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Questões de Avaliação Nutrição Idosos - Ana Carolina Fernandes Ribeiro
1. A população idosa vem crescendo mundialmente, e a avaliação do estado
nutricional permite a identificação de idosos em risco nutricional. A medida que é
considerada melhor e mais sensível, para avaliar a massa muscular nessa população,
é a
(A) área muscular do braço
(B) bioimpedância elétrica
(C) circunferência do braço
(D) circunferência da panturrilha
(E) circunferência muscular do braço.
3. A avaliação nutricional do idoso deve levar em consideração a perda de peso
recente. É considerada uma perda de peso significativa quando essa perda de peso
for
A) maior que 2%, em uma semana. (grave)
B) de 5% em um mês.
C) maior que 7,5% em 3 meses. (grave)
D) de 10% em 4 meses. (grave)
E) maior que 5% em 6 meses.
4. O baixo peso ou desnutrição é identificado em idosos, a partir do seguinte ponto
de corte do Índice de Massa Corpórea:
(A) IMC menor que 20,0 kg/m2 .
(B) IMC menor que 22,0 kg/m2 .
(C) IMC menor que 19,0 kg/m2 .
(D) IMC menor que 18.5 kg/m2 .
5. A Mini Avaliação Nutricional – MAN - é um instrumento de avaliação nutricional,
desenvolvido por pesquisadores com o objetivo de identificar idosos com
desnutrição e com risco de desnutrição e aqueles que podem se beneficiar com
intervenção precoce. A MAN reduzida diminui o número de questões e de medidas
utilizadas. A MAN reduzida necessita das seguintes medidas antropométricas:
A) peso, altura e perímetro braquial.
B) peso, altura e circunferência da cintura.
C) peso, altura e perímetro da panturrilha.
D) peso, altura e perímetro do pescoço.
E) peso, altura e perda de peso nos últimos três meses.
6. O uso da antropometria na avaliação nutricional de idosos deve considerar as
mudanças próprias do envelhecimento. Quais das medidas abaixo são mais
indicadas para aferição da estatura e da depleção de massa corporal magra em
idosos?
A. Envergadura e dobra cutânea tricipital.
B. Hemienvergadura e circunferência muscular do braço.
C. Altura do joelho e área muscular do braço corrigida.
D. Altura do joelho e circunferência da panturrilha.
E. Hemienvergadura e circunferência do braço. X
7.Com o processo de envelhecimento, a composição corporal se altera, e ocorre
redistribuição do tecido adiposo. Quais os ponto de corte de IMC que identificam
magreza, eutrofia e excesso de peso no idoso, de acordo com a classificação de
Lipschitz?
Magreza: IMC < 22
Eutrofia: IMC = 22 - 27
Excesso: IMC > 27
8. Quais as mudanças que ocorrem na composição corporal com o envelhecimento?
Quais as limitações da avaliação antropométrica nos idosos?
Redução da massa muscular e água total, aumento da massa gorda e gordura intra
abdominal, com concentração no trono;
Com o envelhecimento, há alterações na elasticidade, compressibilidade da pele e
hidratação, modificando o tecido subcutâneo e conectivo, alterando as medidas de dobra e
perímetro, além disso, há casos onde não se é possível aferir estatura e peso, sendo
preciso estimá-los. Não existe instrumento e protocolo preciso para avaliar o idoso;
9. Defina Mini Avaliação Nutricional, mostre seu objetivo e explique o passo a passo
de sua execução.
É uma escala simples e de fácil uso para avaliar a população geriárica. Objetiva identificar a
desnutrição, antes da perda de peso e da redução de proteínas séricas. Usa peso, altura e
peso perdido nos últimos 3 meses.
10. De acordo com as mudanças que ocorrem com o envelhecimento, assinale V para
verdadeiro e F para falso. Nas questões assinaladas como falsas, reescreva
tornando-as verdadeiras
F(?) A CMB é a medida antropométrica mais sensível para avaliar a massa muscular em
idosos. CP
F() Dentre os principais fatores de risco para a úlcera de pressão temos a alimentação
deficiente em micronutrientes, tais como ferro e zinco.
