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Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
1 
CÁRIE 
CÁRIE DENTAL 
 É uma doença infecciosa, crônica e multifatorial, caracterizada pela desmineralização dos tecidos duros 
dentais. Pode ser sintomática ou assintomática. 
 É considerada um problema de saúde pública, com consequências para a saúde em geral: 
 Consequências locais. 
 Consequências sistêmicas. 
 Autoestima afetada. 
PELÍCULA ADQUIRIDA DO ESMALTE (PAE) 
 É um filme orgânico derivado principalmente da saliva e aderido ao esmalte dentário. 
 Caracteriza-se por ser uma camada membranosa amorfa com espessura de 0,1 a 0,3mm. Presente nas 
superfícies dentais e sólidas. Normalmente, apresenta-se livre de microrganismos e atua como uma 
barreira protetora. 
 
BIOFILME DENTAL 
 Bactérias colonizam e crescem na superfície do dente (película adquirida do esmalte). 
 Formado por comunidades microbianas bem organizadas e aderidas a superfície dentária, sendo 
envolvidas por uma matriz extracelular. 
 Apresenta uma maior quantidade de microrganismos do que de restos alimentares. 
 
 Torna-se clinicamente detectável somente após atingir determinada espessura. 
 Caracteriza-se como uma massa globular visível com superfície nodular e cor branco-amarelada. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
2 
 Após 30 dias, temos o acúmulo máximo de biofilme. 
SIGNIFICADO 
 O termo cárie vem do latim carious, que significa destruição, putrefação, ou seja, é a destruição localizada 
de tecidos mineralizados do dente. 
DOENÇA CÁRIE 
 Doença infecciosa e transmissível. 
 De origem multifatorial. 
 Caracterizada pela perda localizada de tecido. 
DINÂMICA DA DOENÇA 
 A superfície do esmalte dentário apresenta um comportamento altamente dinâmico com o meio bucal. 
 A quantidade de íons “perdidos” pelo esmalte (desmineralização – DES) é igual ou semelhante aquela que 
o meio ambiente fornece (remineralização – RE). 
 
 Ocorre apenas quando há associação de alguns importantes fatores: 
 Dentes. 
 Microrganismos (Streptoccus mutans). 
 Alimento (carboidratos). 
 Tempo. 
 Pode estar relacionada à fatores sociais. 
 O processo dinâmico se baseia em 3 pilares: 
 Dieta: ingestão de açúcar. 
 Microrganismos: produzem ácidos. 
 Hospedeiro: pH abaixo de 5,5. 
MICRORGANISMOS ENCONTRADOS COM MAIOR FREQUÊNCIA 
 Os principais causadores da doença cárie são os Streptococcus mutans e os Streptoccus salivarius 
(apresentam elevado potencial cariogênico). 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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CLASSIFICAÇÃO 
I. Localização anatômica: 
 
 De fissura: 
 
 De superfície lisa: 
 
 De cúspide: 
 
 De raiz: 
 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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II. Quantidade de tecido destruído: 
 Incipiente: 
 
 Cavitária: 
 
 Grande destruição: 
 
III. Progressão da lesão: 
 Ativa ou aguda: 
 Cor da camada superficial: pigmentação clara. 
 Consistência da camada superficial: macia, friável, massa necrótica. 
 Dor: normalmente sensível ao frio, a doces e aos ácidos. 
 Progressão: rápida, geralmente expõe a polpa. 
 Tipo de dentina sob a camada superficial: dentina sensível, descalcificada. 
 Crônica: 
 Cor da camada superficial: pigmentação escura. 
 Consistência da camada superficial: dura e até mesmo ebúrnea. 
 Dor: normalmente assintomática. 
 Progressão: lenta, processo intermitente. 
 Tipo de dentina sob a camada superficial: dentina assintomática, esclerótica e pigmentada. 
 Estacionária: 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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 Processo carioso interrompido. 
 Área afetada dura remineralizada. 
 Coloração acastanhada ou escura. 
 Pode ser incipiente quando muito avançada. 
IV. História pregressa da lesão: 
 Primária: lesões em superfícies dentárias intactas, naturais. 
 
 Secundária: lesões que se desenvolvem adjacentes à restaurações pré-existentes. 
 
V. Tipo de tecido envolvido: 
 Esmalte: 
 Ativa: coloração branca, opaca, rugosa, não reflete a luz. 
 Inativa: mancha branca, lisa e brilhante ou pigmentada. 
 
