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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI SAMIRA BASTOS DOS SANTOS TURMA: FLD6661970HUM ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO III – GESTÃO EDUCACIONAL PROJETO DE ESTÁGIO IBIPEBA-BA 2025 2 SUMÁRIO 1 - PESQUISA ............................................................................................................. 3 1.1 Delimitação do tema: Área de concentração e justificativa ................................ 3 1.2 Contextualização do estágio .............................................................................. 3 1.3 Objetivos ............................................................................................................ 4 1.4 Fundamentação teórica da pesquisa ................................................................. 4 2 - PROCEDIMENTOS DE ESTÁGIO ......................................................................... 6 2.1 Metodologia ....................................................................................................... 6 2.2 Cronograma ....................................................................................................... 7 3- REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 8 4- ANEXOS ............................................................................................................... 10 4.1- Roteiro de observação ................................................................................... 10 4.2- Caracterização da Instituição em relação à Educação Básica ....................... 11 4.2.1 - Organização ............................................................................................... 11 4.2.2 - Infraestrutura .............................................................................................. 11 4.2.3 – Projeto Político-Pedagógico e Regulamento Escolar ................................ 11 4.3- Caracterização do Corpo Docente ................................................................. 11 4.4- Caracterização do Gestor e demais profissionais do Corpo pedagógico e administrativo ............................................................................................................ 11 4.1- Roteiro de Entrevistas .................................................................................... 13 3 1 - PESQUISA 1.1 Delimitação do tema: Área de concentração e justificativa Área de concentração: Educação Inclusiva Tema: O trabalho da gestão escolar frente a uma educação inclusiva. O objetivo deste projeto é apresentar uma reflexão sobre o papel da equipe de gestão escolar frente a temática da Educação inclusiva. Para tanto parte-se de uma revisão da bibliografia que tem alertado a complexidade desta interface no contexto brasileiro apontando uma análise sobre as políticas públicas envolvendo a educação inclusiva; a importância da organização curricular a partir da construção, implementação e avaliação do Projeto Político Pedagógico (PPP); o papel da ação docente e a real contribuição da equipe de gestão na consolidação de práticas inclusivas efetivas na escola. Vimos a necessidade de transformar a realidade atual frente à inclusão escolar no diagnóstico dos pontos nevrálgicos propondo ações coletivas para a sua implementação assim como políticas públicas que atendam às necessidades dos portadores de necessidades especiais. É essencial que a inclusão envolva a todos no processo educativo. Cabe a equipe mediar um diálogo permanente, ao articular saberes em suas diversidades, proporcionar vivências significativas para a formação integral do indivíduo. A inclusão deve fazer parte de uma proposta não segregativa e abranger os educadores, a família e a comunidade e estar embasada numa filosofia que proporciona a todos igualdade e respeite as diferenças. 1.2 Contextualização do estágio O estágio foi realizado na Escola Municipal Necy Novaes, foram realizados 40 horas de estagio, a escola fica localizada no Povoado de Olhos D’água do Badu, Zona Rural – Bairro Olhos D’água do Badu, Ibipeba - BA. A escola apresenta um espaço ideal, oferecendo um ensino de qualidade num ambiente acolhedor, além de ampliar múltiplos interesses socioeducativos, facilita a socialização entre os estudantes. 4 Em cada estágio você terá um local/público diferente para realizar suas atividades (observações e entrevista). Neste tópico, você apresentará brevemente o local escolhido para realização do estágio. Apresentará os profissionais com o qual realizará a observação e entrevista. Nesse estágio você sempre terá como foco o gestor da escola e seus profissionais auxiliares (orientador, supervisor, coordenador pedagógico). Utilize diferentes fontes (livros, artigos etc.) para apresentar as características do público com o qual você trabalhará. 