F() A disfagia que é a perda de sensibilidade ao paladar é um importante fator de risco para
a desnutrição em idosos
F() A OMS sugere a utilização da classificação de Lipschitz na avaliação do IMC no idoso
*Ministério da Saúde, quer IMC mais elevado (com maiores pontos de corte) para prevenir
contra quedas, reserva energética;
11. Explique porque nosso Ministério da Saúde adota a classificação de Lipschitz na
avaliação do IMC do idoso e justifique porque alguns pesquisadores não aceitam
essa classificação
Pois, o MS não quer lidar com idosos frágeis, sendo possível dar o diagnóstico de baixo
peso mais precocemente, assim, acredita-se que caso o idoso entre em um quadro
patológico, possa usar as reservas energéticas, evitando ainda mais o agravamento da
situação. Vale ressaltar que a cada caso clínico específico, deve e pode se adotar um
parâmetro específico que seja melhor para a realidade do paciente
12. Quais as causas da perda óssea que ocorre no processo do envelhecimento?
A baixa de estrogênio na menopausa, carência de vit. D e pouca exposição ao sol, fatores
genéticos, redução intestinal da absorção de cálcio, estilo de vida.
13. Defina sarcopenia e fale sobre suas consequências no paciente idoso.
Perda de massa magra, força muscular e função musculoesquelética. Há redução da
autonomia e risco de acidentes, perda de equilíbrio e redução da qualidade de vida.
14. Quais as limitações do uso da antropometria na avaliação nutricional do idoso?
Com o envelhecimento, há alterações na elasticidade, compressibilidade da pele e
hidratação, modificando o tecido subcutâneo e conectivo, alterando as medidas de dobra e
perímetro, além disso, há casos onde não se é possível aferir estatura e peso, sendo
preciso estimá-los. Não existe instrumento e protocolo preciso para avaliar o idoso;
15. Por que a estatura no idoso é uma medida difícil de ser mensurada? Quais os
métodos alternativos?
Cifose, falta de equilíbrio, arqueamento dos membros inferiores e do arco plantar,
envergadura da coluna. Altura do joelho, hemienvergadura.
16. Defina osteopenia e osteoporose e responda: o que se pode fazer em termos de
nutrição com o objetivo de prevenir a osteoporose?
Osteopenia é a redução da densidade óssea em até 30%, enquanto que osteoporose é a
redução da densidade óssea a mais de 30%. Redução de peso e incentivo ao exercício
físico.
17. Segundo a OMS (1995), qual a medida antropométrica mais sensível para avaliar a
massa muscular dos idosos? Qual seu ponto de corte?
É a circunferência da panturrilha, que tem os pontos de corte de <34 e <33,
respectivamente, para homens e mulheres.
De acordo com o caso relatado abaixo, responda às questões de 1 a 10
J.C.S; sexo feminino, 73 anos, viúva com 4 filhos, mora sozinha. Apresenta HAS,
osteoporose e artrose. Medicação diária: Aradois H (losartana potássica 50mg +
hidroclorotiazida 12,5mg); Vitamina D 5,0 mcg; cálcio 600mg associado com vitamina
D 400 UI; em uso mensal de ibandronato de sódio 150mg. Entrou na menopausa com
53 anos. Quanto a história familiar, o pai faleceu com 50 anos com IAM era diabético e
hipertenso. Mãe faleceu aos 64 anos com AVC isquêmico. A paciente apresenta-se
ativa, sem dependência para as atividades diárias. No entanto, refere falta de apetite
há alguns meses o que segundo ela é a causa da perda de peso (3Kg nos últimos 3
meses). Veio a consulta sozinha. Relata fazer uso de prótese dentária total, bem
ajustada, mas relata ter dificuldade de segurar os talheres por conta da artrose.
PA atual = 130/85 mmHg; Controlada
Estatura = 150,5cm;
peso atual = 42,0 Kg;
peso habitual = 45,5Kg.
Exames: CT = 184 mg/dL dentro do normal: < 200; TG=51mg/dL; GJ= 102mg/dL pré
diabética; Hb=13,1 mg/dL sem anemia; albumina=3,0 g/dL baixa/limítrofe. Outros dados
antropométricos: CB=21,0cm; PCT=13,2 mm; Circunferência Abdominal=69,9 cm.
1. Quais os fatores de risco para desnutrição que podem ser identificados na
paciente?
