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Dicas para o exame:
• Ficar no nível da criança
• Observar antes de tocar o paciente.
• Pedir primeiro permissão a criança antes do contato
• Estar por dentro de desenhos de TV, personagens
e programas, leituras preferidas, resultados de
futebol, últimos acontecimentos do universo infantil
• O exame precisa envolver ludicidade e ser
oportunista, além de completo e detalhado.
• A mãe ou pai devem estar próximos e no campo
de visão e toque da criança
• Mantenha a criança em uma posição que ela ache
confortável ➔ não é necessário deita-la a não ser
que seja preciso, pois elas ficam muito vulneráveis
nesta posição
• Deixe o que incomoda para o final para não perder
a confiança.
Avaliação do lactente <1 ano:
• Não precisa ser da cabeça aos pés
• Quando quieto, realizar ausculta cardíaca, pulmonar
e abdmonial
• Avaliar FR e FC antes da temperatura
• Polpar e percurtir
• Reflexo de Moro por último
• Encorajar cuidador a segurar a criança durante o
exame = avaliar o vínculo da criança com a família.
• Distrair com voz suave, chupeta, música ou
brinquedo
Avaliação do lactente >1 ano:
• Não precisa ser da cabeça aos pés
• Inspecionar áreas do corpo com ludicidade - "contar
dedos das mãos e dos pés"
• Deixa a criança manusear o equipamento e a distraia
com brinquedos, bolhas
• Use o mínimo de contato físico inicialmente
• Procedimentos traumáticos por último
• Introduzir os equipamentos devagar
• Auscultar, percurtir, palpar quando quieto
• Ofereça escolhas quando possível
• Comece o exame com a criança nos braços ou colo
dos pais. Examinar o pai antes da criança
2-5 anos = pré-escolar
• Se cooperar, proceder da cabeça aos pés
• Se não cooperar, proceder como em lactentes
• Pedir que tire sua própria roupa e deixar
cueca/calcinha
• Deixa a criança manusear o equipamento
• Não esquecer do "pensamento mágico"
• Inventar "história" sobre a sequência do exame
• Ofereça escolhas quando possível
• Se proceder como um jogo irá ganhar a
cooperação
• Comece o exame com a criança nos braços ou colo
dos pais.
• Examinar o pai antes da criança
6-12 anos = escolar
• Proceder da cabeça aos pés
• Pode examinar a genitália por último em crianças
mãos velhas = avaliar desconforto ou resistência ao
exame
• Respeitar a privacidade
• Explicar o propósito dos equipamentos
• Ensinar sobre o funcionamento e cuidado com o
corpo
+12 anos = adolescentes
• Questionar sobre a presença de outra pessoa no
exame
• Permitir privacidade
• Proceder da cabeça aos pés
• Incorporar perguntas/avaliação relacionada aos
genitais/ sexualidade durante o exame
• Responder perguntas de maneira direta, sem
preconceito ou julgamentos
• Incluir o adolescente no planejamento de seu
cuidado
Equipamentos
• Estetoscópio
{Exame Físico da Criança + Cabeça e Pescoço}
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• Esfigmomanômetro = aferir PA uma vez ao ano a
partir dos 3 anos
• Lanterna
• Oxímetro
• Otoscópio
• Oftalmoscópio
• Balança
• Estadiômetro
Exame físico geral
• Recepção
• Inspeção
• Antropometria
• Temperatura
• Cadeias ganglionares
Exame da cabeça e pescoço
• Fáceis
• Inspeção e palpação dos ossos do crânio
• Suturas
• Abaulamentos – fontanelas
• Cabelos
• Orelhas
• Olhos e fendas palpebrais
• Otoscopia
• Narinas = permeabilidade, cor e secreções
• Boca
• Pescoço = inspeção e palpação = tireoide
Obs: frequência respiratória:
Frequência cardíaca:
Temperatura:
Aspecto geral
• Expressão facial
• Postura/movimento
• Higiene
• Comportamento
• Desenvolvimento psicossocial para a idade
Cabeça:
• Forma
• Perímetro cefálico
• Fontanelas
• Dolicocefalia (escocefalia) = diâmetro longitudinal >
latero-lateral
• Braquicefalia = diâmetro diâmetro longitudinal <
latero-lateral
• Normocefalia = diâmetro longitudinal = latero-lateral
Fáceis, estado geral, nutrição
Aspecto da pele
• Coloração = palidez, icterícia, cianose
• Lesões de pele
Pescoço
• Adenomegalias
• Torcicolo congênito
• Assimetrias
Campo da medicina que realiza o estudo clínico-
cirúrgico dos estados mórbidos das vias aéreas digestivas
superiores e do aparelho auditivo/vestibular.
Os órgãos que constituem seu objeto
desempenham funções essenciais como: audição,
equilíbrio, olfação, gustação, deglutição, respiração,
fonação e outros.
• Inclui, ainda, a avaliação das funções do nervo facial.
A posição do paciente e do médico varia conforme
o exame a ser feito sendo geralmente realizado com o
paciente sentado e o examinador sentado ou em pé em
frente e à direita do examinando. Para crianças menores
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é aconselhável que fique no colo de um acompanhante
com a cabeça e braços gentilmente apreendidos.
