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Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
1 
 
Dicas para o exame: 
• Ficar no nível da criança 
• Observar antes de tocar o paciente. 
• Pedir primeiro permissão a criança antes do contato 
• Estar por dentro de desenhos de TV, personagens 
e programas, leituras preferidas, resultados de 
futebol, últimos acontecimentos do universo infantil 
• O exame precisa envolver ludicidade e ser 
oportunista, além de completo e detalhado. 
• A mãe ou pai devem estar próximos e no campo 
de visão e toque da criança 
• Mantenha a criança em uma posição que ela ache 
confortável ➔ não é necessário deita-la a não ser 
que seja preciso, pois elas ficam muito vulneráveis 
nesta posição 
• Deixe o que incomoda para o final para não perder 
a confiança. 
 
Avaliação do lactente <1 ano: 
• Não precisa ser da cabeça aos pés 
• Quando quieto, realizar ausculta cardíaca, pulmonar 
e abdmonial 
• Avaliar FR e FC antes da temperatura 
• Polpar e percurtir 
• Reflexo de Moro por último 
• Encorajar cuidador a segurar a criança durante o 
exame = avaliar o vínculo da criança com a família. 
• Distrair com voz suave, chupeta, música ou 
brinquedo 
 
Avaliação do lactente >1 ano: 
• Não precisa ser da cabeça aos pés 
• Inspecionar áreas do corpo com ludicidade - "contar 
dedos das mãos e dos pés" 
• Deixa a criança manusear o equipamento e a distraia 
com brinquedos, bolhas 
• Use o mínimo de contato físico inicialmente 
• Procedimentos traumáticos por último 
• Introduzir os equipamentos devagar 
• Auscultar, percurtir, palpar quando quieto 
• Ofereça escolhas quando possível 
• Comece o exame com a criança nos braços ou colo 
dos pais. Examinar o pai antes da criança 
 
2-5 anos = pré-escolar 
• Se cooperar, proceder da cabeça aos pés 
• Se não cooperar, proceder como em lactentes 
• Pedir que tire sua própria roupa e deixar 
cueca/calcinha 
• Deixa a criança manusear o equipamento 
• Não esquecer do "pensamento mágico" 
• Inventar "história" sobre a sequência do exame 
• Ofereça escolhas quando possível 
• Se proceder como um jogo irá ganhar a 
cooperação 
• Comece o exame com a criança nos braços ou colo 
dos pais. 
• Examinar o pai antes da criança 
 
6-12 anos = escolar 
• Proceder da cabeça aos pés 
• Pode examinar a genitália por último em crianças 
mãos velhas = avaliar desconforto ou resistência ao 
exame 
• Respeitar a privacidade 
• Explicar o propósito dos equipamentos 
• Ensinar sobre o funcionamento e cuidado com o 
corpo 
 
+12 anos = adolescentes 
• Questionar sobre a presença de outra pessoa no 
exame 
• Permitir privacidade 
• Proceder da cabeça aos pés 
• Incorporar perguntas/avaliação relacionada aos 
genitais/ sexualidade durante o exame 
• Responder perguntas de maneira direta, sem 
preconceito ou julgamentos 
• Incluir o adolescente no planejamento de seu 
cuidado 
 
Equipamentos 
• Estetoscópio 
{Exame Físico da Criança + Cabeça e Pescoço} 
Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
2 
• Esfigmomanômetro = aferir PA uma vez ao ano a 
partir dos 3 anos 
• Lanterna 
• Oxímetro 
• Otoscópio 
• Oftalmoscópio 
• Balança 
• Estadiômetro 
 
Exame físico geral 
• Recepção 
• Inspeção 
• Antropometria 
• Temperatura 
• Cadeias ganglionares 
 
Exame da cabeça e pescoço 
• Fáceis 
• Inspeção e palpação dos ossos do crânio 
• Suturas 
• Abaulamentos – fontanelas 
• Cabelos 
• Orelhas 
• Olhos e fendas palpebrais 
• Otoscopia 
• Narinas = permeabilidade, cor e secreções 
• Boca 
• Pescoço = inspeção e palpação = tireoide 
 
Obs: frequência respiratória: 
 
Frequência cardíaca: 
 
Temperatura: 
 
Aspecto geral 
• Expressão facial 
• Postura/movimento 
• Higiene 
• Comportamento 
• Desenvolvimento psicossocial para a idade 
 
Cabeça: 
• Forma 
• Perímetro cefálico 
• Fontanelas 
• Dolicocefalia (escocefalia) = diâmetro longitudinal > 
latero-lateral 
• Braquicefalia = diâmetro diâmetro longitudinal < 
latero-lateral 
• Normocefalia = diâmetro longitudinal = latero-lateral 
 
Fáceis, estado geral, nutrição 
 
Aspecto da pele 
• Coloração = palidez, icterícia, cianose 
• Lesões de pele 
 
Pescoço 
• Adenomegalias 
• Torcicolo congênito 
• Assimetrias 
 
 
 
Campo da medicina que realiza o estudo clínico-
cirúrgico dos estados mórbidos das vias aéreas digestivas 
superiores e do aparelho auditivo/vestibular. 
 
Os órgãos que constituem seu objeto 
desempenham funções essenciais como: audição, 
equilíbrio, olfação, gustação, deglutição, respiração, 
fonação e outros. 
• Inclui, ainda, a avaliação das funções do nervo facial. 
 
