptativos, promovendo emoções e comportamentos saudáveis e positivos. REAÇÃO EMOCIONAL • Terapia cognitivo-comportamental (TCC) descreve a reação emocional como uma resposta afetiva a eventos, situações ou pensamentos. Na TCC, acredita-se que as emoções são influenciadas pelas interpretações cognitivas que fazemos sobre esses eventos. Por exemplo, se alguém tem um pensamento negativo sobre si mesmo ou sobre uma situação, isso pode levar a emoções negativas, como tristeza, raiva ou ansiedade. A TCC busca identificar padrões de pensamentos distorcidos ou irracionais que contribuem para as reações emocionais negativas. Ao trabalhar nesses padrões, os terapeutas ajudam os indivíduos a desenvolver habilidades para desafiar e modificar seus pensamentos, resultando em uma mudança nas emoções associadas. Essa abordagem visa promover uma perspectiva mais realista e adaptativa, melhorando a saúde emocional e o bem-estar geral. • A reação emocional em terapia cognitivo-comportamental pode ser comparada a uma dança entre a mente e o coração. Assim como na dança, os pensamentos e as interpretações cognitivas influenciam os passos que a emoção toma. Se os pensamentos forem distorcidos ou negativos, a dança emocional pode se tornar desequilibrada e caótica. No entanto, quando os pensamentos são desafiados e ajustados de maneira saudável, a dança emocional se torna harmoniosa e gratificante, conduzindo a uma experiência emocional mais equilibrada e satisfatória. COMPORTAMENTO • O comportamento, na terapia cognitivo-comportamental, pode ser comparado a uma estrada que percorremos ao longo da vida. • Essa estrada representa as ações, escolhas e reações que tomamos diante das situações que enfrentamos. Assim como uma estrada, o comportamento pode ter diferentes direções, velocidades e obstáculos. Na terapia cognitivo-comportamental, busca-se explorar e entender os padrões de comportamento que podem estar contribuindo para problemas ou dificuldades. Imagine que, em certas situações, você está tomando uma estrada que o leva a um destino indesejado. O trabalho terapêutico consiste em identificar quais são esses caminhos e ajudá-lo a desenvolver rotas alternativas mais saudáveis e eficazes. Assim como podemos construir desvios e atalhos em uma estrada, na terapia cognitivo-comportamental, trabalhamos para construir novas habilidades, estratégias e comportamentos que possam levar a resultados mais positivos e satisfatórios em sua jornada pela vida. TRÍADE COGNITIVA • A tríade cognitiva é um conceito importante na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) que se refere a três componentes inter-relacionados dos pensamentos automáticos: pensamentos sobre si mesmo, o mundo e o futuro. Esses componentes geralmente estão interligados e influenciam a forma como percebemos e interpretamos as situações. Explicar a tríade cognitiva em TCC usando metáforas pode ajudar a tornar o conceito mais acessível. Aqui está uma possível metáfora para explicar a tríade cognitiva: • Imagine que você está usando óculos especiais que afetam a forma como você vê o mundo ao seu redor. Esses óculos têm três lentes: uma lente que filtra a visão de si mesmo, uma lente que filtra a visão do mundo e uma lente que filtraa visão do futuro. • A lente que filtra a visão de si mesmo pode fazer com que você veja a si mesmo de maneira negativa, destacando apenas falhas, fraquezas ou imperfeições. É como se os óculos tivessem uma lente que destaca os seus defeitos e faz você se sentir inadequado ou sem valor. TRÍADE COGNITIVA • A lente que filtra a visão do mundo pode distorcer a forma como você percebe as pessoas e as situações ao seu redor. Ela pode fazer com que você enxergue o mundo como um lugar hostil, cheio de ameaças, rejeição e desapontamento. É como se os óculos tivessem uma lente que transforma tudo em uma perspectiva negativa. • A lente que filtra a visão do futuro pode fazer com que você veja as situações futuras de maneira pessimista e desencorajadora. Ela pode fazer você antecipar o pior, pensando que as coisas sempre darão errado ou que você não será capaz de lidar com os desafios que surgirem. É como se os óculos tivessem uma lente que projeta um futuro sombrio