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1
Atividade Física E Envelhecimento
Rebeca Costa Silva[footnoteRef:1] [1: Acadêmico(a) do curso de Educação Física - Bacharelado da EDITORA E DISTRIBUIDORA EDUCACIONAL S/A - UNOPAR.] 
Adriano Rosa Alves [footnoteRef:2] [2: Orientador(a). Docente do curso de Educação Física - Bacharelado da EDITORA E DISTRIBUIDORA EDUCACIONAL S/A - UNOPAR .] 
RESUMO
A prática de atividade física vem sendo citada como um dos componentes mais importantes para uma boa qualidade de vida. No processo de envelhecimento é cada vez mais incidente e crescente. E esse estudo possui por objetivo analisar os benefícios da atividade física na terceira idade como um indicador da qualidade de vida. A problemática do estudo encontra-se no fato de mesmo com todo estudo científico do benefício da atividade física regular para o público da terceira, ainda há tanta resistência em iniciar protocolos de atividade físicas , mesmo sendo monitorados por um profissional de Educação física adequado? Com isso esse justifica, mostrando que é necessário que se entenda que a atividade física é capaz de trazer maneiras de conceder que as pessoas idosas tenham mais saúde e se tornem mais livres. Logo, esse estudo desenvolveu-se a partir da análise e interpretação de dados obtidos em pesquisa indireta do tipo bibliográfica. A pesquisa bibliográfica tem como finalidade, colocar o pesquisador em contato com materiais e informações que já foram escritos anteriormente sobre determinado assunto.
Palavras-chave: Atividade Física.Idosas.Benefícios.Educação Física. Necessário.
1 INTRODUÇÃO 
A relação entre atividade física, saúde, qualidade de vida e envelhecimento vem sendo cada vez mais discutida e analisada cientificamente. Atualmente é praticamente um consenso entre os profissionais da área da saúde que a atividade física é um fator determinante no sucesso do processo do envelhecimento. E esse estudo possui por objetivo analisar os benefícios da atividade física na terceira idade como um indicador da qualidade de vida. 
A problemática do estudo encontra-se no fato de mesmo com todo estudo científico do benefício da atividade física regular para o público da terceira, ainda há tanta resistência em iniciar protocolos de atividade físicas , mesmo sendo monitorados por um profissional adequado?
Com isso esse justifica, mostrando que é necessário que se entenda que a atividade física é capaz de trazer maneiras de conceder que as pessoas idosas tenham mais saúde e se tornem mais livres. Portanto, é necessário que programas de exercícios sejam realizados com segurança, habitualmente precedido de um teste ergométrico com protocolo individualizado, com programas de atividades apresentando períodos de aquecimento e relaxamento mais longos e graduais, visto que apesar de muitas evoluções, a prática da atividade física para a 3ª idade, ainda é fechada, ou seja, faltam informações, divulgações, para que haja o interesse dos idosos para essa prática.
Logo, esse estudo desenvolveu-se a partir da análise e interpretação de dados obtidos em pesquisa indireta do tipo bibliográfica. A pesquisa bibliográfica tem como finalidade, colocar o pesquisador em contato com materiais e informações que já foram escritos anteriormente sobre determinado assunto (MATTOS, ROSSETO JUNIOR E BLECHER, 2004). 
Onde conclui-se que a implementação de programas de atividade física para idosos se apresenta como nova tendência em avanço nas políticas sociais que repercutirão em novos costumes e estilos de vida. Estamos vivenciando um crescimento de instituições governamentais que investem em programas de atividade física com vistas a sensibilizar a população em geral para uma vida ativa.
2 DESENVOLVIMENTO 
2.1 BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA IDOSO
Segundo Vieira (1996) e Lopes (2000), os processos de envelhecimento se iniciam desde a concepção, sendo então a velhice definida como um processo dinâmico e progressivo no qual ocorrem modificações, tanto morfológicas, funcionais e bioquímicas, como psicológicas, que determinam a progressiva perda das capacidades de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos. Sociólogos e psicólogos chamam a atenção para o fato de que, além das alterações biológicas, podem ser observados processos de desenvolvimento social e psicológicos alterados em algumas das suas funções, como também problemas de integração e adaptação social do indivíduo.
