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2 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PROJETO TÉCNICO CIENTIFICO INTERDISCIPLINAR CÍCERO COSTA DA SILVA EDJANE GERICÓ DOS SANTOS RENATA RODRIGUES DE CASTRO POLO: UNIP – PETROLINA/PE. PETROLINA/2022 PROJETO TÉCNICO CIENTIFICO INTERDISCIPLINAR CÍCERO COSTA DA SILVA EDJANE GERICÓ DOS SANTOS RENATA RODRIGUES DE CASTRO Trabalho Monográfico – Curso de Graduação Plena em Educação Física, apresentado à comissão julgadora da UNIP EaD sob a orientação do professor XXX. POLO: UNIP – PETROLINA/PE. PETROLINA/2022 SUMÁRIO 1. TEMA GERAL .................................................................................. 04 2. DELIMITAÇÃO DO TEMA ............................................................... 04 3. PROBLEMA DE PESQUISA ............................................................ 04 4. OBJETIVO GERAL .......................................................................... 04 5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................ 04 6. METODOLOGIA DE ESTUDO ........................................................ 05 7. JUSTIFICATIVA DE ESTUDO ......................................................... 05 8.INTRODUÇÃO .................................................................................. 06 9. REVISÃO DA LITERATURA ........................................................... 07 10. MATERIAIS DE LEITURA ............................................................. 16 11. CITAÇÕES ..................................................................................... 17 12. REFERÊNCIAS .............................................................................. 17 13. CRONOGRAMA ............................................................................. 19 1. TEMA GERAL Benefícios do exercício físico na terceira idade. 2. DELIMITAÇÃO DO TEMA Exercícios físicos e a qualidade de vida 3. PROBLEMA DE PESQUISA O envelhecimento pode tornar as pessoas dependentes de outras para certas atividades da vida diária se o indivíduo não estiver bem. Apesar das indicações atuais dos benefícios associados à atividade física por meio desses meios de comunicação, a resistência à prática de atividade física permanece grande, principalmente entre as mulheres mais velhas, devido a experiências malsucedidas, condições médicas e outros fatores. Dessa forma, a manutenção de um nível favorável de qualidade de vida, ou seja, os benefícios da atividade física com o objetivo de promover a saúde na terceira idade de um indivíduo, nos faz refletir sobre a importância de avaliar as condições dessa população, orientação e motivação para a prática de atividade física que pode ser feita em casa ou em grupo. Diante disso, surgiu o seguinte questionamento: Quais os benefícios da atividade física para os idosos? 4. OBJETIVO GERAL Verificar os benefícios da atividade física em relação às atividades da vida diária para pessoas idosas. 5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS * Identificar quais os motivos que levam os idosos a procura de atividades físicas; * Compreender a atividade física como fator importante para a qualidade de vida de pessoas da terceira idade; * Analisar quais as atividades e benefícios que podem auxiliar as pessoas na terceira idade; 6. METODOLOGIA DE ESTUDO Com o objetivo de conhecer os principais benefícios das atividades físicas na terceira idade, esta revisão de literatura tem como objetivo apresentar as a importância e a promoção da saúde dos idosos. Para tanto, a metodologia utilizada para a realização deste trabalho é a revisão bibliográfica, ou seja, apenas qualitativa e descritiva, utilizando artigos científicos, livros e periódicos científicos, identificados por meio de buscadores como SciELO, Google Acadêmico, Docsity e Periódicos Capes, cujas palavras-chave utilizadas para a pesquisa foram envelhecimento, exercícios, terceira idade e alterações fisiológicas, e os critérios de seleção foram os artigos publicados nos últimos 10 anos. No entanto, após a seleção dos descritores, foi realizado um critério de seleção, no qual foram escolhidos artigos com desenho de pesquisa utilizando ensaio clínico randomizado, originais, meta-análises e um tópico que abordasse o tema escolhido, onde integrasse os benefícios dos exercícios na terceira idade. 