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Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
p1Introdução:
Obstetrícia
● O que é: termo “obstetrícia”
origina-se do latim “obstetrix”, que
é derivado do verbo “obstetra”.
● É a área da medicina que estuda a
reprodução na fêmea, investiga a
gestação, o parto e o puerpério
nos seus aspectos fisiológicos e
patológicos.
Aula 14/05
Pelviologia e pelvimetria das
espécies domésticas.
Pelviologia- estudo da pelve
pelvimetria- medição da pelve
Pelvis- “bacia”
● ela é uma estrutura cônica, com
base de maior diâmetro voltada
cranialmente e ápice (menor
diâmetro) voltado caudalmente
complexo osteoligamentar de funções
múltiplas:
● locomoção
● sustentabilidade do peso dos
membros pélvicos
● via de passagem do feto
● proteção e sustentabilidade dos
órgãos pélvicos (parte do intestino,
reprodutivos e urinários)
Anatomia pélvica:
● partes duras: osso (formada por 3
ossos: Ílio, púbis e o ísquio) e
articulações da pelve.
● Partes moles: aparelho genital,
plexo vascular-nervoso e
ligamentos
Apesar das estruturas ósseas serem
rígidas, no caso das fêmeas quando
chegam próximo ao parto ela sofre
interferência hormonal (relaxina e
estrógeno) que faz com que haja um
afrouxamento dos ligamentos pélvicos, ou
seja ocorre uma ampliação.
importância das estruturas: é um local
importante de lesão para a fêmea tanto
em pequenos quanto em grandes.
em grandes animais pode haver problema
de fratura quando coloca um macho maior
que a fêmea, porém a maioria das vezes
é por acidente. a asa do ílio é o mais
acometido
Essa fratura ou má formação vai causar
uma dificuldade na hora do parto.
● exame físico externo: inspeção
clínica em procura de assimetria,
principalmente entre as
tuberosidades coxais.
● Exame físico interno: pode se
fazer palpação no canal do
nascimento para descartar lesões
ósseas; em pequenos animais
pode-se fazer exames de imagem.
A articulação lombossacra é formada ́
pela última vértebra lombar e a primeira
sacral, tem importância obstétrica pois é
onde é feita a anestesia epidural em
pequenos ruminantes, porca e cadela.
articulação sacrococcígea é a articulação
entre a última sacral e a primeira
coccígea, tem importância obstétrica pois
é onde é feito a anestesia epidural baixa
em ruminantes e égua.
1
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
O nervo obturador é importante dentro da
obstetrícia
quando tem uma lesão do nervo por
compressão, por trauma direto. no caso
da obstetrícia o mais comum são fêmeas
com distocia, e o feto fica preso por muito
tempo. Uma vaca com lesão no nervo
obturador começa a ter claudicação
(chamada síndrome da vaca caída
importância obstétrica da articulação
lombossacra: anestesia epidural:
pequenos ruminantes, porca e cadela-
anestesia pode ser peridural alta
articulação sacrococcígea: anestesia
epidural baixa: ruminantes e égua
acetábulo
Forame obturador
Sacro
Articulação sacroilíaca
articulação lombossacra
articulação sacrococcígea
Sínfise pélvica
articulação coxofemoral
partes moles da pelve
ligamentos:
● sacro-ilíacos: mantêm relação
entre pélvis e coluna vertebral;
auxilia
O tendão é uma estrutura anatômica que
faz a inserção do músculo, fixa o músculo
em algum ponto.
tendão pré pubico: um dos mais
importante em relação a sustentação do
peso das vísceras.
pode ocorrer ruptura de tendão pré
pubico: se ocorrer durante a gestação
deve-se observar para saber se terá
problema, e se será necessário a
intervenção do veterinário com cirurgia ou
somente acompanhamento com obstetra,
normalmente essa fêmea deve ser
retirada da reprodução.
nervos e vasos:
● nervo ciático (maior nervo do
corpo)
● nervo pudendo (bexiga, uretra,
reto, esfincter anal, clitoris, vulva)
● Nervo obturador (mais suscetível a
lesões na hora do parto, por se
dispor de encontro a face ventral
do ílio, podendo sofrer
compreensão do feto em sua
passagem- síndrome da vaca
caída)
● nervo femoral
Aparelho reprodutor feminino: Vulva,
vagina, cérvix, útero, tubas uterinas,
ovários- modificações em suas estruturas
e trajeto pode ser prejudicial ao feto ,
suscetíveis à ação hormonal, alterações
anatômicas e topografia.
Pelvimetria: Determinação métrica das
dimensões pélvicas.