A posição do paciente e do médico varia conforme 
o exame a ser feito sendo geralmente realizado com o 
paciente sentado e o examinador sentado ou em pé em 
frente e à direita do examinando. Para crianças menores 
Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
3 
é aconselhável que fique no colo de um acompanhante 
com a cabeça e braços gentilmente apreendidos. 
 
A iluminação é fator 
preponderante sendo feita 
com o espelho de Ziegler 
ou fotóforos de luz direta 
quando não se estiver 
fazendo uso do otoscópio, 
microscópio ou 
endoscópios. 
 
Exames adicionais 
• Mastigação e ATM (articulação têmporo-
mandibular) → estudo feito pela palpação, inspeção, 
ausculta da função ou através de exames 
complementares. 
• Glândulas salivares → inspeção, palpação, 
estimulação da salivação, sialografias (exame 
radiológico contrastado das glândulas salivares) e 
estudo ultrasonográfico. 
• Deglutição → exame simples ou por aparelhos 
ópticos (faringoscopia ou esofagoscopia); 
cinerradiografia com contraste. 
• Gustação → testes com substâncias gustativas ou 
com o eletrogustômetro (estímulos elétricos). 
• Exame geral 
✓ Se for necessário quando as causas estão 
relacionadas com outros aparelhos, 
principalmente digestivo, respiratório, nervoso ou 
endócrino. 
 
 
Nariz 
• Rinorreia: Corrimento nasal, com diversos tipos de 
secreção - serosa ou seromucosa, purulenta ou 
mucopurulenta; 
• Rinalgia: Dor sentida no nariz; 
• Epistaxe: Sangramento ou hemorragia nasal; 
• Hiposmia/Hiperosmia: Diminuição da capacidade 
olfatória /Aumento da capacidade olfatória; 
• Anosmia: Abolição do olfato; 
• Parosmia: Perversão do olfato (interpretação 
errônea do olfato); 
• Cacosmia: Sensação frequente ou constante de 
odor desagradável sem motivo para tal; 
• Rinolalia: Voz anasalada; 
• Espirros: Expulsão reflexa, brusca e sonora do ar 
pelo nariz e pela boca, provocada por irritação da 
mucosa nasal. 
 
Cavidade bucal e anexos 
• Sialorreia, Sialose ou Ptialismo: Salivação abundante; 
• Glossalgia (Glossodinia): Dor na língua; 
• Trismo: Espasmo dos músculos mastigadores com 
consequente contração permanente do maxilar; 
• Halitose: Mau hálito; 
• Gengivorragia: Sangramento da gengiva; 
• Odontalgia: Dor de dente; 
• Inapetência: Falta de apetite; 
• Anorexia Inapetência: Perda do apetite ou do desejo 
de ingerir alimentos; 
• Hiporexia: Diminuição do apetite ou desejo de 
ingerir alimentos; 
• Polifagia (Hiperfagia): Fome excessiva e ingestão 
anormalmente alta de comida; 
• Geofagia: Hábito vicioso de comer terra ou argila; 
• Hipogeosia: Diminuição do paladar; 
• Xerostomia: Boca seca; 
• Polidipsia: Sede excessiva. 
 
 
Faringe e laringe 
• Disfagia: Dificuldade ou incômodo ao engolir; 
• Odinofagia: Dor ao deglutir; 
• Pigarro: Ato de raspar ruidosamente a garganta, a 
fim de desprender um muco pegajoso e clarear a 
voz; 
• Tosse: Reflexo natural do aparelho respiratório 
para eliminar micro-organismos que estejam 
afetando as vias áreas; 
• Disfonia: Alteração da produção normal de voz 
(rouca ou bitonal). 
 
Ouvidos 
• Otalgia: Dor no ouvido;Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
4 
• Otorreia: Saída de líquido pelo ouvido, pode ser 
hialino, seroso, mucoso, sanguinolento ou purulento; 
• Otorragia: Perda de sangue pelo canal auditivo; 
• Disacusia: Perda da capacidade auditiva, que pode 
ser moderada (hipoacusia), acentuada (surdez), ou 
total (anacusia ou cofose). Há também a redução da 
acuidade auditiva pela idade (presbiacusia); 
• Autofonia: Ressonância da própria voz no ouvido; 
• Algiacusia: Percepção de determinados ruídos com 
sensação dolorosa; 
• Zumbidos (Acúfenos): Fenômenos auditivos 
subjetivos, percepção de ruídos sem que haja 
estímulo exterior; 
• Tontura: Sensação de vazio na cabeça, 
desequilíbrio, ou iminente desmaio; 
• Anotia: Ausência do pavilhão auricular. 
 
 
Ordem = Anamnese → exame objetivo → exames 
complementares. 
 
Anamnese 
• Identificação. 
• Antecedentes mórbidos – hereditários e pessoais. 
• História da doença atual. 
• Interrogatório especial: distúrbios da deglutição, da 
respiração e fonação; presença de mal hálito 
(halitose), sensação de bolo (“globus faríngeo”) ou 
secreção na garganta, tosse e outros. 
 
