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FISIOLOGIA DA GESTAÇÃO 
 
GESTAÇÃO, PRENHEZ, GRAVIDEZ: 
- É o estado particular da fêmea, decorrente da fecundação 
de um ou mais óvulos, sua nidação, placentação e evolução; 
até sua expulsão (abortamento ou parto); 
- A prenhez pode ser normal ou patológica, única ou múltipla 
e tópica ou ectópica. 
 
DEFINIÇÃO 
 
- Nulípara > fêmea que não teve nenhum parto; 
- Primípara > primeiro parto; 
- Unípara > pariu uma única vez ou só pare um feto por parto; 
- Multípara/plurípara > pariu muitas vezes pare vários fetos 
ao mesmo tempo. 
 
EVENTOS EMBRIONÁRIOS 
 
- Fertilização; 
- Desenvolvimento embrionário inicial: 
→ Clivagem, blastulação e gastrulação. 
- Migração uterina; 
- Alongamento; 
- Implantação/nidação; 
- Reconhecimento materno. 
 
FERTILIZAÇÃO 
 
- Óvulo fecundado > vira zigoto; 
- Junção dos pró-núcleos (mecanismos de fecundação) > 
embrião com material genético da mãe e do pai; 
- Multiplicação das células até virar um grupo de células e 
sem crescimento = clivagem; 
- Embrião > organogênese > feto. 
 
DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO INICIAL 
 
 
 
CLIVAGEM: 
- Multiplicação das células até não crescer mais; 
- Células totipotentes (células tronco) > sem diferenciação > 
podem virar qualquer coisa. 
 
 
BLASTULAÇÃO: 
- Perda da sincronia nas divisões celulares; 
- Divisão > crescimento > secreção; 
- Diferenciação celular; 
- Aparecimento de cavidade (Blastocele). 
 
 
 
 
- Zona pelúcida dá o formato esférico ao embrião; 
- Trofoblasto > forma os anexos fetais; 
- Embrioblasto > forma o indivíduo. 
 
GASTRULAÇÃO: 
- Diferenciação dos tipos de tecidos; 
- Formação do embrião em si. 
 
 
 
MIGRAÇÃO TRANSUTERINA 
 
 
 
- Embrião migra pelo útero; 
- Fenômeno muito importante na égua para o 
reconhecimento materno; 
- Em bovinos, não há a migração transuterina. 
 
 
ALONGAMENTO 
 
- Quando o embrião rompe a zona pelúcida e passa a crescer, 
se alongar; 
- Passa a ocupar toda a cavidade do útero. 
 
EQUINO: 
- Não alonga; 
- Membrana acelular formada mantém o embrião na mesma 
forma por mais tempo após o rompimento da zona pelúcida; 
- Membrana protege o embrião e mantém a forma esférica 
por mais tempo; 
- Rompe em torno do 20º dia de gestação, já está “grande”, 
mas não alonga. 
 
IMPLANTAÇÃO/NIDAÇÃO 
 
- Contato físico do embrião com o útero, se fixando no 
mesmo. 
 
SUPERFICIAL: 
- Animais domésticos; 
- Considerado apenas um contato físico > após um tempo, 
há uma certa fixação; 
- Não há implantação do embrião. 
 
EXCÊNTRICA: 
- Roedores; 
- Cavidade do útero com algumas pregas, onde o embrião se 
fixa. 
 
INTERSTICIAL: 
- Primatas; 
- Ao encostar no endométrio, destrói parte dele e se instala 
na parede no útero, e não na cavidade em si; 
- Vai empurrando/colabando a cavidade e se desenvolve 
dentro da parede do útero. 
 
 
 
RECONHECIMENTO MATERNO DA GESTAÇÃO 
 
CICLO NORMAL: 
- Fase estrogênica na fase de crescimento folicular; 
- Um folículo se torna dominante > pico de LH > ovulação; 
- Ao ocorrer a ovulação, estrogênio diminui (entra em 
atresia); 
- Fase de metaestro (crescimento do corpo lúteo) até a 
formação do CL; 
- Formação do corpo lúteo > produção de progesterona; 
- Nível sérico de progesterona vai se elevando > mantém 
platô; 
- Por volta do 15º dia, animal começa a ter pulsos de 
produção de prostaglandina; 
- Prostaglandina “assassina” o CL; 
- Sem CL > sem progesterona > começa nova onda de 
crescimento folicular; 
- Sem progesterona > novo pico de LH > ovulação > repete o 
ciclo. 
 
