Prévia do material em texto
Patologia Cirúrgica: Cirurgia do Sistema Locomotor de Grandes Animais: ] Problemas de dígitos: • Dermovilite exsudativa vegetante/cancro em equinos • Calcificação de cartilagem colateral em Equinos • Amputação do dígito em bovinos Tenotomias (cortar o tendão) e desmotomias (cortar ou dissecar os ligamentos) • Fixação dorsal da patela • Laminite • Síndrome do navicular/podotrocleose • Constrição do ligamento anular • Harpejamento em equinos • Paresia espática em bovinos Desvios angulares e flexurais • Maior ocorrência em potros É um processo infeccioso que acomete, principalmente, a região de sulco de ranilha e ranilha, parecido com a pododermatite séptica, que é uma infecção de sola normalmente, próximo a muralha, linha branca. A Dermovilite exsudativa é uma necrose úmida de ranilha. Pode assumir um aspecto vegetativo (porque o tecido laminar começa a crescer e se assemelha a uma couve-flor). Tem hipertrofia de tecido, dando um caráter mais crônico. • Tem uma condição de neoplasma no tecido, que é uma modificação semelhante a uma neoplasia, necessitando retirar com uma margem de segurança, é bastante cruenta. É difícil de resolver. Está relacionado com as más condições de higiene, e acomete principalmente: • Cavalos de tração – pelo mais comprido na região do boleto, segurando mais umidade. • Animais em locais com muito barro e matéria orgânica • Pastos pantanosos • Cocheiras sem limpeza frequente – muito pisoteamento, defecam Inicialmente o animal não tem clínica, já tem uma podridão, mas não necessariamente ele está sentindo dor, só começa a sentir dor quando a infecção já ascendeu o extrato córneo e atingiu camadas mais profundas, tem infecção secundária, como miíases. A infecção pode ascender para: • Estruturas mais nobres • Estojo córneo: lâminas do casco, 3ª falange, ligamentos, tendões (tendão flexor digital profundo), articulações que agregam a 3ª falange São causados por bactérias aeróbicos gram-negativos: • Fusobacterium necrophorum e Bacteroides spp. Sinais clínicos: • Sem claudicação nos estágios iniciais • Demora em perceber o problema • Agravamento de míiases, infecções secundárias • Claudicação vai agravando o Pode apresentar leucocitose em estágios mais graves • Complicações em tecidos mais proximais Diagnóstico: • Sinais clínicos • Difícil isolar agente, visto que tem muita contaminação secundária Tratamento: • Casqueamento • Excisão tecido necrótico, muitas vezes precisa ser cirúrgico o Entrar no coxim plantar ou palmar e retirar o tecido mais profundo, retira toda a ranilha e boa parte do tecido plantar ou palmar e fazer os curativos e medicamentos sistêmicos. • Curativos com antissépticos • AINES e antibióticos sistêmicos/ perfusão regional intravenosa (antibiose – garroteamento para cima do local com torniquete, tipo uma anestesia de Introdução: Dermovilite Exsudativa/Cancro de Ranilha: Bier, injeta o antibiótico e deixa o torniquete por 30 min, vai perfundir para os tecidos), como vantagem tem a dose ser maior sem comprometimento sistêmico. • Ferraduras com proteção da sola • Manejo o Higiene, não ficar na lama, evitar acúmulo de matéria orgânica, rotação do local de alimentação nos piquetes, limpar as cocheiras • Ressecção cirúrgica, dá pra fazer com o animal em estação, mas é melhor com o animal em decúbito, faz bloqueio local, antibiose. Tira o máximo que puder, mas preservando máximo as estruturas. Pós-operatório: Antibiose • Cefalosporinas • Micacina 500mg a 1g • Gentamincina Os primeiros curativos são com bandagens compressiva (2-3 semanas), depois de bem cicatrizado, tecido todo granulado, espera queratinizar e pode espaçar a troca de curativos, a sola vai fechando de forma centrípeta (da periferia para o centro), a muralha cresce da linha de crescimento para distal. • Primeiras botinhas trocadas de 48h/48h • Cama boa