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Patologia Cirúrgica: 
Cirurgia do Sistema Locomotor de Grandes Animais:
] 
Problemas de dígitos: 
• Dermovilite exsudativa vegetante/cancro em 
equinos 
• Calcificação de cartilagem colateral em Equinos 
• Amputação do dígito em bovinos 
Tenotomias (cortar o tendão) e desmotomias (cortar ou 
dissecar os ligamentos) 
• Fixação dorsal da patela 
• Laminite 
• Síndrome do navicular/podotrocleose 
• Constrição do ligamento anular 
• Harpejamento em equinos 
• Paresia espática em bovinos 
Desvios angulares e flexurais 
• Maior ocorrência em potros 
 
É um processo infeccioso que acomete, principalmente, a 
região de sulco de ranilha e ranilha, parecido com a 
pododermatite séptica, que é uma infecção de sola 
normalmente, próximo a muralha, linha branca. 
A Dermovilite exsudativa é uma necrose úmida de ranilha. 
Pode assumir um aspecto vegetativo (porque o tecido 
laminar começa a crescer e se assemelha a uma couve-flor). 
Tem hipertrofia de tecido, dando um caráter mais crônico. 
• Tem uma condição de neoplasma no tecido, que é 
uma modificação semelhante a uma neoplasia, 
necessitando retirar com uma margem de 
segurança, é bastante cruenta. É difícil de resolver. 
Está relacionado com as más condições de higiene, e 
acomete principalmente: 
• Cavalos de tração – pelo mais comprido na região 
do boleto, segurando mais umidade. 
• Animais em locais com muito barro e matéria 
orgânica 
• Pastos pantanosos 
• Cocheiras sem limpeza frequente – muito 
pisoteamento, defecam 
Inicialmente o animal não tem clínica, já tem uma podridão, 
mas não necessariamente ele está sentindo dor, só começa 
a sentir dor quando a infecção já ascendeu o extrato córneo 
e atingiu camadas mais profundas, tem infecção secundária, 
como miíases. 
A infecção pode ascender para: 
• Estruturas mais nobres 
• Estojo córneo: lâminas do casco, 3ª falange, 
ligamentos, tendões (tendão flexor digital 
profundo), articulações que agregam a 3ª falange 
São causados por bactérias aeróbicos gram-negativos: 
• Fusobacterium necrophorum e Bacteroides 
spp. 
 
Sinais clínicos: 
• Sem claudicação nos estágios iniciais 
• Demora em perceber o problema 
• Agravamento de míiases, infecções secundárias 
• Claudicação vai agravando 
o Pode apresentar leucocitose em estágios 
mais graves 
• Complicações em tecidos mais proximais 
Diagnóstico: 
• Sinais clínicos 
• Difícil isolar agente, visto que tem muita 
contaminação secundária 
Tratamento: 
• Casqueamento 
• Excisão tecido necrótico, muitas vezes precisa ser 
cirúrgico 
o Entrar no coxim plantar ou palmar e 
retirar o tecido mais profundo, retira toda 
a ranilha e boa parte do tecido plantar ou 
palmar e fazer os curativos e 
medicamentos sistêmicos. 
• Curativos com antissépticos 
• AINES e antibióticos sistêmicos/ perfusão regional 
intravenosa (antibiose – garroteamento para cima 
do local com torniquete, tipo uma anestesia de 
Introdução: 
Dermovilite Exsudativa/Cancro de Ranilha: 
Bier, injeta o antibiótico e deixa o torniquete por 
30 min, vai perfundir para os tecidos), como 
vantagem tem a dose ser maior sem 
comprometimento sistêmico. 
• Ferraduras com proteção da sola 
• Manejo 
o Higiene, não ficar na lama, evitar acúmulo 
de matéria orgânica, rotação do local de 
alimentação nos piquetes, limpar as 
cocheiras 
• Ressecção cirúrgica, dá pra fazer com o animal em 
estação, mas é melhor com o animal em decúbito, 
faz bloqueio local, antibiose. Tira o máximo que 
puder, mas preservando máximo as estruturas. 
Pós-operatório: Antibiose 
• Cefalosporinas 
• Micacina 500mg a 1g 
• Gentamincina 
Os primeiros curativos são com bandagens compressiva (2-3 
semanas), depois de bem cicatrizado, tecido todo 
granulado, espera queratinizar e pode espaçar a troca de 
curativos, a sola vai fechando de forma centrípeta (da 
periferia para o centro), a muralha cresce da linha de 
crescimento para distal. 
• Primeiras botinhas trocadas de 48h/48h 
• Cama boa devido a sensibilidade 
• Sulfato de cobre 5% 
• Manter com gesso um espaçamento de dias maior 
• A próxima fase da cicatrização é a granulação, 
precisa esperar queratinizar, pode espaçar os 
curativos. 
 
