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Professor Me. Allysson Soares CENTRO UNIVERSITÁRIO NILTON LINS DISCIPLINA DE ESTOMATOLOGIA Grânulos de Fordyce GRÂNULOS DE FORDYCE: •1896:Fordyce •Glândulas Sebáceas Ectópicas •80% dos adultos •Mucosa jugal e vermelhão do lábio superior •Mais comum em adultos MÚLTIPLAS PÁPULAS AMARELAS OU BRANCO-AMARELADAS MUCOSA JUGAL 1 A 2 MM DE DIÂMETRO ASSINTOMÁTICAS Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.7 MÚLTIPLAS PÁPULAS AMARELAS OU BRANCO-AMARELADAS LÁBIO SUPERIOR 1 A 2 MM DE DIÂMETRO ASSINTOMÁTICAS Fonte: MUTIZWA, M. M; BERK, D. R, 2014 Idênticos às glândulas sebáceas normais Ausência de folículo piloso Lóbulos acinares abaixo da superfície epitelial Célula sebácea poligonal, núcleo central e abundante citoplasma Fonte: SAPP, J.P.; EVERSOLE, L.R.; WYSOCKI, G.P, 2012 TRATAMENTO: •Não há necessidade de tratamento •Quando localizados no vermelhão do lábio: •Crioterapia •Laser •Químicos tópicos MUTIZWA, M. M; BERK, D. R. Dichotomous Long-Term Response to Isotretinoin in Two Patients with Fordyce Spots. Pediatric Dermatology, v. 31, n. 1, p. 73–75, 2014 A presença de um elevado número de GFs em pessoas com fatores de risco para doença cardiovascular não deve ser negligenciada GABALLAH, K. Y; RAHIMI, I. Can presence of oral Fordyce's granules serve as a marker for hyperlipidemia? Dental Research Journal, v .11, n. 5, p. 553–558, sep/oct. 2014 Leucoedema LEUCOEDEMA: •Variação da normalidade •Etiologia desconhecida •Comum em negros: 70 a 90 % dos adultos e 50% das crianças •Mais comum na mucosa jugal APARÊNCIA DIFUSA BRANCO-ACIZENTADO, TRANSLÚCIDO ESTRIAS NÃO DESTACÁVEL BILATERAL ASSINTOMÁTICO Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.8 MUCOSA DISTENDIDA: ASPECTO ESBRANQUIÇADO DIMINUI OU DESAPARECE Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.9 AUMENTO DE ESPESSURA EPITELIAL EDEMA INTRACELULAR NA CAMADA ESPINHOSA: CÉLULAS AUMENTADAS E NÚCLEO PICNÓTICO PARAQUERATINA Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.9 TRATAMENTO: •Não há necessidade de tratamento •Necessidade de distinguir de outras lesões •Não requer biópsia Formação da Tireoide: •Entre a 3ª e 4ª semana de vida •Proliferação epitelial no assoalho do cordão faringiano •7ª semana: migração do botão tireoidiano HIPOTIREOIDISMO: •Cansaço / lentidão •Depressão mental •Sensação de frio •Ganho de peso •Queda de cabelo •Pele ressecada HIPERTIREOIDISMO: •Ansiedade •Irritabilidade •Nervosismo •Tremor nas mãos e nos dedos •Suor excessivo •Perda de peso •Insônia TIREÓIDE LINGUAL: •Falha na migração da glândula tireoide primitiva •1/100.000 •Em 70% dos afetados é a única glândula funcionante •Mulheres •Hipotireoidismo frequente LESÃO NODULAR LINHA MÉDIA DO TERÇO POSTERIOR DA LÍNGUA SUPERFÍCIE LISA ALTERAÇÕES DE COR (VERMELHO AO ROXO) VARIAÇÕES DE TAMANHO , Fonte: AMR, B.;SHERIF, M.,2011 Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.12 SINTOMAS CLÍNICOS: Disfagia Disfonia Dispnéia TOSO, F A. et al. Lingual thyroid causing dysphagia and dyspnea.Case reports and review of the literature. AC TA otorhinolaryngologica italica v.29, p. 213-217, 2009. DIAGNÓSTICO: •Testes de função da tireoide •Cintilografia •Ultrassonografia •Tomografia Computadorizada •Ressonância Magnética •Biópsia AMANI, M. A. et al. Ectopic lingual thyroid. Indian J Nucl Med. v. 27, n. 2, p. 124–126, abr-jun. 2012 Fonte: WOO, Sook-Bin., 2013, p.19 TRATAMENTO: •Tamanho da lesão •Função da tireoide •Presença de ulceração •Possibilidade de malignização (1%) Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.12 TRATAMENTO: Administração de levotiroxina: •SYNTHROID® (Abbott) •PURAN T-4 (Sanofi-Aventis) •EUTHYROX® (Merck) •TIROIDIN (Neo Química) TRATAMENTO: EXCISÃO CIRÚRGICA HIPOTIREOIDISMO PERMANENTE FENDAS OROFACIAIS 1. A formação da face e da cavidade oral -natureza complexa 2. desenvolvimento de múltiplos processos teciduais 2.1 união e fusão ordenados 3. Distúrbios no crescimento destes processos ou nas suas fusões podem resultar na formação de fendas orofaciais. 