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MOMENTO REVIEW – GESTÃO ESCOLAR LIDERANÇA NO SÉCULO XXI Dados de identificação do acadêmico: Aluno(a): Nicoly Baldewicz Disciplina: Gestão Escolar Liderança no Século XXI Curso: Pedagogia Planejamento estratégico. Planejamento é o processo que resulta da análise, reflexão e previsão de ações que trarão algum resultado pretendido no futuro. Por isso, pressupõe a existência de planos e programas para que seja colocado em prática. Já a estratégia surgiu historicamente com os generais orientais responsáveis por conduzir os seus exércitos durante os combates. E tinham a habilidade de pensar os melhores caminhos e as melhores maneiras — ou seja, as melhores estratégias — para conquistar ou defender territórios, sobrepujando os exércitos inimigos (OLIVEIRA, 2010). O planejamento estratégico, portanto, “[...] é o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida, visando ao otimizado grau de interação com os fatores externos — não controláveis — e atuando de forma inovadora e diferenciada” (OLIVEIRA, 2010, p. 17). Estabelece um norte ou um rumo a seguir, a partir da análise de fatores internos e externos do contexto em que a organização está inserida. Gestão democrática A gestão democrática tem como princípios a participação, autonomia, colaboração, articulação e organicidade, ou seja, todos estes princípios estão ligados à coletividade. Sendo assim, para alguns autores a democratização deve considerar as especificidades dos sistemas de ensino, nos graus progressivos de autonomia das unidades escolares e buscar a participação da sociedade civil organizada. Podemos perceber que todos os princípios da gestão democrática irão proporcionar uma ação participativa, em colaboração com os vários segmentos constitutivos da escola, seja ele interno ou externo, mas que todos estejam participando dos momentos decisórios da escola. Planejamento orçamentário e gestão financeira das instituições educacionais Em poucas palavras, pode-se dizer que a gestão financeira e orçamentária de uma escola é a área (ou disciplina) responsável por administrar e cuidar dos recursos da instituição. Entre suas atribuições estão o planejamento, gerenciamento, controle e, quando necessário, a execução de atividades inerentes à administração de orçamento e finanças. Um dos grandes objetivos deste setor é desenvolver estudos e promover a implantação de sistemas de apuração de custos, visando o acompanhamento e otimização da aplicação de recursos da Escola. É muito difícil pensarmos em uma escola que seja capaz de obter sucesso sem controlar detalhadamente suas informações financeiras. E ter um adequado planejamento estratégico de sua atuação no mercado. Caso não sejam conservadas as informações atualizadas sobre as quantias que entram e saem do seu caixa, além dos volumes de materiais e outros tipos de dados, é fácil supor que a escola gaste mais do que devia. E muito mais desnecessariamente. A gestão financeira de uma escola é imprescindível para exponenciar a sua rentabilidade, e também garantir que não haverá gastos em excesso ou supérfluos. FUNDEB: Importância na distribuição de recursos para os municípios O Fundeb atual ajudou os sistemas de ensino a se organizarem melhor no que diz respeito ao atendimento escolar de toda a Educação Básica. O fundo dá segurança financeira aos municípios e estados para expandirem seu número de matrículas e os orienta no cumprimento de suas responsabilidades com a Educação. Dessa maneira, municípios são incentivados a se concentrarem na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, e os estados, nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Cada estado e o Distrito Federal têm um fundo que funciona praticamente como uma conta bancária coletiva em que entram recursos de diferentes fontes de impostos estaduais e municipais e, em alguns casos, transferências do Governo Federal para os estados e os municípios (saiba mais abaixo). Seguindo uma série de regras, esse total é redistribuído de acordo com o número de alunos da Educação Básica Pública (ou da rede conveniada, em alguns casos) de cada rede e das etapas e modalidades de ensino (algumas são mais “caras” que outras, isto é, recebem um valor maior devido à complexidade do atendimento educacional). Características da gestão escolar democrática-participativa Baseia-se na participação de todos e na responsabilidade coletiva. Ela tem como eixo a interação com a direção e o envolvimento de todos os componentes da instituição de ensino. O processo é pensado a partir dos objetivos comuns a todos que compõem a equipe, buscando o engajamento