 
Nos equinos do lado medial e lateral da 3ª falange tem os 
processos que são recobertos por cartilagens alares, são 
palpáveis, que podem sofrer traumatismos de linha de 
crescimento que levam ao processo degenerativo dessas 
estruturas e em uma inflamação crônica, elas calcificam, 
ossificação. 
A prevalência tem a ver com o formato do casco, o 
casqueamento e o ferrageamento inadequado, que levam a 
desbalanço do casco, então as forças atuantes na região do 
dígito, pode predispor a processos inflamatórios. Animais 
com problemas de conformação se toca, bate o casco um 
no outro e os traumas começam a levar traumas 
degenerativos. 
Sinais clínicos: 
• Claudicação de apoio – aumento de volume da 
região medial e lateral. 
• Dor a palpação 
• Deformidade 
• Encastelamento (redução da expansão do casco) - 
o animal apoia menos o casco e tende a ter um 
crescimento maior da região do talão 
• Abcesso na coroa do casco 
• Pode vir a furo e formar fistulas na região 
• Secundário a traumas constantes e ferimentos 
perfurantes 
• Processo inflamatório e edema 
Sinais clínicos secundário: 
• Necrose 
• Fraturas das estruturas calcificadas 
• Solução de continuidade 
 
Diagnóstico: 
• Sinais clínicos 
• Bloqueio: perineural com lidocaína, se o animal 
parar de mancar ou diminuir a claudicação, 
provavelmente o local acometido e que tem dor foi 
bloqueado. 
• Radiografia 
o Aumento no tamanho da cartilagem 
colateral 
o Pode fraturar 
 
Tratamento: 
Calcificação de cartilagens colaterais: 
Pode ser um achado 
• Ex: exame de locomoção encontra uma calcificação 
de cartilagem alares. Animais mais velhos são os 
mais acometidos, visto que é um processo crônico. 
• Pode usar na antibioterapia lidocaína, fazer 
bloqueios regionais 
Remoção cirúrgica 
• Excesso de inflamação 
Curetagem: 
• Abre a muralha do casco, mais distal ao abcesso 
(drena), abre a pele na região acometida, abre um 
flap e faz a curetagem 
• Cicatrização por 2ª intenção 
• Faz um trajeto de drenagem, por isso abre mais 
distal, normalmente o conteúdo é purulento. 
 
Prognóstico: 
• Depende da extensão da lesão e de estruturas 
acometidas, no processo degenerativo. 
 
Afecções podais que levam a queda de produção. 
• Queda índices reprodutivos, lactação, descarte 
prematuro 
• Prejuízos econômicos 
Podopatias são processos dolorosos 
• Origem exógena – traumas, objetos perfurantes, 
piso mal-feito, evolução infecção interdigital 
(flegmão) 
• Origem endógena – mastite, metrite, que pode 
evoluir e se alojar em estrutura articular, sinovial 
Principal fato é ambiental – predispõe 
• Pedras, lama, falta de cama, limpeza 
Principais patologias: 
• Úlceras de sola 
• Abcessos subsolares 
• Dermatites interdigitais 
• Dermatite digital papilomatosa – parecido com a 
Dermovilite exsudativa 
• Flegmão 
• Fraturas de falange 
• Artrites sépticas 
• Osteomielites 
• Laminite 
Condições infecciosas e degenerativas que levam a uma 
solução de continuidade do casco e abre portas para 
infecções que vão ascender para estruturas mais proximais 
• Retirar antes de chegar no boleto 
• Próximo da 3ª falange e processo infeccioso 
invadindo, tem que amputar 
• Equinos normalmente faz eutanásia, visto que só 
tem um dedo. 
Sinais clínicos: 
• Feridas ulceradas 
• Edema 
• Fístulas 
• Exposição de tecido nobre 
o Tendões, ligamentos, bainhas tendíneas, 
articulação 
• Claudicação grau 4 
• Febre, anorexia, emagrecimento 
o Queda de produção 
 