- No ciclo estral, há dois caminhos a serem seguidos: 
→ Luteólise; 
→ Reconhecimento materno. 
 
- CL maduro > produz ocitocina; 
- Ocitocina induz a produção de PgF (Prostaglandina F); 
- PgF faz a luteólise no CL. 
 
 
- Núcleo das células do endométrio possuem receptores de 
estrógeno; 
- Parede das células do endométrio possuem receptores de 
ocitocina > é induzido pela ação do estrógeno; 
- Estrógeno produzido no organismo > se liga no receptor de 
núcleo > expressa receptores de parede para a ocitocina > 
ocitocina se liga ao receptor > aciona cascata; 
- Eventos que ocorrem induzem ácido aracdônico > produz 
prostaglandina (causa inflamação e dor) > ácido aracdônico 
se transforma PGF2α (prostaglandina); 
- Ou seja, estrógeno faz a ação da COX-2 > produz PGF2α. 
 
 
 
RECONHECIMENTO MATERNO EM RUMINANTES: 
- Embrião produz Interferon Tau (IFNt); 
- IFNt bloqueia as ligações de estrógeno e ocitocina > não 
conseguem se ligar no receptor > não há produção de 
prostaglandina > gestação continua. 
 
 
RECONHECIMENTO MATERNO EM CANINOS: 
- Aparentemente não precisa de IFNt, pois diestro das 
cadelas dura o mesmo tempo que a gestação (60 dias); 
- CL lúteo dura 60 dias > não precisa ter reconhecimento 
materno para a gestação. 
 
FORMAÇÃO DOS ANEXOS FETAIS 
 
- Placenta (órgão endócrino específico) + anexos fetais. 
 
- Saco Vitelino; 
- Alantoide; 
- Âmnio; 
- Córion. 
 
- Membranas que compõem os anexos fetais juntamente 
com seu conteúdo. 
 
SACO VITELINO 
 
FORMAÇÃO: 
- Blastocisto > camada sendo formada circundando a 
blastocele > forma o saco vitelino; 
- Ligado diretamente no intestino primitivo do embrião > 
nutre o embrião durante um período > importante de forma 
diferente conforme a espécie; 
 
FUNÇÃO: 
- Nutre o embrião quando a placenta ainda não está formada 
e precisa de troca de nutrientes com a mãe; 
- Em algumas espécies, o embrião é nutrido apenas pelas 
reservas do saco vitelino > aves; 
- Em algumas espécies, é mais vestigial > deixa de existir 
conforme a evolução da espécie > ruminantes, suínos; 
- Em outras espécies, tem uma participação mais efetiva e 
importante > desenvolve vasos sanguíneos, antecipando a 
formação da placenta > carnívoros e equinos. 
 
MEMBRANA AMNIÓTICA 
 
- Âmnio é a membrana que reveste mais internamente o 
embrião > maior contato, acomoda diretamente o 
embrião/feto; 
- É avascular > pesquisa de utilização da membrana 
amniótica em implantes cutâneos, pouca rejeição ao 
receptor do implante. 
 
FORMAÇÃO: 
- Dois tipos de formação: implantação superficial e 
implantação excêntrica intersticial. 
 
Implantação superficial: 
- Trofoblasto começa a emitir pregueamentos e fecha 
totalmente > líquido é desenvolvido dentro, com o âmnio, 
saco vitelino e corpo do embrião. 
 
Implantação excêntrica intersticial: 
- Apoptose das células > membrana amniótica formada a 
partir da apoptose, formando a membrana por dentro da 
cavidade que foi gerada. 
 
- Formação por secreção das células, formando o líquido 
amniótico: 
→ Secreção das membranas amnióticas; 
→ Transudação cutânea do feto; 
→ Secreção pulmonar, nasal e saliva do feto; 
→ Urina eliminada pela uretra do feto; 
→ Pelos e células de descamação do feto. 
 
