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TCC Final - tcc
Atividades Físicas e Envelhecimento* (Unopar)
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UNOPAR
EDUCAÇÃO FÍSICA - BACHARELADO
LEONARDO DA SILVA AIGUEIRA
NOVA FRIBURGO RJ
2021
A IMPORTÂNCIA NA ATIVIDADE FÍSICA NA VIDA DOS IDOSOS
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Nova Friburgo-RJ
2021
A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA NA VIDA DOS IDOSOS
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como
requisito parcial para a obtenção do título de Educador
Físico em Educação Física - Bacharelado.
Orientador: Prof. Bruno José Frederico Pimenta 
LEONARDO DA SILVA AIGUEIRA
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Dedico este trabalho
primeiramente a Deus, por ser
base da minha vida aos meus
pais e aos meus irmãos que
são meu porto seguro a
minha noiva Milena e todos
familiares e amigos que são
pessoas essenciais na minha
trajetória.
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AGRADECIMENTOS 
Primeiramente gostaria de agradecer a Deus por ter me mantido na trilha
certa durante este TCC, com saúde e forças para chegar até o final.
Sou grato à minha família pelo apoio que sempre me deram durante toda a
minha vida.
Ao Bruno José, meu tutor online, orientador e presente em todo momento,
que acompanhou todo processo, explicando e dando excelentes dicas para
aperfeiçoamento desse TCC. 
Ao Pedro, meu tutor presencial, por me proporcionar o conhecimento e por
sempre está presente no decorrer de todo o curso.
Também quero agradecer à Universidade UNOPAR e a todos os professores
do meu curso pela elevada qualidade do ensino oferecido.
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AIGUEIRA, Leonardo da silva. A Importância da Atividade Física na vida dos
Idosos. 2021. 28 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Educação Física –
Bacharelado - UNOPAR, Nova Friburgo, 2021.
RESUMO
Este trabalho teve como justificativa a grande exclusão que os idosos sofrem hoje
em nossa sociedade e a importância da atividade física para eles, muita das vezes
são tratados sem a devida importância que se deve dar. O grande objetivo é incluir
essa população em nosso meio e não os deixar parados, manter essas pessoas
ativas e com saúde para poder viverem da melhor forma possível nesta fase da vida.
O resultado da pesquisa deixa claro que devemos acolher e incentivar essas
pessoas a pratica de atividade física, e que é essencial na vida deles, por estarem
mais propensos a possíveis doenças e outros males causados pela idade, chegando
assim a conclusão que indispensável a prática dessas atividades e o
acompanhamento por um profissional da área.
Palavras-chave: Idosos. Atividades Físicas. Saúde. Doenças. Importância.
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AIGUEIRA, Leonardo da Silva. The Importance of Physical Activity in the Life of
the Elderly. 2021. 28 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Educação Física –
Bacharelado - UNOPAR, Nova Friburgo, 2021.
ABSTRACT
This work was justified by the great exclusion that the elderly suffers today in our
society and the importance of physical activity for them, they are often treated without
due importance. The main objective is to include this population in our environment
and not let them stand still, to keep these people active and healthy so they can live
as best as possible at this stage of life. The research result makes it clear that we
must welcome and encourage these people to practice physical activity, and that it is
essential in their lives, as they are more prone to possible diseases and other
illnesses caused by age, thus reaching the conclusion that the practice of these
activities and monitoring by a professional in the area.
Key-words: Seniors. Physical activities. Health. Diseases. Importance.
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SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO.........................................................................................................14
2.JUSTIFICATIVA......................................................................................................15
3.OBJETIVOS............................................................................................................16
3.1 OBJETIVO GERAL..............................................................................................16
3.2 OBJETIVOS ESPECIFICO..................................................................................16
4. METODOLOGIA.....................................................................................................17
5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA...................................................................................18
 5.1 CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO...................................................................18
 5.2 O DECLÍNIO GRADUAL DAS APTIDOES FÍSICAS, O IMPACTO DO 
ENVELHECIMENTO E A INATIVIDADE. FÍSICA......................................................18
 5.3 A PROMOÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A TERCEIRA IDADE............19
 5.4 EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA O IDOSO........................................................20
 5.5 POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO..............................................22
 5.6 IDOSO, O SEDENTARISMO E A ATIVIDADE FÍSICA...................................23
6. RESULTADOS E DISCUÇÕES.............................................................................26
7.CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................27
8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................28
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1. INTRODUÇÃO 
 O debate sobre a melhora na qualidade de vida e saúde dos idosos vem
crescendo a cada dia mais, já que essa população da terceira idade tem tido um
constante crescimentoano após ano, não só em países desenvolvidos, mas em
outros também, inclusive no Brasil.