Indicações de amputação: 
• Inflamações graves 
• Osteomielite 
• Formação de abcesso – drenado com fistulas 
• Artrite infecciosa 
• Fraturas falangeanas 
• Rotação de falanges 
Contraindicações:• Sepse das articulações do boleto 
• Envolvimento de ambos os dedos 
• Animais muito pesados 
 
Amputação de dígito em bovinos: 
Pré-operatório: 
• Extensão da lesão – exames de imagem 
• Hemograma e bioquímico 
o Em casos de abcessos drenando, vai ter 
leucocitose com neutrofilia 
• Antibioticoterapia 
o Processos sépticos digitais 
o Iniciado antes do procedimento cirúrgico 
• Antiinflamatório 
Preparação: 
• Jejum 
• Decúbito lateral: dígito para cima 
• Sedação 
• Tricotomia, limpeza 
• Proteger o dígito com luva 
• Antissepsia, torniquete (para fazer uma perfusão 
regional com antibiótico) 
Técnica anestésica: 
• Geral 
• Bloqueio regional – mais utilizado 
o Técnica de Bier, bloqueio dos nervos 
digitais (mais proximal) - perineural 
• Bloqueio local 
Técnica cirúrgica: 
Incisão da pele ao longo da pele na superfície abaxial e 
axial, dos dois lados, próximo a coroa, faz a divulsão da 
pele, eleva o flap cutâneo para poder fazer o corte mais 
proximal, na altura da 2ª falange, cortando ela ao meio 
ou no terço mais proximal, corta o osso, incisão 
longitudinal para poder abrir o flap, divusiona o mais 
proximal possível, sutura o máximo de pele que 
conseguir (aproxima as bordas para poder cicatrizar 
mais rápido). 
• Suturas em padrão de U deitado – pode 
captonar, utiliza fio 6-0 (pelo menos) 
• Pode deixar aberto 
o Faz a secção, hemostasia com 
termocautério e os curativos 
o Curativos- até cicatrizar (trocar a cada 
3 dias), o máximo que conseguir, pelo 
menos uma vez por semana 
 
Pós- operatório: 
• Pomada cicatrizante 
• Impermeabilizar o máximo do curativo 
• Bandagem 
• Antibioticoterapia 
• Antinflamatório – cuidado com úlcera de abomaso 
Profilaxia: 
• Casqueamento de rotina 
• Pedilúvios secos, caixa com calcário (pH eleva), 
tende a diminuir os problemas infecciosos podais. 
• Manejo de ambiente 
 
Desmotomia: secção do ligamento 
Tenotomia: Secção do tendão 
Fixação dorsal da patela: 
• Desmotomia do ligamento patelar medial 
• Bovinos ou equinos 
Laminite/síndrome do navicular em equinos 
• Desmotomia do Check inferior do tendão flexor 
digital profundo ou tenotomia do tendão flexor 
digital profundo 
Contraturas de tendões flexores digitais: 
• Secção dos tendões – radial 
Harpejamento em equinos 
• Origem neurodegenerativa 
• Problema no músculo extensor digital lateral 
• Miotenotomia- retira um pedaço pequeno do 
músculo e um pedaço grande do tendão 
Paresia espástica bovinos: 
• Neurotomia do ramo do nervo tibial (inerva uma 
parte do músculo gastrocnêmio) 
• Tenotomia dos tendões do gastrocnêmio 
 
