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Professor Me. Allysson Soares 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO NILTON LINS 
DISCIPLINA DE ESTOMATOLOGIA 
Grânulos de Fordyce 
GRÂNULOS DE FORDYCE: 
 
•1896:Fordyce 
•Glândulas Sebáceas Ectópicas 
•80% dos adultos 
•Mucosa jugal e vermelhão do lábio 
superior 
•Mais comum em adultos 
MÚLTIPLAS PÁPULAS 
AMARELAS OU BRANCO-AMARELADAS 
MUCOSA JUGAL 
1 A 2 MM DE DIÂMETRO 
ASSINTOMÁTICAS 
Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.7 
MÚLTIPLAS PÁPULAS 
AMARELAS OU BRANCO-AMARELADAS 
LÁBIO SUPERIOR 
1 A 2 MM DE DIÂMETRO 
ASSINTOMÁTICAS 
Fonte: MUTIZWA, M. M; BERK, D. R, 2014 
Idênticos às glândulas sebáceas normais 
Ausência de folículo piloso 
Lóbulos acinares abaixo da superfície epitelial 
Célula sebácea poligonal, núcleo central e abundante 
citoplasma 
 
 
 
Fonte: SAPP, J.P.; EVERSOLE, L.R.; WYSOCKI, G.P, 2012 
TRATAMENTO: 
 
•Não há necessidade de tratamento 
 
•Quando localizados no vermelhão do lábio: 
•Crioterapia 
•Laser 
•Químicos tópicos 
 
 
 
 
 
MUTIZWA, M. M; BERK, D. R. Dichotomous Long-Term Response to Isotretinoin in Two 
Patients with Fordyce Spots. Pediatric Dermatology, v. 31, n. 1, p. 73–75, 2014 
A presença de um elevado número de 
GFs em pessoas com fatores de risco para 
doença cardiovascular não deve ser 
negligenciada 
GABALLAH, K. Y; RAHIMI, I. Can presence of oral Fordyce's granules serve as a marker for 
hyperlipidemia? Dental Research Journal, v .11, n. 5, p. 553–558, sep/oct. 2014 
Leucoedema 
LEUCOEDEMA: 
 
•Variação da normalidade 
•Etiologia desconhecida 
•Comum em negros: 70 a 90 % dos adultos e 
50% das crianças 
•Mais comum na mucosa jugal 
 
 
APARÊNCIA DIFUSA 
BRANCO-ACIZENTADO, TRANSLÚCIDO 
ESTRIAS 
NÃO DESTACÁVEL 
BILATERAL 
ASSINTOMÁTICO 
 Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.8 
 
 
 
MUCOSA DISTENDIDA: ASPECTO ESBRANQUIÇADO DIMINUI OU 
DESAPARECE 
 
 
 
 Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.9 
 
AUMENTO DE ESPESSURA EPITELIAL 
EDEMA INTRACELULAR NA CAMADA ESPINHOSA: CÉLULAS 
AUMENTADAS E NÚCLEO PICNÓTICO 
PARAQUERATINA 
 
 
Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.9 
 
 
 
TRATAMENTO: 
 
•Não há necessidade de tratamento 
•Necessidade de distinguir de outras 
lesões 
•Não requer biópsia 
Formação da Tireoide: 
•Entre a 3ª e 4ª semana de vida 
•Proliferação epitelial no assoalho do cordão 
faringiano 
•7ª semana: migração do botão tireoidiano 
 
 
HIPOTIREOIDISMO: 
•Cansaço / lentidão 
•Depressão mental 
•Sensação de frio 
•Ganho de peso 
•Queda de cabelo 
•Pele ressecada 
 
HIPERTIREOIDISMO: 
•Ansiedade 
•Irritabilidade 
•Nervosismo 
•Tremor nas mãos e 
nos dedos 
•Suor excessivo 
•Perda de peso 
•Insônia 
TIREÓIDE LINGUAL: 
 
•Falha na migração da glândula tireoide primitiva 
•1/100.000 
•Em 70% dos afetados é a única glândula 
funcionante 
•Mulheres 
•Hipotireoidismo frequente 
 
LESÃO NODULAR 
LINHA MÉDIA DO TERÇO POSTERIOR DA LÍNGUA 
SUPERFÍCIE LISA 
ALTERAÇÕES DE COR (VERMELHO AO ROXO) 
VARIAÇÕES DE TAMANHO 
 
 
, 
Fonte: AMR, B.;SHERIF, M.,2011 Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.12 
SINTOMAS CLÍNICOS: 
 
Disfagia 
Disfonia 
Dispnéia 
TOSO, F A. et al. Lingual thyroid causing dysphagia and dyspnea.Case reports and review of the 
literature. AC TA otorhinolaryngologica italica v.29, p. 213-217, 2009. 
DIAGNÓSTICO: 
 
•Testes de função da 
tireoide 
•Cintilografia 
•Ultrassonografia 
•Tomografia 
Computadorizada 
•Ressonância Magnética 
•Biópsia 
 
 
 
AMANI, M. A. et al. Ectopic lingual thyroid. Indian J Nucl Med. 
 v. 27, n. 2, p. 124–126, abr-jun. 2012 
 
 
 