 O envelhecimento é um fenômeno complexo e variável, sendo o seu estudo
realizado sob uma perspectiva interdisciplinar. Nahas (2006) define o
envelhecimento como um processo gradual, universal e irreversível, provocando
uma perda funcional progressiva no organismo. Esse processo é caracterizado por
diversas alterações orgânicas, por exemplo, como a redução do equilíbrio e da
mobilidade, das capacidades fisiológicas (respiratória e circulatória) e modificações
psicológicas (maior vulnerabilidade à depressão).
 Caspersen, Powell, Christensen (1985) definiram atividade física como
qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta
em gasto energético maior do que os níveis de repouso, por exemplo, como:
caminhada, dança, jardinagem, subir escadas, dentre outras atividades. Esses
mesmos autores conceituaram o exercício físico como toda atividade física
planejada, estruturada e repetitiva que tem como objetivo a melhoria e a
manutenção de um ou mais componentes da aptidão física. 
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2006), um dos componentes
mais importantes para se ter uma boa saúde é o estilo de vida adotado pelas
pessoas, o qual pode ser entendido como as ações realizadas pelo indivíduo no seu
dia a dia: alimentação, uso de drogas – lícitas e/ou ilícitas –, prática de atividades
físicas regulares, dentre outros, que são passíveis de serem modificadas. Essa
mesma organização reconhece a prática de atividades físicas como um relevante
meio de promoção da saúde e redução dos fatores de risco.
O exercício físico monitorado e elaborado por um PEF (Profissional de
Educação Física é fundamental, e traz diversas melhorias para esse público que na
maioria das vezes é debilitado de saúde, e através de programas de exercícios
específicos para cada idoso, atividades não só individuais, mas também em grupo,
gera uma maior socialização desse público melhorando a qualidade de vida dessa
população que muitas das vezes é esquecida ou excluída da sociedade.
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2. JUSTIFICATIVA
 A justificativa pela escolha desse tema se deu devido a pesquisas sobre o
aumento populacional de idosos constantemente. Com o aumento da estimativa de
vida vem um grande desafio: como envelhecer saudável?
 A Organização Mundial da Saúde estima que, em 2050, a população mundial
com idade superior a 60 anos chegue a 2 bilhões. Isso representa um quinto da
população mundial.
 A população em geral começa a ter perda de massa muscular e óssea a partir
dos quarenta anos, podendo ser agravada com a chegada da terceira idade.
Problemas ligados à hipertensão, diabetes e obesidade também se agravam nesta
faixa etária. E com todas essas alterações físicas devido à idade, os idosos sofrem
bastante, principalmente quando se trata do seu nível de autonomia e da
independência, o que pode implicar em dificuldades na realização de atividades da
vida diária, levando a total incapacidade funcional. 
 Como envelhecer é um processo que ocorre aos poucos, quanto mais cuidar da
saúde física e mental, menores serão as chances de ter doenças crônicas, aquelas
doenças que necessitam de um acompanhamento por maior tempo, como diabetes,
hipertensão, entre outras.
 Sendo assim este tema desenvolvido e estudado visa conscientizar as pessoas
sobre a importância da atividade física regular na vida da população idosa.
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3. OBJETIVOS
3.1 OBJETIVO GERAL
 A partir dos questionamentos feitos, o objetivo geral é investigar os
benefícios físicos e sociais resultantes da prática regular da atividade física da
população de terceira idade, e conscientizar esse público e a população em geral
além apresentar dados e pesquisas realizadas em cima desse público.