A iluminação é fator
preponderante sendo feita
com o espelho de Ziegler
ou fotóforos de luz direta
quando não se estiver
fazendo uso do otoscópio,
microscópio ou
endoscópios.
Exames adicionais
• Mastigação e ATM (articulação têmporo-
mandibular) → estudo feito pela palpação, inspeção,
ausculta da função ou através de exames
complementares.
• Glândulas salivares → inspeção, palpação,
estimulação da salivação, sialografias (exame
radiológico contrastado das glândulas salivares) e
estudo ultrasonográfico.
• Deglutição → exame simples ou por aparelhos
ópticos (faringoscopia ou esofagoscopia);
cinerradiografia com contraste.
• Gustação → testes com substâncias gustativas ou
com o eletrogustômetro (estímulos elétricos).
• Exame geral
✓ Se for necessário quando as causas estão
relacionadas com outros aparelhos,
principalmente digestivo, respiratório, nervoso ou
endócrino.
Nariz
• Rinorreia: Corrimento nasal, com diversos tipos de
secreção - serosa ou seromucosa, purulenta ou
mucopurulenta;
• Rinalgia: Dor sentida no nariz;
• Epistaxe: Sangramento ou hemorragia nasal;
• Hiposmia/Hiperosmia: Diminuição da capacidade
olfatória /Aumento da capacidade olfatória;
• Anosmia: Abolição do olfato;
• Parosmia: Perversão do olfato (interpretação
errônea do olfato);
• Cacosmia: Sensação frequente ou constante de
odor desagradável sem motivo para tal;
• Rinolalia: Voz anasalada;
• Espirros: Expulsão reflexa, brusca e sonora do ar
pelo nariz e pela boca, provocada por irritação da
mucosa nasal.
Cavidade bucal e anexos
• Sialorreia, Sialose ou Ptialismo: Salivação abundante;
• Glossalgia (Glossodinia): Dor na língua;
• Trismo: Espasmo dos músculos mastigadores com
consequente contração permanente do maxilar;
• Halitose: Mau hálito;
• Gengivorragia: Sangramento da gengiva;
• Odontalgia: Dor de dente;
• Inapetência: Falta de apetite;
• Anorexia Inapetência: Perda do apetite ou do desejo
de ingerir alimentos;
• Hiporexia: Diminuição do apetite ou desejo de
ingerir alimentos;
• Polifagia (Hiperfagia): Fome excessiva e ingestão
anormalmente alta de comida;
• Geofagia: Hábito vicioso de comer terra ou argila;
• Hipogeosia: Diminuição do paladar;
• Xerostomia: Boca seca;
• Polidipsia: Sede excessiva.
Faringe e laringe
• Disfagia: Dificuldade ou incômodo ao engolir;
• Odinofagia: Dor ao deglutir;
• Pigarro: Ato de raspar ruidosamente a garganta, a
fim de desprender um muco pegajoso e clarear a
voz;
• Tosse: Reflexo natural do aparelho respiratório
para eliminar micro-organismos que estejam
afetando as vias áreas;
• Disfonia: Alteração da produção normal de voz
(rouca ou bitonal).
Ouvidos
• Otalgia: Dor no ouvido;Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA
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• Otorreia: Saída de líquido pelo ouvido, pode ser
hialino, seroso, mucoso, sanguinolento ou purulento;
• Otorragia: Perda de sangue pelo canal auditivo;
• Disacusia: Perda da capacidade auditiva, que pode
ser moderada (hipoacusia), acentuada (surdez), ou
total (anacusia ou cofose). Há também a redução da
acuidade auditiva pela idade (presbiacusia);
• Autofonia: Ressonância da própria voz no ouvido;
• Algiacusia: Percepção de determinados ruídos com
sensação dolorosa;
• Zumbidos (Acúfenos): Fenômenos auditivos
subjetivos, percepção de ruídos sem que haja
estímulo exterior;
• Tontura: Sensação de vazio na cabeça,
desequilíbrio, ou iminente desmaio;
• Anotia: Ausência do pavilhão auricular.
Ordem = Anamnese → exame objetivo → exames
complementares.
Anamnese
• Identificação.
• Antecedentes mórbidos – hereditários e pessoais.
• História da doença atual.
• Interrogatório especial: distúrbios da deglutição, da
respiração e fonação; presença de mal hálito
(halitose), sensação de bolo (“globus faríngeo”) ou
secreção na garganta, tosse e outros.
A semiologia da dor é fundamental como: intensidade,
localização, irradiação, durabilidade, frequência e sintomas
concomitantes como febre, aparecimento de nódulos
cervicais, erupções, etc. A dificuldade respiratória
(dispnéia, roncos e apnéia noturna), alterações da voz e
fala como disfonia (rouquidão), trocas de letras na fala
(dislalia), atraso no desenvolvimento da fala, a dificudade à
deglutição (disfagia), dor à deglutição (odinofagia),
alterações na mastigação, e queixas bucais como dor,
sangramento, secura, excesso de salivação (sialorréia)
orientam sobre o local da patologia e sua gravidade.