Fonte: WOO, Sook-Bin., 2013, p.19 
TRATAMENTO: 
 
•Tamanho da lesão 
•Função da tireoide 
•Presença de ulceração 
•Possibilidade de 
malignização (1%) 
 Fonte: NEVILLE, B. W. et al., 2009, p.12 
TRATAMENTO: 
 
Administração de levotiroxina: 
•SYNTHROID® (Abbott) 
•PURAN T-4 (Sanofi-Aventis) 
•EUTHYROX® (Merck) 
•TIROIDIN (Neo Química) 
 
 
 
TRATAMENTO: 
 
EXCISÃO CIRÚRGICA 
 
 
 
 
HIPOTIREOIDISMO PERMANENTE 
FENDAS OROFACIAIS 
1. A formação da face e da cavidade oral -natureza complexa 
2. desenvolvimento de múltiplos processos teciduais 
 2.1 união e fusão ordenados 
3. Distúrbios no crescimento destes processos ou nas suas fusões 
podem resultar na formação de fendas orofaciais. 
4. O desenvolvimento da porção central da face 
4.1 início por volta do final da quarta semana de desenvolvimento 
Humano 
4.2. aparecimento dos placoides nasais (olfatórios) 
5. Durante sexta e sétima semanas de desenvolvimento 
5.1. lábio superior é formado pela união dos processos nasais 
medianos com os processos maxilares do primeiro arco 
branquial. 
FENDAS OROFACIAIS 
1. palato primário 
1. formado pela união dos processos nasais medianos 
 2. tal segmento dá origem à pré-maxila 
2. palato secundário 
1. Constitui + de 90% do palato duro e palato mole, formado pelos 
processos maxilares do primeiro arco branquial. 
3. durante a sexta semana, projeções bilaterais emergem das 
porções medianas dos processos maxilares para formar as 
cristas palatinas. 
4. A fusão defeituosa do processo nasal mediano com o 
processo maxilar resulta na fenda labial (FL). Assim como, 
a falha na fusão das cristas palatinas resulta na fenda palatina 
(FP). Frequentemente, a FL e a FP ocorrem juntas. 
 
FENDAS OROFACIAIS 
1. Possíveis causas: 
1. Uso de álcool na gestação 
2. Uso de tabaco na gestação 
3. Deficiência de ácido fólico na gestação 
4. Uso de corticosteróides na gestação 
5. Uso de anticonvulsivantes na gestação 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 
1. 1 a cada 700 a 1000 nascimentos 
2. 1,5 x maior em asiáticos do que em brancos 
3. em negros 0,4 a cada 1000 nascimentos 
4. em norte-americanos 3,4 a cada 1000 nascimentos 
5. FP isolada menos comum que FL + FP (0,4/1000 em brancos e 
negros) 
6. Em homens: FL isolada 1,5 x em relação a mulheres. 
FL + FP: 2 pra 1 
FENDAS OROFACIAIS 
 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 
1. 80 % dos casos unilaterais e 20% bilaterais 
Fenda labial (FL). Recém-nascido com fenda bilateral do 
lábio superior. 
FENDAS OROFACIAIS 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 
2. é comum os dentes, especialmente incisivo lateral, estarem 
ausentes na área da fenda. 
 2.1 supranumerários podem ser observados, e defeito ósseo 
pode ser observado em radiografias. 
3. A FP mostra considerável variação em relação à gravidade 
Fenda palatina (FP). Defeito palatino resultando na comunicação 
com a cavidade nasal. 
FENDAS OROFACIAIS 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 
4. A menor manifestação da FP é a úvula fendida ou úvula bífida 
Úvula bífida 
FENDAS OROFACIAIS 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 
5. Em alguns casos, fenda palatina submucosa desenvolve-se. 
 5.1.A superfície mucosa apresenta-se intacta,porém existe 
defeito na musculatura subjacente do palato mole 
Fenda palatina submucosa. Presença de uma fenda na 
linha média do osso palatino, porém a mucosa de revestimento está 
intacta. Uma úvula bífida também está presente. 
FENDAS OROFACIAIS 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 
6. A sequência de Pierre Robin (anomalia de Pierre 
Robin) é uma condição bem-reconhecida caracterizada 
por FP, micrognatia mandibular e glossoptose(obstrução das vias 
aéreas causada pelo deslocamento posterior e inferior da língua). 
 6.1.pode ocorrer isoladamente, ou estar associada a uma 
variedade de síndromes ou outras anomalias. 
 6.2 crescimento reduzido da mandíbula no útero resulta 
falha do deslocamento inferior da língua, impedindo fusão das 
cristas palatinas. A mandíbula retraída resulta em: 
 6.2.2Deslocamento posterior da língua-Falta de suporte para 
a musculatura da língua-Obstrução das vias aéreas- 
 A dificuldade respiratória, especialmente quando a criança 
está em posição supina, é frequentemente observada ao nascimento 
e pode causar asfixia. A fenda palatina em geral tem a forma de U e 
apresenta-se mais larga do que a FP isolada. 
Sequência de Pierre Robin. Micrognatia mandibular 
em um recém-nascidocom fenda palatina (FP) 
FENDAS OROFACIAIS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
1. tratamento desafiador 
2. ideal deveria envolver uma abordagem multidisciplinar, incluindo 
(porém não limitado a isso) pediatra, cirurgião buco-maxilofacial, 
otorrinolaringologista,cirurgião plástico, odontopediatra, 
ortodontista, protesista, fonoaudiólogo e geneticista. 
3. cirurgia reparadora geralmente envolve múltiplos 
procedimentos primários e secundários durante a infância. 
4. tipos específicos de procedimentos cirúrgicos e a 
época em que são realizados variam de acordo com a gravidade 
do defeito e da filosofia seguida pela equipe. 
5. fechamento primário do lábio é geralmente realizado durante os 
primeiros meses de vida, seguido, posteriormente, pela correção do 
palato. 
FENDAS OROFACIAIS 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
6. Na fase mais tardia da infância, enxertos ósseos autógenos podem 
ser colocados na região defeituosa do osso alveolar. Posteriormente, 
procedimentos ortognáticos e enxertos de tecido mole podem 
ser usados para melhorar a função e a estética. 
7. aconselhamento genético é importante para o paciente 
e sua família. Nos casos não sindrômicos o risco de desenvolver 
fenda em um descendente ou irmão de uma pessoa 
afetada é de 3% a 5% no caso de nenhum outro parente de 
primeiro grau também ser afetado. O risco aumenta para 
10% a 20% se outros parentes de primeiro grau são afetados. 
O risco pode ser maior para aqueles com fendas que 
estão associadas a síndromes, de acordo com um possível 
padrão hereditário. 
LÁBIO DUPLO 
 Aspectos gerais 
 Anomalia oral rara 
 Crescim. importante de tecido na mucosa labial 
 > freq. por causas congênitas 
 pode ser adquirida 
 SÍNDROME DE ASCHER 
 Traumatismo por sucção de lábio 
 