3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO 
Informar de forma clara a importância da atividade física na vida dos idosos.
Descrever de forma específica os benefícios da atividade física para essa
população.
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4. METODOLOGIA DA PESQUISA 
Para abordar o assunto e trazer conscientização do tema para sociedade
sobre a importância da Atividade Física na vida dos idosos, foi realizada uma revisão
bibliográfica, buscando estudos a respeito sobre o aumento do número de idosos na
população mundial, doenças e dificuldades que mais vem acometendo essa
população e quais os seus benefícios físicos, psíquicos e sociais na vida da
população em geral, dando ênfase maior na terceira idade. 
 A busca de materiais científicos foi realizada por meio de consulta na base de
dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scielo, Dados do Gov. Federal, e livros.
 Inicialmente foi realizada a leitura para identificar a pertinência ao objetivo de
estudo, depois da análise do conteúdo foi realizada uma marcação selecionando as
partes mais pertinentes ao trabalho e posteriormente realizada a interpretação das
evidências oriundas dos artigos que serviram como base para elaboração do plano
de ação. 
 Os critérios de inclusão foram: artigos originais publicados recentemente, nos
últimos anos, acima de 2000; com textos completos on-line e publicados em
diferentes idiomas e que continham dados ou informações especificadamente
relacionadas ao tema do trabalho. 
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2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
5.1 Crescimento demográfico
 A partir de 1970, as taxas de natalidade diminuíram gradativamente, em
decorrência do ingresso das mulheres no mundo profissional, que passaram a não
ter mais tempo para cuidar de filhos e a considerar os altos custos gerados para a
educação de crianças. 
 Com a diminuição das taxas de natalidade, a população vai envelhecendo aos
poucos. De acordo com estimativas elaboradas e divulgadas pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de idosos deverá aumentar. Por
volta do ano de 2050, haverá, no Brasil, 73 idosos para cada 100 crianças. O estudo
divulgou ainda que no ano de 2050 a população brasileira será de aproximadamente
215 milhões de habitantes.
 Conforme atesta (SILVA & BARROS, 1998; BARBOSA, 2001), a expectativa
média de vida vem sofrendo um acréscimo. Isto se dá, devido à melhora da
qualidade de vida, que "e a satisfação harmoniosa dos objetivos e desejos de
alguém, além de implicar numa ideia de felicidade, ou seja, a ausência de aspectos
negativos", afirma BERGER & MCINMAN apud BORGUETTI et al. (2000).
 Com esse aumento da população idosa descrita acima, um grande problema
surge, que são as consequências do envelhecimento, que se não dado a
importância necessária pode se tornar algo grave.
5.2 O declínio gradual das aptidões físicas, o impacto do envelhecimento e a
inatividade física.
 
 De acordo com PIRES et al. (2002), com o declínio gradual das aptidões físicas, o
impacto do envelhecimento e das doenças, os idosos tendem a ir alterando seus
hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas.
 Os efeitos associados à inatividade e a má adaptabilidade são muito sérios.
Podem acarretar numa redução no desempenho da habilidade motora, na
capacidade deconcentração, de reação e de coordenação, gerando processos de
autodesvalorização, apatia, insegurança, perda da motivação, isolamento social e a
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solidão.
 Assim, segundo (PIRES et al., 2002; BARBOSA, 2001; BONACHELA, 1994;
KRASEVEC & GRIMES; POWERS & HOWLEY, 2000; SILVA & BARROS, 1996) as
capacidades físicas, as modificações anatomo-fisiológicas, as alterações
psicossociais e cognitivas, são regredidas ao decorrer do processo de
envelhecimento, bem como:
Capacidades Físicas - há uma diminuição de: coordenação motora grossa e fina,
habilidades, equilíbrio, esquema corporal, visão e audição;
Modificações Anatomo-fisiológicas - hipotrofia cerebral e muscular, diminuição da
elasticidade vascular e muscular, concentração de tecido adiposo, tendência à perda
de cálcio pelos ossos, desvios de coluna, redução da mobilidade articular, altura,
densidade óssea, volume respiratório, resistência cardiopulmonar, frequência
cardíaca máxima, débito cardíaco, consumo máximo de oxigênio e mecanismos de
adaptação (hemodinâmicos, termorreguladores, imunitários e hidratação),
insuficiência cardíaca;
Função Cognitiva - é expressa pela velocidade de processamento das informações,
assim influenciadas pela quantidade de motivação e estimulação. Com isso, só
sofrerá negativas se não for estimulada.
