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TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 1 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 2 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.............................................................................................................................................................5 UNIDADE I – ÁREAS E CONCEITOS LIGADOS AO DEPARTAMENTO PESSOAL...............................................6 1. Departamento Pessoal, Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.......................................................................6 2. Saúde e Segurança do Trabalho.............................................................................................................................8 3. Medicina do Trabalho...............................................................................................................................................9 4. Setor Jurídico.........................................................................................................................................................10 5. Conceitos aplicados ao Departamento Pessoal....................................................................................................10 IDEIAS-CHAVE.........................................................................................................................................................11 RECAPITULANDO....................................................................................................................................................12 UNIDADE II – PROCEDIMENTOS PARA ADMISSÃO DE EMPREGADOS I.........................................................13 1. Requisição de Admissão.......................................................................................................................................13 2. Recrutamento e Seleção.......................................................................................................................................14 3. Documentação para admissão de empregado......................................................................................................15 4. Formalização da admissão....................................................................................................................................18 IDEIAS-CHAVE.........................................................................................................................................................20 RECAPITULANDO....................................................................................................................................................20 UNIDADE III – PROCEDIMENTOS PARA ADMISSÃO DE EMPREGADOS II.......................................................21 1. Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)...............................................................................................21 2. Ficha ou Livro de Registro de Empregados..........................................................................................................24 3. Contrato de trabalho..............................................................................................................................................27 4. Vale-Transporte.....................................................................................................................................................28 5. Salário-Família.......................................................................................................................................................32 6. Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) ..........................................................................................................35 7. Contribuição Sindical.............................................................................................................................................36 IDEIAS-CHAVE.........................................................................................................................................................37 RECAPITULANDO...................................................................................................................................................37 UNIDADE IV – DURAÇÃO DO TRABALHO...........................................................................................................38 1. Conversões do tempo...........................................................................................................................................38 2. Cômputo, intervalos e variações...........................................................................................................................41 3. Acordo de compensação......................................................................................................................................42 4. Prorrogação da jornada de trabalho.....................................................................................................................44 5. Trabalho noturno...................................................................................................................................................45 6. Controle da jornada de trabalho............................................................................................................................48 IDEIAS-CHAVE.........................................................................................................................................................50 RECAPITULANDO...................................................................................................................................................50 UNIDADE V – FOLHA DE PAGAMENTO I..............................................................................................................51 1. Introdução.............................................................................................................................................................51 2. Salário e Remuneração........................................................................................................................................51 3. Proventos..............................................................................................................................................................53 4. Descontos.............................................................................................................................................................58 IDEIAS-CHAVE........................................................................................................................................................61 RECAPITULANDO...................................................................................................................................................61 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 4 UNIDADE VI – FOLHA DE PAGAMENTO II.............................................................................................................62 1. Descanso Semanal Remunerado (DSR) ..............................................................................................................62 2. Férias.....................................................................................................................................................................63 3. Gratificação Natalina..............................................................................................................................................67 4. Recibo de Pagamento............................................................................................................................................70 IDEIAS-CHAVE.........................................................................................................................................................72 RECAPITULANDO....................................................................................................................................................72UNIDADE VII – DESLIGAMENTO DO EMPREGADO.............................................................................................74 1. Procedimentos no ato da rescisão contratual.......................................................................................................74 2. Aviso Prévio...........................................................................................................................................................75 3. Causas da Rescisão..............................................................................................................................................77 4. Cálculo das verbas trabalhistas.............................................................................................................................78 5. Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho........................................................................................................81 IDEIAS-CHAVE.........................................................................................................................................................84 RECAPITULANDO....................................................................................................................................................84 UNIDADE VIII – OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS..................................................................................................85 1. RAIS......................................................................................................................................................................85 2. DIRF......................................................................................................................................................................85 3. FGTS.....................................................................................................................................................................86 4. GFIP......................................................................................................................................................................86 5. eSocial...................................................................................................................................................................87 IDEIAS-CHAVE.........................................................................................................................................................91 RECAPITULANDO....................................................................................................................................................91 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................................................................92 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 5 INTRODUÇÃO Nesta disciplina teremos a oportunidade de conhecer os processos administrativos presentes nos setores das empresas que tratam de admissão, compensação e desligamento de empregados: o Departamento Pessoal. Na evolução histórica da área de pessoal, o Departamento Pessoal tem tido cada vez mais atribuições e responsabilidades dentro do ambiente empresarial. O profissional de departamento pessoal necessita ter um perfil dinâmico, resiliente e adaptativo. Isso se deve ao fato das inúmeras alterações na legislação aplicável ao setor e situações cotidianas nas organizações. A qualificação acerca das rotinas trabalhistas é de fundamental importância tanto para aqueles que desejam ingressar profissionalmente na área bem como para a defesa de direitos de interesse pessoal. Além de contribuir para o grau de empregabilidade. Faremos, em nossa disciplina, o estudo de diversos tópicos, dentre eles: documentos para admissão de empregados; apuração de horas extraordinárias; controle da jornada de trabalho; cálculo de horas extras, adicional noturno, Imposto de Renda de Renda Retido na Fonte, contribuição previdenciária, salário-família, entre outros; cálculo de férias e gratificação natalina; concessão de benefícios; rescisões contratuais; eSocial (Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas) etc. Cabe ressaltar que a área de pessoal, por muito tempo, foi vista como um setor meramente operacional e burocrático dentro da organização. Entretanto, no contexto atual, o setor encontra-se diretamente vinculado ao sucesso do negócio, contribuindo para a formação da vantagem competitiva. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 6 UNIDADE I ÁREAS E CONCEITOS LIGADOS AO DEPARTAMENTO PESSOAL 1. DEPARTAMENTO PESSOAL, RECURSOS HUMANOS E GESTÃO DE PESSOAS O porte, atividade e estrutura de uma empresa são fatores que interferem diretamente no modo como a atividade interna será gerenciada e quais departamentos existirão. Os setores acima citados possuem atribuições diferentes, embora, muitas das vezes, sejam considerados como apenas um setor. Tal confusão é gerada, pois, em diversas empresas, há apenas um dos departamentos e desempenham todas as atribuições relativas a pessoal dentro da organização. 1.1 Departamento de Pessoal Administração de Pessoal, Área de Relações Trabalhistas etc. são algumas das outras nomenclaturas para o Departamento de Pessoal (DP). O DP se originou na década de 30 e, em muitas empresas, principalmente de menor porte, o setor encontra-se na mesma sala que a área de Recursos Humanos. Ou, ainda, é comum encontrarmos empresas que reconhecem apenas a necessidade da área de DP. O DP é o foco da nossa disciplina e envolve toda a parte burocrática ligada a pessoal, principalmente, a pagamentos. São atribuições do setor: Admissão e contratação de empregados; Registro na Carteira de Trabalho e formulação de contratos de trabalho; Folha de pagamento (cálculo e lançamentos diversos, retenções legais etc.) Controle e concessão de vale-transporte, alimentação, etc.; Controle de férias, benefícios, licença-maternidade/paternidade etc.; Registro de movimentações internas; Cálculos de indenização trabalhista; http://www.ibccoaching.com.br/portal/conheca-os-tres-tipos-de-estruturas-organizacionais-existentes/ TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 7 Recolhimento de encargos trabalhistas; eSocial; Prevenção de passivos trabalhistas; Relações sindicais etc. É comum que, em empresas de pequeno porte, este departamento seja terceirizado para empresas de contabilidade. Porém, nas empresas maiores, estes departamentos passam a ser internos, adotando estrutura, na maioria dos casos, simples, constituídos geralmente de três áreas/atuações: admissão, compensação e desligamento. Admissão: responsável pela entrada do novo empregado na empresa, desde o levantamento de documentação para realização do registro, até a integração daquele no ambiente de trabalho, adequando-o nas funções do cargo. Compensação: responsável por toda a rotina de trabalho do departamento, como controle de frequência, fechamento de folha de pagamento, pagamento de salários e benefícios, e demais pagamentos de encargos trabalhistas. Desligamento: responsável por realizar o desligamento do empregado do quadro de funcionários e possíveis desdobramentos como juntar documentos para contestações judiciais. Responsável também por cuidar das rotinas de fiscalização, representando a empresa junto aos órgãos oficiais públicos. 1.2 Recursos Humanos À área de Recursos Humanos pode ser atribuída diversas nomenclaturas, são exemplos: Gestão de RH, Área de Gente, Gestão Organizacional, Gestão Desenvolvimento Humano e, até mesmo, Gestão de Pessoas. A criação deste departamento permeia a década de 90, em que as organizações observaram que para alcançar resultados de excelência, era preciso adotar medidas de valorização e retenção de profissionais, fazendo com que os mesmos sintam-sebem na organização. E quais são as principais atribuições e responsabilidades do RH? Seguem abaixo: Recrutamento e seleção de profissionais; Integração de novos colaboradores; Qualificação (treinamento e desenvolvimento) dos profissionais da empresa; Criação e premiação por metas alcançadas; Administração de comportamentos internos que possam interferir na produtividade da empresa; Potencialização do capital humano; Verificação dos profissionais que estão aptos a exercer funções na organização; Realização de palestras motivacionais; Trabalhos em prol da saúde mental dos colaboradores; Avaliação de desempenho de equipes; Plano de carreira; Clima organizacional; PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link abaixo acerca das rotinas de Departamento Pessoal:https://www.youtube.com/watch?v=9swoAPVdjlQ https://www.youtube.com/watch?v=9swoAPVdjlQ TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 8 Consultoria interna; Universidade Corporativa; Levantamento de necessidades dos colaboradores etc. Percebemos que as responsabilidades do RH estão ligadas diretamente aos colaboradores. Tudo que estiver ligado à produtividade, seleção, capacitação, retenção, motivação dos colaboradores é dever do RH. É importante que os profissionais de RH estejam atentos às necessidades dos colaboradores e busquem ferramentas eficazes para garantir que o trabalho tenha a fluidez necessária e, assim, a empresa alcance os objetivos traçados. 1.3 Gestão de Pessoas A palavra “gestão” refere-se à administração e gerenciamento. Logo, gestão de pessoas trata-se de um conjunto de atividades exercidas tanto por um administrador (líder) ou por um setor específico. Portanto, Gestão de Pessoas está ligado aos gestores que lideram pessoas, ou seja, é praticada por todos os líderes que compõem a hierarquia da empresa. Tais ações dos gestores/líderes, aliado às políticas de recursos humanos da empresa, têm por objetivo desenvolver, administrar, capacitar os seus subordinados. São conceitos relacionados à gestão de pessoas: Relacionamento interpessoal; Desenvolvimento profissional dos colaboradores; Cultura organizacional; Comunicação holística; Criação de processos motivacionais; Incentivo ao trabalho em equipe; Planejamento estratégico; Capacidade de flexibilidade; Liderança etc. 2. SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO São diversas as áreas e setores ligados ao DP, RH e Gestão de Pessoas, os quais influenciam direta e indiretamente na atuação dos colaboradores dentro das organizações. Área responsável, como o próprio nome já sugere, por manter o ambiente de trabalho em segurança, seja através da orientação quanto à utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s), para que se evitem acidentes, ou mesmo através da preocupação com os aspectos ergonômicos, cuidando para que os colaboradores não sofram com danos causados por posturas inadequadas. Além de preceitos trazidos no Capítulo V da CLT sobre a área, as Normas Regulamentadoras (NR) são disposições complementares, consistindo em obrigações, direitos e deveres a serem cumpridos por empregadores e trabalhadores. PARA APROFUNDAMENTO: Sugiro a leitura do texto disponível no link abaixo, para maior aprofundamento, o qual trata da diferença entre Departamento Pessoal e Recursos Humanos: https://xerpay.com.br/blog/departamento-pessoal-e-rh/. https://xerpay.com.br/blog/departamento-pessoal-e-rh/ TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 9 A NR 4 trata sobre Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), os quais devem ser constituídos por Médico do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar ou Técnico em Enfermagem do Trabalho, nos termos disciplinados pela NR, por empresas que possuem empregados regidos pela CLT, com o objetivo de garantir trabalho seguro e sadio, prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho. A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), conforme disposto na NR 5, é composta por membros representantes dos trabalhadores, eleitos por eles e por membros representantes da empresa, indicados por ela. Devem se reunir uma vez por mês em suas deliberações, constando em ata e extraordinariamente quando houver situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência ou ocorrer acidente de trabalho grave ou fatal, por exemplo. A área também é responsável pela emissão de laudos ambientais, nos termos vigentes das NR’s, dentre os quais registram todas as condições ambientais e respectivas ações que deverão ser realizadas para prevenir ou corrigir situações de risco de acidente do trabalho ou à saúde do trabalhador. O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) emitido aos trabalhadores, geralmente é feito por profissionais técnicos da área, constituindo-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne, entre outras informações, dados administrativos, registros ambientais e resultados de monitoração biológica, durante todo o período em que este exerceu suas atividades na respectiva empresa. O PPP tem por objetivo primordial fornecer informações para o trabalhador quanto às condições ambientais de trabalho, principalmente no requerimento de aposentadoria especial – com base nos laudos técnicos da organização. Cabe destacar que a concessão de adicionais de insalubridade e periculosidade, os quais são pagos em folha de pagamento aos trabalhadores, está condicionada à avaliação técnica de profissional da área. Ou seja, impacta diretamente nas atividades do Departamento Pessoal. A área de Saúde e Segurança do Trabalho tem ganhado maior importância ainda com o advento do eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas), o qual será alimentado com dados referente à atuação dos aludidos profissionais dentro do ambiente das organizações. 3. MEDICINA DO TRABALHO Embora a Medicina do Trabalho esteja intimamente relacionada à Saúde e Segurança do Trabalho, tal subdivisão se deve ao fato desta área estar ligada à atuação estrita do Médico do Trabalho. Área responsável por manter a saúde e as condições de trabalho dos profissionais em perfeito estado para que possam produzir em perfeitas condições, tanto físicas quanto mentais. Podemos dividir a atividade profissional em: Medicina Preventiva: responsável por realizar exames periódicos de saúde, atendendo as orientações da legislação trabalhista. Importante destacar que todos os exames realizados devem ser arquivados em pastas individuais por empregado. Esta área é responsável ainda por realizar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), NR 7, com o objetivo de proteger e preservar a saúde de seus empregados em relação aos riscos ocupacionais, conforme avaliação de riscos do Programa de Gerenciamento de Risco - PGR da organização. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 10 No PCMSO inclui-se, para cada cargo da empresa, a obrigatoriedade e periodicidade, os exames médicos admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho, de mudança de riscos ocupacionais e demissionais. Medicina Corretiva: esta área visa atender os profissionais no dia a dia de trabalho. São realizados atendimentos pontuais que permitam ao trabalhador se manter saudável em seu ambiente de trabalho. Para que um funcionário possa ser admitido na empresa, um dos documentos exigidos é o atestado médico admissional. O Médico do Trabalho é responsável por verificar se o profissional está apto a assumir o posto de trabalho na empresa. Assim como na admissão, o empregado deve realizar o exame demissional, atestado sobre as condições de saúde do trabalhador demitido; além de exigêncialegal, configura também para proteção da empresa de ações de reintegração ao trabalho, para casos em que o empregado eventualmente esteja protegido por estabilidade como, por exemplo, gravidez, acidentes do trabalho ou outras condições estabelecidas em lei. 4. SETOR JURÍDICO O Departamento Pessoal está ligado diretamente à parte burocrática da gestão de pessoas, envolvendo, principalmente, a aplicação de legislações específicas. A orientação e atuação conjunta do setor com profissionais do Direito é fundamental para que haja a interpretação correta dos dispositivos legais. Uma vez a empresa atuando dentro do que preza a lei, por exemplo, não haverá o ajuizamento de ação trabalhista na Justiça por parte do empregado para recorrer de eventual direito não aplicado, por desconhecimento ou interpretação equivocada de alguma legislação. 