Características Clínicas 
 Lábio superior + afetado que inferior (pode ser ambos) 
 Não perceptível com lábios em repouso 
 Surge com lábios tensionados ou sorriso 
 Excesso de tecido visível 
 SÍNDROME DE ASCHER 
 Lábio duplo 
 Blefarocalásia 
 Aumento atóxico da tireoide 
 Causada por herança autossômica dominante 
Lábio duplo 
Blefarocalásia 
LÁBIO DUPLO 
 Características Histopatológicas 
 Inicialmente estruturas normais 
 Inúmeras glândulas salivares menores 
 Blefarocalásia da Síndrome de Ascher 
 Hiperplasia das gl. Lacrimais 
 Prolapso tec. adiposo palpebral 
LÁBIO DUPLO 
 Tratamento e prognóstico 
 Casos discretos não exigem tratamento 
 Casos graves 
 Excisão cirúrgica com fins estéticos 
Microglossia(Hipoglossia) 
 Características clínicas 
 Alteração de desenvolvimento incomum 
 Etiologia desconhecida 
 Língua anormalmente pequena 
 Aglossia (casos raros) 
 Maioria casos associados 
 Síndromes de hipogênese oro-mandibular membros 
 Associada a hipodactilia/hipomelia 
 Associada a hipoplasia da mandíbula 
 Incisivos inferiores podem estar ausentes 
 
Microglossia(Hipoglossia) 
 Tratamento e prognóstico 
 Varia pela natureza e gravidade da condição 
 Procedimentos cirúrgicos/ortodônticos p/melhoria de função 
 Fala geralmente não é afetada mas varia de acordo com 
tamanho da língua 
Macroglossia 
 Aspectos gerais 
 Condição incomum de aumento da língua 
 Causado por diversas condições 
 Malformações congênitas e adquiridas 
 Mais comuns: malformações vasculares e hipertrofia muscular 
Macroglossia 
 Características clínicas 
 Ocorrência maior em crianças ( casos leves a graves *) 
 Recém-nascidos 
 Respiração ruidosa 
 Incontinência salivar “baba” 
 Dificuldade na alimentação 
 Gagueira 
 Pressão da língua contra mandíbula e os dentes (*) 
 Edentações na margem lateral da língua 
 Mordida aberta/prognatismo mandibular 
 
Macroglossia 
 Características clínicas 
 SÍNDROME de BECKWITH-WIEDEMANN 
 Onfalocele ( protrusão intestinal) 
 Visceromegalia 
 Gigantismo 
 Hipoglicemia neonatal 
 Aumento de risco para desenvolvimento de tumores viscerais 
 Hipoplasia da maxila (prognatismo mandibular relativo) 
 Maioria dos casos esporádica (10 a 15% herança autos.domin.) 
 Casos de hipotireoidismo, amiloidose, neurofibromatose, neoplasia 
endócrina múltipla, linfangiomas, apresentam macroglossia. 
 Pacientes edêntulos 
 Elevação da língua e espalhamento lateral que dificulta adaptação de 
próteses. 
 