Causa frequente de claudicação em bovinos e equinos. Tem 
uma hiperextensão de um ou ambos os membros pélvicos, 
resultante do aprisionamento temporário ou permanente 
da patela na tróclea medial do fêmur. 
Caracterizada pela incapacidade da patela em se deslocar 
da área proximal da tróclea medial do fêmur. 
Quando a patela é incapaz de flexionar a articulação de 
joelhos. 
Equinos: 
• Jovens e pôneis 
Tenotomia/ ectomias e desmotomias: 
Fixação dorsal da patela: 
• Frequentemente é bilateral e pode afetar mais um 
membro que o outro 
• Provável alteração congênita 
• Predispõe a luxação coxofemoral 
• Animal que perdeu score corporal 
• Éguas com alteração hormonal – periparto 
(estrógenos tem a condição de deixar os tecidos 
mais frouxos) 
Bovinos: 
• 0,27% a 1% de prevalência 
• Acomete mais fêmeas 
• Acima de 3 anos- pico de produção leiteira 
Etiologia: 
• Animais com membros pélvicos excepcionalmente 
retos 
o Angulação femorotibial – 
aproximadamente 135° (maioria dos 
equinos – problema de ângulo 143° e 
145° 
• Ligamento patelar medial se torna longo o 
suficiente para alcançar a crista troclear medial 
o Perda do tônus do quadríceps femoral 
o Hiperextensão traumática do membro 
pélvico 
o Uma vez ocorrido tem um estiramento e a 
recorrência é comum, visto que a 
estrutura passa a ser muito mais 
estressada que o normal 
Dentre outros fatores tem-se: 
• Trauma durante a hiperextensão do membro 
• Debilidade e pouco condicionamento físico 
• Casos de perda rápida de massa e tônus muscular 
o Animais que estavam em trabalho e foram 
submetidos a descanso prolongado, 
permitindo assim, uma maior área de 
movimentação da patela 
• Fêmeas pré-parto ou pós-parto – devido a 
questões hormonais. 
Sinais clínicos: 
• Membro pélvico estendido 
• Incapacidade de flexionar joelho e tarso 
o Arrasta pinça 
• Claudicação dos demais membros, devido ao 
excesso de força para compensar o membro que 
sofre com a fixação patelar 
• Emagrecimento 
• Queda de produção 
Tratamento: 
Conservativo: 
• Condicionamento controlado para aumentar a 
força e tônus muscular, que fortalece o ligamento, 
mas uma vez que ocorreu, a estrutura já começou 
a ser estirada, então pode ter recidivas. 
Cirúrgico: 
Desmotomia patelar medial: 
• Induz espessamento sobre a extensão do 
ligamento após a cicatrização 
• Animal sedado, pode ser feito em pé ou decúbito 
lateral com membro estendido 
• Com o animal em estação é mais fácil achar o 
ligamento 
• Bloqueio local da região do ligamento patelar 
medial com lidocaína 
• Faz uma incisão de pele, palpando a tuberosidade 
da tíbia, com os dedos consegue identificar os 
ligamentos, identifica o ligamento patelar medial, 
faz uma incisão próxima a ele, lateraliza a uns 2cm, 
faz uma incisão pequena 3 a 4 cm, entra com uma 
pinça hemostática por baixo do ligamento, expõe o 
ligamento na incisão e faz a secção com o bisturi 
• Faz a sutura de pele 
• Devem ser reabilitados com cuidado para evitar 
sérias complicações na patela – fragmentação da 
patela distal. 
Pós-operatório: 
• Animal em espaço reduzido com exercícios 
controlados por 90 dias 
• Programa de condicionamento corporal 
conservador 
• Espaço reduzido pelo menos 3 semanas 
Prognóstico: 
• Bom para animais que respondem a um programa 
de condicionamento. 
• Deve ser mantido sempre em forma, pois a fixação 
pode retornar se o tônus do quadríceps cai abaixo 
de um certo limite 
 