Mora sozinha, hipertensão (dieta restrita em Na - fator de risco), observar nível
sócio-econômico
2. A que conclusões se pode chegar ao se analisar o seu histórico familiar?
Histórico familiar pesado para doenças cardiovasculares, apresentando alto risco para
eventos cardiovasculares
5. Comente sobre a avaliação laboratorialapresentada.
Perfil lipídico dentro da normalidade, sem anemia, albumina baixa - desnutrição leve,
glicemia em valores pré-diabéticos.
6. Qual o peso ideal que você estimaria para essa paciente?
24,9 X 2,25 = 56,02
perda ponderal grave (perguntar a joão)
7. Qual o valor do IMC e CMB?
IMC atual: 42 / 2,25 = 18,66 (alerta para magreza - OMS, e baixo peso - lipschitz)
CMB = 21 - (3,14 x 13,2 / 10) = 16,85
8. Quais os padrões de referência indicados para a avaliação dos parâmetros
antropométricos para esse caso?
9. Em quais percentuais de adequação encontram-se: CB, PCT e CMB?
CB: 100 - 30,9
X - 21
X = 67,96% (desnutrição grave)
PCT: 100 - 26
Y - 13,2
Y = 50,76% (desnutrição grave)
CMB: 100 - 22,5
Z - 16,85
Z = 74,88% (Desnutrição moderada)
10. Qual o diagnóstico antropométrico final?
Idosa em condição de desnutrição grave
INDICADORES LABORATORIAIS
1. No que se refere a avaliação do estado nutricional de grupos populacionais cite as
vantagens e desvantagens dos indicadores bioquímicos
Os indicadores bioquímicos permitem que haja diagnóstico precoce de distúrbios
nutricionais e indicam vários estágios desses distúrbios, porém possuem custo elevado, tem
baixa aceitação, dificuldades operacionais e são muito influenciados por fatores não
nutricionais
2. No que se refere aos indicadores laboratoriais , assinale “V” para verdadeiro e “F”
para falso
(V) Leucograma é a parte do hemograma que pesquisa as alterações nas séries
leucocitárias
(F) A hemoglobina é um excelente indicador do estado nutricional de ferro do organismo
(V) Leucocitose significa um número de leucócitos acima dos limites de referência
(F) Em um leucograma, desvio a esquerda significa um número de plaquetas acima do
esperado
3. De acordo com o tamanho e o conteúdo de hemoglobina dos eritrócitos, como a
anemia ferropriva pode ser pode ser classificada
Microcítica e hipocrômica
Anemia fisiológica da gestação: normocíticas e normocrômica
4. Uma vez que seus níveis séricos são influenciados por fatores não nutricionais,
como o estado de hidratação, a albumina não pode ser utilizada como indicador de
risco nutricional. Comente essa frase, ela é verdadeira ou falsa?
FALSO, usa, mas não é um bom indicador
Albumina é uma ptn negativa de fase aguda, logo, não é essencial na defesa do organismo,
assim, cai quando há inflamação, enquanto PCR (marcador de inflamação) aumenta;
Assim, em PCR normal a albúmina pode cair por déficit nutricional
5. Níveis reduzidos de ferritina sérica indicam diminuição das reservas de ferro, mesmo
em situações em que o hemograma esteja normal?
Sim, o 1° estágio da deficiência de Fe é a queda da ferritina sérica e o hemograma continua
normal. Hemograma só se altera nos estágios finais da deficiência.
6. A Anemia Ferropriva caracteriza-se por apresentar:
a) Microcitose; hipocromia; RDW elevado; baixa saturação de transferrina; capacidade total
de ligação com ferro elevada, ferritina elevada não;
b) Microcitose; hipocromia; RDW baixo não, baixa saturação de transferrina; capacidade
total de ligação com ferro diminuída não, ferritina baixa;
c) Microcitose; hipocromia; RDW baixo, elevada saturação de transferrina não; capacidade
total de ligação com ferro diminuída não, ferritina baixa;
d) Microcitose; hipocromia; RDW elevado, elevada saturação de transferrina não;
capacidade total de ligação com ferro diminuída não, ferritina baixa;
e) N.R.A.
microcítica, hipocrômica; aumenta a capacidade de ligação com Fe, saturação baixa.