Macroglossia 
 Características histopatológicas 
 Causas tumorais 
 Proliferação neoplásica 
 Vasos linfáticos 
 Vasos sanguíneos 
 Tecido Nervoso 
 Aumento muscular 
 Amiloidose 
 Deposição anormal de proteínas na língua 
 
 
Macroglossia 
 Tratamento e prognóstico 
 Depende da causa e gravidade da condição 
 Casos brandos 
 Não necessita cirurgia 
 Fonoaudiologia caso a fala seja afetada 
 Pacientes sintomáticos 
 Glossectomia 
 
Anquiloglossia(Língua Presa) 
 Aspectos gerais 
 Freio lingual curto 
 Limitação dos movimentos da língua 
 1,7 a 4,4% dos recém-nascidos 
 4 vezes mais comuns em meninos 
 Casos leves em adultos são frequentes 
 Casos graves são raros 2 a 3/10.ooo indivíduos 
 
Anquiloglossia(Língua Presa) 
 Características clínicas 
 Casos leves com pouco significado clínico até casos mais 
severos de fusionamento da língua ao assoalho bucal(*) 
 Pode interferir para desenvolvimento de mordida aberta 
 Alteração na deglutição 
 Pode levar a problemas periodontais 
 Pode causar problemas de fonação 
 Pode levar a problemas no aleitamento materno 
 Dor no mamilo 
 Dificuldade do bebê se acoplar ao seio materno 
 Dispneia por deslocamento ântero-superior da epiglote e 
laringe 
 
 
Anquiloglossia(Língua Presa) 
 Tratamento e prognóstico 
 Maioria dos casos não necessita de tratamento 
 Frenotomia para recém-nascidos com problemas na 
amamentação 
 Frenectomia para crianças e adulto com problemas 
periodontais ou funcionais ( convém adiar até os 4 ou 5 
anos de idade) 
 
 
Língua Fissurada(Língua escrotal) 
 Aspectos Gerais 
 Condição relativamente comum 
 Presença de vários sulcos ou fissuras no dorso da língua 
 Causa incerta ( possivelmente hereditária) 
 Fatores ambientais e idade podem influenciar 
 
 
Língua Fissurada(Língua escrotal) 
 Características clínicas 
 Múltiplos sulcos ou fissuras(2 a 6mm de profundidade *) 
 Variados aspectos 
 Casos graves: fissuras numerosas cobrindo o dorso da língua 
dividindo as papilas linguais em múltiplas “ilhas” 
 Outros aspectos (em alguns deles ardência discreta ou dor) 
 Prevalência de 2 a 5% da população 
 Presente em crianças e adultos 
 Prevalência e gravidade podem aumentar com a idade 
 Pode estar presente em 30 % dos adultos mais velhos 
 Predileção pelo sexo masculino 
 Associação com língua geográfica ( presença de ambas) 
 Componente da Síndrome de Melkersson-Rosenthal 
 
 
 
Língua Fissurada(Língua escrotal) 
 Características Histopatológicas 
 Hiperplasia das projeções epiteliais 
 Perda dos “pelos” de ceratina na superfície das papilas 
filiformes 
 Leucócitos polimorfonucleares migrando p/epitélio 
 Microabscessos nas camadas epiteliais superiores 
 Infiltrado inflamatório misto presente na lâmina própria 
 
 
 
Língua Fissurada(Língua escrotal) 
 Tratamento e prognóstico 
 Condição benigna 
 Nenhum tratamento específico é indicado 
 Paciente deve ser orientado a escovar a língua 
 Restos alimentares podem ser fonte de irritação 
Língua Pilosa ( Língua Pilosa Negra, 
Língua Saburrosa) 
 Aspectos gerais 
 Alto acúmulo de ceratina nas papilas filiformes do dorso 
lingual 
 Aparência semelhante a pelos 
 Aumento na produção ou decréscimo na descamação de 
ceratina 
 Prevalência 0,5% dos adultos 
 Causa incerta, porém muitos são tabagistas crônicos 
 Debilidade geral, higiene oral deficiente e radioterapia 
em cabeça e pescoço 
 
Língua Pilosa ( Língua Pilosa Negra, 
Língua Saburrosa) 
 Características clínicas 
 + comum na linha média anterior às papilas circunvaladas, 
espalhando-separa margens lateral e anterior (*) 
 Papilas alongadas são acastanhadas e enegrecidas 
 Crescimento de bactérias cromogênicas, pigmentos do tabaco e 
alimentos. 
 Aparência espessada devido envolver > parte do dorso da língua (*) 
 Assintomática (queixas de gosto ruim ou náusea) 
 Biópsia desnecessária devido ao aspecto característico 
 Não confundir com leucoplasia pilosa ( vírus Epstein-Barr e 
HIV) 
 Acúmulo de células epiteliais descamadas e muitas bactérias 
acumulam-se no dorso da língua sem as projeções filiformes 
semelhantes a pelos (*) 
 Língua Saburrosa ( fonte de halitose) 
 
Língua Pilosa ( Língua Pilosa Negra, 
Língua Saburrosa) 
 Características histopatológicas 
 Alongamento pronunciado e hiperparaceratose das 
papilas filiformes (*) 
 Crescimento de várias bactérias na superfície epitelial 
 
Varicosidades (Varizes) 
 Aspectos gerais 
 Veias anormalmente dilatadas e tortuosas 
 Idade como importante fator etiológico 
 Comuns em adultos e menos em crianças 
 Relação com idade e perda do tônus de tecido conjuntivo que 
suporta os vasos 
 Sem relação com hipertensão arterial embora estudo 
mostando relação entre varizes nas pernas e língua 
 