7. JUSTIFICATIVA DE ESTUDO Apesar de muitos desenvolvimentos, as práticas de atividade física para idosos ainda estão fechadas. Ou seja, a falta de informação e divulgação fez com que os idosos se interessassem por essa prática. No entanto, já existem estudos que comprovam os benefícios da atividade física, inclusive em idosos. Esses estudos mostram melhorias significativas na resistência aeróbica, agilidade e flexibilidade. Embora esses estudos tenham demonstrado os benefícios da atividade física, poucos estudos têm direcionado diretamente as atitudes dos idosos em relação à prática de atividade física. Isso leva a uma lacuna, principalmente para os profissionais de educação física que interagem diretamente com essas pessoas. Essa escolha de assunto também se deve ao aumento da expectativa de vida dos idosos. Junto com isso, a demanda por atividade física é crescente e a ênfase nas atividades psicológicas e sociais enfatiza sua importância. na vida do idoso. À medida que surgem mais programas relacionados aos idosos, a pesquisa sobre esses assuntos se tornará cada vez mais fundamental. 8.INTRODUÇÃO A expectativa de vida está aumentando, assim como o envelhecimento da população. Como o processo de envelhecimento provoca alterações fisiológicas, como a perda muscular, a busca por soluções para o problema do envelhecimento aumenta a cada dia. Existem práticas de atividade física que auxiliam no combate a doenças relacionadas à idade, como diabetes, hipertensão e perda óssea e massa muscular. Assim, a fase de envelhecimento traz algumas transformações, em primeiro lugar, um declínio no desempenho físico, fator que será percebido muito rapidamente. O corpo humano nesta fase é menos flexível, pois as articulações perdem mobilidade e elasticidade e os ossos sofrem danos degenerativos como osteoporose, problemas cardiovasculares ou diabetes. No entanto, acredita-se que o processo natural de envelhecimento cause danos progressivos e alterações que prejudicam a fisiologia e aumentam a suscetibilidade a patologias adquiridas em idosos. A manutenção da qualidade de vida do idoso depende do estilo de vida passado e presente, e esse envelhecimento pode ser amenizado por um equilíbrio que inclua alimentação, hábitos saudáveis e atividade física. Nessa fase da vida, as dificuldades com as atividades da vida diária tornam suas vidas cada vez mais dependentes, somando-se ao seu sofrimento e frustração. Esses fatores fazem com que os idosos se sintam impotentes, inúteis e abandonados, sua saúde é alterada e muitos simplesmente perdem a vontade de viver. A necessidade de atividade física em idosos ocorre principalmente quando estes estão sob a orientação de um médico por riscos à saúde, mesmo quando o ideal do idoso é buscar a prevenção de doenças ou outros fins, como psicológicos e sociais. Desse modo, como a atividade física nos fornece mais do que benefícios médicos, também nos fornece objetivos psicológicos e sociais. A atividade física e o envelhecimento têm que caminhar juntos ao longo dos anos, por isso essas atividades visam conscientizar, valorizar o indivíduo idoso, aumentar sua autoestima, o bem-estar dos idosos, interação com outros grupos sociais, gerar socialização, troca de experiências, etc. Ao longo dos anos, os programas de atividade física para idosos têm recebido cada vez mais atenção devido ao aumento da demanda por atividade física entre os idosos. Esses programas envolvem uma variedade de atividades, incluindo atividades físicas, sociais e psicológicas. A intenção geral desses programas é proporcionar aos idosos oportunidades de socialização, de se engajarem em importantes atividades cognitivas, sociais,físicas, culturais e outras, e de encorajar os idosos a se engajarem em atividades dando a isto um caráter satisfatório como no todo. A pesquisa está estruturada da seguinte forma: Incialmente serão abordados um estudo acerca do envelhecimento, em seguida será demonstrada as consequências da falta de atividade física na terceira idade e por fim, o estudo do exercício físico ligado a qualidade de vida do idoso. 