E os benefícios associados à saúde em decorrência da prática de atividade física ocorrem mesmo se esta for iniciada em uma fase tardia da vida; por sedentários ou por portadores de doenças crônicas (CAROMANO et al., 2006). Segundo Leite (1996) em especial para o idoso, um corpo bonito não é essencial, mas sim, um corpo saudável, livre de tensões e doenças. 
As atividades físicas, sem dúvida alguma proporcionam uma alta qualidade de vida. Praticar exercícios regularmente ajuda a manter uma boa saúde mental e corporal, em qualquer idade. No entanto, o envelhecimento pode variar de indivíduo para indivíduo, sendo gradativo para uns e mais rápido para outros, tais variações estão relacionadas a vários fatores como, por exemplo: “estilo de vida, hábitos saudáveis e, alimentação balanceada, dentro outros”. (CAETANO, 2006, p.25). Não obstante, semelhante processo ocorre de maneiras diferentes para os indivíduos. 
De acordo com o estudo realizado por Franchi e Montenegro Junior (2005) foi possível contatar que a prática de atividade física para os idosos provoca mudanças no bem-estar e na disposição geral, melhoria na aptidão física e no desempenho das atividades da vida diária, uma maior disposição, alteração de quadros de doenças com supressão ou diminuição do uso de medicamentos, o resgate da condição de eficiência, independência e autonomia, levando os idosos a serem novamente ativos e abertos para o mundo, devolvendo-lhes uma das possibilidades do ser, que é a mobilidade primordial que predispõe à ação.
Os exercícios físicos também podem ajudar a prevenir doenças cardíacas, aumentando os níveis de HDL (o colesterol bom) e diminuindo os níveis de LDL (o colesterol ruim); ajudam a melhorar o humor devido à liberação de endorfina, hormônio que causa sensação de bem-estar, pois relaxa o sistema músculo esquelético; ajudam a aumentar a funcionalidade do sistema imunológico acarretando benefícios cardiovasculares e facilitando, ainda, o controle da obesidade (BENEDETTI et al., 2003). Além dos benefícios já citados, e segundo Matsudo (2001), o exercício físico ainda apresenta um efeito favorável sobre o equilíbrio e a marcha, diminuindo o risco de quedas e fraturas, proporcionando ao idoso, menor dependência no dia a dia, elevando de forma significativa sua qualidade de vida.
Logo, a adoção de estilo de vidas saudáveis e a participação ativa no cuidado da própria saúde são relevantes em todas as fases da vida. De acordo com Merz; Forrester (1997), a participação em atividades físicas regulares e moderadas retarda os declínios funcionais e o aparecimento de doenças crônicas.
2.2. ATIVIDADE FÍSICA ADEQUADA PARA TERCEIRA IDADE
Segundo Mazo et al (2004) a atividade física proporciona mudanças no estilo de vida dos idosos, pois evita uma vida inativa ou sedentária e o aparecimento de doenças características da terceira idade. Já Batista et al (2003) defina a atividade física da seguinte forma:
A atividade física é definida como qualquer movimento corporal decorrente de contração muscular, com dispêndio energético acima do repouso que, em última análise, permite o aumento da força física, flexibilidade do corpo e maior resistência, com mudanças, seja no campo da composição corporal ou de performance desportiva. (BATISTA et al, 2003, p.2).
Nesse seguimento, incontáveis pesquisas mostram os benefícios relacionados à prática de exercício físico para terceira idade. Borges e Moreira (2009) definem, apontam e classificam atividades para o entendimento da relevância no cotidiano dos idosos, as quais com estas atividades diárias, o idosopassa a sofrer ao executar devido o processo de envelhecimento.
As atividades da vida diária (AVDs) são as tarefas que uma pessoa precisa realizar para cuidar de si, tais como: tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, andar, comer, passar da cama para a cadeira, mover-se na cama e ter continências urinária e fecal. As e atividades instrumentais da vida diária (AIVDs) são as habilidades do idoso para administrar o ambiente em que vive e inclui as seguintes ações: preparar refeições, fazer tarefas domésticas, lavar roupas, manusear dinheiro, usar o telefone, tomar medicações, fazer compras e utilizar os meios de transporte. (BORGES E MOREIRA, 2009.p. 2).