1.3 Objetivos Este trabalho tem como objetivos principais: Compreender a função do gestor escolar diante da educação inclusiva. Entender os conceitos que envolvem a educação inclusiva. Compreende a organização da escola promovendo condições efetivas para garantir o avanço do processo de ensino-aprendizagem. Refletir com os educandos sobre os recursos adaptados ao ensino-aprendizagem, como também, da realidade alfabética na inclusão social. 1.4 Fundamentação teórica da pesquisa A proposta de educação inclusiva fundamenta-se numa filosofia que aceita e reconhece a diversidade na escola, garantindo o acesso a todos à educação, independentemente de diferenças individuais. Fundamenta-se na concepção de educação de qualidade para todos, respeitando a diversidade dos alunos e realizando o atendimento às suas necessidades educativas. Isso implica adaptações diante das diferenças e das necessidades individuais de aprendizagem de cada aluno. A gestão escolar democrática e participativa proporciona à escola se tornar mais ativa e suas práticas devem ser refletidas na e pela comunidade. A participação, em educação, é muito mais do que dialogar, é um processo lento, conflituoso, em que conhecer os conflitos e saber mediá-los torna-se fonte precípua. Por isso, é necessário ouvir pais, comunidade e órgãos de representação. Esses são caminhos que devem ser trilhados 5 para a construção da educação inclusiva. O papel da gestão escolar na construção da escola inclusiva. O diretor deve ser o principal revigorador do comportamento do professor que demonstra pensamentos e ações cooperativas a serviço da inclusão. É comum que os professores temam inovação e assumam riscos que sejam encarados de forma negativa e com desconfiança pelos pares que estão aferrados aos modelos tradicionais. O diretor é de fundamental importância na superação dessas barreiras previsíveis e pode fazê-lo através de palavras e ações adequadas que reforçam o apoio aos professores. (SAGE,1999, p. 138) O gestor escolar que se propõe a atuar numa prática inclusiva envolve-se na organização das reuniões pedagógicas, desenvolve ações relacionadas à acessibilidade universal, identifica e realiza as adaptações curriculares de grande porte e fomenta as de pequeno porte, possibilita o intercâmbio e o suporte entre os externos e a comunidade escolar. “Diante da orientação inclusiva, as funções do gestor escolar incluem a definição dos objetivos da instituição, o estímulo à capacitação de professores, o fortalecimento de apoio às interações e a processos que se compatibilizem com a filosofia da escola” (SANT’ANA, 2005, p. 228). Prieto (2002) afirma que os gestores escolares devem concentrar esforços para efetivar a proposta de educação inclusiva. Isso implica união de discursos referentes à democratização do ensino e aos princípios norteadores da gestão na escola. A educação inclusiva só será realidade no Brasil quando as informações,os recursos, os sucessos e as adaptações inter-relacionarem as esferas federais, estaduais e municipais, proporcionando um relacionamento intenso entre União, Estados e municípios. A autora analisa que a troca de informações profissionais é imprescindível à melhoria da qualidade educacional, assim, a ação pedagógica refletida, individual ou coletivamente, possibilita a articulação e construção de uma nova prática. Carvalho (2004, p. 29) aponta alguns dos caminhos para a construção da escola inclusiva: valorização profissional dos professores, aperfeiçoamento das escolas e do pessoal docente, utilização dos professores das classes especiais, trabalho em equipe, adaptações curriculares. Em suas palavras: As escolas inclusivas são escolas para todos, implicando num sistema educacional que reconheça e atenda às diferenças individuais, respeitando as necessidades de qualquer dos alunos. Sob essa ótica, não apenas portadores de deficiência seriam ajudados e sim todos os alunos que, por inúmeras causas, endógenas ou exógenas, temporárias ou permanentes, apresente, dificuldades de aprendizagem ou no desenvolvimento. 