Varicosidades (Varizes) 
 Características clínicas 
 Tipo mais comum 
 Variz sublingual 
 2/3 da população com mais de 60 anos 
 Vesículas papulares ou elevadas múltiplas 
 Azul-purpúreas 
 Margem lateral e ventre da língua(*) 
 Assintomáticas exceto em casos raros de trombose 
secundária 
 Podem ocorrer solitariamente em outras regiões da boca ( 
lábios/mucosa jugal- notadas apenas após sofrer 
trombose*) 
 Aumento de volume azul-purpúreo, firme, indolor, semelhante 
a fragmento de projétil de chumbo abaixo da superfície 
mucosa 
 
Varicosidades (Varizes) 
 Características histopatológicas 
 Veia dilatada 
 Parece com pouco músculo liso e tecido elástico pouco 
desenvolvido 
 Trombose secundária 
 Luz do vaso pode conter camadas concêntricas de plaquetas e 
hemácias 
 Coágulo pode sofrer organização com tecido de granulação 
 Trombos antigos podem sofrer calcificação distrófica 
 Formação de flebólitos 
Varicosidades (Varizes) 
 Tratamento e prognóstico 
 Assintomáticas e sem indicação de tratamento 
 Varicosidades solitárias de lábios e mucosa jugal pode haver 
necessidade de remoção cirúrgica para biópsia pela formação 
do trombo secundário ou por motivos estéticos. 
Hiperplasia Coronoide 
 Aspectos gerais 
 Alteração rara 
 Pode levar a limitação dos movimentos mandibulares 
 Causa desconhecida 
 Incidência homem-mulher (5:1) 
 Maioria observada em homens na puberdade ( possível 
influência hormonal) 
 Fatores hereditários podem estar envolvidos também 
 Uni ou bilateral ( casos bilaterais 5 x mais comuns) 
 Aumento unilateral pode ser resultante de tumor ( 
osteoma/osteocondroma) 
Hiperplasia Coronoide 
 Características clínicas e radiográficas 
 Hiperplasia unilateral 
 Mandíbula desloca-se para o lado afetado 
 Sem dor ou anormalidades na oclusão 
 Radiografia revela crescimento nodular e irregular na ponta 
do processo coronoide 
 Hiperplasia bilateral 
 Limitação da abertura tem piora progressiva na infância 
 Atinge ápice no final da adolescência 
 Radiograficamente aumento regular dos dois processos 
 Superposição do proc. coronoide com osso zigomático em 
radiografias, tomografias são mais indicadas. 
Hiperplasia Coronoide 
 Tratamento e prognóstico 
 Remoção cirúrgica do(s) processo(s) alongado(s) 
 Permitir livre movimentação da mandíbula 
 Melhora inicial porém ocorre fibrose a longo prazo 
 Essencial fisioterapia pós-operatória 
Hiperplasia Condilar 
 Aspectos gerais 
 Malformação rara 
 Causada pelo crescimento de um dos côndilos 
 Causa desconhecida 
 Possível origem por alterações circulatórias locais, distúrbios 
endócrinos e trauma. 
 Difícil distinção com hiperplasia hemifacial 
 Hip. Hemifac. Tecidos moles e dentes associados podem 
estar aumentados. 
 
 
Hiperplasia Condilar 
 Características clínicas e radiográficas 
 Clínicas 
 Assimetria facial 
 Prognatismo 
 Mordida cruzada e aberta(*) 
 Radiográficas 
 Alongamento da cabeça do côndilo 
 Alongamento do colo do côndilo(*) 
 Hiperplasia de todo o ramo da mandíbula 
 
 
 
Hiperplasia Condilar 
 Características clínicas e radiográficas 
 Clínicas 
 Assimetria facial 
 Prognatismo 
 Mordida cruzada e aberta(*) 
 Radiográficas 
 Alongamento da cabeça do côndilo 
 Alongamento do colo do côndilo(*) 
 Hiperplasia de todo o ramo da mandíbula 
 
 
 
Exostoses 
 Aspectos gerais 
 Protuberâncias ósseas localizadas que surgem da cortical 
óssea 
 Crescimentos benignos afetam mandíbula e maxila 
 Mais comuns: 
 Tórus palatino 
 Tórus mandibular 
 
 
 
Exostoses 
 Características clínicas e radiográficas 
 Ocorrem sobretudo em adultos 
 Exostoses vestibulares 
 Aumento de volume ósseo bilateral ao longo da face vestibular 
dos rebordos alveolares da maxila e da mandíbula (*) 
 Assintomáticas, exceto em caso de ulceração por trauma 
 Prevalência 
 Estudo relatam de 1 até 19% em adultos 
 Exostoses palatinas ( tubérculos palatinos) 
 Protuberâncias ósseas semelhantes que se desenvolvem no 
lado lingual das tuberosidades palatinas, que podem ser 
bilaterais ou acometer somente um lado. (*) 
 
Exostoses 
 Características Histopatológicas 
 Massa densa de osso cortical lamelar com pequena 
quantidade de medula óssea fibroadiposa 
 Em alguns casos zona mais interna de osso trabecular 
também está presente. 
 