e desesperançoso. • Na TCC, o objetivo é ajudar você a se tornar consciente dessas lentes distorcidas e questioná-las. Trabalhar com a tríade cognitiva envolve examinar os pensamentos negativos em relação a si mesmo, o mundo e o futuro, identificando evidências que apoiem ou contradigam esses pensamentos e desenvolvendo perspectivas mais realistas e adaptativas. • Através do processo terapêutico, você aprende a ajustar as lentes dos óculos, substituindo as lentes negativas por lentes mais equilibradas e positivas. Isso permite que você tenha uma visão mais clara e realista de si mesmo, das situações e do futuro, promovendo uma maior autoestima, uma visão mais positiva do mundo e uma expectativa mais otimista para o futuro. CONCEITUALIZACAO COGNITIVA • A conceituação cognitiva pode ser comparada a uma investigação arqueológica. Assim como os arqueólogos escavam camadas de terra para descobrir artefatos e restos do passado, na terapia cognitivo-comportamental, exploramos as camadas de pensamentos, crenças e padrões cognitivos que moldam nossa visão de mundo. Cada camada representa um aspecto diferente da nossa conceituação cognitiva. À medida que escavamos, desenterramos insights sobre nossos pensamentos automáticos, crenças centrais, regras e suposições. Essas descobertas nos ajudam a compreender como esses elementos influenciam nossas emoções e comportamentos atuais. • Como arqueólogos mentais, investigamos e examinamos essas camadas cuidadosamente. À medida que desenterramos e compreendemos as peças do nosso passado cognitivo, somos capazes de reconstruir uma imagem mais precisa de nós mesmos e de nossos padrões de pensamento. Essa compreensão nos permite intervir, desafiar e modificar as partes do nosso sistema cognitivo que possam estar contribuindo para problemas emocionais ou comportamentais, abrindo caminho para uma mudança positiva e crescimento pessoal. DIAGRAMA COGNITIVO • O diagrama cognitivo na terapia cognitivo-comportamental é uma representação visual das conexões entre pensamentos, emoções e comportamentos de uma pessoa. Ele mostra como os diferentes elementos se relacionam e se influenciam mutuamente. O diagrama é uma ferramenta que auxilia na compreensão dos padrões cognitivos e na identificação de pontos de intervenção terapêutica. • Uma metáfora para o diagrama cognitivo seria a de um sistema de engrenagens interligadas. • Cada engrenagem representa um componente do nosso sistema cognitivo, como pensamentos, crenças, emoções e comportamentos. Essas engrenagens estão conectadas e em constante movimento, transmitindo energia e influência entre si. • Assim como as engrenagens em um sistema, os pensamentos podem impulsionar as emoções, as emoções podem influenciar os comportamentos, e vice-versa. Se uma engrenagem estiver desalinhada ou disfuncional, isso pode afetar o funcionamento global do sistema. Ao usar o diagrama cognitivo, terapeutas e clientes podem examinar e ajustar as engrenagens que estão fora de sincronia. Isso pode envolver a identificação de pensamentos distorcidos, crenças negativas ou comportamentos mal adaptativos. Através do trabalho terapêutico, as engrenagens são realinhadas, permitindo que o sistema funcione de forma mais harmoniosa e saudável, promovendo a mudança positiva e o bem-estar emocional. REGRAS E PRESSUPOSTOS • Na terapia cognitivo-comportamental (TCC), as regras e pressupostos referem-se a pensamentos rígidos e inflexíveis que temos sobre nós mesmos, os outros e o mundo ao nosso redor. Eles representam as "regras" que acreditamos que devemos seguir ou as "verdades" inquestionáveis que adotamos em nossas vidas. • Uma metáfora que pode ilustrar as regras e pressupostos na TCC é a seguinte: • Imagine que você está em um labirinto, e cada parede desse labirinto representa uma regra ou pressuposto que você mantém. Essas paredes são altas, sólidas e aparentemente intransponíveis, limitando sua visão e movimento. • Essas regras e pressupostos são como crenças arraigadas que nos guiam e moldam nossa percepção do mundo. Por exemplo, algumas dessas "paredes" podem ser: • - "Eu devo ser perfeito em tudo o que faço." • - "Se alguém não gosta de mim, é porque sou indigno de amor." • - "Para