Mnemônico: Alicia Fredusa
Aparição, Localização, Intensidade, Características,
Irradiação, Atenuantes/Agravantes, Frequência, Duração,
Sintomas, Associados
• Inspeção geral → fácies, atitude, nutrição, e outros.
• Lábios
• Língua
• Gengivas e dentes
• Palato
• Amigdala
Oroscopia
• Utiliza auxílio dos abaixadores de língua (espátulas),
estiletes ou pinças.
• Permite o examinador inspecionar, apalpar ou
biopsiar.
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• Estruturas observadas: lábios, orifício bucal,palato
mole, úvula, pilares amigdaleanos (fossa amigdaliana
e tonsilas palatinas), arcadas gengivo-dentárias,
regiões jugais (bochechas), sulcos gengivo-jugais,
gengivo-labiais, glândulas salivares, ducto da parótida
que se abre na região jugal e ducto da glândula
sublingual.
Orofaringoscopia
• Pode-se comprimir as tonsilas palatinas para colheita
de material suspeito, aspirar, biopsiar e outros.
• Utiliza-se uma espátula que tem a função de abaixar
os 2/3 anteriores da língua em direção ântero-
inferior tomando o cuidado de deixá-la na sua
posição anatômica e relaxada.
• Pedir para o paciente dizer “ahhhhh”.
• Não pedir para o paciente colocar a língua “para
fora”.
• A palpação externa da região cervical é sempre
necessária.
Hipofaringoscopia
• Feito de forma direta ou indireta com um espelho
para laringoscopia indireta, ou ainda com auxílio de
endoscópios rígidos ou flexíveis.
• Deve-se reconhecer as seguintes estruturas: base
de língua com as tonsilas linguais, forame cego e
papilas gustativas, epiglote, prega glossoepiglótica
mediana separando as valéculas, pregas
glossoepiglóticas laterais, pregas ariepiglóticas, e
seios piriformes.
Nasofaringoscopia
• Exame da nasofaringe.
• Pode ser realizada em alguns pacientes com fossa
nasal ampla pela narina (rinoscopia anterior).
• O exame clássico é feito indiretamente pela boca
com um pequeno espelho aquecido (espelho para
rinoscopia posterior) introduzido na orofaringe
mantendo-se a língua fixa com uma espátula
(rinoscopia posterior).
• Visualiza-se o teto da rinofaringe com a adenóide,
lateralmente o “torus tubário” e anteriormente a
comunicação com o nariz (coanas direita e
esquerda).
• O toque da rinofaringe pode ser realizado após uma
anestesia tópica da orofaringe.
1 Se apresentar
2 Explicar o procedimento
3 Lavar as mãos e usar luvas
4 Retirar próteses dentárias antes de iniciar o exame
5 Realizar inspeção geral do paciente (fácies,
nutrição, presença de ulcerações, abaulamentos,
nódulos, variação de cor… )
6 Realizar oroscopia e orofaringoscopia:
✓ Iluminar a região com a lanterna
✓ Pedir para o paciente abrir a boca e fazer a
inspeção lábios, gengivas, dentes, face interna
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da bochecha, língua, assoalho da boca, óstios
das glândulas salivares
✓ Depois, utilizando a espatula, realiza-se o
abaixamento da língua nos seus dois terços
anteriores (para evitar reflexo nauseoso) e no
sentido ântero-inferior (não pedir para o
paciente colocar a língua “para fora”).
Observamos as amígdalas, palato mole, base
da língua, parede posterior da faringe.
✓ Importante avaliar o estado da mucosa do
paciente (normal: rosadas, brilhantes e
úmidas)
7 Realizar palpação externa da região cervical
Exame externo → através da inspeção e palpação
verifica-se a cor da pele, o volume da laringe, desvios,
consistência, movimentos durante a deglutição,
crepitação, edema, etc.
Pode percutir ou auscultar as estruturas.
Laringoscopia indireta
• Permite a visualização da laringe com espelho
aquecido (espelho para laringoscopia indireta)
colocado sobre a úvula, segurando-se a ponta da
língua com uma gaze mantendo-a levemente
tracionada para fora.
• A laringe é examinada durante a respiração e
fonação (dizendo “iiiii” ou “ééééé”), observando-se
suas estruturas e alterações morfológicas e
funcionais: espaço supraglótico com as aritenóides,
prega ari-aritenoidea, bandas ventriculares (falsas
pregas vocais) e ventrículos de Morgagni, glote
(espaço entre as pregas vocais) com as pregas
vocais e seus movimentos, e região subglótica.
Laringoscopia direta
• Feita com anestesia local ou geral, introduzindo o
laringoscópio tendo-se uma visão direta da laringe.
• Em alguns casos é necessário o uso de um
laringoscópio de suspensão e o microscópio
(geralmente usados em cirurgias) que permitem um
exame preciso, biópsias ou microcirurgias.
Laringoscopia endoscópica
• Realizadas com fibras opticas flexíveis introduzidas
pelo nariz (fibronasolaringoscopia) ou endoscópios
rígidos pela boca (telelaringoscopia) com visão
direta ou com auxílio de micro-câmeras (vídeo-
laringoscopias) e visão através de um monitor.