4. O desenvolvimento da porção central da face 4.1 início por volta do final da quarta semana de desenvolvimento Humano 4.2. aparecimento dos placoides nasais (olfatórios) 5. Durante sexta e sétima semanas de desenvolvimento 5.1. lábio superior é formado pela união dos processos nasais medianos com os processos maxilares do primeiro arco branquial. FENDAS OROFACIAIS 1. palato primário 1. formado pela união dos processos nasais medianos 2. tal segmento dá origem à pré-maxila 2. palato secundário 1. Constitui + de 90% do palato duro e palato mole, formado pelos processos maxilares do primeiro arco branquial. 3. durante a sexta semana, projeções bilaterais emergem das porções medianas dos processos maxilares para formar as cristas palatinas. 4. A fusão defeituosa do processo nasal mediano com o processo maxilar resulta na fenda labial (FL). Assim como, a falha na fusão das cristas palatinas resulta na fenda palatina (FP). Frequentemente, a FL e a FP ocorrem juntas. FENDAS OROFACIAIS 1. Possíveis causas: 1. Uso de álcool na gestação 2. Uso de tabaco na gestação 3. Deficiência de ácido fólico na gestação 4. Uso de corticosteróides na gestação 5. Uso de anticonvulsivantes na gestação CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 1. 1 a cada 700 a 1000 nascimentos 2. 1,5 x maior em asiáticos do que em brancos 3. em negros 0,4 a cada 1000 nascimentos 4. em norte-americanos 3,4 a cada 1000 nascimentos 5. FP isolada menos comum que FL + FP (0,4/1000 em brancos e negros) 6. Em homens: FL isolada 1,5 x em relação a mulheres. FL + FP: 2 pra 1 FENDAS OROFACIAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 1. 80 % dos casos unilaterais e 20% bilaterais Fenda labial (FL). Recém-nascido com fenda bilateral do lábio superior. FENDAS OROFACIAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 2. é comum os dentes, especialmente incisivo lateral, estarem ausentes na área da fenda. 2.1 supranumerários podem ser observados, e defeito ósseo pode ser observado em radiografias. 3. A FP mostra considerável variação em relação à gravidade Fenda palatina (FP). Defeito palatino resultando na comunicação com a cavidade nasal. FENDAS OROFACIAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 4. A menor manifestação da FP é a úvula fendida ou úvula bífida Úvula bífida FENDAS OROFACIAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 5. Em alguns casos, fenda palatina submucosa desenvolve-se. 5.1.A superfície mucosa apresenta-se intacta,porém existe defeito na musculatura subjacente do palato mole Fenda palatina submucosa. Presença de uma fenda na linha média do osso palatino, porém a mucosa de revestimento está intacta. Uma úvula bífida também está presente. FENDAS OROFACIAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 6. A sequência de Pierre Robin (anomalia de Pierre Robin) é uma condição bem-reconhecida caracterizada por FP, micrognatia mandibular e glossoptose(obstrução das vias aéreas causada pelo deslocamento posterior e inferior da língua). 6.1.pode ocorrer isoladamente, ou estar associada a uma variedade de síndromes ou outras anomalias. 6.2 crescimento reduzido da mandíbula no útero resulta falha do deslocamento inferior da língua, impedindo fusão das cristas palatinas. A mandíbula retraída resulta em: 6.2.2Deslocamento posterior da língua-Falta de suporte para a musculatura da língua-Obstrução das vias aéreas- A dificuldade respiratória, especialmente quando a criança está em posição supina, é frequentemente observada ao nascimento e pode causar asfixia. A fenda palatina em geral tem a forma de U e apresenta-se mais larga do que a FP isolada. Sequência de Pierre Robin. Micrognatia mandibular em um recém-nascidocom fenda palatina (FP) FENDAS OROFACIAIS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 1. tratamento desafiador 2. ideal deveria envolver uma abordagem multidisciplinar, incluindo (porém não limitado a isso) pediatra, cirurgião buco-maxilofacial, otorrinolaringologista,cirurgião plástico, odontopediatra, ortodontista, protesista, fonoaudiólogo e geneticista. 3. cirurgia reparadora geralmente envolve múltiplos procedimentos primários e secundários durante a infância. 4. tipos específicos de procedimentos cirúrgicos e a época em que são realizados variam de acordo com a gravidade do defeito e da filosofia seguida pela equipe. 