devido a sensibilidade • Sulfato de cobre 5% • Manter com gesso um espaçamento de dias maior • A próxima fase da cicatrização é a granulação, precisa esperar queratinizar, pode espaçar os curativos. Nos equinos do lado medial e lateral da 3ª falange tem os processos que são recobertos por cartilagens alares, são palpáveis, que podem sofrer traumatismos de linha de crescimento que levam ao processo degenerativo dessas estruturas e em uma inflamação crônica, elas calcificam, ossificação. A prevalência tem a ver com o formato do casco, o casqueamento e o ferrageamento inadequado, que levam a desbalanço do casco, então as forças atuantes na região do dígito, pode predispor a processos inflamatórios. Animais com problemas de conformação se toca, bate o casco um no outro e os traumas começam a levar traumas degenerativos. Sinais clínicos: • Claudicação de apoio – aumento de volume da região medial e lateral. • Dor a palpação • Deformidade • Encastelamento (redução da expansão do casco) - o animal apoia menos o casco e tende a ter um crescimento maior da região do talão • Abcesso na coroa do casco • Pode vir a furo e formar fistulas na região • Secundário a traumas constantes e ferimentos perfurantes • Processo inflamatório e edema Sinais clínicos secundário: • Necrose • Fraturas das estruturas calcificadas • Solução de continuidade Diagnóstico: • Sinais clínicos • Bloqueio: perineural com lidocaína, se o animal parar de mancar ou diminuir a claudicação, provavelmente o local acometido e que tem dor foi bloqueado. • Radiografia o Aumento no tamanho da cartilagem colateral o Pode fraturar Tratamento: Calcificação de cartilagens colaterais: Pode ser um achado • Ex: exame de locomoção encontra uma calcificação de cartilagem alares. Animais mais velhos são os mais acometidos, visto que é um processo crônico. • Pode usar na antibioterapia lidocaína, fazer bloqueios regionais Remoção cirúrgica • Excesso de inflamação Curetagem: • Abre a muralha do casco, mais distal ao abcesso (drena), abre a pele na região acometida, abre um flap e faz a curetagem • Cicatrização por 2ª intenção • Faz um trajeto de drenagem, por isso abre mais distal, normalmente o conteúdo é purulento. Prognóstico: • Depende da extensão da lesão e de estruturas acometidas, no processo degenerativo. Afecções podais que levam a queda de produção. • Queda índices reprodutivos, lactação, descarte prematuro • Prejuízos econômicos Podopatias são processos dolorosos • Origem exógena – traumas, objetos perfurantes, piso mal-feito, evolução infecção interdigital (flegmão) • Origem endógena – mastite, metrite, que pode evoluir e se alojar em estrutura articular, sinovial Principal fato é ambiental – predispõe • Pedras, lama, falta de cama, limpeza Principais patologias: • Úlceras de sola • Abcessos subsolares • Dermatites interdigitais • Dermatite digital papilomatosa – parecido com a Dermovilite exsudativa • Flegmão • Fraturas de falange • Artrites sépticas • Osteomielites • Laminite Condições infecciosas e degenerativas que levam a uma solução de continuidade do casco e abre portas para infecções que vão ascender para estruturas mais proximais • Retirar antes de chegar no boleto • Próximo da 3ª falange e processo infeccioso invadindo, tem que amputar • Equinos normalmente faz eutanásia, visto que só tem um dedo. Sinais clínicos: • Feridas ulceradas • Edema • Fístulas • Exposição de tecido nobre o Tendões, ligamentos, bainhas tendíneas, articulação • Claudicação grau 4 • Febre, anorexia, emagrecimento o Queda de produção Indicações de amputação: • Inflamações graves • Osteomielite • Formação de abcesso – drenado com fistulas • Artrite infecciosa • Fraturas falangeanas • Rotação de falanges Contraindicações:• Sepse das articulações do boleto • Envolvimento de ambos os dedos • Animais muito pesados Amputação de dígito em bovinos: Pré-operatório: • Extensão da lesão – exames de imagem • Hemograma e bioquímico o Em casos de abcessos drenando, vai ter leucocitose com neutrofilia • Antibioticoterapia o Processos sépticos digitais o Iniciado antes do procedimento cirúrgico • Antiinflamatório Preparação: • Jejum • Decúbito lateral: dígito para cima • Sedação • Tricotomia, limpeza • Proteger o dígito com luva • Antissepsia, torniquete (para fazer uma perfusão regional com antibiótico) Técnica anestésica: • Geral • Bloqueio regional – mais utilizado o Técnica de Bier, bloqueio dos nervos digitais (mais proximal) - perineural • Bloqueio local Técnica cirúrgica: Incisão da pele ao longo da pele na superfície abaxial e axial, dos dois lados, próximo a coroa, faz a divulsão da pele, eleva o flap cutâneo para poder fazer o corte mais proximal, na altura da 2ª falange, cortando ela ao meio ou no terço mais proximal, corta o osso, incisão longitudinal para poder abrir o flap, divusiona o mais proximal possível, sutura o máximo de pele que conseguir (aproxima as bordas para poder cicatrizar mais rápido). • Suturas em padrão de U deitado – pode captonar, utiliza fio 6-0 (pelo menos) • Pode deixar aberto o Faz a secção, hemostasia com termocautério e os curativos o Curativos- até cicatrizar (trocar a cada 3 dias), o máximo que conseguir, pelo menos uma vez por semana Pós- operatório: • Pomada cicatrizante • Impermeabilizar o máximo do curativo • Bandagem • Antibioticoterapia • Antinflamatório – cuidado com úlcera de abomaso Profilaxia: • Casqueamento de rotina • Pedilúvios secos, caixa com calcário (pH eleva), tende a diminuir os problemas infecciosos podais. • Manejo de ambiente Desmotomia: secção do ligamento Tenotomia: Secção do tendão Fixação dorsal da patela: • Desmotomia do ligamento patelar medial • Bovinos ou equinos Laminite/síndrome do navicular em equinos • Desmotomia do Check inferior do tendão flexor digital profundo ou tenotomia do tendão flexor digital profundo Contraturas de tendões flexores digitais: • Secção dos tendões – radial Harpejamento em equinos • Origem neurodegenerativa • Problema no músculo extensor digital lateral • Miotenotomia- retira um pedaço pequeno do músculo e um pedaço grande do tendão Paresia espástica bovinos: • Neurotomia do ramo do nervo tibial (inerva uma parte do músculo gastrocnêmio) • Tenotomia dos tendões do gastrocnêmio Causa frequente de claudicação em bovinos e equinos. Tem uma hiperextensão de um ou ambos os membros pélvicos, resultante do aprisionamento temporário ou permanente da patela na tróclea medial do fêmur. Caracterizada pela incapacidade da patela em se deslocar da área proximal da tróclea medial do fêmur. Quando a patela é incapaz de flexionar a articulação de joelhos. Equinos: • Jovens e pôneis Tenotomia/ ectomias e desmotomias: Fixação dorsal da patela: • Frequentemente é bilateral e pode afetar mais um membro que o outro • Provável alteração congênita • Predispõe a luxação coxofemoral • Animal que perdeu score corporal • Éguas com alteração hormonal – periparto (estrógenos tem a condição de deixar os tecidos mais frouxos) Bovinos: • 0,27% a 1% de prevalência • Acomete mais fêmeas • Acima de 3 anos- pico de produção leiteira Etiologia: • Animais com membros pélvicos excepcionalmente retos o Angulação femorotibial – aproximadamente 135° (maioria dos equinos – problema de ângulo 143° e 145° • Ligamento patelar medial se torna longo o suficiente para alcançar a crista troclear medial o Perda do tônus do quadríceps femoral o Hiperextensão traumática do membro pélvico o Uma vez ocorrido tem um estiramento e a recorrência é comum, visto que a estrutura passa a ser muito mais estressada que o normal Dentre outros fatores tem-se: • Trauma durante a hiperextensão do membro • Debilidade e pouco condicionamento físico • Casos de perda rápida de massa e tônus muscular