• Pode ser acoplada a um gravador de imagem sendo
então possível rever o exame e imprimir imagens.
Estroboscopia da laringe
• Para facilitar a visualização das pregas vocais durante
a sua vibração este aparelho emite uma luz
estroboscópica com frequência de pulso variável
mostrando as várias posições das pregas vocais
como se estivessem paradas ou em câmera lenta.
–
• Tem o mesmo seguimento: anamnese → exame
objetivo → exames complementares.
Anamnese
• Identificação.
• Antecedentes mórbidos - hereditários e pessoais.
• História da doença atual.
• Interrogatório especial.
Obstrução nasal
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Queixa primordial, causada por congestão,
edema, hipertrofia dos tecidos nas
inflamações, corpos estranhos ou tumores.
As deformidades osteocartilaginosas
(desvios do septo ou pirâmide nasais) são
frequentes.
A hipertrofia de adenóide na infância e as
alergias nasossinusais são causas frequentes.
Rinorréia (secreção nasal) → catarral, purulento
ou hemorrágico,acompanham as patologias
inflamatórias, traumáticas e outras, podendo ser
anterior (saída de secreção pelas narinas) ou
posterior (descendo para a faringe)
Dor (cefaléias) → pode eventualmente localizar
o órgão afetado e é necessário saber da sua
intensidade, irradiação, periodicidade, etc.
Olfato → as rinites, desvios de septo, neoplasias,
etc. podem alterar o olfato tanto pela própria
obstrução nasal (hiposmia de condução) ou
lesão da mucosa olfativa e/ou nervo olfativo
(neurossensorial) podendo causar cacosmias
(mal cheiro), parosmias (sensação distorcida do
olfato), hiposmias (diminuição do olfato) e
anosmias (ausência da sensação olfativa).
Perturbações reflexas → os espirros, cefaléias,
e outras, são causadas por estímulo reflexógeno
do nariz e devem ser pesquisadas. Desvios
septais podem causar estes sintomas tão quanto
a alergia.
Sangramento → é chamado de epistaxe quando
oriundo das fossas nasais e/ou seios paranasais,
podendo ter causas locais ou sistêmicas
Inspeção
• Observa-se a pirâmide nasal e o vestíbulo nasal,
verificando atresias, furúnculos, desvio de septo ou
outras que possam dificultar a rinoscopia anterior.
Palpação: palpa-se a pele e estruturas adjacentes
Exame físico
• Pirâmide nasal (projeção externa do nariz) →
inspeção e palpação da pele e estruturas (ósseas e
cartilaginosas).
• Vestíbulo nasal (porção inicial das fossas nasais) →
verificação de atresias, furúnculos, desvio de septo
ou outras que possam dificultar a rinoscopia anterior.
• Fossas nasais
• Seios paranasais → o exame de superfície se faz
por inspeção e palpação e nos revela alterações do
tegumento e pontos dolorosos.
• A rinoscopia anterior e posterior revelará a
presença de secreções, desvios, pólipos e
degenerações da mucosa, evidenciando as
patologias nasossinusais.
Na anterior utiliza-se de um espéculo nasal (Hartman,
Killian) e boa iluminação, procurando visualizar as
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paredes medial (septo nasal), lateral (cornetos e
meatos), soalho e teto nasais. Com a retração (com
vasoconstrictores tópicos) e anestesia tópica das
fossas nasais visualiza-se ainda melhor a fossa
podendo-se tocar, aspirar ou biopsiar se necessário.
Na posterior utiliza-se de um espelho que é
introduzido na orofaringe ou pode ser endoscópica,
como foi descrito anteriormente.
A diafanoscopia pode ser útil, revelando uma
opacificação do sinus afetado; é a transiluminação dos
sinus que pode ser realizada com o endoscópio.
A punção com trocater seguido de aspiração e/ou
irrigação pode ser realizada tanto por via nasal quanto
bucal, podendo-se também ter uma visualização óptica
da cavidade (com endoscópios).
Na endoscopia nasal são utilizados nasofaringoscópios
rígidos ou flexíveis com ou sem vídeo que fornecem
imagens perfeitas e um exame bem acurado das
estruturas.
Exame Funcional
• Respiração → se faz por métodos empíricos,
observando ou tampando as narinas, ou de forma
indireta, com um espelho metálico (espelho de
Glatzel) observando-se a área de embaçamento
durante a expiração nasal. No consultório pode-se
realizar a pesquisa do pico de fluxo inspiratório. Com
o rinodebtomanômetro conseguem-se curvas de
fluxo e pressão. O rinomanómetro acústico nos
fornece a medida da amplitude das fossas nasais
• Olfação → a avaliação pode ser qualitativa, através
de substâncias odoríferas (café, vinagre, alho, etc.)
ou quantitativa com aparelhos especiais
(olfatômetros).