● Representa um método profilático
contra complicações do parto
causados por deformação,
malformação ou sequelas de
infecções presentes nessa
estrutura óssea.
método de diagnóstico de baixo custo e
de simples realizações, que não necessita
de contenção química. (exceto em
selvagens e animais agressivos)
Métodos de realização: pelvimetria
radiográfica; pelvimetria in vivo interna e
externa; pelvimetria em peças anatômicas
(para estudos).
Proporção relativa entre feto e pélvis.
pelvimetria direta ou interna:
● Podem ser efetuadas por palpação
retal (em animais de grande porte),
em peças anatômicas, por
radiografia.
● Mensura-se diferentes diâmetros
com o objetivo de avaliar o espaço
2
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
interno da cavidade pélvica (utiliza
pelvímetro de rice)
existem vários tipos de diâmetro: iremos
ver o:
● Vertical ou sacro pubico- vai do
sacro ao público- é traçado uma
linha imaginária desde o
promontório até a extremidade
anterior da sínfise pubiana
● transversal ou bi-ilíaco médio- (
meio dos dois ilios)- linha
imaginária que passa acima do
tubérculo
Eixo pélvico ou linha de condução: indica
a direção do conduto pélvico e
consequentemente os movimentos do feto
no canal do parto durante sua extração.
(a égua tem um eixo pélvico elíptico) o
eixo é importante para saber a facilidade
do parto
tipos de pelve:
● dolicopelvico: diâmetro
sacro-pubico e maior do que o
bi-ilíaco (ruminante; suínos e
algumas raças de cães)
● mesatipelvico: diâmetro
sacro-pubico semelhante o
bi-ilíacos (equinos, gatas, cadelas
dependendo da raça- cães
maiores)
● platipelvico: Diâmetro do
sacro-pubico é menor que o
bi-ilíaco (cães de algumas raças
como bassetoides)
Aula 21/03
Fisiologia da Gestação
Gestação: intervalo entre a fecundação
do oócito (óvulo) até a completa expulsão
do(s) feto (s) e suas membranas. a
quantidade de oócito que uma fêmea irá
ter em sua vida, vai depender da sua vida
reprodutiva.
Classificação das fêmeas de mamíferos
N° de filhotes
● Quando pari 1 filhote chama
uníparas (vacas, égua, ovelhas e
cabra).(único feto- feto pega todo o
nutriente para ela então pode
ocorrer do feto crescer demais e
ocorre distocia)
● quando pari mais de um filhote
chama multíparas (cadela, gata
e porca)
N° de parto
● primigesta ou primípara - 1 parto
● secungesta ou secundípara - 2
parto
● plurisgesta ou pluripara (a partir de
3 partos.
● nulgesta ou nulipara (nenhum
parto)-
duração de gestação
pode ocorrer alteração, podendo estar
ocorrendo algo com o feto.
fatores que interferem no tempo de
gestação:
→ fatores maternos:
● as primíparas têm tendência a ter
uma gestação um pouco mais
curta (1 a 5 dias);
● Fêmeas mais velhas podem
prolongar em até 2 dias.
→ fatores fetais:
● multíparas fetos pequenos e
ninhadas grandes (gestação mais
curta);
3
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
● tamanho da ninhada e gestação
gemelar (relação inversa a
duração);
● equinos e bovinos machos (1 a 3
dia mais longos);
● fetos equinos subdesenvolvidos
(prolongamento até 30 ou 40 dias)
→ fatores genéticos:
● genes autossômicos recessivos
em homozigose (bovinos)- que
geram anormalidade
principalmente da hipófise
(crescimento para aos 7 meses/ o
parto não desencadeia/acontece);
e outras situaçoes que pode gerar
o encurtamento ou o
prolongamento do parto
→ fatores ambientais:
● estresse; aplicação de fármacos
(progestágenos, glicocorticóides,
ocitocina).
Período da vida pré-natal:
1. período de ovo (fase tubária ou
blastogenica)
● formação do novo ser por meio da
fecundação; início das divisões de
clivagem (divisão da células do
embrião) e formação do
blastocisto) após a primeira
clivagem do zigoto passa a ser
chamado de embrião)
A partir de 16 células esse embrião se
chama mórula.
2. período de embrião (fase
embrionária ou organogênica) →
início da formação.
● eclosão do blastocisto,
implantação, formaçãodos
principais tecidos, órgãos e
sistemas do embrião e da
placenta. (período considerado
mais crítico- morfogênese (pois
tem uma alta ocorrência de morte
embrionária) pode ocorre
anomalias fetais e defeitos
teratogênicos
● Estas primeiras fases da gestação
são muito sensíveis, portanto
deve-se ter cuidado na palpação,
contenção química e mecânica,
radiografia.
