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ORÇAMENTO EMPRESARIAL
Aula 2
O que é o orçamento?
O orçamento é uma técnica de alocação eficiente de recursos. Em outras palavras, o orçamento é uma técnica que permite à empresa gastar bem seus recursos, que são limitados.
Evidentemente, nas empresas este processo é mais formal. Veja no fluxograma a seguir as etapas do orçamento empresarial inserido em um plano estratégico.
Observe que o plano estratégico começa no Conselho de Administração (quando a empresa possui um Conselho de Administração, senão, começa na Presidência) com a definição do objetivo estratégico da empresa. Exemplo: suponhamos que o objetivo estratégico da empresa seja dobrar o valor da participação de seus acionistas nos próximos cinco anos.
Em seguida, é desenvolvido o plano estratégico propriamente dito, ou seja, o conjunto de ações necessárias à realização do objetivo estratégico. Este plano estratégico pode ser feito interna ou externamente. Neste último caso, a empresa contrataria uma empresa de consultoria para executar este trabalho. Ao final desta etapa, a empresa estará em condições de comunicar aos diversos departamentos gestores as políticas e as metas com as quais deverão trabalhar.
O que é o orçamento?
A partir de então, o planejamento estratégico passa a ser uma via de mão dupla, onde a empresa comunica seus planos corporativos e os departamentos gestores retornam seus planos setoriais. Exemplo: suponhamos que a empresa comunicasse ao Departamento Comercial que sua meta para o próximo ano fosse aumentar as vendas1 em 15% em relação ao ano em curso. Agora, cabe ao Departamento Comercial definir as ações necessárias à realização da meta corporativa. Estas ações compõem o planejamento setorial e poderiam envolver, por exemplo, a contratação de novos vendedores, a abertura de novos escritórios de vendas, o lançamento de novos produtos, a conquista de novos mercados etc.
Agora, o Departamento Comercial tem que alocar os recursos que julga necessários para a realização de sua estratégia. Em outras palavras, o Departamento Comercial de nosso exemplo tem que orçar sua estratégia setorial. Nesta etapa, é muito comum os responsáveis pelo orçamento de seus centros de custo tentarem se colocar em uma zona de conforto e inflacionarem seus números. O resultado é que, quando o responsável pelo Setor de Orçamento consolida no orçamento da empresa os diversos orçamentos setoriais, o resultado obtido (no papel!) é um lucro muito inferior à meta desejada pelos acionistas. Isto, quando o resultado projetado não é um prejuízo!
O que é um plano estratégico?
Tem início, então, um trabalho de ajustes no qual o responsável pelo Setor de Orçamento procura ver onde pode cortar gastos e aumentar receitas. Quando a empresa é muito grande e possui muitos centros de custos, este processo de ajuste pode ser muito trabalhoso. Daí, determinadas empresas optarem por um corte transversal de despesas, no qual todos os centros de custos são solicitados a cortar x% de seus gastos.
Caso, após as simulações feitas, o Setor de Orçamento não conseguir atingir a meta de lucro desejada pelos acionistas, o plano estratégico deverá ser refeito, considerando objetivos mais modestos. Caso a meta de remuneração desejada pelos acionistas seja atingida (no papel!), o orçamento é aprovado pelo Conselho, divulgado aos diversos departamentos gestores e estes ficam aguardando o início do período orçado.
Iniciado o período orçado, o plano empresarial sai de sua fase estratégica e entra na fase operacional. A partir de então, a empresa deverá, periodicamente, controlar seus resultados e, observando qualquer desvio significativo entre o orçado e o realizado, deverá propor correções de rumo de forma a atingir seus objetivos estratégicos.
O que é um plano estratégico?
Pelo exposto acima, vemos que, no fundo, o orçamento é a expressão numérica e formal do plano estratégico da empresa. Dizemos, inclusive, que o orçamento é o plano estratégico da empresa traduzido em números. Esta constatação de que o orçamento pode ser considerado como sendo o plano estratégico da empresa traduzido em números nos conduz a uma conclusão importante. Isto porque ninguém duvida que o plano estratégico da empresa represente a vontade de seus acionistas. Ora, se o plano estratégico da empresa representa a vontade de seus acionistas e se o orçamento representa o plano estratégico traduzido em números, então podemos concluir que o orçamento empresarial representa a própria vontade dos acionistas traduzida em números!