 Esmalte e dentina: 
 Ativa: tecido amolecido de cor amarelada/marrom clara. 
 Inativa: tecido duro e coloração escurecida. 
 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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 Esmalte, dentina e raiz: 
 
DIAGNÓSTICO 
 Um bom diagnóstico é feito por meio de uma boa anamnese, exame clínico e exame radiográfico. 
PREVENÇÃO 
 Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia, e use o fio dental diariamente. 
 Evitar lanches com alimentos açucarados ou ricos em amido. 
 Visitar o dentista duas vezes ao ano para limpezas e exames. 
__________________________________________________________________________________________ 
CISTOS 
INTRODUÇÃO 
 Cisto é uma cavidade patológica com conteúdo fluido ou semifluido que não tem acúmulo de pus e 
geralmente é revestido por um epitélio e suportado por tecido conjuntivo fibroso. 
 Classificação: 
 Cistos Odontogênicos: origem em remanescentes do epitélio odontogênico. 
 Cistos odontogênicos de desenvolvimento. 
 Cistos odontogênicos inflamatórios. 
 Cistos não odontogênicos: origem em restos epiteliais do tecido de cobertura dos processos 
primitivos que participam na formação embrionária da face e dos maxilares. 
CISTOS ODONTOGÊNICOS 
♛ ORIGEM 
 São cistos revestidos por um epitélio derivado do epitélio odontogênico e se originam da proliferação de 
remanescentes epiteliais associados à formação dos dentes. Esses remanescentes podem ser a lâmina 
dental, o epitélio reduzido do esmalte (ERE) e a bainha epitelial de Hertwig. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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 Podem ser originados durante o desenvolvimento ou por processos inflamatórios. Os fatores que 
provocam os cistos de desenvolvimento são desconhecidos, entretanto eles não advêm de uma 
inflamação como é o caso dos cistos de origem inflamatória. 
 Possuem uma cápsula de tecido conjuntivo revestida por epitélio. Geralmente são lesões benignas e 
assintomáticas. Pode acometer tanto a mandíbula quanto a maxila. 
♛ TRATAMENTO 
 Na maioria dos casos o tratamento é feito por marsupialização ou enucleação: 
 Marsupialização: é feito um acesso sem romper o cisto, para aplicar medicação, suturando para 
mantê-lo aberto. Esse tratamento é feito em cistos maiores e pode haver infecção secundária, por 
essa razão é necessário uma boa higienização e acompanhamento profissional regular até o fim 
do tratamento. 
 Enucleação: o cisto é removido por completo, com descompressão ou não. Esse tratamento é feito 
em cistos menores, e pode ser realizado após uma marsupialização. 
♛ CISTOS ODONTOGÊNICOS DE DESENVOLVIMENTO 
 CISTO DENTÍGERO 
 Origem: epitélio reduzido do esmalte (ERE) 
 Patogênese: 
 Acúmulo de fluído entre o ERE e a coroa do dente incluso. O cisto vai da junção 
amelocementária de um lado até o outro do dente. 
 Inflamação periapical de um dente decíduo sobrejacente e periocoronarite. 
 Também conhecido como cisto folicular. 
 Características clínicas: 
 Pode acometer qualquer dente incluso. 
 É o cisto mais comum dos ossos gnáticos (20%). 
 São lesões extensas, acarretando em assimetria facial e reabsorção dos dentes adjacentes. 
 Dentes acometidos: 3° molares inferiores, caninos, 3° molares superiores, 2° pré-molares 
inferiores e elementos supranumerários. 
 Pacientes: Geralmente, acometem pacientes leucodermas do sexo masculino entre 10 e 
30 anos de idade. 
 Por serem lesões assintomáticas, na maioria das vezes, é um achado radiográfico. 
Contudo, se houver agudização, pode causar dor. 
 Características radiográficas: 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
PatologiaMaxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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 Caracterizam-se por uma imagem radiolúcida unilocular associada a coroa de um dente 
incluso. 
 Apresentam margens bem definidas e radiopacas e são cistos maiores. 
 O cisto vai da junção amelocementária de um lado até o outro do dente. Em relação à 
coroa, o cisto pode estar central, lateral ou circunferencial. O circunferencial é como os 
outros, circunda a coroa e vai da junção amelocementária de um lado até o outro, mas 
circunda mais o dente. Geralmente o lateral reabsorve as raízes dos dentes que estão sob 
ele. 
 Características histopatológicas: 
 Cisto não inflamado: tem uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso arranjado 
frouxamente, com substância fundamental amorfa (glicosaminoglicanos), revestimento 
epitelial com 2 a 4 camadas não queratinizadas e a junção entre o epitélio e o conjuntivo 
é plana. 
 Cisto inflamado: é mais espesso que o não inflamado. Tem uma cápsula fibrosa e mais 
fibras colágenas com infiltrado inflamatório crônico variável, o revestimento epitelial é 
hiperplásico e possui cristas epiteliais. Pode apresentar superfície queratinizada e áreas de 
células mucosas. 
 Tratamento: geralmente é realizada a enucleação cística junto com a remoção do dente incluso 