Exostoses 
 Tratamento e prognóstico 
 Como aspecto clínico é suficiente para o diagnóstico 
 Biópsia desnecessária, a não ser que exista dúvida 
 Traumatismo constante causando ulceração e dor 
 Remoção indicada 
 Adaptação de prótese e adaptação de retalho 
periodontal 
 Remoção indicada 
 Interferência em área subpôntica ou associação a doença 
periodontal adjacente (*) 
 Remoção indicada 
 
Tórus palatino/mandibular 
 Características clínicas 
 Similar às exostoses, com as seguintes particularidades 
 Tórus palatino: 
 Surge na linha média do palato duro(*) 
 Tórus mandibular 
 Desenvolve-se ao longo da superfície lingual da mandíbula 
 
Tórus palatino/mandibular 
 Características radiográficas 
 Tórus mandibular 
 Em radiografias periapicais aparece superposto às raízes 
dentárias (*) 
 Em radiografias oclusais são facilmente visualizados 
 
Tórus palatino/mandibular 
 Características histopatológicas 
 Tórus mandibular 
 Semelhante às outras exostoses 
 Densa massa lamelar de osso cortical(*) 
 
Tórus palatino/mandibular 
 Tratamento e prognóstico 
 Diagnóstico clinicamente simples 
 Sem necessidade de tratamento 
 Remoção cirúrgica 
 Acomodação de prótese total ou parcial 
 Pode haver recidiva se os dentes permanecerem no local 
 
Síndrome de Eagle ( Síndrome 
Estiloide;Síndrome da Artéria 
Carotídea;Estialgia 
 Aspectos gerais 
 Anatomia 
 Processo estiloide: projeção óssea fina com origem na 
superfície inferior do osso temporal, medial e anteriormente 
ao forame estilomastoideo 
 Conecta-se ao corno inferior do osso hioide 
 Artérias carotídeas interna e externa localizam-se de cada lado 
do processo 
 Apresenta-se alongado ou mineralizado em 18-40% da 
população em alguns estudos (uni ou bilateralmente) 
 Maioria assintomática porém alguns tem sintomas da 
síndrome de Eagle, causada por compressão de vasos 
sanguíneos ou nervos adjacentes 
 
Síndrome de Eagle 
 Características clínicas e radiográficas 
 Afeta preferencialmente adultos 
 Dor facial vaga 
 Quando deglute, vira a cabeça ou abre a boca 
 Disfagia, disfonia, otalgia, cefaleia, tontura e síncope 
transitória 
 Alongamento e mineralização do lig. estilohioideo pode 
ser observado em R-X Panorâmico ou lateral da mandíbula (*) 
• Mineralização palpável pela fossaamigdaliana, causando 
muito dor. 
• Ocorre classicamente após amigdalectomia 
• Tecido cicatricial na área de mineralização do ligam. Estilohioideo 
durante deglutição 
 
 
Síndrome de Eagle 
 Tratamento e prognóstico 
 Depende da gravidade dos sintomas 
 Leves: não necessita de tratamento (tranquilizar o paciente) 
 Injeções locais de corticosteroide trazem alívio 
 Graves: a excisão cirúrgica parcial do processo estiloide 
alongado ou do ligamento estilo-hioideo mineralizado 
 Acesso cirúrgico intra ou extra-oral (bom prognóstico) 
 
 
 
 
Defeito de Stafne 
 Aspectos gerais 
 1942 Stafne descreveu lesões radiolúcidas assintomáticas 
próximas ao ângulo da mandíbula 
 Concavidade focal do osso cortical na superfície lingual 
da mandíbula 
 Biópsia revela geralmente tecido de glândula salivar 
histologicamente normal 
 Defeito pode ocorrer em outras regiões: 
 Anterior da mandíbula (relacionados à glândula sublingual) 
 Ramo ascendente da mandíbula ( relacionado à parótida ) 
 Todas glândulas salivares maiores podem ser causadoras 
 
Defeito de Stafne 
 Características clínicas e radiográficas 
 Lesão radiolúcida assintomática, abaixo do canal mandibular, 
região posterior de mandíbula, entre os molares e o ângulo da 
mandíbula (*) 
 Bem circunscrita e com margem esclerótica 
 Pode haver depressão palpável na área 
 Defeito pode ser uni ou bilateral 
 Quadros anteriores associadaos à gl. Sublingual 
 Lesão radiolúcida bem definida superposta ao ápice dos ant.(*) 
 Presente em 0,3 % das panorâmicas 
 80 a 90% dos casos em homens 
 