9. REVISÃO DA LITERATURA O ENVELHECIMENTO O organismo humano, desde a concepção até a morte, passa por várias fases: desenvolvimento, puberdade, maturidade e velhice. O limite de idade para classificar adultos e idosos é de 65 anos nos países desenvolvidos e 60 nos países em desenvolvimento. Esse critério cronológico foi adotado por ser difícil identificar o início do envelhecimento, pois, diferentemente de outras fases da vida, não há marcadores biofisiológicos no seu início. Com isso em mente, o envelhecimento é um processo natural ao longo da experiência de vida e é influenciado por fatores sociais, políticos, econômicos e psicológicos. No entanto, esse processo natural leva a alterações fisiológicas que reduzem a capacidade funcional, bioquímica e mental, impactando diretamente na saúde e nutrição do indivíduo (Mota et al., 2020; Santos et al., 2019). O envelhecimento pode ser conceituado como um processo dinâmico e progressivo no qual ocorrem alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas que alteram gradativamente o organismo, prejudicando a capacidade de resposta do indivíduo, tornando-o mais vulnerável tanto a agressões intrínsecas (dificuldade em manter a homeostase) quanto extrínsecas (estresse ambiental), levando à morte (CARVALHO FILHO; NETTO, 2000). Segundo Pinto (2015) o envelhecimento é conceituado como: “um processo dinâmico e progressivo, no qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas que modificam progressivamente o organismo, comprometendo a capacidade de resposta do indivíduo e tornando-o mais suscetível às agressões intrínsecas (dificuldade na manutenção da homeostase) e extrínsecas (estresse ambiental), as quais terminam por leva-lo à morte”. (PINTO, 2015, Pag.11). Nesse sentido, diante das dificuldades enfrentadas, a população idosa é uma faixa etária que requer cuidados especiais em termos de atenção à saúde e assistência hospitalar (BERRAL, 2008). O envelhecimento se manifesta por um declínio na função de vários órgãos, que caracteristicamente tende a mudar linearmente com o tempo. No entanto, esse declínio apresenta grande variabilidade quando se considera a taxa de deterioração em diferentes sistemas orgânicos e entre indivíduos. Nesse contexto, com o crescimento demográfico e melhor acesso aos serviços de saúde, o aumento da expectativa de vida tem levado ao aumento da população idosa (Borba et al. dos alvéolos dentários), sensoriais (aumento do tecido adiposo e conjuntivo da língua, redução do fluxo salivar e diminuição do paladar) e efeitos colaterais dos tratamentos farmacológicos (Mourão et al., 2016). Supõe-se, como regra geral, que há uma perda de 1% da função orgânica a cada ano a partir dos 30 anos. Paralelamente ao declínio funcional, mas não com a mesma intensidade e ritmo, ocorrem alterações teciduais, celulares, moleculares e enzimáticas com o envelhecimento. Com a idade, os diversos sistemas do corpo, principalmente o sistema musculoesquelético, declinam, levando à fragilidade do indivíduo, o que tem grande impacto no desenvolvimento das atividades diárias e, consequentemente, na qualidade de vida (CARVALHO FILHO ; NETTO, 2000) . O envelhecimento, portanto, submete o organismo a alterações anatômicas e funcionais, com repercussões na saúde do indivíduo em geral e em particular em seu estado nutricional (BORREGO, 2012). Nóbrega (1999) apud Melo (2016) afirmou que a capacidade de adaptação dos idosos ao exercício não é diferente da dos adultos mais jovens. Como mostra a oportunidade de resgatar a prática, observa-se um número crescente de idosos ativos nas academias brasileiras. Nesse sentido, Fechine e Trompieri (2012) afirmam que por volta dos 30 anos atinge-se o pico de força de contração muscular, que posteriormente diminui. Entre as possíveis causas de redução de força está a perda de 40 a 50% da massa muscular devido à atrofia das fibras musculares entre 25 e 80 anos, que também acomete adultos saudáveis fisicamente ativos. Corroborando isso, com a idade, a massa do corpo tende a aumentar a gordura corporal, acúmulo de depósitos de gordura no abdômen e diminuição da massa corporal magra. Fatores que ocorrem apenas como resultado de perdas massa muscular esquelética, e isso leva diretamente à sarcopenia. Esta perda de massa muscular associada a outros fatores tem sido denominada sarcopenia que Cruz-Jentoft, et al. apud Pinto (2010) definiu-o como: “o declínio da massa muscular, associado à redução da força muscular ou redução do desempenho físico, associado à idade”. Irwin Rosenberg sugeriu o termo "sarcopenia" (do grego "sarx" ou carne + "penia" ou perda) em 1989 para descrever o declínio da massa muscular relacionado à idade (ROSENBERG, 1989; ROSENBERG, 1997). A justificativa de Rosenberg para sugerir o termo foi aumentar a atenção a essa condição, que na época não era bem compreendida ou estudada e, como resultado, na década de 1990 houve um aumento acentuado nas pesquisas sobre processos, causas, consequências, tratamentos e a sarcopenia (JANSSEN, 2011). Devido à definição muito limitada de Rosenberg