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FISIOLOGIA DA GESTAÇÃO GESTAÇÃO, PRENHEZ, GRAVIDEZ: - É o estado particular da fêmea, decorrente da fecundação de um ou mais óvulos, sua nidação, placentação e evolução; até sua expulsão (abortamento ou parto); - A prenhez pode ser normal ou patológica, única ou múltipla e tópica ou ectópica. DEFINIÇÃO - Nulípara > fêmea que não teve nenhum parto; - Primípara > primeiro parto; - Unípara > pariu uma única vez ou só pare um feto por parto; - Multípara/plurípara > pariu muitas vezes pare vários fetos ao mesmo tempo. EVENTOS EMBRIONÁRIOS - Fertilização; - Desenvolvimento embrionário inicial: → Clivagem, blastulação e gastrulação. - Migração uterina; - Alongamento; - Implantação/nidação; - Reconhecimento materno. FERTILIZAÇÃO - Óvulo fecundado > vira zigoto; - Junção dos pró-núcleos (mecanismos de fecundação) > embrião com material genético da mãe e do pai; - Multiplicação das células até virar um grupo de células e sem crescimento = clivagem; - Embrião > organogênese > feto. DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO INICIAL CLIVAGEM: - Multiplicação das células até não crescer mais; - Células totipotentes (células tronco) > sem diferenciação > podem virar qualquer coisa. BLASTULAÇÃO: - Perda da sincronia nas divisões celulares; - Divisão > crescimento > secreção; - Diferenciação celular; - Aparecimento de cavidade (Blastocele). - Zona pelúcida dá o formato esférico ao embrião; - Trofoblasto > forma os anexos fetais; - Embrioblasto > forma o indivíduo. GASTRULAÇÃO: - Diferenciação dos tipos de tecidos; - Formação do embrião em si. MIGRAÇÃO TRANSUTERINA - Embrião migra pelo útero; - Fenômeno muito importante na égua para o reconhecimento materno; - Em bovinos, não há a migração transuterina. ALONGAMENTO - Quando o embrião rompe a zona pelúcida e passa a crescer, se alongar; - Passa a ocupar toda a cavidade do útero. EQUINO: - Não alonga; - Membrana acelular formada mantém o embrião na mesma forma por mais tempo após o rompimento da zona pelúcida; - Membrana protege o embrião e mantém a forma esférica por mais tempo; - Rompe em torno do 20º dia de gestação, já está “grande”, mas não alonga. IMPLANTAÇÃO/NIDAÇÃO - Contato físico do embrião com o útero, se fixando no mesmo. SUPERFICIAL: - Animais domésticos; - Considerado apenas um contato físico > após um tempo, há uma certa fixação; - Não há implantação do embrião. EXCÊNTRICA: - Roedores; - Cavidade do útero com algumas pregas, onde o embrião se fixa. INTERSTICIAL: - Primatas; - Ao encostar no endométrio, destrói parte dele e se instala na parede no útero, e não na cavidade em si; - Vai empurrando/colabando a cavidade e se desenvolve dentro da parede do útero. RECONHECIMENTO MATERNO DA GESTAÇÃO CICLO NORMAL: - Fase estrogênica na fase de crescimento folicular; - Um folículo se torna dominante > pico de LH > ovulação; - Ao ocorrer a ovulação, estrogênio diminui (entra em atresia); - Fase de metaestro (crescimento do corpo lúteo) até a formação do CL; - Formação do corpo lúteo > produção de progesterona; - Nível sérico de progesterona vai se elevando > mantém platô; - Por volta do 15º dia, animal começa a ter pulsos de produção de prostaglandina; - Prostaglandina “assassina” o CL; - Sem CL > sem progesterona > começa nova onda de crescimento folicular; - Sem progesterona > novo pico de LH > ovulação > repete o ciclo. - No ciclo estral, há dois caminhos a serem seguidos: → Luteólise; → Reconhecimento materno. - CL maduro > produz ocitocina; - Ocitocina induz a produção de PgF (Prostaglandina F); - PgF faz a luteólise no CL. - Núcleo das células