RDW: variação no formato e tamanho da hemácia - alto
7. A avaliação laboratorial é um processo rigorosamente controlado. O hemograma
completo fornece a contagem das células sanguíneas, a descrição dos glóbulos
vermelhos e a contagem diferencial dos glóbulos brancos. É correto afirmar que o
volume corpuscular médio está:
A. reduzido (macrocítica) na presença de deficiência de folato;
B. elevado (microcítica) na presença de deficiência de folato;
C. reduzido (microcítica) na presença de deficiência de vitamina B12;
D. elevado (macrocítica) na presença de deficiência de vitamina B12;
E. elevado (macrocítica) na presença de deficiência de ferro.
8. Na avaliação laboratorial de pacientes com diagnóstico de anemia ferropriva, são
encontrados valores de ferritina
A. Reduzida e transferrina aumentada.
B. Aumentada e transferrina reduzida.
C. Aumentada e transferrina aumentada.
D. Reduzida e transferrina reduzida.
E. Normal e transferrina reduzida.
9. Sobre os indicadores bioquímicos do estado nutricional, assinale a afirmativa
INCORRETA.
A. A deficiência de ferro pode ser diagnosticada pelo nível plasmático de ferro e transferrina.
B. A proteína c reativa é considerada como um marcador de inflamação.
C. O nível plasmático de albumina encontra-se aumentado em resposta à doença
inflamatória.
D. O elevado nível plasmático de ferritina pode estar refletindo uma condição inflamatória.
10. A solicitação de exames laboratoriais é uma das competências do nutricionista.
Considerando-se uma abordagem nutricional completa, os exames laboratoriais fazem
parte de parâmetros que direcionam o nutricionista na avaliação do estado nutricional
do paciente.
Com base no exposto, Marque V ou F nas alternativas a seguir:
(V) Uma vez que seus níveis séricos são influenciados por fatores não nutricionais, como o
estado de hidratação, a albumina não é considerada um bom indicador do estado nutricional
(V) Os valores aumentados de HDL-colesterol e de triglicerídios representam diagnóstico de
alteração no perfil lipídico.
(F) Níveis elevados de ferritina sérica indicam excesso de reserva de ferro, mesmo em
situações de situação inflamatória.
(V) As anemias macrocíticas incluem a anemia megaloblástica (ou por deficiência de folato)
e a anemia perniciosa (ou por deficiência de vitamina B12).
11. Para realização da avaliação nutricional, além da semiologia nutricional,
compreendida por história clínica, exame físico e antropometria, são necessários
também exames bioquímicos. Acerca da albumina, assinale a opção correta.
A. Em situação clínica de inflamação grave, o nível de albumina sérica é baixo, devido
exclusivamente à desnutrição protéico calórica.
B. Albumina, um indicador de destaque, é o mais importante para avaliação do estado
nutricional, além de ser o mais utilizado na prática clínica diária.
C. O nível de albumina sérica correlaciona-se com o tempo de internação, pois o nível alto
indica longa permanência hospitalar.
D. É imprescindível a reposição de albumina em pacientes com inflamação, pois a
reposição e o adequado nível sérico amenizam o estado inflamatório e reduzem o tempo de
internação.
E. A utilização da albumina como indicador nutricional é limitada a situações de inflamação,
trauma, malignidade e aumento da síntese de proteínas de fase aguda.
12. Responda: Por que o nível de albumina sérica se constitui em um indicador pouco
sensível do estado nutricional?
Albumina é uma ptn negativa de fase aguda, logo, não é essencial na defesa do organismo,
assim, cai quando há inflamação, causando excreção anormal de proteínas na urina e
catabolismo induzido por estresse.
13. Defina proteína negativa de fase aguda e cite alguns exemplos
São aquelas que não são requisitadas em situações de inflamações ou infecções, tendo
seus níveis diminuídos nessas condições para aumentar a síntese das proteínas positivas
de fase aguda as quais irão defender o organismo. São elas, albumina, pré-albumina,
proteína carreadora de retinol e transferrina.
14. Em um leucograma o que significa “desvio à esquerda"?
É o aumento da liberação de neutrófilos imaturos, quando as infecções se tornam
complicadas para o organismo.