- Inicialmente, líquido amniótico é totalmente aquoso > vai 
espessando com os constituintes > no final da gestação, se 
torna espesso, lubrificando e facilitando o nascimento do 
embrião; 
- Quantidade aumenta proporcionalmente ao crescimento 
do feto; 
- Final da gestação > feto deglute/engole muito o líquido 
amniótico > preparamento para o processo digestório 
depois de nascer; 
- Mecônio (primeiras ‘fezes’ do recém-nascido) é formado 
pelo líquido amniótico. 
 
FUNÇÕES: 
- Proteção contra choques; 
- Proteção contra desidratação; 
- Permitir movimento e crescimento; 
- Proteção contra variação de temperatura; 
- É deglutido pelo feto, formando o mecônio. 
 
PLACAS, PÚSTULAS OU ESCAMAS AMNIÓTICAS: 
- Presente em bovinos; 
- Dentro da bolsa amniótica; 
- Sem função definida na literatura; 
- Estruturas esbranquiçadas aderidas à membrana amniótica 
próxima do cordão umbilical; 
- Podem ser encontradas soltas no líquido amniótico; 
- São ingeridas pelo feto (bovino), encontradas nas cavidades 
gástricas; 
- Desaparecem após 6 meses de gestação. 
 
ALANTOIDE 
 
- Diretamente ligado ao sistema urinário do feto; 
- Armazenamento da urina do feto durante a gestação; 
- Primatas > alantoide vestigial > placenta com maior 
quantidade de barreiras > troca de metabólitos mais 
eficiente com a mãe, nãoprecisa armazenar a urina; 
- Orienta a formação dos vasos fetais; 
- Úraco = canal que vai da bexiga ao cordão umbilical > após 
o nascimento, ocorre o fechamento, urina passa pela uretra. 
 
FORMAÇÃO: 
- Inicialmente ligado ao intestino primitivo do embrião; 
- Fica em continuação da bexiga do feto; 
- Dois tipos de apresentação: uma que envolve totalmente a 
cavidade amniótica e o embrião (equinos e carnívoros), 
outra que não circunda totalmente a cavidade amniótica 
(bovinos e suínos); 
- Formado pela secreção da membrana alantoide e pela 
urina do feto. 
 
 
 
 
CÁLCULO ALANTOIDE: 
- Equinos e bovinos; 
- Sedimentos do líquido alantoide se agregam e formam 
estrutura; 
- Gelatinoso, amorfo e de coloração acinzentada; 
- Sem função nenhuma > apenas uma agregação das 
estruturas sólidas. 
 
CÓRION 
 
- Membrana mais externa ao embrião; 
- Muito vascularizado; 
- Possui uma porção avascular > porção necrótica do córion; 
- Tem capacidade de desenvolver vilosidades > formam a 
placenta; 
- Faz as trocas gasosas entre mãe e embrião; 
- Frágil, primeira a romper ao nascimento. 
 
ESTRELA: 
- Em equinos; 
- Porção fibrosa sem vilosidades; 
- Sem importância, serve apenas para localização. 
 
CORDÃO UMBILICAL 
 
- Externamente: membrana amniótica; 
- 2 veias e 2 artérias umbilical juntas > dentro do feto, as 
veias se juntam e viram uma só; 
- Equinos > volta apenas uma veia para a circulação; 
- Quem guia a formação e orientação dos vasos fetais é o 
alantoide. 
 
ESPÉCIE COMPRIMENTO DO CORDÃO U MBILICAL 
Bovinos 30 a 40cm 
Equinos Até 1m 
Ovinos ¼ do comprimento do feto 
Suíno 25cm 
Cães 10 a 12cm 
Gatos 1/3 do comprimento do feto 
 
- “Gelatina” de Orton = protege o umbigo após o nascimento 
> rica em células tronco. 
 