A semiologia da dor é fundamental como: intensidade, 
localização, irradiação, durabilidade, frequência e sintomas 
concomitantes como febre, aparecimento de nódulos 
cervicais, erupções, etc. A dificuldade respiratória 
(dispnéia, roncos e apnéia noturna), alterações da voz e 
fala como disfonia (rouquidão), trocas de letras na fala 
(dislalia), atraso no desenvolvimento da fala, a dificudade à 
deglutição (disfagia), dor à deglutição (odinofagia), 
alterações na mastigação, e queixas bucais como dor, 
sangramento, secura, excesso de salivação (sialorréia) 
orientam sobre o local da patologia e sua gravidade. 
Mnemônico: Alicia Fredusa 
Aparição, Localização, Intensidade, Características, 
Irradiação, Atenuantes/Agravantes, Frequência, Duração, 
Sintomas, Associados 
 
• Inspeção geral → fácies, atitude, nutrição, e outros. 
• Lábios 
 
• Língua 
 
• Gengivas e dentes 
 
• Palato 
 
• Amigdala 
 
 
Oroscopia 
• Utiliza auxílio dos abaixadores de língua (espátulas), 
estiletes ou pinças. 
• Permite o examinador inspecionar, apalpar ou 
biopsiar. 
Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
5 
• Estruturas observadas: lábios, orifício bucal,palato 
mole, úvula, pilares amigdaleanos (fossa amigdaliana 
e tonsilas palatinas), arcadas gengivo-dentárias, 
regiões jugais (bochechas), sulcos gengivo-jugais, 
gengivo-labiais, glândulas salivares, ducto da parótida 
que se abre na região jugal e ducto da glândula 
sublingual. 
 
Orofaringoscopia 
• Pode-se comprimir as tonsilas palatinas para colheita 
de material suspeito, aspirar, biopsiar e outros. 
• Utiliza-se uma espátula que tem a função de abaixar 
os 2/3 anteriores da língua em direção ântero-
inferior tomando o cuidado de deixá-la na sua 
posição anatômica e relaxada. 
• Pedir para o paciente dizer “ahhhhh”. 
• Não pedir para o paciente colocar a língua “para 
fora”. 
• A palpação externa da região cervical é sempre 
necessária. 
 
 
Hipofaringoscopia 
• Feito de forma direta ou indireta com um espelho 
para laringoscopia indireta, ou ainda com auxílio de 
endoscópios rígidos ou flexíveis. 
• Deve-se reconhecer as seguintes estruturas: base 
de língua com as tonsilas linguais, forame cego e 
papilas gustativas, epiglote, prega glossoepiglótica 
mediana separando as valéculas, pregas 
glossoepiglóticas laterais, pregas ariepiglóticas, e 
seios piriformes. 
 
Nasofaringoscopia 
• Exame da nasofaringe. 
• Pode ser realizada em alguns pacientes com fossa 
nasal ampla pela narina (rinoscopia anterior). 
• O exame clássico é feito indiretamente pela boca 
com um pequeno espelho aquecido (espelho para 
rinoscopia posterior) introduzido na orofaringe 
mantendo-se a língua fixa com uma espátula 
(rinoscopia posterior). 
• Visualiza-se o teto da rinofaringe com a adenóide, 
lateralmente o “torus tubário” e anteriormente a 
comunicação com o nariz (coanas direita e 
esquerda). 
• O toque da rinofaringe pode ser realizado após uma 
anestesia tópica da orofaringe. 
 
 
1 Se apresentar 
2 Explicar o procedimento 
3 Lavar as mãos e usar luvas 
4 Retirar próteses dentárias antes de iniciar o exame 
5 Realizar inspeção geral do paciente (fácies, 
nutrição, presença de ulcerações, abaulamentos, 
nódulos, variação de cor… ) 
6 Realizar oroscopia e orofaringoscopia: 
✓ Iluminar a região com a lanterna 
✓ Pedir para o paciente abrir a boca e fazer a 
inspeção lábios, gengivas, dentes, face interna 
Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
6 
da bochecha, língua, assoalho da boca, óstios 
das glândulas salivares 
✓ Depois, utilizando a espatula, realiza-se o 
abaixamento da língua nos seus dois terços 
anteriores (para evitar reflexo nauseoso) e no 
sentido ântero-inferior (não pedir para o 
paciente colocar a língua “para fora”). 
Observamos as amígdalas, palato mole, base 
da língua, parede posterior da faringe. 
✓ Importante avaliar o estado da mucosa do 
paciente (normal: rosadas, brilhantes e 
úmidas) 
7 Realizar palpação externa da região cervical 
 
Exame externo → através da inspeção e palpação 
verifica-se a cor da pele, o volume da laringe, desvios, 
consistência, movimentos durante a deglutição, 
crepitação, edema, etc. 
 
Pode percutir ou auscultar as estruturas. 
 
Laringoscopia indireta 
• Permite a visualização da laringe com espelho 
aquecido (espelho para laringoscopia indireta) 
colocado sobre a úvula, segurando-se a ponta da 
língua com uma gaze mantendo-a levemente 
tracionada para fora. 
• A laringe é examinada durante a respiração e 
fonação (dizendo “iiiii” ou “ééééé”), observando-se 
suas estruturas e alterações morfológicas e 
funcionais: espaço supraglótico com as aritenóides, 
prega ari-aritenoidea, bandas ventriculares (falsas 
pregas vocais) e ventrículos de Morgagni, glote 
(espaço entre as pregas vocais) com as pregas 
vocais e seus movimentos, e região subglótica. 
 
Laringoscopia direta 
• Feita com anestesia local ou geral, introduzindo o 
laringoscópio tendo-se uma visão direta da laringe. 
• Em alguns casos é necessário o uso de um 
laringoscópio de suspensão e o microscópio 
(geralmente usados em cirurgias) que permitem um 
exame preciso, biópsias ou microcirurgias. 
 