afetado. Quando possível, o dente é mantido e é feita uma erupção ortodôntica assistida. Em 
alguns casos pode ser que seja possível a remoção parcial da parede cística. Nos cistos grandes é 
realizada a marsupialização. 
 Prognóstico: excelente e é rara a recidiva. Podem haver complicações e transformação neoplásica, 
o que pode gerar ameloblastomas, carcinomas de células escamosas ou carcinomas 
mucoepidermóide intra-ósseos. 
 Diagnóstico diferencial: pode ser confundido com um alargamento do folículo dental, se 
ultrapassar 2,5 mm é um cisto dentígero. Pode se assemelhar também com um ceratocisto 
odontogênico e ameloblastoma unicístico, por isso deve ser realizado o exame histopatológico. 
 CISTO DE ERUPÇÃO 
 Origem: epitélio reduzido do esmalte (ERE). 
 Patogênese: 
 Causado pela separação do folículo dentário que envolve a coroa de um dente em erupção 
que está recoberto pelos tecidos moles do osso alveolar sobrejacente. 
 Há uma deposição de colágeno no tecido gengival. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
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 Características clínicas: 
 Aumento de volume translúcido de consistência mole na mucosa gengival que recobre o 
dente. Geralmente, ocorre em crianças menores de 10 anos. Também conhecido como 
hematoma de erupção. 
 Dentes acometidos: incisivos decíduos inferiores, 1° molares permanentes e incisivos 
decíduos superiores. 
 Características histopatológicas: apresenta epitélio oral de superfície na porção superior, a lâmina 
própria subjacente mostra infiltrado inflamatório variável e a cavidade cística é revestida por 
espitélio escamoso não queratinizado. 
 Tratamento e prognóstico: Geralmente se rompe por traumatismos mastigatórios, mas pode ser 
realizada uma ulotomia (incisão na gengiva para liberar espaço para a erupção do dente 
permanente). O prognóstico é favorável. 
 CISTO GENGIVAL DO RECÉM- NASCIDO 
 Origem: remanescentes da lâmina dentária. 
 São pequenos, superficiais, com conteúdo de queratina e encontrados na mucosa alveolar. 
 Características clínicas: 
 Apresenta-se como pequenas pápulas esbranquiçadas, não ultrapassando 2 a 3mm de 
diâmetro. 
 Acomete mais o rebordo alveolar superior. 
 Características radiográficas: 
 Ocorrem apenas na mucosa, por isso não há características radiográficas. 
 Características histopatológicas: 
 Exibe um revestimento epitelial delgado e achatado, com uma superfície luminal 
paraqueratótica. O lúmen contém fragmentos de queratina. 
 Diagnóstico diferencial: são semelhantes às pérolas de Epstein e nódulos de Bohn (cistos 
similares). 
 Tratamento: as lesões involuem espontaneamente, podendo haver a ruptura do cisto em contato 
com a superfície oral. 
 CISTO PERIODONTAL LATERAL 
 Origem: remanescentes da lâmina dentária. 
 É um tipo raro de cisto odontogênico (2%), localizado na superfície radicular lateral de um dente 
com vitalidade (que o diferencia de um cisto radicular, que está associado com infecção pulpar). 
 Características clínicas: 
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Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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 É assintomático, podendo ser um achado radiográfico. Geralmente, acomete pacientes 
entre a 5ª e 7ª décadas de vida. 
 Dentes acometidos: pré-molares, caninos e incisivos laterais. 
 Uma possível variante clínica do cisto periodontal lateral é o cisto odontogênico botrióide 
(lesão rara caracterizada pelo aspecto multilocular típico semelhante a um cacho de uvas). 
 Características radiográficas: 
 Possui imagem radiolúcida lateral a raiz de um dente. Apresenta menos que 1cm de 
diâmetro. 
 Pode apresentar aspecto policístico (cisto odontogênico botrióide). 
 Diagnóstico diferencial: pode ser confundido com um queratocisto odontogênico ou com um 
cisto radicular lateral (dente com infecção pulpar). 
 Características histopatológicas: 
 Apresenta uma cápsula fibrosa delgada, geralmente sem inflamação. 
 Tem um revestimento epitelial contando com 1 a 3 camadas de espessura, formado 
por células escamosas achatadas ou cubóides. Possui focos de células claras ricas em 
glicogênio, que podem estar espalhadas entre as células do revestimento epitelial. 
 Tratamento: baseado no procedimento de enucleação conservadora, na qual não há remoção 
do dente afetado. 
 Prognóstico: 
 Favorável, uma vez que recidivas são incomuns. 
 Em casos de botrióides a taxa de recidiva é maior, pois no ato de remoção o profissional 
pode deixar resquícios do cisto. 
 CISTO GENGIVAL DO ADULTO 
 Origem: remanescentes da lâmina dentária e restos de Serres. 
 É um cisto periodontal lateral de tecidos moles, muito comum entre a 5ª e 6ª décadas de vida. 
Pode ser localizado na região de caninos e pré-molares inferiores, gengiva vestibular e mucosa 
livre. 
 Características clínicas: 
 Se apresenta como um nódulo indolor em forma de cúpula, menor que 0,5cm, de 
coloração azulada ou cinza-azulada. 