ser feliz, eu preciso ter sucesso em todas as áreas da minha vida." • Assim como as paredes do labirinto, essas regras e pressupostos podem nos restringir, limitar nossas escolhas e dificultar a resolução de problemas. Eles podem nos levar a padrões de pensamento negativos e comportamentos prejudiciais. • A TCC trabalha para ajudar a identificar essas regras e pressupostos disfuncionais, questioná-los e substituí-los por crenças mais flexíveis e realistas. Ao derrubar as paredes do labirinto, você ganha maior liberdade para explorar novas perspectivas, desenvolver habilidades de enfrentamento saudáveis e alcançar um maior bem-estar emocional. CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS • Na terapia cognitivo-comportamental (TCC), as crenças intermediárias são pensamentos e convicções que influenciam diretamente nossas emoções e comportamentos. Elas estão localizadas entre as crenças centrais (crenças nucleares) e os pensamentos automáticos (crenças superficiais). • Uma metáfora que pode ajudar a entender as crenças intermediárias é a seguinte: • Imagine que você está navegando em um rio, e esse rio representa sua vida. As crenças centrais seriam como a correnteza principal do rio, aquela força subjacente que direciona o fluxo da água. Elas são suas crenças mais profundas e amplas sobre si mesmo, os outros e o mundo. • Agora, imagine que ao longo do rio existem afluentes, pequenos rios que se juntam à correnteza principal. Esses afluentes representam as crenças intermediárias. Eles são influenciados pelas crenças centrais, mas também podem ter suas próprias características e influências únicas. • Assim como os afluentes afetam o fluxo e a direção da correnteza principal do rio, as crenças intermediárias influenciam seus pensamentos, sentimentos e ações. Elas moldam sua interpretação dos eventos e situações em sua vida diária. • A terapia cognitivo-comportamental busca identificar e modificar as crenças intermediárias disfuncionais, ajudando você a reconhecer seu impacto em sua vida e a desenvolver pensamentos mais adaptativos e saudáveis. Isso permite que você navegue pelo rio da vida de maneira mais equilibrada e satisfatória. CRENÇA CENTRAL • Uma crença central na terapia cognitivo-comportamental é uma visão fundamental e arraigada que temos sobre nós mesmos, os outros e o mundo ao nosso redor. Essas crenças centrais são formadas ao longo do tempo, baseadas em nossas experiências e interpretações pessoais. • Uma metáfora para a crença central poderia ser a raiz de uma árvore. • Assim como uma raiz sustenta e nutre a árvore, as crenças centrais têm um impacto profundo em nossa maneira de pensar, sentir e agir. • Elas fornecem a base para nossa visão de nós mesmos e do mundo. • As crenças centrais podemser positivas ou negativas, influenciando nossa autoestima, confiança, relacionamentos e perspectivas sobre o futuro. Se uma crença central negativa estiver presente, ela pode moldar nosso pensamento e interpretação das situações, levando a emoções negativas e comportamentos limitantes. • Assim como é importante examinar as raízes de uma árvore para entender seu crescimento e saúde, na terapia cognitivo-comportamental, exploramos e desafiamos as crenças centrais para promover uma mudança positiva. Ao identificar e modificar crenças centrais negativas ou distorcidas, podemos ajudar a fortalecer a base e nutrir uma visão mais realista e saudável de nós mesmos e do mundo, permitindo que floresçamos e cresçamos de forma mais positiva e satisfatória. ESQUEMA • Em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), os esquemas são estruturas cognitivas duradouras e centrais que moldam a maneira como percebemos e interpretamos o mundo ao nosso redor. Eles são formados ao longo da vida, principalmente na infância e adolescência, e influenciam nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Os esquemas podem ser entendidos como "lentes" ou "filtros" através dos quais interpretamos as experiências. • Explicar esquemas em TCC usando metáforas pode ajudar a tornar o conceito mais compreensível para os clientes. • Imagine que sua mente é como uma casa com janelas. Cada janela representa um esquema, um padrão de