Laringoscopia endoscópica 
• Realizadas com fibras opticas flexíveis introduzidas 
pelo nariz (fibronasolaringoscopia) ou endoscópios 
rígidos pela boca (telelaringoscopia) com visão 
direta ou com auxílio de micro-câmeras (vídeo-
laringoscopias) e visão através de um monitor. 
• Pode ser acoplada a um gravador de imagem sendo 
então possível rever o exame e imprimir imagens. 
 
Estroboscopia da laringe 
• Para facilitar a visualização das pregas vocais durante 
a sua vibração este aparelho emite uma luz 
estroboscópica com frequência de pulso variável 
mostrando as várias posições das pregas vocais 
como se estivessem paradas ou em câmera lenta. 
 
–
 
• Tem o mesmo seguimento: anamnese → exame 
objetivo → exames complementares. 
 
Anamnese 
• Identificação. 
• Antecedentes mórbidos - hereditários e pessoais. 
• História da doença atual. 
• Interrogatório especial. 
 Obstrução nasal 
Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
7 
 Queixa primordial, causada por congestão, 
edema, hipertrofia dos tecidos nas 
inflamações, corpos estranhos ou tumores. 
 As deformidades osteocartilaginosas 
(desvios do septo ou pirâmide nasais) são 
frequentes. 
 A hipertrofia de adenóide na infância e as 
alergias nasossinusais são causas frequentes. 
 Rinorréia (secreção nasal) → catarral, purulento 
ou hemorrágico,acompanham as patologias 
inflamatórias, traumáticas e outras, podendo ser 
anterior (saída de secreção pelas narinas) ou 
posterior (descendo para a faringe) 
 Dor (cefaléias) → pode eventualmente localizar 
o órgão afetado e é necessário saber da sua 
intensidade, irradiação, periodicidade, etc. 
 Olfato → as rinites, desvios de septo, neoplasias, 
etc. podem alterar o olfato tanto pela própria 
obstrução nasal (hiposmia de condução) ou 
lesão da mucosa olfativa e/ou nervo olfativo 
(neurossensorial) podendo causar cacosmias 
(mal cheiro), parosmias (sensação distorcida do 
olfato), hiposmias (diminuição do olfato) e 
anosmias (ausência da sensação olfativa). 
 Perturbações reflexas → os espirros, cefaléias, 
e outras, são causadas por estímulo reflexógeno 
do nariz e devem ser pesquisadas. Desvios 
septais podem causar estes sintomas tão quanto 
a alergia. 
 Sangramento → é chamado de epistaxe quando 
oriundo das fossas nasais e/ou seios paranasais, 
podendo ter causas locais ou sistêmicas 
 
Inspeção 
• Observa-se a pirâmide nasal e o vestíbulo nasal, 
verificando atresias, furúnculos, desvio de septo ou 
outras que possam dificultar a rinoscopia anterior. 
 
 
Palpação: palpa-se a pele e estruturas adjacentes 
 
 
Exame físico 
• Pirâmide nasal (projeção externa do nariz) → 
inspeção e palpação da pele e estruturas (ósseas e 
cartilaginosas). 
 
• Vestíbulo nasal (porção inicial das fossas nasais) → 
verificação de atresias, furúnculos, desvio de septo 
ou outras que possam dificultar a rinoscopia anterior. 
• Fossas nasais 
• Seios paranasais → o exame de superfície se faz 
por inspeção e palpação e nos revela alterações do 
tegumento e pontos dolorosos. 
• A rinoscopia anterior e posterior revelará a 
presença de secreções, desvios, pólipos e 
degenerações da mucosa, evidenciando as 
patologias nasossinusais. 
 Na anterior utiliza-se de um espéculo nasal (Hartman, 
Killian) e boa iluminação, procurando visualizar as 
Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
8 
paredes medial (septo nasal), lateral (cornetos e 
meatos), soalho e teto nasais. Com a retração (com 
vasoconstrictores tópicos) e anestesia tópica das 
fossas nasais visualiza-se ainda melhor a fossa 
podendo-se tocar, aspirar ou biopsiar se necessário. 
 Na posterior utiliza-se de um espelho que é 
introduzido na orofaringe ou pode ser endoscópica, 
como foi descrito anteriormente. 
 
 
A diafanoscopia pode ser útil, revelando uma 
opacificação do sinus afetado; é a transiluminação dos 
sinus que pode ser realizada com o endoscópio. 
A punção com trocater seguido de aspiração e/ou 
irrigação pode ser realizada tanto por via nasal quanto 
bucal, podendo-se também ter uma visualização óptica 
da cavidade (com endoscópios). 
Na endoscopia nasal são utilizados nasofaringoscópios 
rígidos ou flexíveis com ou sem vídeo que fornecem 
imagens perfeitas e um exame bem acurado das 
estruturas. 
 
Exame Funcional 
• Respiração → se faz por métodos empíricos, 
observando ou tampando as narinas, ou de forma 
indireta, com um espelho metálico (espelho de 
Glatzel) observando-se a área de embaçamento 
durante a expiração nasal. No consultório pode-se 
realizar a pesquisa do pico de fluxo inspiratório. Com 
o rinodebtomanômetro conseguem-se curvas de 
fluxo e pressão. O rinomanómetro acústico nos 
fornece a medida da amplitude das fossas nasais 
• Olfação → a avaliação pode ser qualitativa, através 
de substâncias odoríferas (café, vinagre, alho, etc.) 
ou quantitativa com aparelhos especiais 
(olfatômetros). 
1 Se apresentar 
2 Explicar o procedimento 
3 Lavar as mãos e higienizar especulo nasal 
4 Inspecionar a pirâmide nasal e o vestíbulo nasal 
(verificando atresias, furúnculos, desvio de septo 
ou outras que possam dificultar a rinoscopia 
anterior) 
5 Realizar a rinoscopia (para avaliar fossas nasais): 
✓ Paciente deve ficar com a cabeça inclinada 
para trás 
✓ Apoiar a mão na cabeça do paciente e com 
o polegar elevar a ponta do nariz 
✓ Utilizando um espéculo nasal (Hartman, Killian) 
e boa iluminação deve-se avaliar o septo 
nasal, cornetos, meatos, assoalho e teto nasais 
(rinoscopia anterior) 
✓ Avaliar a mucosa (normal: úmida, rosada e 
superficie lisa) 
6 Realizar inspeção e palpação dos seios paranasais 
 