Qual a relação entre o orçamento e o plano estratégico?
A função do orçamento é alocar recursos para que a empresa realize seus objetivos estratégicos com o máximo de eficiência.
Para que serve o orçamento?
Além de ser uma poderosa técnica de alocação eficiente de recursos, o orçamento é um importantíssimo instrumento auxiliar do processo decisório. O orçamento é o instrumento que nos permitir avaliar quais serão as consequências prováveis no futuro de uma decisão tomada no presente.
Isto é possível porque quando elaboramos um orçamento empresarial o fazemos utilizando um sistema informatizado chamado sistema de elaboração orçamentária. O sistema de elaboração orçamentária nos permite olhar para frente, em outras palavras, permite fazer simulações e, assim, avaliar quais serão as consequências no futuro de uma decisão tomada no presente.
O orçamento deve ser realista
O orçamento deve ser realista, ou seja, deve levar em consideração os objetivos a serem alcançados e as dificuldades de se alcançar estes objetivos. É muito comum encontrarem-se orçamentos que somente levam em consideração os objetivos a serem atingidos, sem qualquer preocupação com as restrições à sua realização.
Qual o perigo de um orçamento irrealista?
Um orçamento que só considere os objetivos e não leve em consideração as restrições não passa de uma declaração de intenções. O perigo do orçamento irrealista é que, no limite, pode quebrar uma empresa.
Os quatro orçamentos
Quando falamos em orçamento empresarial, estamos, na verdade, falando de quatro grandes orçamentos, o orçamento das receitas, o orçamento dos gastos, o orçamento de caixa e o orçamento de capital:
Orçamento das receitas: 
Compreende principalmente a projeção do faturamento mês a mês ao longo do período orçado. No entanto, também fazem parte do orçamento das receitas os juros sobre aplicações financeiras, os dividendos recebidos de controladas ou coligadas e o retorno proveniente da venda de investimentos ou de imobilizado. O principal objetivo do orçamento das receitas é projetar quanto a empresa disporá para gastar e para investir ao longo do período orçado. Tal como acontece com as pessoas físicas, que precisam primeiro saber qual será sua renda para depois decidir o padrão de vida que levarão, assim também as empresas precisam primeiro projetar suas receitas para, depois, decidir qual a estrutura que terão e quanto de seus recursos poderão comprometer com os investimentos necessários à realização de seus projetos de expansão.
Os quatro orçamentos
Orçamento dos gastos: 
Uma vez projetadas as receitas e de posse da meta de lucro desejada pelos acionistas, a empresa poderá estimar quanto poderá alocar para fazer face aos seus custos e às suas despesas. Para isto, basta subtrair a meta de lucro dos acionistas da receita projetada. Estes custos e estas despesas serão função da estrutura que a direção da empresa considera ideal para realizar seu plano estratégico. Definida a verba que deverá ser alocada aos custos e às despesas, o próximo passo é distribuir este montante pelos diversos centros de custos. Do exposto acima, vê-se que o orçamento das receitas é o primeiro orçamento a ser elaborado. Do orçamento das receitas dependerão todos os demais orçamentos.
Toda a vez que um cliente paga o que deve, entra dinheiro no caixa da empresa. Da mesma forma, toda vez que a empresa paga um fornecedor, um imposto ou um empréstimo, sai dinheiro do caixa. O produto final da integração das entradas e das saídas de caixa projetadas é o orçamento decaixa. Portanto, o orçamento de caixa nada mais é do que o fluxo de caixa projetado, mês a mês, ao longo do período orçado
Os quatro orçamentos
Orçamento de caixa: 
Mas, por que será que temos que projetar o fluxo de caixa? Não bastaria assegurar que a empresa terá lucro? E a resposta a estas perguntas é um sonoro não! Não basta assegurar que a empresa terá lucro porque o que quebra uma empresa não é o seu prejuízo. O que quebra uma empresa é a falta de caixa! Uma empresa pode dar lucro e quebrar porque o lucro pode ficar total ou parcialmente retido em outras contas do Ativo. Exemplo: se a empresa vender por R$ 100.000 o que lhe custou R$ 80.000, seu lucro será R$ 20.000. No entanto, se o cliente não lhe pagar, seu lucro ficará retido nos Recebíveis. Quer ver outro exemplo?