 
Processo inflamatório das lâminas do casco: 
• As lâminas do casco que unem a 3ª falange presa 
no teto do estojo córneo, se fragilizam e todo peso 
da coluna óssea, empurra e promove um 
afundamento da estrutura, com essa força da 
coluna óssea empurrando para baixo e o tendão 
flexor digital profundo se inserindo, faz com que 
tenha rotação de 3ª falange (fase crônica) 
• Desenvolvimento: é o que precede a laminite – 
retenção de placenta, cólica 
• Fase aguda 
• Fase crônica 
Diagnóstico: 
Teoria vascular: 
Laminite/Pododermatite Asséptica Difusa: 
 
• Disfunção da vascularização digital 
Teoria tóxico/metabólica 
• Ação faz endotoxinas direta nas células das lâminas 
epidérmicas 
• São as mais comuns, que dá condições para 
condição vascular e enzimática 
Teoria enzimática 
• Produção excessiva de metaloproteinases 
Aspectos radiográficos: 
• Perda de paralelismo casco/margem dorsal da 
falange distal 
• Linha Radioluscente entre lâmina dermal e 
epidermal 
• Síndrome do “afundamento” (casos graves) – traça 
uma linha na coroa do casco e outra na apófise 
dorsal do casco, pode ter até a perfuração da sola 
pela 3ª falange 
• Reabsorção óssea de 3ª falange 
 
Complicações: 
• Retenção de placenta em éguas 
• Cólica 
Sinais clínicos: 
• Claudicação: 
o Membros torácicos, bilateral – acomete 
os 4 membros, mas a maior parte do peso 
está na frente, por isso é mais comum 
jogar o peso para o membro pélvico 
o Troca constante de apoio ao decúbito 
o Posição de defesa dos membros afetados 
• Aumento da intensidade de pulso das artérias 
digitais palmares/plantares 
• Elevação da temperatura do casco 
Laminite crônica: deformação do casco e claudicação 
Tratamento: 
Fase de desenvolvimento:• Identificar o fator predisponente e prevenir- animal 
com cólica, com retenção de placenta- tratar para 
evitar uma endotoxicemia 
Fase aguda 
• Direcionar a enfermidade para fase subaguda 
• Dura de 48 a 72h 
• Utilizar gelo nesse início, o máximo que puder 
deixar 
• Antitoxêmicos: plasma hiper-imune anti-toxina 
• Antirradicais livres: DMSO AINES: Flunixim 
meglumine Vasodilatadores: acepromazina, 
isoxsuprine 
o Não são recomendados na fase de 
desenvolvimento (onde ainda não há 
lesão das lâminas). 
 
Fase subaguda 
• Proteção do dígito 
• Fazer com que a angulação dos talões aumente 
para diminuir a pressão do tendão flexor digital 
profundo 
Fase crônica 
• Estabilizar a falange distal 3° 
• Ferrageamento terapêutico 
Cirúrgico 
• Tenotomia do Tendão Flexor digital profundo 
• No terço médio da região de metacarpo, na face 
lateral faz uma incisão de pele, identifica a bainha 
tendíneas, abre, identifica o tendão e secciona, 
sutura a bainha (fio absorvível) e a pele com 
mononylon 
• Pode ser feito com o animal sedado, bloqueio local 
• Pode ser feito com o animal em estação 
 
Crioterapia: 
• 0,5 a 1,7°C por 48h 
• Inibe a produção e ativação de met 
 
Pós-operatório: 
• Bandagem compressiva 8-12 semanas 
• Restrições de movimento 
• Ferrageamento → Angulação de talão com 
suporte ranilha e diminuição ponto de quebra 
da pinça 
o Uso de gabapentina ad eternum – 
tratamento de dor crônica. 
 