 
Dividida em três partes: externa (pavilhão auricular e 
meato acústico externo), média (tuba auditiva, caixa 
timpânica e mastóide), interna (vestíbulo, cóclea e labirinto 
posterior). 
 
 
Das complexidades anatômicas surgem duas 
funções: audição e equilíbrio, que estarão alteradas nas 
patologias. Por ser vulnerável aos traumas, insalubridade 
ambiental e proximidades com outros órgãos (nariz, 
garganta) as patologias são frequentes e multifatoriais. 
 
Anamnese 
• Identificação. 
• Antecedentes mórbidos - hereditários e pessoais. 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi5xa6ztOnMAhWHGJAKHYFJBN4QjRwIBw&url=http://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/2_qualidade_vida_humana/Museu2_qualidade_corpo_sensorial_audicao1.htm&psig=AFQjCNH02CIh5kFNEif3sep8tsSN67eOpQ&ust=1463859634706310
Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA 
 
 
9 
• História da doença atual. 
• Interrogatório especial. 
 Deficiência auditiva → pode ser do tipo 
condutiva (doença dos ouvidos externo e 
médio), ou neurossensorial (doença do ouvido 
interno). 
 Tinitus (zumbido) → qual lado afetado, 
intensidade, tipo (grave, agudo, como uma 
campainha, apito, ronco, etc), tempo de duração, 
relação com hipoacusia, constante ou apenas 
em ambiente silencioso. 
 Tontura → pode ser de origem central ou 
periférica, rotatória ou não rotatória. 
 Otorréia → indica sempre um processo 
inflamatório (otite externa ou média). 
 Otalgia → geralmente provém do próprio 
ouvido (otites externas e médias) ou reflexa 
(secundária a infecções dentárias, dentes 
inclusos, disfunção de ATM, anginas ou até de 
patologias cérvico-toráxicas). A propedêutica da 
dor deve ser completa. 
 
Exame Físico → inspeção e palpação do pavilhão e 
conduto auditivo - verificar a presença e aspecto de 
lesões, presença de gânglios, dor à palpação, aspecto da 
pele, sinais inflamatórios e sua localização, etc. 
 
Otoscopia → Pode ser realizada sob visão direta usando-
se espéculos auriculares e iluminação com espelho de 
Ziegler ou fotóforo, ou utilizando otoscópios. 
 
 
• Limpeza do Meato acústico externo → é 
imprescindível quando necessária para melhor 
visualização das estruturas: com o uso de espéculos 
auriculares ou otoscópio e com o auxílio de estiletes 
porta algodão, pinças e aspiradores, remove-se o 
cerume, descamação da pele ou secreções. 
• O uso do otoscópio melhora a imagem, 
principalmente da membrana timpânica, revelando 
perfurações, cicatrizes, abaulamentos ou retrações. 
• Traciona-se o pavilhão de maneira a retificar o 
meato acústico externo e introduz-se o espéculo 
cuidadosamente. Em crianças para trás e para cima 
• Deve-se observar a aparência da pele do meato 
acústico externo, se existe edema ou secreções. 
• Procurar visualizar a translucidez da MT e seu 
pontos de referência (umbigo, triângulo luminoso, 
cabo e apófise curta do martelo e ligamentos 
timpano-maleolares anterior e posterior) 
identificando suas porções tensa e flácida. 
• A otoscopia com microscópio (podendo acoplar um 
vídeo) fornece imagens mais precisas. 
• O espéculo pneumático de Siegle e a manobra de 
Valsalva, verificam a mobilidade da membrana. 
 
 
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10 
Exame Funcional da Audição 
• Avaliação fônica → feita com voz cochichada ou 
normal - pode-se tapar um dos ouvidos para o teste 
procurando evitar que o paciente faça leituralabial. 
 
• Avaliação instrumental → pode-se usar relógios, 
apitos, sinos, etc., mas na rotina diária são usados 
diapasões de várias frequências (acumetria). Com 
estes instrumentos testa-se a audição por vias aérea 
e óssea através de testes padrões como Weber 
(diapasão na linha média do crânio) e Rinne 
(comparação da audição por via aérea e óssea: com 
o diapasão junto ao meato e em seguida tocando a 
mastóide). 
 Inicialmente compara-se a audição entre os dois 
ouvidos do paciente e entre cada ouvido do 
paciente e o do examinador. Os diapasões mais 
usados são os de 512 Hz e 1024 Hz mas existem 
diapasões de várias frequências. Com a prática 
pode-se avaliar o grau de perda auditiva (leve, 
moderada, severa ou profunda) nas várias 
frequências. 
 O teste de Weber pode ser: 1) lateralizado para 
o lado de pior audição (disacusia condutiva); 2) 
lateralizado para o lado de melhor audição 
(disacusia neurossensorial); 3) Indiferente (o 
paciente não nota diferença entre os lados 
direito ou esquerdo - normal ou disacusia 
indeterminada). 
 O teste de Rinne pode ser: 1) positivo (audição 
melhor pela via aérea - normal ou disacusia 
neurossensorial); 2) negativo (audição melhor 
pela via óssea - disacusia condutiva). 
 Eles avaliam se a patologia é do tipo condutiva 
(Weber lateralizado para o lado pior e Rinne 
negativo) ou neurossensorial (Weber lateralizado 
para o lado melhor e Rinne positivo). 
 