5. CONCEITOS APLICADOS AO DEPARTAMENTO PESSOAL As relações empregatícias são regulamentadas pelo Direito do Trabalho. Ele é o ramo do direito que disciplina as relações de emprego, divide-se em direito individual e coletivo. É o sistema jurídico constituído de valores, regras e princípios que regem os trabalhadores e seus respectivos empregadores, baseando-se na dignidade da pessoa humana, com base nos princípios constitucionais e também em normas de sindicatos e instituições representativas. A relação empregatícia refere-se exclusivamente à relação jurídica havida entre empregador e empregado (caráter específico). A CLT, em seus arts. 2º e 3º, conceitua empregador e empregado, respectivamente: “Art. 2º Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. [...]” “Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. [...]” Para que seja caracterizado o vínculo de emprego é necessário que estejam presentes alguns requisitos essenciais. Frise-se que quando é configurado o vínculo de emprego, o empregado e o empregador fazem jus a uma série de direitos e deveres estabelecidos pela legislação. Os requisitos essenciais da relação de emprego, em que pese alguns entendimentos diversos da doutrina, são:não eventualidade, subordinação, onerosidade, pessoalidade e alteridade. Há diversas formas de contratação de pessoal dentro do ambiente organizacional, a citar: celetistas, estagiários, autônomo, temporário, terceirizado, jovem aprendiz, teletrabalho etc. Dentre tais contratações há aquelas que são caracterizadas como relação de trabalho (compreende a prestação de serviços como obrigação de fazer) e as que possuem relação de emprego (empregador e empregado). TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 11 A forma de contratação a ser feita por uma empresa será escolhida de acordo com o objetivo proposta com aquela contratação. Por exemplo, caso a empresa esteja necessitando de um profissional apenas em razão do aumento das vendas para atender a demandas de clientes no Natal, pode ser feita a contratação de trabalhador temporário; agora, caso a contratação seja para atender uma demanda permanente da empresa, pode ser realizada a contratação de um trabalhador celetista, para compor o quadro efetivo de funcionários; caso seja para uma necessidade eventual e não habitual, pode ser contratado um trabalhador autônomo, o qual não possui relação empregatícia, e presta serviços por conta própria (pedreiro, pintor etc.). O profissional de departamento pessoal deve possuir os conhecimentos necessários no que diz respeito aos requisitos legais para a contratação de tais prestadores de serviços. Após a contratação, deve haver a gestão da jornada de trabalho, pagamento da remuneração, normas de saúde e segurança do trabalho, prestação de informações ao Governo, recolhimento de encargos previdenciários etc. O profissional da área deve estar sempre atualizado com as novas legislações aplicáveis aos funcionários de sua empresa. As relações trabalhistas (deveres e direitos dos empregados e empregadores) mudam continuamente. Um grande exemplo de mudança de rotina e adaptabilidade para os profissionais da área de pessoal foi o surgimento de leis e regulamentos aplicáveis aos funcionários em decorrência da pandemia do vírus Sars-CoV-2 (COVID-19). Outro desafio recente dos profissionais da área diz respeito à implantação do eSocial, o qual consiste em um projeto do Governo Federal, instituído pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, que armazenará em um Ambiente Nacional Virtual, informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias. Para tanto, como trata de uma nova forma de cumprir determinadas obrigações, tem sido necessário diversas adequações nas rotinas administrativas das empresas. Pois, caso o empregador não cumpra, o referido poderá ser penalizado. IDEIAS-CHAVE: Departamento Pessoal, Recursos Humanos e Gestão de Pessoas; Saúde e Segurança do Trabalho; Medicina do Trabalho; eSocial; Setor Jurídico; Direito do Trabalho; Relação Empregatícia; Empregador x Empregado; Formas de contratação. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link abaixo acerca do trabalho desempenhado pelo profissional de departamento de pessoal e recursos humanos: https://www.youtube.com/watch?v=V1zVhqIGzGY. https://www.youtube.com/watch?v=V1zVhqIGzGY TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 12 RECAPITULANDO... Há diferenciações entre as áreas de Departamento Pessoal e Recursos Humanos. O porte, atividade e estrutura de uma empresa são fatores que interferem diretamente no modo como a atividade interna será gerenciada e quais departamentos ligados à área existirão. O Departamento Pessoal é responsável pela parte burocrática ligada a pessoal, como, por exemplo: admissão, folha de pagamento, controle de benefícios e da jornada de trabalho etc. O Recursos Humanos, propriamente dito, é a área responsável pelo recrutamento e seleção, treinamento e capacitação, realização de palestras, pesquisas organizacionais etc. O profissional de departamento de pessoal deve possui conhecimento acerca das legislações aplicáveis a pessoal, principalmente, de Direito do Trabalho e Previdenciário. A área de Saúde, Segurança e Medicina do Trabalho está diretamente ligada à atuação do profissional de departamento pessoal, a citar: realização de atestados médicos admissionais, periódicos e demissionais; laudos técnicos para a concessão de insalubridade e periculosidade; treinamento; fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) etc. Há diversas formas de contratação de pessoal dentro do ambiente organizacional, a citar: celetistas, estagiários, autônomo, temporário, terceirizado, jovem aprendiz, teletrabalho etc. http://www.ibccoaching.com.br/portal/conheca-os-tres-tipos-de-estruturas-organizacionais-existentes/ TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 13 UNIDADE II PROCEDIMENTOS PARA ADMISSÃO DE EMPREGADOS I 1. REQUISIÇÃO DE ADMISSÃO Sempre que houver a necessidade de admissão de empregado para um determinado setor, via de regra, em se tratando de empresas de grande porte, esta tomará a providência de preencher uma Ficha de Requisição de Admissão de Funcionários. Segue modelo abaixo: FORMULÁRIO DE REQUISIÇÃO DE PESSOAL Tipo de Recrutamento: ( ) Interno ( ) Externo ( ) Misto Motivo: ( ) Substituição ( ) Aumento de quadro de pessoal Cargo: Superior Imediato: Justificativas: Tipo de contrato: ( ) Efetivo ( ) Jovem Aprendiz ( ) Estágio ( ) Intermitente ( ) Teletrabalho ( ) Prazo Determinado Atividades a serem desenvolvidas: Horário de Trabalho 2ª feira: ___:___ / ___:___3ª feira: ___:___ / ___:___ 4ª feira: ___:___ / ___:___ 5ª feira: ___:___ / ___:___ 6ª feira: ___:___ / ___:___ Sábado: __:___ / ___:___ Requisitos para a função: ( ) Ensino Fundamental Incompleto ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Fundamental ( ) Ensino Superior ( ) Ensino Técnico ( ) Pós-Graduação/MBA Informática: ( ) N.A. ( ) Básico ( ) Intermediário ( ) Avançado CNH: ( ) N.A. ( ) A ( ) B ( ) C ( ) D ( ) E Obs.: ______________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 14 APROVAÇÕES SOLICITANTE ______________ Nome ____/____/_____ GERENTE ______________ Nome ____/____/_____ DIRETORIA __________ Nome ___/___/___ RH ______________ Nome ____/____/_____ RECRUTAMENTO & SELEÇÃO Data de recebimento: ____/____/_____ Recebido por: __________________________________ Candidato aprovado: ___________________________________ Data de admissão: ____/____/_____ Analista Responsável: ________________________________ Tipo de Recrutamento: ___________________________________ DEPARTAMENTO PESSOAL Cargo: ____________________________ Nível: ________________________ Código do cargo: _______________ Salário: R$ ___________________ ( ) Mensalista ( ) Horista Analista Responsável: ___________________________ Nesse documento, estarão presentes as mais variadas informações acercam dos requisitos necessários para o preenchimento da(s) vaga(s) em aberto, o qual será elaborado de acordo com as necessidades da empresa, tais como: a função a ser exercida, grau de escolaridade, tipo de recrutamento etc. Esse documento, após as providências preliminares, será encaminhado ao setor de Recrutamento e Seleção, em se tratando de grandes empresas, as quais possuem as subdivisões bem definidas do Departamento de Recursos Humanos, o qual buscará o preenchimento da necessidade o mais breve possível, acionando suas fontes de recrutamento. Conforme modelo acima, o Departamento Pessoal fará o preenchimento das informações salariais, jornada de trabalho, nome do cargo etc. do novo colaborador a ser admitido. 2. RECRUTAMENTO E SELEÇÃO 2.1. Recrutamento É a forma pela qual é utilizada pela empresa para atrair os candidatos qualificados e interessados na ocupação do(s) referido(s) cargo(s). TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 15 Existem três tipos de recrutamento: interno, externo ou misto. O recrutamento interno é realizado dentro da própria empresa, visando o aproveitamento dos colaboradores que já fazem parte do seu quadro de funcionários. Um ponto positivo deste tipo de recrutamento é que ele estimula e motiva os colaboradores a sempre buscarem desenvolvimento e darem seu melhor visando oportunidades futuras de crescimento profissional. Já no recrutamento externo, o processo de busca é feito com profissionais de fora da empresa, e uma das suas principais vantagens é a oxigenação da empresa, através de novas ideias e experiências trazidas por profissionais vindos de outras empresas; através de anúncios em jornais, agências de emprego, placas, etc. O recrutamento misto, por sua vez, nada mais é que a junção das duas modalidades anteriores. Ou seja, é a busca pelo profissional dentro e de fora da empresa. 2.2. Seleção Após a realização do processo de recrutamento, onde foi feita a captação e filtragem dos candidatos que melhor se adequam à vaga disponibilizada, é hora de fazer uma análise mais detalhada para selecionar o profissional a ser contratado. O processo de seleção geralmente é formado pelas seguintes etapas: triagem dos currículos, entrevista, prova de conhecimentos específicos, teste psicológico, técnicas de simulação etc. A utilização de cada técnica fica a critério da empresa, variando de acordo com a função ofertada e necessidades do empregador. Estando tudo em termos, ou seja, encontrado o candidato certo para a vaga, o setor de Recursos Humanos/Recrutamento e Seleção enviará todo o procedimento ao setor de Administração de Pessoal (o próprio Departamento Pessoal (DP)), para que este possa providenciar a efetiva contratação do futuro empregado. 3. DOCUMENTAÇÃO PARA ADMISSÃO DE EMPREGADO A primeira rotina a ser cumprida no ato da contratação de empregado é o processo admissional. Essa rotina visa atender às normas legais existentes, bem como as normas internas da empresa, propiciando o ingresso desse empregado com êxito. São documentos que podem ser exigidos no ato da admissão: a) CTPS; b) Fotografia 3x4 c) Certidão de casamento/nascimento do empregado; d) CPF; e) Carteira de Identidade (RG); f) Carteira Nacional de Habilitação (CNH), desde que a função exija; g) Comprovante de residência atualizado; h) Título de eleitor e comprovante de votação; i) Certificado de reservista (somente para sexo masculino, entre 18 e 45 anos); j) Certidão de nascimento dos filhos menores de 14 anos, ou inválido de qualquer idade (salário-família) k) Certidão de nascimento dos filhos menores de 21 anos (dedução de IRRF). l) Cartão de vacina, filhos menores de 7 anos (salário-família); m) Comprovante de frequência escolar dos filhos maiores ou igual a 07 anos de idade; n) Documento de cadastramento no PIS; o) Comprovante de escolaridade; p) Registro em Conselho de Classe competente; q) CPF dos dependentes; r) Formulários de admissão (dados pessoais: raça, cor, deficiências, múltiplos vínculos etc). TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 16 Segue abaixo um modelo de Formulário de Admissão/Atualização de Dados de Empregados: FORMULÁRIO DE ADMISSÃO/ATUALIZAÇÃO DE CADASTRO Dados do trabalhador: Nome:______________________________________________________________ Nome social: ________________________________________________________ Estado civil: ( ) Solteiro ( ) Casado ( ) Divorciado ( ) Separado ( ) Viúvo Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino Raça e Cor: ( ) Branca ( ) Preta ( ) Parda ( ) Amarela ( ) Indígena ( ) Não informado Data de nascimento: _____/_____/_______ Local de nascimento: __________________________________________________ Dados Complementares: O vínculo que possuirá/possui trata-se do primeiro emprego? ( ) Sim ( ) Não Telefone/Celular: ( ) __________-___________ / ( ) __________-___________ E-mail(s): ___________________________________________________________ Pessoa com deficiência: Deficiência física: ( ) Sim ( ) Não Deficiência visual: ( ) Sim ( ) Não Deficiência auditiva: ( ) Sim ( ) Não Deficiência mental: ( ) Sim ( ) Não Deficiência Intelectual: ( ) Sim ( ) Não Observações:________________________________________________________________________________ ______________________________________________________ Informações bancárias: Nome Banco: _______________________________ Código do Banco: ____________________________ Tipo de Conta: ( ) Conta Corrente ( ) Conta poupança ( ) Conta Salário Dependentes: 01 - Cônjuge; 02 - Companheiro(a) com o(a) qual tenha filho ou viva há mais de 5 (cinco) anos ou possua Declaração de União Estável; 03 - Filho(a) ou enteado(a); 04 - Filho(a) ou enteado(a), universitário(a) ou cursando escola técnica de 2º grau; 06 - Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, do(a) qual detenha aguarda judicial; 07 - Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, universitário(a) ou cursando escola técnica de 2º grau, do(a) qual detenha a guarda judicial; 09 - Pais, avós e bisavós; 10 - Menor pobre do qual detenha a guarda judicial; 11 - A pessoa absolutamente incapaz, da qual seja tutor ou curador; TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 17 12 - Ex-cônjuge; 99 – Agregado/Outros. Obs.: Nome de cada dependente com sua respectiva data de nascimento e CPF. Nome: Dep. IRRF (S ou N) Dep. Sal Família (S ou N) Jornada de trabalho: ( ) 01 – Segunda-feira ___:___ às ___:___ às ___:___ às ___:___ ( ) 02 –terça-feira ___:___ às ___:___ às ___:___ às ___:___ ( ) 03 - quarta-feira ___:___ às ___:___ às ___:___ às ___:___ ( ) 04 - quinta-feira ___:___ às ___:___ às ___:___ às ___:___ ( ) 05 - sexta-feira ___:___ às ___:___ às ___:___ às ___:___ ( ) 06 – Sábado ___:___ às ___:___ às ___:___ às ___:___ ( ) 07 - Domingo ___:___ às ___:___ às ___:___ às ___:___ DECLARAÇÃO Declaro para os devidos fins que as informações constantes neste formulário são fieis à verdade e condizentes com a realidade dos fatos à época. Declaro que todas as informações mencionadas nesse formulário foram extraídas dos documentos e são de minha responsabilidade. Além disso, fui informado que se houver qualquer alteração nesta Declaração, a mesma deverá ser modificada junto ao setor competente desta empresa. Por fim, fico ciente que através desse documento a falsidade das informações configura crime previsto no Código Penal Brasileiro e passível de apuração na forma da Lei. Nada mais a declarar, e ciente das responsabilidades pelas declarações prestadas, firmo a presente. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 18 Cidade (Estado), (dia) de (mês) de (ano). _______________________________________________________ Assinatura por extenso É importante ressaltar que tais documentos devem ser arquivos pela empresa e, sempre que preciso, atualizados. Ex.: certidão de casamento, nascimento de filhos, endereço etc. De acordo com o artigo 1º da Lei nº 9.029/95, “É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros [...]’’. À vista disso, são documentos, a título de exemplos, que não podem ser exigidos ao candidato: a) Exigência de teste, exame, perícia, laudo, atestado, declaração ou qualquer outro procedimento relativo à esterilização ou a estado de gravidez; b) Certidão negativa do SPC e SERASA e assemelhados; c) Antecedentes criminais; d) Exame de HIV (AIDS); e) Certidão negativa de reclamatória trabalhista; f) Comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade (art. 442-A da CLT). Por exemplo, a Lei Federal nº 7.102/83, a qual trata, dentre outras disposições, sobre os requisitos para o exercício da profissão de vigilante, determina que o profissional não pode ter antecedentes criminais registrados. Há quem sustente que a solicitação da referida certidão viola os direitos à intimidade e à vida privada dos trabalhadores, traduzindo-se em evidente prática discriminatória, entretanto, há quem defenda a licitude de tal procedimento de maneira generalizada, independentemente da função a ser exercida pelo trabalhador. 4. FORMALIZAÇÃO DA ADMISSÃO Após a apresentação e conferência da documentação apresentada bem como se o candidato possui a formação específica para o cargo e registro em Conselho de Classe (se o caso), para fins de envio das informações do trabalhador ao eSocial, deve ser feita a validação do nome, data de nascimento e CPF do trabalhador, por meio da Qualificação Cadastral, através do seguinte link: https://www.gov.br/esocial/pt-br/empresas/consulta- qualificacao-cadastral. Caso haja divergências, o trabalhador deverá proceder com as retificações. Qualquer divergência impossibilitará o envio de eventos ao eSocial. Após recebidos os documentos para admissão e realizada a qualificação cadastral, o candidato deve ser encaminhado para a realização do Exame Médico Admissional e de exames complementares, de acordo com os laudos de Saúde e Segurança do Trabalho. O Exame Médico Admissional tem como objetivo avaliar se o candidato está apto para o exercício das atividades da função a ser contratado. Se todos os documentos e trâmites acima estiverem corretos será executado o processo admissional e o cadastro no sistema de Folha de Pagamento e Ponto Eletrônico. Deve ser realizada ainda a transmissão do evento de admissão ao eSocial (S-2190 ou S-2200), até, no máximo, o dia anterior ao início das atividades do novo funcionário. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre os documentos para uma contratação: https://www.youtube.com/watch?v=qqcqr0wzv_c. https://www.gov.br/esocial/pt-br/empresas/consulta-qualificacao-cadastral https://www.gov.br/esocial/pt-br/empresas/consulta-qualificacao-cadastral https://www.youtube.com/watch?v=qqcqr0wzv_c TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 19 Após a aceitação dos dados pelo eSocial, o novo colaborador pode ser liberado para o início das atividades laborativas. É imprescindível que haja todo o trâmite acima, com antecedência, antes do início das atividades do empregado, haja vista o prazo para envio dos dados ao eSocial. A assinatura da Carteira de Trabalho se dá através do envio dos dados de admissão através da plataforma do eSocial. Dessa forma, o empregador já cumprirá a obrigação legal do registro quando proceder com o envio. O empregador deverá emitir diversos documentos e solicitar ao empregado para assiná-los e/ou entregá-lo, tais como: Contrato de trabalho Ficha/Livro de Registro de Empregados Acordo de Compensação de Horas Acordo de Prorrogação de Horas Acordo de Banco de Horas Opção pelo Vale-Transporte Declaração de Dependentes para fins de Imposto de Renda Declaração de Dependentes para Salário Família Declaração de Adesão aos Benefícios (plano de saúde, odontológico, seguro de vida etc.) Declaração de Múltiplos Vínculos Termo de Consentimento para Uso de Dados Pessoais (LGPD) Termo de Orientações de Segurança Termo de Ciência de Tratamento e Compartilhamento de Dados Pessoais (LGPD) Regimento Interno O rol de documentos acima não são taxativos. Cada empresa terá uma realidade e necessidade no preenchimento/solicitação de documentos aos seus empregados. No ato dessas formalizações e assinaturas de declarações e termos, o colaborador deve ser integrado junto às áreas da empresa: Departamento Pessoal (DP), Recursos Humanos (RH), Saúde e Segurança do Trabalho (SST), Tecnologia da Informação (TI) etc. No Departamento Pessoal o colaborador irá assinar todos os documentos de admissão, terá a explicação quanto aos benefícios concedidos pela organização, normas internas, marcação de ponto, normas coletivas acerca de horas extras e/ou banco de horas, entrega de uniformes e crachás etc. O novo colaborador deve ser encaminhado ao setor de Saúde e Segurança do Trabalho para que sejam fornecidos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) bem como para que sejam ministrados treinamentos específicos atinentes à função a ser desempenhada. No Setor de Tecnologia da Informação (TI) o novo colaborar será cadastrado na intranet da empresa, sistemas, e- mails etc. Deve ser montada uma pasta funcional individualizada do empregado, com toda a documentação de admissão, a qual deverá ser arquivada de forma organizada e segura. No ato do cadastro do colaborador em folha de pagamentodeve ser verificado ainda, junto ao setor de SST, se a função a ser desempenhada faz jus a adicional de insalubridade, periculosidade, aposentadoria especial etc. de acordo com os laudos técnicos. Caso haja, tal informação afeta diretamente a situação dos cadastros tanto para efeito de encargos patronais quanto na remuneração do empregado. É de suma importância, como profissionais na área de departamento pessoal, termos ciência quanto à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei nº. 13.709/2018. Ela trata quanto à proteção de dados de pessoas em qualquer relação que envolve o uso de seus dados. Na área trabalhista temos acesso a diversos dados dos colaboradores, os quais devem ser protegidos e, em alguns casos, é necessário obter o consentimento expresso (finalidade determinada) do funcionário para que determinado dado seja utilizado pela organização. Na lista de documentos acima relacionados há a menção quanto a Termo de Consentimento para Uso de Dados Pessoais e Termo de Ciência de Tratamento e Compartilhamento de Dados Pessoais, ambos estão ligados ao cumprimento da referida legislação. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 20 Os empregadores devem ser transparentes com os colaboradores sobre as operações de tratamento que realizam em seus dados, como coleta, armazenamento, uso, compartilhamento etc. Deve haver justificativas legais sobre o motivo pelo qual tratar aqueles dados pessoais. A título de exemplo, na área de departamento pessoal, temos acesso a diversos dados pessoais sensíveis, tais como: origem racial, filiação a sindicato, dado referente à saúde, dado biométrico etc. Em caso do colaborador conceder consentimento para uso de determinado dado, é importante destacar que o referido poderá revogar a autorização a qualquer momento. IDEIAS-CHAVE: Requisição de Pessoal; Recrutamento e Seleção; Documentos para admissão de empregado; Formalização da admissão; eSocial; Qualificação Cadastral; Saúde e Segurança do Trabalho; Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); Vale-Transporte; Salário-família; Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). RECAPITULANDO... Após o processo de recrutamento e seleção, o candidato selecionado é encaminhado ao Departamento Pessoal para a realização do processo de admissão. Para que o novo colaborador inicie as suas atividades laborativas ele deve ter concluído todo o processo admissional, com a apresentação de documentos, atestado médico admissional e transmissão do evento de admissão ao eSocial. O empregador, através do Departamento Pessoal, deve providenciar a assinatura do contrato de trabalho, acordos, opção de vale-transporte, Ficha/Livro de Registro de Empregado; Termos de Consentimento e/ou Ciência de Tratamento, Uso e Compartilhamento de Dados Pessoais; Normas Internas; Acordos Coletivos de Trabalho etc. O empregador deve proteger os dados pessoais de seus empregados e tratá-los de acordo com o estabelecido pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e consentimentos do empregado. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre o passo a passo do processo de admissão: https://www.youtube.com/watch?v=zG5pD9eEH7U. https://www.youtube.com/watch?v=zG5pD9eEH7U TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 21 UNIDADE III PROCEDIMENTOS PARA ADMISSÃO DE EMPREGADOS II Veremos nesta unidade, com maior detalhamento, os procedimentos a serem realizados na admissão de empregados, tanto por parte do empregador bem como de documentos a serem assinados/preenchidos pelo empregado. 1. CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL (CTPS) De acordo com o art. 13 da CLT, a CTPS “[...] é obrigatória para o exercício de qualquer emprego, inclusive de inclusive de natureza rural, ainda que em caráter temporário, e para o exercício por conta própria de atividade profissional remunerada”. As normas relativas à CTPS sofreram alterações significativas com o advento da Lei Federal nº. 13.874/2019, de 20 de setembro de 2019, a qual alterou as disposições da CLT. A CTPS, a partir de agora, é emitida preferencialmente em meio eletrônico e, excepcionalmente, poderá ser emitida em meio físico. Tem como identificação única do empregado o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Em 23 de setembro de 2019, através da Portaria nº. 1.065/2019, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT), vinculada ao Ministério da Economia, foi disciplinada a emissão da CTPS em meio eletrônico, agora, denominada, Carteira de Trabalho Digital; a qual equivale à CTPS emitida em meio físico. Para a habilitação da Carteira de Trabalho Digital é necessária a criação de uma conta de acesso por meio da página eletrônica: acesso.gov.br; por meio de aplicativo específico, denominado Carteira de Trabalho Digital, disponibilizado gratuitamente para dispositivos móveis ou serviço específico da Carteira de Trabalho Digital no sítio eletrônico www.gov.br. A Carteira de Trabalho em meio físico será ainda utilizada para os empregadores que ainda não forem obrigados ao uso do eSocial. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 22 Pelo art. 29 da CLT, com a alteração advinda pela Lei Federal nº. 13.874/2019, o empregador terá o prazo de 05 (cinco) dias úteis para anotar na CTPS a admissão, remuneração e as condições especiais, se houver. Por isso, é importante que o empregador faça um recibo para protocolar o recebimento e devolução da CTPS: RECIBO DE ENTREGA DA CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL PARA ANOTAÇÕES Nome do Empregado: Função: Data de admissão: / / CPF: CTPS/Série/UF: Data de emissão: / / Recebi(emos) a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) acima e será devolvida após as anotações necessárias referente ao vínculo empregatício em epígrafe, nos termos da legislação vigente. Cidade (Estado), (dia) de (mês) de (ano). ___________________________________________________ Assinatura (Nome, cargo e nome da empresa) COMPROVANTE DE DEVOLUÇÃO DA CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL Nome do Empregado: Função: Data de admissão: / / CPF: CTPS/Série/UF: Data de emissão: / / Eu, (nome do empregado), declaro e confirmo que recebi em devolução, nesta data, a Carteira de Trabalho e Previdência Social acima identificada, com as respectivas anotações referente à função ocupada nesta empresa. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 23 Cidade (Estado), (dia) de (mês) de (ano). ___________________________________________________ Assinatura (Nome, cargo e nome da empresa) Para os empregadores que têm a obrigação de uso do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) a comunicação pelo trabalhador do número de inscrição no CPF ao empregador equivale à apresentação da CTPS em meio digital, dispensado o empregador da emissão de recibo, e, ainda, os registros eletrônicos gerados pelo empregador nos sistemas informatizados da Carteira de Trabalho em meio digital equivalem às anotações a que se refere à CLT. Ou seja, todas as anotações que antes eram escritas na CTPS física, passarão a ser lançadas na CTPS digital, a qual será alimentada com os dados do eSocial. Os empregadores já obrigados a prestar as informações de seus empregados, através do eSocial, devem informá- los até o final do dia imediatamente anterior à admissão. Os eventos do eSocial, para prestar os dados do parágrafo anterior, são: - S-2190 – Admissão de Trabalhador – Registro Preliminar (evento opcional, a ser utilizadoquando não for possível enviar todos os dados do evento S-2200. - S-2200 – Cadastramento Inicial e Admissão/Ingresso de Trabalhador (com os dados completos do empregado, caso o empregador já os tenha). Portanto, se o empregador prestar as informações nos prazos acima, na plataforma do eSocial, já terá cumprido a obrigação do registro na Carteira de Trabalho. Ressalta-se que o trabalhador deverá ter acesso às informações da sua CTPS no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas a partir de sua anotação. Cabe citar ainda que o CNIS - Cadastro Nacional de Informações Sociais - é um sistema de bases de dados nacional que abrange todos os trabalhadores brasileiros e que é utilizado pelo INSS para fins de concessão de benefícios, além de disponibilizar os dados para a Carteira de Trabalho Digital. Na prática, assim que um empregador transmite uma informação ao eSocial (digamos, uma admissão), ela é recebida, transmitida para a DATAPREV, processada pelos sistemas, disponibilizada no CNIS, e imediatamente exibida na Carteira de Trabalho Digital do trabalhador. O objetivo é facilitar o acesso aos dados empregatícios dos trabalhadores por meio de aplicativo, o qual consolida em um único ambiente tais informações, permitindo ao empregado acompanhar em tempo real a alimentação de dados de seu empregador. Vale ressaltar que a CTPS Digital não possui validade como documento de identificação civil, embora substitua a CTPS física. A CTPS física deve ser guardada, pois continua sendo utilizada para fins de comprovação de tempo de trabalho. A partir de agora, as anotações de férias, alterações salariais etc. serão feitas por meio eletrônico. Portanto, o empregador não necessita mais pedir a CTPS para anotar o vínculo de empregatício, basta o empregado apresentar o número de CPF. O número, série e UF da CTPS deve ser preenchido da seguinte forma no sistema da folha de pagamento/cadastro do empregado: Número da carteira de trabalho: Informe os 7 (sete) primeiros dígitos do CPF do trabalhador. Série da carteira de trabalho: Informe os 4 (quatro) últimos dígitos do CPF do trabalhador. UF da carteira de trabalho: Informe a Unidade de Federação do trabalhador ou da empresa. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 24 Para mais informações e esclarecimentos quanto à nova Carteira de Trabalho, consulte as Perguntas Frequentes, disponível no seguinte endereço eletrônico: https://www.gov.br/pt-br/temas/perguntas-frequentes-carteira-de- trabalho-digital. 2. FICHA OU LIVRO DE REGISTROS DE EMPREGADOS A Ficha de Registro de Empregado (FRE) ou Livro de Registro de Empregado (LRE) está previsto entre os artigos 41 ao 48 da CLT. Trata-se de um documento no qual será registrado toda a vida profissional do empregado dentro da empresa. Sua importância se estende ainda como meio de comprovação de tempo de serviço perante a Previdência Social, além da comprovação de vínculo empregatício entre empregado e empregador. Em razão de sua importância, inclusive para efeito de comprovação perante a Previdência Social, sugere-se que seja arquivado pela empresa, por tempo indeterminado. É um documento importantíssimo, uma vez que em suas páginas consta toda a vida profissional dos empregados dentro da empresa, pelo período em que vigorar seu contrato de trabalho. Por isso, é de fundamental importância a sua atualização constante em todos os sentidos, como reajustes salariais, afastamentos, concessões de férias, acidentes de trabalho, entre outros. Segue abaixo um modelo-padrão de Ficha de Registro de Empregado: PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre a CTPS Digital: https://www.youtube.com/watch?v=tsy5sM8TtA0. https://www.gov.br/pt-br/temas/perguntas-frequentes-carteira-de-trabalho-digital https://www.gov.br/pt-br/temas/perguntas-frequentes-carteira-de-trabalho-digital https://www.youtube.com/watch?v=tsy5sM8TtA0 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 25 Entretanto, o registro de empregados, assim como a CTPS, tem sido substituído pelo eSocial – nos termos da Portaria nº. 1.195, de 30 de outubro de 2019. Os empregadores têm a opção pelo registro eletrônico de empregados, e, caso, optem, estarão aptos à substituição do livro de registro de empregados. A opção pelo registro eletrônico é feita por meio do evento S-1000 - Informações do Empregador/Contribuinte/Órgão Público. Os empregadores que ainda não optaram pelo registro eletrônico poderão fazê-lo enviando novo evento S-1000. Os que não optarem pelo registro eletrônico continuarão a fazer o registro em meio físico. Nesse caso, terão o prazo de um ano para adequarem os seus documentos (livros ou fichas) ao conteúdo previsto na Portaria. Os dados de registro devem ser informados ao eSocial até a véspera do dia de início da prestação de serviços pelo trabalhador. Por exemplo, empregado que começará a trabalhar no dia 5 deverá ter a informação de registro prestada no sistema até o dia 4. Seguem os prazos e dados previstos na respectiva Portaria: Obrigação Prazo do eSocial Número no Cadastro de Pessoa Física - CPF; Data de nascimento; Data de admissão; Matrícula do empregado; Categoria do trabalhador; Natureza da atividade (urbano/rural); Código da Classificação Brasileira de Ocupações -CBO; Valor do salário contratual; Tipo de contrato de trabalho em relação ao seu prazo, com a indicação do término quando se tratar de contrato por prazo determinado. Até o dia anterior ao início das atividades do trabalhador Nome completo, sexo, grau de instrução, endereço e nacionalidade; Descrição do cargo e/ou função; Descrição do salário variável, quando for o caso; Nome e dados cadastrais dos dependentes; Horário de trabalho ou informação de enquadramento no art. 62 da TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 26 CLT; Local de trabalho e identificação do estabelecimento/empresa onde ocorre a prestação de serviço; Informação de empregado com deficiência ou reabilitado; Indicação do empregador para o qual a contratação de aprendiz por entidade sem fins lucrativos está sendo computada no cumprimento da respectiva cota Identificação do alvará judicial em caso de contratação de trabalhadores com idade inferior à legalmente permitida; Data de opção do empregado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, nos casos de admissão anterior a 1º de outubro de 2015 para empregados domésticos ou anterior a 5 de outubro de 1988 para os demais empregados; Informação relativa a registro sob ação fiscal ou por força de decisão judicial, quando for o caso. Até o dia 15 (quinze) do mês subsequente ao mês em que o empregado foi admitido Alterações cadastrais e contratuais relativas à categoria do trabalhador, ao tipo de contrato de trabalho em relação ao seu prazo, ao nome completo, sexo, grau de instrução, endereço,nacionalidade e à identificação do alvará judicial em caso contratação de trabalhador com idade inferior à legalmente permitida; Gozo de férias; Afastamento por acidente ou doença relacionada ao trabalho, com duração não superior a 15 (quinze) dias; Afastamentos temporários (aposentadoria por invalidez, cessão/requisição, representação sindical, serviço militar etc.) Dados de desligamento cujo motivo não gera direito ao saque do FGTS; Informações relativas ao monitoramento da saúde do trabalhador; Informações relativas às condições ambientais de trabalho; Transferência de empregados entre empresas do mesmo grupo econômico, consórcio, ou por motivo de sucessão, fusão, incorporação ou cisão de empresas; Reintegração ao emprego. Até o dia 15 (quinze) do mês seguinte ao da ocorrência Afastamento por acidente ou doença relacionados ou não ao trabalho, com duração superior a 15 (quinze) dias; Afastamentopor acidente ou doença relacionados ou não ao trabalho, com qualquer duração, que ocorrerem dentro do prazo de 60 (sessenta) dias pela mesma doença e tiverem em sua totalidade duração superior a 15 (quinze) dias. No 16º (décimo sexto) dia do afastamento O acidente de trabalho ou doença profissional que resulte morte; Afastamento por acidente ou doença relacionados ou não ao trabalho, com qualquer duração, quando ocorrer dentro do prazo de 60 (sessenta) dias do retorno de afastamento anterior pela mesma doença, que tenha gerado recebimento de auxílio-doença. De imediato Acidente de trabalho que não resulte morte, ou a doença profissional. Até o primeiro dia útil seguinte ao da sua ocorrência Dados de desligamento cujo motivo gera direito a saque do FGTS. Até o 10º (décimo) dia seguinte ao da sua ocorrência Diante do exposto, cumprido os prazos elencados acima, o empregador estará cumprindo duas obrigações com uma única prestação de informações: Registro de Empregados e Carteira de Trabalho Digital. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 27 3. CONTRATO DE TRABALHO Contrato de trabalho, o qual deve ser objeto lícito, é a expressão da manifestação da vontade, cujas partes são empregado e empregador (bilateral). O empregador elaborará de acordo com a modalidade desejada, seja por prazo indeterminado, por prazo determinado ou, os mais comumente aplicado no ato admissão de novo colaborador, o contrato de experiência. Segue abaixo um modelo de contrato de experiência: CONTRATO DE EXPERIÊNCIA Pelo presente instrumento particular de contrato de trabalho, a empresa __________________________________________________ com sede na Rua __________________________________________n.º _______, CEP ____________ na cidade de _____________________ Estado _____________ inscrita no CNPJ sob o n.º __________________________ adiante denominado "EMPREGADOR", e o Sr(a) ____________________________________, com residência à Rua ___________________________________________, n.º ______, na cidade ____________ Estado _____________, portador da CTPS n.º ______ série _______, adiante denominado "EMPREGADO", celebram o presente Contrato Individual de Trabalho conforme a legislação trabalhista em vigor, bem como sujeito às seguintes cláusulas e condições: Cláusula primeira O contrato de trabalho em questão está sendo regido pelo art. ___ da CLT. O prazo do presente contrato será de ______ dias a contar desta data tendo como termo final a data de ____/____/____. Findo o prazo estipulado, ou terminado o prazo de prorrogação, e não sendo o empregado dispensado, o presente instrumento passará a vigorar por prazo indeterminado, respeitadas as condições estipuladas abaixo. Cláusula segunda O empregado irá exercer a função de _______________________, de acordo com as condições gerais previstas no presente contrato, e mais as funções que vierem a ser objetos de ordens verbas e/ou escritas, por meio de avisos, segundo as necessidades do empregador desde que compatíveis com a atribuições do empregado, observando as disposições trabalhistas vigentes. Atribuições: _________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ ___________________________________________ O empregado deverá desempenhar suas atribuições com toda diligência e dedicação necessárias a execução da atividade, observando as instruções do empregador, bem como dos seus superiores hierárquicos relacionados à atividade para a qual foi contratado. A atividade se desenvolverá de acordo com os procedimentos e indicações determinadas pelo empregador. Cláusula terceira O empregado perceberá o salário de R$__________ (__________________________________) por _____ (mês/dia/hora) O empregado autoriza o desconto em seus salários das importâncias que lhe forem concedidas a título de "adiantamento salarial". Além dos descontos previstos em lei, reserva-se a empregadora o direito de descontar do empregado, as PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre a Ficha de Registro de Empregado: https://www.youtube.com/watch?v=Yz0HEf8RJJ8. https://www.youtube.com/watch?v=Yz0HEf8RJJ8 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 28 importâncias correspondentes aos prejuízos por ele causados, quando da ocorrência de culpa, conforme preconiza o § 1º do art. 462 da CLT. Cláusula quarta O empregado trabalhará no estabelecimento do empregador situado à Rua _______________________________,n.º _____,prestando expressa concordância a ser transferido no futuro, de forma provisória ou definitiva, a qualquer estabelecimento que oportunamente venha dispor o empregador. Cláusula quinta A jornada diária do empregado será das _____ às _____, com intervalo de _____ hora(s) para repouso e alimentação, de segunda-feira a sexta-feira, e aos sábados, das _____ às _____, totalizando a jornada de 44 horas semanais, prevista no art. 7º, XIII da Constituição da República. As horas excedentes da jornada normal de trabalho serão remuneradas como horas extraordinárias, conforme determina o art. 59 da CLT. Cláusula sexta O empregado fica ciente do Regulamento Interno da Empresa e das normas que regulam suas atividades, e, se for o caso, se compromete a utilizar os equipamentos de segurança fornecidos pelo empregador, sob pena de ser punido por falta grave, nos termos da legislação vigente e demais disposições inerentes à Segurança e Medicina do Trabalho. Cláusula sétima O empregado se compromete a manter atualizado seus dados, bem como dar ciência ao empregador da sua residência e demais dados pessoais e familiares que estabeleça ou altere durante toda a vigência do presente contrato de trabalho. Cláusula oitava __________________________________________________________________ Cláusula nona __________________________________________________________________ Tendo assim contratado, assinam o presente instrumento, em duas vias, na presença de duas testemunhas. __________________, _____ de ________________ de ___________. ________________________________ Empregado ________________________________ Empregador ______________________ ________________________ Testemunha 1 Testemunha 1 4. VALE-TRANSPORTE O vale-transporte, estabelecido pela Lei 7.418/85 e regulamentado pelo Decreto nº. 95.247/1987, é um benefício que o empregador fornecerá ao empregado, antecipadamente, para utilização efetiva em despesas de deslocamento de sua residência para o trabalho e do trabalho de volta para a sua casa. Devemos pensar em deslocamento como cada um dos segmentos da viagem que o leve de sua casa ao trabalho e vice-versa, ou seja, pode ser que ele vá de ônibus, depois pegue o metrô e depois outro ônibus, somando assim três segmentos; através de sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou interestadual. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 29 A lei não determina qual deve ser a distância do deslocamento, porém é fácil compreender que, se o empregado morar na mesma rua da empresa ou no mesmo quarteirão, por exemplo, ele não precisará de vale-transporte. 4.1 Beneficiários Fazem jus ao respectivo direito: empregados definidos pela CLT; empregados domésticos; trabalhadores de empresas de trabalho temporário; os empregados a domicílio, para os deslocamentos indispensáveis à prestação do trabalho, percepção de salários e os necessários ao desenvolvimento das relações com o empregador; entre outros. 4.2 Fornecimento em Dinheiro (Vedação) O empregador está proibido de substituir o vale-transporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento, exceto, se houver falta ou insuficiência e estoquede vale-transporte (dos fornecedores), necessário ao atendimento da demanda e ao funcionamento do sistema. O beneficiário será ressarcido pelo empregador, na folha de pagamento imediata, da parcela correspondente, quando tiver efetuado, por conta própria, a despesa para seu deslocamento. 4.3 Requisitos para o exercício de recebimento O empregado para passar a receber o Vale-Transporte deverá informar ao empregador, por escrito: a) Seu endereço residencial; b) Meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento residência/trabalho e vice-versa. c) Número de vezes utilizados no dia para o deslocamento residência/trabalho/residência. A empresa deverá obter declaração negativa quando o funcionário não exercer a opção deste benefício. Essas informações deverão ser atualizadas anualmente ou sempre que ocorrer alteração em um dos dados, sob pena de suspensão do benefício até o cumprimento dessa exigência. O beneficiário se comprometerá a utilizar o vale-transporte exclusivamente para o seu efetivo deslocamento residência trabalho e vice-versa. É preciso sempre orientar o empregado sobre o risco de informações falsas ou uso indevido do vale- transporte. Estas hipóteses podem caracterizar falta grave, sujeitando o empregado à demissão por justa causa. Segue abaixo modelo acerca da autorização/solicitação de vale-transporte a ser preenchida pelo empregado: AUTORIZAÇÃO/SOLICITAÇÃO DE VALE-TRANSPORTE DADOS DO EMPREGADO: Nome do Empregado: Função: Data de admissão: / / CPF: TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 30 Endereço: Nº Bairro: Cidade: UF: CEP: DADOS DO EMPREGADOR: EMPRESA: CNPJ: Endereço: Nº Bairro: Cidade: UF: CEP: VALE-TRANSPORTE: ( ) Opto pela Utilização do Vale Transporte ( ) NÃO Opto pela Utilização do Vale Transporte Nos termos do artigo 7º do Decreto nº 95.247 de 17 de novembro de 1987, solicito receber o vale- transporte e comprometo-me: a) utilizá-lo exclusivamente para meu efetivo deslocamento residência- trabalho e vice versa; b) a renovar anualmente ou sempre que ocorrer alteração no meu endereço residencial ou dos serviços e meios de transporte mais adequados ao meu deslocamento residência/ trabalho e vice- versa; c) autorizo a descontar até 6% (seis por cento) do meu salário básico mensal para concorrer ao custeio do Vale-Transporte (conforme o artigo 9º do Decreto nº 95.247/87). d) declaro estar ciente de que a declaração falsa ou o uso indevido do vale-transporte constituem falta grave (conforme o inciso 3º do artigo 7º do Decreto nº 95.247 /87). Tipo Nome e Nº da Linha Empresa Transportadora Tarifa R E S I D Ê N C I A T R A B A L H O 01 02 03 04 05 Tipo Nome e Nº da Linha Empresa Transportadora Tarifa T R A B A L H O R E S I D Ê N C I A 01 02 03 04 05 Cidade (Estado), (dia) de (mês) de (ano). _____________________________________________ Assinatura do empregado TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 31 4.4 Custeio O custo do vale transporte deve ser dividido entre as duas partes, ou seja, entre empregado e empregador, nas seguintes proporções: O empregado arca com o custo mensal equivalente a 6% do seu salário base; o empregador assumirá todo o custo excedente. 4.5 Cálculo, faltas/afastamentos, proporcionalidade de desconto A base de cálculo para determinação da parcela a ser descontada do beneficiário será: O salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens; O montante percebido no período, para os trabalhadores remunerados por tarefa ou serviço feito ou quando se tratar de remuneração constituída exclusivamente de comissões, percentagens, gratificações, gorjetas ou equivalentes. Sendo a despesa com o deslocamento do beneficiário inferior a 6% (seis por cento) do salário básico ou vencimento, o empregado poderá optar pelo recebimento antecipado do vale-transporte, cujo valor será integralmente descontado por ocasião do pagamento do respectivo salário ou vencimento. Para ficar mais claro, imagine que você gaste por mês R$250,00 de transporte e receba de salário R$ 500,00. Assim, você custeará o valor de R$ 30,00 (R$ 500,00 x 6%) e a empresa custeará o restante, ou seja, R$220,00. CÁLCULO PRÁTICO: Seguem abaixo dois exemplos de cálculo prático de desconto de vale-transporte do empregado e noção quanto à parte custeada pelo empregador em cada situação: Exemplo 1: Um empregado percebe salário-base de R$ 545,00 durante um determinado mês de trabalho, utiliza quatro conduções diárias, sendo o valor unitário da passagem de R$ 2,30, tendo trabalhado 22 dias no mês. Calcule os gastos de vale-transporte: a) Despesa total com transporte; b) Desconto em folha de pagamento do empregado; c) Parte custeada pelo empregador. Resolução: a) 4 conduções * 2,30 por dia = R$ 9,20 * 22 dias mês = R$ 202,40 b) 545,00 * 6% = R$ 32,70 c) 202,4 – 32,7 = R$ 169,70 Exemplo 2: Uma empregada percebe salário-base de R$ 2.200,00, utiliza duas conduções diárias, sendo R$ 2,30 o valor unitário da passagem, tendo trabalhado 22 dias no mês. Calcule os gastos de vale-transporte: a) Despesa total com transporte; b) Desconto em folha de pagamento do empregado; c) Parte custeada pelo empregador. Resolução: a) 2 conduções * 2,30 = R$ 4,60 * 22 dias mês = R$ 101,20 b) 2.200 * 6% = R$ 132,00 = R$ 101,20 c) 0,00 Existem algumas ocasiões como, por exemplo, admissão, férias ou demissão, que o vale-transporte e seu respectivo desconto, deverão ser proporcionais. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 32 No caso de demissão a situação é um pouco diferente, uma vez que o empregado já recebeu o valor integral do vale-transporte para aquele mês. Neste caso então, o empregado deve devolver os passes que sobraram, ou então proceder com o desconto em folha de pagamento do valor real dos passes não utilizados. E se o empregado se afastar ou faltar durante o mês, ocorre devolução? O vale-transporte é para uso exclusivo no deslocamento casa-trabalho e vice-versa. Assim, o empregado que não se apresentar ao trabalho, mesmo em situações em que haja justificativa, a empresa poderá optar por uma das seguintes situações: a) Solicitar a devolução dos vales não utilizados; b) No mês seguinte, a empresa poderá descontar os vales não utilizados no mês anterior; c) Descontar o valor integral do vales, do salário do empregado. Importante destacar ainda que o vale-transporte não possui natureza salarial e nem se incorporará à remuneração para quaisquer efeitos, não constituindo base de incidência de contribuição previdenciária ou de FGTS nem como rendimento tributável do trabalhador. 5. SALÁRIO-FAMÍLIA O salário-família é um benefício previdenciário pago ao empregado de acordo com o número de filhos ou equiparados que possua. Faz jus ao benefício, o funcionário cujo salário mensal, mais os adicionais, não atinjam o limite estipulado pelo Governo Federal, e esteja com a documentação exigida em dia com o Departamento de Pessoal. No ano de 2021, o valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 (quatorze) anos de idade, ou inválido de qualquer idade, a partir de 1º de janeiro de 2021, é de R$ 51,27 (cinquenta e um reais e vinte e sete centavos) para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.503,25 (um mil quinhentos e três reais e vinte e cincocentavos). O empregado, inclusive o doméstico, deve requerer o salário-família diretamente ao empregador. Já o trabalhador avulso deve requerer o benefício ao sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra ao qual está vinculado. Para requerer o salário-família, o cidadão deve apresentar os seguintes documentos: Documento de identificação com foto e o número do CPF; Termo de Responsabilidade; Certidão de nascimento de cada dependente; PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre o vale-transporte: https://www.youtube.com/watch?v=DhtzegvK9Z8. https://www.youtube.com/watch?v=DhtzegvK9Z8 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 33 Caderneta de vacinação ou equivalente, dos dependentes de até 6 anos de idade; Comprovação de frequência escolar dos dependentes de 7 a 14 anos de idade. Segue abaixo o Termo de Responsabilidade a ser assinado pelo empregado para que a empresa se resguarde quanto ao pagamento do salário-família: TERMO DE RESPONSABILIDADE (CONCESSÃO DE SALÁRIO-FAMÍLIA) EMPRESA CNPJ: NOME DO SEGURADO: CTPS OU DOC DE IDENTIDADE: BENEFICIÁRIOS NOME DO FILHO DATA DO NASCIMENTO Pelo presente TERMO DE RESPONSABILIDADE declaro estar ciente de que deverei comunicar de imediato a ocorrência dos seguintes fatos ou ocorrências que determinem a perda do direito ao salário-família. - ÓBITO DE FILHO; - CESSAÇÃO DA INVALIDEZ DE FILHO INVÁLIDO; - SENTENÇA JUDICIAL QUE DETERMINE O PAGAMENTO A OUTREM (Casos de desquite ou separação, abandono de filho ou perda do pátrio poder). Estou ciente, ainda, de que a falta de cumprimento do compromisso ora assumido, além de obrigar à devolução das importâncias indevidas, sujeitar-me-á às penalidades previstas no art. 171 do Código Penal e à rescisão do contrato de trabalho, por justa causa, nos termos do art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho. Cidade (Estado), (dia) de (mês) de (ano). ___________________________________________________ Assinatura TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 34 Para renovar o direito ao benefício é necessário apresentar anualmente a carteira de vacinação dos dependentes de até 6 anos de idade, sempre no mês de novembro. Já a frequência escolar deve ser comprovada a cada seis meses, em maio e novembro. Cabem algumas observações acerca do salário-família, conforme seguem: 1. Os dois pais têm direito ao benefício, caso ambos satisfaçam os requisitos para a concessão; 2. Caso o salário-família pago pelo INSS seja suspenso por falta de renovação, os valores serão pagos depois que a situação for regularizada; 3. Considera-se remuneração mensal o valor total do respectivo salário de contribuição, caso o cidadão exerça mais de uma atividade; 4. Caso o cidadão esteja em gozo de benefício da Previdência Social, o valor do salário-família será pago como acréscimo no próprio benefício; 5. O direito à cota do salário-família é definido em razão da remuneração que seria devida ao empregado no mês, independentemente do número de dias efetivamente trabalhados; 6. A cota do salário-família é devida proporcionalmente aos dias trabalhados nos meses de admissão e demissão do empregado; 7. Caso o valor da remuneração mensal ultrapasse a faixa máxima, o trabalhador não terá direito ao salário- família. 