 Pode causar reabsorção em taça e quando é muito grande, pode causar reabsorção óssea. 
 Características radiográficas: 
 Acomete apenas tecido mole, ou seja, não possui características radiográficas. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
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 Características histopatológicas: 
 Apresenta características similares ao cisto periodontal lateral. 
 Possui revestimento epitelial delgado e achatado e revestimento endotelial em vasos 
dilatados. Pode se apresentar com ou sem placas focais (células claras). 
 Tratamento e prognóstico: 
 O tratamento é feito com excisão cirúrgica simples. 
 Apresenta prognóstico excelente. 
 QUERATOCISTO 
 Origem: remanescentes da lâmina dentária. 
 Corresponde de 3 a 11% dos cistos odontogênicos, apresentando um mecanismo de crescimento 
e comportamento biológico diferenciado (considerado um tumor). 
 Características clínicas: 
 Apresenta prevalência de 60% em indivíduos do sexo masculino entre 10 e 40 anos de 
idade. 
 60 a 80% dos casos localizam-se no corpo posterior e ramo da mandíbula. São cistos que 
crescem sem causar expansão óssea. 
 Os pequenos são assintomáticos, já os maiores podem causar dor, edema, drenagem 
(havendo uma inflamação acompanhada). 
 Características radiográficas: 
 Caracteriza-se por uma área radiolúcida de margens radiopacas bem definidas. 
 As lesões grandes podem apresentar-se multiloculadas. 
 25 a 40% dos casos são relacionados a um dente não erupcionado. 
 Características histopatológicas: 
 A cápsula é delgada e friável, com lúmen contendo lâminas de queratina. O epitélio é 
pavimentoso estratificado com 6 a 8 células de espessura. A superfície luminal exibe células epiteliais paraqueratóticas onduladas e camada basal 
epitelial se apresenta com células hipercromáticas e em paliçada. 
 Tratamento e prognóstico: 
 Pode ser feita a enucleação e curetagem após a marsupialização para espessamento 
capsular. 
 A tendência à recidiva varia de 5 a 62%, devido a presença de fragmentos císticos ou lâmina 
dental. 
 Necessita de acompanhamento clínico e radiográfico, apresentando bom prognóstico. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
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OBSERVAÇÃO: Pode estar associado com a síndrome do carcinoma nevóide basocelular, 
fazendo com que o paciente apresente múltiplos queratocistos. 
 É uma condição hereditária autossômica dominante, devido a uma mutação do 
gene de Patched. 
 Caracteriza-se pela presença de múltiplos carcinomas basocelulares da pele, 
queratocistos odontogênicos, calcificações intracranianas, anomalias das costelas 
e vértebras, pequenas depressões palmo-plantares e por uma circunferência 
craniana aumentada. 
 CISTO ODONTOGÊNICO GLANDULAR 
 Origem: epitélio reduzido do esmalte. 
 É um cisto raro, de comportamento agressivo. Apresenta características glandulares e salivares. 
 Também conhecido como cisto sialo-odontogênico. 
 Características clínicas: 
 Acomete, em maior frequência, adultos de meia-idade. 
 Ocorre com maior frequência (75%) na região anterior da mandíbula. 
 Apresenta tamanhos e sintomatologias variáveis. 
 Características radiográficas: 
 Apresenta-se como uma imagem radiolúcida unilocular ou multilocular, com margens bem 
definidas e bordas escleróticas. 
 Características histopatológicas: 
 Possui epitélio escamoso com espessura variável, além células cúbicas à colunares ciliadas 
e pequenos microcistos e agrupamentos de células mucosas no epitélio. 
 Tratamento e prognóstico: 
 O tratamento é feito com enucleação e curetagem ou ressecção em bloco (em casos de 
lesões multiloculares). 
 A taxa de recidiva é de 30%. 
 CISTO ODONTOGÊNICO CALCIFICANTE 
 Origem: epitélio reduzido do esmalte. 
 Também conhecido como tumor odontogênico cístico calcificante, ou tumor dentinogênico de 
células fantasmas ou cisto de Gorlin. 
 Características clínicas: 
 É um cisto predominantemente intraósseo que acomete, em 65% dos casos, incisivos e 
caninos de maxila e mandíbula. 
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 Ocorre em pacientes durante a 2ª e 3ª décadas de vida. É uma lesão rara e conta com uma 
diversidade histopatológica e comportamento clínico variável. 
 Pode estar associado à outros tumores. 
 Nele, ocorre uma calcificação de células fantasmas. 
 Características radiográficas: 
 Apresenta imagens radiolúcidas, uniloculares, com margens bem definidas e com 
estruturas radiopacas na lesão. 
 Pode estar associado a um dente não erupcionado e causa reabsorção radicular ou 
divergência dos dentes adjacentes. 
 Características histopatológicas: 
 Possui formas císticas, ou seja, não neoplásicas em 86 a 98% dos casos. 
 Seu revestimento epitelial possui de 4 a 10 camadas de células cubóides ou colunares, com 
células epiteliais fantasmas (que perderam seu núcleo). 
 Tratamento e prognóstico: 
 O tratamento é feito por meio de excisão cirúrgica simples e o prognóstico é favorável. 
 