e à falta de um conceito amplamente aceito e adequado, tanto no meio científico quanto na prática clínica, um grupo de pesquisadores definiu a sarcopenia como uma diminuição da massa muscular, associada à diminuição da força muscular ou redução da massa muscular do desempenho físico, relacionada à idade (CRUZ-JENTOFT et al., 2010). Além da sarcopenia, o envelhecimento também está associado à redução da massa óssea que afeta a agilidade e o equilíbrio, aumentando assim o risco de quedas, lesões e fraturas. Nesse sentido, vale ressaltar que a taxa de mortalidade no primeiro ano após a fratura em idosos é de 15% a 20%, enquanto a incidência de perda óssea após os 40 anos é de aproximadamente 0,5% ao ano (Cando; Chile Baker , 2010). Devido ao impacto dramático que o envelhecimento tem no estado de saúde e na qualidade de vida da população idosa, várias estratégias têm sido propostas para retardar a progressão da perda de massa muscular, força de contração muscular, densidade e conteúdo mineral ósseo. Dentre eles, estão alguns tipos de suplementos nutricionais, como a creatina, além de treinamentos físicos direcionados e direcionados, principalmente o treinamento resistido. Especialmente no que diz respeito à alimentação e nutrição, esse grupo merece mais atenção, pois os idosos são um grupo vulnerável com deficiências de macro e micronutrientes. Porque na maioria das vezes, eles lutam para manter o consumo alimentar adequado, seja por questões financeiras ou porque perdem a vontade de comer e beber líquidos. Na idade avançada, a síntese de proteínas é mais lenta após a estimulação anabólica do que em populações mais jovens. Além disso, os idosos são anabolicamente resistentes e requerem maior consumo de proteína para atingir o mesmo grau de síntese protéica que os adultos mais jovens (PERUCHI et al., 2017). A osteoporose é uma das causas mais decisivas de incapacidade em idosos. Mulheres na pós-menopausa têm taxas mais altas de fraturas de quadril, resultando em altos custos de saúde, e fraturas de quadril levam à incapacidade, perda de função e morte prematura. Novas intervenções são, portanto, necessárias nos hábitos de vida e prevenção da osteoporose, o treinamento físico tem um impacto benéfico no osso, mas os efeitos são geralmente modestos, com densidade mineral óssea (DMO) do fêmur proximal ou coluna lombar que aumenta apenas 1% –2 % por ano. Além dessas alterações, condições como sobrepeso, obesidade e baixo peso são indicadores para o diagnóstico de diversas patologias que estão associadas a um risco significativamenteaumentado de morbimortalidade na população idosa. Portanto, Borrego (2013) sugeriu que a suplementação alimentar é um método eficaz e eficiente para restaurar e manter a nutrição em idosos. Isso ajuda a manter um estado nutricional adequado, uma vez que as necessidades diárias de ingestão de macronutrientes são asseguradas. Entre os suplementos nutricionais, a creatina é a mais proeminente, para a qual vários estudos não foram realizados nos últimos anos. FATORES DE ENVELHECIMENTO SAÚDAVEL Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2025, o Brasil terá a sexta maior população de idosos do mundo. No contexto da nossa sociedade, ainda existe muita desinformação sobre a saúde do idoso e as particularidades e desafios de uma população envelhecida para a saúde pública. Entre 1980 e 2000, a população com 60 anos ou mais aumentou em 7,3 milhões, com o total em 2000 superando 14,5 milhões. A expectativa média de vida no país também aumentou fortemente. No entanto, esse aumento de anos de vida precisa ser acompanhado de melhorias ou manutenção da saúde e da qualidade de vida. O programa “Brasil Saudável” do Ministério da Saúde envolve uma iniciativa nacional para desenvolver políticas públicas que promovam estilos de vida mais saudáveis em todas as fases da vida, favorecendo a atividade física na vida diária e no lazer, o acesso à alimentação saudável e a redução do consumo de tabaco. Estas questões são a base do envelhecimento saudável, o que implica também melhorias significativas na qualidade de vida e na saúde (OMS, 2005). Segundo a Organização Mundial da Saúde, o envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem. Portanto, o envelhecimento ativo aplica-se a indivíduos e populações. Permite que as pessoas realizem seu potencial em termos de saúde física, social e mental ao longo da vida e as engaje na sociedade de acordo com suas necessidades, desejos e habilidades; ao mesmo