1 Se apresentar
2 Explicar o procedimento
3 Lavar as mãos e higienizar especulo nasal
4 Inspecionar a pirâmide nasal e o vestíbulo nasal
(verificando atresias, furúnculos, desvio de septo
ou outras que possam dificultar a rinoscopia
anterior)
5 Realizar a rinoscopia (para avaliar fossas nasais):
✓ Paciente deve ficar com a cabeça inclinada
para trás
✓ Apoiar a mão na cabeça do paciente e com
o polegar elevar a ponta do nariz
✓ Utilizando um espéculo nasal (Hartman, Killian)
e boa iluminação deve-se avaliar o septo
nasal, cornetos, meatos, assoalho e teto nasais
(rinoscopia anterior)
✓ Avaliar a mucosa (normal: úmida, rosada e
superficie lisa)
6 Realizar inspeção e palpação dos seios paranasais
Dividida em três partes: externa (pavilhão auricular e
meato acústico externo), média (tuba auditiva, caixa
timpânica e mastóide), interna (vestíbulo, cóclea e labirinto
posterior).
Das complexidades anatômicas surgem duas
funções: audição e equilíbrio, que estarão alteradas nas
patologias. Por ser vulnerável aos traumas, insalubridade
ambiental e proximidades com outros órgãos (nariz,
garganta) as patologias são frequentes e multifatoriais.
Anamnese
• Identificação.
• Antecedentes mórbidos - hereditários e pessoais.
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi5xa6ztOnMAhWHGJAKHYFJBN4QjRwIBw&url=http://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/2_qualidade_vida_humana/Museu2_qualidade_corpo_sensorial_audicao1.htm&psig=AFQjCNH02CIh5kFNEif3sep8tsSN67eOpQ&ust=1463859634706310
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• História da doença atual.
• Interrogatório especial.
Deficiência auditiva → pode ser do tipo
condutiva (doença dos ouvidos externo e
médio), ou neurossensorial (doença do ouvido
interno).
Tinitus (zumbido) → qual lado afetado,
intensidade, tipo (grave, agudo, como uma
campainha, apito, ronco, etc), tempo de duração,
relação com hipoacusia, constante ou apenas
em ambiente silencioso.
Tontura → pode ser de origem central ou
periférica, rotatória ou não rotatória.
Otorréia → indica sempre um processo
inflamatório (otite externa ou média).
Otalgia → geralmente provém do próprio
ouvido (otites externas e médias) ou reflexa
(secundária a infecções dentárias, dentes
inclusos, disfunção de ATM, anginas ou até de
patologias cérvico-toráxicas). A propedêutica da
dor deve ser completa.
Exame Físico → inspeção e palpação do pavilhão e
conduto auditivo - verificar a presença e aspecto de
lesões, presença de gânglios, dor à palpação, aspecto da
pele, sinais inflamatórios e sua localização, etc.
Otoscopia → Pode ser realizada sob visão direta usando-
se espéculos auriculares e iluminação com espelho de
Ziegler ou fotóforo, ou utilizando otoscópios.
• Limpeza do Meato acústico externo → é
imprescindível quando necessária para melhor
visualização das estruturas: com o uso de espéculos
auriculares ou otoscópio e com o auxílio de estiletes
porta algodão, pinças e aspiradores, remove-se o
cerume, descamação da pele ou secreções.
• O uso do otoscópio melhora a imagem,
principalmente da membrana timpânica, revelando
perfurações, cicatrizes, abaulamentos ou retrações.
• Traciona-se o pavilhão de maneira a retificar o
meato acústico externo e introduz-se o espéculo
cuidadosamente. Em crianças para trás e para cima
• Deve-se observar a aparência da pele do meato
acústico externo, se existe edema ou secreções.
• Procurar visualizar a translucidez da MT e seu
pontos de referência (umbigo, triângulo luminoso,
cabo e apófise curta do martelo e ligamentos
timpano-maleolares anterior e posterior)
identificando suas porções tensa e flácida.
• A otoscopia com microscópio (podendo acoplar um
vídeo) fornece imagens mais precisas.
• O espéculo pneumático de Siegle e a manobra de
Valsalva, verificam a mobilidade da membrana.
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Exame Funcional da Audição
• Avaliação fônica → feita com voz cochichada ou
normal - pode-se tapar um dos ouvidos para o teste
procurando evitar que o paciente faça leituralabial.
• Avaliação instrumental → pode-se usar relógios,
apitos, sinos, etc., mas na rotina diária são usados
diapasões de várias frequências (acumetria). Com
estes instrumentos testa-se a audição por vias aérea
e óssea através de testes padrões como Weber
(diapasão na linha média do crânio) e Rinne
(comparação da audição por via aérea e óssea: com
o diapasão junto ao meato e em seguida tocando a
mastóide).
Inicialmente compara-se a audição entre os dois
ouvidos do paciente e entre cada ouvido do
paciente e o do examinador. Os diapasões mais
usados são os de 512 Hz e 1024 Hz mas existem
diapasões de várias frequências. Com a prática
pode-se avaliar o grau de perda auditiva (leve,
moderada, severa ou profunda) nas várias
frequências.
O teste de Weber pode ser: 1) lateralizado para
o lado de pior audição (disacusia condutiva); 2)
lateralizado para o lado de melhor audição
(disacusia neurossensorial); 3) Indiferente (o
paciente não nota diferença entre os lados
direito ou esquerdo - normal ou disacusia
indeterminada).