coletivo. Nesse contexto, os objetivos são essenciais para o projeto pedagógico da instituição de ensino. A tomada de decisão acontece de maneira coletiva, sem deixar de enfatizar a responsabilidade individual para o alcance dos objetivos propostos. Entende-se a necessidade da coordenação ou direção, sem se deixar, no entanto, de compreender a importância dos agentes escolares. Não se destacam os aspectos subjetivos e a construção do processo educacional por meio das relações, mas os componentes da gestão e da organização são tratados de maneira objetiva e sistemática. Nessa concepção, existe um processo contínuo de avaliação sistematizada e um diagnóstico por tomada de decisão, a fim de promover a melhoria do espaço escolar. Objetiva-se legitimar os aspectos pedagógicos da escola, buscando um equilíbrio entre os elementos objetivos e os subjetivos. Diferenças da gestão escolar democrática-participativa x técnica –científica x gestão interpretativa A concepção técnico-científica reflete uma educação voltada exclusivamente para o mercado de trabalho, com influências claras do modelo de produção Taylor-fordista, e da psicologia behaviorista. Neste caso, a administração é regulada por um conjunto de normas, regras, procedimentos burocráticos de controle das atividades, descuidando-se das pessoas e dos objetivos institucionais, mas enfatizando o cumprimento de tarefas. Já a gestão interpretativa “considera como elemento prioritário na análise dos processos de organização e gestão os significados subjetivos, as intenções e a interação das pessoas”. Prioriza mais a “ação organizadora” e menos o “ato de organizar”. E por fim, a gestão democrático-participativa se propõe a articular, pelo diretor, a proatividade e a participação dos agentes educacionais que se relacionam com ele, “busca objetividade no trato das questões da organização e da gestão, mediante coleta de informações reais” (op.cit. p. 237), de acordo com os objetivos sociopolíticos e pedagógicos da instituição. Neste tipo de gestão “todos dirigem e são dirigidos; todos avaliam e são avaliados. A ênfase se concentra tanto nas tarefas quanto nas relações”. Missão/visão/ valores no planejamento O diagnóstico estratégico serve para perceber como a organização se encontra no mercado a partir de uma análise interna dos seus pontos fortes e fracos e dos fatores externos que surgem como ameaças ou oportunidades ao negócio da organização. Para isso, é definida a visão da organização, que se traduz naquilo que a empresa pretende se tornar no futuro. Além disso, são identificados e analisados aqui os concorrentes da organização, e é realizado o mapeamento dos seus pontos fortes e fracos, visando estabelecer diferenciais competitivos a partir desse conhecimento. A missão da empresa representa o esforço em definir qual é o negócio da organização e materializá-lo por meio da construção de uma afirmativa que traduza o que a empresa pretende atender dentro do mercado. Em essência, “[...] é a razão de ser da empresa” (OLIVEIRA, 2010, p. 109). A missão da empresa define o horizonte em que ela vai atuar, bem como quais são os seus propósitos com essa atuação. Por fim, os valores são compostos poralgumas frases que retratam as crenças e prioridades do negócio. Eles são um reflexo da cultura organizacional do negócio e indicam padrões comportamentais esperados dos colaboradores. Igualdade na composição dos conselhos educacionais/sociais Sendo os Conselhos Escolares, o sustentáculo do projeto político pedagógico das escolas, a sua implantação traz, entre outras, as seguintes vantagens: as decisões refletem a pluralidade de interesses e visões que existem entre os diversos segmentos envolvido as ações têm um patamar de legitimidade mais elevado; há uma maior capacidade de fiscalização e controle da sociedade civil sobre a execução da política educacional; há uma maior transparência das decisões tomadas; tem- se a garantia de decisões efetivamente coletivas; garante-se espaço para que todos os segmentos da comunidade escolar possam expressar suas ideias e necessidades, contribuindo para as discussões dos problemas e a busca de soluções. Para que haja uma participação efetiva dos conselheiros, é importante: escolher BEM os representantes; participar das decisões em igualdade de condições; informar com antecedência a pauta da reunião; expressar sempre as opiniões, mesmo se contrárias às do grupo; garantir o respeito às decisões tomadas; convocar reuniões extraordinárias para assuntos urgentes. Gestão participativa e Projeto Político A gestão participativa envolve todos aqueles que, de alguma maneira, se interessam pelo projeto