♛ CISTOS ODONTOGÊNICOS INFLAMATÓRIOS 
 CISTO PERIAPICAL (RADICULAR) 
 Origem: resíduo de Malassez. 
 O epitélio no ápice de um dente não vital (com infecção ou necrose pulpar) é estimulado por uma 
inflamação. É um cisto de crescimento lento. 
 Características clínicas: 
 Geralmente são assintomáticos, uma vez que o dente está necrosado e não responde à 
testes térmicos. 
 É possível que haja mobilidade dos dentes adjacentes pela reabsorção óssea causada pelo 
cisto. 
 Características radiográficas: 
 Apresenta uma radiolucidez arredondada ao redor dente. Esse dente perde a lâmina dura 
e, comumente, sofre reabsorção radicular. 
 Características histopatológicas: 
 Tem um epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado, preenchido por líquido e 
células descamadas. 
 Tratamento: 
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Patologia Maxilofacial I 
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 Pode ser realizado o tratamento endodôntico, uma cirurgia apical retrógrada ou uma 
exodontia, de acordo com a gravidade do caso. 
 CISTO PERIAPICAL (RADICULAR) RESIDUAL 
 Origem: restos do elemento dentário, que induzem a formação de uma cavidade cística. 
 Características radiográficas: 
 É uma lesão redonda ou oval radiolúcida e de tamanho variável, localizada dentro da crista 
alveolar no sítio de uma extração prévia. 
 Tratamento: 
 Pode ser realizada uma excisão cirúrgica, uma enucleação/ marsupialização/ 
descompressão e acompanhamento clínico e radiográfico. 
 CISTO PARADENTÁRIO 
 Origem: remanescentes do epitélio reduzido do órgão do esmalte ou de restos epiteliais do 
periodonto. 
 Localizado na região distal ou vestibular de 3° molares parcialmente erupcionados com um 
histórico de pericoronarite. É um cisto inflamatório incomum. 
 Características radiográficas: 
 Se apresenta como uma lesão radiolúcida, com margens bem delimitadas, adjacente a 
dentes semi-inclusos. 
 Tratamento e prognóstico: 
 O tratamento é feito com a remoção cirúrgica dos cistos e dos dentes associados. 
♛ CISTOS NÃO ODONTOGÊNICOS 
❥ Geralmente se desenvolvem na linha de fusão dos ossos da face. São decorrentes do aprisionamento de 
remanescentes epiteliais e provenientes do ectoderma durante os processos embrionários da boca e da face. 
 CISTO PALATINO DO RECÉM-NASCIDO 
 Origem: 
 I: processos palatinos que se encontram e se fusionam na linha mediana, podendo ficar 
aprisionadas pequenas ilhas de epitélio. 
Formam os chamados de pérolas de Epstein, que se encontram ao longo da rafe palatina. 
 II: remanescentes epiteliais derivados do desenvolvimento das glândulas salivares 
menores do palato. 
Formam os chamados de nódulos de Bohn, que se encontram dispersos no palato duro, 
muitas vezes perto da junção com o palato mole. 
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 São lesões semelhantes aos cistos gengivais do recém-nascido, porém de origem diferente. 
 Características clínicas: 
 Ocorrem em 65 a 85% dos recém-nascidos. 
 Caracterizam-se por pequenas pápulas brancas ou branco-amareladas, variando entre 1 a 
3mm de tamanho, ao longo da linha média (próximo à junção dos palatos duro e mole). 
Apresentam-se em grupos de 2 a 6 cistos ou isolados. 
 Características histopatológicas: 
 São preenchidos por queratina e revestidos por epitélio escamoso estratificado. Em alguns 
casos, podem comunicar com a superfície da mucosa. 
 Tratamento: 
 São lesões inócuas e nenhum tratamento é necessário. Regridem espontaneamente, uma 
vez que, provavelmente, o epitélio degenera ou os cistos se rompem. 
 CISTO NASOLABIAL 
 Também conhecido como cisto nasoalveolar e cisto de Klestadt. 
 É um cisto de tecido mole, que ocorre ao nível da prega nasolabial, abaixo da asa do nariz. 
 Origem: 
 I: originado de remanescentes epiteliais retidos ao longo da linha de fusão dos processos 
nasal lateral, nasal mediano e maxilar. 
 II: sugere que estes cistos se desenvolvem pela deposição de epitélio do ducto 
nasolacrimal devido à sua localização e histologia semelhantes. 
 Características clínicas: 