FUNÇÕES GERAIS DOS LÍQUIDOS FETAIS 
 
- Promove a justaposição da membrana coriônica com o 
endométrio no período de aderência > permite com que as 
vilosidades penetrem no endométrio > importante para os 
animais que não possuem implantação igual a dos primatas; 
- Proteger o feto contra traumatismo, desidratação e 
variações de temperatura; 
- Permitir o crescimento do feto e seus movimentos sem 
prejudicar o útero; 
- Promover a dilatação da cérvix, vagina e vulva durante o 
parto; 
- Aumentar a lubrificação da vagina após o rompimento das 
bolsas, facilitando a passagem do feto e limpeza da via fetal 
por ação mecânica; 
- Evita aderências da membrana amniótica ao feto e 
armazena excretas do feto. 
 
_ 
_ 
_ 
VOLUME DO 
LÍQUIDO 
AMNIÓTICO 
VOLUME DO 
LÍQUIDO 
ALANTOIDE 
Bovinos 2 a 8L 4 a 15L 
Equinos 3 a 7L 4 a 15L 
Ovinos 0,35 a 1,2L 0,5 a 1,5L 
Suínos 40 a 200L 100 a 
Carnívoros 
 
- Líquido amniótico vai diminuindo proporcionalmente com 
o tamanho do feto > líquido alantoide vai aumentando. 
 
PLACENTA 
 
- É um órgão temporário com várias funções; 
- É formada por uma parte fetal e uma parte materna. 
 
Parte fetal (córion) + Parte materna (modificações do 
endométrio) 
 
FUNÇÕES: 
- Respiração, nutrição e trocas metabólicas; 
- Filtração (barreira placentária) > número de camadas físicas 
entre sangue materno e sangue fetal > evita a passagem de 
muitos elementos de um lado para o outro; 
- Secreção interna (hormônios); 
- Imunoproteção > protege o feto do ataque do sistema 
imunológico da mãe (considerado um corpo estranho, carga 
genética não é toda igual à da mãe). 
 
CLASSIFICAÇÃO DE PLACENTA SEGUNDO STRAHL 
 
SEMIPLACENTA: 
- Não forma um órgão integrado > segmentada; 
- Exemplo: 
→ Difusa = equinos e suínos; 
→ Múltipla ou cotiledonária = ruminantes. 
 
PLACENTA VERDADEIRA: 
- Forma um órgão integrado, pode-se pegá-lo; 
- Exemplo: 
→ Discoidal = humanos; 
→ Zonal ou zonaria = carnívoros. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE PLACENTA DECIDUADA E 
ADECIDUADA 
 
DECIDUADA: 
- Primatas; 
- Penetração do trofoblasto na mucosa uterina; 
- Ocorre destruição do endométrio; 
- São expulsas no momento do parto. 
 
ADECIDUADA: 
- Simples engrenagem das digitações trofoblásticas fetais 
com as digitações epiteliais e glandulares do útero; 
- Não há perda tecidual do endométrio; 
- Não são expulsas no momento do parto. 
 
 
 
PLACENTA CORIOVITELINA E PLACENTA 
CORIOALANTOIDE 
 
CORIOVITELINA: 
- Carnívoros e equinos; 
- Demora mais tempo; 
- Forma vasos no saco vitelínico, que vai formando 
antecipadamente a placenta. 
 
CORIOALANTOIDE: 
- Todas as espécies; 
- Placenta se desenvolve no córion que, ligado no alantoide. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE PLACENTA SEGUNDO A FORMA 
DE DISTRIBUIÇÃO DAS VILOSIDADES CORIÔNICAS 
 
- Cada espécie tem uma forma de vilosidades diferentes. 
 
COTILEDONÁRIA OU MÚLTIPLA: 
- Bovinos, ovinos e caprinos; 
- Córion por toda estrutura fetal e embrionária; 
- Forma placentomas > carúncula (materna) + cotilédone 
(fetal); 
- Placentoma na vaca é redondo, em ovinos e caprinos é 
achatado. 
 