político-pedagógico da instituição de ensino. Assim, os principais atores seriam: alunos, professores, famílias, funcionários da escola, gestores escolares, comunidade local, entidades sociais e governo. Vários atores sociais se encontram articulados com a escola para que ela exerça a sua finalidade educativa e realize as suas ações pedagógicas diariamente. Pode-se dividi-los em dois grupos, os que atuam diretamente no ambiente interno escolar e os que integram o ambiente externo, mas sempre interligados. O Projeto Político Pedagógico é um instrumento real da autonomia da escola. Na medida em que os propósitos se entrelaçam e a identidade se define a coletividade é evidenciada pelos diversos esforços em prol da defesa dos interesses comuns emergente da busca constante pela liberdade social. A escola definirá as suas propostas e se comprometerá com a sua realização. Tal proposta terá todo o aval da comunidade escolar e será submetida a aprovação legal pelo poder central. Possibilitará à escola definir-se com “cara própria”, ou seja, com uma identidade própria, em toda a sua singularidade. Gestão estratégica e construção de missão Gestão estratégica é o conjunto de práticas estipuladas pelos gestores, cujo objetivo é o crescimento e fortalecimento de uma corporação. Para isso, são levados em consideração os cenários e internos. A função da gestão estratégica é traçar uma série de cenários e metas futuras, tudo a partir de indicativos da própria empresa. Os objetivos de uma gestão estratégica estão fortemente relacionados com o que uma empresa espera para o seu futuro. É como definir de maneira antecipada o que irá acontecer, criando os caminhos a ações que precisam ser tomadas para que os resultados sejam os mais próximos do que fora planejado. Ou seja, é necessário definir a missão, a razão de existência da empresa, o propósito e o porquê de ela existir. O papel do gestor em um contexto democrático Com a chegada da Constituição Federal de 1988 e a LDBN, esses documentos introduzem uma nova organização escolar, não mais com base nos princípios e pressupostos da administração empresarial, mas orientada por fundamentos de gestão mais democráticos e capazes de proporcionar a autonomia dos sujeitos educativos mediante a participação e a construção coletivas. A partir desses marcos históricos, o ensino democrático não é apenas o processo que permite o acesso de todos ao ensino. Também está em jogo a oferta de um ensino de qualidade, independentemente de características econômicas ou sociais dos estudantes. O conceito de gestão está relacionado ao processo administrativo e envolve planejamento, organização, direção e controle de recursos para que os objetivos sejam alcançados. No entanto, a gestão escolar possui algumas características específicas. Cabe ao gestor analisar como os elementos que compõem a educação escolar estão se relacionando e como isso pode se dar de uma forma eficaz e eficiente para promover uma educação de qualidade. Gestão democrática compartilhada: o respeito aos diferentes papéis dos atores escolares (comunidade, alunos, professores, funcionários, gestão, etc...) Uma gestão escolar democrática é aquela na qual se prioriza a participação do coletivo em todas as ações tomadas no âmbito da escola, gestores, professores, funcionários, familiares, alunos e instâncias colegiadas, todos aqueles envolvidos na comunidade escolar, podem dialogar e opinar, de maneira ativa, nas ações e decisões. Buscando uma relação horizontal, ou seja, sem focar o poder de comando em hierarquias. Ouvir a comunidade escolar é a principal função de um gestor, pois a escola é feita para suprir as necessidades desse público, então, estar antenado a elas é primordial. É importante que os responsáveis pela educação queiram participar dessas ações e decisões. Por isso, é papel da gestão criar laços que façam com que todos os responsáveis queiram estar presentes na hora da implementação de uma gestão escolar democrática. É necessário que se planeje e, que se tenha em mente quais os objetivos da instituição de ensino. Levantar todas as possibilidades e necessidades, partindo das considerações da população, ou seja, dos principais envolvidos em uma gestão democrática, é dar abertura para uma relação real entre escola e comunidade. Marketing como estratégia O marketing educacional alia estratégias no segmento de negócios das instituições de ensino. Isso inclui escolas, faculdades, cursos profissionalizantes, cursinhos, plataformas de ensino a distância (EAD) e muito mais. Vantagens fundamentais: Posicionamento no mercado da instituição de ensino: possibilitam que a escola desenvolva o