Sendo assim, ficou claro que as atividades físicas são seguidas de orientações desde ao aquecimento e o resfriamento do corpo que devem ser lentos e graduais; os exercícios propriamente ditos devem respeitar as restrições individuais, para evitar complicações. Onde verificou-se que os idosos são beneficiados com as práticas dos exercícios físicos, melhorando aos aspectos de força, pois com as práticas foram lhes proporcionadas à capacidade física, maior integração na sociedade, bem como maior equilíbrio no aspecto psicológico, portanto a execução de atividades físicas trouxe benefícios para suas vidas.
E os programas de atividades físicas devem priorizar as aptidões físicas, tais como: agilidade, coordenação, equilíbrio, força, flexibilidade, ritmo, resistência, entre outras. As aulas devem ser realizadas regularmente de 3 a 5 vezes por semana. As atividades devem ser organizadas possibilitando a realização de acordo com as possibilidades dos idosos. Deve-se considerar que na velhice existem perdas osteoarticulares e musculares, bem como mais lentidão nas respostas motoras, portanto moderação é a palavra-chave, deve-se aconselhar os idosos a praticarem atividades físicas que sejam possíveis de serem realizadas e com segurança (MAZO; LOPES; BENEDETTI, 2004). 
Através de estudos também tem se visto que o exercício resistido tem demonstrado um comportamento positivo quanto ao nível de alteração do duplo-produto, pois Silva e Farinatti (2006), apontam que a sobrecarga cardiovascular é bem menor nesse tipo de exercício, pois a realização de esforços é seguindo sempre por intervalos. O exercício resistido propicia inclusive melhoras na realização da atividade aeróbia, pois para realizar uma caminhada, por exemplo, é fundamental que o idoso esteja preparado adequadamente a nível muscular e articular para realizá-la com conforto e segurança. Muitos apresentam níveis baixos de força muscular, e acabam caminhando com desconforto.
Visto que os exercícios resistidos induzem respostas fisiológicas agudas importantes para ganhos de força e hipertrofia muscular, atuando sobre parâmetros metabólicos e celulares, promovendo efeitos positivos no controle e na prevenção dos fatores de risco relacionados à síndrome metabólica, tais como diminuição do peso corporal, aumento da sensibilidade à insulina, aumento da tolerância à glicose, diminuição dos níveis pressóricos de repouso e melhoria do perfil lipídico. Tais alterações hormonais promovem um "ambiente" anabólico que apresenta um papel importante nas adaptações crônicas induzidas pelo treinamento resistido. A força muscular pode ser definida como a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar em determinado movimento. Neste sentido, o desenvolvimento de programas de treinamento para a conservação da capacidade de trabalho, torna-se de grande importância visto que há tendência progressiva ao declínio (OLIVEIRA et al., 2008).
Com isso os programas de exercícios físicos para idosos devem ser eficientes na melhoria ou manutenção dos componentes da aptidão física, buscando manter e prolongar a independência e autonomia, e proporcionar a participação efetiva, integração e socialização dos idosos. A moderação da atividade física auxiliará para uma melhora na capacidade funcional e autonomia. Por isso, deve-se incentivar e motivar os idosos a praticarem regularmente atividades físicas.
2.3. PAPEL DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICA EM IDOSOS
Na elaboração de um programa de exercícios físicos é importante ter o conhecimento específico sobre a faixa etária em que o indivíduo está inserido e sobre as modificações que ocorrem neste período, além de considerar também as peculiaridades individuais. Neste sentido, diversos autores têm procurado apontar alterações decorrentes do processo de envelhecimento, bem como as implicações dessas alterações na elaboração e supervisão dessas atividades.