3. período de feto (fase fetal)
● Caracterizada pelo
desenvolvimento completo do feto;
ocorre maior parte do crescimento
da placenta e do feto e dura até o
parto, períodos mais longos, e o
4
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
peso do feto aumenta muito rápido
no final do período fetal.
Reconhecimento materno da gestação:
A partir do folículo sendo ovulação ocorre
a formação dos oócitos; se esse óvulo
não encontrar o espermatozóide, ele
morre e o ciclo começa novamente.
a ovulação só ocorre se o corpo lúteo
morrer
quem faz a luteólise é a prostaglandina
PGF2ⲁ
é preciso ter a luteólise para que ocorra
ovulação, ou seja, quando o oócito
liberado não é fecundado, ocorre a morte
do corpo lúteo, para que volte a ocorre a
ovulação; pois não é possível ovular com
o corpo lúteo ativo, pois a progesterona
(P4) está alta.
porém quando esse ovócito é liberado e
encontra o espermatozóide e é fecundado
essa luteólise não pode mais acontecer,
pois é ele que irá manter a progesterona
alta e garantir q a gestação seja mantida
até o final, e irá impedir que ocorra uma
nova ovulação nesse período. TIRAR
DUVIDA.
com a luteólise tem a formação do zigoto
o que determina que a gestação ser
mantida até o final é a concentração da
progesterona elevada nesse organismo
pois se ocorre a progesterona baixar, o
corpo lúteo morre, e o organismo entende
que pode ovular novamente.
Quando tem gestação vai ter inibição da
ocorrência de luteólise, que vai garantir a
concentração de progesterona alta.
Ou seja, quando ocorre a luteólise de um
corpo lúteo que não fecundou, o
organismo consegue ovular novamente, e
após fecundar ocorre o aumento da
progesterona (p4) e assim vai garantir que
a gestação seja mantida até o final.
Nos ovários tem os folículos onde ficam
os oócitos→ quando esse folículo rompe
os oócitos saem.
o corpo lúteo é a célula folicular que após
a ovulação sofre alteração de hormônios
corpo lúteo é a maturação do folículo
após a ovulação.
*A secreção de progesterona é
indispensável para a manutenção da
gestação de todos os mamíferos.
A sobrevivência desse embrião no útero
depende do prolongamento da
funcionalidade do corpo lúteo que é
formado após a ovulação, que passa a
ser denominado gravídico.
tem estradiol por que o folículo dominante
tem alta concentração de estrógeno
Luteólise:
tem receptores de E2 no endométrio
(ESRI); E2 → síntese de OXTR.
a ocitocina é produzida pela neurohipófise
e CL→ PGF2a
a PGF2a → luteolise
a prostaglandina chega no ovário junto a
passagem pelo endométrio
devemos evitar a luteólise para
reconhecer a gestação (evitar a morte do
CL), ou seja, manter o corpo lúteo, para
manter a progesterona alta, e manter a
gestação. se tiver luteólise durante a
fecundação terá morte embrionária, pois a
progesterona baixa.
mecanismo para manutenção do CL durante a
gestação: pode ocorrer de diferentes
formas-
5
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
● o concepto previne a secreção de
PGF2a, que tem efeito de lesar o
CL
● o concepto altera a distribuição da
PGF2a, sem atingir o CL da
maneira apropriada, que resulta na
sua manutenção
● o conceito secreta substâncias que
competem com os efeitos da
PGF2a no CL, ou seja, exerce o
efeito antiluteolitico.
O embrião, em início de desenvolvimento
sintetiza uma grande quantidade de
substâncias como citocinas (interferonas,
interleucinas, fatores estimulantes de
macrofagos, fator de necrose tumoral),
enzimas (proteases), prostaglandinas,
hormonas (hormona liberadora de
corticotrofinas, estrógenos); e outros
fatores.
ruminantes→ papel de reconhecimento.
Interferon-tau (INFt)
● é uma proteína secretada pelo
trofoblasto (uma camada célula do
blastocisto) que produz a maioria
dessas substâncias; interferon do
tipo 1; produzido pelo concepto
(quando começa a se alongar)
● ocorre a inibição direta da
expressão de receptores de
estrógenos e ocitocina no
endométrio (que evita a liberação
de pulsos luteoliticos de PF2a)
● Que inibe a produção de enzimas
envolvidas na síntese da PGF2a; e
estimula os receptores de
progesterona.
Durante a gestação bovina, o embrião
libera uma substância chamada interferon
tau (IFNτ). O IFNτ ajuda a estabilizar os
receptores de progesterona no útero da
vaca, mantendo-o pronto para a gravidez.