Alterações Psicossociais - ocorre, a diminuição da sociabilidade, a depressão,
mudanças no controle emocional, isolamento social e baixa autoestima, ocasionadas
pela aposentadoria, pela dificuldade auditiva, visual e motora, pela síndrome do
ninho vazio (saída dos filhos, de casa), pela impotência sexual, entre outras.
 Com todas essas mudanças fisiológicas os idosos tendem a desenvolver
doenças mais facilmente. Diversas pesquisas apontam que o sedentarismo,
combinado a outros fatores de risco, contribui para a ocorrência de um conjunto de
doenças crônicas, como: diabetes, osteoporose, câncer de cólon, de pulmão e de
próstata e, sobretudo, doenças cardiovasculares.
 
 5.3 A promoção da atividade física para a Terceira idade
 Minimiza os efeitos causados pelo tempo de vida, além de auxiliar no tratamento e
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prevenção de diversas doenças. Por trabalhar diretamente em áreas do organismo
que sofrem certa degradação com o passar dos anos, o exercício físico ajuda no
retardamento da degradação do organismo e melhora o funcionamento do mesmo.
 Para que os idosos tenham o máximo de benefícios, é importante que realizem
os exercícios de forma regular sob orientação de um profissional capacitado e que
tenham uma alimentação equilibrada e saudável. Os principais benefícios da
atividade física são:
 Prevenir e ajudar no combate de doenças como hipertensão, derrames,
varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, câncer, ansiedade, depressão,
problemas no coração e pulmões;
 Melhorar da força muscular, diminuindo o risco de quedas e facilitar os
movimentos dos braços, pernas e tronco;
 Reduzir o uso de remédios através da melhora da sensação de bem-estar,
reduzindo as dores;
 Aumento apetite;
 Favorecer o fortalecimento do sistema imunológico;
 Melhorar o condicionamento físico geral;
 Diminuir o isolamento social porque aumenta a proximidade com outras
pessoas;
 Aumentar a autoestima, a confiança e aceitação da imagem que o idoso possui
de si mesmo, trazendo mais bem-estar geral.
5.4 Exercícios Físicos para o idoso
 Existe um consenso, que os objetivos de um programa de exercícios devem estar
diretamente relacionados com as modificações mais importantes e que são
decorrentes do processo de envelhecimento. Desse modo, um programa de
exercícios para idoso deve estar direcionado: a) ao melhoramento da flexibilidade,
força, coordenação e velocidade: b) elevação dos níveis de resistência, com vistas a
redução das restrições no rendimento pessoal para realização de atividades
cotidianas; c) manutenção da gordura corporal em proporções aceitáveis. Esses
aspectos irão influenciar na melhoria da qualidade de vida (MATSUDO & MATSUDO,
1992; APELL & MOTA, 1991; MARQUES, 1996) e poderá atenuar os efeitos da
diminuição do nível de aptidão física na realização de atividades diárias e na
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manutenção de um maior grau de independência (MARQUES, 1996).
 O programa de exercícios para idosos deve proporcionar benefícios em relação
às capacidades motoras que apoiam a realização das atividades da vida diária,
melhorando a capacidade de trabalho e lazer e alterando a taxa de declínio do
estado funcional (MARQUES, 1996; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO,
1996c; ACSM, 1994).