8. O valor do salário família é pago pelo INSS, em forma de dedução da GPS da empresa. CÁLCULO PRÁTICO: Seguem abaixo três exemplos de cálculo prático de salário-família: Exemplo 1: Uma empregada percebe salário mensal de R$ 1400,00, possui dois filhos gêmeos de 13 anos e um filho inválido de 19 anos, no ano de 2021. Calcule o valor de salário-família percebido pela empregada no respectivo mês. Resolução: Valor da quota do salário-família: R$ 51,27 Nº de filhos: 03 filhos Cálculo: 03 x R$ 51,27 = R$ 153,81 Exemplo 2: Um empregado com dois dependentes menores de 14 anos, com um salário mensal de R$ 1.200,00, que tenha sido admitido em 14/01/2021: Valor da quota do salário-família: R$ 51,27 Dias trabalhados no mês: 18 dias Cálculo proporcional do salário-família: R$ 51,27 ÷ 31 x 18 = R$ 29,76 Valor do salário-família: 02 dependentes: R$ 29,76 x 2 = R$ 59,52 Exemplo 3: Um empregado possui 02 filhos, sendo um de 13 anos e outro de 15 anos. O respectivo empregado foi demitido em 05/04/2021 e possui o valor de salário mensal de R$ 1.400,00. Valor da quota do salário-família: R$ 51,27 Dias trabalhados no mês: 05 dias Cálculo proporcional do salário-família: R$ 51,27 ÷ 30 x 05 = R$ 8,55 Valor do salário-família: 01 dependente: R$ 8,55 x 1 = R$ 8,55 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 35 6. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) O Imposto de Renda é a tributação devida sobre os rendimentos do trabalho assalariado, tais como: salários, horas extras, adicionais e outras receitas admitidas em lei pela Receita Federal do Brasil (RFB). A última atualização da tabela progressiva mensal vigora desde abril de 2015, conforme abaixo: Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$) Até 1.903,98 - - De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80 De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80 De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13 Acima de 4.664,68 27,5 869,36 Para fins de apuração da base de cálculo de Imposto de Renda, sobre os rendimentos tributáveis, deduzimos a contribuição previdenciária, pensão alimentícia, dependentes, dentre outros. No que se refere ao dependentes, o empregado quem deve informar ao empregador o respectivo dependente, grau de parentesco e data de nascimento, conforme modelo a seguir: DECLARAÇÃO DE DEPENDENTES PARA FINS DE DESCONTO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Empresa: C.N.P.J.: Nome do Declarante: Identidade: C.P.F.: nº Estado civil: Endereço: Bairro: Cidade/Estado: CEP: Em obediência à legislação do Imposto de Renda, venho pela presente, informar-lhes que tenho como encargo de família, as pessoas abaixo relacionadas: DEPENDENTES DECLARADOS Nº Ordem Nome completo Relação de Dependência Data de Nascimento PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre o salário-família: https://www.youtube.com/watch?v=pz6oZuj41ck. https://www.youtube.com/watch?v=pz6oZuj41ck TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 36 Declaro sob as penas da lei, que as informações aqui prestadas são verdadeiras e de minha inteira responsabilidade, não cabendo a V. Sª qualquer responsabilidade perante a fiscalização. Cidade (Estado), (dia) de (mês) de (ano). ___________________________________________________ Assinatura OBSERVAÇÃO: RENOVAR ESTA DECLARAÇÃO SEMPRE QUE OCORRER ALTERAÇÃO NOS DADOS ACIMA. De acordo com a Tabela 07, dos leiautes do eSocial, são tipos de dependentes: Cônjuge Companheiro(a) com o(a) qual tenha filho ou viva há mais de 5 (cinco) anos ou possua Declaração de União Estável Filho(a) ou enteado(a) Filho(a) ou enteado(a), universitário(a) ou cursando escola técnica de 2º grau Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, do(a) qual detenha a guarda judicial Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, universitário(a) ou cursando escola técnica de 2° grau, do(a) qual detenha a guarda judicial Pais, avós e bisavós Menor pobre do qual detenha a guarda judicial A pessoa absolutamente incapaz, da qual seja tutor ou curador Ex-cônjuge Agregado/Outros Faremos, em nossas próximas unidades, o cálculo prática acerca da retenção de Imposto de Renda em folha de pagamento. 7. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL Anteriormente, a cada admissão o empregador devia observar se o empregado já tinha realizado, naquele ano, a contribuição sindical. Assim, caso ainda não a tivesse feito,o Departamento de Pessoal deveria descontar do PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF): https://www.youtube.com/watch?v=uE6X4QMDgZU https://www.youtube.com/watch?v=uE6X4QMDgZU TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 37 empregado um dia de trabalho, registrando esta informação tanto na carteira profissional quanto na ficha de registro, encaminhando a guia para pagamento ao setor responsável. Hoje, no entanto, a contribuição sindical é facultativa e está condicionado à autorização prévia e expressa do empregado, nos termos do art. 579 da CLT. A contribuição é anual, apenas uma única vez, e equivale à remuneração de um dia de trabalho. IDEIAS-CHAVE: Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Carteira de Trabalho Digital; Ficha ou Livro de Registros de Empregados; eSocial; Contrato de trabalho; Contrato de experiência; Vale-transporte; Salário-família; Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); Contribuição Sindical. RECAPITULANDO... A CTPS, a partir de agora, é emitida preferencialmente em meio eletrônico e tem como identificação única do empregado o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). O empregador ao proceder com o envio das informações ao eSocial, nos prazos previstos, já estará cumprindo as obrigações de registro na CTPS. A Ficha de Registro de Empregados é outro documento que vem sendo substituído pelo eSocial. O empregador, agora, tem a opção pelo registro eletrônico de empregados. O empregador deverá fornecer, antecipadamente, vale-transporte ao seu empregado, para utilização efetiva em despesas de deslocamento de sua residência para o trabalho e do trabalho de volta para a sua casa. O salário-família é um benefício previdenciário pago ao empregado de baixa renda, de acordo com o número de filhos ou equiparados que possua, até os 14 (catorze) anos de idade ou inválido de qualquer idade. O Imposto de Renda deve ser retido pela fonte pagadora (empregador), a qual tem como parâmetro a tabela progressiva mensal, conforme legislação vigente. A contribuição sindical passou a ser facultativa e o desconto está condicionado à autorização prévia e expressa do empregado. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre a contribuição sindical: https://www.youtube.com/watch?v=HnCJrUxPNmk. https://www.youtube.com/watch?v=HnCJrUxPNmk TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 38 UNIDADE IV DURAÇÃO DO TRABALHO Veremos nesta unidade, com maior detalhamento, os cálculos práticos ligados à jornada de trabalho bem como o seu controle através do cartão de ponto. A jornada de trabalho é a quantidade de horas diárias em que o emprego permanece à disposição do empregador, seja executando ordens ou as aguardando. A fixação da jornada deve estar prevista em contrato de trabalho celebrado entre as partes, não podendo, claro, ultrapassar os limites estabelecidos pela lei aplicável. A duração do trabalho normal, conforme determina a legislação, não pode exceder a 08 horas diárias nem 44 horas semanais. Há ainda jornadas especiais para aqueles profissionais que possuem mais desgaste durante o labor, por exemplo: telefonistas, bancários, operadores cinematógráficos, fisioterapeutas, assistentes sociais, entre outros. O horário de trabalho corresponde à hora de entrada e de saída do trabalhador no emprego. A título de exemplo, um empregado que inicia seu trabalho às 07h, interrompe suas atividades para o almoço às 11h, retornando às 12h. No final do dia, por volta das 16 horas, o empregado encerra seu trabalho. Nesse caso, seu horário de trabalho é das 07h00min às 16h00min, com uma hora de intervalo, e sua jornada é de oito horas. Cabe elucidar também que o horário de trabalho pode ser: diurno, noturno ou misto. Aqueles que laboram no período noturno possuem adicional e condições especiais no cômputo da jornada de trabalho. 1. CONVERSÕES DO TEMPO Como visto acima, a empresa poderá adotar a jornada de trabalho desde que não ultrapasse as 44 horas semanais e não exceda as oito horas diárias, independentemente de escala de revezamento. Por exemplo: 44 horas semanais ÷ 6 dias (de 2ª-feira a sábado) = 7,3333 (equivale a 7h20min no relógio). A dízima 0,3333 são os décimos da hora normal e equivale a 20 minutos, sendo obtido da seguinte forma: 0,3333 x 60 min = 19,9999 que, arredondando, será 20 min. Logo, para fazermos as conversões de horas, minutos e segundos, devemos ter as seguintes noções quanto às representações: 1 hora corresponde a 60 minutos Logo, 120 minutos correspondem a 2 horas, 180 minutos a 3 horas e assim por diante. A conversão de minutos para horas basta dividir o valor por 60; e Para transformar de horas para minutos devemos multiplicar por 60. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 39 Vejamos uma tabela que pode usada para consulta quanto à conversão de hora relógio (sistema sexagesimal) em hora centesimal: CÁLCULOS PRÁTICOS: Exemplo 01: Vamos calcular quanto tempo equivale a 3,20 horas em horas relógio? Parte Inteira: 3h = 180 min Parte Decimal: 0,20 = 20% de 1 hora 1 hora = 60 min 20% de 60min 0,20 x 60min = 12 minutos Resultado: 3h12min Abaixo outro raciocínio para resolução utilizando a regra de três: Se 1,00 (inteiro) corresponde a 1h, a qual equivale a 60min, temos: 3,20 horas ǂ 3h20min TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 40 y = 60 x 0,20 y = 12 minutos Resultado: 3h12min Exemplo 02: Quanto tempo equivale 7,37 horas em hora relógio? - 07h (parte inteira) + 0,37h (parte decimal da hora) x 60min = 22,2min (deu decimal, então tem que calcular os segundos). - 22,2 min = 22min (parte inteira) + 0,2 min (parte decimal dos minutos) x 60 segundos = 12 segundos Resultado: 07h 22min 12segundos Exemplo 03: Transforme 5h35min em hora centesimal: 35min / 60min = 0,58333... Resultado: 5,583333... Exemplo 04: Transformação de 450 min: - Minuto em horas 450min / 60min (cada hora) = 7,5 horas - Horas em minutos 07 horas (parte inteira) x 60 min = 420 min 0,5 horas (parte decimal) x 60 min = 30 min 420min + 30min = 450 min Exemplo 05: Transformação de 12,85 horas em hora relógio: - Horas em minutos 12 horas (parte inteira) x 60min = 720min 0,85 horas (parte decimal) x 60min = 51min 720min + 51min = 771min 0,37h corresponde a 37% de uma hora, ou seja, 37% de 60min = 22,2 min 22,2 minutos não é inteiro. Portanto, 0,2 minutos corresponde a 20% de 60 segundos = 12 segundos. 0,58333... = 58,33...% TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 41 - Minuto em horas 771min / 60min (cada hora) = 12,85 horas 2. COMPUTO, INTERVALOS E VARIAÇÕES As variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária, devendo ser observado o limite máximo de dez minutos diários, conforme estabelece o § 1º do art. 58 da CLT. Portanto, a tolerância para atrasos e para ser considerado horas extras de cinco minutos que não poderão, dentro da jornada de trabalho, ultrapassar diariamente dez minutos. Vejamos alguns exemplos: a) Empregado chegou atrasado cinco minutos e saiu, antecipadamente, seis minutos antes do término da jornada. Neste caso, deverão ser descontados 11 minutos; b) Empregado chegou atrasado cinco minutos e saiu, antecipadamente, cinco minutos antes do término da jornada, totalizando dez minutos diários. Neste caso, não serão descontados, pois não ultrapassou o limite máximo de dez minutos diários; c) Empregado chegou atrasado 11 minutos. Neste caso, serão descontados os 11 minutos; d) Empregado excedeu o horário de saída em dez minutos. Terádireito a receber horas extraordinárias, pois, excedeu o limite estabelecido de cinco minutos no registro de ponto; e) Empregado chegou atrasado nove minutos. Terá descontado como atraso os nove minutos. Cabe ressaltar que a tolerância não é uma licença para que o empregado possa se atrasar diariamente. Ainda que não seja efetuado desconto em sua remuneração por conta do atraso dentro do limite legal, atrasos frequentes, ainda que dentro do limite, podem significar desídia do empregado. Tal conduta é passível de advertência, e, em alguns casos, até mesmo de dispensa por justa causa, caso o empregado persista injustificadamente na conduta. O empregador pode acordar com o empregado o cumprimento de sua carga horária em jornada flexível por meio de contrato individual de trabalho, podendo estar previsto no Regulamento Interno da Empresa e/ou Documento Coletivo de Trabalho da categoria profissional. Nos termos do § 6º do art. 59 da CLT “é lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês”. PARA REFLETIR: - Funcionário 01: Jornada de trabalho é das 8h às 17h efetua a marcação do seu ponto às 7h58 (entrada) e às 17h05 (saída). Fará jus ao pagamento de horas extras? - Funcionário 02: Jornada de trabalho é das 8h às 17h efetua a marcação do seu ponto às 7h53min (entrada) e às 17h09min (saída). E, nesse outro caso, fará jus ao pagamento de horas extras? - Funcionário 03: Funcionário cuja jornada de trabalho é das 08h às 17h, efetuou a marcação do seu ponto às 08h05min (entrada) e trabalhou até 17h11min (saída). E, agora? Há pagamento de hora extra e/ou descontos de atraso? PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre os limites para tolerância do registro da jornada de trabalho: https://www.youtube.com/watch?v=vtKr1npoIGU TEXTO COMPLEMENTAR: Um funcionário que possui um salário de R$ 2.000,00 com uma jornada de trabalho mensal de 220h, possui para descontar em folha de pagamento em um determinado mês um total de 45 minutos, por ter tido atrasos. Qual o valor que será descontado? 1º passo: Temos que calcular o valor da hora de trabalho: R$ 2.000,00 / 220h = R$ 9,09 https://www.youtube.com/watch?v=vtKr1npoIGU TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 42 É importante falarmos sobre o cálculo de horas mensais referente a cada jornada de trabalho semanal. Para uma jornada de trabalho de 44h/semanais, a carga horária mensal desse trabalhador é de 220h. E como chegamos nesse total? O art. 64 da CLT aduz que “o salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o salário mensal correspondente à duração do trabalho, a que se refere o art. 58, por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração”. Para encontrarmos o total de horas mensais temos que multiplicar o total de horas semanais x cinco semanas. Para fins trabalhistas há a ficção jurídica (presunção) de que o mês tenha cinco semanas, conforme abaixo: 44 h/semanais x 5 semanas: 220 h/mensais 40 h/semanais x 5 semanas: 200 h/mensais 36 h/semanais x 5 semanas: 180h/mensais 30 h/semanais x 5 semanas: 150h/mensais O intervalo intrajornada é aquele concedido dentro da jornada de trabalho e dependerá da duração da jornada de trabalho diária a que estará submetido o empregado: • Até 4 horas: sem intervalo; • Superior a 4 horas e não excedente a 6 horas: intervalo de 15 minutos; • Excedente a 6 horas: intervalo de no mínimo 1 hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo, no máximo 2 horas. É bom ressaltar que nenhum dos intervalos acima descritos integram o cômputo na duração do trabalho. Já o intervalo interjornada é aquele intervalo que ocorre entre duas jornadas distintas, ou seja, quando termina uma jornada e começa outra. A CLT, em seu art. 66, estabelece que entre estas duas jornadas, deve haver um intervalo de no mínimo 11 horas consecutivas para descanso do empregado. Como exemplo, uma jornada que se encerra às 18h00min, não poderá ser reiniciada antes das 07h00min do dia seguinte. 3. ACORDO DE COMPENSAÇÃO A compensação da jornada de trabalho ocorre quando o empregado trabalha mais horas em um dia para prestar serviços em número menor de horas em outro dia, ou não prestá-las em certo dia da semana. Como também pode ser firmado para compensar as horas que seriam trabalhadas nos dias de Carnaval, vésperas de Natal e Ano Novo, por exemplo. Conforme já estudamos, a jornada de trabalho semanal máxima é de 44 horas semanais, ou seja, trabalhando 8 horas por dia de segunda a sexta feira, teríamos trabalhado por 40 horas, faltando 4 horas que deveriam ser trabalhadas durante o sábado. O mais frequente, é aquele caso em que o empregado trabalha de segunda a sexta-feira, via de regra, 01 hora a mais por dia, de segunda a quinta-feira, e não trabalha aos sábados. Exemplo: O empregado trabalha das 07h às 11h e das 12h às 17h, de segunda à quinta-feira, saindo às 16h na sexta, não prestando serviços aos sábados. 2º passo: Encontrar o valor do minuto de trabalho: R$ 9,09 / 60min = R$ 0,1515 3º passo: Cálculo do desconto: R$ 0,1515 x 45min = R$ 6,82 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 43 Ou, ainda, 08h48 (oito horas e quarenta e oito minutos) por dia, para não ter que trabalhar aos sábados. Nesses casos, não se excede o módulo semanal de 44 horas, pois temos exatamente 44 horas semanais. Recomenda-se que, embora haja previsão de ser tácito, o acordo individual de compensação seja feito por escrito. Vejamos a seguir, no quadro abaixo, três hipóteses de organização da jornada de trabalho integral, considerando a jornada semanal de 44 horas: DIAS DA SEMANA SEM ACORDO DE COMPENSAÇÃO COM ACORDO Horas Minutos Horas Minutos Horas Minutos Segunda 7 20 8 - 8 48 Terça 7 20 8 - 8 48 Quarta 7 20 8 - 8 48 Quinta 7 20 8 - 8 48 Sexta 7 20 8 - 8 48 Sábado 7 20 4 - - - Na 1º hipótese de horário de trabalho, a jornada foi distribuída com a mesma carga horária pelos 6 dias da semana, cumprindo as 44 horas semanais, conforme cálculo abaixo: Total em minutos: 7h x 6 dias da semana = 42 horas 42 horas x 60 minutos = 2520 minutos 20 minutos x 6 dias da semana = 120 minutos 2.520 minutos + 120 minutos = 2.640 minutos Total em horas: 2.640 minutos / 60 minutos = 44 horas Na 2ª hipótese o empregado fará 08 horas diárias de trabalho em 05 dias na semana e no 6º dia restam 04 horas. Não necessariamente as 04 horas de trabalho precisam ser no 6º dia, pode ser acordado com o empregado, sem qualquer dia da semana (de segunda a sábado): Total em horas: 8 horas x 05 dias = 40 horas 40 horas + 04 horas = 44 horas Na 3ª hipótese, a qual é aplicado o acordo de compensação, a jornada diária ultrapassa o limite legal de 08 horas diárias; entretanto, o funcionário tem suprimido um dia de trabalho na semana e trabalha exatamente as 44 horas semanais: Total em minutos: 8h x 5 dias da semana = 40 horas 40 horas x 60 minutos = 2400 minutos 48 minutos x 5 dias da semana = 2640 minutos Total em horas: 2.640 minutos / 60 minutos = 44 horas PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre as diferenças entre compensação de horas e regime de banco de horas: https://www.youtube.com/watch?v=wIhLvd1VIOI https://www.youtube.com/watch?v=wIhLvd1VIOI TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 44 4. PRORROGAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO Devemos entender a prorrogação da jornada de trabalho, como a nossa tão conhecida hora extra. Vale dizer: toda vez que o empregado exceder os limites de 08 horas diárias ou 44 horas semanais de trabalho, este estará trabalhando em regime de horas extras. O número máximo de horas extras que o empregado pode fazer por dia, é de apenasduas horas, independente da sua jornada diária (4h, 6h, 8h). A hora extraordinária deverá ser paga com acréscimo mínimo de 50% (cinquenta por cento) sobre a hora normal, desde que realizada em dias que não sejam domingos ou feriados. Se, entretanto a hora extraordinária for trabalhada em dias de domingos ou feriados, esta deverá ser paga com acréscimo de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre a hora normal de trabalho. O empregador deve observar ainda se não há acordo ou convenção coletiva que determine percentual maior de acréscimo na hora extra do funcionários. Há casos em que o percentual de acréscimo, ao invés de 50% é de 70, 80% sobre a hora normal. E se o empregado, eventualmente, fizer mais de duas horas extras diárias? O empregador deve remunerá-lo pelas horas extras efetivamente prestadas e estará sujeito à autuação do Auditor Fiscal do Trabalho. As normas de duração de trabalho visam evitar os males à saúde e bem-estar do trabalhador. Na legislação há ressalvas quanto ao limite legal de 02 horas, quando da ocorrência de necessidade imperiosa, quer seja por motivo de força maior ou para atender à realização ou à conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. Exemplos: inundação, incêndio, vendaval etc. O acordo de prorrogação de jornada de trabalho pode ser livremente firmado com todos os empregados maiores de idade e pode, ou não, ter prazo determinado. CÁLCULO PRÁTICO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS: - Empregada que tenha salário mensal de R$ 2.200,00, realizou 05 horas extras a 50% e 07 horas extras a 100% em determinado mês, cuja jornada de trabalho mensal é de 220h. Calcularemos os valores a serem pagos de horas extraordinárias nesse mês: Horas extras 50%: a) Salário Mensal / Jornada de trabalho mensal = salário-hora normal R$ 2.200,00 / 220h/mensal = R$ 10,00 b) Salário-hora normal x 50% = adicional de horas extras; R$ 10,00 x 50% = R$ 5,00 c) Adicional de horas extras + salário hora normal = valor de cada hora extra; R$ 5,00 + R$ 10,00 = R$ 15,00 d) Valor de cada hora extra X n.º de horas extras = valor total de horas extras TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 45 5. TRABALHO NOTURNO O trabalho noturno, para os trabalhadores urbanos, é aquele realizado entre às 22h de um dia às 05h do dia seguinte. A hora noturna possui, ainda, a duração de 52 minutos e 30 segundos para fins de cômputo da jornada de trabalho. Quer dizer, a cada 52min30seg de trabalho equivalem a como uma hora normal de trabalho. Já para os trabalhadores rurais, a hora não sofre redução temporal, tendo a duração de 60 minutos. O horário também difere, conforme segue: na lavoura, entre 21 horas de um dia e 05 horas do dia seguinte, e na pecuária, entre 20 horas de um dia e 04 horas do dia seguinte. No que diz respeito às atividades urbanas, na qual a duração da hora normal de trabalho é de 52min30seg, um trabalhador que exerce suas atividades de 22h de um dia as 05h do dia seguinte corresponderá à jornada de 08 horas, de acordo com a tabela mostrada a seguir: R$15,00 x 05 horas extras = R$ 75,00 Obs.: Para facilitar o cálculo, ao encontrar o valor da hora normal de trabalho, podemos multiplicar o valor encontrado por 1,5 (transformação de 50% em decimal = 0,5), conforme abaixo: 10,00 x 1,5 = R$ 15,00 x 05 horas extras = R$ 75,00 Horas extras 100%: a) Salário Mensal / Jornada de trabalho mensal = salário-hora normal R$ 2.200,00 / 220h/mensal = R$ 10,00 b) Salário-hora normal x 100% = adicional de horas extras; R$ 10,00 x 100% = R$ 10,00 c) Adicional de horas extras + salário hora normal = valor de cada hora extra; R$ 10,00 + R$ 10,00 = R$ 20,00 d) Valor de cada hora extra X n.º de horas extras = valor total de horas extras R$20,00 x 07 horas extras = R$ 140,00 Obs.: Da mesma forma elucidada acima, ao encontrarmos o valor da hora normal de trabalho, no caso da hora a 100%, multiplicamos o valor-hora por 2,0 (transformação de 100% em decimal = 1,0), conforme abaixo: 10,00 x 2,0 = R$ 20,00 x 07 horas extras = R$ 140,00 PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre os cálculos de hora extraordinária: https://www.youtube.com/watch?v=S5D1fhcvvQI https://www.youtube.com/watch?v=S5D1fhcvvQI TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 46 HORAS TRABALHADAS HORAS CONTADAS NO RELÓGIO 1ª hora De 22h as 22h52min30seg 2ª hora De 22h52min30seg as 23h45min 3ª hora De 23h45min as 00h37min30seg 4ª hora De 00h37min30seg as 01h30min 5ª hora De 01h30min as 02h22min30seg 6ª hora De 02h22min30seg as 03h15min 7ª hora De 03h15min as 04h07min30seg 8ª hora De 04h07min30seg as 05h Para efetuarmos os cálculos práticos de hora noturno, primeiramente, temos que ter ciência que os 52min30seg de duração da hora de trabalho noturna equivale a 52,5, pois 30 segundos representa metade de um minuto. Portanto, podemos representar 30 segundos como 0,5 minutos (30 ÷ 60 = 0,5).Sendo assim, a hora noturna corresponderá a 52,5. Para se calcular as horas noturnas, utilizaremos o seguinte raciocínio: divida o número de horas relógio por 52,5 (corresponde a 52’30”) e multiplique por 60’.Ou seja, seguindo a fórmula: número de horas ÷52,5 x 60 = nº de horas noturnas. Exemplos: a) 7 horas relógio = 7 ÷ 52,5 x 60 min = 8 horas noturnas b) 3h30min relógio = 3,5 ÷ 52,5 x 60 = 4 horas noturnas Assim sendo, considerando o horário das 22:00 às 5:00 horas, temos 7 (sete) horas-relógio que correspondem a 8 (oito) horas de trabalho. Outra forma de fazer o cálculo acima é usar o fator de redução da hora noturna: 1º Para calcular o índice, dividimos 60 por 52,50: 60÷52,5= 1,142857 2º Aplicamos o índice sobre as horas noturnas efetivamente trabalhadas. Seguem os exemplos acima: a) 7 x 1,142857 = 7,999999 = 08h b) 3,5 x 1,142857 = 3,999999995 = 4h 1 hora diurna = 1,142857 horas noturnas Cabe ressaltar que o intervalo para repouso ou alimentação não se aplica a redução da hora, prevalecendo para esse efeito a de 60 minutos. CÁLCULOS PRÁTICOS DE APURAÇÃO DE HORAS NOTURNAS: Funcionário 01: Horário de trabalho de 21h às 05h30min, com intervalo de 02h as 03h, possui qual jornada de trabalho diária? 1º Calcular as horas diurnas: 21h às 22h, temos 01h diurna. 2º Horas noturnas: 22h às 02h = 04h; 03h às 05h30min = 02h30min Total: 06h30min noturnas relógio 6,5 ÷ 52,5 x 60 min = 7,43 horas noturnas TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 47 Além da redução da hora em trabalho noturno, o horário noturno dos trabalhadores urbanos deve ser remunerado com o adicional de, pelo menos, 20% sobre o valor da hora normal diurna. O adicional dos trabalhadores rurais sobre a hora normal, diferentemente de 20%, no caso de trabalhadores urbanos, é de 25%. Salvo condições mais benéficas previstas em acordo, convenção coletiva ou sentença normativa. O empregado que labora no período noturno como hora extraordinária fará jus aos dois adicionais, o noturno e o de hora extra (devendo observar a negociação coletiva). 7,43 = 7h26min (0,43 x 60min) Jornada de trabalho: 1h + 07h26min = 08h26min Funcionário 02:Considerando uma jornada de 08h diária, com início às 20h e intervalo das 23h às 00h, qual deverá ser o horário de saída do empregado, em trabalho urbano? 1º Calcular as horas diurnas: 20h às 22h, temos 02h diurnas. 