pensamento que você desenvolveu ao longo do tempo. Esses esquemas funcionam como filtros em suas janelas, influenciando a maneira como você vê o mundo. Por exemplo, se você tem o esquema de "desconfiança", sua janela terá uma tela que filtra tudo o que entra, fazendo com que você veja o mundo como um lugar perigoso, onde as pessoas não são confiáveis. • Às vezes, esses esquemas são úteis e precisamos deles para nos proteger. Mas, em outras situações, eles podem distorcer nossa visão da realidade e nos causar sofrimento. Por exemplo, se você tem o esquema de "abandono", sua janela terá uma tela que sempre ressalta a possibilidade de ser abandonado, mesmo quando não há evidências disso. Isso pode levar a ansiedade, dificuldade em confiar nas pessoas e problemas nos relacionamentos. • A boa notícia é que, assim como é possível substituir as telas das janelas, também é possível modificar os esquemas. A terapia cognitivo- comportamental ajuda a identificar esses padrões de pensamento negativos e distorcidos, examinando sua validade e substituindo-os por esquemas mais realistas e saudáveis. É como trocar as telas das janelas por outras mais transparentes, que permitem uma visão mais clara e equilibrada do mundo. • Ao trabalhar com esquemas em TCC, o terapeuta e o cliente podem explorar juntos como esses padrões de pensamento moldam a percepção, as emoções e os comportamentos do cliente. Eles podem investigar as origens dos esquemas, como eles foram formados e como eles impactam a vida cotidiana do cliente. O objetivo é desenvolver estratégias para desafiar e modificar os esquemas disfuncionais, promovendo um pensamento mais adaptativo e saudável. GATILHOS • Na terapia cognitivo-comportamental (TCC), os gatilhos, também conhecidos como "ativadores" ou "estímulos", são eventos, situações, pensamentos ou emoções que desencadeiam reações emocionais ou comportamentais intensas e automáticas. Eles são responsáveis por acionar padrões de pensamento negativos ou disfuncionais, levando a respostas emocionais desafiadoras. • Uma metáfora que pode ajudar a entender os gatilhos na TCC é a seguinte: • Imagine um botão vermelho em uma sala, e sempre que esse botão é pressionado, uma sirene começa a tocar. O botão vermelho representa o gatilho, enquanto a sirene representa a resposta emocional ou comportamental que é desencadeada. • Cada pessoa tem seus próprios botões vermelhos, ou seja, gatilhos individuais. Pode ser uma palavra específica, uma memória dolorosa, uma situação social desafiadora ou qualquer outra coisa que provoque uma reação emocional intensa. • Assim como no exemplo da metáfora, quando o botão vermelho é pressionado, a sirene começa a tocar automaticamente. Da mesma forma, quando um gatilho é ativado, uma resposta emocional intensa e automática é acionada. Essa resposta pode incluir ansiedade, raiva, tristeza ou outros sentimentos negativos, bem como comportamentos de evitação, irritabilidade ou autocrítica. • A TCC busca ajudar as pessoas a identificar seus gatilhos, entender como eles afetam seus padrões de pensamento e emoções, e desenvolver estratégias para lidar com eles de maneira mais adaptativa. Por meio de técnicas como reestruturação cognitiva, dessensibilização sistemática e habilidades de enfrentamento, é possível aprender a responder aos gatilhos de forma mais equilibrada e saudável, reduzindo a intensidade e a frequência das respostas negativas desencadeadas pelos mesmos. Metáfora da Arvore (modelo cognitivo) • De modo geral, é aceito o fato de que as cognições podem ser avaliadas em ao menos três níveis de processamento de informações. No nível mais superficial (folhas), as cognições são conhecidas como pensamentos automáticos (PAs). • No nível intermediário(tronco), as cognições costumam ser chamadas de pressupostos subjacentes (PSs) ou crenças condicionais. • No nível mais profundo do processamento de informações (Raízes), as cognições são conhecidas como crenças nucleares (CNs), às vezes chamadas de esquemas. Metáfora da Caldeirão (funcionamento da TCC) • Kuyken, Padesky e Dudley (2008, 2010) propõem a metáfora de um caldeirão para explicar a definição de conceitualização cognitiva. É no caldeirão que diferentes