 Audiometria → os audiômetros permitem a 
avaliação do limiar auditivo para tons puros de 
várias frequências. São aparelhos calibrados na 
sua grande maioria para intensidades de -10 a 120 
dB e frequências de 250 a 8000 Hz. Testa-se as 
vias aérea e óssea e o resultado registra-se num 
gráfico denominado audiograma. O exame é 
feito em sala acústica, sono-amortizada (cabine 
audiométrica), com o paciente indicando se ouviu 
o som apresentado: para cada frequência vai-se 
diminuindo a intensidade até o ponto em que o 
paciente responde 50% das apresentações (por 
definição este é o limiar auditivo para essa 
frequência). Determina-se então o grau e tipo de 
disacusia. Para crianças ou adultos que tenham 
dificuldade em entender o teste usam-se 
técnicas de condicionamento (audiometria 
condicionada), com auxílio de brinquedos ou 
filmes. A discriminação vocal com palavras 
balanceadas é fundamental na pesquisa das 
disacusias (audiometria vocal). 
 Imitanciometria → é outro recurso técnico de 
valor inestimável, onde são avaliados o volume e 
conteúdo do ouvido médio, a elasticidade da 
membrana timpânica e o reflexo estapediano 
que nos fornece dados sobre as doenças do 
ouvido médio, interno e do nervo facial. 
 Audiometia de respostas elétricas → são 
exames objetivos das vias auditivas; através de 
eletrodos colocados no crânio (como um 
eletroencefalograma) após uma estimulação 
auditiva pode-se captar as resposta elétricas da 
cóclea (eletrococleografia), do tronco cerebral 
(BERA – audiometria de tronco cerebral) ou 
cortical. 
 
Exame Funcional do Aparelho Vestibular 
• Pesquisa do Nistagmo → são movimentos rítmicos 
dos olhos com um componente lento e rápido – 
pode ser patológico (surge nas vestibulopatias) ou 
fisiológico (após estimulação do sistema vestibular 
como girar por exemplo). A direção do nistagmo é 
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dada pela componente rápida devendo-se verificar 
a sua direção no olhar para a frente (nistagmo 
espontâneo) e com o olhar a 30° para a direita, 
esquerda, cima, baixo e direções oblíquas 
(nistagmos direcionais ou semi-espontâneos). O 
nistagmo pode ser de origem central ou periférica. 
A pesquisa do nistagmo é rotina na presença de 
distúrbios do equilíbrio e tonturas e pode dar o 
diagnóstico diferencial entre uma vestibulopatia 
periférica ou central. 
 
Pesquisa do Equilíbrio → são estáticos ou dinâmicos. O 
primeiro é avaliado pelas provas de Romberg e/ou 
Romberg-Barré, onde o paciente é testado em postura 
ereta, com os olhos fechados; é considerado alterado 
quando há queda (látero, ântero ou retropulsão). O 
dinâmico pode ser testado pela prova de Babinski-Weil, 
(marcha para a frente e para trás com os olhos fechados) 
podendo haver desvios da marcha como marcha em 
estrela (vestibular), ebriosa (cerebelar), etc. Outro teste é 
prova de Untemberg (marchar no mesmo lugar); 
considera-se alterado quando existir uma rotação direita 
ou esquerda maior que 45º. 
 
Testes de coordenação (função cerebelar) → index-
index, index-nariz, index-joelho, diadococinesia 
 
Eletronistagmografia → é o exame armado do sistema 
vestibular onde o nistagmo é registrado através de 
eletrodos colocados na região orbitária, podendo-se 
medir sua amplitude e frequência. São pesquisados os 
eventuais nistagmos espontâneos e semi-espontâneos e 
também nistagmos provocados por uma estimulação 
que pode ser rotatória (cadeiras que giram ou pendulam), 
calórica (joga-se ar ou água no meato acústico externo 
de temperaturas variadas), mudanças na posição do 
corpo (posturais) e outras. Estes nistagmos provocados 
tem um padrão normal e padrões típicos ou sugestivos 
das chamadas Síndromes Vestibulares (centrais ou 
periféricas) dando o diagnóstico topográfico e grau de 
comprometimento da lesão vestibular. 
 
1 Se apresentar 
2 Explicar o procedimento 
3 Lavar as mãos e limpar otoscopio 
4 Analisar o pavilhão auditivo externo (verificar a 
presença e aspecto de lesões, presença de 
gânglios, dor à palpação, aspecto da pele, sinais 
inflamatórios e sua localização…) 
5 Realizar otoscopia: 
✓ Traciona-se o pavilhão de maneira para 
retificar o meato acústico externo e introduz-
se o espéculo cuidadosamente 
✓ Semiotécnica: quando for avaliar o ouvido 
esquerdo deve segurar o otoscópio com a 
mão esquerda e tracionar o pavilhão auditivo 
com a direita e vice-versa 
✓ Observar a aparência da pele do meato 
acústico externo, se existe edema ou 
secreções. 
✓ Avaliar a membrana timpânica: integridade, 
aspecto, cor, forma, contorno, seu pontos de 
referência (umbigo, triângulo luminoso, cabo 
do martelo). 
 