2º Calcular a quantidade de horas faltantes para completar a jornada: 08h (jornada) – 02h diurnas = 06h 3º Converter as horas faltantes para hora noturna: 6h x 52,50 (52m30s) = 315m / 60 = 5,25 (5h15m) Sabemos então que o empregado deve trabalhar mais 5h15m em período noturno (após as 22h) para completar a jornada de 8h diárias, então: 4º Acrescentar as horas noturnas e o intervalo na jornada: 20h + 02h diurnas + 01h intervalo + 05h15m noturnos = 04:15 Portanto,o horário de saída do empregado será às 04h15min da manhã. CÁLCULO PRÁTICO DE ADICIONAL NOTURNO: Funcionário com salário de R$ 4.400,00 e trabalha 44h/semanais. Exerceu um total de 15h30min de horas noturnas relógio no mês. Qual o valor do adicional noturno? 1ºValor da hora normal - 44 horas/semanais x 5 semanas = 220 h/mensal - Valor normal hora trabalhada: 4400/220 = R$ 20,00 2ºHora ficta (fictícia) - 15,5 ÷ 52,5 x 60 min = 17,71 3º Cálculo do adicional: Hora ficta x hora normal x 0,2 17,71 x 20,00 x 0,2 = R$ 70,84 Cálculo direto: (15,5 ÷ 52,5 x 60) x 20,00 x 0,2 = R$ 70,86 CÁLCULO PRÁTICO DE HORA EXTRA NOTURNA: Funcionário com salário hora normal de R$ 6,00 realizou 02 horas extras noturnas relógio no mês. Calcule o valor de hora extra noturna ele perceberá nesse mês? 1º Valor da hora normal = R$ 6,00 2º Hora ficta 2 ÷ 52,5 x 60 min = 2,29 Hora extra 50% x Hora Noturna 20% (1,5 x 1,2 = 1,8) TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 48 6. CONTROLE DA JORNADA DE TRABALHO Para que uma empresa tenha o controle efetivo da jornada de trabalho de seus colaboradores é necessário que façam o controle de ponto. O empregador pode optar pela marcação em registro manual, mecânico ou eletrônico. O documento não poderá conter borrões, emendas, rasuras ou qualquer elemento que possa colocar à prova sua autenticidade. O cartão de ponto faz prova contrária, ônus da prova do empregador, nos casos, por exemplo, em que o empregado ingressa na justiça em busca de direitos que alega não ter recebido do empregador. Para os estabelecimentos com mais de 20 (vinte) empregados é obrigatória a anotação das horas de entrada e de saída dos colaboradores, sendo permitida a pré-assinalação do período de repouso (intervalo intrajornada). Caso o empregador opte pela marcação eletrônica deverá utilizar o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP), nos termos da Portaria MTE nº 1.510/09. Por meio da Portaria MTE nº 373/11 fica permitida também a adoção de sistemas alternativos de controle da jornada de trabalho, desde que autorizados por convenção ou acordo coletivo de trabalho. A Lei nº. 13.874/2019 inseriu na CLT a permissão da utilização de registro de ponto por exceção, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Essa modalidade consiste no registro em situações excepcionais: atrasos, faltas, horas extras, licenças, férias ou afastamentos. 3º Cálculo das horas extras noturnas: Hora ficta x hora normal x 1,8 2,29 x 6,00 x 1,8 = R$ 24,73 Obs.: (2 ÷ 52,5 x 60 min) x 6,00 x 1,8 = R$ 24,69 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 49 Vejamos abaixo uma exemplificação de um espelho de ponto de determinado funcionário: Com base na análise dos registros do funcionário acima, percebemos que houve a realização de 02h45min horas extras (consideraremos como 50%) e atraso de 30min no dia 18/09/2021. Percebemos ainda que em vários dias houve variação do horário de chegada ou saída, mas por não ultrapassarem 05min ou o limite máximo de 10min diários não gerou descontos ou apuração de hora extraordinária. O empregador, ao invés de remunerar o funcionário pelas horas trabalhadas ou descontar eventuais atrasos, pode acordar com o empregado um sistema de compensação de horas mais flexível, mas que, para a sua validade, é necessário que seja acordado com o respectivo sindicato da categoria por meio de convenção ou acordo coletivo, possibilitando à empresa adequar a jornada de trabalho dos empregados às suas necessidades de produção e demanda de serviços – o chamado banco de horas. O banco de horas admite que as horas de trabalho além da jornada diária, sejam compensadas em outros dias, inexistindo assim horas extras, uma vez que as horas trabalhadas a mais são diminuídas em outros dias de trabalho. Data Entrada Início Intervalo Fim Intervalo Saída Atrasos/ Saídas antecipadas Horas Diurnas Trabalhadas Horas Noturnas Hora Extra Diurna Hora Extra Noturna Obs. 01/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 08:00 02/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 03/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 04/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 05/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 06/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 07/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Feriado 08/09/2020 08:00 12:00 13:00 16:55 7:55 09/09/2020 08:02 12:00 13:00 17:00 7:58 10/09/2020 08:05 12:00 13:00 16:55 7:50 11/09/2020 08:00 12:00 13:00 18:15 8:00 01:15 12/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 13/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 14/09/2020 08:04 12:00 13:00 17:00 7:56 15/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 16/09/2020 08:01 12:00 13:00 17:00 7:59 17/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:15 8:00 00:15 18/09/2020 08:30 12:00 13:00 17:00 00:30 7:30 19/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 20/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 21/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 22/09/2020 07:59 12:00 13:00 17:00 8:01 23/09/2020 07:57 12:00 13:00 17:05 8:08 24/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 25/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 26/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 27/09/2020 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Folga 28/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 29/09/2020 08:00 12:00 13:00 18:45 9:45 01:15 30/09/2020 08:00 12:00 13:00 17:00 8:00 00:30 02:45:00 Salário contratual: R$ 1.500,00 Regime de remuneção: (X) Mensal ( ) Horista ( ) Diarista Não tem dependentes legais. ESPELHO DE PONTO Funcionário B Cargo: Auxiliar Administrativo Horário Contratual: 2ª a 6ª feira: 08:00 às 17:00 - Intervalo: 12:00 às 13:00 Carga horária semanal: 40 horas Jornada de trabalho: ( X ) Fixa ( ) Flexível TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 50 O acordo do banco de horas requer alguns requisitos para que seja implementado, dentre eles: previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho, em se tratando de banco de horas anual; no caso de banco de horas semestral, poderá ser pactuado por acordo individual escrito; para a compensação dentro do próprio mês, deve ser estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito; jornada máxima diária de dez horas; deve ser mantido pela empresa o controle individual do saldo de banco de horas; pagamento do saldo das horas excedentes não compensadas ou quando da rescisão de contrato de trabalho etc. Na atualidade, existem no mercado softwares que realizam o controle efetivo da jornada de trabalho dos colaboradores das empresas, apurando faltas, atrasos, horas extras, horas compensadas etc. Portanto, é de suma importância que as empresas invistam na aquisição/licenciamento de sistemas que atenderão suas necessidades, a fim de cumprir a legislação trabalhista e reduzir passivos trabalhistas. IDEIAS-CHAVE: Jornada de Trabalho; Conversões de tempo; Horas sexagesimais e centesimais; Registro de Ponto; CLT; Tolerâncias no registro da jornada de trabalho; Intervalo intrajornada e interjornada; Acordo de compensação e de prorrogação de jornada de trabalho; Hora Noturna, Adicional noturno e hora extra noturna; Ponto por Exceção; Banco de Horas. RECAPITULANDO... A jornada de trabalho é a quantidade de horas diárias em que o emprego permanece à disposição do empregador. A duração do trabalho normal, conforme determina a legislação, não pode exceder a oito horas diárias nem 44 horas semanais. As variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária, devendo ser observado o limite máximo de dez minutos diários. O intervalo interjornada é aquele concedido entre duas jornadas distintas enquanto que o intrajornada é aquele dentro da jornada de trabalho (horário de almoço). O número máximo de horas extras que o empregado pode fazer por dia, é de apenas duas horas, independente da sua jornadadiária (4h, 6h, 8h). A hora extraordinária deverá ser paga com acréscimo mínimo de 50% (cinquenta por cento) sobre a hora normal, desde que realizada em dias que não sejam domingos ou feriados. Estas devem ser pagas com acréscimo de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre a hora normal de trabalho. O trabalho noturno, para os trabalhadores urbanos, é aquele realizado entre às 22h de um dia às 05h do dia seguinte. A hora noturna possui, ainda, a duração de 52 minutos e 30 segundos para fins de cômputo da jornada de trabalho. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre as alterações do registro de ponto inseridas pela Lei Federal nº. 13.874/2019: https://www.youtube.com/watch?v=yx5eMj-Lywc https://www.youtube.com/watch?v=yx5eMj-Lywc TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 51 UNIDADE V FOLHA DE PAGAMENTO I 1. INTRODUÇÃO A folha de pagamento é um documento de emissão obrigatória para efeito de fiscalização trabalhista e previdenciária. A empresa tem por obrigação confeccionar a folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os empregados a seu serviço. O seu uso é obrigatório para o empregador, deve ficar à disposição da fiscalização bem como são registrados mensalmente todos os valores referentes à remuneração dos empregados, divididos em duas partes: PROVENTOS: são os valores de ganho do funcionário e podem ser compostos por: salário, horas extras, adicional de insalubridade, adicional de periculosidade, adicional noturno salário-família, diárias de viagem, ajuda de custo, quinquênios, prêmios, gratificações, entre outros. DESCONTOS: são os valores que devem ser deduzidos do trabalhador referentes a: contribuição previdenciária, imposto de renda retido na fonte, contribuição sindical, seguros, adiantamentos, faltas e atrasos, vale-transporte, entre outros. É importante ressaltar que há uma grande diferença entre normas e direitos alcançados a servidores públicos (federais, estaduais e municipais) e empregados vinculados à Consolidação das Leis Trabalhistas (setor privado). Pois, cada Município, por exemplo, possui leis específicas no trato com os servidores vinculados a ele, possuindo Estatuto dos Servidores Públicos. 2. SALÁRIO E REMUNERAÇÃO 2.1 Salário É a contraprestação devida ao empregado pela prestação de serviços, em decorrência do contrato de trabalho. O salário pode ser mensal, quinzenal, semanal ou por hora. Sendo, entretanto, os mais comuns os pagos por mês ou por hora. O salário nada mais é do que a parte fixa efetivamente paga ao empregado. É o valor pelo qual o empregado se compromete, pela assinatura do contrato de trabalho, a exercer suas funções dentro dos horários determinados. É garantia de todo empregado o recebimento de valor nunca inferior ao salário mínimo, seja ele: Salário mínimo nacional; Salário mínimo regional; Salário mínimo da categoria Salário estabelecido por negociação coletiva. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 52 Vale ressaltar que o valor de salário a ser pago será o de maior valor, entre os salários acima relacionados. Ou seja, se o salário mínimo regional foi maior que o nacional, os empregadores estarão obrigados a remunerarem os seus empregados pelo salário mínimo de sua região/estado. Vejamos um exemplo: Um empregado foi contratado para trabalhar no comércio de determinada cidade, a qual possui o estabelecimento de um salário mínimo para a categoria, conforme negociação sindical, de R$ 1.150,00. Considerando o salário mínimo nacional para o ano de 2021, o qual é de R$ 1.100,00, qual deve ser o valor pago de salário a esse empregado? O referido funcionário deverá receber o salário de R$ 1.150,00, por ser mais vantajoso. Importante salientar que, caso o funcionário trabalhe uma jornada de trabalho inferior a 44 horas semanais, por exemplo, correspondente ao salário mínimo, o respectivo empregado deverá ser remunerado proporcionalmente às horas de trabalho, observado o mínimo da categoria/região. 2.2 Remuneração É comum a utilização da palavra remuneração como sinônimo de salário. Entretanto, há diferenças entre ambas. A remuneração é a soma do salário contratualmente estipulado (mensal, por hora, por tarefa etc.) com outras vantagens percebidas na vigência do contrato de trabalho como horas extras, adicional noturno, adicional de periculosidade, insalubridade, comissões, percentagens, gratificações, diárias para viagem etc. A remuneração é gênero e salário é a espécie desse gênero. A palavra remuneração passou a indicar a totalidade dos ganhos do empregado, pagos diretamente ou não pelo empregador e a palavra salário, para indicar os ganhos recebidos diretamente pelo empregador pela contraprestação do trabalho. Ela é composto por elementos: Fixos: que não variam de acordo com a produtividade (Ex.: salário, periculosidade, insalubridade); ou Variáveis: variam de acordo com a produtividade do trabalhador (Ex.: horas-extras, comissões, etc.) Neste contexto, ressalta-se as situações que ocorrem durante o processamento e conferências da folha de pagamento, em que teremos que transformar o salário mensal em salário-hora ou vice-versa. Vejamos alguns exemplos: TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 53 Quando estivermos diante de um salário fixo, por exemplo, de R$ 2750,00 por mês, com jornada mensal de 220 horas, e necessitarmos transformar este salário para a modalidade por hora, utilizaremos a seguinte fórmula: Salário ÷ 220 horas = salário por hora. R$ 2.750,00 ÷ 220 = R$ 12,50 por hora de trabalho Agora, caso estejamos tratando de um empregado horista e o referido receba R$ 12,50 por hora de trabalho e tenha trabalhado 190 horas em um determinado mês. Faremos o seguinte cálculo: Salário por hora x Horas trabalhadas = salário a ser recebido R$ 12,50 x 190 = R$ 2.375,00 de salário no mês 3. PROVENTOS 3.1 Adicional de insalubridade É um adicional pago a todo o empregado que estiver desempenhando suas funções em condições que podem causar danos à saúde, de acordo com o artigo 192 da CLT. As atividades insalubres são aquelas descritas na Norma Regulamentadora n.º 15, aprovada pela Portaria n.º 3.214/78. Importante salientar que não é encargo do profissional do Departamento Pessoal, definir se em determinado local de trabalho, há ou não agentes insalubres. Este trabalho deverá ser executado por profissional voltado à área de Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho. O Adicional de Insalubridade é dividido em três graus, sobre o salário mínimo da região, a saber: • Grau mínimo = 10%; • Grau médio = 20%; e • Grau máximo = 40%. CÁLCULO PRÁTICO: Um empregado de determinada empresa labora em um ambiente insalubre e, conforme laudo técnico da área de saúde e segurança do trabalho, assinado por profissional competente, a função exercida se enquadra no grau médio. Qual o valor a ser recebido pelo empregado sabendo que o salário mínimo na região é de R$ 1.100,00? Resolução: O empregado fará jus a um adicional de insalubridade em folha de pagamento no valor de R$ 220,00 (R$ 1.100,00 x 20%). Cabe ressaltar que a Constituição Federal veda, em seu art. 7º, a realização de trabalho noturno, perigoso e insalubre a menores de dezoito anos. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 54 3.2 Adicional de periculosidade Este adicional será devido a todo o empregado que execute suas tarefas em condições perigosas ou em contato com produtos inflamáveis ou explosivos e se encontram disciplinadas na Norma Regulamentadora nº. 16. Diferentemente do adicional de insalubridade, este, o de periculosidade, não é dividido em graus. Ele corresponde a 30% (trinta por cento) sobre o salário nominal do empregado, não incidindo sobre gratificações, prêmios ou participações nos lucrosda empresa, consoante o artigo 193 e §§ da CLT. CÁLCULO PRÁTICO: Um empregado foi admitido em uma empresa cujo ramo é da área de explosivos e, de acordo com a avaliação de profissional da área de saúde e segurança, há a caracterização de adicional de periculosidade. Sabendo que o salário-base dele é de R$ 2.000,00, qual o valor do respectivo adicional a ser recebido em folha de pagamento? Resolução: - Salário-base: R$ 2.000,00 - Adicional: 30% - Cálculo: R$ 2.000 ÷ 30% = R$ 600,00 3.3 Adicional de horas extras O adicional de horas extras é de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da hora normal, desde que trabalhada em dias que não sejam domingos ou feriados. Se forem as horas extras trabalhadas em dias de domingos ou feriados, este adicional deverá ser de, no mínimo, 100% (cem por cento). Foram realizadas exemplificações acerca dos cálculos de horas extras na Unidade IV deste material. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre a insalubridade e periculosidade: https://www.youtube.com/watch?v=eniEggA7J-A PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata o cálculo das horas extras com adicional de periculosidade e insalubridade. https://www.youtube.com/watch?v=rkcpukpElLc. https://www.youtube.com/watch?v=eniEggA7J-A https://www.youtube.com/watch?v=rkcpukpElLc TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 55 3.4 Adicional noturno Estudamos a respeito desse adicional em nossa Unidade IV – Duração do Trabalho. 3.5 Comissões Está intimamente ligado àquelas funções em que, normalmente, o empregado deverá atingir determinadas metas para ser beneficiado. Via de regra, a comissão é estipulada em termos percentuais quando da assinatura do contrato de trabalho do empregado. 3.5 Adicional de transferência É devido apenas e enquanto perdurar a transferência do empregado para localidade diversa daquela contratada e desenvolvida, desde que importe necessariamente em mudança de domicílio e de localidade. Este adicional é devido quando, por iniciativa do empregador, haja a transferência do empregado e importe necessariamente em mudança de domicílio e de localidade. Caso o empregado é que peça a transferência, não há direito ao respectivo adicional. O adicional corresponde a 25% dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar a situação. 3.6 Prêmios Constituem formas de incentivo, objetivando maior participação do empregado no trabalho, com maior rendimento e melhor comportamento, podem resultar dos contratos individuais de trabalho, acordos, convenções coletivas e regulamentos da empresa. É uma recompensa ao empregado. Vejamos o § 4º do art. 457 da CLT: “§ 4º. Consideram-se prêmios as liberalidades concedidas pelo empregador em forma de bens, serviços ou valor em dinheiro a empregado ou a grupo de empregados, em razão de desempenho superior ao ordinariamente esperado no exercício de suas atividades”. Os prêmios têm caráter de liberalidade do empregador e de forma eventual. Estão vinculados ao desempenho extraordinário, excepcional, incomum do empregado ou da equipe. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 56 3.7 Gorjetas Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados. Geralmente praticada em bares, restaurantes, hotéis e estabelecimentos similares. O empregador deverá se ater à negociação coletiva para averiguar quanto aos regramentos acerca do rateio e aplicação do referido instituto. 3.8 Ajuda de custo É o valor atribuído ao empregado para cobrir eventual despesa por ele realizada ou em virtude de serviço externo, a que se obrigou a realizar. Destinam-se a indenizar as despesas efetuadas pelo empregado em virtude de sua transferência ou circunstâncias especiais definidas pelo empregador. Vejamos a disposição do §2º do art. 457 da CLT que trata sobre o valor da ajuda de custo com o caráter indenizatório: “As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário.” 3.9 Diárias de viagem Destinam-se ao ressarcimento das despesas decorrentes das viagens que o empregado realizou para execução do contrato. Envolve o transporte, alimentação, alojamento, etc. 3.10 Gratificação Gratificação é o ganho salarial pago pelo empregador para remunerar ou estimular o exercício de determinada situação, função, época especial ou para incentivo. É parcela espontânea, pois não prevista ou imposta por lei. Pode ser criada por contrato, por normas coletivas ou internas. A gratificação de função está condicionada ao exercício da função, enquanto o empregado exercê-la, receberá o benefício. 3.11 Abonos É um valor concedido pelo empregador por mera liberalidade ou através de acordo, convenção ou dissídio coletivo e, ainda, por força de dispositivo legal. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre as gorjetas: https://www.youtube.com/watch?v=GKluLSeUU88. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre as ajudas de custo: https://www.youtube.com/watch?v=CeBvLSd02T4. https://www.youtube.com/watch?v=GKluLSeUU88 https://www.youtube.com/watch?v=CeBvLSd02T4 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 57 3.12 Salário in natura ou salário utilidade Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa fornecer habitualmente e gratuitamente ao empregado. Pode ter sido estabelecido em contrato ou por costume. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. O empregador que fornecer parte do salário como salário in natura, terá esta parte limitada a 70% (setenta por cento). Ou seja, será garantido ao empregado o pagamento em dinheiro de no mínimo 30% (trinta por cento) do salário. Estão limitados a 20% e 25% do salário, respectivamente, a alimentação e a habitação fornecidas como salário utilidade. Tais valores, deverão ser expressos em recibo de pagamento. Tais salários sofrerão todas as incidências trabalhistas e previdenciárias, resguardadas algumas exceções. O salário in natura é um ganho efetivo pelo trabalho e não para o trabalho. Exemplificando: Se o empregador entrega um automóvel ao trabalhador para que este execute suas tarefas, tal concessão não caracterizará o salário “in natura”, pois foi entregue para o trabalho. Porém, se o mesmo empregador entrega um automóvel ao empregado para que este utilize do bem para uso particular, estará assim caracterizado o salário “in natura”, pois a entrega do bem fora efetuada pelo trabalho.Estimular o empregador a proporcionar melhores condições de trabalho ao empregado Não são considerados salário “in natura”, nos termos dos incisos do art. 458 da CLT: Vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; Educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; Transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; Assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde; Seguros de vida e de acidentes pessoais; Previdênciaprivada; Vale-cultura. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre o salário in natura: https://www.youtube.com/watch?v=mcvjPo4xIrM. https://www.youtube.com/watch?v=mcvjPo4xIrM TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 58 4. DESCONTOS É vedado efetuar qualquer desconto no salário do empregado, salvo quando resultar de adiantamento, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo. Desta forma, há descontos obrigatórios a serem feitos pelo empregador bem como facultativos, os quais necessitam da autorização do empregado. Será lícito o desconto desde de que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado. 4.1 Contribuição Previdenciária É um desconto legal obrigatório aos empregados vinculados às normas da CLT. É um pagamento que possui natureza tributária, sendo destinado aos gastos com a Previdência Social (órgão responsável: Instituto Nacional do Seguro Social – INSS). Ela é responsável pela concessão de benefícios aos seguros, tais como: aposentadoria, auxílio-doença, salário maternidade, pensão por morte, auxílio-acidente etc. Para tanto, visando garantir tais direitos, o segurado contribui mensalmente com a Previdência Social descontando de seu salário um determinado valor de acordo com a faixa salarial. A regulamentação quanto aos benefícios aos segurados bem como prazos para aposentadoria, concessão de auxílios, pensões etc. deve ser verificada a legislação previdenciária. A partir de março de 2020, em razão da Reforma da Previdência, o cálculo da contribuição previdenciária do empregado passou por mudanças, com a aplicação de alíquotas de forma progressiva sobre o salário de contribuição do segurado. Isso significa que o valor descontado será sobre a parcela do salário que se enquadrar em cada faixa, fazendo com que o percentual descontado do total dos ganhos seja diferente. O objetivo da mudança é fazer que o empregado que ganhe mais, contribua mais para o INSS; e quem ganha menos, contribua com menos. Vejamos a tabela e cálculos das alíquotas vigentes para o ano de 2021: Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins de recolhimento de INSS Até R$ 1.100,00 7,5% De R$ 1.100,01 até R$ 2.203,48 9% De R$ 2.203,49 até R$ 3.305,22 12% De R$ 3.305,23 até R$ 6.433,57 14% Através da tabela acima, entre cada faixa de salário de contribuição, o cálculo é feito considerando o máximo e mínimo destas e a alíquota a ser aplicada. Enquanto o valor do salário não é atingido, é considerado o teto da faixa salarial. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre cuidados acerca de descontos no salário dos empregados: https://www.youtube.com/watch?v=A0FdC4M89bA. https://www.youtube.com/watch?v=A0FdC4M89bA TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 59 Exemplo: Vamos considerar que determinado empregado receba R$ 2.500,00, o qual se encontra na 3ª faixa, seguem os cálculos do desconto de contribuição previdenciária: Faixa Salarial Salário de contribuição (R$) Alíquota Base de Cálculo Desconto 1ª Até R$ 1.100,00 7,5% R$ 1.100,00 R$ 82,50 2ª De R$ 1.100,01 até R$ 2.203,48 9% R$ 1.103,47 R$ 99,31 3ª De R$ 2.203,49 até R$ 3.305,22 12% R$ 296,51 R$ 35,58 4ª De R$ 3.305,23 até R$ 6.433,57 14% - - Total de desconto R$ 217,39 Portanto, neste exemplo acima, o empregado terá descontado de seu salário o valor de R$ 217,39 a título de contribuição previdenciária. Por meio desse resultado, temos uma alíquota de desconto efetiva de 8,6956% (217,39 ÷ 2.500,00 x 100). Há ainda um método alternativo para a realização do cálculo acima, através de uma tabela com deduções sobre o percentual da alíquota, conforme abaixo: Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins de recolhimento de INSS Parcela a deduzir Até R$ 1.100,00 7,5% - De R$ 1.100,01 até R$ 2.203,48 9% R$ 16,50 De R$ 2.203,49 até R$ 3.305,22 12% R$ 82,61 De R$ 3.305,23 até R$ 6.433,57 14% R$ 148,72 Através dela basta identificar a faixa salarial e aplicar a alíquota corresponde, do valor encontrado, faça a dedução da parcela. Utilizando o exemplo anterior, vejamos o cálculo: - Alíquota correspondente: R$ 2.500,00 x 12% = R$ 300,00 - Parcela a deduzir: R$ 300,00 – 82,61 = R$ 217,39. Diante do exposto, perceba que o valor encontrado foi exatamente igual à aplicação da tabela progressiva. Cabe ressaltar que há um limite de desconto de contribuição previdenciária dos empregados que, no caso do ano de 2021, é de R$ 751,97 (6.433,57 x 14% - 148,72). 