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1 ESTÁCIO DE SÁ CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SANTA CATARINA CAMPUS SÃO JOSÉ DISCIPLINA: TECNOLOGIA DOS ALIMENTOS GRUPO: CARLA SILVA CARPES HILLESHEIM EDIGLEI OLIVEIRA JESSICA LIMA MULLER MAURO YANEZ PRISCILA HASCKEL YOHAN ELESBÃO Relatório das aulas práticas de ARA1219 SÃO JOSÉ, 2023 2 3 SUMÁRIO 1 PROCESSAMENTO DE BRANQUEAMENTO AULA PRÁTICA 01........................5 1.1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................5 1.2 OBJETIVOS ..........................................................................................................5 1.3 MATERIAIS ...........................................................................................................5 1.4 MÉTODOS .............................................................................................................5 1.5 RESULTADOS ......................................................................................................7 1.6 DISCUSSÃO .........................................................................................................8 1.7 CONCLUSÃO .......................................................................................................9 1.8 REFERÊNCIAS ...................................................................................................10 4 5 1 PROCESSAMENTO DE BRANQUEAMENTO AULA PRÁTICA 01 1.1 INTRODUÇÃO O branqueamento de alimentos é um processo térmico de curto tempo de aplicação. Para um maior período de conservação e uma redução nas perdas e danos pós-colheita, é fundamental e essencial que se conheça e utilize as práticas adequadas de manuseio durante toda a cadeia produtiva nas fases de colheita, armazenamento, transporte, comercialização e consumo. 1.2 OBJETIVOS Garantir a qualidade nutricional e sensorial dos alimentos, aumentar a sua durabilidade e reduzir a carga microbiana. Favorecer a fixação da coloração de certos pigmentos de vegetais deixando o alimento mais atrativo. Melhorar a textura do alimento, para melhor aceitabilidade do produto em diversas formas e texturas. Reduzir a frequência dos gastos com compras de alimentos, evitar desperdícios e aproveitar a sazonalidade e as promoções. Facilitar e agilizar o preparo das refeições com legumes pré-prontos. 1.3 MATERIAIS Utensílios e equipamentos utilizados: balança, descascador de legumes, faca, tábua de corte na cor verde, tigelas, panelas com tampa, escorredor de massas, mesa de inox, pia, fogão, geladeira. Insumos: batata inglesa, berinjela, cenoura, brócolis, limão. 1.4 MÉTODOS Para o processo de branqueamento, os legumes foram lavados, pesados, descascados, fatiados em diferentes espessuras e tamanhos de cortes, colocados em tigelas, e alguns em solução de água e sumo de um limão, para não escurecer. 6 Inicialmente os vegetais foram higienizados em água corrente com detergente neutro. Após o processo de higienização foram dadas as devidas tratativas de acordo com cada alimento. Para a batata e cenoura, após o descasque, foram feitos três cortes diferentes: rodelas, cubos e julienne. Para os brócolis, apenas retirou-se o caule maior e as folhas, mantendo-o em pedaços menores. Para a berinjela, optou-se pelo corte em cubos e rodelas e a retirada do cabo. Ainda, para alimentos como batata e berinjela, após os cortes realizados, foram colocados em solução com água e sumo de um limão no intuito de retardar o escurecimento. Para o preparo caseiro, pode-se evitar o escurecimento dos vegetais cortados utilizando-se água com alguma solução ácida, como vinagre ou limão. Os vegetais devem ser imersos na solução até serem utilizados. Dessa forma, é possível diminuir a ofertas de oxigênio no vegetal cortado e contribuir para manter o PH ácido (Clerici, et al., 2014). Tabela 1. Fonte: Silva, 2000 Baseando-se na tabela acima, o grupo optou por escolher o tempo de branqueamento de cada legume, independentemente do tipo de corte executado: da batata foi realizado em 3 minutos e o da cenoura em 2 minutos e meio. Ainda, para o branqueamento dos brócolis foram utilizados 3 minutos e meio de imersão em água 7 fervente e para a berinjela, 2 minutos. Assim que retirados de água fervente, cada alimento foi resfriado em água e gelo a fim de cessar o cozimento. 