5. fechamento primário do lábio é geralmente realizado durante os primeiros meses de vida, seguido, posteriormente, pela correção do palato. FENDAS OROFACIAIS TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 6. Na fase mais tardia da infância, enxertos ósseos autógenos podem ser colocados na região defeituosa do osso alveolar. Posteriormente, procedimentos ortognáticos e enxertos de tecido mole podem ser usados para melhorar a função e a estética. 7. aconselhamento genético é importante para o paciente e sua família. Nos casos não sindrômicos o risco de desenvolver fenda em um descendente ou irmão de uma pessoa afetada é de 3% a 5% no caso de nenhum outro parente de primeiro grau também ser afetado. O risco aumenta para 10% a 20% se outros parentes de primeiro grau são afetados. O risco pode ser maior para aqueles com fendas que estão associadas a síndromes, de acordo com um possível padrão hereditário. LÁBIO DUPLO Aspectos gerais Anomalia oral rara Crescim. importante de tecido na mucosa labial > freq. por causas congênitas pode ser adquirida SÍNDROME DE ASCHER Traumatismo por sucção de lábio Características Clínicas Lábio superior + afetado que inferior (pode ser ambos) Não perceptível com lábios em repouso Surge com lábios tensionados ou sorriso Excesso de tecido visível SÍNDROME DE ASCHER Lábio duplo Blefarocalásia Aumento atóxico da tireoide Causada por herança autossômica dominante Lábio duplo Blefarocalásia LÁBIO DUPLO Características Histopatológicas Inicialmente estruturas normais Inúmeras glândulas salivares menores Blefarocalásia da Síndrome de Ascher Hiperplasia das gl. Lacrimais Prolapso tec. adiposo palpebral LÁBIO DUPLO Tratamento e prognóstico Casos discretos não exigem tratamento Casos graves Excisão cirúrgica com fins estéticos Microglossia(Hipoglossia) Características clínicas Alteração de desenvolvimento incomum Etiologia desconhecida Língua anormalmente pequena Aglossia (casos raros) Maioria casos associados Síndromes de hipogênese oro-mandibular membros Associada a hipodactilia/hipomelia Associada a hipoplasia da mandíbula Incisivos inferiores podem estar ausentes Microglossia(Hipoglossia) Tratamento e prognóstico Varia pela natureza e gravidade da condição Procedimentos cirúrgicos/ortodônticos p/melhoria de função Fala geralmente não é afetada mas varia de acordo com tamanho da língua Macroglossia Aspectos gerais Condição incomum de aumento da língua Causado por diversas condições Malformações congênitas e adquiridas Mais comuns: malformações vasculares e hipertrofia muscular Macroglossia Características clínicas Ocorrência maior em crianças ( casos leves a graves *) Recém-nascidos Respiração ruidosa Incontinência salivar “baba” Dificuldade na alimentação Gagueira Pressão da língua contra mandíbula e os dentes (*) Edentações na margem lateral da língua Mordida aberta/prognatismo mandibular Macroglossia Características clínicas SÍNDROME de BECKWITH-WIEDEMANN Onfalocele ( protrusão intestinal) Visceromegalia Gigantismo Hipoglicemia neonatal Aumento de risco para desenvolvimento de tumores viscerais Hipoplasia da maxila (prognatismo mandibular relativo) Maioria dos casos esporádica (10 a 15% herança autos.domin.) Casos de hipotireoidismo, amiloidose, neurofibromatose, neoplasia endócrina múltipla, linfangiomas, apresentam macroglossia. Pacientes edêntulos Elevação da língua e espalhamento lateral que dificulta adaptação de próteses. Macroglossia Características histopatológicas Causas tumorais Proliferação neoplásica Vasos linfáticos Vasos sanguíneos Tecido Nervoso Aumento muscular Amiloidose Deposição anormal de proteínas na língua Macroglossia Tratamento e prognóstico Depende da causa e gravidade da condição Casos brandos Não necessita cirurgia Fonoaudiologia caso a fala seja afetada Pacientes sintomáticos Glossectomia Anquiloglossia(Língua Presa) Aspectos gerais Freio lingual curto Limitação dos movimentos da língua 1,7 a 4,4% dos recém-nascidos 4 vezes mais comuns em meninos Casos leves em adultos são frequentes Casos graves são raros 2 a 3/10.ooo indivíduos Anquiloglossia(Língua Presa) Características clínicas Casos leves com pouco significado clínico até casos mais severos de fusionamento da língua ao assoalho bucal(*) Pode