o Animais que estavam em trabalho e foram submetidos a descanso prolongado, permitindo assim, uma maior área de movimentação da patela • Fêmeas pré-parto ou pós-parto – devido a questões hormonais. Sinais clínicos: • Membro pélvico estendido • Incapacidade de flexionar joelho e tarso o Arrasta pinça • Claudicação dos demais membros, devido ao excesso de força para compensar o membro que sofre com a fixação patelar • Emagrecimento • Queda de produção Tratamento: Conservativo: • Condicionamento controlado para aumentar a força e tônus muscular, que fortalece o ligamento, mas uma vez que ocorreu, a estrutura já começou a ser estirada, então pode ter recidivas. Cirúrgico: Desmotomia patelar medial: • Induz espessamento sobre a extensão do ligamento após a cicatrização • Animal sedado, pode ser feito em pé ou decúbito lateral com membro estendido • Com o animal em estação é mais fácil achar o ligamento • Bloqueio local da região do ligamento patelar medial com lidocaína • Faz uma incisão de pele, palpando a tuberosidade da tíbia, com os dedos consegue identificar os ligamentos, identifica o ligamento patelar medial, faz uma incisão próxima a ele, lateraliza a uns 2cm, faz uma incisão pequena 3 a 4 cm, entra com uma pinça hemostática por baixo do ligamento, expõe o ligamento na incisão e faz a secção com o bisturi • Faz a sutura de pele • Devem ser reabilitados com cuidado para evitar sérias complicações na patela – fragmentação da patela distal. Pós-operatório: • Animal em espaço reduzido com exercícios controlados por 90 dias • Programa de condicionamento corporal conservador • Espaço reduzido pelo menos 3 semanas Prognóstico: • Bom para animais que respondem a um programa de condicionamento. • Deve ser mantido sempre em forma, pois a fixação pode retornar se o tônus do quadríceps cai abaixo de um certo limite Processo inflamatório das lâminas do casco: • As lâminas do casco que unem a 3ª falange presa no teto do estojo córneo, se fragilizam e todo peso da coluna óssea, empurra e promove um afundamento da estrutura, com essa força da coluna óssea empurrando para baixo e o tendão flexor digital profundo se inserindo, faz com que tenha rotação de 3ª falange (fase crônica) • Desenvolvimento: é o que precede a laminite – retenção de placenta, cólica • Fase aguda • Fase crônica Diagnóstico: Teoria vascular: Laminite/Pododermatite Asséptica Difusa: • Disfunção da vascularização digital Teoria tóxico/metabólica • Ação faz endotoxinas direta nas células das lâminas epidérmicas • São as mais comuns, que dá condições para condição vascular e enzimática Teoria enzimática • Produção excessiva de metaloproteinases Aspectos radiográficos: • Perda de paralelismo casco/margem dorsal da falange distal • Linha Radioluscente entre lâmina dermal e epidermal • Síndrome do “afundamento” (casos graves) – traça uma linha na coroa do casco e outra na apófise dorsal do casco, pode ter até a perfuração da sola pela 3ª falange • Reabsorção óssea de 3ª falange Complicações: • Retenção de placenta em éguas • Cólica Sinais clínicos: • Claudicação: o Membros torácicos, bilateral – acomete os 4 membros, mas a maior parte do peso está na frente, por isso é mais comum jogar o peso para o membro pélvico o Troca constante de apoio ao decúbito o Posição de defesa dos membros afetados • Aumento da intensidade de pulso das artérias digitais palmares/plantares • Elevação da temperatura do casco Laminite crônica: deformação do casco e claudicação Tratamento: Fase de desenvolvimento:• Identificar o fator predisponente e prevenir- animal com cólica, com retenção de placenta- tratar para evitar uma endotoxicemia Fase aguda • Direcionar a enfermidade para fase subaguda • Dura de 48 a 72h • Utilizar gelo nesse início, o máximo que puder deixar • Antitoxêmicos: plasma hiper-imune anti-toxina • Antirradicais livres: DMSO