do endométrio possuem receptores de estrógeno; - Parede das células do endométrio possuem receptores de ocitocina > é induzido pela ação do estrógeno; - Estrógeno produzido no organismo > se liga no receptor de núcleo > expressa receptores de parede para a ocitocina > ocitocina se liga ao receptor > aciona cascata; - Eventos que ocorrem induzem ácido aracdônico > produz prostaglandina (causa inflamação e dor) > ácido aracdônico se transforma PGF2α (prostaglandina); - Ou seja, estrógeno faz a ação da COX-2 > produz PGF2α. RECONHECIMENTO MATERNO EM RUMINANTES: - Embrião produz Interferon Tau (IFNt); - IFNt bloqueia as ligações de estrógeno e ocitocina > não conseguem se ligar no receptor > não há produção de prostaglandina > gestação continua. RECONHECIMENTO MATERNO EM CANINOS: - Aparentemente não precisa de IFNt, pois diestro das cadelas dura o mesmo tempo que a gestação (60 dias); - CL lúteo dura 60 dias > não precisa ter reconhecimento materno para a gestação. FORMAÇÃO DOS ANEXOS FETAIS - Placenta (órgão endócrino específico) + anexos fetais. - Saco Vitelino; - Alantoide; - Âmnio; - Córion. - Membranas que compõem os anexos fetais juntamente com seu conteúdo. SACO VITELINO FORMAÇÃO: - Blastocisto > camada sendo formada circundando a blastocele > forma o saco vitelino; - Ligado diretamente no intestino primitivo do embrião > nutre o embrião durante um período > importante de forma diferente conforme a espécie; FUNÇÃO: - Nutre o embrião quando a placenta ainda não está formada e precisa de troca de nutrientes com a mãe; - Em algumas espécies, o embrião é nutrido apenas pelas reservas do saco vitelino > aves; - Em algumas espécies, é mais vestigial > deixa de existir conforme a evolução da espécie > ruminantes, suínos; - Em outras espécies, tem uma participação mais efetiva e importante > desenvolve vasos sanguíneos, antecipando a formação da placenta > carnívoros e equinos. MEMBRANA AMNIÓTICA - Âmnio é a membrana que reveste mais internamente o embrião > maior contato, acomoda diretamente o embrião/feto; - É avascular > pesquisa de utilização da membrana amniótica em implantes cutâneos, pouca rejeição ao receptor do implante. FORMAÇÃO: - Dois tipos de formação: implantação superficial e implantação excêntrica intersticial. Implantação superficial: - Trofoblasto começa a emitir pregueamentos e fecha totalmente > líquido é desenvolvido dentro, com o âmnio, saco vitelino e corpo do embrião. Implantação excêntrica intersticial: - Apoptose das células > membrana amniótica formada a partir da apoptose, formando a membrana por dentro da cavidade que foi gerada. - Formação por secreção das células, formando o líquido amniótico: → Secreção das membranas amnióticas; → Transudação cutânea do feto; → Secreção pulmonar, nasal e saliva do feto; → Urina eliminada pela uretra do feto; → Pelos e células de descamação do feto. - Inicialmente, líquido amniótico é totalmente aquoso > vai espessando com os constituintes > no final da gestação, se torna espesso, lubrificando e facilitando o nascimento do embrião; - Quantidade aumenta proporcionalmente ao crescimento do feto; - Final da gestação > feto deglute/engole muito o líquido amniótico > preparamento para o processo digestório depois de nascer; - Mecônio (primeiras ‘fezes’ do recém-nascido) é formado pelo líquido amniótico. FUNÇÕES: - Proteção contra choques; - Proteção contra desidratação; - Permitir movimento e crescimento; - Proteção contra variação de temperatura; - É deglutido pelo feto, formando o mecônio. PLACAS, PÚSTULAS OU ESCAMAS AMNIÓTICAS: - Presente em bovinos; - Dentro da bolsa amniótica; - Sem função