Além disso, o IFNτ inibe os receptores
para estrógeno e ocitocina, impedindo a
produção de uma substância chamada
PGF2α, que poderia causar o término da
gestação. Em resumo, o IFNτ contribui
para manter a gravidez bovina ao regular
os hormônios no útero da vaca.
reconhecimento materno da gestação em
suínos:
● são necessários no mínimo 4
embriões para que ocorra a
inibição da luteólise
● o estrógenos (estrona e estradiol)
ela não inibe a secreção de
PGF2a, mas altera a maneira
como a PGF2a é secretada.
● Não prenhas (secreção
endócrina): PGF2a é secretada
pelo endométrio uterino no polo
basal das células, voltado para o
miométrio, é carreada até o CL.
● prenhez (secreção exócrina):
PGF2a é secretada primeiramente
para o lúmen uterino, no qual é
degradada, prevenindo a lise do
CL.
Reconhecimento em equinos: produtos
produzidos pelo conceito responsável
pelo reconhecimento materno da
gestação ainda não é reconhecida, porém
6
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
sabe que o embrião possui grande
importância na sinalização.
● o embrião esférico e solto dentro
do lúmen uterino→ se move
continuamente de um corpo para o
outro + contrações peristálticas do
miométrio.
● A migração do embrião promove
sinal de reconhecimento materno
da gestação por toda a extensão
do útero, levando a uma
supressão na liberação da PGF2a
pelo endométrio.
Prostaglandinas - PGE2, PGI2, PGF2:
● A produção de prostaglandinas
pelo conceito é alta após o 10 dia
da ovulação, elevando a função do
aumento da idade gestacional.
Estrogênio: secretado em grande
quantidade desde os sete dias após a
ovulação; é significante para o
estabelecimento da gestação, porém sua
função não é exatamente determinada.
Uteroferrinas: proteínas que parecem
estar envolvidas no reconhecimento
materno da gestação em éguas; altas
concentrações de estrógeno associada ao
aumento da progesterona que levam ao
aumento considerável na produção de
uteroferrinas.
reconhecimento dos carnívoros domésticos:
● a manutenção do corpo lúteo
gravídico é fundamental (ou seja, a
não ocorrência da luteólise)
Implantação:
processo pelo qual o embrião se fixa ao
endométrio; historicamente chamada de
“nidação” que se origina “nidus” (ninho ou
local de procriação.
● Para implantação é necessário
realizar a eclosão ou hatching:
quando sai da zona pelúcida para
se fixar no endométrio.
Eclosão do blastocisto: enquanto o
embrião está se movendo no interior do
oviduto, forma-se a blastocele, a qual se
expande após a entrada do blastocisto no
útero.
● As membranas das células do
trofoblasto contém bomba de sódio
voltada para a blastocele,
transportando íons sódio para a
cavidade central.
● a zona pelúcida evita a adesão do
blastocisto na parede do oviduto
→ evita a ocorrência da gestação
ectópica (hemorragia e risco de
vida); no útero o embrião precisa
eclodir (sair da zona pelúcida) para
se aderir ao endométrio)
● eclosão é a lise da zona pelúcida
A implantação varia de acordo com o tipo
de desenvolvimento placentário.
Após a eclosão do blastocisto, algumas
modificações começam a acontecer no
útero e no embrião, resultando na
implantação.
● o embrião se torna eletricamente
negativo e muito adesivo
● nos ruminantes e suinos ocorre o
alongamento dos embriões
● nos equinos tem a formação da
cápsula esférica
● ocorre aumento da permeabilidade
capilar do útero
7
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
→ nosruminantes a implantação ocorre
em locais específicos da parede uterina
que são as carúnculas (placenta
cotiledonária)
O processo de implantação é regulado
por citocinas, hormônios, enzimas e por
outros fatores
Aula 28/03
Fisiologia da gestação- anexos
�brionário, plac�ta e
�docrinologia da gestação.
Anexos embrionários ou fetais:
Definição: os anexos (embrião e feto) são
formados pelos folhetos embrionários, e
eles vão ter diferentes funções.
● Córion se origina a partir do
trofoblasto
● Âmnio origina do ectoderma
● Alantóide endoderma e
mesoderma
● Vesícula vitelínica endodérmica
● Cordão umbilical formado pelo
anexos fetais exceção do córion (+
importante para formação externa
da placenta
Todas as células vão dar origem ao feto, e
os anexos fetais formam a placenta, a
junção verdadeira entre o fetal e o
materno forma a placenta verdadeira.