elementos se misturam, transformando-se, de maneira substancial e duradoura, em um novo produto. Na conceitualização cognitiva, dificuldades e experiências do cliente são combinadas com a teoria e a pesquisa da TCC, permitindo chegar a uma compreensão original e única daquele cliente. • No caldeirão da conceitualização cognitiva, são incorporados três princípios chaves que funcionam como guias para os terapeutas. O primeiro refere-se aos níveis de conceitualização; • O segundo, ao empirismo colaborativo e • O terceiro, à incorporação dos pontos fortes do cliente e sua resiliência. Metáfora dos dois alpinistas (sobre a TCC) • Imagine que o seu terapeuta e você são dois alpinistas, cada um subindo por uma montanha diferente, mas próximas. O terapeuta pode ver um caminho que pode ajudá-lo a subir melhor a sua montanha, mas não porque seja mais esperto que você, nem porque já a tenha escalado antes, mas porque está em uma posição onde pode ver coisas que você agora não consegue ver. Finalmente, mesmo que o terapeuta lhe indique o caminho, é você quem deverá subir a montanha. • Portanto, a vantagem do terapeuta com relação ao paciente é a perspectiva. O terapeuta pode oferecer um ponto de vista ao paciente que este não possui; mas o paciente deverá incorporar esta informação com a que ele já tem para poder avançar. https://amenteemaravilhosa.com.br/nao-mova-montanhas-alguem-nao-moveria-pedra/ O carro (funcionamento da TCC) • Imagine que você está viajando em um carro pela estrada da vida. Às vezes, você encontra obstáculos, como buracos ou desvios que te desviam do caminho certo. Esses obstáculos podem representar pensamentos negativos ou padrões de comportamento que causam desconforto emocional. A terapia cognitivo-comportamental é como um mapa e o terapeuta um guia experiente que estão ao seu lado no carro. Eles te ajudam a identificar os obstáculos no seu caminho e a entender como eles estão afetando sua jornada. Eles também te ensinam técnicas e estratégias para superar esses obstáculos. Ao longo da terapia, você aprende a reconhecer os buracos na estrada, que são pensamentos negativos ou distorcidos. O guia te ajuda a substituí-los por pensamentos mais realistas e construtivos, suavizando os solavancos na estrada. Além disso, o guia tambémte ajuda a ajustar seu comportamento ao volante. Vocês trabalham juntos para identificar comportamentos que estão te levando para longe do seu destino desejado. Em seguida, você aprende a adotar novas abordagens comportamentais que te aproximam dos seus objetivos. No final da terapia cognitivo-comportamental, você estará dirigindo de forma mais suave, com menos obstáculos no caminho. Você terá adquirido habilidades valiosas para lidar com os desafios da estrada da vida de uma maneira mais saudável e eficaz. Metáfora do buraco (aceitação) Metáfora da luz (PA) • Os pensamentos automáticos negativos, como o próprio nome indica, aparecem na nossa mente de forma automática porque têm sido repetidos e repetidos durante muito tempo. Então, criamos um hábito de pensamento. • Uma metáfora que é muito usada na terapia para explicar este fenômeno mental tem a ver com uma coisa que já aconteceu conosco e todos já fizemos. O que acontece quando queima uma lâmpada ou a luz acaba? Entramos naquele cômodo e, mesmo sabendo que a luz não irá acender, apertamos o interruptor. Acontece a mesma coisa com os pensamentos, é algo que já está incorporado e automatizado. Metáfora Bola na piscina (Pensamentos intrusivos) • Tentar controlar os pensamentos, ou tentar não pensar nisso é como tentar emburrar uma bola para o fundo da piscina. Quanto mais eu tento afundar ela para que ela suma, mais próximo eu fico dela e mais cansada eu fico. • A ideia é deixar esses pensamos ai, boiando ao nosso lado, dar “oi” e deixar ele “boiar” para longe. Metáfora da caixa d´agua Problema Solução Espera Metáfora da montanha. (preso no passado) 01- Possibilidades de caminhos durante a dificuldade X 02- Possibilidades de caminho depois que passou Metáfora da casa e dos móveis (TOC, culpa) • Uma casa deixa de ter valor se seus móveis são velhos, feios ou se estão estragados? A resposta é não. A casa tem valor, independentemente dos