AINES: Flunixim meglumine Vasodilatadores: acepromazina, isoxsuprine o Não são recomendados na fase de desenvolvimento (onde ainda não há lesão das lâminas). Fase subaguda • Proteção do dígito • Fazer com que a angulação dos talões aumente para diminuir a pressão do tendão flexor digital profundo Fase crônica • Estabilizar a falange distal 3° • Ferrageamento terapêutico Cirúrgico • Tenotomia do Tendão Flexor digital profundo • No terço médio da região de metacarpo, na face lateral faz uma incisão de pele, identifica a bainha tendíneas, abre, identifica o tendão e secciona, sutura a bainha (fio absorvível) e a pele com mononylon • Pode ser feito com o animal sedado, bloqueio local • Pode ser feito com o animal em estação Crioterapia: • 0,5 a 1,7°C por 48h • Inibe a produção e ativação de met Pós-operatório: • Bandagem compressiva 8-12 semanas • Restrições de movimento • Ferrageamento → Angulação de talão com suporte ranilha e diminuição ponto de quebra da pinça o Uso de gabapentina ad eternum – tratamento de dor crônica. O aparato podotroclear é composto pelo osso navicular, 2ª e 3ª falange, articulação interfalangica distal e flexor distal profundo. O que leva a inflamação são situações que levam ao estresse dessas estruturas. Enfermidade ou síndrome do navicular, está relacionado com o sesamoide distal e é responsável por 1/3 das claudicações do membro torácico. As estruturas envolvidas e tudo que está em volta, podem inflamar, então é comum apresentar: • Tendinite e aderências • Bursite e podotroclear – entre o navicular e o tendão flexor digital profundo • Remodelamento ósseo, de acordo com a degeneração. o Erosão o Dilatação dos canalículos vasculares o Canais subcondrais (lollipops) o Desmineralização o Metaplasia óssea o Esclerose óssea Causas: • Alterações circulatórias o Tromboplastina e fatores de agregação plaquetária o Trombose e isquemia • Alterações degenerativas (mais aceitável) • Biomecânicas (mais aceitável) – contínua pressão e fricção do tendão na superfície do osso navicular, associado com um animal pesado. Sinais clínicos: • Claudicação intermitente de apoio • Claudicação crônica • Maior frequência bilateral – em graus diferentes • Apoio cuidadoso • Dor na palpação local • Associação/diferenciais o Encastelamento: animal poupa o membro acometido e ver o casco com talão alto. Diagnóstico: • Sinais clínicos • Exame de claudicação • Bloqueio anestésico positivo o Bloqueia a região palmar e o animal diminui a claudicação • Teste de rampa: coloca o animal em rampa e estresse a estrutura o Exacerba a claudicação • Radiografia/Ultrassom o Alterações no padrão de radiopacidade o Técnica através da ranilha consegue escanear e observar alterações na superfície óssea. Tratamento: Conservativo: Redução da dor: • AINES • Repouso • Ferrageamento -ferraduras fechadas protegendo ranilha, palmilhas • Infiltração na Bursa (corticoides) Agentes reológicos, vasodilatadores e antitrombócitos- só no início da enfermidade. Cirúrgico: Desmotomia do ligamento suspensor do navicular • Indicado – entesopatia da inserção LSN, quando o processo degenerativo evoluiu e acomete os ligamentos suspensores do osso navicular. Tem que tomar cuidado, pois nessa estrutura passa artéria, nervos, veias • Incisão de pele 2-3cm acima da coroa do casco, em cima da 2ª falange, divulsiona as estruturas do plexo, identifica o ligamento, faz a secção e sutura a pele. A desmotomia do ligamento acessório do tendão flexor digital profundo ou Check inferior é o mais utilizado • Check inferior- diminui a pressão no navicular e não desestabiliza o aparato podotroclear como um todo Podotrocleose: Neurectomia do nervo digital palmar: • Retirada de um fragmento • Radical • Pode ter complicações graves – ex: se pisar em um prego não sente dor e pode instalar uma osteomielite • Neuroma doloroso- calo nervoso, dói