15. Defina leucocitose e leucopenia
Leucocitose apresenta leucócitos acima do limite de referecia; leucopenia, abaixo do limite
de referência;
16. Que parâmetros laboratoriais são mais fáceis de achar em um prontuário de um
paciente hospitalizado e que por esse motivo são úteis no processo de avaliação
nutricional?
17. De acordo com o tamanho e o conteúdo de hemoglobina dos eritrócitos, como a anemia
ferroprivapode ser pode ser classificada
microcítica (eritrócitos pequenos) e hipocrômica (nível reduzido de Hb circulante).
18. Um jovem de 17 anos de idade foi encaminhado para internação no serviço de
emergência de um hospital, com diagnóstico de crise aguda de doença inflamatória
intestinal (DII). O paciente tem história recente de distensão e dores abdominais, fezes
líquidas e receio de alimentar-se, em função do quadro clínico. O jovem encontra-se
visivelmente emagrecido. O nutricionista responsável prescreveu dieta por via oral, com
característica constipante. Os dados ao lado apresentam os resultados referentes a exames
bioquímicos do paciente cujo quadro clínico está descrito no texto. Com relação às
informações apresentadas, assinale a opção correta.
proteína total 6,2 g/dL (normalidade: 6,4 g/dL a 8,3 g/dL)
albumina 3,0 g/dL (normalidade: 3,5 g/dL a 5,5 g/dL)
leucócitos 13.000/:L (normalidade: 4.500/:L a 11.000/:L)
contagem total de linfócitos 2.000/:L (depleção leve: 1.200/:L a 3.600/:L)
proteína C reativa (PCR) 1,00 mg/L (normalidade: &lt; 0,16 mg/L)
A) A proteína total é um indicador bioquímico sensível do estado nutricional, estando o seu
nível sanguíneo comprometido no paciente, provavelmente devido a baixa ingestão
alimentar e má absorção de nutrientes.
B) A albumina sérica, apesar de ser indicador muito utilizado na prática clínica, se altera na
DII devido a menor síntese realizada pelos enterócitos, sendo, portanto, pouco útil como
parâmetro nutricional do referido paciente.
C) O valor de leucócitos observado deve-se, provavelmente, ao processo inflamatório ativo,
característico da fase aguda da doença, e configura-se como parâmetro que indica
desnutrição aguda do tipo evolutiva.
D) A contagem linfocitária total nesse paciente é indicador impreciso do seu estado
nutricional, pois a mesma deve estar mascarada pelos valores de leucócitos aumentados.
E) O resultado da PCR é compatível com o estado de DII agudizada, sendo que a melhora
desse parâmetro é sugestivo de remissão da fase aguda e de anabolismo do paciente.
19. No que se refere aos indicadores laboratoriais , assinale “V” para verdadeiro e “F” para
falso.
Corrija as questões marcadas como falsas. Reescreva-as corretamente.
(F) Uma das dificuldades para o uso da albumina como marcador do estado nutricional é
que ela se eleva em condições de inflamação por ser uma proteína positiva de fase aguda
É uma proteína negativa, logo, reduz-se;
(F) A anemia ferropriva caracteriza-se por ser macrocítica e hipocrômica
Microcítica
(F ) Na vigência de um processo infeccioso o ferro sérico encontra-se elevado e a ferritina
sérica reduzida
Fe sérico reduz e ferritina aumenta
( V) Uma ferritina sérica elevada pode estar refletindo inflamação ou sobrecarga de ferro.
(V ) Em um paciente com ferritina sérica elevada a dosagem de proteína C reativa (PCR)
pode ajudar no diagnóstico diferencial de sobrecarga de ferro ou inflamação.
20. Sobre os dados laboratoriais do paciente crítico descrito abaixo: Albumina 2,0mg/dL
e Proteína C-reativa 4,0mg/dL. Esses valores estão refletindo o que? Por que a
albumina está tão baixa e a proteína C-reativa tão elevada?
Esses valores indicam que o paciente está passando por um quadro inflamação ou
infeccioso; a PCR está alta, pois o paciente encontra-se em um quadro de inflamação
aguda, já a albumina pode indicar algum grau de desnutrição desse paciente.