 Afirmam (MATSUDO & MATSUDO apud SILVA & BARROS, 1998; PIRES et al.,
2002; BARBOSA, 2001; BONACHELA, 1994; KRASEVEC & GRIMES), que os
objetivos de um programam de atividade física, como hidroginástica, para a terceira
idade, deve obter exercícios diretamente relacionados com as modificações mais
importantes e que são decorrentes do processo de envelhecimento. Tais como:
Promover atividades recreativas (para a produção de endorfina e andrógeno
responsável pela sensação de bem-estar e recuperação da auto-estima);
Atividades de sociabilização (em grupo, com caráter lúdico);
Atividades moderadas e progressivas (preparando gradativamente o organismo para
suportar estímulos cada vez mais fortes);
Atividade de força, com carga (principalmente para os músculos responsáveis por
sustentação/postura, evitando cargas muito fortes e contrações isométricas);
Atividades de resistência (com vista a redução das restrições no rendimento
pessoal);
Exercícios de alongamento (ganho de flexibilidade e de mobilidade) e
Atividades de relaxamento (diminuindo tensões musculares e mentais).
 Também (KRASEVEC & GRIMES; BONACHELA, 1994), aconselham aos
educadores físicos, a obterem de cada aluno idoso um exame médico, a frequência
cardíaca máxima, o período de ausência das atividades físicas, o nível de aptidão,
sua idade atual, seus objetivos, suas insatisfações e satisfações emocionais, entre
outras, para e por uma avaliação, assim podendo aplicar a aula respeitando a
individualidade de cada aluno e as capacidades do grupo.
 Devemos sempre estar cientes de que, "uma velhice tranquila é o somatório de
tudo quanto beneficie o organismo, como por exemplo, exercícios físicos,
alimentação saudável, espaço para o lazer, bom relacionamento familiar, enfim, é
preciso investir numa melhor qualidade de vida" PIRES et al. (2000, p. 2). 
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5.5 Política Nacional de Saúde do Idoso
 Segundo a organização mundial de saúde (OMS) (2005) idoso é todo 
indivíduo que possui acima de 60 anos para os países periféricos, e 65 anos para 
países capitalistas centrais. 
Conforme o estatuto do idoso em seu artigo 1º (lei nº10741, de 1º de
outubro de 2003), são considerados idosos todos os que compõem a população de
60 anos e mais (BRASIL,2003).
Porém é importante ressaltar que não se fica velho aos 60 anos. O
envelhecimento é um processo natural que ocorre ao longo de toda experiência de
vida do ser humano, mediante suas escolhas e circunstancias. O preconceito contra
a terceira idade e a negação da sociedade quanto a esse fenômenodificultam ainda
mais no que diz respeito à criação de políticas especificas para essa população.
Ainda há os que pensam que se investe na infância e se gasta na velhice (BRASIL,
2006 a).
O próprio Estatuto do idoso traz o seguinte:
“Embora o envelhecimento populacional mude o perfil de
adoecimento dos brasileiros, obrigando-nos a dar maior ênfase na prevenção e
tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, nossa maior atenção precisa se
voltar para as políticas que promovam a saúde, que contribuam para a promoção da
autonomia e valorizem as redes de suporte social. Os países europeus, além de
terem melhores condições econômicas e sociais, tiveram um envelhecimento
populacional muito mais lento do que o nosso e puderam se preparar para
assegurar aos idosos melhores condições de vida. Somente em 1994, o Brasil
passou a ter uma Política Nacional do Idoso (Lei.8842) e apenas cinco anos depois
foi editada a Política Nacional de Saúde do Idoso (PNSI) (Portaria MS 1.395/99).
(BRASIL,2003.P.5).”
 As políticas de saúde do país têm a função de contribuir para que
mais pessoas alcancem as idades avançadas com o melhor estado de saúde
possível. O envelhecimento ativo e saudável é o grande objetivo nesse processo. Ao
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considerar a saúde forma ampliada torna-se necessária alguma mudança no
contexto atual em direção à produção de um ambiente social e cultural mais
favorável para população idosa (BRASIL,2006). 