O aparato podotroclear é composto pelo osso navicular, 2ª 
e 3ª falange, articulação interfalangica distal e flexor distal 
profundo. O que leva a inflamação são situações que levam 
ao estresse dessas estruturas. 
Enfermidade ou síndrome do navicular, está relacionado 
com o sesamoide distal e é responsável por 1/3 das 
claudicações do membro torácico. 
As estruturas envolvidas e tudo que está em volta, podem 
inflamar, então é comum apresentar: 
• Tendinite e aderências 
• Bursite e podotroclear – entre o navicular e o 
tendão flexor digital profundo 
• Remodelamento ósseo, de acordo com a 
degeneração. 
o Erosão 
o Dilatação dos canalículos vasculares 
o Canais subcondrais (lollipops) 
o Desmineralização 
o Metaplasia óssea 
o Esclerose óssea 
Causas: 
• Alterações circulatórias 
o Tromboplastina e fatores de agregação 
plaquetária 
o Trombose e isquemia 
• Alterações degenerativas (mais aceitável) 
• Biomecânicas (mais aceitável) – contínua pressão e 
fricção do tendão na superfície do osso navicular, 
associado com um animal pesado. 
Sinais clínicos: 
• Claudicação intermitente de apoio 
• Claudicação crônica 
• Maior frequência bilateral – em graus diferentes 
• Apoio cuidadoso 
• Dor na palpação local 
• Associação/diferenciais 
o Encastelamento: animal poupa o membro 
acometido e ver o casco com talão alto. 
Diagnóstico: 
• Sinais clínicos 
• Exame de claudicação 
• Bloqueio anestésico positivo 
o Bloqueia a região palmar e o animal 
diminui a claudicação 
• Teste de rampa: coloca o animal em rampa e 
estresse a estrutura 
o Exacerba a claudicação 
• Radiografia/Ultrassom 
o Alterações no padrão de radiopacidade 
o Técnica através da ranilha consegue 
escanear e observar alterações na 
superfície óssea. 
Tratamento: 
Conservativo: 
Redução da dor: 
• AINES 
• Repouso 
• Ferrageamento -ferraduras fechadas protegendo 
ranilha, palmilhas 
• Infiltração na Bursa (corticoides) 
Agentes reológicos, vasodilatadores e antitrombócitos- só 
no início da enfermidade. 
Cirúrgico: 
Desmotomia do ligamento suspensor do navicular 
• Indicado – entesopatia da inserção LSN, quando o 
processo degenerativo evoluiu e acomete os 
ligamentos suspensores do osso navicular. Tem que 
tomar cuidado, pois nessa estrutura passa artéria, 
nervos, veias 
• Incisão de pele 2-3cm acima da coroa do casco, em 
cima da 2ª falange, divulsiona as estruturas do 
plexo, identifica o ligamento, faz a secção e sutura 
a pele. 
 
A desmotomia do ligamento acessório do tendão flexor 
digital profundo ou Check inferior é o mais utilizado 
• Check inferior- diminui a pressão no navicular e 
não desestabiliza o aparato podotroclear como um 
todo 
Podotrocleose: 
 
 
Neurectomia do nervo digital palmar: 
• Retirada de um fragmento 
• Radical 
• Pode ter complicações graves – ex: se pisar em um 
prego não sente dor e pode instalar uma 
osteomielite 
• Neuroma doloroso- calo nervoso, dói mais que o 
processo degenerativo que estava causando dor 
inicial. 
 
Essa técnica diminui a formação de neuroma, na região de 
boleto/quartela, faz uma incisão de pele em cima do plexo 
(nervo, artéria e veia digital palmar), identifica o nervo, isola 
ele e secciona/tira um pedaço de 1 cm mais ou menos. Para 
diminuir a formação do neuroma doloroso, faz uma 
neurorrafia, onde no coto proximal é evertido e abre uma 
janela no epineuro sepultando a ponta e sutura, porque o 
estímulo é proximal. Então o nervo cicatriza nele mesmo. 
Neurorrafia término-lateral em alça 
Prognóstico: 
• Depende da condição degenerativa das estruturas 
 
Sequela de tendinites crônicas, o ligamento anular está na 
região de boleto e é uma área que é atingida por contusões 
de boleto, feridas incisas: 
• Espessamento e aumento de líquido sinovial da 
bainha tendíneas → Encurtamento do ligamento 
→ Aderências tendíneas 
• Levando a uma desmite, processos degenerativos 
da estrutura 
• O local fica edemaciado devido a constrição do 
ligamento anular 
o Processo inflamatório das bainhas 
tendíneas dessas estruturas mais 
proximais 
 