6 Destacamos que não é apenas o gestor que apoia seus professores, mas esses também servem de apoio para a ação da equipe de gestão escolar. Adaptar a escola para garantir a educação inclusiva não se resume apenas a eliminar as barreiras arquitetônicas dos prédios escolares; é preciso ter um novo olhar para o currículo escolar, proporcionando a todos os alunos o acesso aos processos de aprendizagem e desenvolvimento. À gestão escolar cabe muito mais do que uma técnica, cabe incentivar a troca de ideias, a discussão, a observação, as comparações, os ensaios e os erros, é liderar com profissionalismo pedagógico. Cada escola tem sua própria personalidade, suas características, seus membros, seu clima, sua rede de relações. (TEZANI, 2004, p. 177) Construir coletivamente o Projeto Político-Pedagógico da unidade escolar é proporcionar aos profissionais a oportunidade de exercitar a participação e de valorizar a autonomia da escola. Carneiro afirma que: “O projeto pedagógico não pode se constituir como um fim em si mesmo. Ele é verdadeiramente o início de um processo de trabalho. A partir do projeto pedagógico a escola vai estruturando seu trabalho, avaliando e reorganizando suas práticas. Mais uma vez o papel do gestor se apresenta em destaque, uma vez que para estruturar, avaliar e reorganizar as práticas educativas é necessária uma liderança firme capaz de buscar os caminhos para tais encaminhamentos. ” Carneiro (2006, p. 32) O Projeto Político-Pedagógico é o somatório dos valores que os membros da unidade escolar têm. As escolas com uma prática qualitativamente superior são aquelas que construíram tal documento de maneira coletiva e participativa. Colocar em prática o Projeto Político-Pedagógico da unidade escolar é um processo de ação- reflexão-ação que exige a participação de todo o colegiado. 2 - PROCEDIMENTOS DE ESTÁGIO 2.1 Metodologia A experiência com o Estágio Curricular Obrigatório III em Gestão Educacional foi realizada na Escola Municipal Necy Novaes , na turma de 1º ano do Ensino fundamental com o auxílio da Secretária regente Márcia Silveira Dornelas em uma abordagem qualitativa e quantitativa, tendo como técnicas de coleta de dados, ser á proposto a realização de uma intervenção por meio de um roteiro de entrevista, 7 contendo 10 (Dez) perguntas (As perguntas elaboradas constam no apêndice) com o corpo administrativo da escola (Gestor (a) secretaria (a), a fim de apresentar os dados coletados com ênfase no trabalho da gestão educacional. Para tanto, será realizado uma entrevista referente ao dia a dia do trabalho escolar, experiência de vida e experiência profissional e os desafios e soluções encontrados atualmente. Para que a escola cumpra com seu papel é necessário que se reconheçam os sujeitos que a coordenam. A escola lida com um horizonte que é a prioridade do aprendizado do aluno estabelecida como direito social, direito de cidadania e direito do indivíduo. Por sua vez, torna -se necessário levar em conta a importância do Projeto Político Pedagógico em meio a esse processo, pelo fato de que tal documento é a identidade de cada escola, e é nele que estão presentes os aspectos sobre a região, a comunidade que a instituição atenderá, dentre outras questões. A construção de um “PPP” que dê suporte para o atendimento das necessidades de acordo com as realidades escolares dos sujeitos. A construção de um projeto preparado e consolidado ao ambiente escolar, com suas especificidades e necessidades educacionais, torna-se um eixo facilitador do trabalho educacional da equipe escolar e gestora da Instituição. 2.2 Cronograma 2.2.1 – Roteiro de Atividades Desenvolvidas DATA ATIVIDADE DESENVOLVIDA Nº DE HORAS ASSINATURA DO SUPERVISOR 24/11 Observação ao dia a dia da Diretoria da escola (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 25/11 Observação ao dia a dia da Diretoria da escola (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 26/11 Observação ao dia a dia da Coordenação da escola (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 27/11 Observação ao dia a dia da Coordenação da escola (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 28/11 Observação ao dia a dia da Secretaria da escola (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 01/12 Observação ao dia a dia da Secretaria da escola (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 02/12 Entrevista com a Direção (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 03/12 Entrevista com a Coordenação (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 04/12 Entrevista com a Secretaria (07:00 as 11:00) 04 horas Márcia Silveira Dornelas 05/12 Observação e encerramento 04 horas Márcia Silveira Dornelas 8 3- REFERÊNCIAS BRASIL, MAS/CORD. 1984. Política de Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. BRASIL/MEC/SEESP. Política de Educação Especial. Brasília, 1994. BRASIL,MEC/SEF. Plano Decenal de Educação para todos. Brasília, 1993. BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1999. BRASIL, Ministério da Educação. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Ministério da Educação- Brasília: MEC, 2002. DECLARAÇÃO de Salamanca e linha de ação sobre necessidades especiais. Brasília: S.1.1994. DELORS,J. Educação um Tesouro a Descobrir. Brasília, D.F. E.C: UNESCO, 2002. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Centro Brasileiro para a infância e Adolescência. Ministério da Ação Social. Brasília, 1990. FONSECA, Vitor da. Educação Especial. Porto Alegre: Artes Médicas,1987. FONSECA, Vitor da. Formação e investigação. In: Educação Especial. Porto Alegre: Artes Médicas,1991. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo. Cortez, 1996. GLAT, Rosana. A Integração social dos portadores de deficiência: uma reflexão. Rio de Janeiro: Sete Letras, 1995. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ªed. São Paulo: Atlas, 2002. GRINSPUN, M.P.S.Z. As práticas dos orientadores educacionais. São Paulo Cortez Editora, 2001. GRINSPUN, M.P.S.Z. A Orientação Educacional: conflitos de paradigmas e alternativas para a escola. São Paulo. Cortez Editora, 2002. JORNAL DA DIVISA. 31/05/2003 E 01/06/2003 – Gabriel Chalita. Congresso de Educação Inclusiva Faculdades Integradas de Ourinhos. LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia, GO: Alterativa , 2003. 9 MANTOAN, M.T.E. Compreendendo a Deficiência Mental: novos caminhos educacionais. São Paulo: Ed. Scipione, 1988. MANTOAN, M.T.E. A educação escolar: comum ou especial. São Paulo. Livraria Pioneira Editora,1988. MANTOAN, M.T.E. Atitude da escola frente à integração do portador de deficiência.São Paulo. Livraria Pioneira Editora, 1994. MAZZOTA,M.J.S. Fundamentos da Educação Especial. São Paulo: Livraria Pioneira. Editora, 1982 PERRENOUD, Philippe. Dez Novas Competências Para Ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2002. PIETRO, Rosangela. Anais da Terceira Semana de Educação. De 29 de agosto a 2 de setembro Tema: Educação e Cultura, Cultura é Educação. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. SASSAKI, R.K. Inclusão construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: wva 1997. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto Político Pedagógico da Escola: uma construção possível. Campinas: Papiros, 1995. 10 4- ANEXOS 4.1- Roteiro de observação 11 4.2- Caracterização da Instituição em relação à Educação Básica 4.2.1 - Organização A escola funciona em dois turnos, sendo o primeiro no período da manhã, das 7h00 às 11h30, e o segundo no período da tarde, das 13h00 às 17h00. Atualmente, a instituição conta com um time composto por 7 professores, além de auxiliares de sala, atendendo em média 250 alunos. 4.2.2 - Infraestrutura Em relação à infraestrutura, a escola dispõe de 6 salas de aula, biblioteca, área de lazer infantil, espaço da diretoria e cantina, oferecendo um ambiente adequado e acolhedor para o desenvolvimento das atividades escolares. 4.2.3 – Projeto Político-Pedagógico e Regulamento Escolar No âmbito pedagógico, a escola desenvolve diversos projetos presentes no PPP (Projeto Político-Pedagógico), como Família na Escola, Consciência Negra, Independência do Brasil, entre outros que reforçam a integração entre comunidade e escola, promovendo participação ativa das famílias e valorização cultural. 4.3- Caracterização do Corpo Docente O corpo docente é formado, em sua maioria, por profissionais graduados em Pedagogia, garantindo uma prática educativa qualificada. A equipe gestora também é composta por profissionais graduados, moradores do mesmo município e do próprio bairro da escola, mantendo forte vínculo com a comunidade local. Esses profissionais atuam diretamente junto aos professores e auxiliares, oferecendo apoio, motivação e presença constante, especialmente na atualização e acompanhamento do PPP. 4.4- Caracterização do Gestor e demais profissionais do Corpo pedagógico e administrativo Diretor escolar e responsável por gerenciar toda a administração da instituição de ensino, esse profissional foca o seu trabalho em ações que ajudam a garantir um aprendizado significativo dos alunos a partir de uma educação de excelência, com uma equipe de professores qualificados. 12 O administrativo escolar é a área responsável por verificar como estão sendo utilizados os recursos financeiros e físicos na instituição, além de cuidar da manutenção da escola. Coordenador pedagógico é responsável por compreender os pontos fortes e fracos apresentados pela instituição de ensino, acompanhar o PPP, cuidar da formação continuada do corpo docente e analisar o nível de aprendizagem dos alunos. O coordenador pedagógico também é bastante presente na rotina dos pais, seja em reuniões ou eventos pedagógicos. 13 4.1- Roteiro de Entrevistas 14 15