móveis que contenha. A casa não são os móveis. Da mesma forma, o ser humano é valioso independentemente dos seus pensamentos ou das suas atitudes pontuais. • Podemos ter pensamentos ou gestos mais ou menos nocivos, prejudiciais ou negativos, mas isso não faz com que toda a nossa pessoa seja assim. Metáfora da areia movediça (A ansiedade e pensamentos invasivos) • A ansiedade é como estar sobre areia movediça: quanto mais você luta contra ela para sair dali, mais ansiosos ficamos e mais desesperada e enérgica é essa luta. Assim, o que esta metáfora recomenda é que quando você estiver em um estado de ansiedade, procure relaxar, agir contra o que “o corpo está lhe pedindo” Metáfora da festa e o convidado que não cai bem (emoções negativas ) • Você foi convidado para uma grande festa: o casamento do seu melhor amigo. Evidentemente, você tem muita vontade de comparecer, mas ficou sabendo que também estará alguém que não lhe agrada muito. Trata-se de um colega de trabalho do noivo que apresentaram para você certa vez e ele não lhe cai bem. Você vai deixar de ir ao casamento por causa disso? Imagino que a sua resposta seja não, já que você tem muitas outras pessoas para aproveitar. • Do mesmo jeito, as emoções negativas são como esse convidado: não é porque elas também foram convidadas para a festa que devemos deixar de fazer as coisas que nos importam. A Metáfora do calor (Emoções negativas) • As emoções negativas são como o calor: muito desagradáveis. Certamente você não diz a si mesmo que é horrível sentir calor, insuportável, a pior coisa do mundo. É desconfortável, mas sabemos que de vez em quando teremos que passar por isso, principalmente no verão. Não damos mais importância do que isso. • Da mesma forma, as emoções negativas existem e às vezes teremos que vivenciá-las. Por que não somos tão indulgentes com nossos próprios estados emocionais? As emoções, assim como o calor, uma dor de cabeça ou uma espinha no nariz nada mais são do que estados fisiológicos chatos ou desconfortáveis, mas não vão muito além do que nos dar essa informação. POSSÍVEIS METAS TERAPÊUTICAS • 1. Identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais: A TCC visa ajudar os indivíduos a reconhecer e desafiar pensamentos negativos, distorcidos ou irrealistas que contribuem para problemas emocionais ou comportamentais. • 2. Desenvolver habilidades de enfrentamento saudáveis: Isso envolve aprender estratégias práticas para lidar com o estresse, a ansiedade, a depressão ou outros desafios emocionais, como técnicas de relaxamento, resolução de problemas e habilidades de comunicação assertiva. • 3. Promover mudanças comportamentais positivas: A terapia comportamental concentra-se em ajudar os indivíduos a identificar comportamentos disfuncionais e substituí-los por comportamentos mais adaptativos e saudáveis, como enfrentar situações temidas, estabelecer metas realistas e melhorar relacionamentos interpessoais. • 4. Aumentar a conscientização emocional: Isso envolve ajudar os clientes a identificar, compreender e expressar suas emoções de maneira adequada, bem como desenvolver a capacidade de regular suas emoções para promover o bem-estar emocional. • 5. Promover a resolução de problemas eficaz: Isso envolve ajudar os indivíduos a melhorar suas habilidades de resolução de problemas, identificar alternativas, tomar decisões informadas e implementar soluções efetivas para os desafios que enfrentam. • 6. Trabalhar na prevenção de recaídas: Isso pode ser especialmente relevante em transtornos como a depressão, ansiedade ou dependência química, onde o foco está em aprender estratégias para prevenir recaídas e manter os ganhos alcançados durante o tratamento. • 7. Melhorar a autoestima e a autoconfiança: Isso envolve identificar e trabalhar na modificação de crenças negativas sobre si mesmo, desenvolver uma visão mais realista e positiva de si mesmo e aumentar a confiança nas próprias habilidades e capacidades. POSSÍVEIS METAS TERAPÊUTICAS • 1. Melhorar a regulação emocional: Isso envolve aprender a reconhecer, compreender e regular emoções intensas, como raiva, tristeza ou ansiedade, para promover o equilíbrio emocional e a saúde mental. • 2. Aumentar a