 Apresenta-se como uma tumefação do lábio superior, lateralmente à linha média, 
causando elevação da asa do nariz. Pode elevar a mucosa do vestíbulo nasal e apagar o 
sulco mucolabial. 
 O cisto pode se romper espontaneamente e drenar para a cavidade oral ou nasal. 
 Implicação clínica: obstrução nasal e/ou dificuldade no uso de próteses. 
 Geralmente é indolor, exceto se houver infecção secundária. Aproximadamente, 10% sãobilaterais. 
 Maior prevalência entre a 4ª e 5ª décadas de vida e maior incidência em mulheres (3:1). 
 Características histopatológicas: 
 Formado por um epitélio colunar estratificado com células caliciformes e ciliadas e cápsula 
de tecido conjuntivo fibroso e tecido muscular. 
 Tratamento e prognóstico: 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
Cárie e Cistos – 3° TVC 
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 O tratamento é feito por excisão cirúrgica completa do cisto por acesso intra-oral e pode 
ser necessária a retirada da mucosa nasal para remoção completa. 
 A recidiva é rara. 
 CISTO GLOBULOMAXILAR 
 Origem: epitélio retido durante a fusão da porção globular do processo nasal mediano com o 
processo maxilar. 
 Como estas estruturas estão primariamente unidas, não ocorre fusão. Atualmente, acredita-se 
que são de origem odontogênica. 
 Características clínicas: 
 Desenvolve-se entre o canino e o incisivo lateral superior. Ocasionalmente, pode estar 
entre o incisivo central e lateral. 
 Características radiológicas: 
 Apresenta-se como uma lesão r/adiolúcida unilocular bem circunscrita. 
 Características histopatológicas: 
 Associado à cistos periapicais, queratocistos e cistos periodontais laterais. 
 O cisto globulomaxilar é a origem odontogênica da lesão. 
 CISTO DO DUCTO NASOPALATINO 
 Também chamado de cisto do canal incisivo. 
 Origem: remanescentes do ducto nasopalatino. 
 É o cisto não odontogênico mais comum, acometendo cerca de 1% da população. 
 Características clínicas: 
 É mais comum entre a 4ª e 6ª décadas de vida, com predileção pelo sexo masculino. 
 Apresenta natureza intermitente, muitas lesões são descobertas em exames radiográficos 
de rotina. 
 Os principais sinais e sintomas são tumefação da região anterior do palato, drenagem e 
dor. Localiza-se próximo ou na linha média da região anterior da maxila, entre os ápices 
dos incisivos centrais. 
 Características radiográficas: 
 As radiografias, frequentemente, revelam uma área radiográfica bem circunscrita. 
 Apresenta-se como uma área radiolúcida, redonda ou oval, sob a forma de coração com 
bordas esclerosadas e acima dos ápices dos incisivos centrais. 
 Características histopatológicas: 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
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 Possui epitélio escamoso estraficado (em 3/4 dos casos), ou epitélio colunar 
pseudoestratificado (em 1/3 dos casos), ou epitélio colunar simples (menos frequente), ou 
epitélio cúbico simples (menos frequente). 
 Apresenta áreas de transição entre o epitélio colunar pseudoestratificado para epitélio 
escamoso estratificado, além de áreas de revestimento cuboidal achatado. 
 Tratamento e prognóstico: 
 São tratados por enucleação cirúrgica sob recomendação de biópsia. O melhor acesso é 
por retalho palatino. 
 A recorrência é rara. 
 CISTO PALATINO MEDIANO 
 É um cisto fissural raro. 
 Origem: epitélio retido ao longo da linha de fusão embrionária dos processos palatinos laterais da 
maxila. 
 Diagnóstico diferencial: este cisto é difícil de ser diferenciado do cisto do ducto nasopalatino. 
 Características clínicas: 
 Apresenta maior incidência em adultos jovens. 
 Caracteriza-se por ser uma lesão assintomática, localizada na linha média do palato duro. 
Configura-se por uma tumefação firme ou flutuante de cerca de 2cm de diâmetro. 
 Critérios de diagnóstico: 
 Aparência grosseira simétrica ao longo do palato duro. 
 Ausência de comunicação com o canal incisivo. 
 Posterior à papila palatina. 
 Formato circular ou ovóide na radiografia. 
 Características histopatológicas: 