Nosso personagem é Maria Inês. Maria Inês tem 35 anos e sempre sonhou em ter seu próprio negócio. Recentemente, a firma onde Maria Inês trabalhava lançou um plano de demissão incentivada. Ao fazer as contas e ver o quanto poderia receber caso aderisse ao plano, Maria Inês vislumbrou a possibilidade de realizar o velho sonho. Assim, pediu demissão e, com a indenização recebida, montou uma loja de moda feminina.
No primeiro dia de funcionamento de sua loja, Maria Inês comprou e recebeu R$ 100.000 de mercadorias para pagar em 30 dias. A figura abaixo mostra a entrada das mercadorias e as saídas de dinheiro da loja de Maria Inês em decorrência desta operação.
Para promover sua loja, Maria Inês resolveu dar um coquetel de inauguração e anunciou que quem comprasse no dia da inauguração poderia pagar com cartão de crédito ou com cheque pré-datado para dali a 30 dias. A festa de inauguração foi um sucesso, as peças eram de muito bom gosto e a loja vendeu muito bem no primeiro dia.
Os quatro orçamentos
Quando terminou a festa, Maria Inês fez as contas e verificou que havia vendido R$ 96.000 de mercadorias que lhe custaram R$ 80.000. A figura a seguir mostra a saída da mercadoria da loja em decorrência das vendas efetuadas e a entrada do dinheiro quando os cartões de crédito e os cheques pré-datados vencerem daqui a 30 dias.
Após a inauguração, Maria Inês estava muito cansada. Resolveu, então, fechar a loja por 30 dias e tirar férias. Durante as férias de Maria Inês a loja não comprou nem vendeu qualquer mercadoria nem pagou ou recebeu qualquer quantia. Ao final de suas férias, corada e bem disposta, Maria Inês reabriu sua loja. Seu primeiro encontro foi com seu contador. O contador trouxe boas notícias para Maria Inês. Já no primeiro mês de funcionamento a loja deu lucro, pois a receita foi R$ 96.000 e o custo da mercadoria vendida foi R$ 80.000. O lucro bruto foi, portanto, R$ 16.000!2
O segundo encontro de Maria Inês foi com seu tesoureiro. Este lhe trouxe más notícias. Naquele dia a loja tinha que pagar R$ 100.000 ao fornecedor das mercadorias e só tinha para receber R$ 96.000 relativos aos cartões de crédito e aos cheques pré-datados que estavam vencendo. Isto quer dizer que, mesmo que todos os cheques fossem pagos, ainda faltariam R$ 4.000 para a loja honrar seus compromissos. Caso Maria Inês não colocasse mais dinheiro no negócio ou, então, arranjasse garantias para fazer um empréstimo sua loja poderia falir, apesar de ter gerado lucro!
O que quebra uma empresa não é seu prejuízo!
Uma empresa pode dar lucro e quebrar por falta de caixa porque o lucro pode ficar total ou parcialmente retido em outras contas do Ativo.
Os quatro orçamentos
Orçamento de capital: 
Finalmente, temos o orçamento de capital. O objetivo do orçamento de capital é alocar de forma eficiente os recursos da empresa quando estes são limitados e disputados por dois ou mais projetos de investimento.
Suponha que uma rede de lojas de varejo possua uma disponibilidade de R$ 1 milhão para investir e dois projetos, cada um dos quais está orçado em R$ 1 milhão.
O primeiro projeto prevê a aquisição de um imóvel para acomodar seus escritórios e, assim, deixar de pagar aluguel. O segundo projeto prevê a compra e a instalação de um circuito interno de televisão de forma a coibir o furto nas lojas, que está muito elevado.
O orçamento de capital é uma técnica que permite que se avaliem os dois projetos e se decida qual dos dois deve ser atendido primeiro.

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