tempo, proporciona proteção, segurança e cuidados adequados. O termo "ativo" refere-se à participação contínua em assuntos sociais, econômicos, culturais, espirituais e cívicos, não apenas a capacidade de ser fisicamente ativo ou fazer parte da força de trabalho. O envelhecimento ativo visa aumentar a expectativa de vida saudável e a qualidade de vida de todos os idosos, incluindo aqueles que são frágeis, deficientes físicos e precisam de cuidados (Organização Mundial da Saúde, 2005). Para tanto, a Organização Mundial da Saúde adotou o termo "envelhecimento ativo" no final da década de 1990, juntamente com outros fatores que influenciam a forma como os indivíduos e as populações envelhecem (Kalache & Kickbush, 1997). O Paradigma do Envelhecimento Ativo traz uma nova abordagem baseada na construção de um mundo melhor para os idosos, exigindo intervenções mais amplas do Estado para alcançar o bem-estar. E, nesse quadro, as políticas sociais e culturais vão construindo o eixo da intervenção pública dirigida às populações. Como sabemos que as políticas públicas refletem a percepção do sistema de proteção social sobre os direitos sociais dos cidadãos em geral e de diferentes grupos em particular, reiteramos que neste cenário pós-moderno, “as políticas devem ser estruturadas para permitir que mais pessoas alcancem uma trajetória positiva de envelhecimento” (OMS, 2015, p. 6). De acordo com a Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável (Brasil, 2017), é importante que os idosos continuem se sentindo parte de diversas instituições comunitárias, ou seja, instituições culturais. Nesse sentido, é necessário investir na criação de ambientes que favoreçam a integração e a participação, pois a participação em atividades lúdicas, sociais, culturais e espirituais realizadas na comunidade e na família permite que o idoso continue a exercer suas habilidades, a ser objeto de respeito e estima e manter ou estabelecer relações de apoio e afeto (OMS, 2009). EXERCÍCIO FÍSICO PARA A TERCEIRA IDADE Um estilo de vida sedentário é considerado tão prejudicial quanto qualquer outra doença. Ainda assim, pessoas sedentárias são mais propensas a desenvolver outras doenças e distúrbios, como diabetes e pressão alta. A prática de atividade física, além de combater o sedentarismo, pode melhorar a aptidão física e pode controlar ou mesmo prevenir determinadas doenças ou sintomas. Em outras palavras, o exercício regular pode prolongar a vida de um indivíduo, retardar os efeitos do envelhecimento, melhorar sua energia, caráter e, por sua vez, sua saúde geral, além de contribuir positivamente para seu nível de inteligência, raciocínio e vida social, resultando em uma melhor qualidade de vida. A atividade física, sem dúvida, proporciona uma alta qualidade de vida. O exercício regular ajuda a manter uma boa saúde física e mental em qualquer idade. No entanto, o envelhecimento pode variar de pessoa para pessoa, algumas pessoas são graduais, outras são mais rápidas, e essa mudança está relacionada a diversos fatores, como: “estilo de vida, hábitos saudáveis e alimentação balanceada, etc.”. (CAETANO, 2006, p. 25). No entanto, tal processo acontece com os indivíduos de diferentes maneiras. De acordo com Douglas (1999) os principais benefícios são: I. Antropométricos e neuromuscular: diminuição da gordura corporal e aumento da massa muscular, força muscular, flexibilidade e densidade óssea; II. Metabólicos: aumento do volume sistólico, ventilação pulmonar, consumo máximo de oxigênio, diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial e melhora do perfil lipídico; III. Psicossociais: melhora da autoestima, autoconceito, imagem corporal e diminuição do stress, ansiedade, insônia, consumo de medicamentos é melhora das funções cognitivas e da socialização. Além desses efeitos estão associados também ao controle e prevenção de doenças crônicas degenerativas como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, doenças respiratórias, osteoporose, distúrbios mentais e a manutenção da independência funcional do indivíduo e aumento da longevidade. A atividade física beneficia todo o organismo, em primeiro lugar fortalecendo as funções tão importantes dos ossos, articulações e músculos, proporcionando mais resistência, flexibilidade, equilíbrio corporal, agilidade e, principalmente, bom condicionamento corporal, melhorando as condições funcionais sistêmicas. A atividade física também é importante para tratar ansiedade, depressão, autoestima