Freire (2001) afirma que professor precisa estar sempre se atualizando, através das mais variadas formas, para assim, poder ter um conhecimento que possa levar à frente às dificuldades encontradas durante o exercício da profissão, podendo assim tornar-se um bom professor. O professor é a pessoa responsável pela execução correta e eficaz das sessões de atividade física. É tarefa dele fazer com que o grupo funcione, que cada componente assuma seu papel, aceite a si mesmo e seja tal como é pelos demais (GEIS, 2003).
E o fato de o profissional de educação física ter um papel central no grupo revela as suas qualidades como educador e suscita para o desafio na responsabilidade de aliar conhecimento científico às habilidades de um educador e promotor de saúde, para a conquista de estilo de vida saudável com melhoria na qualidade de vida, diante de uma perspectiva da longevidade.
Oliveira et. AL. (2010), propõe que, ao treinar por conta própria as pessoas deixam de contar com o auxílio e o conhecimento dos profissionais de Educação Física e às vezes até colocam sua saúde, física e mental em risco. Podemos considerar que fator de risco num treinamento por conta própria são as lesões. As lesões podem ocorrer por gestos realizados incorretamente, onde as posturas incorretas colocam a coluna vertebral e as articulações em descompensarão de cargas, riscos de desvios posturais e articulações, levando o corpo a fadiga muscular e mental.
Logo, é possível compreender a dimensão do trabalho do educador físico e constatar a tamanha relevância do trabalho deste profissional em meio ao processo de acompanhamento e favorecimento da qualidade de vida das pessoas, inclusive das pessoas idosas que por estarem na fase de envelhecimento precisam de uma atenção redobrada e de um programa de educação física assistencialista que favoreça o seu bem está físico e mental.
Visto que conforme estudos de Brandão e Garces (2015) e Santana et al. (2017), que certificam o profissional de educação física como o maior colaborador para melhoria da qualidade de vida do idoso ao promover sua autonomia, capacidade funcional e cognitiva, no sentido de possibilitar uma atitude positiva, para um envelhecimento ativo e bem-sucedido.
3 METODOLOGIA 
E esse estudo desenvolveu-se a partir da análise e interpretação de dados obtidos em pesquisa indireta do tipo bibliográfica. A pesquisa bibliográfica tem como finalidade, colocar o pesquisador em contato com materiais e informações que já foram escritos anteriormente sobre determinado assunto (MATTOS, ROSSETO JUNIOR E BLECHER, 2004). 
E a base desta pesquisa foi o estudo de livros, artigos especializados e dados eletrônicos, o que tornou possível o acesso e manipulação de informações relevantes para analisar a importância do exercício físico na terceira idade, sendo assim é de caráter qualitativo exploratório (RODRIGUES, 2007).
Onde a seleção dos estudos foi feita a partir dos critérios estabelecidos, por meio da análise crítica e reflexiva e leitura inicial dos títulos, dos resumos e por último, da produção na íntegra.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Como se observa a qualidade de vida após adoção da prática da atividade física é fundamental, uma vez que o envelhecimento populacional, embora seja um fato inevitável, ocasiona mudanças no contexto de vida da população e, com o aumento da expectativa de vida, a busca por hábitos saudáveis precisa ser condicionada em boa qualidadede vida. Assim, a prática de atividade física é fator condicionante para um envelhecimento mais saudável.
Os estudos apontados por Balbé (2016) apresentam que é de amplo espectro os benefícios demonstrados pela atividade física nos idosos, sendo esses encontrados nos campos físico, mental e social. Dessa forma, a procura por práticas saudáveis está ligada diretamente a boa qualidade de vida apresentada por esses indivíduos. Além disso, a atividade física fornece uma autonomia ao praticante diminuindo sua fragilidade, fator este importante visto que o idoso tende a criar uma dependência devido à sua vulnerabilidade. 
E especificamente falando de idosos, nos depararmos com uma realidade que aponta para um aumento significativo e constante da expectativa de vida, em todos os países do mundo, sejam desenvolvidos ou não, em indivíduos que praticam hábitos saudáveis de vida, dentre eles a prática de exercícios físicos.
Logo, inúmeras pesquisas e estudos apontam que não importa a idade, o importante é que a atividade física faça parte dos hábitos de vida de qualquer indivíduo, diante disso a prática regular e sistemática de exercícios físicos é essencial para a saúde, o bem-estar e a manutenção da qualidade de vida. 