GESTANTES
Avalie o estado nutricional das gestantes abaixo, classificando-as quanto ao risco
nutricional
Idade e paridade 25 anos (primípara)
Idade Gestacional 15ª semana 2 T e 1 semana
Altura 1,64m
Peso pré-gestacional 49,8 Kg
Peso Atual 53,9 Kg
Hb e Ht 12 g/dL e 32% HT baixo
VCM e HCM 80 fL e 30 pg microcitose
Glicemia de jejum 80 mg/dL normal
Gestante relata náuseas no final da tarde (em uso de Dramin B6), mas que não interfere
com a ingestão alimentar, relata aumento acentuado do apetite e está com receio de
engordar muito durante a gestação
Idade 35 anos ( 3º filho = gesta 3 para 2)
Idade Gestacional 22ª semana 2°T e 9 semanas
Altura 1,55m
Peso pré-gestacional 69,7 Kg
Peso Atual 77,7 Kg
Hb e Ht 11,5 g/dL e 33%
VCM e HCM 81fL e 32 pg
Glicemia de jejum 125 mg/dL pré-diabética, logo, pode tratá-la como obesa de acordo com
o peso ganho
Gestante relata gravidez anterior, criança com 4,9Kg e história familiar para DM, pai e avó
materna
avaliar o IMC atual e o ganho de peso
IMC pré-gesta: 29 (limite superior de sobrepeso - gestante obesa)
Permite ganhar até 1kg no 1°T
9 x 230g = 2,07 kg
2,07 + 1 = 3kg (poderia ganhar)
peso ganho: 8kg
8.000 / 22 semanas: 363,62 g por semana
ganho de peso permitido é o de obesidade, já que é pré-diabética, usando-se 0,17 e não
0,23 (sobrepeso)
DIAGNÓSTICO: gestante que iniciou a gestação no limiar da obesidade, com ganho de
peso excessivo, poderia ter ganho 3 kg, mas ganhou 8. Recomenda-se o ganho semanal de
170 g
Idade 16 anos (primípara)
Idade Gestacional 13ª semana
Altura 1,61m
Peso pré-gestacional 49,7 Kg
Peso Atual 49,0 Kg
Hb e Ht 11,0 g/dL e 31% no limiar da anemia
VCM e HCM 86 fL e 34 pg
Glicemia de jejum 75 mg/dL normal
Gestante relata náuseas durante todo o dia, com 1 ou 2 vômitos diários. Informa também
falta de apetite e depressão por conta da ocorrência de gravidez indesejada
- Necessidade da idade ginecológica da criança - para ver se tem mais de 2 anos da
idade ginecológica;
Risco de idade cronológica: 14
Perda ponderal não foi significativa (poderia perder até 3)
- Avaliação pelo IMC/idade
IMC pré: 49,7 / 2,59 = 19,18 - limite para baixo peso
Gestante adolescente, precisando saber a idade ginecológica, iniciou a gestação no limiar
do baixo peso. Deve ser orientada para ganho adequado durante a gestação, devendo ser
considerada como baixo peso, logo, indica-se ganhar 440g/semana
Idade 36 anos (1º filho)
Idade Gestacional 28ª semana
Altura 1,55m
Peso pré-gestacional 50,0 Kg
Peso Atual 63,0 Kg
Hb e Ht 10,5g/dL e 30%
VCM e HCM 81fL e 28 pg
Glicemia de jejum 75 mg/dL
Gestante relata ter iniciado sulfato ferroso há cerca de 1 semana e parou o tratamento por
ter ocorrido náuseas,
pirose e diarréia
1) Defina baixo peso e macrossomia fetal
Baixo peso: feto com peso ao nascer < 2500g; macrossomia é o bebe com >4000g ao
nascer.
2) Qual deve ser a periodicidade da consulta de nutrição durante a gestação?
Primeira consulta até a 16ª semana; segunda consulta a 15° a 30° dia após a primeira, a
terceira antes das 28 semanas e a quarta entre 28ª semana e o parto.
3) Como é dividido o período gestacional em trimestres?
1°T: vai até a 13ª semana
2°T: 14ª a 26ª semana
3°T á partir da 27ª semana.
4) Quais as principais características do 1º e 3º trimestre de gestação?