 Frequentemente limitado por epitélio escamoso estratificado. Em alguns casos, tem sido 
relatada a presença de epitélio colunar pseudoestratificado ciliado. 
 Uma inflamação crônica pode estar presente na cápsula do cisto. 
 Tratamento e prognóstico: 
 O tratamento é feito por remoção cirúrgica. 
 Não há recorrência. 
 CISTO MANDIBULAR MEDIANO 
 Teoricamente, representa um cisto fissural na linha média anterior da mandíbula. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
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 Origem: provavelmente se desenvolve de restos epiteliais retidos durante a fusão das metades da 
mandíbula. 
 Na verdade, a mandíbula se desenvolve de uma única proliferação bilobulada de mesênquima 
com um istmo central na linha média. Conforme a mandíbula se desenvolve, o istmo desaparece. 
 Por não haver fusão de processos limitados por epitélio, não é possível ocorrer retenção epitelial. 
 O mais provável é que quase todos os cistos da linha média são de origem odontogênica. 
 CISTO EPIDERMÓIDE DA PELE 
 Também chamado de cisto folicular da pele e cisto infundibular. 
 É limitado por um epitélio semelhante à epiderme. 
 Origem: desenvolvem-se após inflamação localizada do folículo piloso. 
 Características clínicas: 
 Comuns: áreas da cabeça, pescoço e costas propensas a acne. 
Incomuns: antes da puberdade, a menos que estejam associados com a síndrome de 
Gardner. 
 Adultos jovens do sexo masculino são mais propensos a desenvolver na face. Raramente 
podem se desenvolver na boca. Geralmente ocorrem na linha média do assoalho da boca. 
 São lesões nodulares subcutâneas, flutuantes, que podem ou não estar associadas a 
inflamações. 
 Características histopatológicas: 
 A cavidade cística é limitada por epitélio escamoso estratificado e o lúmen é preenchido 
por queratina degenerada. Observa-se uma camada de células granulares bem 
desenvolvida. 
 Tratamento e prognóstico: 
 O tratamento é feito por excisão cirúrgica conservadora. 
 A recorrência é incomum e a transformação maligna pode ser relatada, porém é rara. 
 CISTO DERMOIDE 
 É uma malformação cística de desenvolvimento incomum. 
 O cisto é limitado por um epitélio semelhante a epiderme e contém estruturas anexas da derme 
na parede do cisto. 
 Geralmente é classificado como uma forma benigna de teratoma. Um teratoma verdadeiro é um 
tumor de desenvolvimento constituído por tecidps originados das três camadas germinativas: 
ectoderma, mesoderma e endoderma. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
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 Os teratomas da cavidade oral são raros e frequentemente de natureza congênita. Na cavidade 
oral podem ser observados cistos semelhantes revestidos de anexos cutâneos em suas paredes. 
 Características clínicas: 
 Ocorrem mais comumente na linha média do assoalho da boca e, ocasionalmente, podem 
se localizar lateralmente ou desenvolver em outros locais. 
 São mais comuns nas crianças e adultos jovens (15% dos casos são congênitos). 
 Os principais sinais e sintomas são indolores, de crescimento lento e de aspecto 
borrachóide. 
 Quando localizado acima do músculo gênio-hióideo, a tumefação sublingual pode deslocar 
a língua superiormente. Quando localizado abaixo do músculo gênio-hióideo, pode causar 
tumefação submentoniana, dando aparência de “queixo duplo”. 
 Características histopatológicas: 
 São limitados por epitélio escamoso estratificado queratinizado e apresenta uma camada 
de células granulares proeminente. 
 A parede do cisto é constituída de tecido conjuntivo fibroso que contém um ou mais 
apêndices cutâneos (glândulas sebáceas, folículos pilosos ou glândulas sudoríparas). 
 Tratamento: 
 O tratamento é feito por remoção cirúrgica e quando o cisto se localiza acima do músculo 
gênio-hióideo é feita uma incisão intra-oral e, quando se localiza abaixo do músculo gênio-
hióideo é feito um acesso extra-oral. 
 Prognóstico: 
 Casos de recorrência são incomuns e existem raros relatos de transformação maligna para 