Sinais clínicos: 
• Espessamento do ligamento anular 
• Formação de cinta constritora na região palmar do 
boleto 
• Claudicação crônica com episódios agudos 
Diagnóstico: 
• Episódios de claudicação 
• Ultrassonografia 
• Ligamento com mais de 5mm de espessura 
Tratamento: 
Conservador: 
• 5 a 8 mm de espessura 
• Gelo, liga, descanso antinflamatório- as vezes pode 
regredir 
Cirúrgico: 
• Maior que 8 mm de espessura- crônico 
• Desmotomia do ligamento anular palmar 
• Na região palmar faz uma incisão pequena 
proximal ao boleto, entra com uma pinça/tesoura 
fechada, isola o ligamento e faz a secção. Pode ser 
feito as escuras. 
 
 
Constrição do ligamento anular: 
 
 
 
Hiperflexão involuntária do membro na fase de elevação do 
passo 
 
Classico → unilateral: 
• Casos isolados 
• Origem idiopática, traumas – leva a inflamação 
nervosa dessa musculatura 
• Inflamação neuromuscular – músculo extensor 
digital lateral 
Australiano → bilateral: 
• Surtos 
• Associado a plantas tóxicas- Hypochaeris radicata 
• Axonopatia periférica- atrofia muscular do 
extensor digital longo e lateral. 
• É o mais comum 
Miotenectomia extensor digital lateral: 
• Identifica o músculo, 2-3 cm acima da inserção do 
tendão, faz a miotomia, abaixo do tarso identifica o 
tendão do músculo, faz a tenectomia e retira fora. 
Só um ou outro não é suficiente 
• Pós-operatório: bandagem, curativos, antibióticos 
profiláticos, repouso de 2-3 semanas, 
antinflamatório por 5 dias 
 
 
Contração espástica do músculo gastrocnêmio: 
• Carater hereditário 
• 1 a 2 anos de idade 
• Hiperreatividade miotática – sem dor, sem sinais 
inflamatórios 
• Diferencial fixação de patela – flexão forçada do 
membro → fácil 
Neurectomia consiste em proximal a região caudal da 
musculatura entre o quadríceps femoral e o músculo 
semitendíneo, abre uma janela, cuidadosamente divulsiona 
e encontra os ramos do nervo ciático ou semitendinoso ou 
tibial que inervam o gastrocnêmio. Precisa testar qual o 
nervo que está inervando, utilizando um estímulo elétrico, 
para dar um choque e ter certeza de qual ramo precisa fazer 
a neurectomia, o animal contrai o gastrocnêmio. 
• Se não identificar pode optar pela tenotomia do 
tendão do gastrocnêmio, próximo ao jarrete, na 
face latero-caudal com umaincisão de pele, 
identifica os tendões do músculo, traciona, confere 
e faz a secção 
 
 
Deformidades angulares: desvio no eixe da coluna óssea, 
acomete animais jovens, onde a linha de crescimento se 
direciona medial ou lateral – observar o animal de frente 
• Valgus: quando o crescimento da coluna óssea é 
lateral 
• Varus: quando o crescimento da coluna óssea é 
medial 
• Ambos (Windswespt), um membro é valgus e 
outro é varus, mais comum na articulação do tarso. 
 
Flexurais: 
• Tendões 
o Contraturas e relaxamento- observar o 
animal de perfil 
Conformação X desvio: 
Os desvios fogem da conformação normal do animal 
• Possui graus 
• Carpo e metacarpo falangeana mais acometidos no 
membro torácico 
• Tarso e metatarso falangeana no membro pélvico 
Harpejamento em equinos: 
 
Paresia espática bovinos: 
 
Deformidades flexurais e angulares: 
Membros torácicos – desvios angulares 
• A – grau 1,2 e 3 da articulação metacarpo 
falangeana, do boleto – valgus 
• B – desvio de carpo – valgus 
• C verde – graus de contratura da região 
metacarpo falangeana (grau 3 – o boleto 
ultrapassa a pinça do casco) 
• C vermelho – relaxamentos dos tendões, 
hiperextensão o boleto abaixo 
• D – contratura cárpica 
 