4.2 Imposto de Renda Retido na Fonte TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 60 Em atendimento à legislação tributária, o Imposto de Renda Retido na Fonte é devido sobre os rendimentos do trabalho assalariado, tais como: salários, horas extras, comissões, gratificações adicionais e outros proventos admitidas em lei pela Receita Federal do Brasil (RFB). O Imposto de Renda é um imposto existente em diversos países e consiste na dedução de uma parcela da renda para repasse ao governo. A última atualização da tabela progressiva mensal vigora desde abril de 2015, conforme abaixo: Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$) Até 1.903,98 - - De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80 De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80 De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13 Acima de 4.664,68 27,5 869,36 Com base na tabela acima, percebemos que aqueles trabalhadores que possuem uma base de cálculo de até R$ 1.903,98 são isentos do pagamento de IRRF. Há ainda na legislação situações em que portadores de doenças graves ou deficiências são isentos do Imposto de Renda. Para fins de apuração da base de cálculo de Imposto de Renda, sobre os rendimentos tributáveis, deduzimos a contribuição previdenciária, pensão alimentícia, dependentes, dentre outros. Vejamos: (+) Salário bruto (-) INSS (-) Dependente Legal (Nº de Dependentes x 189,59) (-) Outras deduções = Base de cálculo do IRRF (x) Alíquota da base de cálculo (-) Parcela a deduzir = Valor do IRRF Após a apuração da remuneração do empregado (somados o salário, adicionais, horas extras, comissões etc.) deduzimos a contribuição previdenciária (INSS), a qual aprendemos a calcular no item anterior desta unidade de estudo. Os dependentes legais são declarados pelo próprio empregado e deverão ser lançados em folha de pagamento. Podem ser dependentes legais do funcionário: cônjuge, filho(a), enteado(a), pais, avós etc. Para cada dependente legal, deduz-se o valor de R$ 189,59 (cento e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos) da base de cálculo do IRRF. Dentre as outras deduções da base de cálculo, destacamos a pensão alimentícia descontada em folha de pagamento do empregado, a qual será dedutível do cálculo do Imposto de Renda devido. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 61 Após as deduções legais, o empregador deverá multiplicar a base de cálculo do IRRF com a alíquota correspondente e abater a parcela a deduzir. Com isso, encontrará o valor do IRRF do empregado no respectivo mês. Vejamos um exemplo: CÁLCULO PRÁTICO: Um empregado foi admitido em uma empresa com o valor bruto de salário de R$ 4.470,00. O empregado possui um dependente legal e não possui outras deduções. Qual o valor de IRRF, ao mês, do empregado no ano de 2021? Resolução: (+) Salário bruto R$ 4.470,00 (-) INSS R$ 4.470,00 * 14% = R$ 625,80 R$ 625,80 – R$ 148,72 = R$ 477,08 (-) Dependente Legal (Nº de Dependentes x 189,59) 01 dependente = R$ 189,59 (-) Outras deduções -- = Base de cálculo do IRRF R$ 3.803,33 (x) Alíquota da base de cálculo 22,5% (-) Parcela a deduzir R$ 636,13 = Valor do IRRF R$ 219,62 4.3 Outros descontos Outros descontos que podem ser efetuados em folha de pagamento sãoaqueles que são autorizados pelo empregado, por exemplo: plano de saúde, empréstimos bancários, seguros de vida etc. Podem ser descontados ainda adiantamentos salariais efetuados pelo empregador, pensão alimentícia etc. Além dos descontos facultativos, há os respaldados legalmente, conforme visto em nossos estudos, quais sejam: IRRF, INSS, Vale-Transporte (parte custeada pelo empregado), faltas injustificadas, atrasos e saídas antecipadas etc. IDEIAS-CHAVE: Folha de pagamento; Provento; Desconto; Salário e Remuneração; CLT; Normas Regulamentadoras; Contribuição Previdenciária; Imposto de Renda Retido na Fonte; Adicional de Periculosidade; Adicional de Insalubridade; Adicional de transferência; Ajuda de custo; Gratificações; Salário in natura; Faltas e Atrasos. RECAPITULANDO: A folha de pagamento é um documento de emissão obrigatória para efeito de fiscalização trabalhista e previdenciária. Devem ser registrados mensalmente todos os valores referentes à remuneração dos empregados, divididos em duas partes: os proventos e descontos. Os proventos são valores de ganho do funcionário e podem ser compostos por: salário, horas extras, adicional de insalubridade, adicional de periculosidade, adicional noturno salário-família, diárias de viagem, ajuda de custo, quinquênios, prêmios, gratificações, entre outros. Os descontos são os valores que devem ser deduzidos do trabalhador referentes a: contribuição previdenciária, imposto de renda retido na fonte, contribuição sindical, seguros, adiantamentos, faltas e atrasos, vale-transporte, entre outros. O salário é a contraprestação devida ao empregado pela prestação de serviços, em decorrência do contrato de trabalho. A remuneração é a soma do salário contratualmente estipulado (mensal, por hora, por tarefa etc.) com outras vantagens percebidas na vigência do contrato de trabalho como horas extras, adicional noturno, adicional de periculosidade, insalubridade, comissões, percentagens, gratificações, diárias para viagem etc. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 62 UNIDADE VI FOLHA DE PAGAMENTO II Nesta unidade daremos continuidade aos cálculos de direitos previstos em nossa legislação aos empregados durante a elaboração da folha de pagamento pelo empregador. 1. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO (DSR). O DSR ou Repouso Semanal Remunerado (RSR) é a folga a que tem direito o empregado, garantida constitucionalmente, após determinado número de dias ou de horas de trabalho por semana, medida de caráter social e recreativa, visando à recuperação física e mental do trabalhador. Além disso, constitui como uma norma de saúde, segurança e medicina do trabalho no que se refere ao descanso do empregado diante do cumprimento de sua jornada de trabalho. É uma folga paga pelo empregador. O gozo refere-se ao período de 24 horas consecutivas, que deverão coincidir, preferencialmente, no todo ou em parte, com o domingo - exceto em casos de necessidade imperiosa ou escala de revezamento. O DSR deve ser pago como um dia de trabalho, sendo que para os empregados mensalistas, o DSR já está embutido no salário mensal, enquanto que para os trabalhadores horistas, o Descanso Semanal Remunerado deve ser somado ao total de horas trabalhadas no mês, sendo identificado com destaque no recibo de pagamento. Importante destacar que o empregado só terá direito ao recebimento, se atender as seguintes condições: 1. Tenha cumprido adequadamente, sua carga de trabalho semanal, sem faltas injustificadas (assiduidade); 2. Não tenha tido atrasos e saídas antecipadas durante a jornada de trabalho que antecede o DSR (pontualidade). Caso o empregado não atenda estas condições, o empregador terá o direito de descontar do pagamento do empregado os valores respectivos à folga semanal. Isso não lhe tira o direito de gozar o dia do descanso. A realização de horas extras, repercute no repouso semanal remunerado, tanto para os empregados mensalistas e quinzenalistas. É o chamado reflexo sobre DSR. CÁLCULO PRÁTICO: Exemplo 01: Empregado horista que possui um valor hora normal de salário de R$ 6,50, realizou 200 horas em um determinado mês. Sabendo que ele não possui atrasos e/ou faltas injustificadas e de que o mês teve 25 dias úteis e 05 domingos e feriados, calcule o DSR: Resolução: 1º Salário do mês: R$ 6,50 x 200 horas = R$ 1.300,00 2º DSR: Salário / dias úteis x domingos e feriados 1300 / 25 x 5 = R$ 260,00 (DSR) Exemplo 02: Empregado mensalista possui um valor hora normal de salário de R$ 12,00 e possui uma jornada de 150 horas mensais. Em um determinado mês realizou 10 horas extras a 50% que equivale a R$ 180,00. Sabendo que ele não possui atrasos e/ou faltas injustificadas e de que o mês teve 26 dias úteis e 04 domingos, calcule o reflexo das TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 63 horas extras no DSR: Resolução: Total de horas extras / dias úteis x domingos e feriados 180 / 26 x 4 = R$ 27,70 (DSR sobre Horas Extras) Outro método de cálculo: (Total das horas extras do mês / dias úteis do mês) x domingos e feriados do mês x valor da hora extra (10 / 26 ) x 04 x 18,00 = R$ 27,70 2. FÉRIAS As férias é um direito do empregado para que usufrua de um descanso remunerado após o exercício de atividades por um ano. Tal direito está garantido pela Constituição Federal, em seu art. 7º, e a CLT regulamenta a forma de sua concessão. A finalidade é o descanso anual com o objetivo de eliminar a fadiga e desgaste que não foram liberados nos repousos semanais, intervalos e descansos durante o labor. É de suma importância na manutenção da saúde psicológica e biológica, em razão do desgaste físico e intelectual, obrigações, preocupações cotidianas. É uma forma de higiene social e mental. O empregado não pode renunciar de usufruir tal direito, haja vista que trata-se de uma norma de medicina e segurança do trabalho. É obrigação do empregador lhe conceder tal direito. Trata-se de uma interrupção do contrato de trabalho em que o empregado tem o direito de não trabalhar durante trinta dias consecutivos. As férias, em regra, são de trinta dias corridos. Nos termos do art. 129 da CLT, “todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remuneração”. Desta forma, todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remuneração, computando-se este período, inclusive como tempo de serviço, na seguinte proporção: - 30 dias corridos – de 0 a 5 faltas injustificadas; - 24 dias corridos – de 6 a 14 faltas injustificadas; - 18 dias corridos – 15 a 23 faltas injustificadas; - 12 dias corridos – 24 a 32 faltas injustificadas; - Perde o direito – de 33 faltas injustificadas em diante. O período aquisitivo das férias consiste em 12 meses de serviço, a partir do qual o empregado passa a ter direito de usufruir das férias. O período concessivo diz respeito ao período subsequente à aquisição das férias em que o empregado pode usufruir do seu direito. As férias proporcionais são adquiridas a cada mês ou quatorze dias de trabalho (ou vigência de contrato), sendo 1/12 de férias a cada período. Quando o empregado completa os 12 meses de trabalho, há o atingimento da fração de 12/12 (direito adquirido). O empregado possui o direito de gozá-las após completos os doze meses. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre o cálculo do Descanso Semanal Remunerado: https://www.youtube.com/watch?v=9fymICpSVVM. https://www.youtube.com/watch?v=9fymICpSVVM TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 64 Nos termos do art. 133 da CLT, perderá o direito a férias o empregado que, no período aquisitivo: “I - deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subseqüentes à sua saída; II - permanecer em gozo de licença, com percepção de salários,por mais de 30 (trinta) dias; III - deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30 (trinta) dias, em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa; e IV - tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, embora descontínuos”. Vejamos exemplos abaixo acerca da disposição retromencionada: Exemplo 1: Empregado admitido em 05/11/2020 que se afastou por doença em 04/02/2021, com início do pagamento do benefício em 19/02/2021 (16º dia de afastamento), retornando ao trabalho em 31/08/2021. - Admissão: 05.11.2020 - Início do auxílio-doença: 19.02.2021 - Retorno: 31.08.2021 - Início de novo período aquisitivo: 31.08.2021 Neste caso o afastamento do empregado foi superior há 6 meses dentro do período aquisitivo, perdendo assim o direito às férias. Exemplo 2: Empregado admitido em 20/11/2019, se afastou por acidente do trabalho em 25/03/2020, com início do auxílio- doença acidentário em 08/04/2020 (16º dia de afastamento), retornando dia 05/07/2020: - Admissão: 20.11.2019 - Início do auxílio-doença: 08.04.2020 - Retorno: 05.07.2020 - Término do período aquisitivo: 19.11.2020 (não interferiu) Neste caso o afastamento do empregado não foi superior a 6 meses dentro do período aquisitivo, iniciando seu período concessivo referente ao período aquisitivo 2019/2020 no dia 20.11.2020. Importante ressaltar que o empregado que ficar doente durante as férias não terá seu período de gozo suspenso ou interrompido. Após o término das férias começará a contar os 15 dias para a empresa efetuar o pagamento e, se o caso, encaminhar à Previdência Social (INSS).Se, durante as férias da empregada gestante, ocorrer o nascimento da criança, o gozo das mesmas ficará suspenso e será concedida a licença-maternidade; após o término do respectivo benefício, as férias serão retomadas. O empregador é quem determina a época em que o empregado gozará as férias, que, em regra, é em um só período, nos doze meses subsequentes ao período aquisitivo. A época de concessão deverá melhor atender o interesse do empregador, porém, não há nenhum impedimento legal que impeça que as partes combinem entre si a concessão das férias. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 65 Conforme previsão contida no § 1º do art. 134 da CLT, caso o empregado concorde, as férias poderão ser usufruídas (fracionadas) em até três períodos: - Um deles não poderá ser inferior a quatorze dias corridos; e - Os demais não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada um. No § 2º do mesmo artigo retromencionado, há previsão de que “é vedado o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado”. Diante dessa disposição, tomamos como exemplo, um Descanso Semanal Remunerado (DSR) no dia 19/09/2021, o início das férias tem que se dar até o dia 16/09/2021. A concessão das férias deverá ser comunicada ao empregado, por escrito, com antecedência mínima de 30 dias, mediante "aviso de férias" em 2 vias, mencionando o período aquisitivo a que se referem e os dias em que serão gozadas, dando o empregado a ciência. O empregador deverá controlar minuciosamente o período concessivo das férias de seus empregados, pois, caso sejam concedidas fora do prazo previsto, ou seja, após os doze meses da aquisição do direito, deverá pagar em dobro a respectiva remuneração – conforme previsão contida no art. 137 da CLT. Vejamos um exemplo abaixo: - Admissão: 03/03/2017 - Término do período aquisitivo: 02/03/2018 - Término do período concessivo: 02/03/2019 - Gozo das férias: 01/07/2019 a 30/07/2019 Neste caso, o empregado faz jus a 60 dias de remuneração e 30 dias de descanso. Observa-se que o legislador estabeleceu a dobra das férias, quando a mesma não for concedida dentro do período concessivo. Durante as férias o empregado perceberá a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão acrescida de 1/3. O 1/3 a mais contribui para o descanso e diversão do empregado no mês de férias e incide tanto em férias vencidas quanto sobre as proporcionais. Por exemplo, um empregado que durante o período aquisitivo, percebia R$ 1.200,00 mensais, no mês de gozo das férias está percebendo R$ 1.500,00 de salário mensal. Este empregado perceberá, em razão das férias R$ 1.500,00, o qual deverá ser acrescido do terço constitucional. - 1/3 constitucional: R$ 1.500,00 ÷ 3 = R$ 500,00 Total = R$ 1.500,00 + R$ 500,00 = R$ 2.000,00 Portanto, no exemplo acima, o empregado fará jus a uma remuneração bruta de férias no valor de R$ 2.000,00. Para os empregados que recebem comissões ou percentagem, a remuneração base para o cálculo das férias é a obtida pela média aritmética dos valores recebidos nos 12 meses anteriores à concessão das férias. Nas demais formas de remuneração variáveis (horas extras, adicionais, gratificações) serão apuradas médias considerando o período aquisitivo de férias. Na média obtida será aplicada o valor da remuneração atual. CÁLCULOS PRÁTICOS: Funcionário 01: Empregado durante o período aquisitivo, percebia R$ 2.000,00 mensais. Neste mês de setembro, gozará as férias de 30 dias (01/09/2021 a 30/09/2021) referente ao aludido período aquisitivo, e atualmente está percebendo R$ 2.300,00 de salário mensal. Calcule o valor bruto e líquido das férias (com descontos de INSS e IRRF), sabendo que não possui verbas variáveis para fins da base de cálculo das férias e também não possui dependentes legais. Resolução: - Salário de férias: 2.300 / 30 x 30 dias de férias = R$ 2.300,00 - 1/3 de férias = 2.300 / 3 = R$ 766,67 Total bruto: R$ 2.300,00+ R$ 766,67 = R$ 3.066,67 INSS: R$ 3.066,67 x 12% - 82,61 = R$ 285,39 IRRF: R$ 3.066,67 - R$ 285,39 = R$ 2.781,28 x 7,5% - R$ 142,80 = R$ 65,79 Total líquido: Total bruto - INSS – IRRF R$ 3.066,67 – R$ 285,39 – R$ 65,79 = R$ 2.715,49. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 66 Funcionário 02: Empregado possui salário fixo de R$ 1.500,00 mensais, jornada mensal de 200h, durante o período aquisitivo realizou 288 horas extras a 50%. Sairá de férias 01/09/2021 a 30/09/2021. Com base na variável de hora extra e salário informado acima, calcule o valor bruto das férias. Resolução: - Salário de férias: 1.500 / 30 x 30 dias de férias = R$ 1.500,00 - Valor de cada hora extra: 1500 / 200 = 7,5 x 1,5 = R$ 11,25 - Média Horas extras (período aquisitivo) = 288 / 12 meses = 24 horas - Média das horas extras = 24 horas x R$ 11,25 = R$ 270,00 - Salário + Média Hora Extra = R$ 1.500,00 + R$ 270,00 = R$ 1.770,00 - 1/3 de férias = R$ 1.770,00 / 3 = R$ 590,00 Total bruto: R$ 1.770,00 + R$ 590,00 = R$ 2.360,00 O pagamento das férias deverá ser efetuado até dois dias antes do início do respectivo período e o empregado dará quitação do pagamento com indicação do início e do termo das férias. Vejamos abaixo a ilustração quanto aos prazos para a concessão de férias aos empregados: O art. 143 da CLT estabelece que o empregado tem a faculdade de converter 1/3 do período de férias em abono pecuniário. É o popularmente conhecido como “vender as férias”. A faculdade de converter o abono pecuniário é do empregado, que pode ou não requerer a conversão de 1/3 de suas férias em abono pecuniário, independentemente da concordância do empregador. Uma vez requerido pelo empregado, não poderá ser negado pelo empregador PARA APROFUNDAMENTO: Leia a notícia disponível no link a seguir a qual trata sobre a mudança de entendimento acerca da Orientação Jurisprudencial nº. 394 do Tribunal Superior do Trabalho no que se refere ao reflexo do Descanso Semanal Remunerado em outras verbas salariais, entre elas, as férias: https://www.frsadvogados.com.br/blog/jurisprudencia/processo-parado- pela-oj-394. https://www.frsadvogados.com.br/blog/jurisprudencia/processo-parado-pela-oj-394https://www.frsadvogados.com.br/blog/jurisprudencia/processo-parado-pela-oj-394 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 67 Contudo, o § 1º do art. 143 da CLT determina que o empregado, para ter direito ao abono pecuniário, deverá requerê-lo até 15 dias antes do término do período aquisitivo. Requerido fora do prazo, ou até mesmo dentro do período concessivo, o empregador não estará obrigado a aceitá-lo em razão da não observação do prazo legal estipulado. Uma vez cumpridas as exigências legais, o valor do abono pecuniário deverá ser calculado sobre a remuneração de férias acrescido de mais 1/3 do salário normal. CÁLCULOS PRÁTICOS: Funcionário 01: Empregado cujo salário é de R$ 2.400,00 mensais tem direito a 30 dias de férias e optou pelo abono pecuniário. Gozo de férias de 01/09/2021 a 20/09/2021. Calcule o valor bruto das férias, sabendo que não possui verbas variáveis para fins da base de cálculo. - Remuneração de férias: 2.400/30 dias x 20 dias de gozo = R$ 1.600,00 Acréscimo de 1/3 da remuneração de férias: 1.600/3 = R$ 533,33 Subtotal 1: R$ 1.600,00 + R$ 533,33 = R$ 2.133,33 - Abono Pecuniário: 2.400/30 dias x 10 dias de abono = R$ 800,00 Acréscimo de 1/3 sobre o abono de férias: R$ 800 / 3 = R$ 266,67 Subtotal 2: R$ 800,00 + R$ 266,67 = R$ 1.066,67 Total de férias bruto: R$ 2.133,33 + R$ 1.066,67 = R$ 3.200,00 3. GRATIFICAÇÃO NATALINA A gratificação de Natal, mais conhecido como 13º Salário, foi instituída pela Lei nº 4.090/62, com pagamento em parcela única, no mês de dezembro. Em 1965, a Lei nº 4.749, regulamentada pelo Decreto nº 57.155/65, determinou que entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, o empregador deve pagar, a título de adiantamento. É um pagamento adicional a que todo empregado tem direito, com vistas a auxiliá-lo com suas despesas de final de ano. É direito dos trabalhadores urbanos, rurais, servidores públicos, domésticos etc. A gratificação possui natureza salarial e é adquirida a cada mês ou fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de trabalho do empregado, o qual terá direito a 1/12 do benefício. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre os cálculos das férias: https://www.youtube.com/watch?v=57o9Fzw6i-U. https://www.youtube.com/watch?v=57o9Fzw6i-U TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 68 Vejamos alguns exemplos acerca dessa disposição legal: Vamos admitir que estejamos efetuando o pagamento do 13º. salário do ano de 2021, para um empregado que tenha sido admitido em 25 de abril de 2020 e trabalha na empresa até a data de pagamento do 13º salário integral (dezembro de 2021). Este empregado terá direito aos 12/12 avos do 13º. salário de 2021. Pois, trabalhou de janeiro a dezembro do ano de 2021. Agora, nesta mesma competência de dezembro de 2021, no cálculo do 13º salário, há um empregado admitido em 23 de março de 2021. Neste caso, o empregado fará jus a 9/12 (nove doze avos) de gratificação natalina. Isto se deve ao fato de que o empregado não fazer jus aos avos de janeiro a março (três meses), pois não fazia parte do quadro de pessoal da empresa. Cabe ressaltar que, neste segundo exemplo, não é devido avo do mês de março, pois não deu quinze ou mais dias trabalhados naquele mês. Caso o empregado tivesse sido admitido, por exemplo, no dia 15 de março, faria jus a 10/12 (dez doze avos). Portanto, se o empregado tiver no mínimo quinze dias dentro do mês, ele terá direito ao avo daquele mês. A primeira parcela, a título de adiantamento, deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, de uma só vez, metade do salário recebido pelo empregado no mês anterior. A legislação determina que o pagamento ficará a critério do empregador, não estando este obrigado a pagar o adiantamento no mesmo mês a todos os seus empregados. O art. 4º do Decreto nº 57.155/65 determina que o adiantamento do 13º salário será pago ao ensejo das férias, sempre que o empregado o requerer no mês de janeiro do correspondente ano. Ressaltamos que o adiantamento somente será possível quando o período de férias do empregado ocorrer entre os meses de fevereiro e novembro, não sendo devido, portanto, quando estas forem gozadas em dezembro ou janeiro. Tendo o empregado recebido a primeira parcela juntamente com as férias, inexiste obrigatoriedade de a empresa efetuar a complementação em novembro, só fazendo o acerto por ocasião do pagamento da segunda parcela. Cabe ressaltar que não existe previsão na legislação para o pagamento do 13º salário em parcela única no mês de dezembro de cada ano. O valor a ser recebido de adiantamento (1ª parcela) se dá da seguinte forma: Empregados admitidos até 17 de janeiro: o valor da 1º parcela será de 50% do salário do mês anterior ao do seu pagamento. Empregados admitidos após 17 de janeiro: o valor da 1ª parcela será a metade de 1/12 avos da remuneração, por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias. CÁLCULOS PRÁTICOS: Funcionário 01: Um empregado, admitido em 01/01/2021, possui um salário de R$ 2.000,00 na competência do mês de junho de 2021 e terá o adiantamento (1ª parcela) do 13º salário em julho daquele ano, sem qualquer variável. Qual o valor que ele receberá de pagamento da 1º parcela da gratificação natalina? Resolução: R$ 2.000,00 ÷ 2 = R$ 1.000,00 Funcionário 02: Um empregado, admitido em 10/01/2021, possui um salário de R$ 1.500,00 na competência do mês de junho de 2021 e terá o adiantamento (1ª parcela) do 13º salário em julho daquele ano, tendo recebido a quantidade de horas extras nos respectivos meses do ano, conforme tabela abaixo. Sabendo que sua jornada de trabalho mensal é de 200 horas, qual o valor que ele receberá de pagamento da 1º parcela da gratificação natalina? TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 69 Mês Quantidade de horas extras (50%) Janeiro 23 Fevereiro 19 Março 22 Abril 12 Maio 26 Junho 18 Resolução: - Somatório das horas extras: 120 horas extras nos seis meses - Salário hora normal: R$ 1.500,00 / 200 = R$ 7,50 - Valor hora extra: 7,50 x 1,5 = R$ 11,25 - Média horas extras: 120 / 6 = 20 horas - Valor da média: 20 x 11,25 = R$ 225,00 - Valor 13º salário total: 1500 + 225 = R$ 1.725,00 1ª parcela: R$ 1.725 / 2 = 862,50 Funcionário 03: Um empregado, admitido em 12/05/2021, possui um salário fixo de R$ 800,00, sem variáveis. Qual o valor que ele receberá de pagamento da 1º parcela da gratificação natalina a ser paga em novembro de 2021? Resolução: - 800,00÷12 = R$ 66,67 (valor de cada avo) - R$66,67 x 8 = R$ 533,36 - R$533,36 ÷ 2 = 266,68 - Valor da primeira parcela = R$266,68 A segunda parcela é devida até o dia 20 do mês de dezembro de cada ano, com base na remuneração daquele mês, descontado o adiantamento efetuado entre os meses de fevereiro e novembro do corrente ano. Os empregados que recebem salário e/ou verbas variáveis, a qualquer título, o 13º salário deverá ser calculado com base de 1/11 (um onze avos) da soma das importâncias recebidas nos meses trabalhados até novembro de cada ano. Tal valor encontrado deverá ser somado à parte do salário contratual fixo. CÁLCULOS PRÁTICOS: Funcionário 01: Um empregado, admitido em 12/01/2021, recebeu a 1º parcela do 13º salário em julho de 2021 (no valor de R$ 550,00) e a sua remuneração do mês de dezembro/2021 é de R$ 1.100,00. Qual o valor líquido o funcionário receberá, referente à 2ª parcela, no mês de dezembro/2021, descontado o adiantamento? Resolução: TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 70 Fórmula: Salário – INSS/IRRF – 1ª parcela (adiantamento) - INSS: R$ 1.100 x 7,5% = R$ 82,50 - IRRF: Isento (abaixo de R$ 1.903,98) - 1ª parcela: R$ 550,00 Cálculo: R$ 1.100,00 – 82,50 – 550,00 = R$ 467,50 Funcionário 02: Um empregado, admitidoem 09/05/2021, recebeu a 1º parcela do 13º salário em novembro de 2021, no valor de R$ 200,01, e o seu salário fixo é de R$ 800,00, sabendo que não há variáveis. Qual o valor líquido o funcionário receberá, referente à 2ª parcela, no mês de dezembro/2021, descontado o adiantamento? Fórmula: Salário – INSS/IRRF – 1ª parcela (adiantamento) - Proporcionalidade: R$800,00 ÷ 12= R$66,67 x 8= R$533,36 - INSS: R$ 533,36 x 7,5% = R$ 40,00 - IRRF: Isento (abaixo de R$ 1.903,98) - 1ª parcela: R$ 200,01 Cálculo: 533,36 – 40,00 – 200,01 = R$ 293,35 4. RECIBO DE PAGAMENTO No encerramento de cada mês, o Departamento Pessoal deve apurar todas os proventos (valores a receber) e descontos (valores a serem descontados). Em grande maioria, os eventos a serem lançados em folha, originam- se dos controles de frequência do empregado, os cartões de ponto (ou sistema alternativo) deverão ser recolhidos e apurados, bem como os atestados médicos, de modo que o empregador tenha o controle das horas/dias trabalhados durante o período e também das faltas justificadas e injustificadas, realização de horas extras, adicional noturno, faltas, atrasos, saídas antecipadas etc. A folha de pagamento deve ser elaborada mensalmente e deve conter de forma discriminada, o nome de cada trabalhador, cargo, função, salário, proventos e descontos, com a indicação dos subtotais. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre os cálculos da gratificação natalina: https://www.youtube.com/watch?v=oOB-1OhTthU. https://www.youtube.com/watch?v=oOB-1OhTthU TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 71 O total devido a um empregado denominamos remuneração bruta, após a realização das deduções/subtrações, obtemos a remuneração líquida a ser recebida pela empregado. Por exemplo, deve ser lançado, discriminado, em seu recibo de pagamento, que a empregada encontra-se de licença maternidade assim como as cotas de salário-família pagas ao funcionário. Após a apuração de todos os valores, teremos a soma do valor devido de INSS e que pode ser deduzido (com base na legislação) bem como a soma dos depósitos de FGTS. A CLT, em seu art., 464, alude que a empresa deverá emitir um recibo (contracheque) como prova de que recebeu o pagamento de salário do mês. Vejamos a disposição legal: “Art. 464 - O pagamento do salário deverá ser efetuado contra recibo, assinado pelo empregado; em se tratando de analfabeto, mediante sua impressão digital, ou, não sendo esta possível, a seu rogo. Parágrafo único. Terá força de recibo o comprovante de depósito em conta bancária, aberta para esse fim em nome de cada empregado, com o consentimento deste, em estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho”. Desta forma, a empresa deverá elaborar o contracheque de seus funcionários mensalmente. Segue abaixo um modelo de contracheque: Cabe ressaltar que, qualquer adicional pago ao empregado e outras parcelas, por ocasião da elaboração da folha de pagamento ou na rescisão do contrato de trabalho devem ser discriminadas nas rubricas/eventos próprios. Caso a empresa não especifique item a item, cada verba paga e/ou descontada do empregado, fica caracterizada a prática do salário complessivo, o qual não é permitido pela legislação trabalhista. Para o fechamento da folha de pagamento, no final de cada mês, é importante é que sejam feitas algumas conferências, tais como: conferir os lançamentos dos proventos e dos descontos; os períodos aquisitivos de férias dos empregados; a data-base do reajuste da categoria; entradas dos empregados registrados no mês; rescisões contratuais; apurações dos impostos; cálculos das férias; lançamentos de horas extras, faltas, atestados, benefícios etc. É importante o uso da folha de pagamento imediatamente anterior para conferência das informações. Na elaboração da folha de pagamento, também deve ser verificada, atentamente, as incidências para base de cálculo de contribuição previdenciária (INSS), imposto de renda (IRRF) e FGTS nas verbas pagas e/ou descontadas dos empregados. Vejamos abaixo uma tabela, com as principais rubricas presentes em folha de pagamento, e se possuem ou não incidências para INSS, IRRF e FGTS: CÓDIGO NOME DO FUNCIONÁRIO CBO 0000000 4110-10 Cód. Referência Proventos Descontos 001 30,00 1.500,00 002 2,75 30,94 003 6,19 004 3,75 005 9,00 121,50 006 Total dos Vencimentos Total dos Descontos 1.537,13 125,25 Salário Base FGTS do M ês Faixa IRRF 1.500,00 122,67 * Recibo de Pagamento de Salário Referente ao Setembro/2021 FUNÇÃO Funcionário B Auxiliar Administrativo Descrição SALARIO-BASE HORAS EXTRAS 50% DSR S/ HORAS EXTRAS 50% ATRASOS INSS M ENSAGENS Lí quido a R eceber- > 1.411,54 Base Cálc. INSS Base Cálc.FGTS Base Cálc. IRRF 1.533,38 1.533,38 1.411,88 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 72 Provento/Desconto INSS IRRF FGTS Salário SIM SIM SIM Repouso Semanal Remunerado SIM SIM SIM Horas Extras SIM SIM SIM Salário-família NÃO NÃO NÃO Adicional Noturno SIM SIM SIM Adicional de insalubridade SIM SIM SIM Adicional de periculosidade SIM SIM SIM 1ª parcela: 13º salário NÃO NÃO SIM 2ª parcela: 13º salário SIM SIM SIM Bolsa-estágio NÃO SIM NÃO Férias indenizadas + 1/3 NÃO NÃO NÃO Férias gozadas + 1/3 SIM SIM SIM Abono pecuniário de férias NÃO NÃO NÃO Vale-transporte NÃO NÃO NÃO Faltas injustificadas SIM SIM SIM Atrasos e saídas antecipadas SIM SIM SIM IDEIAS-CHAVE: Descanso ou Repouso Semanal Remunerado (DSR); Férias Anuais e Coletivas; Abono Pecuniário de Férias; CLT; Afastamentos; Gratificação Natalina (13º salário); Primeira e Segunda Parcela do 13º salário; Recibo de Pagamento; Contracheque; Incidências de INSS e IRRF; Verbas Salariais e Indenizatórias. RECAPITULANDO: O DSR ou Repouso Semanal Remunerado (RSR) é a folga a que tem direito o empregado, garantida constitucionalmente, após determinado número de dias ou de horas de trabalho por semana, medida de caráter social e recreativa, visando à recuperação física e mental do trabalhador. As férias é um direito do empregado para que usufrua de um descanso remunerado após o exercício de atividades por um ano. Tal direito está garantido pela Constituição Federal, em seu art. 7º, e a CLT regulamenta a forma de sua concessão. O período aquisitivo das férias consiste em 12 meses de serviço, a partir do qual o empregado passa a ter direito de usufruir das férias. O período concessivo diz respeito ao período subsequente à aquisição das férias em que o empregado pode usufruir do seu direito. O empregado tem a faculdade de converter 1/3 do período de férias em abono pecuniário. A gratificação natalina, mais conhecida como 13º salário, é um pagamento adicional a que todo empregado tem direito, com vistas a auxiliá-lo com suas despesas de final de ano. É direito dos trabalhadores urbanos, rurais, servidores públicos, domésticos etc. A primeira parcela, a título de adiantamento, deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano. A segunda parcela é devida até o dia 20 do mês de dezembro de cada ano, com base na remuneração daquele mês, descontado o adiantamento efetuado entre os meses de fevereiro e novembro do corrente ano. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre as verbas indenizatórias: https://www.youtube.com/watch?v=i6yX1Oe7Aec. https://www.youtube.com/watch?v=i6yX1Oe7Aec TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 73 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 74 UNIDADE VII DESLIGAMENTO DO EMPREGADO 1. PROCEDIMENTOS NO ATO DA RESCISÃO CONTRATUAL A vigência do contrato de trabalho do empregado não dura para sempre, de uma maneira ou de outra, mesmo que seja por falecimento do empregado, o contrato de trabalho,um dia, irá ser rescindido. E é exatamente na rescisão do contrato de trabalho do empregado, que a empresa terá sua derradeira possibilidade de quitação amigável de todos os direitos pendentes do empregado. Digo pendentes, posto que ainda não recebidos, pois, na duração do contrato de trabalho do empregado, este, na maioria dos casos, recebeu alguns de seus direitos, assim como, férias, 13.º salário, entre outros. O profissional do Departamento Pessoal quando estiver diante da necessidade da elaboração do cálculo de uma rescisão de contrato de trabalho, deverá, olhando para o caso, fazer a seguinte reflexão: aqui, neste documento, eu deverei pagar tudo aquilo que a empresa ainda não pagou a este empregado. Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamento das verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecida em legislação. O instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá especificar a natureza de cada parcela paga ao empregado bem como o seus respectivos valores. O pagamento das verbas rescisórias que fizer jus o empregado, nos termos do § 4º do art. 477 da CLT, será efetuado: a) em dinheiro, depósito bancário ou cheque visado, conforme acordem as partes; ou b) em dinheiro ou depósito bancário quando o empregado for analfabeto. A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados até 10 dias contados a partir do término do contrato. No ato do desligamento do empregado, o Departamento Pessoal deve encaminhar ainda o funcionário para a realização de Atestado Médico Demissional, com finalidade de comprovar que da mesma forma que o trabalhador estava apto para trabalhar na empresa, ele está saindo com as mesmas condições de saúde que ingressou. Nesta ocasião ainda, o Médico do Trabalho verificará eventuais estabilidades que, porventura, o empregado possa ter em razão de acidente de trabalho ou gestação, por exemplo. O empregado deverá, ainda, fazer a devolução de crachá, uniformes, equipamentos, materiais que estiverem sob a sua guarda enquanto funcionário. Na grande maioria dos casos, independentemente de onde parta a iniciativa da rescisão contratual, a comunicação deverá ser feita de uma parte à outra, e por escrito. Diante do exposto, quando uma das partes deseja rescindir, sem justa causa, o contrato de trabalho por prazo indeterminado, deverá, antecipadamente, notificar à outra parte, através do aviso prévio. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 75 2. AVISO PRÉVIO O aviso prévio está regulamentado pelo artigo 487 da CLT, e pelo inciso XXI do artigo 7.º da Constituição Federal e ele tem por objetivo evitar a surpresa na ruptura do contrato de trabalho, possibilitando ao empregador o preenchimento do cargo vago e ao empregado uma nova colocação no mercado de trabalho. Deve ser comunicado por escrito, em 2 vias, sendo uma para o empregado e outra para o empregador. Caso uma das partes se recuse a dar ciência na via da outra, deverá a comunicação ser realizada na presença de duas testemunhas e por elas assinada. Somente é devido o aviso prévio nos casos de contrato sem determinação do prazo, exceto a condição prevista no art. 481 da CLT. O trabalho temporário, regido pela Lei nº 6.019/74, não é devido o aviso prévio, haja vista que as partes já conhecem, antecipadamente, o termo final do contrato. De acordo com a Constituição Federal, o aviso prévio deve ser concedido proporcionalmente ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 dias. Em 2011, passou a vigorar a Lei nº 12.506/2011 que amplia o prazo do aviso prévio para os empregados que tenham mais de um ano de serviço. Diante dela, será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contém com até um ano de serviço na mesma empresa. Para os empregados com mais de um ano de serviço, aos 30 dias de aviso prévio serão acrescidos três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias. Confira a tabela abaixo: Tempo de Serviço (anos completos) Aviso Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (nº de dias) Tempo de Serviço (anos completos) Aviso Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (nº de dias) 0 30 11 63 1 33 12 66 2 36 13 69 3 39 14 72 4 42 15 75 5 45 16 78 6 48 17 81 7 51 18 84 8 54 19 87 9 57 20 90 10 60 - - CÁLCULO PRÁTICO: Empregado foi demitido de uma empresa e possui três anos completos de trabalho. Com base na legislação vigente, quantos dias de aviso prévio ele terá direito? Resolução: - 03 anos completos x 03 dias a cada ano = 09 dias. - 09 dias + 30 dias (CLT) = 39 dias de aviso prévio. De acordo com nossa legislação trabalhista, se o empregado que estiver obrigado a conceder o período de aviso prévio ao empregador em casos de pedido de demissão, e não o fizer, seu empregador terá o direito de descontar dos valores constantes de sua rescisão de contrato de trabalho. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 76 Ao revés, se no caso o obrigado for o empregador, e este não conceder o período de aviso prévio ao empregado, aquele deverá pagar uma indenizar ao empregado. Diante do exposto, temos duas modalidades de aviso prévio: Aviso Prévio Trabalhado: Ocorre quando uma das partes comunica à outra da sua decisão de rescindir o contrato de trabalho ao final de determinado período, mas, no transcurso do aviso prévio, continuará exercendo as suas atividades habituais. Sendo rescindido o contrato de trabalho por iniciativa do empregador, o empregado poderá optar por redução da jornada de trabalho correspondente há duas horas diárias, ou a falta ao trabalho por 7 (sete) dias corridos e, por fim, pode optar por ter direito a uma folga por semana, trabalhando em jornada integral. Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregado, o mesmo cumprirá a jornada de trabalho integral, não havendo redução e nem falta ao trabalho, salvo cláusula dispondo em contrário no instrumento coletivo da categoria profissional. O acréscimo proporcional do aviso prévio, após um ano de contrato, não se aplica quando o empregado pede demissão. Nesse caso, deve cumprir apenas os 30 dias. A contagem dos dez dias para pagamento das verbas rescisórias inicia-se a partir do último dia trabalho. Aviso Prévio Indenizado: Aviso prévio indenizado é em verdade a exceção à regra, tanto que o legislador pune o empregador quando este determina o desligamento imediato do empregado sem conceder o aviso de trinta dias. Por isso que deve indenizar o empregado, efetuando o pagamento da parcela relativa ao período de aviso. Também é considerado aviso prévio indenizado quando o empregado se desliga de imediato possibilitando então ao empregador efetuar o desconto do valor respectivo ao mesmo período. Não existe a figura jurídica do aviso prévio cumprido em casa, porém, na prática é largamente utilizado pelas empresas. Ocorre com frequência que o empregador não deseja que o empregado fique trabalhando durante a vigência do aviso, pois acredita que o mesmo não irá produzir com o mesmo empenho, por já estar dispensado então determina que este permaneça durante todo período em casa. Contudo, este tipo de aviso é considerado como aviso indenizado, por consequência as verbas rescisórias devem ser pagas no prazo de 10 dias. Cabe ressaltar que o período do aviso prévio indenizado deve ser computado como tempo de serviço, gerando direito ao recebimento, por conseguinte, e na maioria das vezes, de mais 1/12 de 13º salário e 1/12 de férias proporcionais. A contagem dos dez dias para pagamento das verbas rescisórias inicia-sea partir da comunicação da dispensa do empregado. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 77 É muito comum a dúvida do que anotar na Carteira de Trabalho quando ocorre o aviso prévio trabalhado ou o indenizado. É importante compreender que no aviso prévio trabalhado, anota-se na CTPS a data efetiva do último dia de trabalho. No entanto, quando esse aviso prévio é indenizado, é preciso anotar na linha de demissão na página de “contrato de trabalho” da CTPS, o dia em que ele faria seu último dia de trabalho se fosse cumpri-lo trabalhando e nas “anotações gerais” vai anotar o dia em que realmente trabalhou. Por exemplo: O empregado foi demitido no dia 31 de agosto e deverá cumprir aviso prévio até 30 de setembro. No aviso prévio trabalhado, você vai anotar na CTPS a data de 30 de setembro, que foi efetivamente o último dia de trabalho. No aviso prévio indenizado, você vai anotar na página do contrato, a data de 30 de setembro e nas anotações gerais, a data de 31 de agosto, que foi efetivamente seu último dia dentro da empresa. 3. CAUSAS DA RESCISÃO Em nossa legislação há diversas hipóteses de rescisão do contrato de trabalho e pode haver variações nos direitos alcançados em cada uma das causas de desligamento. A dispensa sem justa causa é aquela o empregador põe fim ao contrato de trabalho, por meio de aviso prévio, sem justo motivo. O empregado faz jus aos seus direitos trabalhistas na integralidade, a citar: saldo de salário, 13º salário, férias vencidas e proporcionais + 1/3 constitucional, aviso prévio, saque do FGTS (100%), Multa do FGTS (40%), seguro desemprego. O pedido de demissão, como o próprio termo já define, é aquele desligamento promovido pelo empregado e que também terá que cumprir o aviso prévio, caso o empregado não o dispense do cumprimento. O empregado faz jus aos seus direitos trabalhistas, a citar: saldo de salário, 13º salário, férias vencidas e proporcionais + 1/3 constitucional, aviso prévio. A dispensa com justa causa requer bastante cautela por parte do empregador, haja vista que, para sua caracterização, deve haver um conjunto de atos que fazem desaparecer a confiança e a boa-fé entre as partes (empregador e empregado), tornando indesejável o prosseguimento da relação empregatícia. Os motivos que constituem a justa causa encontram-se previstos no art. 482 da CLT. Nesta hipótese, o empregado faz jus aos seus direitos trabalhistas: saldo de salário e férias vencidas, 13º salário integral + 1/3 constitucional. A demissão por acordo foi introduzida pela Reforma Trabalhista e é aquela forma de extinção do contrato de trabalho por acordo entre o empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: metade do aviso prévio, se indenizado; a indenização de 20% sobre o saldo do FGTS; e na integralidade, as demais verbas trabalhistas. Esta forma de extinção do contrato permite que o empregado saque até 80% do FGTS e não autoriza o ingresso no Programa de Seguro-Desemprego. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre o aviso prévio: https://www.youtube.com/watch?v=uHDhJDPwDT8. https://www.youtube.com/watch?v=uHDhJDPwDT8 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 78 A extinção do contrato por término de contrato por prazo determinado não cabe aviso prévio nem a multa de 40% sobre o saldo do FGTS. E possui o direito ao saldo de salário, 13º salário, férias vencidas e proporcionais e 1/3 constitucional. Há ainda, em nossa legislação, a rescisão indireta, a qual faculta o empregado o direito de rescindir o contrato de trabalho e pleitear a devida indenização, sempre que o empregador deixar de cumprir suas obrigações legais ou contratuais assumidas. As hipóteses estão previstas no art. 483 da CLT. O empregado faz jus aos seus direitos trabalhistas na integralidade, a citar: saldo de salário, 13º salário, férias vencidas e proporcionais + 1/3 constitucional, aviso prévio, saque do FGTS (100%), Multa do FGTS (40%), seguro desemprego. 4. CÁLCULO DAS VERBAS RESCISÓRIAS Os cálculos das verbas rescisórias devem ser minuciosamente calculados para que o empregador não incorra em erros e deixe de efetuar pagamentos devidos aos empregado que se encontra desligando. Vejamos as verbas a serem observadas no ato da rescisão: Saldo de salário: corresponde esta verba ao número de dias a serem pagos ao empregado, de acordo com sua data de desligamento. Por exemplo: empregado que tenha se desligado da empresa em 20 de maio de 2021, em sua rescisão de contrato de trabalho, deverá ser pago o valor correspondente a vinte dias de trabalho. Salário-família: caso o empregado faz jus a esse benefício previdenciário, também será calculado proporcionalmente à data de desligamento. Aviso Prévio: se indenizado, acresceder três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. 13º salário proporcional: deverá ser pago ao empregado desligado, de maneira a se considerar, mês a mês, a quantos avos o empregado terá direito. Terá direito ao avo do 13.º salário, aquele empregado que tiver, pelo menos 15 (quinze) dias dentro do mês em questão. Por exemplo, empregado que tenha sido admitido em 12/01/2021, e que veio a se desligar em 12/03/2021, terá direito a 02/12 avos proporcionais no ato da rescisão, a título de 13º salário proporcional. Férias vencidas (indenizadas) o empregado terá direito a este item em sua rescisão, caso tenha completado um período aquisitivo de férias e do qual, ainda não tenha gozado. Empregado terá, sempre, direito a um acréscimo de 1/3 constitucional sobre todos os valores que vier a receber a título de férias. Férias proporcionais (indenizadas): terá direito na proporção dos meses que vierem a transcorrer no período do início do período aquisitivo, até a data do seu efetivo desligamento. Exemplo: Funcionário que tenha sido admitido em 05/02/2021 e que tenha sido demitido sem justa causa pelo empregador, e seu último dia de trabalho tenha se dado em 10/07/2021. Neste caso, este empregado deverá receber 05/12 avos a título de férias proporcionais indenizadas. FGTS mês anterior e sobre valores rescisórios: 8% (oito por cento) sobre os salários. O empregador deverá verificar se foram realizados todos os depósitos e os de rescisão. FGTS - Multa rescisória - 40%: para apuração do valor de indenização, necessitamos saber qual o valor que o empregado tem depositado junto à CEF, a título de FGTS. Este valor, acrescido do FGTS que venha a incidir sobre as verbas rescisórias, comporá o valor total do FGTS, sendo exatamente sobre este valor total, que deveremos aplicar a multa indenizatória. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 79 Indenização Adicional: o empregado dispensado sem justa causa, no período de 30 dias que antecede a data- base de sua correção salarial, terá direito ao pagamento de uma indenização adicional equivalente a um salário mensal, no valor vigente na data da comunicação do despedimento. Deve, ainda, levar em consideração, inclusive, o período do aviso prévio, seja ele efetivamente trabalhado, ou indenizado, por projeção para fins de avaliação dos 30 dias. Para exemplificação, suponhamos que a contagem do aviso se inicia em 13-7-20XX, terminando em 11-8-20XX, estando, portanto, nos trinta dias que antecedem a data-base da correção salarial, o que gera para o empregado o direito à indenização adicional. Vamos simular uma RESCISÃO CONTRATUAL POR PRAZO INDETERMINADO SEM JUSTA CAUSA para realizarmos os cálculos das verbas rescisórias, seguem abaixo os dados de um empregado demitido: • Data Admissão: 02/01/2021 • Último dia trabalhado: 10/09/2021 (Aviso Prévio Indenizado) • Anotação CTPS: 10/10/2021 • Emprego: 1º Emprego • Salário base do empregado: R$ 1.045,00 • Idade empregado: 27 Anos • Dependentes:não possui • Sindicato: Sindicato dos empregados “X” • Data-base reajuste: Dezembro • Último período de gozo de férias: não possui período aquisitivo completo • Possui alguma estabilidade? Não tem estabilidade. Ex.: Gestante, Acidente de Trabalho, Redução e Suspensão Contrato de Trabalho COVID-19 etc. • Recebeu adiantamento de Salário no mês da rescisão? Não. • Empregador fará algum desconto de vale-transporte ou vale alimentação que foi adiantado? Não. • Há horas extras ou desconto de faltas ou atrasos até a data de demissão para descontar na rescisão? Não. DIREITOS ALCANÇADOS AO EMPREGADO DISPENSADO ACIMA: Saldo de salário? Sim Aviso prévio? Sim, será indenizado. 13º salário? Sim Férias vencidas? Não Férias proporcionais? Sim Adicional de férias? Sim FGTS de rescisão? Sim Multa do FGTS (40%)? Sim Indenização adicional? Não* Indenização do art. 479 – CLT? Não** Salário família? Sim, se tiver filhos (não tem) PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre as verbas rescisórias na demissão sem justa causa: https://www.youtube.com/watch?v=544uqlRUoNw. https://www.youtube.com/watch?v=544uqlRUoNw TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 80 * A indenização adicional de um salário será devida no caso de término do aviso prévio, indenizado ou não, ou término antecipado do contrato de experiência, quando for o caso, nos 30 dias que antecedem a data-base da categoria. ** Art. 479 - Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o término do contrato. CÁLCULOS DAS VERBAS RESCISÓRIAS: Saldo de salário: R$ 1.045 / 30 x 10 = R$ 348,33 Aviso Prévio (Indenizado) – menos de um ano. 30 dias de direito = R$ 1.045,00 13º salário: R$ 1.045,00 / 12 x 08 meses = R$ 696,67 13º salário (Aviso prévio indenizado): R$ 1.045,00 / 12 x 01 mês = R$ 87,08 Férias proporcionais: R$ 1.045,00 / 12 x 08 meses = R$ 696,67 Férias proporcionais (Aviso prévio indenizado): R$ 1.045,00 / 12 x 1 mês = R$ 87,08 Adicional de férias (1/3): R$ 696,67 + R$ 87,08 / 3 = R$ 261,25 FGTS Multa 40%: Valor do saldo para fins rescisórios x 40% Ex.: Saldo hipotético de R$ 770,00 x 40% = R$ 308,00 INSS: R$ 348,33 x 7,5% = R$ 26,12 INSS s/ 13º salário: 13º salário proporcional + indenizado = R$ 696,67 + R$ 87,08 x 7,5% = R$ 58,78 IRRF: Isento IDENTIFICAÇÃODOEMPREGADOR 01CNPJ/CEI XXX 02RazãoSocial/ Nome XXX 03Endereço(logradouro,nº,andar,apartamento) X X X 04Bairro 05Município X X 06UF X X 07CEP X X 08CNAE X X 09CNPJ/CEITomador/Obra X X TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 81 5. TERMO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Uma vez terminado o prazo do aviso prévio ou quando se tratar de contratos por prazo determinado e desejando a empresa manter o desligamento do empregado ou ainda na hipótese de este não estar mais interessado em continuar trabalhando na empresa, necessário se faz que seja efetuada a rescisão contratual, devendo ser elaborado um recibo de quitação das verbas devidamente discriminadas com a sua natureza e valores. Para esse fim, temos o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) Para fins de exemplificação do TRCT, utilizaremos os cálculos realizados no item acima desta unidade, vejamos: X IDENTIFICAÇÃODOTRABALHADOR 10PIS/PASEP X X X 11Nome XXX 12Endereço(logradouro,nº,andar,apartamento) X X X 13Bairro XXX 14Município X X X 15UF XX X 16CEP XXX 17CTPS(nº,série,UF) X X X 18 CP F XXX 19DatadeNascimento XXX 20Nomeda Mãe XXX DADOSDOCONTRATO 21TipodeContrato Contratodetrabalhoporprazoindetermina do 22CausadoAfastamento Despedidasemjustacausa,peloemprega dor 23RemuneraçãoMêsAnt . R$1.045,00 24DatadeAdmissão 02/01/2021 25DatadoAvisoPrév io 10/09/2021 26DatadeAfastame nto 10/09/2021 27Cód.Afastam ento S J 2 28PensãoAlim.