assertividade: Trabalhar na habilidade de expressar pensamentos, sentimentos e necessidades de maneira respeitosa e eficaz, fortalecendo relacionamentos e estabelecendo limites adequados. • 3. Desenvolver habilidades sociais: Isso inclui melhorar a comunicação interpessoal, o desenvolvimento de habilidades de escuta ativa, empatia e resolução de conflitos, a fim de estabelecer relacionamentos saudáveis e significativos. • 4. Abordar problemas de sono: Focar em melhorar a higiene do sono, desenvolver uma rotina de sono adequada e identificar e tratar distúrbios do sono, como insônia, para promover um sono reparador e melhorar o bem-estar geral. • 5. Aumentar a resiliência: Trabalhar na capacidade de lidar com eventos estressantes ou traumáticos, desenvolver estratégias de enfrentamento adaptativas e promover a capacidade de se recuperar e se adaptar a desafios futuros. • 6. Melhorar a autorregulação emocional: Isso envolve desenvolver habilidades para lidar com impulsos, emoções negativas intensas ou comportamentos destrutivos, substituindo-os por estratégias saudáveis de autorregulação. • 7. Promover a aceitação e o autoperdão: Trabalhar na aceitação de si mesmo, com todas as imperfeições e erros, e cultivar o autoperdão para superar a autocrítica e promover uma relação mais compassiva consigo mesmo. • 8. Cultivar a gratidão e o pensamento positivo: Focar em identificar aspectos positivos da vida, praticar a gratidão e desenvolver um padrão de pensamento mais otimista para melhorar o bem-estar emocional e o senso de felicidade OBSTÁCULOS AO TRATAMENTO • 1. Resistência: Algumas pessoas podem ter resistência em participar plenamente da terapia, seja por medo, desconfiança ou relutância em enfrentaremoções desconfortáveis. Essa resistência pode interferir no engajamento e na colaboração com o terapeuta. • 2. Baixa motivação: Se um indivíduo não está intrinsecamente motivado a fazer mudanças ou acredita que o tratamento não será eficaz, pode haver uma falta de empenho em participar ativamente das sessões terapêuticas e realizar as tarefas entre as sessões. • 3. Falta de aderência: A TCC geralmente envolve a realização de tarefas entre as sessões, como prática de habilidades aprendidas, registro de pensamentos ou exposição a situações temidas. A falta de aderência a essas tarefas pode limitar os benefícios terapêuticos e o progresso. • 4. Dificuldades cognitivas: Alguns indivíduos podem ter dificuldades cognitivas, como problemas de concentração, déficits de memória ou dificuldades na compreensão de conceitos terapêuticos. Isso pode dificultar a aplicação das técnicas e a compreensão dos princípios da TCC. • 5. Comorbidades ou problemas complexos: Quando uma pessoa apresenta múltiplas condições de saúde mental, como transtornos de ansiedade e depressão simultaneamente, ou problemas complexos, como trauma ou transtornos de personalidade, o tratamento pode ser mais desafiador e exigir abordagens adaptadas. • 6. Expectativas irrealistas: Ter expectativas irrealistas sobre o processo terapêutico ou os resultados pode levar à frustração ou desilusão se os objetivos não forem alcançados dentro de um determinado prazo. É importante alinhar as expectativas com o terapeuta para garantir uma compreensão realista do processo terapêutico. OBSTÁCULOS AO TRATAMENTO • 1. Resistência à mudança: Algumas pessoas podem sentir resistência ou relutância em abandonar suas crenças e padrões de pensamento antigos, mesmo que sejam disfuncionais. A resistência pode surgir devido ao medo do desconhecido ou à relutância em sair da zona de conforto. • 2. Falta de adesão ao tratamento: A TCC requer comprometimento e envolvimento ativo por parte do indivíduo. A falta de adesão ao tratamento, como não completar as tarefas ou não comparecer às sessões, pode dificultar o progresso terapêutico. • 3. Dificuldades emocionais intensas: Algumas pessoas podem experimentar emoções intensas durante o processo terapêutico, o que pode tornar desafiador lidar com os aspectos desconfortáveis da terapia. Sentimentos como ansiedade, tristeza ou raiva podem interferir na capacidade de absorver e aplicar as estratégias e técnicas da TCC. • 4. Dificuldade em identificar e desafiar