Função: proteção, alimentação e
desenvolvimento do embrião e do feto
Classificado em duas categorias (tempo
de permanência durante a gestação)
● Transitória- vesícula vitelínica
(desaparece com evolução da
gestação e surge a membrana
alantóide- 2° e 3° semana)
● Permanente - córion, alantóide e o
âmnio (cordão umbilical)
Um líquida que recobre o feto fica o âmnio
(líquido amniótico)
Por fora o que recobre é o alantoide.
Os cotilédones é o anexo fetal que o
conecta à carúncula que é o anexo
materno e juntos formam o placentoma.
Membrana vitelina ou saco vitelínico ele
desenvolve no inicio da fase embrionária
Ele que vai fazer a nutrição desse animal
enquanto não tem a placenta verdadeira
desenvolvida; ele que vai fazer a troca
gasosa, armazenamento de nutrientes. e
como se fosse a gema do ovo
● A importância dele é no início da
gestação fazer o armazenamento
e participar da nutrição do embrião
na fase inicial.
● E partir da suas células se
estrutura a 1° circulação
(onfalomesentérico)
8
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
● tem função hematopoiética a partir
da 6° semana
● É deslocado pelo rápido
crescimento do saco alantóide,
atrofia-se precocemente, e
degenera-se sem deixar vestígio.
● circulação onfalomesentérica (2
artérias e 2 veias).
características do corion:
Corion (+ importância deste folheto)
Se origina do trofoblasto
● E o anexo mais externo que
envolve todo embrião (conecta o
feto ao endométrio para o
reconhecimento fetal)
● A motivação do tecido do
trofoblasto e o que vai guerra a
invasão ou não do tecido materno
dependendo da espécie
● Função de proteção e garantir
através da união materno fetal as
trocas gasosas e nutricionais
(placenta fetal)
característica do alantóide
Alantóide é quase a bexiga urinária extra
embrionária e se desenvolve a partir do
intestino grosso embrionário.
● O volume do alantóide vai
aumentando conforme o
crescimento do animal
Âmnio: folheto mais interno, é oq está
banhando o feto
Ele reveste todas as estruturas do cordão
umbilical e se reflexão e sobre
embrião/feto- forma uma bolsa protetora
que o circunda completamente
Funções dos líquido fetais -> proteção de
traumas, desidratação e variação de
temperatura; evitar aderência do feto com
anexos; desenvolvimento do feto;
movimentação fetal; receptáculo de
nutrientes para o feto, favorece o
equilíbrio evitando torção uterina;
dilatação da cérvix e vulva durante o
trabalho de parto.
Córion âmnio alantóide
Cordão umbilical- formado pelos anexos
fetais (exceto o córion)
A veia que tem no umbigo tem ligação
direta com a circulação hepática
Úraco tem ligação direta com a bexiga (se
não tem uma boa fusão no uraco, fica um
gotejamento)
Placentação- após a implantação inicia a
placentação
a justaposição das vilosidade do córion
fetal com as criptas da mucosa uterina
A diferenciação do trofoblasto que vai dá
origem ao córion
Oq é placenta: é um órgão transitório, e
um órgão intermediário entre a mãe e feto
que promove o suprimento de oxigênio e
nutrientes, remoção de detritos
metabólicos, e secreção de hormônios, ou
seja, ela faz as funções de órgãos que
ainda não são funcionais ou formados.
● faz a função das trocas gasosas
(pulmões)
● transporte de nutrientes (digestiva)
● elimina catabólicos (função renal)
● sintetiza hormônios (endocrina)
a placentação é o inicio do período
embrionário gestacional; onde tem o
reconhecimento materno (contato do
trofoblasto com endométrio)
Classificação da placenta
→anatômica
→histológica
9
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
→modificação da mucosa uterina (ou
perda do tecido materno
Classificação macro (anatômica):
● Difusa ou microcotiledonaria
-equinos e suínos
● Zonaria- carnívoros (cão, gato)
● Cotiledonária- ruminantes
● Discoidal (exóticos) primatas,
roedores
Classificação micro (histológica)
● Difusa e cotiledonária- -
epiteliocorial (ruminantes, equinos
e suínos)
● Zonaria- endoteliocorial
(carnívoros)
● Discoidal- hemocorial (primatas e
roedores)
Modificação da mucosa uterina (perda de
tecido maternal
Placenta adeciduada (ruminantes,
equinos e suinos)
Placenta deciduada (carnivoros, primatas
e roedores)
classificação
Difusa- todo córion é viloso e faz contato
com o endométrio
● Ex.: porca e égua (micro
cotiledonária)
Zonaria- O córion viloso forma um
cinturão ao redor do saco coriônico que
se conecta no endométrio na
circunferência interna da luz uterina.