 No Brasil, as políticas setoriais de saúde, desde 1989 o ministro da
saúde já normatizava o funcionamento das instituições destinadas ao Atendimento
ao Idoso (Portaria GM 810/89), porém apenas em 1998 (Portaria GM/MS n.2.413,
2.414 e 2.416/1998) foram incluídos os procedimentos de atendimento a pacientes
sob cuidados prolongados, de internação em regime de hospital dia geriátrico de
Internação Domiciliar com equipe hospitalar, e somente em 1999 se tornou
obrigatório aos hospitais públicos, contratados e conveniados com o SUS, a
viabilização de meios que permitia a presença do acompanhante de pacientes acima
de 60 anos de idade (Portaria GM/MS n.280/1999 e portaria GM/MS n.830/1999)
quando foi publicada Política Nacional de Saúde do Idoso PNSI. (Portaria GM/MS
n.1395/1999), revisada pela Portaria GM/MS .2528/2006), que reafirmou os
princípios da politica nacional do idoso no âmbito do SUS (BRASIL,2006a).
5.6. Idoso, o sedentarismo e a Atividade Física
O sedentarismo é mais prevalente entre mulheres, idosos, indivíduos
de baixo nível socioeconômico e incapacitados. A atividade física também diminui
com a idade, tendo início durante a adolescência e declinando na idade adulta
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002)
O sedentarismo tende a acompanhar o envelhecimento. Nas últimas
décadas ele vem sofrendo importante pressão do avanço tecnológico é considerado
um importante fator de risco para as doenças crônico-degenerativas, especialmente
as afecções cardiovasculares, principal causa de morte nos idosos (ALVES et al,
2004).
O Ministério da Saúde também considera que a inatividade física é
um dos mais importantes fatores de risco para as doenças crônicas, associadas a
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dieta inadequada e uso do fumo. É bastante prevalente a inatividade física entre os
idosos. O estilo de vida contemporâneo propicia o gasto da maior parte do tempo
livre em atividades sedentárias, como por exemplo, assistir televisão (BRASIL,2006).
Para Mazo, Mota e Gonçalves (2004) a atividade física proporciona mudanças no
estilo de vida dos idosos, pois evita uma vida inativa ou sedentária e o aparecimento
de doenças características da terceira idade.
A atividade física é definida como qualquer movimento corporal decorrente de
contração muscular, com dispêndio energético acima do repouso que, em última
análise, permite o aumento da força física, flexibilidade do corpo e maior resistência,
com mudanças, seja no campo da composição corporal ou de desempenho
desportiva. A prática de atividade física regular demonstra a opção por um estilo de
vida mais ativo, relacionado ao comportamento humano voluntário, onde se
integram componentes e determinantes de ordem biológica e psico-sócio-cultural
(BATISTA et al, 2003, p.2).
 A pessoa que deixa de ser sedentária diminui em 40% o risco de
morte por doenças cardiovasculares e, associada a uma dieta adequada, é capaz de
reduzir em 58% o risco de progressão do diabetes mellitus tipo II, demonstrando que
uma pequena mudança no comportamento pode provocar grande melhora na saúde
e qualidade de vida (BRASIL, 2006). Atualmente, está comprovada que quanto mais
ativa é uma pessoa menos limitações físicas ela tem. Dentre os inúmeros benefícios
que a prática de exercícios físicos promove, um dos principais é a proteção da
capacidade funcional em todas as idades, principalmente nos idosos (REBELATTO
et al, 2006).
 Para Rebelatto e outros (2006), a prática regular de atividade física
é uma estratégia preventiva primária, atrativa e eficaz, para manter e aprimorar o
estado de saúde física e psíquica em qualquer idade, tendo efeitos benéficos diretos
e indiretos para prevenir e retardar as perdas funcionais do envelhecimento,
diminuindo o risco de enfermidades e transtornos que são comuns na terceira idade,
tais como as coronariopatias, a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a
osteoporose, a desnutrição, a ansiedade, a depressão e a insônia.
 Dentre os elementos que determina a expectativa de vida com
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qualidade um é a autonomia funcional para a realização das atividades da vida
diárias (AVD). A preservação dessa autonomia funcional das pessoas idosas parece
estar relacionada com o padrão de atividade física exercida ao longo da vida. Os
transtornos causados pela perda progressiva da autonomia refletem-se nos diversos
domínios da vida do idoso, acarretando consequências, como uma motricidade
desequilibrada e precária. Hoje em dia, cada vez mais, recomenda-se a prática de
atividade física para a manutenção da saúde, o que certamente possibilita um
envelhecimento saudável, ou seja, de forma ativa, proporcionando ao idoso
autonomia para manter um bom desempenho na realização da AVD (GUIMARÃES
et al, 2008).