seu lugar no mercado e assuma posições de relevância perante os concorrentes. Melhora as técnicas de comunicação com o público-meta: a forma como a escola envia a mensagem ao seu público assim como a qualidade da mensagem encaminhada são importantes para que a escola possa ter um contato eficiente com os seus clientes (alunos) e o núcleo familiar. Melhora as condições dos clientes internos: os clientes, profissionais e trabalhadores que nela atuam. Também presta atenção na demanda dos clientes externos (alunos e alunos potenciais), a escola deve verificar quais são as necessidades dos seus colaboradores. Criação de ofertas educativas que satisfaçam as necessidades do mercado: as pesquisas realizadas pelas escolas a fim de descobrir as necessidades do público meta são importantes para o desenho do mecanismo de ensino da instituição. LDB e gestão democrática O novo modelo de gestão democrática fundamentada na LDBN procura romper com a dinâmica do antigo modelo, caracterizado pela rigidez, a partir da flexibilidade diante das novas exigências do mercado (DEL PINO, 2002). O conceito de gestão escolar democrática, atendendo às novas demandas da sociedade e dos poderes públicos, busca garantir os direitos educacionais e a democratização no ambiente escolar, fazendo com que o gestor exercite ações de liderança para assegurar o envolvimento da comunidade. No entanto, se deve considerar que uma política de reforma educacional só é legítima quando conta com o envolvimento e a participação dos atores que atuam nas escolas (SCHNECKENBERG, 2000). Gestão participativa: qual o papel da comunidade A gestão participativa é uma parceria entre a instituição e a comunidade onde ela está inserida. Alunos, famílias, professores e funcionárioscooperam e opinam diretamente nos processos de gestão da escola, de maneira inclusiva e democrática. Todos têm voz e visam ao mesmo objetivo: a formação cidadã dos alunos. É necessário o envolvimento de todos, para que os processos que permitem que esse modelo de gestão funcione sejam devidamente implementados e os desafios inerentes a ele sejam superados. Uma gestão centralizadora e burocrática, em que a comunidade escolar não tem voz, pode engessar os processos e afetar diretamente a pluralidade cultural e social presente na sociedade. Já com uma gestão participativa da comunidade, ensina-se aos alunos, desde cedo, a importância de tomar parte em decisões que envolvem seus interesses e necessidades, bem como de lutar em defesa de demandas coletivas comuns e fazer valer seus direitos dentro e fora da escola. Ou seja, é uma escola que forma, efetivamente, cidadãos aptos a exercer sua cidadania, empáticos em relação a causas e situações distintas de sua realidade e que participam ativamente da construção e da mudança de seu entorno. https://novosalunos.com.br/equipe-familia-entenda-a-importancia-da-familia-para-o-sucesso-nos-estudos/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost De onde são oriundos os recursos do FUNDEB? Em cada estado, o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) é composto por percentuais das seguintes receitas: Fundo de Participação dos Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Produtos Industrializados, proporcional às exportações (IPIexp), Desoneração das Exportações (LC nº 87/96), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cota parte de 50% do Imposto Territorial Rural (ITR) devida aos municípios. Também compõem o fundo as receitas da dívida ativa e de juros e multas incidentes sobre as fontes acima relacionadas. Gestão democrática: o que diz a LDB? De acordo com tal lei, a gestão da educação no Brasil está organizada em sistemas de ensino federal, municipal e estadual, os quais devem ocupar-se com o planejamento, a elaboração e a execução de uma proposta pedagógica. A seguir as principais delegações presentes na LDB (artigo 12, incisos I a VII) que se referem à gestão escolar em suas respectivas unidades de ensino. Os estabelecimentos de ensino devem: I. elaborar e executar sua proposta pedagógica; II. administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; III. assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; IV. velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; V. prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; VI. articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola; VII. informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, e a execução de sua proposta pedagógica. Relação entre projeto político pedagógico e planejamento estratégico: visão institucional O projeto político-pedagógico, um planejamento normativo resultado da exigência