interferir para desenvolvimento de mordida aberta Alteração na deglutição Pode levar a problemas periodontais Pode causar problemas de fonação Pode levar a problemas no aleitamento materno Dor no mamilo Dificuldade do bebê se acoplar ao seio materno Dispneia por deslocamento ântero-superior da epiglote e laringe Anquiloglossia(Língua Presa) Tratamento e prognóstico Maioria dos casos não necessita de tratamento Frenotomia para recém-nascidos com problemas na amamentação Frenectomia para crianças e adulto com problemas periodontais ou funcionais ( convém adiar até os 4 ou 5 anos de idade) Língua Fissurada(Língua escrotal) Aspectos Gerais Condição relativamente comum Presença de vários sulcos ou fissuras no dorso da língua Causa incerta ( possivelmente hereditária) Fatores ambientais e idade podem influenciar Língua Fissurada(Língua escrotal) Características clínicas Múltiplos sulcos ou fissuras(2 a 6mm de profundidade *) Variados aspectos Casos graves: fissuras numerosas cobrindo o dorso da língua dividindo as papilas linguais em múltiplas “ilhas” Outros aspectos (em alguns deles ardência discreta ou dor) Prevalência de 2 a 5% da população Presente em crianças e adultos Prevalência e gravidade podem aumentar com a idade Pode estar presente em 30 % dos adultos mais velhos Predileção pelo sexo masculino Associação com língua geográfica ( presença de ambas) Componente da Síndrome de Melkersson-Rosenthal Língua Fissurada(Língua escrotal) Características Histopatológicas Hiperplasia das projeções epiteliais Perda dos “pelos” de ceratina na superfície das papilas filiformes Leucócitos polimorfonucleares migrando p/epitélio Microabscessos nas camadas epiteliais superiores Infiltrado inflamatório misto presente na lâmina própria Língua Fissurada(Língua escrotal) Tratamento e prognóstico Condição benigna Nenhum tratamento específico é indicado Paciente deve ser orientado a escovar a língua Restos alimentares podem ser fonte de irritação Língua Pilosa ( Língua Pilosa Negra, Língua Saburrosa) Aspectos gerais Alto acúmulo de ceratina nas papilas filiformes do dorso lingual Aparência semelhante a pelos Aumento na produção ou decréscimo na descamação de ceratina Prevalência 0,5% dos adultos Causa incerta, porém muitos são tabagistas crônicos Debilidade geral, higiene oral deficiente e radioterapia em cabeça e pescoço Língua Pilosa ( Língua Pilosa Negra, Língua Saburrosa) Características clínicas + comum na linha média anterior às papilas circunvaladas, espalhando-separa margens lateral e anterior (*) Papilas alongadas são acastanhadas e enegrecidas Crescimento de bactérias cromogênicas, pigmentos do tabaco e alimentos. Aparência espessada devido envolver > parte do dorso da língua (*) Assintomática (queixas de gosto ruim ou náusea) Biópsia desnecessária devido ao aspecto característico Não confundir com leucoplasia pilosa ( vírus Epstein-Barr e HIV) Acúmulo de células epiteliais descamadas e muitas bactérias acumulam-se no dorso da língua sem as projeções filiformes semelhantes a pelos (*) Língua Saburrosa ( fonte de halitose) Língua Pilosa ( Língua Pilosa Negra, Língua Saburrosa) Características histopatológicas Alongamento pronunciado e hiperparaceratose das papilas filiformes (*) Crescimento de várias bactérias na superfície epitelial Varicosidades (Varizes) Aspectos gerais Veias anormalmente dilatadas e tortuosas Idade como importante fator etiológico Comuns em adultos e menos em crianças Relação com idade e perda do tônus de tecido conjuntivo que suporta os vasos Sem relação com hipertensão arterial embora estudo mostando relação entre varizes nas pernas e língua Varicosidades (Varizes) Características clínicas Tipo mais comum Variz sublingual 2/3 da população com mais de 60 anos Vesículas papulares ou elevadas múltiplas Azul-purpúreas Margem lateral e ventre da língua(*) Assintomáticas exceto em casos raros de trombose secundária Podem ocorrer solitariamente em outras regiões da boca ( lábios/mucosa jugal- notadas apenas após sofrer trombose*) Aumento de volume azul-purpúreo, firme, indolor, semelhante a fragmento de projétil de chumbo abaixo da superfície mucosa Varicosidades (Varizes) Características histopatológicas Veia