definida na literatura; - Estruturas esbranquiçadas aderidas à membrana amniótica próxima do cordão umbilical; - Podem ser encontradas soltas no líquido amniótico; - São ingeridas pelo feto (bovino), encontradas nas cavidades gástricas; - Desaparecem após 6 meses de gestação. ALANTOIDE - Diretamente ligado ao sistema urinário do feto; - Armazenamento da urina do feto durante a gestação; - Primatas > alantoide vestigial > placenta com maior quantidade de barreiras > troca de metabólitos mais eficiente com a mãe, nãoprecisa armazenar a urina; - Orienta a formação dos vasos fetais; - Úraco = canal que vai da bexiga ao cordão umbilical > após o nascimento, ocorre o fechamento, urina passa pela uretra. FORMAÇÃO: - Inicialmente ligado ao intestino primitivo do embrião; - Fica em continuação da bexiga do feto; - Dois tipos de apresentação: uma que envolve totalmente a cavidade amniótica e o embrião (equinos e carnívoros), outra que não circunda totalmente a cavidade amniótica (bovinos e suínos); - Formado pela secreção da membrana alantoide e pela urina do feto. CÁLCULO ALANTOIDE: - Equinos e bovinos; - Sedimentos do líquido alantoide se agregam e formam estrutura; - Gelatinoso, amorfo e de coloração acinzentada; - Sem função nenhuma > apenas uma agregação das estruturas sólidas. CÓRION - Membrana mais externa ao embrião; - Muito vascularizado; - Possui uma porção avascular > porção necrótica do córion; - Tem capacidade de desenvolver vilosidades > formam a placenta; - Faz as trocas gasosas entre mãe e embrião; - Frágil, primeira a romper ao nascimento. ESTRELA: - Em equinos; - Porção fibrosa sem vilosidades; - Sem importância, serve apenas para localização. CORDÃO UMBILICAL - Externamente: membrana amniótica; - 2 veias e 2 artérias umbilical juntas > dentro do feto, as veias se juntam e viram uma só; - Equinos > volta apenas uma veia para a circulação; - Quem guia a formação e orientação dos vasos fetais é o alantoide. ESPÉCIE COMPRIMENTO DO CORDÃO U MBILICAL Bovinos 30 a 40cm Equinos Até 1m Ovinos ¼ do comprimento do feto Suíno 25cm Cães 10 a 12cm Gatos 1/3 do comprimento do feto - “Gelatina” de Orton = protege o umbigo após o nascimento > rica em células tronco. FUNÇÕES GERAIS DOS LÍQUIDOS FETAIS - Promove a justaposição da membrana coriônica com o endométrio no período de aderência > permite com que as vilosidades penetrem no endométrio > importante para os animais que não possuem implantação igual a dos primatas; - Proteger o feto contra traumatismo, desidratação e variações de temperatura; - Permitir o crescimento do feto e seus movimentos sem prejudicar o útero; - Promover a dilatação da cérvix, vagina e vulva durante o parto; - Aumentar a lubrificação da vagina após o rompimento das bolsas, facilitando a passagem do feto e limpeza da via fetal por ação mecânica; - Evita aderências da membrana amniótica ao feto e armazena excretas do feto. _ _ _ VOLUME DO LÍQUIDO AMNIÓTICO VOLUME DO LÍQUIDO ALANTOIDE Bovinos 2 a 8L 4 a 15L Equinos 3 a 7L 4 a 15L Ovinos 0,35 a 1,2L 0,5 a 1,5L Suínos 40 a 200L 100 a Carnívoros - Líquido amniótico vai diminuindo proporcionalmente com o tamanho do feto > líquido alantoide vai aumentando. PLACENTA - É um órgão temporário com várias funções; - É formada por uma parte fetal e uma parte materna. Parte fetal (córion) + Parte materna (modificações do endométrio) FUNÇÕES: - Respiração, nutrição e trocas metabólicas; - Filtração (barreira placentária) > número de camadas físicas entre sangue materno e sangue fetal > evita a passagem de muitos elementos de um lado para o outro; - Secreção interna (hormônios); - Imunoproteção > protege o feto do ataque do sistema imunológico da mãe (considerado um corpo estranho, carga genética não é toda igual à da mãe). CLASSIFICAÇÃO DE PLACENTA SEGUNDO STRAHL SEMIPLACENTA: - Não forma um órgão integrado > segmentada; - Exemplo: → Difusa = equinos e suínos; → Múltipla ou cotiledonária = ruminantes. PLACENTA VERDADEIRA: - Forma um órgão integrado, pode-se pegá-lo; - Exemplo: → Discoidal = humanos; → Zonal ou zonaria = carnívoros. CLASSIFICAÇÃO DE PLACENTA DECIDUADA E ADECIDUADA DECIDUADA: - Primatas; - Penetração do trofoblasto na mucosa uterina; - Ocorre destruição do endométrio; - São expulsas no momento do parto. ADECIDUADA: - Simples engrenagem das digitações trofoblásticas fetais com as digitações epiteliais e glandulares do útero; - Não há perda tecidual do endométrio; - Não são expulsas no momento do parto. PLACENTA CORIOVITELINA E PLACENTA CORIOALANTOIDE CORIOVITELINA: - Carnívoros e equinos; - Demora mais tempo; - Forma vasos no saco vitelínico, que vai formando antecipadamente a placenta. CORIOALANTOIDE: - Todas as espécies; - Placenta se desenvolve no córion que, ligado no alantoide. CLASSIFICAÇÃO DE PLACENTA SEGUNDO A FORMA DE DISTRIBUIÇÃO DAS VILOSIDADES CORIÔNICAS - Cada espécie tem uma forma de vilosidades diferentes. COTILEDONÁRIA OU MÚLTIPLA: - Bovinos, ovinos e caprinos; - Córion por toda estrutura fetal e embrionária; - Forma placentomas > carúncula (materna) + cotilédone (fetal); - Placentoma na vaca é redondo, em ovinos e caprinos é achatado. DIFUSA: - Equinos, asininos, camelos, suínos, golfinhos, cangurus; - Semelhante à uma toalha felpuda, vilosidades distribuídas por toda a extensão do córion; - Não forma placentomas > forma ramificação das pontas das visolidades; - Equinos: em cada vilosidade, tem ramificações que formam pequenos cotilédones = microcotiledonária; Cinta coriônica: - Apenas em equídeos; - Anel que circunda todo o embrião > penetra o endométrio através da barreira placentária e forma os cálices endometriais (fetal); - Produz o eCG (Gonodotrofina Coriônica Equina) > age como luteotrófico > reforça a vida, cria o desenvolvimento e forma vários corpos lúteos > produz alta quantidade de progesterona para manter a gestação de forma segura; - Hormônio de longa duração (assim como o hCG) > permanece na circulação por muito tempo após a gestação > permanece com baixo nível de progesterona, diferente das outras espécies. - Apenas humanos e equídeos possuem gonadotrofina coriônica > hormônio que tem ação nas gônodas e são produzidas pelo córion. - Em suínos, ocorre a anastomose das placentas dos fetos > primeiro nasce os leitões e depois saem as placentas: → Muito comum ocorrer gestações gemelares; → Pode ocorrer troca de células entre os fetos. ZONÁRIA OU ZONAL: - Caninos, felinos; - Placenta forma um anel ao redor das estruturas fetais; - Útero fica aderida na porção externa do anel; - Hematoma marginal > vilosidades que aderem no útero; - Líquido esverdeado > úteroverdina > oriundo da bilirrubina; - Quando placenta está penetrando no tecido endometrial, causa destruição das camadas > extravasamento de sangue organizado/fisiológico, formando o hematoma marginal > sangue que fica é a úteroverdina > fonte de nutrição para o feto; → Acredita-se que é fonte de ferro para formação dos fetos; → Importância clínica: se há coloração esverdeada, há o desprendimento da placenta > animal precisa nascer, se não saiu junto com o desprendimento da placenta, há algo errado; → Desprendimento pode ser total ou parcial > se é total, o feto está morto. → Gata tem hematoma marginal, mas não faz úteroverdina, é acinzentada (quase