● Ex.: carnívoros
Cotiledonária: O córion viloso assume
forma circular em número variável (80 a
120) circundados por córion liso,
constituindo a porção fetal da placenta e
denominada de cotilédones.
Enquanto o endométrio modificado
constitui a porção materna, é denominado
de carúncula (na vaca é convexo e na
ovelha é ).
● União (da caruncula e do
cotiledone) = Placentoma
● Ex.: ruminantes
Discoidal: O córion viloso se apresenta
com uma forma discreta, sendo a conexão
com o endométrio.
● Ex.: primatas e roedores
Classificação quanto a modificação da
mucosa uterina:
→Deciduada: endométrio modificado é
liberado juntamente com a placenta fetal
durante o parto.
● Lesão na parede uterina→
sangramento.
● primatas, carnívoros, roedores,
coelhas.
→ Adeciduada: a placenta materna
(endometrio modificado) não se
desprende quando a placenta fetos se
desprende.
10
Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
● não ha lesao e a liberção dos
anexos é depois
● cabra, vaca, egua e porca.
De acordo com o grau de aprofundamento
da placenta, quanto mais destruição das
camada vai havendo perda do tecido
materno, mais sangramento terá.
Classificação histológica:
Epiteliocorial: 6 estruturas histológicas
interpostas entre o sangue materno e o
fetal.
● placenta materna→ endotélio
vascular, tecido conjuntivo e
epitélio endometrial.
● Placenta fetal → epitélio corial,
tecido conjuntivo e epitélio
vascular
● Impede passagem de
macromoléculas (mãe/feto) -
imunoglobulinas
● bovinos, ovinos, equinos e suinos.
Endoteliocorial: Existem 4 estruturas
histológicas interpostas entre o sangue
materno e o fetal.
● Placenta materna → endotélio
vascular.
● Placenta fetal → epitélio corial,
tecido conjuntivo e epitélio
vascular
● Ex.: carnívoro
Hemocorial: a placenta fetal se implanta
no endométrio modificado, sendo
banhado diretamente pelo sangue
materno.
3 estruturas histológicas
● Placenta materna → 0
● Placenta fetal → epitélio corial,
tecido conjuntivo e endotélio
vascular
● Ex.: Primatas, incluindo o homem,
e roedores.
funções da placenta:
órgão respiratório do feto-
órgão de alimentação
órgão de filtração: dependendo do tipo do
feto tem maior ou menor barreira
placentária
órgão de secreção interna
órgão de imunoproteção
�docrinologia da gestação
para manter a gestação até o final é
necessário um equilíbrio entre certos
hormônios para manutenção da gestação
● progesterona
● estrógeno
● prolactina
● relaxina
● ECG
Estrógeno: produzido pelos ovários,
placenta e gônada fetal
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Obstetrícia Veterinária
● função vai depender da fase da
gestação:
→ participa da proliferação do
epitélio endometrial
→ Hipertrofia musculatura lisa do
útero
→ Deposição de glicogênio em
musculatura lisa
→ Síntese de colágeno→Síntese protéica
● Sinergismo com outros hormônios
- Pré-requisito para ação de:
→ Progesterona no endométrio
→Progesterona e prolactina na
glândula mamária
→Relaxina na sínfise púbica
progesterona: CL- corpo lúteo (inicial- tem
papel de manutenção da espécie entre
várias espécies) e placenta (metade e
final da gestação)
CL dependentes vaca, cabra, porca,
cadela e gata
Ovelhas: placenta produz 5x mais P4 do
que o ovário (final de gestação)
Éguas:
● P4 produzido por CL primário
(início de gestação)
● Início da produção de P4 pela
placenta por volta de 70 a 90 dias
● Cálices endometriais produzem
eCG (ação luteotrófica e estimula
a esteroidogênese luteal) –
produção de P4 até ~140 a 160
dias
Prolactina: produzida de hipófise materna
e CL
→ efeito luteotrófico
→ estimula o metabolismo do colesterol
(aumenta o colesterol livre das células) →
usado na produção dos hormônios
esteróides (e2 e p4)
O aparecimento e manutenção dos
receptores de LH nas células luteínicas;
inibe a degradação de progesterona.
Prolactina + P4 efeito psíquicos (conduta
materna)--> preparação de ninho,
cuidados com o neonato
relaxina: produzida pelo CL, placenta e
endométrio
● Ela é produzida no final da
gestação em várias espécies;
importante próximo ao momento
do parto; ocorre o relaxamento da
cérvix, sinfise pubica, tecidos e
ligamentos pélvicos.
Endocrinologia da gestação na vaca:
Endocrinologia da gestação na ovelha e
na cabra:
Endocrinologia da gestação na égua:
formação de estruturas temporárias
produtoras de hormônios, denominadas
cálices endometriais.