(%)(T RCT) 0, 0 0 29PensãoAlim.(%)( FGTS) 0, 0 0 30CategoriadoTrabalhador 01- Empregado 31CódigoSindical 0000000000000 32CNPJeNomedaEntidadeSindicalLaboral SindicatodosEmpredados "X" TERMO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO DISCRIMINAÇÃODASVERBASRESCISÓ RIAS VERBASRESCISÓRIAS TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 82 As instruções para o preenchimento do TRCT encontram-se no Anexo VIII da Portaria nº. 1.621, de 14/07/2010, do Ministério do Trabalho e Emprego. Rubrica Valor Rubrica Valor Rubrica Valor 50Saldode 10 /diasSalário (líquidode 0 /faltaseDSR) 348,33 51Comissões 0,0 0 52Gratificação 0, 0 0 53Adic.deInsal ubridade % 0, 0 0 54 Adic. de Periculosidade % 0,0 0 55Adic.Noturno Horasa % 0, 0 0 56.1HorasExtras hor asa % 0, 0 0 57Gorjetas 0,0 0 58Descanso SemanalRe munerado(D SR) 0, 0 0 59ReflexodoDSRso breSalárioVariável 0, 0 0 60MultaArt .477,§8º/C LT 0,0 0 62Salário- Família 0, 0 0 6313ºSalárioProporcion al 08/12avos 696,67 64.113ºSalário– Exerc. - /12a vos 0,0 0 65FériasProporc 08/12avos 696,67 66.1FériasVenc.Per .Aquisiti voa 0, 0 0 68TerçoConsti tuc.deFérias 261,25 69Aviso PrévioIn deniza do 1045,00 7013ºSalário(Avi soPrévioIndeniz ado) 87,08 71Férias(Aviso PrévioIndeniza do) 87, 08 99Ajustedosal dodevedor 0,0 0 TOTALBRUTO 3.222,08 DEDUÇÕES Desconto Valor Desconto Valor Desconto Valor 100PensãoAlimentícia 0, 0 0 101Adiantament oSalarial 0,0 0 102Adianta mento13ºSal ário 0, 0 0 103AvisoPrévioI ndenizado dias 0, 0 0 112.1Previdênci aSocial 26, 12 112.2PrevSo cial- 13ºSalário 58,78 114.1IRRF 0, 0 0 114.2IRRFs obre13ºSalá rio 0,0 0 TOTALDEDUÇ ÕES 84,90 VALORLÍQUID O 3.137,18 TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 83 Outro documento a ser preenchido pelo empregador, no ato da rescisão contratual, o qual também se encontra na portaria supracitada, é o Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho: TERMO DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Foi realizada a rescisão do contrato de trabalho do trabalhador acima qualificado, nos termos do artigo n.º 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A assistência à rescisão prevista no § 1º do art. n.º 477 da CLT não é devida, tendo em vista a duração do contrato de trabalho não ser superior a um ano de serviço e não existir previsão de assistência à rescisão contratual em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho da categoria a qual pertence o trabalhador. No dia / / foi realizado, nos termos do art. 23 da Instrução Normativa/SRT n.º 15/2010, o efetivo pagamento das verbas rescisórias especificadas no corpo do TRCT, no valor líquido de R$ , o qual, devidamente rubricado pelas partes, é parte integrante do presente Termo de Quitação. _________________________/________,_____de____________ de _________. ________________________________ 150 Assinatura do Empregador ou Preposto ________________________________ ________________________________ 151 Assinatura do Trabalhador 152 Assinatura do Responsável Legal do Trabalhador AASSISTÊNCIANOATO DERESCISÃOCONTRATUAL ÉGRATUITA. Pode o trabalhador iniciar ação judicial quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho (Inc.XXIX, Art.7º da Constituição Federal/1988). Com a Reforma Trabalhista, foi dada nova redação ao art. 477 da CLT, deixando de ser obrigatória a assistência do respectivo sindicato ou de órgão do Ministério do Trabalho nas rescisões do contrato de trabalho com duração de mais de um ano. Entretanto, cabe ao empregador consultar o sindicato da categoria, pois pode haver a obrigatoriedade conformeprevisão em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Como visto, o instrumento de rescisão ou recibo de quitação deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. No ato do desligamento, no momento da apresentação de tais documentos, devem ser esclarecidas as dúvidas do empregado para evitar eventuais ações judiciais em momento posterior. Sobre os direitos recebidos pelo empregado, devem ser observadas as incidências de INSS, IRRF e FGTS sobre os proventos e descontos e, no fim, apurar o valor líquido da rescisão. EMPREGADOR 01CNPJ/CEI 02RazãoSocial/Nome TRABALHADOR 10PIS/PASEP 11Nome 17CTPS(nº,série,U F) 18CPF 19DatadeNasci mento 20Nomeda Mãe CONTRATO 22CausadoAfastamento 24DatadeAdmissão 25DatadoAvisoPr évio 26DatadeAfastam ento 27Cód.Afast. 29PensãoAlimentícia( %)FGTS 30CategoriadoTrabalhador TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 84 Após o cálculo do TRCT, temos que dar procedimento ao cálculo da Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF) que é utilizada para o recolhimento das multas rescisórias, do aviso prévio indenizado e dos depósitos do FGTS do mês da rescisão e do mês imediatamente anterior, caso ainda não tenham sido efetuados. Através do canal Conectividade Social, da Caixa Econômica Federal, a empresa busca o Extrato de FGTS para apuração da multa rescisória (40%), se devido ao empregado. Apurados os valores, a guia deve ser paga e deve ser dada baixa no vínculo empregatício do funcionário (Carteira de Trabalho Digital, Livro/Ficha de Registro do Empregado), fornecer o Requerimento do Seguro-Desemprego, Comunicado de Dispensa, Extrato do FGTS, dentre outros documentos, caso necessários. IDEIAS-CHAVE: Rescisão Contratual; Contrato de Trabalho; Pagamento das Verbas Rescisórias; Demissional; Aviso Prévio: Trabalhado e Indenizado; Causas da Rescisão; Dispensa sem justa causa; Pedido de Demissão; Dispensa com Justa Causa; Demissão por Acordo; Término de contrato por prazo determinado; Rescisão Indireta; Cálculos de verbas trabalhistas; Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT); Termo de Quitação do Contrato de Trabalho; FGTS; Seguro Desemprego, Comunicado de Dispensa. RECAPITULANDO: Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamento das verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecida em legislação. O pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados até 10 dias contados a partir do término do contrato. O aviso prévio tem por objetivo evitar a surpresa na ruptura do contrato de trabalho, possibilitando ao empregador o preenchimento do cargo vago e ao empregado uma nova colocação no mercado de trabalho. O aviso prévio trabalhado é aquele em que uma das partes comunica à outra da sua decisão de rescindir o contrato de trabalho ao final de determinado período, mas, no transcurso do aviso prévio, continuará exercendo as suas atividades habituais. O aviso prévio indenizado é quando o empregador determina o desligamento imediato do empregado sem conceder o aviso de trinta dias, efetuando o pagamento da parcela relativa ao período de aviso. Há diversas causas de rescisão, a citar: dispensa sem justa causa, pedido de demissão, dispensa sem justa causa, demissão por acordo, rescisão indireta etc. Para cada tipo de causa de rescisão contratual são alcançados diferentes direitos aos trabalhadores desligados, como, por exemplo: saldo de salário, salário-família, 13º salário proporcional, férias indenizadas, Multa Rescisória de FGTS etc. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir o qual trata sobre os cálculos da rescisão do contrato de trabalho, por meio do Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT): https://www.youtube.com/watch?v=BjIyydJJXbA&t=7s. https://www.youtube.com/watch?v=BjIyydJJXbA&t=7s TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 85 UNIDADE VIII OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS O Departamento Pessoal possui diversas obrigações trabalhistas e previdenciárias envolvendo os empregados admitidos em uma determina empresa, através da folha de pagamento, as quais são periódicas e envolvem a prestação de informações a diversos órgãos governamentais. São prestadas informações à Caixa Econômica Federal, Receita Federal do Brasil, Previdência Social, Ministério do Trabalho etc. e, por meio dessas informações, garantimos aos empregados o acesso ao seguro-desemprego, saque do FGTS, aposentadoria, declaração de ajuste anual, abono salarial etc. Para que uma empresa não venha a ser multada, pelo descumprimento de prazos ou não entrega de declarações aos órgãos competentes, faz-se necessária a criação de cronogramas mensais para que os responsáveis por prestar tais informações possam prestá-las em tempo hábil. Além dos órgãos governamentais, a empresa também deverá se ater aos direitos de seus empregados, como, por exemplo, o pagamento da remuneração de seus empregados até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido, conforme previsto no art. 459 da CLT. Vejamos a seguir algumas obrigações ainda presentes para alguns grupos de empresas, uma vez que deixarão de ser prestadas e passarão a ser substituídas gradativamente com o advento do eSocial. 1. RAIS A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) processa informações sociais relativas aos vínculos empregatícios formais, visando identificar os beneficiários do Abono Salarial, bem como gerar estatísticas sobre o mercado de trabalho formal, a serem utilizadas na elaboração, monitoramento e implementação de políticas públicas de trabalho, emprego e renda, dentre outros. Ao mesmo tempo, a base de dados da RAIS contém a memória da vida laboral do trabalhador formal, quando se trata de informações sobre o mercado de trabalho formal brasileiro, durante o curso do ano-base. Segue abaixo os objetivos da RAIS: O suprimento às necessidades de controle da atividade trabalhista no país; O provimento de dados para a elaboração de estatísticas do trabalho; A disponibilização de informações do mercado de trabalho às entidades governamentais. 2. DIRF A Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF) é a declaração feita pela fonte pagadora, com o objetivo de informar à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) os rendimentos pagos a todos os beneficiários de rendimentos que tenham sido objeto de retenção na fonte do imposto sobre a renda ou de contribuições, ainda que em um único mês no ano-base e demais condições, conforme instruções normativas publicadas no final de cada ano. A pessoa física ou jurídica que houver pago a pessoa física rendimentos com retenção do imposto sobre a renda na fonte durante o ano-calendário, ainda que em um único mês, fornecer-lhe-á o Comprovante Anual de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 86 A fonte pagadora que deixar de fornecer aos beneficiários, dentro do prazo fixado pela legislação, ou fornecer, com inexatidão, o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte, ficará sujeita ao pagamento de multa. O programa de geração da declaração é disponibilizado na Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) em seu sítio na internet, no endereço: http://www.receita.fazenda.gov.br. A falta de apresentação de DIRF ou a sua apresentação com informações inexatas, incompletas, omitidas ou, ainda, sua entrega após o prazo estabelecido, implicará aplicação das penalidades previstas regulamento. 3. FGTS O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma contavinculada ao contrato de trabalho. No início de cada mês, os empregadores depositam em contas abertas na Caixa, em nome dos empregados, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário. O FGTS é constituído pelo total desses depósitos mensais e os valores pertencem aos empregados que, em algumas situações, podem dispor do total depositado em seus nomes. O saldo da conta vinculada é formado pelos depósitos mensais efetivados pelo empregador, acrescidos de atualização monetária e juros. Todos os trabalhadores regidos pela CLT têm direito ao FGTS. Cabe ressaltar que tal valor não é descontado do salário, é obrigação do empregador. 4. GFIP É a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), compreendendo o conjunto de informações destinadas ao FGTS e à Previdência Social. É a obrigação de prestar informações relacionadas aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outros dados de interesse do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. Nela contém as informações dos vínculos empregatícios e remunerações. Os órgãos e entidades estão obrigados à entrega da GFIP ainda que não haja recolhimento para o FGTS, caso em que esta GFIP será declaratória, contendo todas as informações cadastrais e financeiras de interesse da Previdência Social. http://www.receita.fazenda.gov.br./ TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 87 Os órgãos e entidades devem, obrigatoriamente, gerar e transmitir a GFIP “com movimento”, correspondente aos seus CNPJs, por meio da Conectividade Social, contendo a relação dos servidores celetistas, dos temporários e dos exclusivamente comissionados vinculados ao RGPS, assim como dos prestadores de serviços - pessoa física que envolva recolhimento de INSS. Os órgãos e entidades devem manter arquivadas as GFIPs, e os respectivos protocolos de envio dos arquivos Conectividade Social, em meio eletrônico e/ou em papel. 5. eSocial O eSocial é um projeto do governo federal, instituído pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, que tem por objetivo desenvolver um sistema de coleta de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais, armazenando-as em um Ambiente Nacional Virtual, a fim de possibilitar aos órgãos participantes do projeto, na medida da pertinência temática de cada um, a utilização de tais informações. O eSocial estabelece a forma com que passam a ser prestadas as informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e fiscais relativas à contratação e utilização de mão de obra onerosa, com ou sem vínculo empregatício, e de produção rural. Portanto, não se trata de uma nova obrigação tributária acessória, mas uma nova forma de cumprir obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais já existentes. Com isso, ele não altera as legislações específicas de cada área, mas apenas cria uma forma única e mais simplificada de atendê-las. São princípios do eSocial: Dar maior efetividade à fruição dos direitos fundamentais trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores; Racionalizar e simplificar o cumprimento de obrigações previstas na legislação pátria de cada matéria; Eliminar a redundância nas informações prestadas pelas pessoas físicas e jurídicas obrigadas; Aprimorar a qualidade das informações referentes às relações de trabalho, previdenciárias e fiscais; etc. PARA APROFUNDAMENTO: Veja o vídeo disponível no link a seguir que trata sobre o eSocial e seus impactos no Departamento Pessoal:https://www.youtube.com/watch?v=DEiMYbqw7xg. https://www.youtube.com/watch?v=DEiMYbqw7xg TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 88 A prestação das informações pelo eSocial substituirá, na forma disciplinada pelos órgãos ou entidades partícipes, o procedimento do envio das mesmas informações por meio de diversas declarações, formulários, termos e documentos relativos às relações de trabalho. Envolve os diversos tipos de relações trabalhistas em vigor no Brasil: celetistas, estatutários, autônomos, avulsos, cooperados, estagiários, sem vínculo empregatício etc. Através do cruzamento de dados, fiscaliza o cumprimento da legislação envolvendo a Receita Federal, o Ministério do Trabalho e Previdência, a Previdência Social e a Caixa Econômica Federal. Algumas obrigações acessórias que serão substituídas/comunicadas ao Governo, de forma unificada, gradualmente: Livro de Registro de Empregado; GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social); Folha de pagamento; RAIS (Relação Anual de Informações Sociais); CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para controlar as admissões e demissões de empregados sob o regime da CLT); DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte); CAT (Comunicação do Acidente de Trabalho); PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário); entre outras diversas obrigações. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 89 O eSocial veio com a proposta de desburocratização, objetivando substituir o preenchimento e a entrega de formulários e declarações, atualmente entregues de forma separada a cada órgão. Através dessa plataforma, a proposta é que haja maior transparência no repasse dos dados para a administração federal que resultará na redução dos índices de sonegação. Além de garantir maior efetivação dos direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores, haja vista que haverá maior transparência referente aos contratos de trabalho, em que os trabalhadores poderão acompanhar em tempo real a prestação de informações. Estas informações a serem prestadas pelo empregador ao Governo são subdividas da seguinte forma: 1ª fase: Cadastro do Empregador/Tabelas: São os eventos que montam as tabelas do empregador, responsáveis por informações necessárias para validar os eventos não periódicos e periódicos. Estes são fundamentais para a recepção dos eventos do eSocial e cálculos corretos das bases de cálculo e dos valores devidos, devendo ser observados os respectivos tempos de vigência. São alguns dos eventos constantes nesta subdivisão: • S-1000 – Informações do Empregador/ Contribuinte/Órgão Público; • S-1010 – Tabela de Rubricas; • S-1020 – Tabela de Lotações Tributárias; etc. 2ª fase: Eventos não periódicos: Os eventos não periódicos são as informações resultantes da relação jurídica entre o trabalhador e o empregador durante todo o período laboral. São alguns dos eventos constantes nesta subdivisão: • S-2190 - Admissão de Trabalhador - Registro Preliminar; • S-2200 – Admissão / Ingresso de Trabalhador; • S-2205 – Alterações de Dados Cadastrais do Trabalhador; • S-2206 – Alterações de Contrato de Trabalho/Relação Estatutária; • S-2230 - Afastamento Temporário; • S-2298 – Reintegração/Outros provimentos; • S-2299 – Desligamento; etc. 3ª fase: Eventos periódicos: Os eventos periódicos são os necessários para compor a folha de pagamento digital, suas contribuições e outras informações previdenciárias ou fiscais. São alguns dos eventos constantes nesta subdivisão: • S-1200 – Remuneração do trabalhador vinculado ao Regime Geral de Previdência Social; • S-1210 - Pagamentos de Rendimentos do Trabalho; • S-1270 - Contratação de Trabalhadores Avulsos Não Portuários; • S-1280 - Informações Complementares aos Eventos Periódicos; • S-1298 - Reabertura dos Eventos Periódicos; etc. 4ª fase: Eventos de Saúde e Segurança do Trabalho (SST): Tais eventos encontram-se presentes nas demais subdivisões acima; entretanto, a sua separação se deve ao fato de que, mesmo as empresas do 1º grupo, que já se encontram prestando as informações ao eSocial, ainda não chegaram na fase de envio dos eventos de SST. São alguns dos eventos relacionados: • S-2210 - Comunicação de Acidente de Trabalho; • S-2220 - Monitoramento da Saúde do Trabalhador; • S-2240 - CondiçõesAmbientais do Trabalho - Fatores de Risco; etc. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 90 Como o eSocial é uma plataforma que envolve a prestação de diversas informações dos trabalhadores e de diferentes portes de empresas públicas e privadas, foram definidas fases de implementação para diferentes grupos de empresas. Os respectivos grupos acima encontram-se em diferentes fases de implementação. Cabe ressaltar também que o eSocial vem passando por um processo de simplificação, a qual consiste na flexibilização de campos e eventos e publicação de novo leiaute (versão S-1.0) com redução do número de campos, eliminação de duplicidade de informação, foco na substituição de obrigações, e não exigência de informações já constante nas bases de dados governamentais. São pontos a serem destacados na simplificação: Redução do número de eventos; Expressiva redução do número de campos do leiaute, inclusive pela exclusão de informações cadastrais ou constantes em outras bases de dados; Ampla flexibilização das regras de impedimento para o recebimento de informações (ex.: alteração das regras de fechamento da folha de pagamento - pendências geram alertas e não erros); Facilitação na prestação de informações destinadas ao cumprimento de obrigações fiscais, previdenciárias e depósitos de FGTS; Utilização de CPF como identificação única do trabalhador (exclusão dos campos onde era exigido o NIS); Simplificação na forma de declaração de remunerações e pagamentos. Por último, é imprescindível destacar as grandes mudanças nos processos internos e na cultura organizacional com o advento do eSocial. De acordo com o modelo previsto para o eSocial serão exigidas informações iniciais, mensais e algumas em tempo real. Os empregadores terão que observar os prazos e as obrigações estabelecidas na legislação em vigor para cada informação. E, diante disso, adequar seus processos a fim de não serem notificados por erros, omissões ou atrasos em não-conformidades perante os órgãos envolvidos neste projeto. É importante ressaltar que o eSocial vai além da simples substituição de declarações trabalhistas, previdenciárias ou de FGTS. Os profissionais de DP/RH vivenciarão em suas rotinas diárias a geração de dados para o eSocial. O processo de escrituração digital e o envio periódico das informações permitirá aos órgãos fiscalizadores um efetivo e rígido controle sobre a apuração de tributos e do FGTS, com rápida autuação e aplicação de multas. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 91 Para as empresas que apresentam problemas em seus processos ou que não trabalham conforme à legislação vigente, terão que modificar suas condutas internas. O que se imagina é que com a nova sistemática de prestação de informações, as empresas terão que se organizar e trabalhar de forma correta. Deste modo, não poderão mais manter a prática de organização apenas no final do mês, quando fechar a folha de pagamento. Logo, o eSocial trará mais organização, simplicidade e diminuirá a margem de erros no cotidiano do Departamento Pessoal (DP). As empresas deverão desenvolver uma integração entre os departamentos da sua empresa. Fazer, portanto, um planejamento estratégico para vincular os profissionais e departamentos da empresa à geração das informações do eSocial. Para o melhor entendimento desta nova exigência legal, deve disponibilizar capacitação sobre legislação trabalhista, previdenciária e fiscal. O eSocial deve chegar ao conhecimento de todos os gestores e supervisores da empresa, se possível com o aval e presença da Diretoria, para solicitar comprometimento com relação às tarefas de administração de pessoal. Já que os impactos podem ser significativos, caso uma simples informação não chegue ao DP no tempo adequado, como um retorno de afastamento ou um simples aviso de férias, por exemplo. Esta mudança cultural no cuidado com o cumprimento da Legislação Trabalhista é o grande desafio que o eSocial vai trazer às empresas e será fundamental o comprometimento das lideranças neste processo. A adequação ao eSocial envolve diversas áreas da organização, dentre elas: recursos humanos, tecnologia, fiscal, contábil, logística, folha de pagamento, medicina do trabalho e financeiro. Por isso, é importante que a própria direção/gestão das empresas entenda o grande impacto e incentive a criação de um grupo de trabalho que envolva responsáveis destas diversas áreas. Será necessário, portanto, realizar treinamentos, revisar rotinas de trabalho e verificar a comunicação interna a respeito deste assunto. Em suma, será preciso construir uma importante mudança cultural. IDEIAS-CHAVE: Órgãos Governamentais; Fiscalização; Recolhimento de Contribuições e Impostos; Pagamento da remuneração; RAIS; DIRF; FGTS; GFIP; eSocial: Fases de Implantação, objetivos, substituição de obrigações, eventos (periódicos e não periódicos). RECAPITULANDO: O Departamento Pessoal possui diversas obrigações trabalhistas e previdenciárias que envolvem a prestação de informações a diversos órgãos governamentais. São prestadas informações à Caixa Econômica Federal, Receita Federal do Brasil, Previdência Social, Ministério do Trabalho etc. e, por meio dessas informações, garantimos aos empregados o acesso ao seguro- desemprego, saque do FGTS, aposentadoria, declaração de ajuste anual, abono salarial etc. O eSocial é um projeto do Governo Federal que unificará as informações prestadas pelas empresas e órgãos a nível nacional, em um sistema de coleta de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. O objetivo do eSocial é simplificar o cumprimento das obrigações legais que envolvem a área de pessoal, eliminado redundâncias nas informações prestadas e aprimoramento das informações. O eSocial também promoverá a substituição de diversas obrigações acessórias, tais como: Livro de Registro de Empregados, GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte), CAT (Comunicação do Acidente de Trabalho) etc. A implantação do eSocial tem se dado por fases de implementação para diferentes grupos de empresa, na forma disciplinada em regulamento. TÉCNICO EM CONTABILIDADE DEPARTAMENTO PESSOAL - 92 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROSO, Sérgio Luiz. Quais são os requisitos para formação do vínculo empregatício? Disponível em: <https://sergioluizbarroso.jusbrasil.com.br/artigos/36 3586235/quais-sao-os-requisitos-para-formacao-do-vinculo- empregaticio> Acesso em fevereiro de 2020. BITENCOURT, Cláudia. Sobre Administração. 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