dilatada Parece com pouco músculo liso e tecido elástico pouco desenvolvido Trombose secundária Luz do vaso pode conter camadas concêntricas de plaquetas e hemácias Coágulo pode sofrer organização com tecido de granulação Trombos antigos podem sofrer calcificação distrófica Formação de flebólitos Varicosidades (Varizes) Tratamento e prognóstico Assintomáticas e sem indicação de tratamento Varicosidades solitárias de lábios e mucosa jugal pode haver necessidade de remoção cirúrgica para biópsia pela formação do trombo secundário ou por motivos estéticos. Hiperplasia Coronoide Aspectos gerais Alteração rara Pode levar a limitação dos movimentos mandibulares Causa desconhecida Incidência homem-mulher (5:1) Maioria observada em homens na puberdade ( possível influência hormonal) Fatores hereditários podem estar envolvidos também Uni ou bilateral ( casos bilaterais 5 x mais comuns) Aumento unilateral pode ser resultante de tumor ( osteoma/osteocondroma) Hiperplasia Coronoide Características clínicas e radiográficas Hiperplasia unilateral Mandíbula desloca-se para o lado afetado Sem dor ou anormalidades na oclusão Radiografia revela crescimento nodular e irregular na ponta do processo coronoide Hiperplasia bilateral Limitação da abertura tem piora progressiva na infância Atinge ápice no final da adolescência Radiograficamente aumento regular dos dois processos Superposição do proc. coronoide com osso zigomático em radiografias, tomografias são mais indicadas. Hiperplasia Coronoide Tratamento e prognóstico Remoção cirúrgica do(s) processo(s) alongado(s) Permitir livre movimentação da mandíbula Melhora inicial porém ocorre fibrose a longo prazo Essencial fisioterapia pós-operatória Hiperplasia Condilar Aspectos gerais Malformação rara Causada pelo crescimento de um dos côndilos Causa desconhecida Possível origem por alterações circulatórias locais, distúrbios endócrinos e trauma. Difícil distinção com hiperplasia hemifacial Hip. Hemifac. Tecidos moles e dentes associados podem estar aumentados. Hiperplasia Condilar Características clínicas e radiográficas Clínicas Assimetria facial Prognatismo Mordida cruzada e aberta(*) Radiográficas Alongamento da cabeça do côndilo Alongamento do colo do côndilo(*) Hiperplasia de todo o ramo da mandíbula Hiperplasia Condilar Características clínicas e radiográficas Clínicas Assimetria facial Prognatismo Mordida cruzada e aberta(*) Radiográficas Alongamento da cabeça do côndilo Alongamento do colo do côndilo(*) Hiperplasia de todo o ramo da mandíbula Exostoses Aspectos gerais Protuberâncias ósseas localizadas que surgem da cortical óssea Crescimentos benignos afetam mandíbula e maxila Mais comuns: Tórus palatino Tórus mandibular Exostoses Características clínicas e radiográficas Ocorrem sobretudo em adultos Exostoses vestibulares Aumento de volume ósseo bilateral ao longo da face vestibular dos rebordos alveolares da maxila e da mandíbula (*) Assintomáticas, exceto em caso de ulceração por trauma Prevalência Estudo relatam de 1 até 19% em adultos Exostoses palatinas ( tubérculos palatinos) Protuberâncias ósseas semelhantes que se desenvolvem no lado lingual das tuberosidades palatinas, que podem ser bilaterais ou acometer somente um lado. (*) Exostoses Características Histopatológicas Massa densa de osso cortical lamelar com pequena quantidade de medula óssea fibroadiposa Em alguns casos zona mais interna de osso trabecular também está presente. Exostoses Tratamento e prognóstico Como aspecto clínico é suficiente para o diagnóstico Biópsia desnecessária, a não ser que exista dúvida Traumatismo constante causando ulceração e dor Remoção indicada Adaptação de prótese e adaptação de retalho periodontal Remoção indicada Interferência em área subpôntica ou associação a doença periodontal adjacente (*) Remoção indicada Tórus palatino/mandibular Características clínicas Similar às exostoses, com as seguintes particularidades Tórus palatino: Surge na linha média do palato duro(*) Tórus mandibular Desenvolve-se ao longo da superfície lingual da mandíbula Tórus palatino/mandibular Características radiográficas Tórus mandibular Em radiografias periapicais aparece superposto às raízes dentárias (*) Em