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Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
Cálices endometriais: secretam o eCG
(gonadotrofina coriônica equina) (LH e
FSH)
eCG- processo de luteinização dos
folículos que vão produzir progesterona.
cadelas: se não tiver a queda de
progesterona, não terá a indução do
parto* (ver se é isso mesmo); se não
houver queda da progesterona → a fêmea
vai entrar em distocia e precisará da
intervenção.
Aula 11/04
Fisiologia do parto e puerpério
processo fisiológico através do qual o feto
e seus envoltórios são expulsos do útero.
Qual mudança é necessária para que
ocorra o parto?
Ocorre uma cascata de eventos que
finalizam no nascimento desse feto; no
final da gestação tem o aumento da
concentração de cortisol produzido por
esse feto (que tem uma função fisiológica
para esse feto que é fazer a manutenção
final), porém esse cortisol na circulação
sanguínea materna também tem uma
importância na placenta na fêmea.
prostaglandinas formadas no útero:
● PGF2a: lise CL, aumento da
contratilidade endométrio
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Obstetrícia Veterinária
● PGE: auxilia mecanismo do
relaxamento da cérvix e canal do
parto
● PGI2 (prostaciclina): potente
vasodilatador, manutenção
perfusão vascular da placenta.
Estresse fetal (feto crescendo, vai ficando
apertado, que faz com que ocorra o
aumento do cortisol)
o aumento do cortisol que estimula que
converte a progesterona e o estrógeno e
ocorre a contratilidade que desencadeia o
parto.
Via de expulsão fetal: condutor formado
por parte do trato genital e regiões
adjacentes pelo qual o produto transita
durante o parto.
● via óssea
● via mole
Fases do parto: “o feto determina o dia do
parto e a fêmea a hora”
● fase prodrômica (preparação do
parto): Os sinais de aproximação
do parto que variam de espécie
para espécie. A fêmea busca
solidão, impotência, ansiedade,
agitação; porca e cadela ocorre a
construção do ninho; éguas andam
de um lado para outro em círculos,
deitam, levantam, rolam,
simulando um distúrbio digestivo.
1. fase prodrômica em vacas: 1-2
semanas antes ocorre o
afrouxamento de articulações e
ligamentos da pelve, relaxamento
da musculatura da garuva (andar
inseguro e característico; tem
dilatação cervical; edema de vulva
e mucosa vaginal hiperêmica; dias
antes do parto tem corrimento
vaginal constituído por muco.
2. Fase prodrômica em éguas:
Modificações da secreção da
glândula mamária: imediatamente
antes do parto há alteração de
aparência aquosa para viscosa
(semelhante ao mel) e
transforma-se em abundante
secreção de colostro. Os sinais
são menos evidentes; relaxamento
dos ligamentos sacro isquiáticos;
glândula mamária de 3-6 semanas
antes tem um desenvolvimento
considerável, 2-3 dias antes
enchem de colostro, há
extravasamento e ressecamento
formando serosidade na
extremidade dos tetos
3. fase prodrômica em cadelas:
comum uma redução na
temperatura em torno de 1ºC nas
últimas 12-24h de gestação; 2-3
dias antes inquietação, isolamento,
inapetencia a anorexia e
preparação do ninho (aumento da
prolactina); descida do leite não é
indicativo varia 2 semanas até
horas antes do parto;
ultrassonografia do feto >55 dias→
estômago dilatado e FC 180-230
bpm.
4. Fase prodrômica em gatas:
comum uma redução na
temperatura em torno de 1ºC nas
últimas 12; descida do leite não é
indicativo; mudanças de
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Resumo med. Vet
Obstetrícia Veterinária
comportamento tem grande
variação;
5. fase prodrômica em porcas:
● Fase de dilatação da via fetal:
ocorre uma fase de insinuação que
vai do início das contrações
uterinas até o rompimento das
membranas fetais (duração
variável.
contrações: primeiras são irregulares e
pouco intensas, depois rítmicas e energia.
O principal controlador dessa contração é
a ocitocina.
● Fase de expulsão do feto: início
com rompimento bolsas fetais e
completa-se com o nascimento
dos fetos; associação com
contrações uterinas e abdominais.
reflexo de ferguson ou de expulsão fetal:
1. Vaca e égua permanecem em
estação até a fase de expulsão,
quando se deitam e permanecem
assim até o nascimento.
2. cadelas: vai depender do tamanho
da ninhada, filhotes podem ser
expulsos com ou sem a placenta
3. gatas: também vai depender do
tamanho da ninhada.