O teste de Rinne pode ser: 1) positivo (audição
melhor pela via aérea - normal ou disacusia
neurossensorial); 2) negativo (audição melhor
pela via óssea - disacusia condutiva).
Eles avaliam se a patologia é do tipo condutiva
(Weber lateralizado para o lado pior e Rinne
negativo) ou neurossensorial (Weber lateralizado
para o lado melhor e Rinne positivo).
Audiometria → os audiômetros permitem a
avaliação do limiar auditivo para tons puros de
várias frequências. São aparelhos calibrados na
sua grande maioria para intensidades de -10 a 120
dB e frequências de 250 a 8000 Hz. Testa-se as
vias aérea e óssea e o resultado registra-se num
gráfico denominado audiograma. O exame é
feito em sala acústica, sono-amortizada (cabine
audiométrica), com o paciente indicando se ouviu
o som apresentado: para cada frequência vai-se
diminuindo a intensidade até o ponto em que o
paciente responde 50% das apresentações (por
definição este é o limiar auditivo para essa
frequência). Determina-se então o grau e tipo de
disacusia. Para crianças ou adultos que tenham
dificuldade em entender o teste usam-se
técnicas de condicionamento (audiometria
condicionada), com auxílio de brinquedos ou
filmes. A discriminação vocal com palavras
balanceadas é fundamental na pesquisa das
disacusias (audiometria vocal).
Imitanciometria → é outro recurso técnico de
valor inestimável, onde são avaliados o volume e
conteúdo do ouvido médio, a elasticidade da
membrana timpânica e o reflexo estapediano
que nos fornece dados sobre as doenças do
ouvido médio, interno e do nervo facial.
Audiometia de respostas elétricas → são
exames objetivos das vias auditivas; através de
eletrodos colocados no crânio (como um
eletroencefalograma) após uma estimulação
auditiva pode-se captar as resposta elétricas da
cóclea (eletrococleografia), do tronco cerebral
(BERA – audiometria de tronco cerebral) ou
cortical.
Exame Funcional do Aparelho Vestibular
• Pesquisa do Nistagmo → são movimentos rítmicos
dos olhos com um componente lento e rápido –
pode ser patológico (surge nas vestibulopatias) ou
fisiológico (após estimulação do sistema vestibular
como girar por exemplo). A direção do nistagmo é
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dada pela componente rápida devendo-se verificar
a sua direção no olhar para a frente (nistagmo
espontâneo) e com o olhar a 30° para a direita,
esquerda, cima, baixo e direções oblíquas
(nistagmos direcionais ou semi-espontâneos). O
nistagmo pode ser de origem central ou periférica.
A pesquisa do nistagmo é rotina na presença de
distúrbios do equilíbrio e tonturas e pode dar o
diagnóstico diferencial entre uma vestibulopatia
periférica ou central.
Pesquisa do Equilíbrio → são estáticos ou dinâmicos. O
primeiro é avaliado pelas provas de Romberg e/ou
Romberg-Barré, onde o paciente é testado em postura
ereta, com os olhos fechados; é considerado alterado
quando há queda (látero, ântero ou retropulsão). O
dinâmico pode ser testado pela prova de Babinski-Weil,
(marcha para a frente e para trás com os olhos fechados)
podendo haver desvios da marcha como marcha em
estrela (vestibular), ebriosa (cerebelar), etc. Outro teste é
prova de Untemberg (marchar no mesmo lugar);
considera-se alterado quando existir uma rotação direita
ou esquerda maior que 45º.
Testes de coordenação (função cerebelar) → index-
index, index-nariz, index-joelho, diadococinesia
Eletronistagmografia → é o exame armado do sistema
vestibular onde o nistagmo é registrado através de
eletrodos colocados na região orbitária, podendo-se
medir sua amplitude e frequência. São pesquisados os
eventuais nistagmos espontâneos e semi-espontâneos e
também nistagmos provocados por uma estimulação
que pode ser rotatória (cadeiras que giram ou pendulam),
calórica (joga-se ar ou água no meato acústico externo
de temperaturas variadas), mudanças na posição do
corpo (posturais) e outras. Estes nistagmos provocados
tem um padrão normal e padrões típicos ou sugestivos
das chamadas Síndromes Vestibulares (centrais ou
periféricas) dando o diagnóstico topográfico e grau de
comprometimento da lesão vestibular.
1 Se apresentar
2 Explicar o procedimento
3 Lavar as mãos e limpar otoscopio
4 Analisar o pavilhão auditivo externo (verificar a
presença e aspecto de lesões, presença de
gânglios, dor à palpação, aspecto da pele, sinais
inflamatórios e sua localização…)
5 Realizar otoscopia:
✓ Traciona-se o pavilhão de maneira para
retificar o meato acústico externo e introduz-
se o espéculo cuidadosamente
✓ Semiotécnica: quando for avaliar o ouvido
esquerdo deve segurar o otoscópio com a
mão esquerda e tracionar o pavilhão auditivo
com a direita e vice-versa
✓ Observar a aparência da pele do meato
acústico externo, se existe edema ou
secreções.