não é notada). - Perimétrio; - Endométrio, miométrio; - Corioalantoide; - Alantoide; - Saco vitelino; - Corioalantoide (zona placentária); - Hematoma marginal. DISCOIDAL: - Primatas; - Placenta no polo cranial; - Parede do endométrio circunda o feto; - Cavidade uterina colapsada. DISCOIDAL (LABIRÍNTICA): - Coelhos, ratos, camundongos; - Semelhante à dos humanos. CLASSIFICAÇÃO CONFORME O NÚMERO DE CAMADAS SEPARANDO AS VILOSIDADES CORIÔNICAS DO SANGUE MATERNO, SEGUNDO GROSSER (1902) - Células epiteliais revestem o útero; - Tecido conjuntivo; - Vasos sanguíneos. EPITELIOCORIAL: - Equinos, suínos; - Tipo de placenta em que as vilosidades não destroem nenhuma estrutura. ENDOTELIOCORIAL: - Carnívoros; - Destrói tecido epitelial e tecido conjuntivo; - Se liga diretamente na parede do vaso do útero. HEMOCORIAL: - Primatas, roedores. - Destrói todas as estruturas, inclusive a parede do vaso do endotélio; - Número reduzido de camadas. SINEPTELIOCORIAL:- Bovinos, caprinos e ovinos; - Formam uma nova camada por cima das outras; - Bovinos mantém a nova camada durante toda a gestação; - Caprinos e ovinos vão perdendo a camada conforme o tempo da gestação. EM HUMANOS: - Córion liso, saco vitelínico pequeno, vestígio do saco alantoide, líquido alantoide; - Decídua parietal e capsular que envolve todas as estruturas. NUTRIÇÃO DO EMBRIÃO/FETO - Progesterona induz a hipertrofia de glândulas endometriais e estimula a secreção > leite uterino > nutre o embrião; - HEC – glândulas endometriais com produção excessiva de secreção; - Desenvolvimento de vasos > penetra no endométrio > trocas com a mãe > não necessita mais do leite uterino; - Organogênese > formação dos órgãos > passa a ser considerado feto. TROCAS MATERNO-FETAIS: - Difusão: oxigênio, anidrido carbônico, água, eletrólitos, hormônios, alguns fármacos, anestésicos; - Difusão para moléculas portadoras (Carriers): glicose, aminoácidos, ácidos graxos; - Transferência ativa: histamina, serotonina, adrenalina; - Fagocitose ou Pinocitose: imunoglobulinas, proteínas plasmáticas, lipoproteínas, fosfolipídios; - Passagem direta para solução de continuidade: (Pressão hidrostática + Lesões vilosas) macromoléculas, células integrais. BARREIRA PLACENTÁRIA: - Camadas que dividem o sangue materno do sangue fetal; - Menor número de barreiras no humano > imunidade é maior; - Maior número de barreiras em bovinos > imunidade é menor. CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA FETAL - 2 artérias umbilicais e veia umbilical; - Sangue transita para o sangue do bebê, enviado pela placenta, faz as trocas e retorna pelas veias umbilicais; - Estruturas vasculares diferentes: → Ducto venoso > desvia o sangue oxigenado do fígado para o átrio direito do coração e pulmão; → Forame oval > sangue do átrio direito vai para o átrio esquerdo; → Ducto arterioso > parte do sangue vai para o pulmão e a maior parte volta para a aorta. - Até o A.D. > sangue mais oxigenado; - Após o A.D > sangue se torna misturado. PERSISTÊNCIA DO DUCTO ARTERIOSO: - Ao invés de fechar o ligamento, fica aberto; - Oxigenação prejudicada. PERSISTÊNCIA DO ARCO AÓRTICO DIREITO: - Ao invés de ter um arco aórtico esquerdo, o que prevalece é o direito > ducto arterioso vai para a aorta, “lançando” o esôfago, causando um estrangulamento > alimento não passa = megaesôfago. MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA FÊMEA PRENHE EVOLUÇÃO UTERINA OVÁRIO: - Formação e manutenção do corpo lúteo; - Diferente conforme a espécie. ÚTERO: - Faz a evolução uterina: → Hiperemia, dilatação dos principais troncos vasculares; → Degeneração focal do endométrio > diferente