DIFUSA: 
- Equinos, asininos, camelos, suínos, golfinhos, cangurus; 
- Semelhante à uma toalha felpuda, vilosidades distribuídas 
por toda a extensão do córion; 
- Não forma placentomas > forma ramificação das pontas 
das visolidades; 
- Equinos: em cada vilosidade, tem ramificações que formam 
pequenos cotilédones = microcotiledonária; 
 
Cinta coriônica: 
- Apenas em equídeos; 
- Anel que circunda todo o embrião > penetra o endométrio 
através da barreira placentária e forma os cálices 
endometriais (fetal); 
- Produz o eCG (Gonodotrofina Coriônica Equina) > age como 
luteotrófico > reforça a vida, cria o desenvolvimento e forma 
vários corpos lúteos > produz alta quantidade de 
progesterona para manter a gestação de forma segura; 
- Hormônio de longa duração (assim como o hCG) > 
permanece na circulação por muito tempo após a gestação 
> permanece com baixo nível de progesterona, diferente das 
outras espécies. 
 
- Apenas humanos e equídeos possuem gonadotrofina 
coriônica > hormônio que tem ação nas gônodas e são 
produzidas pelo córion. 
 
- Em suínos, ocorre a anastomose das placentas dos fetos > 
primeiro nasce os leitões e depois saem as placentas: 
→ Muito comum ocorrer gestações gemelares; 
→ Pode ocorrer troca de células entre os fetos. 
 
ZONÁRIA OU ZONAL: 
- Caninos, felinos; 
- Placenta forma um anel ao redor das estruturas fetais; 
- Útero fica aderida na porção externa do anel; 
- Hematoma marginal > vilosidades que aderem no útero; 
- Líquido esverdeado > úteroverdina > oriundo da bilirrubina; 
- Quando placenta está penetrando no tecido endometrial, 
causa destruição das camadas > extravasamento de sangue 
organizado/fisiológico, formando o hematoma marginal > 
sangue que fica é a úteroverdina > fonte de nutrição para o 
feto; 
→ Acredita-se que é fonte de ferro para formação dos 
fetos; 
→ Importância clínica: se há coloração esverdeada, há 
o desprendimento da placenta > animal precisa 
nascer, se não saiu junto com o desprendimento da 
placenta, há algo errado; 
→ Desprendimento pode ser total ou parcial > se é 
total, o feto está morto. 
→ Gata tem hematoma marginal, mas não faz 
úteroverdina, é acinzentada (quase não é notada). 
 
- Perimétrio; 
- Endométrio, miométrio; 
- Corioalantoide; 
- Alantoide; 
- Saco vitelino; 
- Corioalantoide (zona placentária); 
- Hematoma marginal. 
 
DISCOIDAL: 
- Primatas; 
- Placenta no polo cranial; 
- Parede do endométrio circunda o feto; 
- Cavidade uterina colapsada. 
 
DISCOIDAL (LABIRÍNTICA): 
- Coelhos, ratos, camundongos; 
- Semelhante à dos humanos. 
 
CLASSIFICAÇÃO CONFORME O NÚMERO DE 
CAMADAS SEPARANDO AS VILOSIDADES 
CORIÔNICAS DO SANGUE MATERNO, SEGUNDO 
GROSSER (1902) 
 
 
 
- Células epiteliais revestem o útero; 
- Tecido conjuntivo; 
- Vasos sanguíneos. 
 
EPITELIOCORIAL: 
- Equinos, suínos; 
- Tipo de placenta em que as vilosidades não destroem 
nenhuma estrutura. 
ENDOTELIOCORIAL: 
- Carnívoros; 
- Destrói tecido epitelial e tecido conjuntivo; 
- Se liga diretamente na parede do vaso do útero. 
 
HEMOCORIAL: 
- Primatas, roedores. 
- Destrói todas as estruturas, inclusive a parede do vaso do 
endotélio; 
- Número reduzido de camadas. 
 
SINEPTELIOCORIAL:- Bovinos, caprinos e ovinos; 
- Formam uma nova camada por cima das outras; 
- Bovinos mantém a nova camada durante toda a gestação; 
- Caprinos e ovinos vão perdendo a camada conforme o 
tempo da gestação. 
 
 
 
EM HUMANOS: 
- Córion liso, saco vitelínico pequeno, vestígio do saco 
alantoide, líquido alantoide; 
- Decídua parietal e capsular que envolve todas as 
estruturas. 
 