radiografias oclusais são facilmente visualizados Tórus palatino/mandibular Características histopatológicas Tórus mandibular Semelhante às outras exostoses Densa massa lamelar de osso cortical(*) Tórus palatino/mandibular Tratamento e prognóstico Diagnóstico clinicamente simples Sem necessidade de tratamento Remoção cirúrgica Acomodação de prótese total ou parcial Pode haver recidiva se os dentes permanecerem no local Síndrome de Eagle ( Síndrome Estiloide;Síndrome da Artéria Carotídea;Estialgia Aspectos gerais Anatomia Processo estiloide: projeção óssea fina com origem na superfície inferior do osso temporal, medial e anteriormente ao forame estilomastoideo Conecta-se ao corno inferior do osso hioide Artérias carotídeas interna e externa localizam-se de cada lado do processo Apresenta-se alongado ou mineralizado em 18-40% da população em alguns estudos (uni ou bilateralmente) Maioria assintomática porém alguns tem sintomas da síndrome de Eagle, causada por compressão de vasos sanguíneos ou nervos adjacentes Síndrome de Eagle Características clínicas e radiográficas Afeta preferencialmente adultos Dor facial vaga Quando deglute, vira a cabeça ou abre a boca Disfagia, disfonia, otalgia, cefaleia, tontura e síncope transitória Alongamento e mineralização do lig. estilohioideo pode ser observado em R-X Panorâmico ou lateral da mandíbula (*) • Mineralização palpável pela fossaamigdaliana, causando muito dor. • Ocorre classicamente após amigdalectomia • Tecido cicatricial na área de mineralização do ligam. Estilohioideo durante deglutição Síndrome de Eagle Tratamento e prognóstico Depende da gravidade dos sintomas Leves: não necessita de tratamento (tranquilizar o paciente) Injeções locais de corticosteroide trazem alívio Graves: a excisão cirúrgica parcial do processo estiloide alongado ou do ligamento estilo-hioideo mineralizado Acesso cirúrgico intra ou extra-oral (bom prognóstico) Defeito de Stafne Aspectos gerais 1942 Stafne descreveu lesões radiolúcidas assintomáticas próximas ao ângulo da mandíbula Concavidade focal do osso cortical na superfície lingual da mandíbula Biópsia revela geralmente tecido de glândula salivar histologicamente normal Defeito pode ocorrer em outras regiões: Anterior da mandíbula (relacionados à glândula sublingual) Ramo ascendente da mandíbula ( relacionado à parótida ) Todas glândulas salivares maiores podem ser causadoras Defeito de Stafne Características clínicas e radiográficas Lesão radiolúcida assintomática, abaixo do canal mandibular, região posterior de mandíbula, entre os molares e o ângulo da mandíbula (*) Bem circunscrita e com margem esclerótica Pode haver depressão palpável na área Defeito pode ser uni ou bilateral Quadros anteriores associadaos à gl. Sublingual Lesão radiolúcida bem definida superposta ao ápice dos ant.(*) Presente em 0,3 % das panorâmicas 80 a 90% dos casos em homens Defeito de Stafne Características clínicas e radiográficas Casos relatados em adultos de meia-idade e raramente em crianças, o que revela que a lesão “cresce” em idade avançada. Mantém tamanho estável por isso chamado de Cisto Ósseo Estático Lesão pode aumentar com o passar do tempo ( não congênita) Diagnóstico baseia-se: clínica, radiografia e ausência de sintomas TC/RM Sialografia pode identificar tecido glandular salivar na área Defeito de Stafne Características clínicas e radiográficas Casos relatados em adultos de meia-idade e raramente em crianças, o que revela que a lesão “cresce” em idade avançada. Mantém tamanho estável por isso chamado de Cisto Ósseo Estático Lesão pode aumentar com o tempo ( não congênita*) Diagnóstico baseia-se: clínica, radiografia e ausência de sintomas TC/RM Sialografia pode identificar tecido glandular salivar na área Defeito de Stafne Tratamento e prognóstico Para os casos em posterior lingual de mandíbula não necessita de tratamento Casos em região anterior pela dificuldade de reconhecimento Indicado fazer biópsia Cistos do Desenvolvimento Definição de cisto “Cavidade patológica revestida por epitélio” Região de cabeça e pescoço teve descritos vários cistos de desenvolvimento Alguns “fissurais” (por aprisionamento de epitélio oriundo das linhas de fusão dos processos