e até mesmo abstinência de drogas. Fazer essas atividades é uma escolha física e mental saudável que elimina gradualmente a necessidade de uma substância. A qualidade de vida é muito maior quando você tem o hábito de se exercitar, pois aumenta a disponibilidade, facilidade com certas coisas, melhora o sono, a alimentação, o humor, a aparência da sua pele, ajuda a superar limitações, durante o sexo, entre milhares de outros benefícios. Santarém (2000, p 49), informa que: As pessoas idosas geralmente apresentam um comportamento menos ativo do que o recomendado, levando a consequências „físicas e fisiológicas que prejudicam a sua capacidade funcional, tais como o pouco „equilíbrio, fatigabilidade crescente, pouca coordenação neuromuscular e pequena „nível de força. A atividade física pode prevenir e até mesmo reverter tais efeitos, produzindo uma melhoria significativa na qualidade de vida do idoso. Muitos benefícios físicos obtidos através da atividade física podem ser demonstrados pelo aumento da força muscular; equilíbrio, coordenação motora, maior estabilidade, etc. Esses aspectos contribuem para a capacidade funcional do idoso em realizar as atividades diárias, tornando-o mais independente, melhorando assim o desempenho do idoso em suas tarefas do dia a dia. De acordo com Bittencout (1986, p.14): Os principais cuidados devem ser adotados durante o planejamento do programa de exercícios que será aplicado. Os exercícios são escolhidos conforme qualquer outro indivíduo, eles serão selecionados deacordo com a necessidade que idoso apresenta em melhoria da qualidade de vida, traçando os objetivos a serem alcançados, escolhendo através deste, quais serão os exercícios priorizados, dando ênfase à musculatura deficitária, trabalhando as demais, de forma a diminuir os sintomas dos processos do envelhecimento. Atividades físicas compostas por exercícios bem planejados, exercícios repetidos, diários e direcionados produzem os maiores e melhores resultados para quem as pratica, reduzindo a deterioração das variáveis da aptidão física como resistência cardiovascular, força, flexibilidade e equilíbrio, e atividade física, problemas psicológicos como ansiedade e depressão. Isto é, devido à liberação de hormônios que ocorrem durante a atividade. A prática de atividade física trará maior equilíbrio de resistência às atividades diárias e perda de força muscular, visando melhorar a autonomia do indivíduo e fortalecer sua capacidade de resposta a possíveis acidentes como quedas que são comuns nessa faixa etária. A atividade física regular e a boa orientação de um profissional esportivo são essenciais para uma boa qualidade de vida em idosos e podem reduzir a ocorrência de uma variedade de problemas, incluindo problemas cardíacos e até outras condições. A atividade física contribui para um melhor funcionamento do organismo em idosos, e são levantadas as seguintes considerações: a passagem do tempo pode alterar o desempenho físico, mas a atividade física regular inibe a exacerbação de tais alterações, garantindo maior qualidade de saúde. Além disso, ajuda a restaurar algumas funções orgânicas e fisiológicas. De acordo com (GUISELINI, 2013, p. 56), no tocante ao exercício na terceira idade, este informa que: A boa notícia é que a maioria das pesquisas indica que o exercício diário pode reduzir ou tornar mais lento o aparecimento de efeitos do processo de envelhecimento. As pessoas que se movimentam bastante envelhecem cronologicamente como qualquer outra, mas é visível a diferença dessas pessoas quando comparadas a sedentárias. A aparência física tende a ser melhor, pois a perda da massa muscular é menor e a quantidade de gordura tende a ser menor. Agilidade, a coordenação motora, a disposição para o trabalho e até o humor é bem melhor entre idosos ativos. Mesmo os idosos que não são proficientes em exercícios têm uma ampla gama de opções, visando o que mais gostam, seja hidroginástica, dança, caminhada etc, afinal, é importante manter-se em movimento. Atividades que melhoram a flexibilidade, a força muscular e a atividade cardiorrespiratória são essenciais para os idosos. Três tipos de exercícios são especialmente importantes para os idosos: exercícios para melhorar a flexibilidade, exercícios para melhorar a força muscular e exercícios para melhorar a aptidão cardiovascular. Exercícios para melhorar a flexibilidade devem ser feitos após atividades leves, como caminhar, para aquecer os tecidos moles. O efeito máximo do