✓ Avaliar a membrana timpânica: integridade,
aspecto, cor, forma, contorno, seu pontos de
referência (umbigo, triângulo luminoso, cabo
do martelo).
Deve-se observar tamanho, presença de
nodulações, desvios da traqueia - uma vez que o desvio
lateral poderá sugerir lobo tireoidiano aumentado -, bócio
subesternal ou outra anormalidade torácica.
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Posição do paciente: sentado com a cabeça levemente
estendida para trás e com a deglutição (atentar-se para
bócios difusos ou nodulares que são facilmente
documentados durante a deglutição)
A adiposidade cervical algumas vezes é confundida com
bócio, deve-se notar, porém, que ela não se desloca à
deglutição.
Aqui vamos analisar o tamanho/ volume/
consistência/ presença de nódulos / mobilidade /
sensibilidade / temperatura/ frêmito e a classificar como
de tamanho normal ou aumentado (bócio) e se este
bócio é difuso ou nodular, neste útimo, o bócio pode,
ainda, ser classificado em bócio uninodular (um nódulo) e
bócio multinodular (mais de um nódulo).
Posição do paciente: de preferência sentado com a
cabeça discretamente fletida para frente, uma vez que a
palpação é mais difícil quando os músculos
esternocleidomastoideos ficam estendidos.
Passos:
• Localizar a glândula: verificar a posição das
cartilagens tireóidea e cricóidea, uma vez que o
istmo da glândula tireoide se situa imediatamente
abaixo da cartilagem cricóidea.
• Examinar o istmo da glândula: colocar o polegar
direito, horizontalmente, abaixo da cartilagem
cricóide. → Perceber, durante a deglutição do
paciente, a consistência (deve ser borrachosa) e a
largura (cerca de 0,5 cm). O istmo com tamanho
aumentado, firme ou com nódulos é uma indicação
de anormalidade tireoidiana.
• Examinar o lobopiramidal (caso esteja presente):
palpar com o polegar direito, deslocando o polegar
para trás e para frente no plano horizontal acima do
ístmo.
Quando o lobo piramidal é facilmente palpado,
isto geralmente indica anormalidade tireoidiana
(tireoidite de Hashimoto ou Doença de Graves),
embora ele possa ser encontrado em tireoides
normais.
• Palpação dos lobos: O tamanho, as características da
superfície, a consistência e a presença de dor
durante o exame de cada lobo deverão ser
avaliados.
Método 1: o examinador deve se posicionar à
direita e à frente do paciente. Após a
localização do istmo da tireóide, posicionar os
dedos polegar e indicador direitos em cada um
dos lados da traqueia, e solicitar ao paciente que
degluta; desta maneira, o examinador poderá
sentir a glândula, bilateralmente, passando pelos
dedos. Os lobos, deverão ser palpados também
individualmente.
Método 2: Colocando-se à direita e um pouco
à frente do paciente, o dedo polegar esquerdo
do examinador é deslizado para palpar o lobo
esquerdo e o dedo polegar direito é usado para
o exame do lobo direito.
Método 3: O paciente deverá estar sentado e o
examinador em pé atrás do paciente. O paciente
deverá fletir a cabeça para o lado a ser
examinado para descontrair o músculo e os
dedos indicador e médio do observador
penetram na face interna daquele músculo e
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exploram o lobo da glândula, deslizando com os
dedos desde a cartilagem tireóidea até o 6º anel
da traquéia. A manobra é repetida para o outro
lobo.
Deverá ser realizada com a campânula do estetoscópio
em todos os pacientes com tireotoxicose (pode ser
associada ao hipertireoidismo), pois o aumento do fluxo
sanguíneo poderá determinar a ocorrência de sopros
sobre a glândula, algumas vezes acompanhados de
frêmitos.
A palpação de nódulos depende de sua localização,
tamanho e da anatomia do pescoço.
Em pacientes jovens e magros, nódulos superficiais
de pequenas dimensões, cerca de 0,5 a 1,0 cm, poderão
ser palpados. Em pacientes idosos ou com pescoços
musculosos, apenas nódulos maiores são evidenciados à
palpação.
É essencial medir as dimensões dos nódulos nos
eixos vertical e horizontal; o método mais comumente
empregado utiliza uma fita crepe.
É aconselhável fazer um desenho para se registrar
o que foi medido. Este método apresenta boa acurácia e
permite observação seriada do paciente.
Deve-se, sempre, suspeitar da existência de um
nódulo quando, à palpação, for percebido um “lobo” de
um lado e não for sentido o lobo do lado oposto. Esta
situação só não representará um nódulo caso o paciente
apresente hemiagenesia tireoidiana, decorrente de
hipertrofia compensatória do lobo contralateral.
A maioria dos nódulos tireoidianos são benignos,
movem-se livremente, têm superfície lisa e são de
consistência borrachosa. Nódulos benignos podem ser
rígidos, principalmente se calcificados ou tensos e
distendidos por fluído. Um nódulo doloroso
provavelmente indica degeneração hemorrágica ou
infarto no interior de um nódulo benigno, ou ainda,
tireoidites virais. Deve-se mencionar, porém, que alguns
nódulos malignos também são dolorosos.