mais que o processo degenerativo que estava causando dor inicial. Essa técnica diminui a formação de neuroma, na região de boleto/quartela, faz uma incisão de pele em cima do plexo (nervo, artéria e veia digital palmar), identifica o nervo, isola ele e secciona/tira um pedaço de 1 cm mais ou menos. Para diminuir a formação do neuroma doloroso, faz uma neurorrafia, onde no coto proximal é evertido e abre uma janela no epineuro sepultando a ponta e sutura, porque o estímulo é proximal. Então o nervo cicatriza nele mesmo. Neurorrafia término-lateral em alça Prognóstico: • Depende da condição degenerativa das estruturas Sequela de tendinites crônicas, o ligamento anular está na região de boleto e é uma área que é atingida por contusões de boleto, feridas incisas: • Espessamento e aumento de líquido sinovial da bainha tendíneas → Encurtamento do ligamento → Aderências tendíneas • Levando a uma desmite, processos degenerativos da estrutura • O local fica edemaciado devido a constrição do ligamento anular o Processo inflamatório das bainhas tendíneas dessas estruturas mais proximais Sinais clínicos: • Espessamento do ligamento anular • Formação de cinta constritora na região palmar do boleto • Claudicação crônica com episódios agudos Diagnóstico: • Episódios de claudicação • Ultrassonografia • Ligamento com mais de 5mm de espessura Tratamento: Conservador: • 5 a 8 mm de espessura • Gelo, liga, descanso antinflamatório- as vezes pode regredir Cirúrgico: • Maior que 8 mm de espessura- crônico • Desmotomia do ligamento anular palmar • Na região palmar faz uma incisão pequena proximal ao boleto, entra com uma pinça/tesoura fechada, isola o ligamento e faz a secção. Pode ser feito as escuras. Constrição do ligamento anular: Hiperflexão involuntária do membro na fase de elevação do passo Classico → unilateral: • Casos isolados • Origem idiopática, traumas – leva a inflamação nervosa dessa musculatura • Inflamação neuromuscular – músculo extensor digital lateral Australiano → bilateral: • Surtos • Associado a plantas tóxicas- Hypochaeris radicata • Axonopatia periférica- atrofia muscular do extensor digital longo e lateral. • É o mais comum Miotenectomia extensor digital lateral: • Identifica o músculo, 2-3 cm acima da inserção do tendão, faz a miotomia, abaixo do tarso identifica o tendão do músculo, faz a tenectomia e retira fora. Só um ou outro não é suficiente • Pós-operatório: bandagem, curativos, antibióticos profiláticos, repouso de 2-3 semanas, antinflamatório por 5 dias Contração espástica do músculo gastrocnêmio: • Carater hereditário • 1 a 2 anos de idade • Hiperreatividade miotática – sem dor, sem sinais inflamatórios • Diferencial fixação de patela – flexão forçada do membro → fácil Neurectomia consiste em proximal a região caudal da musculatura entre o quadríceps femoral e o músculo semitendíneo, abre uma janela, cuidadosamente divulsiona e encontra os ramos do nervo ciático ou semitendinoso ou tibial que inervam o gastrocnêmio. Precisa testar qual o nervo que está inervando, utilizando um estímulo elétrico, para dar um choque e ter certeza de qual ramo precisa fazer a neurectomia, o animal contrai o gastrocnêmio. • Se não identificar pode optar pela tenotomia do tendão do gastrocnêmio, próximo ao jarrete, na face latero-caudal com umaincisão de pele, identifica os tendões do músculo, traciona, confere e faz a secção Deformidades angulares: desvio no eixe da coluna óssea, acomete animais jovens, onde a linha de crescimento se direciona medial ou lateral – observar o animal de frente • Valgus: quando o crescimento da coluna óssea é lateral • Varus: quando o crescimento da coluna óssea é medial • Ambos (Windswespt), um membro é valgus e outro é varus, mais comum na articulação do tarso. Flexurais: • Tendões o Contraturas e relaxamento- observar o animal de perfil Conformação