Defeito de Stafne 
 Características clínicas e radiográficas 
 Casos relatados em adultos de meia-idade e raramente em 
crianças, o que revela que a lesão “cresce” em idade avançada. 
 Mantém tamanho estável por isso chamado de Cisto Ósseo 
Estático 
 Lesão pode aumentar com o passar do tempo ( não congênita) 
 Diagnóstico baseia-se: clínica, radiografia e ausência de 
sintomas 
 TC/RM 
 Sialografia pode identificar tecido glandular salivar na área 
Defeito de Stafne 
 Características clínicas e radiográficas 
 Casos relatados em adultos de meia-idade e raramente em 
crianças, o que revela que a lesão “cresce” em idade avançada. 
 Mantém tamanho estável por isso chamado de Cisto Ósseo 
Estático 
 Lesão pode aumentar com o tempo ( não congênita*) 
 Diagnóstico baseia-se: clínica, radiografia e ausência de 
sintomas 
 TC/RM 
 Sialografia pode identificar tecido glandular salivar na área 
Defeito de Stafne 
 Tratamento e prognóstico 
 Para os casos em posterior lingual de mandíbula não 
necessita de tratamento 
 Casos em região anterior pela dificuldade de 
reconhecimento 
 Indicado fazer biópsia 
Cistos do Desenvolvimento 
 Definição de cisto 
 “Cavidade patológica revestida por epitélio” 
 Região de cabeça e pescoço teve descritos vários cistos de 
desenvolvimento 
 Alguns “fissurais” (por aprisionamento de epitélio oriundo das 
linhas de fusão dos processos embrionários) 
 Patogênese incerta 
 Tendem a aumentar de tamanho por aumento de pressão 
hidrostática interna. 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto nasolabial 
 Cisto raro ocorre no lábio superior 
 Lateral à linha média 
 Duas teorias de patogênese 
 “fissural” remanescente de epitélio 
 deposição ectópica de epitélio nasolacrimal 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto nasolabial 
 Características clínicas e radiográficas 
 Aumento de volume do lábio superior lateral à linha média 
 Elevação da asa do nariz 
 Elevação da mucosa do vestíbulo e apagamento do fundo do 
vestíbulo (*) 
 Obstrução nasal ou interfere na utilização de prótese 
 Dor rara, exceto quando há infecção secundária 
 Rompimento espontâneo e drenagem para a cavidade oral/nasal 
 + frequente em adultos ( 4ª e 5ª décadas de vida) 
 Predileção por sexo feminino (3:1) 
 10% bilaterais 
 Sem alterações radiográficas importantes (pode haver reabsorção do 
osso subjacente) 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto nasolabial 
 Características histopatológicas 
 revestido por epitélio colunar pseudoestratificado, exibindo 
muitas vezes células caliciformes e ciliadas (*) 
 Epitélio cúbico e metaplasia escamosa não são raros 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto nasolabial 
 Tratamento e prognóstico 
 Remoção cirúrgica total por acesso intra-oral 
 Lesão próxima ao soalho nasal 
 Retirar parte da mucosa nasal para garantir remoção completa 
 Recidiva rara 
 Abordagem via cavidade nasal 
 Permitindo marsupialização endoscópica da lesão. 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Nasopalatino ( do Canal Incisivo) 
 Aspectos gerais 
 Cisto não-odontogênico mais comum da cavidade oral 
 Prevalência de 1% da população 
 Possível origem 
 ducto nasopalatino: estrutura embrionária que liga a cavidade 
nasal e oral na região do canal incisivo. 
 Entre 7ª e 8ª semana de VIU processos histológicos levam ao 
surgimento do ducto nasopalatino (estrutura epitelial que se forma 
dentro do canal incisivo e pode deixar remanescentes epiteliais, 
mas em alguns indivíduos o ducto regride) 
 Fatores etiológicos: trauma, infecção do ducto e retenção de muco 
das gl. saliv. Menores adjac. 
 Patogênese: degeneração cística expontânea de remanescentes do 
ducto nasopalatino 
 
 
 