embrionários) Patogênese incerta Tendem a aumentar de tamanho por aumento de pressão hidrostática interna. Cistos do Desenvolvimento Cisto nasolabial Cisto raro ocorre no lábio superior Lateral à linha média Duas teorias de patogênese “fissural” remanescente de epitélio deposição ectópica de epitélio nasolacrimal Cistos do Desenvolvimento Cisto nasolabial Características clínicas e radiográficas Aumento de volume do lábio superior lateral à linha média Elevação da asa do nariz Elevação da mucosa do vestíbulo e apagamento do fundo do vestíbulo (*) Obstrução nasal ou interfere na utilização de prótese Dor rara, exceto quando há infecção secundária Rompimento espontâneo e drenagem para a cavidade oral/nasal + frequente em adultos ( 4ª e 5ª décadas de vida) Predileção por sexo feminino (3:1) 10% bilaterais Sem alterações radiográficas importantes (pode haver reabsorção do osso subjacente) Cistos do Desenvolvimento Cisto nasolabial Características histopatológicas revestido por epitélio colunar pseudoestratificado, exibindo muitas vezes células caliciformes e ciliadas (*) Epitélio cúbico e metaplasia escamosa não são raros Cistos do Desenvolvimento Cisto nasolabial Tratamento e prognóstico Remoção cirúrgica total por acesso intra-oral Lesão próxima ao soalho nasal Retirar parte da mucosa nasal para garantir remoção completa Recidiva rara Abordagem via cavidade nasal Permitindo marsupialização endoscópica da lesão. Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Nasopalatino ( do Canal Incisivo) Aspectos gerais Cisto não-odontogênico mais comum da cavidade oral Prevalência de 1% da população Possível origem ducto nasopalatino: estrutura embrionária que liga a cavidade nasal e oral na região do canal incisivo. Entre 7ª e 8ª semana de VIU processos histológicos levam ao surgimento do ducto nasopalatino (estrutura epitelial que se forma dentro do canal incisivo e pode deixar remanescentes epiteliais, mas em alguns indivíduos o ducto regride) Fatores etiológicos: trauma, infecção do ducto e retenção de muco das gl. saliv. Menores adjac. Patogênese: degeneração cística expontânea de remanescentes do ducto nasopalatino Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Nasopalatino ( do Canal Incisivo) Características clínicas e radiográficas Desenvolvimento em qualquer idade Predileção por 4ª a 6ª décadas de vida Cisto do “desenvolvimento” Porém raramente se observa na 1ª década de vida Preferência por gênero masculino Sinais e sintomas mais comuns: Tumefação em região anterior de palato, drenagem e dor (*) História de sintomas longa Natureza intermitente da lesão Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Nasopalatino ( do Canal Incisivo) Características clínicas e radiográficas Muitas lesões são assintomáticas Descobertas em radiografias de rotina radiografias demonstram: Lesão radiolúcida bem-circunscrita próxima ou na linha média da região anterior de maxila, entre os ápices dos incisivos centrais (*). Reabsorção radicular rara Forma redonda ou oval com margem esclerótica Formato de pera invertida ou coração Diâmetro: mín. de 6 mm e máximo de 6 cm ( média de 1,5 a 1,7) Tamanho máx. do forame incisivo é 6mm Pode haver confusão diagnóstica, resolvida pela presença ou não de sinais e sintomas Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) Características clínicas e radiográficas Em raros casos desenvolve-se somente em tecidos moles sem envolvimento ósseo Cistos da papila incisiva Coloração azulada devido conteúdo líquido na luz do cisto Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) Características Histopatológicas Epitélio de revestimento variável: Epitélio escamoso estratificado Epitélio colunar pseudoestratificado Epitélio colunar simples Epitélio cúbico simples (*) Revestimento cístico mostrando a transição entre o epitélio colunar pseudoestratificado para epitélio escamoso estratificado. Revestimento epitelial cuboidal achatado. Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) Características Histopatológicas componentes da parede do cisto podem auxiliar no diagnóstico. cisto do ducto nasopalatino se origina do canal incisivo, nervos de tamanho moderado, artérias musculares pequenas e veias são frequentemente encontrados na parede do cisto (*) Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) Tratamento e prognóstico Enucleação cirúrgica Indicação para biópsia Lesão não diagnosticada com precisão por radiografias Outras lesões benignas e malignas semelhantes Recidiva e malignização raras Cistos do Desenvolvimento Cisto Epidermoide Características clínicas representam quase 80% dos cistos foliculares cutâneos são mais comuns em áreas propensas ao desenvolvimento de acne na cabeça, pescoço e costas. Nodulares, subctâneas, flutuantes, associados ou não à inflamação (*) Cistos do Desenvolvimento Cisto Epidermoide Características Histopatológicas cavidade revestida por epitélio escamoso estratificado lembrando a epiderme (*) Observa-se uma camada granulosa bem-desenvolvida e a luz é preenchida por ortoceratina degenerada. A visão em menor aumento mostra uma cavidade cística preenchida por ceratina. B, A visão em maior aumento mostra revestimento de epitélio escamoso estratificado com produção de ortoceratina. Cistos do Desenvolvimento Cisto Epidermoide Tratamento e prognóstico Excisão cirúrgica conservadora Recidiva incomum Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Tireoglosso Aspectos gerais Entre 3ª e 7ª semanas de VIU durante a formação da gl.tireoide esse ducto que fica entre a gl. e a língua próximo ao osso hioide pode aprisionar restos epiteliais que formam esse cisto. A principal causa pode ser inflamação do tecido linfoide adjacente. Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Tireoglosso Características clínicas Desenvolvem-se na linha média 60 a 80 % dos casos ocorrem abaixo do osso hioide Podem ocorrer em qualquer idade 50% antes dos 20 anos Sem predileção por gênero Tumefação móvel, flutuante e indolor (*) Diâmetro variando entre 3 e 10 cm 1/3 do caso apresenta fístulas pelo rompimento de um cisto infectado ou por sequela de cirurgia Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Tireoglosso Características histopatológicas Revestido por E.E.E. ou colunar (*) Cisto (topo) revestido por epitélio escamoso estratificado. Folículos de tireoide podem ser observados na parede cística (abaixo). Cistos do Desenvolvimento Cisto do Ducto Tireoglosso Tratamento e prognóstico Técnica de Sistrunk Remoção do cisto junto com a porção central do osso hioide e ampla porção de tecido muscular ao longo do trato do ducto. Recidiva abaixo de 10%, o que aumentaria muito caso uma cirurgia menos agressiva fosse realizada Cistos do Desenvolvimento Cisto Linfoepitelial oral Aspectos gerais Lesão rara, desenvolve-se dentro do tecido linfoide oral Tecido linfoide oral Estreita relação com epitélio de revestimento da mucosa com invaginações para o tecido amigdaliano, o que resulta em bolsas cegas ou criptas amigdalianas preenchidas por restos de ceratina, que podem estar obstruídas ou estreitadas na superfície, produzindo um cisto preenchido por ceratina dentro do tecido linfoide Cistos do Desenvolvimento Cisto Linfoepitelial oral Características clínicas Massa submucosa pequena, medindo entre 1 e 1,5 cm de diâmetro(*) Pode ser firme ou mole à palpação com mucosa de revestimento macia e não ulcerada Lesão é branca ou amarela contendo em sua luz ceratina com aspecto caseoso ou cremoso Assintomático, pode haver queixa de tumefação ou drenagem Dor rara, somente se for secundária a traumatismos Ocorrem em qualquer idade, porém mais em adultos jovens Metade dos casos em soalho bucal Ventre e borda lateral da língua, amígdala palatina e palato mole são possíveis locais Cistos do Desenvolvimento Cisto Linfoepitelial oral Características histopatológicas Cav. cística revestida por E.E.E. s/projeções para tec.conj.(*) Achado importante! Tecido linfoide na parede cística com presença de CENTROS GERMINATIVOS cisto preenchido por ceratina abaixo da superfície mucosa. Tecido linfoide está presente na parede do cisto. No maior aumento, observa-se tecido linfoide adjacente ao revestimento cístico. CENTRO GERMINATIVO Cistos do Desenvolvimento Cisto Linfoepitelial oral Tratamento e prognóstico Excisão cirúrgica Geralmente sem recidiva Biópsia nem sempre necessária, a não ser que o diagnóstico clínico não seja tão claro.