X desvio: Os desvios fogem da conformação normal do animal • Possui graus • Carpo e metacarpo falangeana mais acometidos no membro torácico • Tarso e metatarso falangeana no membro pélvico Harpejamento em equinos: Paresia espática bovinos: Deformidades flexurais e angulares: Membros torácicos – desvios angulares • A – grau 1,2 e 3 da articulação metacarpo falangeana, do boleto – valgus • B – desvio de carpo – valgus • C verde – graus de contratura da região metacarpo falangeana (grau 3 – o boleto ultrapassa a pinça do casco) • C vermelho – relaxamentos dos tendões, hiperextensão o boleto abaixo • D – contratura cárpica Etiopatogenia das deformidades: Congenitas: problema na vida uterina • Agentes teratogênicos – drogas que a mãe teve contato • Nutricional – desequilíbrio nutricional • Hereditário • Hipotireoidismo • Mal posicionamento uterino Adquiridas: entorta conforme ele cresce • Nutricional – hiper alimentados com excesso de proteínas, excesso de energia, linhagens de crescimento rápido • Manejo • Afecções – ex: doenças que leve o animal a sentir dor, então poupa um membro e sobrecarrega o outro. Existem inter-relações desses fatores, como flacidez, parto gemelar, instabilidade articular, desequilíbrio de minerais (cálcio e fósforo), excesso de exercício, entre outros. Técnicas de correção: Deformidade flexural • Tala e bandagem (proteger) • Fisioterapia • Relaxamento de tendão não é indicado tala – necessita ter uma ativação do grupo muscular para tonifica-los, a tala imobiliza as articulações e a flacidez piora • Pode utilizar extensores de talão – ferraduras coladas no casco. Diagnóstico: • Clínico • Deformidades angulares o Acompanhamento radiográfico para medir os ângulos da coluna óssea o 10 a 11° de desvio – modificar o manejo, técnicas de ferrageamento o > 12° taxa de sucesso diminui, tratamento cirúrgico Contraturas: • Deformidade flexora: incapacidade para estender um membro completamento Tratamento cirúrgico: • Casos severos – contratura de grau 2 ou 3 • Não responsivos ao tratamento conservativo Tratamento cirúrgico de deformidade flexora interfalângica distal • Tenotomia do TFDP grau 3 – libera de 2 a 3 cm de tensão, apoia a pinça • Desmotomia do ligamento acessório (check inferior) do TFDP grau 2 – libera a tensão no profundo • Tenotomia do TFDP na região da quartela – liberação grande de 10-12cm, vai ter uma instabilidade do aparato podotroclear/articulação interfalangica distal (subluxação – degeneração articular). Deformidade flexora metacarpofalangeana/metatarsofalangeana: Deformidades flexurais: • Flexor digital superficial – tenotomia, desmotomia acessório do TFDS • Incisão de 4-5cm • Grau 3: boleto pode passar cranial a pinça, animal emboletando, apoiando com a articulação do boleto. Patogenia: Multifatorial: • Congênito – placa epifisária que nas primeiras semanas de vida está em crescimento • Essas placas em animais com 2-3 meses começam a se fundir até que cesse o crescimento • Desvio da coluna óssea olhando o animal de frente Tratamento cirúrgico: • Acelerar o crescimento • Frear o crescimento do lado aumentado • Restrição de movimento, casqueamento corretivo, tratar as contraturas • > 12° indicação cirúrgica Transecção do periósteo: • Precocidade na intervenção • Incisão de pele, divulsão do subcutâneo, afasta os músculos extensores, incisa o periósteo longitudinal e transversal e vai ser elevado, fazendo com que a irritação causada leve as células do lado que está crescendo menos acelerar seu desenvolvimento • Em desvios mais “fortes” é necessário associar com parafusos, placas, grampos – animal em estação Restrição do crescimento fisário: • Utilização de placas, grampos • Cuidado em acompanhar semanalmente com radiografias e medir o ângulo, quando estiver próximo ou corrigido, retire para não entortar para o outro lado. Deformidades angulares