NUTRIÇÃO DO EMBRIÃO/FETO 
 
 
 
- Progesterona induz a hipertrofia de glândulas endometriais 
e estimula a secreção > leite uterino > nutre o embrião; 
- HEC – glândulas endometriais com produção excessiva de 
secreção; 
- Desenvolvimento de vasos > penetra no endométrio > 
trocas com a mãe > não necessita mais do leite uterino; 
- Organogênese > formação dos órgãos > passa a ser 
considerado feto. 
TROCAS MATERNO-FETAIS: 
- Difusão: oxigênio, anidrido carbônico, água, eletrólitos, 
hormônios, alguns fármacos, anestésicos; 
- Difusão para moléculas portadoras (Carriers): glicose, 
aminoácidos, ácidos graxos; 
- Transferência ativa: histamina, serotonina, adrenalina; 
- Fagocitose ou Pinocitose: imunoglobulinas, proteínas 
plasmáticas, lipoproteínas, fosfolipídios; 
- Passagem direta para solução de continuidade: (Pressão 
hidrostática + Lesões vilosas) macromoléculas, células 
integrais. 
 
BARREIRA PLACENTÁRIA: 
- Camadas que dividem o sangue materno do sangue fetal; 
- Menor número de barreiras no humano > imunidade é 
maior; 
- Maior número de barreiras em bovinos > imunidade é 
menor. 
 
 
 
CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA FETAL 
 
 
 
- 2 artérias umbilicais e veia umbilical; 
- Sangue transita para o sangue do bebê, enviado pela 
placenta, faz as trocas e retorna pelas veias umbilicais; 
- Estruturas vasculares diferentes: 
→ Ducto venoso > desvia o sangue oxigenado do 
fígado para o átrio direito do coração e pulmão; 
→ Forame oval > sangue do átrio direito vai para o 
átrio esquerdo; 
→ Ducto arterioso > parte do sangue vai para o 
pulmão e a maior parte volta para a aorta. 
- Até o A.D. > sangue mais oxigenado; 
- Após o A.D > sangue se torna misturado. 
 
 
 
PERSISTÊNCIA DO DUCTO ARTERIOSO: 
- Ao invés de fechar o ligamento, fica aberto; 
- Oxigenação prejudicada. 
 
PERSISTÊNCIA DO ARCO AÓRTICO DIREITO: 
- Ao invés de ter um arco aórtico esquerdo, o que prevalece 
é o direito > ducto arterioso vai para a aorta, “lançando” o 
esôfago, causando um estrangulamento > alimento não 
passa = megaesôfago. 
 
MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA FÊMEA PRENHE 
 
EVOLUÇÃO UTERINA 
 
OVÁRIO: 
- Formação e manutenção do corpo lúteo; 
- Diferente conforme a espécie. 
 
ÚTERO: 
- Faz a evolução uterina: 
→ Hiperemia, dilatação dos principais troncos 
vasculares; 
→ Degeneração focal do endométrio > diferente 
conforme a espécie; 
→ Aumento no tamanho e número das glândulas 
uterinas. 
- Perda do tônus uterino; 
- Fechamento da cérvix: 
→ Tampão mucoso muito visível em bovinos > 
secreção que “sela” a entrada da cérvix > na hora 
do parto o tampão se liquefaz (muito volumoso). 
 
OUTRAS ALTERAÇÕES GLANDULARES: 
- Aumento do volume da glândula mamária; 
- Hipertrofia da hipófise, tireoide e paratireoide. 
 
ALTERAÇÕES GERAIS: 
- Elevação do metabolismo; 
- Aumento da demanda de oxigênio, do consumo energético 
e do apetite > progesterona retém líquidos; 
- Edema de partes baixas > retenção de líquido por conta da 
progesterona elevada + apoio da gestação (retorno venoso); 
- Pode ocorrer cio > difere entre as espécies: 
→ Equinos > CL secundários ajudam na produção da 
progesterona por um período > desenvolvimento 
folicular no ovário > folículos presentes dão sinais 
de ovulação > cio pode ocorrer. 
- Relaxamento progressivo dos ligamentos pélvicos: 
→ CL e placenta produzem relaxina (hormônio que 
relaxa cápsula articular) > facilita a passagem do 
feto por via fetal > mais intenso na vaca. 
 