1.5 RESULTADOS Após aplicada a técnica de branqueamento nos alimentos citados, foi realizada a análise sensorial, observando as características como: coloração, aroma, sabor e textura. Notou-se que a berinjela após o processo ficou com uma coloração escura como percebe-se na figura 2 e os demais alimentos com aspectos mais naturais, com suas cores levemente realçadas tornando os alimentos mais atraentes, como pode ser visualizado nas figuras 1 e 3. Segundo Ribeiro (2016), um dos parâmetros de grande relevância para consumidor na escolha do produto é a coloração, sendo o escurecimento o que mais interfere na comercialização. Por isso, é necessário avaliar o método e escolha da temperatura a ser utilizado no método de conservação de forma que o resultado não deprecie o produto. Ainda conforme Camargo (2003), algumas reações químicas causadas devido a aplicação do calor e mudanças na superfície do alimento, podem provocar alteração na textura, no sabor e na coloração dos alimentos. Como resultado também se constatou que um mesmo alimento apresentou textura diferente, dessa forma alguns formatos ficaram mais palatáveis que outros. Figura 1. Cortes e resultado da técnica de branqueamento dos brócolis. Fonte: Autores (as) (2023). 8 Figura 2. Cortes e resultado da técnica de branqueamento da berinjela Fonte: Autores (as) (2023). Figura 3. Resultado da técnica de branqueamento em berinjela, cenoura, brócolis e batata. Fonte: Autores (as) (2023). 1.6 DISCUSSÃO Feita a análise sensorial constatamos que podemos desenvolver uma tabela com o tempo de cocção conforme a técnica de corte utilizada, visto que a textura após a cocção apresentou diferenças para o mesmo alimento. O corte julienne e os cubos no caso da batata e da cenoura, tiveram resultados melhores para consumo do que os cortes em rodela, devido às menores espessuras. 9 Os brócolis, também se mostraram macios após o branqueamento, sendo bem apreciado por terem sido separados em pedaços pequenos antes da aplicação da técnica. Na técnica de branqueamento, as enzimas naturais dos alimentos que são responsáveis pelo processo de deterioração, são inativadas contribuindo para a maciez e fixação da cor dos alimentos (VASCONCELOS; MELO FILHO, 2010). Fator esse que influencia na análise sensorial, que por ser subjetiva, podemos observar que apesar da diferença de textura do mesmo alimento, ele pode ser mais aceito ou não, conforme quem faz a análise, visto que se dá pela interação do indivíduo com o alimento. 1.7 CONCLUSÃO Com o presente laboratório, concluiu-se que a técnica de branqueamento foi bem- sucedida para a melhor conservação e aparência da batata, da cenoura e dos brócolis, agindo na inibição da ação enzimática desses alimentos, contribuindo para um maior tempo de conservação e tornando-os visualmente ainda mais desejáveis ao consumo, além de uma melhor palatabilidade. Também se concluiu que é necessário levar em consideração não só o tipo de alimento para determinar o tempo de cocção, mas também o tipo de corte para que a técnica seja eficiente na conservação e na atratividade dos vegetais com relação ao consumo, mantendo-se boas características com relação à textura,coloração e sabor. 10 1.8 REFERÊNCIAS CAMARGO, G. A. Processo produtivo de tomate seco: novas tecnologias manual técnico. In workshop tomate na Unicamp: pesquisas e tendências. v. 28. 2003. CLERICI, M.T.P.S., SEBASTIÃO, R.H., OLIVEIRA, L.C., SANTOS, M.S., MORAES, A.L.L., CLARETO, S.S. Escurecimento enzimático: uma aula prática. Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular, São Paulo, v.2, n.2, 2014. RIBEIRO, M.F. Desidratação de berinjela em diferentes temperaturas.2016.28 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia agrícola e Ambiental) Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop-MT.2016. SILVA, F. T. Recomendações técnicas para o processamento de hortaliças congeladas. Rio de Janeiro: Embrapa Agroindústria de Alimentos, 2000. VASCONCELOS, M. A. S.; MELO FILHO, A. B. Conservação de Alimentos. Escola Técnica Aberta do Brasil. Recife: EDUFRPE, 2010.