da LDB/1996, artigos 12, 13, 14 e 15, prestou um enorme serviço à gestão escolar. Entretanto, por ser mais uma resposta normativa, ele se tornou pouco influente nas mudanças efetivas da gestão da escola, em razão do que novas formas de planejamento começam a surgir. O planejamento estratégico, comum nas empresas, poderia ser adaptado às escolas. Longe de ser apenas normativo, ele seria mais um autocontrato de gestão, em razão do que sua força de realização poderia ser muito maior. Com o planejamento estratégico, a instituição escolar procura quais fins e metodologias devem escolher e estabelecer, para se pôr na direção mais apropriada nos tempos seguintes, levando em conta a interação com fatores externos, tais como: governo, concorrentes, famílias, mercado de trabalho, entre outros. O planejamento estratégico é da competência do alto escalão da instituição escolar. Esse compromisso institucional mobiliza os potenciais da organização como um todo para alcançar os fins propostos, contando com os recursos disponíveis. Gestão e democracia: justiça e ética social Um dos princípios da gestão escolar democrática é ofertar educação de qualidade para todos, o que envolve a participação, o envolvimento e o compromisso da comunidade e do núcleo gestor com o desenvolvimento de práticas democráticas no interior da escola pública (FREIRE, 1992). Nesse sentido, um dos focos da gestão está relacionado aos princípios participativos e à adoção de práticas inovadoras, sem deixar de considerar as individualidades das relações humanas em detrimento das atividades burocráticas. FUNDEB e o censo escolar: relações de distribuição financeira educacionais Na atualidade, além de fornecer dados estatísticos para o controle e o monitoramento dos índices educacionais, o Censo Escolar também é muito importante para o recebimento de recursos. Ele serve de base para muitos dos programas que se destinam a financiar as escolas. Afinal, os valores são repassados a partir do número de alunos matriculados, que deve ser devidamente informado a partir do sistema Educacenso, disponível no portal eletrônico do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Integração entre gestão + coordenação + professores: construção do planejamento estratégico e do projeto político pedagógico educacionais Toda instituição de educação necessita de diretrizes que norteiem seus trabalhos durante o ano letivo. São meios pelos quais a escola busca orientar-se para desenvolver as ações que contemplam os processos educativos. A construção do Projeto Político Pedagógico deve estar baseada na dinâmica social que envolve todas as relações que influenciam diretamente o trabalho escolar no que diz respeito às funções pedagógico-administrativas. Construir um PPP requer uma visão ampla que seja capaz de visualizar estratégias eficazes para que, futuramente, a escola obtenha um bom desempenho de suas atribuições. Logo a elaboração do projeto não pode se restringir apenas às pessoas diretamente ligadas à escola (gestor, coordenador, supervisor e professores), mas, deve-se levar em consideração as contribuições que a comunidade local tem a oferecer. Afirma Ilma Passos Alencastro Veiga (2008, p. 12) “Ao construirmos os projetos de nossas escolas, planejamos o que temos a intenção de fazer, de realizar. Lançamo-nos para diante, com base no que temos, buscando o possível. É antever um futuro diferente do presente.” Escola auto sustentável em articulação com o futuro das próximas gerações “[...] o desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades” (COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 1991, p. 46). Foram definidas as três áreas observadas pelas organizações visando à sustentabilidade: Econômica: Abrange a economia formal e as atividades informais que prestam serviços para os indivíduos e grupos, aumentando a sua renda e o padrão de vida desses indivíduos. Ambiental: Também conhecida como ecológica, visa a estimular as organizações para que passem a considerar o impacto das suas atividades sobre o meio ambiente, propondo melhor utilização dos recursos naturais e contribuindo para integrar a gestão ambiental na rotina de trabalho cotidiana. Social: Consiste no aspecto social que se relaciona com as qualidades dos seres humanos, os seus conhecimentos, habilidades, qualificações e experiências, que abrangem tanto o ambiente interno da organização quanto o externo. Referencias Gestão financeira e orçamentária na escola e sua importância. Delta, março de 2018. Disponível em: <https://deltasge.com.br/site/gestao-financeira-e-orcamentaria-escola/>. 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