Etiopatogenia das deformidades: 
Congenitas: problema na vida uterina 
• Agentes teratogênicos – drogas que a mãe teve 
contato 
• Nutricional – desequilíbrio nutricional 
• Hereditário 
• Hipotireoidismo 
• Mal posicionamento uterino 
Adquiridas: entorta conforme ele cresce 
• Nutricional – hiper alimentados com excesso de 
proteínas, excesso de energia, linhagens de 
crescimento rápido 
• Manejo 
• Afecções – ex: doenças que leve o animal a sentir 
dor, então poupa um membro e sobrecarrega o 
outro. 
Existem inter-relações desses fatores, como flacidez, parto 
gemelar, instabilidade articular, desequilíbrio de minerais 
(cálcio e fósforo), excesso de exercício, entre outros. 
Técnicas de correção: 
Deformidade flexural 
• Tala e bandagem (proteger) 
• Fisioterapia 
• Relaxamento de tendão não é indicado tala – 
necessita ter uma ativação do grupo muscular para 
tonifica-los, a tala imobiliza as articulações e a 
flacidez piora 
• Pode utilizar extensores de talão – ferraduras 
coladas no casco. 
 
 
Diagnóstico: 
• Clínico 
• Deformidades angulares 
o Acompanhamento radiográfico para 
medir os ângulos da coluna óssea 
o 10 a 11° de desvio – modificar o manejo, 
técnicas de ferrageamento 
o > 12° taxa de sucesso diminui, tratamento 
cirúrgico 
 
Contraturas: 
• Deformidade flexora: incapacidade para estender 
um membro completamento 
Tratamento cirúrgico: 
• Casos severos – contratura de grau 2 ou 3 
• Não responsivos ao tratamento conservativo 
Tratamento cirúrgico de deformidade flexora interfalângica 
distal 
• Tenotomia do TFDP grau 3 – libera de 2 a 3 cm de 
tensão, apoia a pinça 
• Desmotomia do ligamento acessório (check 
inferior) do TFDP grau 2 – libera a tensão no 
profundo 
• Tenotomia do TFDP na região da quartela – 
liberação grande de 10-12cm, vai ter uma 
instabilidade do aparato podotroclear/articulação 
interfalangica distal (subluxação – degeneração 
articular). 
 
Deformidade flexora 
metacarpofalangeana/metatarsofalangeana: 
 Deformidades flexurais: 
• Flexor digital superficial – tenotomia, desmotomia 
acessório do TFDS 
• Incisão de 4-5cm 
• Grau 3: boleto pode passar cranial a pinça, animal 
emboletando, apoiando com a articulação do 
boleto. 
 
 
Patogenia: 
Multifatorial: 
• Congênito – placa epifisária que nas primeiras 
semanas de vida está em crescimento 
• Essas placas em animais com 2-3 meses começam 
a se fundir até que cesse o crescimento 
• Desvio da coluna óssea olhando o animal de frente 
 
Tratamento cirúrgico: 
• Acelerar o crescimento 
• Frear o crescimento do lado aumentado 
• Restrição de movimento, casqueamento corretivo, 
tratar as contraturas 
• > 12° indicação cirúrgica 
Transecção do periósteo: 
• Precocidade na intervenção 
• Incisão de pele, divulsão do subcutâneo, afasta os 
músculos extensores, incisa o periósteo 
longitudinal e transversal e vai ser elevado, 
fazendo com que a irritação causada leve as células 
do lado que está crescendo menos acelerar seu 
desenvolvimento 
• Em desvios mais “fortes” é necessário associar com 
parafusos, placas, grampos – animal em estação 
Restrição do crescimento fisário: 
• Utilização de placas, grampos 
• Cuidado em acompanhar semanalmente com 
radiografias e medir o ângulo, quando estiver 
próximo ou corrigido, retire para não entortar para 
o outro lado. 
 
 Deformidades angulares

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