 Ainda conforme Guimarães e outros (2008):
Apesar das vantagens da atividade física, uma grande parte da população idosa é
inativa ou se exercita em níveis insuficientes para alcançar resultados satisfatórios
para a saúde. Com isso, doenças associadas ao estilo de vida sedentário têm se
tornado importante problema de saúde pública mundial (GUIMARÃES et al, 2008).
 Foram relatados também efeitos positivos da atividade física no
tratamento primário ou complementar da aterosclerose, da enfermidade venosa
periférica, da osteoporose, assim como benefícios psicológicos em curto prazo
(diminuição da ansiedade e do estresse) e em longo prazo (alterações positivas na
depressão moderada, no estado de humor e na autoestima). 
 Mais recentemente, tem-se demonstrado uma importante relação
entre a intensidade de exercícios físicos e a resposta imunológica, tendo a literatura
sido invadida por diversos estudos que evidenciam menor prevalência de alguns
tipos de câncer em grupos de pessoas mais ativas (BRASIL, 2002).
 A contribuiçãoda atividade física para a saúde está associada a uma
redução do nível de risco ao qual cada pessoa está sujeita durante a vida, sendo
necessárias algumas recomendações, a fim de melhorar a condição física e
desenvolver atitudes favoráveis a esse tipo de atividade (GUIMARÃES et al, 2008).
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3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
 De acordo com os dados apresentados, fica clara a importância do tema
proposto no trabalho, um tema delicado que envolve uma população carente de
atenção e que precisa de apoio e políticas públicas que beneficiem e incentivem
essas pessoas a continuarem ativas, com saúde e felizes.
 A importância das Atividades Físicas na vida dos idosos é um tema de suma
importância social, ao qual vem crescendo constantemente, os idosos da nossa
sociedade merecem respeito, dignidade, e principalmente terem de certa forma sua
independência preservada, o que auxilia no bem estar psíquico dessa população,
que muitas das vezes além de problemas físicos como hipertensão, colesterol alto,
obesidade, osteoporose, diabetes, AVC entre muitas outras doenças comuns nessa
idade, também podem sofrer problemas psíquicos com a falta de independência
devido a fatores e danos físicos que podem acometer essa população de ter uma
vida ativa normal e poder realizar suas tarefas, danos como esses podem ser
evitados ou até mesmo tratados com atividades físicas acompanhados por um
profissional capacitado.
 Doenças como depressão e ansiedade são doenças que acometem grande
parte da população nos dias atuais, e na terceira idade não é diferente, já que é uma
população que necessita de uma atenção especial, e as atividades físicas trazem
benefícios também nessa área através de maior interação social.
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
 O trabalho mostra o grande impacto que a inatividade física e exclusão dos
idosos vem trazendo para esse público nos últimos anos. As doenças adquiridas na
terceira idade devido a inatividade física são muitas e podem ser evitadas com uma
maior atenção a esse público e o crescimento demográfico da população idosa é
umas realidades mundiais devido a grandes mudanças demográficas que vem
levando a um envelhecimento da população e uma maior expectativa de vida na
qual implica em uma grande demanda da utilização dos serviços de saúde.
 Portanto pode-se observar e comprovar a grande importância da pratica de
atividade física regular para favorecer um envelhecimento saudável, garantindo
assim a prevenção dos surgimentos de doenças mórbidas.
 O estudo comprovou a necessidade de criar e de estabelecer ações de
políticas de saúde que garantam a promoção um envelhecimento saudável com
mais qualidade de vida, buscando assim superar as barreiras e fatores que
dificultam essa população de idosos a adesão e participação aos programas de
atividades físicas.
 Que o trabalho proposto possa servir como um alerta e também um incentivo
para a promoção das atividades físicas na vida dos idosos, que as pessoas aos seus
redores possam incentiva-las, além de uma maior promoção de políticas públicas
nesse âmbito.
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	agradecimentos
	1. INTRODUÇÃO
	4. METODOLOGIA DA PESQUISA
	2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
	3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
	4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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