 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Nasopalatino ( do Canal Incisivo) 
 Características clínicas e radiográficas 
 Desenvolvimento em qualquer idade 
 Predileção por 4ª a 6ª décadas de vida 
 Cisto do “desenvolvimento” 
 Porém raramente se observa na 1ª década de vida 
 Preferência por gênero masculino 
 Sinais e sintomas mais comuns: 
 Tumefação em região anterior de palato, drenagem e dor 
(*) 
 História de sintomas longa 
 Natureza intermitente da lesão 
 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Nasopalatino ( do Canal Incisivo) 
 Características clínicas e radiográficas 
 Muitas lesões são assintomáticas 
 Descobertas em radiografias de rotina 
 radiografias demonstram: 
 Lesão radiolúcida bem-circunscrita próxima ou na linha média da 
região anterior de maxila, entre os ápices dos incisivos centrais (*). 
 Reabsorção radicular rara 
 Forma redonda ou oval com margem esclerótica 
 Formato de pera invertida ou coração 
 Diâmetro: mín. de 6 mm e máximo de 6 cm ( média de 1,5 a 1,7) 
 Tamanho máx. do forame incisivo é 6mm 
 Pode haver confusão diagnóstica, resolvida pela presença ou não de 
sinais e sintomas 
 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) 
 Características clínicas e radiográficas 
 Em raros casos desenvolve-se somente em tecidos moles sem 
envolvimento ósseo 
 Cistos da papila incisiva 
 Coloração azulada devido conteúdo líquido na luz do 
cisto 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) 
 Características Histopatológicas 
 Epitélio de revestimento variável: 
 Epitélio escamoso estratificado 
 Epitélio colunar pseudoestratificado 
 Epitélio colunar simples 
 Epitélio cúbico simples (*) 
Revestimento cístico mostrando 
a transição entre o epitélio colunar pseudoestratificado para 
epitélio escamoso estratificado. 
Revestimento epitelial 
cuboidal achatado. 
 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) 
 Características Histopatológicas 
 componentes da parede do cisto podem auxiliar no 
diagnóstico. 
 cisto do ducto nasopalatino se origina do canal incisivo, nervos 
de tamanho moderado, artérias musculares pequenas e veias 
são frequentemente encontrados na parede do cisto (*) 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Nasopalatino (do Canal Incisivo) 
 Tratamento e prognóstico 
 Enucleação cirúrgica 
 Indicação para biópsia 
 Lesão não diagnosticada com precisão por radiografias 
 Outras lesões benignas e malignas semelhantes 
 Recidiva e malignização raras 
Cistos do Desenvolvimento Cisto Epidermoide 
 Características clínicas 
 representam quase 80% dos cistos foliculares cutâneos 
 são mais comuns em áreas propensas ao desenvolvimento de 
acne na cabeça, pescoço e costas. 
 Nodulares, subctâneas, flutuantes, associados ou não à 
inflamação (*) 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto Epidermoide 
 Características Histopatológicas 
 cavidade revestida por epitélio escamoso estratificado 
lembrando a epiderme (*) 
 Observa-se uma camada granulosa bem-desenvolvida e a 
luz é preenchida por ortoceratina degenerada. 
A visão em menor aumento mostra uma cavidade cística preenchida por ceratina. B, A 
visão em maior 
aumento mostra revestimento de epitélio escamoso estratificado com produção de 
ortoceratina. 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto Epidermoide 
 Tratamento e prognóstico 
 Excisão cirúrgica conservadora 
 Recidiva incomum 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Tireoglosso 
 Aspectos gerais 
 Entre 3ª e 7ª semanas de VIU durante a formação da 
gl.tireoide esse ducto que fica entre a gl. e a língua próximo ao 
osso hioide pode aprisionar restos epiteliais que formam esse 
cisto. 
 A principal causa pode ser inflamação do tecido linfoide 
adjacente. 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Tireoglosso 
 Características clínicas 
 Desenvolvem-se na linha média 
 60 a 80 % dos casos ocorrem abaixo do osso hioide 
 Podem ocorrer em qualquer idade 
 50% antes dos 20 anos 
 Sem predileção por gênero 
 Tumefação móvel, flutuante e indolor (*) 
 Diâmetro variando entre 3 e 10 cm 
 1/3 do caso apresenta fístulas pelo rompimento de um cisto 
infectado ou por sequela de cirurgia 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Tireoglosso 
 Características histopatológicas 
 Revestido por E.E.E. ou colunar (*) 
Cisto (topo) revestido por epitélio escamoso estratificado. Folículos de 
tireoide podem ser observados 
na parede cística (abaixo). 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto do Ducto Tireoglosso 
 Tratamento e prognóstico 
 Técnica de Sistrunk 
 Remoção do cisto junto com a porção central do osso 
hioide e ampla porção de tecido muscular ao longo do 
trato do ducto. 
 Recidiva abaixo de 10%, o que aumentaria muito caso 
uma cirurgia menos agressiva fosse realizada 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto Linfoepitelial oral 
 Aspectos gerais 
 Lesão rara, desenvolve-se dentro do tecido linfoide oral 
 Tecido linfoide oral 
 Estreita relação com epitélio de revestimento da mucosa 
com invaginações para o tecido amigdaliano, o que 
resulta em bolsas cegas ou criptas amigdalianas 
preenchidas por restos de ceratina, que podem estar 
obstruídas ou estreitadas na superfície, produzindo um 
cisto preenchido por ceratina dentro do tecido linfoide 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto Linfoepitelial oral 
 Características clínicas 
 Massa submucosa pequena, medindo entre 1 e 1,5 cm de diâmetro(*) 
 Pode ser firme ou mole à palpação com mucosa de revestimento 
macia e não ulcerada 
 Lesão é branca ou amarela contendo em sua luz ceratina com aspecto 
caseoso ou cremoso 
 Assintomático, pode haver queixa de tumefação ou drenagem 
 Dor rara, somente se for secundária a traumatismos 
 Ocorrem em qualquer idade, porém mais em adultos jovens 
 Metade dos casos em soalho bucal 
 Ventre e borda lateral da língua, amígdala palatina e palato mole são 
possíveis locais 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto Linfoepitelial oral 
 Características histopatológicas 
 Cav. cística revestida por E.E.E. s/projeções para tec.conj.(*) 
 Achado importante! 
 Tecido linfoide na parede cística com presença de 
CENTROS GERMINATIVOS 
cisto preenchido por ceratina abaixo da superfície mucosa. Tecido 
linfoide está presente na parede do cisto. No maior aumento, observa-se tecido linfoide adjacente ao revestimento cístico. 
CENTRO 
GERMINATIVO 
Cistos do Desenvolvimento 
 Cisto Linfoepitelial oral 
 Tratamento e prognóstico 
 Excisão cirúrgica 
 Geralmente sem recidiva 
 Biópsia nem sempre necessária, a não ser que o diagnóstico 
clínico não seja tão claro.