 
Deve-se observar tamanho, presença de 
nodulações, desvios da traqueia - uma vez que o desvio 
lateral poderá sugerir lobo tireoidiano aumentado -, bócio 
subesternal ou outra anormalidade torácica. 
 
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Posição do paciente: sentado com a cabeça levemente 
estendida para trás e com a deglutição (atentar-se para 
bócios difusos ou nodulares que são facilmente 
documentados durante a deglutição) 
 
A adiposidade cervical algumas vezes é confundida com 
bócio, deve-se notar, porém, que ela não se desloca à 
deglutição. 
 
 
 
Aqui vamos analisar o tamanho/ volume/ 
consistência/ presença de nódulos / mobilidade / 
sensibilidade / temperatura/ frêmito e a classificar como 
de tamanho normal ou aumentado (bócio) e se este 
bócio é difuso ou nodular, neste útimo, o bócio pode, 
ainda, ser classificado em bócio uninodular (um nódulo) e 
bócio multinodular (mais de um nódulo). 
 
Posição do paciente: de preferência sentado com a 
cabeça discretamente fletida para frente, uma vez que a 
palpação é mais difícil quando os músculos 
esternocleidomastoideos ficam estendidos. 
 
Passos: 
• Localizar a glândula: verificar a posição das 
cartilagens tireóidea e cricóidea, uma vez que o 
istmo da glândula tireoide se situa imediatamente 
abaixo da cartilagem cricóidea. 
 
• Examinar o istmo da glândula: colocar o polegar 
direito, horizontalmente, abaixo da cartilagem 
cricóide. → Perceber, durante a deglutição do 
paciente, a consistência (deve ser borrachosa) e a 
largura (cerca de 0,5 cm). O istmo com tamanho 
aumentado, firme ou com nódulos é uma indicação 
de anormalidade tireoidiana. 
• Examinar o lobopiramidal (caso esteja presente): 
palpar com o polegar direito, deslocando o polegar 
para trás e para frente no plano horizontal acima do 
ístmo. 
 Quando o lobo piramidal é facilmente palpado, 
isto geralmente indica anormalidade tireoidiana 
(tireoidite de Hashimoto ou Doença de Graves), 
embora ele possa ser encontrado em tireoides 
normais. 
• Palpação dos lobos: O tamanho, as características da 
superfície, a consistência e a presença de dor 
durante o exame de cada lobo deverão ser 
avaliados. 
 Método 1: o examinador deve se posicionar à 
direita e à frente do paciente. Após a 
localização do istmo da tireóide, posicionar os 
dedos polegar e indicador direitos em cada um 
dos lados da traqueia, e solicitar ao paciente que 
degluta; desta maneira, o examinador poderá 
sentir a glândula, bilateralmente, passando pelos 
dedos. Os lobos, deverão ser palpados também 
individualmente. 
 Método 2: Colocando-se à direita e um pouco 
à frente do paciente, o dedo polegar esquerdo 
do examinador é deslizado para palpar o lobo 
esquerdo e o dedo polegar direito é usado para 
o exame do lobo direito. 
 
 Método 3: O paciente deverá estar sentado e o 
examinador em pé atrás do paciente. O paciente 
deverá fletir a cabeça para o lado a ser 
examinado para descontrair o músculo e os 
dedos indicador e médio do observador 
penetram na face interna daquele músculo e 
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exploram o lobo da glândula, deslizando com os 
dedos desde a cartilagem tireóidea até o 6º anel 
da traquéia. A manobra é repetida para o outro 
lobo. 
 
 
Deverá ser realizada com a campânula do estetoscópio 
em todos os pacientes com tireotoxicose (pode ser 
associada ao hipertireoidismo), pois o aumento do fluxo 
sanguíneo poderá determinar a ocorrência de sopros 
sobre a glândula, algumas vezes acompanhados de 
frêmitos. 
 
A palpação de nódulos depende de sua localização, 
tamanho e da anatomia do pescoço. 
 
Em pacientes jovens e magros, nódulos superficiais 
de pequenas dimensões, cerca de 0,5 a 1,0 cm, poderão 
ser palpados. Em pacientes idosos ou com pescoços 
musculosos, apenas nódulos maiores são evidenciados à 
palpação. 
 
É essencial medir as dimensões dos nódulos nos 
eixos vertical e horizontal; o método mais comumente 
empregado utiliza uma fita crepe. 
 
É aconselhável fazer um desenho para se registrar 
o que foi medido. Este método apresenta boa acurácia e 
permite observação seriada do paciente. 
 
Deve-se, sempre, suspeitar da existência de um 
nódulo quando, à palpação, for percebido um “lobo” de 
um lado e não for sentido o lobo do lado oposto. Esta 
situação só não representará um nódulo caso o paciente 
apresente hemiagenesia tireoidiana, decorrente de 
hipertrofia compensatória do lobo contralateral. 
A maioria dos nódulos tireoidianos são benignos, 
movem-se livremente, têm superfície lisa e são de 
consistência borrachosa. Nódulos benignos podem ser 
rígidos, principalmente se calcificados ou tensos e 
distendidos por fluído. Um nódulo doloroso 
provavelmente indica degeneração hemorrágica ou 
infarto no interior de um nódulo benigno, ou ainda, 
tireoidites virais. Deve-se mencionar, porém, que alguns 
nódulos malignos também são dolorosos. 
 