A análise desses resultados demostra que para se ter um envelhecimento saudável e jovial, é necessária a prática de atividades físicas de forma regular, para que se proporcione uma passagem pela terceira idade com mais e melhor qualidade de vida. 
Através disso a pesquisa é relevante por agregar conhecimento para a área e incentivar a atividade física para a terceira idade, e a produção de informação com base científica trás segurança e reforça a importância da prescrição de exercícios físicos para população idosa, além disso, o profissional da área da saúde que utiliza da linha de pesquisa das ciências do esporte e saúde deve assumir o compromisso de promover a disseminação de conteúdo que traga benefícios para sociedade de uma forma ampla.
Onde podemos compreender que a prática de atividade física tem por objetivo final melhorar o desempenho nas funções cotidianas, permitindo a segurança no desenvolvimento da pessoa idosa, propiciando uma independência prolongada. Contudo, manter a qualidade de vida por meio da atividade física ainda é um desafio diante dos serviços de saúde pública relacionados às dificuldades de implantação dessas práticas (PEREIRA, TEIXEIRA, SANTOS, 2012). Nesse contexto, diversos estudos vêm qualificando a prática de exercício físico como um papel de destaque na qualidade de vida dos idosos, pois contribui para a satisfação de suas necessidades físicas, emocionais e sociais (ALVES, et al. 2017). 
Com isso o profissional de educação física deve estar atento e capacitado para atender este novo segmento de mercado e esta nova geração saúde de maneira digna, eficaz e responsável para promover saúde, bem-estar, motivação e ânimo para estas pessoas maravilhosas que nos ensinam muito mais com suas experiências passadas, do que podemos imaginar.
3 CONCLUSÃO 
Dessa forma, este estudo identificou que a prática regular de exercícios físicos tende a aumentar a qualidade de vida e o desempenho nas funções básicas diárias, trazendo uma maior segurança e independência para a população idosa. Onde foi possível concluir, com este estudo, que a prática de atividades físicas, de maneira contínua e regular, pode propiciar ao idoso uma maior autonomia para o desempenho das atividades diárias e uma melhor qualidade de vida.
Com isso essa pesquisa nos permitiu analisar também a influência da prática regular de atividade física no idoso, constatando que a cada dia fica mais evidente que esta age diretamente nas modificações provocadas pelo processo de envelhecimento, possibilitando reflexos bastante positivos, gerando maior bem-estar físico, psíquico e social.
Logo, as evidências sugerem que a atividade física regular e o estilo de vida ativo têm um papel fundamental na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, especialmente aquelas que se constituem na principal causa de mortalidade: as doenças cardiovasculares e o câncer. 
Mas, além disto, a atividade física está associada também com uma melhor mobilidade, capacidade funcional e qualidade de vida durante o envelhecimento, sendo importante enfatizar, no entanto, que tão importante quanto estimular a prática regular da atividade física aeróbica ou de fortalecimento muscular, as mudanças para a adoção de um estilo de vida ativo no dia a dia do indivíduo são parte fundamental de um envelhecer com saúde e qualidade.
No entanto compreende e considera-se necessário que as atividades não devem ser feitas aleatoriamente, pois as atividades voltadas para a terceira idade precisam ser atraentes, graduais, dinâmica, respeitando a capacidade e limites de cada um. Cabe então o papel do profissional de educação física que promoverá atividades físicas recreativas para colaborar com uma vida mais tranquila e saudável para cada cidadão.
Enfim, os resultados encontrados levam a reflexões e questionamentos acerca do processo de formação do profissional de educação física, no que diz respeito à preparação profissional para atuar junto ao público idoso, considerando os fatores decorrentes do processo de envelhecimento humano e suas especificidades, onde nota-se a importância de incremento na capacitação desse profissional para trabalhar com as demandas inerentes ao segmento idoso da população, em consonância com o fenômeno social contemporâneo do envelhecimento populacional e seu apelo por uma vida com mais saúde e participação.
REFERÊNCIAS
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