ENDOCRINOLOGIA DA GESTAÇÃO 
 
PLACENTA COMO GLÂNDULA ENDÓCRINA 
 
ESTRÓGENOS: 
- Desenvolvimento da musculatura uterina; 
- Desenvolvimento das mamas; 
- Atua no metabolismo materno com ação na síntese 
proteica, nas funções da tireoide e adrenais; 
- Embebição gravídica: 
→ Aumento expressivo de estrógenos no final da 
gestação, aumentam o calibre dos vasos, tecido 
muscular mais vascularizado, aumentando a 
elasticidade dos tecidos. 
- Preparação da VFM (Via Fetal Mole): 
→ Se aumenta a vascularização, aumenta a 
quantidade de células de defesa. 
- Reconhecimento materno da gestação (suínos); 
- Participa do desencadeamento do parto. 
 
PROGESTERONA: 
- Manutenção da gestação > sem progesterona, não há 
gestação > égua é um caso a 
- Bloqueio do tônus uterino; 
- Fechamento da cérvix; 
- Produção do muco cervical (“tampão”); 
- Desenvolvimento das glândulas endometriais, e secreção 
das mesmas; 
- Desenvolvimento mamário. 
 
ECG (PMSG): 
- Em equinos; 
- Estimula o desenvolvimento folicular e posterior 
luteinização (com ou sem ovulação); 
- É um luteotrófico; 
- Inibe FSH > estimula crescimento do folículo ovariano > 
estimula LH. 
 
HCG: 
- Em humanos; 
- Manutenção do corpo lúteo. 
 
RELAXINA: 
- Relaxamento de articulações e ligamentos; 
- Ficam mais móveis e instáveis. 
 
 
 
 
 
DURAÇÃO DA GESTAÇÃO 
 
ANIMAIS DURAÇÃ
O MÉDIA 
DA 
GESTAÇÃ
O EM 
DIAS 
VARIAÇÃO 
FISIOLÓGIC
A DA 
GESTAÇÃO 
EM DIAS 
AMPLITUD
E DE 
VARIAÇÃO 
EM DIAS 
DURAÇÃO 
APROXIMAD
A DA 
GESTAÇÃO 
EM MESES 
Éguas 335 a 
337 
320 a 355 36 11 meses 
Jumentas 360 348 a 377 30 12 meses 
Vacas 280 a 
385 
270 a 295 26 9 meses 
(influência 
racial) 
Pequenos 
ruminantes 
150 144 a 156 13 5 meses 
Porcas 114 110 a 118 9 3 meses, 3 
semanas e 3 
dias 
Cadelas 63 60 a 66 7 2 meses 
Gatas 63 56 a 65 10 2 meses 
Coelhas 31 30 a 33 4 1 mês 
 
- Existe amplitude fisiológica do período de gestação; 
- Tem a ver com vários mecanismos que levam ao final da 
gestação ou com a demora da implantação. 
 
FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA DURAÇÃO 
DA GESTAÇÃO 
 
RAÇA 
 
- Holandês = 278 dias; 
- Pardo-suíço = 292 dias. 
 
SEXO DO FETO 
 
- Feto macho (bovino e equino) geralmente prolonga a 
gestação em 1, 2 ou 3 dias. 
 
IDADE DA MÃE 
 
- Primíparas tem de 1 a 5 dias de gestação a menos; 
- Fêmeas jovens tem gestação mais curta. 
 
TAMANHO E NÚMERO DE FETOS 
 
- Feto mais desenvolvido nasce mais cedo; 
- Quanto maior o nº de fetos, menor o período de gestação. 
 
ESTAÇÃO DO ANO 
 
- Estação chuvosa: diminui; 
- Estação seca: aumenta. 
 
DETERMINAÇÃO DA IDADE FETAL 
 
- Peso; 
- Comprimento da coluna; 
- Distribuição de pelos; 
- Placenta; 
- Pesos dos líquidos fetais.

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