pensamentos automáticos: Identificar e desafiar pensamentos automáticos negativos é um componente central da TCC. No entanto, algumas pessoas podem ter dificuldade em reconhecer seus padrões de pensamento disfuncionais ou podem acreditar fortemente na validade desses pensamentos, tornando desafiador o processo de reestruturação cognitiva. • 5. Apoio social limitado: A falta de apoio social ou a presença de relacionamentos negativos podem dificultar o progresso terapêutico. Quando o ambiente social é desfavorável, é mais difícil implementar mudanças positivas e sustentá-las a longo prazo. • 6. Condições clínicas complexas: Em certos casos, a presença de condições clínicas complexas, como transtornos de personalidade, transtornos do humor comórbidos ou traumas passados, pode complicar o tratamento e exigir abordagens terapêuticas adicionais. PONTOS FORTES • A TCC reconhece que cada pessoa possui capacidades e recursos internos que podem ser mobilizados para lidar com problemas e alcançar mudanças positivas. Alguns exemplos de pontos fortes e recursos na TCC incluem: • 1. Habilidades de resolução de problemas: Capacidade de identificar e implementar soluções para os desafios que surgem na vida cotidiana. • 2. Resiliência: Capacidade de se adaptar e se recuperar diante de adversidades, mantendo uma visão positiva e construtiva. • 3. Autoeficácia: Crença na própria capacidade de enfrentar com sucesso situações difíceis e alcançar metas desejadas. • 4. Habilidades de enfrentamento: Conjunto de estratégias e habilidades para lidar com o estresse, gerenciar emoções e lidar com pensamentos negativos. • 5. Suporte social: Rede de apoio, como amigos, familiares ou grupos de suporte, que oferecem suporte emocional e prático. • 6. Autocuidado: Práticas saudáveis de autocuidado, como exercícios físicos, sono adequado, alimentação balanceada e momentos de lazer, que contribuem para o bem-estar emocional. • 7. Autoconhecimento: Consciência das próprias emoções, pensamentos e comportamentos, permitindo a reflexão e a autorregulação. • 8. Flexibilidade cognitiva: Capacidade de adotar perspectivas alternativas, questionar pensamentos automáticos negativos e reestruturar cognições disfuncionais. • Os pontos fortes e recursos são utilizados na TCC para ajudar os indivíduos a superar desafios, desenvolver habilidades de enfrentamento adaptativas, fortalecer a autoconfiança e promover mudanças positivas em sua vida. Ao trabalhar com esses recursos, os terapeutas e clientes podem colaborar para alcançar os objetivos terapêuticos e melhorar o bem-estar geral. Slide 1: Workshop – Psicologia Clínica na Prática Slide 2: Quem eu sou. Slide 3: OBJETIVO DO WORKSHOP Slide 4: DESENVOLVER HABILIDADES Slide 5: O TERAPEUTA DEVE SER CAPAZ DE: Slide 6: A IMPORTÂNCIA DO VINCULO Slide 7: ESTABELECENDO ALIANÇA Slide 8: ESTABELECENDO ALIANÇA Slide 9: ESTABELECENDO ALIANÇA Slide 10 Slide 11: FUNCIONAMENTO DA TCC. Slide 12: FERRAMENTAS Slide 13 Slide 14 Slide 15: FEEDBACK Slide 16 Slide 17: PENSAMENTO AUTOMÁTICO Slide 18: REAÇÃO EMOCIONAL Slide 19: COMPORTAMENTO Slide 20: TRÍADE COGNITIVA Slide 21: TRÍADE COGNITIVA Slide 22: CONCEITUALIZACAO COGNITIVA Slide 23: DIAGRAMA COGNITIVO Slide 24: REGRAS E PRESSUPOSTOS Slide 25: CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS Slide 26: CRENÇA CENTRAL Slide 27: ESQUEMA Slide 28: GATILHOS Slide 29: Metáfora da Arvore (modelo cognitivo) Slide 30: Metáfora da Caldeirão (funcionamento da TCC) Slide 31: Metáfora dos dois alpinistas (sobre a TCC) Slide 32: O carro (funcionamento da TCC) Slide 33: Metáfora do buraco (aceitação) Slide 34: Metáfora da luz (PA) Slide 35: Metáfora Bola na piscina (Pensamentos intrusivos) Slide 36: Metáfora da caixa d´agua Slide 37: Metáfora da montanha. (preso no passado) Slide 38: Metáfora da casa e dos móveis (TOC, culpa) Slide 39: Metáfora da areia movediça (A ansiedade e pensamentos invasivos) Slide 40: Metáfora da festa e o convidado que não cai bem (emoções negativas ) Slide 41: A Metáfora do calor (Emoções negativas) Slide 42: POSSÍVEIS METAS TERAPÊUTICAS Slide 43: POSSÍVEIS METAS TERAPÊUTICAS Slide 44: OBSTÁCULOS AO TRATAMENTO Slide 45: OBSTÁCULOS AO TRATAMENTO Slide 46: PONTOS FORTES