conforme a espécie; → Aumento no tamanho e número das glândulas uterinas. - Perda do tônus uterino; - Fechamento da cérvix: → Tampão mucoso muito visível em bovinos > secreção que “sela” a entrada da cérvix > na hora do parto o tampão se liquefaz (muito volumoso). OUTRAS ALTERAÇÕES GLANDULARES: - Aumento do volume da glândula mamária; - Hipertrofia da hipófise, tireoide e paratireoide. ALTERAÇÕES GERAIS: - Elevação do metabolismo; - Aumento da demanda de oxigênio, do consumo energético e do apetite > progesterona retém líquidos; - Edema de partes baixas > retenção de líquido por conta da progesterona elevada + apoio da gestação (retorno venoso); - Pode ocorrer cio > difere entre as espécies: → Equinos > CL secundários ajudam na produção da progesterona por um período > desenvolvimento folicular no ovário > folículos presentes dão sinais de ovulação > cio pode ocorrer. - Relaxamento progressivo dos ligamentos pélvicos: → CL e placenta produzem relaxina (hormônio que relaxa cápsula articular) > facilita a passagem do feto por via fetal > mais intenso na vaca. ENDOCRINOLOGIA DA GESTAÇÃO PLACENTA COMO GLÂNDULA ENDÓCRINA ESTRÓGENOS: - Desenvolvimento da musculatura uterina; - Desenvolvimento das mamas; - Atua no metabolismo materno com ação na síntese proteica, nas funções da tireoide e adrenais; - Embebição gravídica: → Aumento expressivo de estrógenos no final da gestação, aumentam o calibre dos vasos, tecido muscular mais vascularizado, aumentando a elasticidade dos tecidos. - Preparação da VFM (Via Fetal Mole): → Se aumenta a vascularização, aumenta a quantidade de células de defesa. - Reconhecimento materno da gestação (suínos); - Participa do desencadeamento do parto. PROGESTERONA: - Manutenção da gestação > sem progesterona, não há gestação > égua é um caso a - Bloqueio do tônus uterino; - Fechamento da cérvix; - Produção do muco cervical (“tampão”); - Desenvolvimento das glândulas endometriais, e secreção das mesmas; - Desenvolvimento mamário. ECG (PMSG): - Em equinos; - Estimula o desenvolvimento folicular e posterior luteinização (com ou sem ovulação); - É um luteotrófico; - Inibe FSH > estimula crescimento do folículo ovariano > estimula LH. HCG: - Em humanos; - Manutenção do corpo lúteo. RELAXINA: - Relaxamento de articulações e ligamentos; - Ficam mais móveis e instáveis. DURAÇÃO DA GESTAÇÃO ANIMAIS DURAÇÃ O MÉDIA DA GESTAÇÃ O EM DIAS VARIAÇÃO FISIOLÓGIC A DA GESTAÇÃO EM DIAS AMPLITUD E DE VARIAÇÃO EM DIAS DURAÇÃO APROXIMAD A DA GESTAÇÃO EM MESES Éguas 335 a 337 320 a 355 36 11 meses Jumentas 360 348 a 377 30 12 meses Vacas 280 a 385 270 a 295 26 9 meses (influência racial) Pequenos ruminantes 150 144 a 156 13 5 meses Porcas 114 110 a 118 9 3 meses, 3 semanas e 3 dias Cadelas 63 60 a 66 7 2 meses Gatas 63 56 a 65 10 2 meses Coelhas 31 30 a 33 4 1 mês - Existe amplitude fisiológica do período de gestação; - Tem a ver com vários mecanismos que levam ao final da gestação ou com a demora da implantação. FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA DURAÇÃO DA GESTAÇÃO RAÇA - Holandês = 278 dias; - Pardo-suíço = 292 dias. SEXO DO FETO - Feto macho (bovino e equino) geralmente prolonga a gestação em 1, 2 ou 3 dias. IDADE DA MÃE - Primíparas tem de 1 a 5 dias de gestação a menos; - Fêmeas jovens tem gestação mais curta. TAMANHO E NÚMERO DE FETOS - Feto mais desenvolvido nasce mais cedo; - Quanto maior o nº de fetos, menor o período de gestação. ESTAÇÃO DO ANO - Estação chuvosa: diminui; - Estação seca: aumenta. DETERMINAÇÃO DA IDADE FETAL - Peso; - Comprimento da coluna; - Distribuição de pelos; - Placenta; - Pesos dos líquidos fetais.