1°T há divisão celular intensa, desenvolvimento da placenta, nauseas e vômitos, aumento
do apetite; No 3ºT, há crescimento acelerado, armazena nutrientes, amadurecimento dos
órgãos, azia, constipação, hemorróidas;
5) Quais as causas da azia, constipação e hemorróidas durante a gestação?
Aumento da pressão do útero no estômago, relaxamento do EEI.
Menor motilidade gástrica, inatividade física, pressão do útero no intestino e menor
ingestão de água e fibras.
Alargamento da veia hemorroidária, crescimento uterino que faz pressão intra abdominal.
6) Qual a importância de se conhecer o peso pré-gestacional?
É importante pois auxilia saber em qual condição a gestante estava antes de engravidar e
detectar o ganho de peso inadequado para a idade gestacional. Possibilita também calcular
o quanto ela deve ganhar em cada trimestre gestacional.
7) O que fazer nos casos em que a mulher desconheça o peso pré-gestacional?
Iniciar a avaliação com os dados da primeira consulta pré natal, mesmo que tenha ocorrido
na 13 semana gestacional.
8) Como deve ser feita a avaliação nutricional da gestante?
Avaliar-se o peso pré gestacional e o peso atual, calculando os IMC, analisando o ganho de
peso e fatores bioquímicos daquela paciente.
9) Que critérios são utilizados para se avaliar o risco de uma gestante adolescente?
Idade ginecológica, estado nutricional pre gestacional, ganho de pesogestacional, sinais de
má nutrição, avaliação laboratorial, medicamentos usados.
10) Defina anemia fisiologia da gestação
Ocorre quando o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal como
resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL E METABÓLICA
1. Em um paciente renal crônico, quais testes/exames laboratoriais podem ser utilizados
para indicar o risco de iniciar terapia renal substitutiva ?
Clearance de creatinina, teste de filtração glomerular pelo exame de urina, e eletrolitos
2. Em um paciente renal crônico em tratamento dialítico qual a principal causa de
redução de sua creatinina sérica?
A falta de hidratação e a diminuição da massa muscular.
3. Considerando um paciente do sexo masculino, negro, com diagnóstico de doença renal
crônica, idade de 40 anos e creatinina de 5,0 mg/dL. Calcule a taxa de filtração
glomerular bem como explicite o estadiamento da doença e defina-a.
(140 - 40) x peso / 72 x 5 =
4. Quais os principais testes laboratoriais utilizados para indicar o risco de aterosclerose,
e quais seus valores desejáveis?
Colesterol total, triglicerídeos, HDL,LDL
5. Qual a importância de manter os níveis dentro da normalidade, sobretudo os níveis de
LDL-c ? Qual o impacto dos altos níveis desta fração lipídica no organismo ?
É uma lipoproteína que transporta os lipídios endógenos até o fígado e tecidos. Eles são
capazes de se acumular nas paredes das artérias e podem levar a uma doença
coronariana. Os impactos são justamente o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
6. Quais os testes laboratoriais utilizados no diagnóstico e controle do diabetes mellitus e
quais seus valores de referência?
glicemia em jejum, glicemia 2 após TOTG e hemoglobina glicada, sendo seus valores e
referência , respectivamente, de >125, > 199, > 6,4.
7. Diferencie a hiperglicemia de estresse da hiperglicemia do diabetes mellitus.
Hiperglicemia de estresse é elevação transitória da glicemia em situações agudas em
indivíduos não diabéticos. Hiperglicemia do DM é a alta taxa de açúcar no sangue (
hiperglicemia) de forma permanente.
8. Descreva o teste utilizado na detecção da resistência a insulina.
HOMA - ponto de corte >2,71.
9. Por que paciente com hiperglicemia detectada na admissão hospitalar é indicado a
realização imediata do exame de hemoglobina glicada (HbA1c) ?
Pois possibilita a identificação de pacientes com DM e diferencia dos que tem hiperglicemia
do estresse.
10. Com relação a avaliação do Diabetes Melito (DM) assinale verdadeiro (V) ou falso (F):
FO teste oral de tolerância a glicose é indicado para todos os pacientes com glicemia de
jejum &gt; 200mg/dL
FUma glicemia de jejum ≥80mg/dL é o ponto de corte utilizado para diagnóstico do DM sem
necessidade de nenhum teste adicional.