Nódulos que não se mobilizam à deglutição requerem 
especial atenção, pois podem não corresponder à 
glândula tireoidiana (Ex. adenomegalia) 
 
Nódulos malignos podem ser firmes ou duros e 
irregulares, mas a maioria são indistintos de nódulos 
benignos. 
 
Cistos do tireoglosso usualmente surgem na linha 
mediana, desde a base da língua até o istmo da tireóide, 
poucos deles são lateralizados. Eles se elevam com a 
deglutição, como os nódulos, mas sua ligação com a base 
da língua também faz com que se elevem quando a 
língua é colocada para fora. 
 
O termo bócio aplica-se para quando é 
identificado um aumento da glândula tireóide de qualquer 
etiologia. 
 
 
Os bócios podem ser simétricos, assimétricos ou 
nodulares (uni ou multinodulares). 
 
Uma aproximação pode ser dada com o cálculo do 
volume do lobo, com a ressalva de que a profundidade 
será difícil de ser avaliada adequadamente. A medida mais 
acurada poderá ser obtida pela ultrassonografia, tanto dos 
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lobos como dos nódulos, entretanto em se tratando de 
bócios mergulhantes, a presença do esterno impede que 
o cálculo do volume da glândula seja realizado por este 
método e então, a tomografia computadorizada ou a 
ressonância nuclear magnética deverá ser solicitada para 
esta finalidade. 
 
O bócio multinodular pode causar obstrução da traquéia 
e quando retroesternal também a obstrução da veia cava 
superior. O sinal de Pemberton aparece quando se eleva 
o braço do paciente acima da cabeça. Esta manobra faz 
com que o paciente fique dispneico, com distensão das 
veias do pescoço, pletora facial ou com estridor. 
 
1 Se apresentar + Explicar o exame (oferecer água 
para deglutição) + Lavar as mãos. 
2 Pedir para que o paciente se sente de maneira 
confortável. 
3 Inspeção 
✓ Sem deglutição 
• Fazer a extensão da cabeça do paciente para 
trás (pois facilitará a visualização da tireoide). 
• Analisar a região cervical anterior. *Normalmente 
a tireoide não é visível. 
• Logo, deve-se inspecionar a coloração da região, 
procurar lesões, abaulamentos, crescimentos 
nodulares, assimetrias no pescoço, desvio de 
traqueia, entre outras anormalidades. 
✓ Com deglutição 
• Deve-se pedir para o paciente deglutir, assim 
pode-se analisar melhor a tireoide, observar o 
movimento para cima e diferenciar de outras 
estruturas (como a adiposidade cervical). 
4 Palpação 
✓ Encontrar glândula tireoide 
• Médico deve permanecer à frente do paciente. 
• A cabeça do paciente deve ficar discretamente 
fletida para frente (pois a palpação é mais fácil se 
os músculos externo-cleido-mastoideos não 
ficarem estendidos). 
• Com o dedo polegar, deve-se procura-se o 
“pomo de adão” na cartilagem tireóidea, após 
encontra-lo deve-se abaixar o dedo dessa 
estrutura e localizar a cartilagem cricoide, um 
pouco mais abaixo desta cartilagem estará a 
glândula tireoide. 
✓ Palpar sem e com deglutição 
• Palpa-se o istmo (de consistência borrachosa) – 
normalmente ele será percebido na deglutição do 
paciente. 
• Palpa-se o lobo piramidal, caso esteja presente 
– este é mais facilmente palpado quando se 
desloca o polegar para trás e para frente no plano 
horizontal acima do istmo. 
5 Palpação dos lobos (3 métodos distintos – escolha 
do médico) 
✓ 1º método 
• Médico posicionado à direita à frente do 
paciente. 
• Deve-se posicionar os dedos polegar e indicador 
direitos em cada um dos lados da traqueia e 
solicitar que o paciente degluta. *(Assim, o médico 
sente a glândula bilateralmente passando os 
dedos). 
• Os lobos são palpados também individualmente: 
→ Lobo esquerdo = coloca-se os dedos indicador 
e médio da mão direita do médico justapostos 
quando for palpar o lobo esquerdo da glândula do 
paciente. Pede-se para paciente deglutir. 
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→ Lobo direito = do mesmo modo é palpado 
com a mão esquerda, estando o médico 
posicionado à esquerda do paciente. Pede-se para 
paciente deglutir. 
✓ 2º método 
• Médico coloca-se à direita à frente do paciente. 
• O dedo polegar esquerdo do médico é deslizado 
para palpar o lobo esquerdo da tireoide do 
paciente. 
• Na palpação do lobo direito, o polegar direito 
poderá ser utilizado. 
✓ 3º método 
• Paciente ainda sentado, mas examinador em pé 
atrás do paciente. 
• O paciente deverá fletir a cabeça para o lado a 
ser examinado para descontrair o músculo 
esterno-cleido-mastoideo.• Os dedos indicador e médio do médico 
penetram na face interna do músculo ipsilateral e 
exploram o lobo da glândula. 
• Para melhor avaliação, deve-se pedir para 
paciente deglutir. 
• A manobra é repetida para o outro lado. 
6 Ausculta – essa fase é realizada em todos os 
pacientes com tireotoxicose (muitos hormônios 
tireoidianos na corrente sanguínea). 
*Auscultar sons tireoidianos fala a favor de 
anormalidade.

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