Nódulos que não se mobilizam à deglutição requerem
especial atenção, pois podem não corresponder à
glândula tireoidiana (Ex. adenomegalia)
Nódulos malignos podem ser firmes ou duros e
irregulares, mas a maioria são indistintos de nódulos
benignos.
Cistos do tireoglosso usualmente surgem na linha
mediana, desde a base da língua até o istmo da tireóide,
poucos deles são lateralizados. Eles se elevam com a
deglutição, como os nódulos, mas sua ligação com a base
da língua também faz com que se elevem quando a
língua é colocada para fora.
O termo bócio aplica-se para quando é
identificado um aumento da glândula tireóide de qualquer
etiologia.
Os bócios podem ser simétricos, assimétricos ou
nodulares (uni ou multinodulares).
Uma aproximação pode ser dada com o cálculo do
volume do lobo, com a ressalva de que a profundidade
será difícil de ser avaliada adequadamente. A medida mais
acurada poderá ser obtida pela ultrassonografia, tanto dos
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lobos como dos nódulos, entretanto em se tratando de
bócios mergulhantes, a presença do esterno impede que
o cálculo do volume da glândula seja realizado por este
método e então, a tomografia computadorizada ou a
ressonância nuclear magnética deverá ser solicitada para
esta finalidade.
O bócio multinodular pode causar obstrução da traquéia
e quando retroesternal também a obstrução da veia cava
superior. O sinal de Pemberton aparece quando se eleva
o braço do paciente acima da cabeça. Esta manobra faz
com que o paciente fique dispneico, com distensão das
veias do pescoço, pletora facial ou com estridor.
1 Se apresentar + Explicar o exame (oferecer água
para deglutição) + Lavar as mãos.
2 Pedir para que o paciente se sente de maneira
confortável.
3 Inspeção
✓ Sem deglutição
• Fazer a extensão da cabeça do paciente para
trás (pois facilitará a visualização da tireoide).
• Analisar a região cervical anterior. *Normalmente
a tireoide não é visível.
• Logo, deve-se inspecionar a coloração da região,
procurar lesões, abaulamentos, crescimentos
nodulares, assimetrias no pescoço, desvio de
traqueia, entre outras anormalidades.
✓ Com deglutição
• Deve-se pedir para o paciente deglutir, assim
pode-se analisar melhor a tireoide, observar o
movimento para cima e diferenciar de outras
estruturas (como a adiposidade cervical).
4 Palpação
✓ Encontrar glândula tireoide
• Médico deve permanecer à frente do paciente.
• A cabeça do paciente deve ficar discretamente
fletida para frente (pois a palpação é mais fácil se
os músculos externo-cleido-mastoideos não
ficarem estendidos).
• Com o dedo polegar, deve-se procura-se o
“pomo de adão” na cartilagem tireóidea, após
encontra-lo deve-se abaixar o dedo dessa
estrutura e localizar a cartilagem cricoide, um
pouco mais abaixo desta cartilagem estará a
glândula tireoide.
✓ Palpar sem e com deglutição
• Palpa-se o istmo (de consistência borrachosa) –
normalmente ele será percebido na deglutição do
paciente.
• Palpa-se o lobo piramidal, caso esteja presente
– este é mais facilmente palpado quando se
desloca o polegar para trás e para frente no plano
horizontal acima do istmo.
5 Palpação dos lobos (3 métodos distintos – escolha
do médico)
✓ 1º método
• Médico posicionado à direita à frente do
paciente.
• Deve-se posicionar os dedos polegar e indicador
direitos em cada um dos lados da traqueia e
solicitar que o paciente degluta. *(Assim, o médico
sente a glândula bilateralmente passando os
dedos).
• Os lobos são palpados também individualmente:
→ Lobo esquerdo = coloca-se os dedos indicador
e médio da mão direita do médico justapostos
quando for palpar o lobo esquerdo da glândula do
paciente. Pede-se para paciente deglutir.
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→ Lobo direito = do mesmo modo é palpado
com a mão esquerda, estando o médico
posicionado à esquerda do paciente. Pede-se para
paciente deglutir.
✓ 2º método
• Médico coloca-se à direita à frente do paciente.
• O dedo polegar esquerdo do médico é deslizado
para palpar o lobo esquerdo da tireoide do
paciente.
• Na palpação do lobo direito, o polegar direito
poderá ser utilizado.
✓ 3º método
• Paciente ainda sentado, mas examinador em pé
atrás do paciente.
• O paciente deverá fletir a cabeça para o lado a
ser examinado para descontrair o músculo
esterno-cleido-mastoideo.• Os dedos indicador e médio do médico
penetram na face interna do músculo ipsilateral e
exploram o lobo da glândula.
• Para melhor avaliação, deve-se pedir para
paciente deglutir.
• A manobra é repetida para o outro lado.
6 Ausculta – essa fase é realizada em todos os
pacientes com tireotoxicose (muitos hormônios
tireoidianos na corrente sanguínea).
*Auscultar sons tireoidianos fala a favor de
anormalidade.