VA glicemia de jejum refere-se à dosagem de glicose após um jejum de 8hs.
VO teste oral de tolerância a glicose é considerado o padrão ouro para diagnóstico de
diabetes
FMesmo na ausência de sintomas, o diagnóstico do diabetes ocorre pelos exames
alterados, não sendo necessário a repetição destes.
VA dosagem de hemoglobina glicada é de grande utilidade para avaliação do controle do
diabetes
FEm pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia (polidipsia, polifagia, poliúria e
emagrecimento), a dosagem de glicemia ao acaso &gt; 200mg/Dl é suficiente para o
diagnósticode diabetes.
VA hiperglicemia ocasionada pelo estresse metabólico é comum no paciente hospitalizado.
Por esse motivo a hiperglicemia nesses pacientes é identificada por valores &gt; 140mg/dL
11. Ainda em relação ao Diabetes Melito (DM), assinale a alternativa verdadeira:
a. Em relação a hiperglicemia hospitalar, quando comparada aos mesmos patamares
glicêmicos de indivíduos com diagnóstico prévio de DM, não apresenta maiores taxas de
mortalidade.
b. Pacientes não críticos e com baixo risco de hipoglicemia, sugere-se a meta de 80-100
mg/dL.
c. Afim de evitar a hipoglicemia em ambiente hospitalar, recomenda-se como meta
terapêutica níveis de glicemia entre 140 e 180 mg/dL para a maioria dos pacientes
críticos e não críticos.
d. A hiperglicemia de estresse, similar a hiperglicemia do diabetes, é caracterizada por
níveis
sustentados.
e. A ocorrência de disglicemias, ou seja, oscilações abruptas da glicemia é considerada
benéfica para o paciente e tem sido associada a melhores desfechos.
12. Descreva os testes laboratoriais utilizados na avaliação da função hepática.
13. Qual das enzimas hepáticas, poderia ser considerada mais confiável afim de identificar
algum insulto hepático? Justifique.
14. Com relação a avaliação nutricional e metabólica assinalem verdadeiro (V) ou
falso (F):
VDiferentemente das outras lipoproteínas , o HDL apresenta relação inversa com o
risco cardiovascular.
VA dosagem sérica da PCR ultrasensível é indicada para avaliação do risco
cardiovascular.
FAs transaminases são enzimas essenciais para avaliação da função pancreática.
FUm paciente com TFG ≥90ml/min já perdeu cerca de 90% de sua função renal.
FA queda nos níveis de creatinina está associada a uma redução correspondente na
função renal.
15. Quais os três principais testes laboratoriais que identificam a função
TSH, T4,T3, Hormônio tireoestimulante.
Exercício: Renal
E.L.P.M; sexo masculino, 64 anos. Há 15 anos foi diagnosticado com DRC, na época o
clearance de creatinina era 43ml/min. Há 3 anos , alcançou a TFG de 10ml/min e iniciou a
HD. Trabalha como marceneiro (quando tem condições físicas), recebe pequena
aposentadoria e refere ser o chefe da família sustentando esposa, 2 filhas e 1 neto. Peso
antes de iniciar a HD = 61Kg, apresentando hoje perda ponderal. Refere não sentir o gosto
da comida. Toma carbonato de cálcio às refeições, antihipertensivo e EPO. O exame físico
nutricional revela ausência de dentes, pele pálida e seca. Ausência de edema periférico. PA
atual = 150/100mgHg. Estatura do último mês = 160cm, peso seco atual=50Kg, GPI= 0,5 a
0,7Kg. Exames pré-sessão: albumina 2,5g/dL baixa; cálcio= 9,2mg/dL; fósforo=6,3mg/dL ;
PCR=5,1mg/L; K=5,1; anúrico
Responda:
1. Ao ser diagnosticado, em qual estágio da DRC o paciente se encontrava?
2. Quais os fatores de risco para desnutrição que podem ser identificados no paciente?
3. O que representa o resultado do IMC atual do paciente em relação ao risco de
mortalidade?
IMC ATUAL 19,53 - com peso seco
idoso jovem, de baixo peso – maior fragilidade na hemodiálise
intervenção para ganho de peso
5. O nível atual de albumina está adequado? Por que?
6. O que significa esse nível de PCR apresentado pelo paciente?

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