um carcinoma de células escamosas. 
 CISTO DO DUCTO TIREOGLOSSO 
 Também chamado de cisto do tratao tireoglosso. 
 Normalmente o epitélio do ducto tireoglosso sofre atrofia e o ducto se oblitera. 
 Origem: remanescentesdeste epitélio podem persistir e dar origem a cistos ao longo deste trato. 
 A causa para a degeneração cística é incerta. 
 Características clínicas: 
 Desenvolvem-se geralmente na linha média e podem ocorrer em qualquer local, desde o 
forame cego na língua até a chanfradura supraesternal. Pode ser submentoniano. Em 60 
a 80% dos casos, é abaixo do osso hioide. Raramente é intralingual. 
 São mais frequentes nas duas primeiras décadas da vida. Não há predileção por sexo. 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
Patologia Maxilofacial I 
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 Os principais sinais e sintomas são indolores, tumefações móveis e flutuantes. 
 Características histopatológicas: 
 São, frequentemente, revestidos por epitélio escamoso estratificado ou colunar e, 
ocasionalmente, pode ser cúbico ou epitélio do intestino delgado. 
 Algumas vezes, estão presentes vários tipos de epitélio. Pode aparecer tecido da tireoide 
na parede. 
 Tratamento e prognóstico: 
 O melhor tratamento é feito pela técnica de Sistrunk. 
 A taxa de recorrência é menor que 10% com a cirurgia e a ocorrência de carcinomas 
oriundos deste cisto é rara (1%). 
 CISTO LINFOEPITELIAL CERVICAL 
 Também chamado de cisto da fenda branquial. 
 Origem: 
 I: desenvolve de remanescentes das fendas branquiais devido a região ser de aparatos dos 
arcos embrionários. 
 II: origina da degeneração cística do epitélio da glândula parótida que ficou retido nos 
nódulos linfáticos cervicais. 
 Características clínicas: 
 São móveis, flutuantes e indolores. Situam-se na região lateral do pescoço e tem cerca de 
1 a 10cm. Mais comum em indivíduos entre 20 a 40 anos. 
 Podem fistular para a pele da mucosa bucal por infecção ou sequela cirúrgica. 
 Características histopatológicas: 
 Mais de 90% desses cistos são limitados por epitélio escamoso estratificado, que pode ou 
não ser queratinizado. Alguns apresentam epitélio respiratório. 
 A parede do cisto contém tecido linfoide, muitas vezes com formação de centros 
germinativos. 
 Tratamento e prognóstico: 
 O tratamento é feito por remoção cirúrgica. 
 Quase nunca há recorrência e raros casos de transformação maligna tem sido relatados. 
 CISTO LINFOEPITELIAL ORAL 
 É uma lesão incomum da boca que se desenvolve no tecido linfoide oral. O tecido linfoide 
normalmente é encontrado na cavidade oral e faringe (anel de Waldeyer). 
Jéssica Wellen de Araújo Brandão 
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 Microscopicamente, mostra-se semelhante ao cisto da fenda branquial, porém de tamanho muito 
menor. 
 A estreita relação com o epitélio de revestimento da mucosa dá origem às invaginações para o 
tecido amigdalino que, por sua vez, dá origem às bolsas cegas ou criptas. 
 Características clínicas: 
 É uma massa submucosa pequena, branca ou amarela, contendo camadas de queratina. 
Tem cerca de 1cm de tamanho, apresenta-se firme ou mole e é assintomático (salvo casos 
de traumatismo, que provocam dor). 
 A mucosa se apresenta macia e não ulcerada e a queixa é feita devido a tumefação ou 
drenagem. Acomete o assoalho bucal, a superfície ventral, a margem lateral, a amídala e 
o palato mole. 
 Apresenta maior incidência em adultos jovens. 
 Características histopatológicas: 
 Possui cavidade limitada por um epitélio escamoso estratificado sem projeções para o 
conjuntivo. É, tipicamente, paraqueratinizado com células epiteliais descamadas 
preenchendo a luz do cisto. 
 O aspecto mais notável é a presença de tecido linfoide na parede do cisto. Em muitas 
ocasiões, este tecido linfoide circunda o cisto. 
 Tratamento e prognóstico: 
 O cisto linfoepitelial oral é comumente tratado por excisão cirúrgica. 
 A recorrência não é comum. Caso seja possível o diagnóstico clinicamente de forma 
característica, não há necessidade de biópsia.