alongamento é alcançado somente após manter o alongamento por 30 segundos. No entanto, esse tempo deve ser reduzido para pacientes que ainda não estão acostumados ao alongamento. Os exercícios de fortalecimento podem ser isométricos (causando contração independente do movimento corporal) ou isotônicos (controlando a contração e alongamento muscular). No primeiro, a parte do corpo permanece fixa em uma posição e o paciente contrai o músculo sem mover a articulação. Este tipo de exercício deve ser sempre realizado pelo músculo que move a articulação dolorida para que a contração fortaleça o músculo sem colocar estresse mecânico adicional na articulação. Para a segunda condição, isotônica, o paciente movimenta parte do corpo em um movimento arqueado. Se houver resistência suficiente em cada ponto do arco do pé, tal exercício resultará em fortalecimento muscular para cada trecho diferente do músculo (BANDY, 2003). A atividade aeróbica - que interage com a função cardiopulmonar - deve fazer parte de um programa abrangente de exercícios que forneça recursos suficientes para aumentar a frequência cardíaca do paciente durante o repouso para 10 a 20 batimentos para os mais degenerados e mais de 26 batimentos para os mais degenerados. 20 a 30 minutos, três a quatro vezes por semana. 10. MATERIAIS DE LEITURA: ALBANO, D. C.; DOMINGUES, S. F.; ABRANTES, R.; CORREA, A. A. M.; CAMARGOS, G. L. Qualidade de vida na terceira idade em projeto de exercício físico em Ubá-MG. Revista Científica Fagoc Saúde, v. 2, n. 2, 2017. CAMÕES, M.; FERNANDES, F.; SILVA, B.; RODRIGUES, T.; COSTA, N.; BEZERRA, P. Exercício físico e qualidade de vida em idosos: diferentes contextos sócio comportamentais. Motricidade, v. 12, n.1, p. 96-105, 2016. LUCENA, Esterfania Silva. SARCOPENIA EM IDOSOS: ATIVIDADE FÍSICA NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO, 2015. 11. CITAÇÕES: “Idosos que praticam exercícios físicos em grupo apresentam uma melhor qualidade de vida, comparados a idosos não praticantes da mesma idade. Entretanto, o fato de um indivíduo não realizar atividade física sistematizada não o classifica como sedentário, já que o nível de atividade física engloba outros fatores, como as atividades de vida diária (ALBANO et al., 2017)”. “Quando se trata de idosos, constata-se que a visão que o mesmo possui em relação a sua saúde favorece o prolongamento de sua vida e auxilia na busca cada vez mais por uma melhor qualidade de vida (CAMÕES et al., 2016)”. “A diminuição de força e da potência no músculo, pode gerar impacto na rotina diária dos idosos, podendo assim influenciar na autonomia e bem-estar deles. As consequências afetam diretamente a funcionalidade e qualidade de vida de muitos idosos também com repercussões em aspectos sociais e econômicos além dos riscos à saúde (LUCENA, 2015)”. REFERÊNCIAS BARROS, Myriam Moraes Lins de. Velhice ou terceira idade? Estudos antropológicos sobre identidade, memória e política. 4 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2007. BORGES, M. R. D; MOREIRA, A. K. Influência da prática de atividades Físicas na terceira idade: estudo comparativo dos níveis de autonomia para o desempenho nas AVDs e AIVDs entre idosos ativos fisicamente e idosos sedentários. Motriz, Rio Claro, v.15 n.3 p.562-573. 2009. BRITO, F.C E LITVOC, C. J. Conceitos básicos. - Envelhecimento – prevenção e promoção de saúde. São Paulo: Atheneu, p.1-16, 2004. CAMBOIM FEF, NÓBREGA MO, DAVIM RMB et al. Benefícios da atividade física na terceira idade para a qualidade de vida. Rev enferm UFPE on line., Recife,11(6):2415-22, jun., 2017. CANCELA, Diana Manuela Gomes. O processo de envelhecimento. Porto 2007. Disponível em: www.psicologia.com.pt. Acessado em 04 de maio de 2012. FITZERALD, P. L.; Exercício para a terceira idade. p. 9-11, n° 65, Rio de Janeiro : Sprint Magazine, 1993. Fontaine R (2000). Psicologia do envelhecimento. Climepsi Editores. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. HAYFLICK, L.; Como e porque envelhecemos. 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J., et al. (2012). Adesão de Idosos a programas de atividade física: motivação e significância, Revista Brasileirade ciências e Esportes, 34, 969- 984. 13. CRONOGRAMA ATIVIDADES AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN 1. Levantamento Bibliográfico X 2. Fichamento de textos X 3. Coleta de fontes X 4. Coletas de dados X 5. Análise de dados X 6. Elaboração de artigo científico X X 7. Apresentação do artigo/ Banca para TCC X