Puerpério:
São todas as modificações fisiológicas
que ocorrem no útero, na fase
imediatamente após o parto, quando este
órgão se recupera das transformações
que sofreu durante a gestação,
preparando-se para uma nova gestação.
fases do puerpério fisiológico:
● fase de expulsão da placenta
(delivramento)
● fase de involução uterina
(puerperal propriamente dito)
Fenômenos que caracterizam:
● Regeneração endometrial
● Involução uterina
● Reinício ciclo estral
● Lactação
● Vulva, vagina e músculos
abdominais, ligamentos pélvicos
regridem e adquirem consistência
e tensão
→ fase de delivramento: inicia
imediatamente após o parto, terminando
com a eliminação das membranas fetais.
Tem 2 mecanismo:
1. atividade contrátil do miométrio
2. perda da aderência materno-fetal.
→ fase da involução uterina: volta do
útero a condição normal e aptidão para
nova gestação.
modificações no endométrio
mudanças do volume do loquio em vários
dias após o parto.
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Obstetrícia Veterinária
1. Delivramento em bovinos: dura de
30 min a 8 hrs; >12 hrs
patologicamente.
→ puerpério propriamente dito:
Puerpério em pequenos ruminantes:
Puerpério em equinos
Puerpério em suínos
Puerpério em carnívoros
Aula 02/05
Diagnóstico de gestação de equinos. (foi
semana acadêmica
Matéria de P2
Estatica fetal, distocias ,
man�ras �stétricas e fetotomia
Estática fetal:
Estática fetal: E como o feto se encontra
insinuado no momento do parto.
A apresentação vai dar a forma que o feto
está
1. Animal de frente (cabeça) -
longitudinal anterior
1.2. Animal de traseira -
longitudinal posterior
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Obstetrícia Veterinária
→uma apresentação já distorcica
2. Transversal- onde está na
horizontal
2.2 transversal vertical
Posição- posição de partes do feto
→ dorso (podendo ser ilíaca, pública ou
isquiática- em relação onde o dorso do
feto está encostando na mãe)
→ lombo (podendo ilíaca, pública,
isquiática, sacral - em relação onde o
dorso do feto está encostando na mãe)
→céfalo (podendo ser ilíaca, pública,
isquiática ou sacral -em relação onde o
dorso do feto está encostando na mãe)
Quando tem uma apresentação:
● longitudinal anterior sempre será
dorso
● Apresentação longitudinal
posterior sempre será lombo
● Transversal só irá usar paratransversal
Sempre que vier de anterior e dorso
E sempre que vier de trás é lombo.
Transversal a cabeça sempre será a
referência - por exemplo céfalo-ilíaco
esquerdo (cabeça está perto do ílio
esquerdo)
Atitude ou postura
Será a informação do feto em relação a
extremidades do feto com o próprio corpo
→ relacionado sempre a cabeça do feto e
os membros.
Cabeça e pescoço podem estar
estendidos ou flexionados, pode ser
dorsal, ventral, ou lateral E e D.
Membros podem ser
estendidos,flexionados (bi ou unilateral),
ou "insinuados no canal do parto".
Estática é considerada eutócica- atitude
estendida anterior/posterior
Flexão bilateral de membros torácicos ou
pélvicos- característico de parto distócico
Distocia fetal
Dificuldade ou impedimentos que os fetos
encontram para sentem expulsos do meio
intra uterinos para o meio externo
● Podendo ser materno, fetal ou
materno-fetal
→ Ocorre alta mortalidade materna, se
não for feita uma intervenção rápida e
correta pode começar entrar em processo
de autólise. Pode acarretar problema à
fêmea.
→ Diminui a produção da fêmea (vaca por
exemplo tem retenção de placenta e vai
demorar mais a voltar para a produção)
→Doenças que podem aparecer no
puerpério
→Maior probabilidade de abate das
vacas.
Distocias de causa fetal-
Alteração estática fetal
Tamanho do feto
Parto gemelar
Malformações fetais
Deficiência
Apresentações distócicas- posições
distócicas-
Manobras obstétricas
1. Abrir espaço
● Retro pulsão (empurrar)
Hipertrofia fetal (feto grande)
● feto com dimensões normais
● porém pelve pequeno
Hipertrofia absoluta
● pelve materno normal
● feto muito grande
Tratamento-
● tração (puxar o feto) + episiotomia
(incisão na vulva da fêmea para
poder ampliar a saída, quando não
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Resumo med. Vet
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é o suficiente e feto está morto- faz
fetotomia)
● fetotomia- pois o feto já está morto
● cesariana
Parto gemelar
Espécies mais suscetível
● pequenos ruminantes e bovinos
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