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Disciplina: Clínica médica de Cães e Gatos
Aula 07: Afecções oftálmicas 
Data: 29/04/2022
Professora: Nathália das Graças Dorneles Coelho.
Turma: Medicina Veterinária (7º período)
Principais doenças oftálmicas
1. Sequestro corneano
2. Proptose ocular
3. Ceratite ULCERATIVA
4. Flórida spots
5. Distrofias corneanas
6. Ceratite NÃO ULCERATIVA/Pigmentação corneana 
7. Hipópio
8. Uveíte
9. Glaucoma
1- Sequestro Corneano (necrose corneana, mumificação corneana)
Definição: degeneração de córnea
Epidemiologia: comum em gatos adulto (uni/bilateral) 
Raças predispostas: Siamês, Birmanês, Persa e Himalaia.
Aspectos gerais: característica pigmentada (marrom ou preta), acomete a parte 
central/paracentral da córnea
Evolução: rápida (dias) → perfuração da córnea e perda da visão.
Possíveis causas
Infecção por herpes vírus (complexo respiratório felino)
Deficiências na lubrificação do olho (olho seco);
Úlceras prévias (traumatismos)
Infecção crônica
Entrópio/ triquíase
Baixa imunidade
https://www.olhoclinico.com.br/herpes-virus-em-gatos-e-muito-frequente-saiba-como-evitar/
Principais sintomas 
Dor e/ou desconforto ocular (blefarospasmo)
Fotossensibilidade
Conjuntivite
Prostração
Diagnóstico 
Exame oftálmico direto - simples
Tratamento
Cirúrgico: https://vetweb.com.br/vetweb/blog/2020/04/20/sequestro-corneano-cornea-congelada
Tratar doença de base.
Colírio antibiótico: tobramicina
2- Proptose ocular (prolapso ou exoftalmia do globo ocular)
Definição: deslocamento anterior súbito do globo ocular (saída da órbita). 
As pálpebras geralmente ficam encarceradas.
Epidemiologia: mais comum em cães braquicefálicos (orbitas pouco profundas e 
pálpebras curtas) → mais comum em machos
Causas:
Traumas (fraturas e hemorragias)
Abscessos/ neoplasias
Graves problemas dentários
Tratamento
Emergências oftálmicas: estase venosa, glaucoma e necrose retiniana
Manter o olho LUBRIFICADO e LIMPO (soro fisiológico e gazes húmidas)
Exame oftalmológico completo.
Palpação das estruturas ao redor dos olhos.
Radiografia: extensão do trauma
Risco cirúrgico: sangue e cardiológico
Tratamento
Reposicionamento cirúrgico do globo ocular
Cortes laterais na pálpebra e posterior tarsorrafia
Após reposicionamento
Antibióticos tópicos e sistêmicos para prevenir infecções
Antinflamatórios tópicos e sistêmicos
Colírio de atropina: reduz dor.
Como a atropina reduz a dor? antagonistas colinérgicos (cicloplegia: 12 horas) 
Obs.: enucleação → destruição do olho e dos tecidos auxiliares, necrose e 
infecções graves.
Prognóstico 
Reservado: olho é mantido na maioria dos casos (visão 50%)
Melhor em animais braquicefálicos.
Principais sequelas
Estrabismo
Perda de visão
Ceratoconjuntivite seca
Glaucoma
3- Ceratite ULCERATIVA (úlceras de córnea)
Definição: inflamação e lesão das camadas da córnea
Classificação: superficiais ou profundas
Tratamento:
Influenciado pela gravidade da lesão
Causas
Diversas: trauma é a mais comum
Infecções (vírus, bactérias -) → bactérias gram + (gatos: herpes vírus felino)
Corpos estranhos/ substâncias químicas
Cílios ectópicos
Ceratoconjuntivites secas
Paralisias do nervo facial
Epidemiologia: 
Mais comum em cães, olhos protuberantes e muita pele
Gatos braquicefálicos: persas
Sinais clínicos 
Dor/Lacrimejamento
Fotofobia/Miose
Edema periocular/ prurido intenso
Blefarospasmo
Opacidade/ neovascularização de córnea
Retração olho em relação a órbita
Deslocamento da membrana nictante
Secreção ocular
Diagnóstico 
Sinais clínicos
Visualizar a olho nu com/sem auxílio de colírios
Teste da fluoresceína
Prevenção
Evitar que o animal coce os olhos
Evitar pulgas e carrapatos
Evitar exposição a fatores irritantes: vento em 
alta velocidade
Tratamento 
Aplicação tópica de antibióticos (prevenir contaminação)
Desbridamento clínico
Caso não haja resposta: desbridamento cirúrgico/ Flap de Terceira Pálpebra.
Sempre usar colar de proteção
Exemplos:
Amicacina tópica: gram-negativas (ação superficial) → bactericida
Gentacimicina: gram-negativas e Staphylococcus → alta seleção resistência
Tobracimicina: mais potente que a gentamicina 4-5 vezes.
Quinolonas (ciprofloxacino e moxifloxacino): ação superficial → bactericica
Cloranfenicol: Clamídias, pouca ação pseudomonas (ação também intra-ocular) →
bacteriostático.
Tetraciclinas: clamídia e manchas por epifora → bacteriostático
Cuidados em relação a terapêutica ocular
Atenção a dinâmica do fluxo da lágrima
- Gotas instiladas na córnea geralmente drenadas em 5 minutos.
- Grandes volumes de colírio: aumento do reflexo de escoamento fazendo que com que a 
eliminação esteja aumentada (1-2 gotas em pequenos)
- Cuidado com estresse da contenção: frequência de piscadas aumentadas em frequência e força.
- Uso de veículos mais viscosos pode retardar a sua eliminação: pomadas.
- Aplicação no canto dorso-lateral dos olhos.
Por que pomadas são pouco utilizadas?
‘Encarceramento das úlceras.
Interferência na visão.
Retenção de exsudatos, fácil contaminação
Dificuldade de aplicação (ceratitites por contato)
4- Flórida spots (ceratite tropical ou doença da flórida/Multifocal Corneal 
Opacities) → mais comum em animais em locais quentes e úmidos
Definição: manchas claras nos olhos (únicas ou multifocais), simétricas e área 
central mais densa. Não há inflamação, não compromete a visão e/ou causa dor!
As lesões variam de 1 a 8 mm de diâmetro
Geralmente são múltiplas
Medicamentos não fazem efeito
Espécie mais acometida: gatos
Causas 
Desconhecida: micobactérias? Reações alérgicas
Não possui cura! Sem tratamento.
Não traz grandes prejuízos a visão
5- Distrofias corneanas
Alterações na constituição da córnea: perda da transparência
Geralmente se distribuem simetricamente nos olhos.
Maioria das vezes não causa problemas na visão.
Desenvolvimento: lento e gradativo
Hereditárias: Cocker, pastor alemão, Lhasa Apso (incomum em gatos)
Sinais clínicos
Opacidade de córnea é o principal sinal clínico
5- Distrofias corneanas
Diagnóstico
- Hemograma simples
- Teste de fluoresceína
- Tonometria
- Colesterol Total
- Triglicerídeos
Diferenciais: ceratoconjuntivite seca e úlceras de córnea.
5- Distrofias corneanas
Tratamento
Na maioria das vezes não é realizado
Tratar inflamações/infecções secundárias
Remoção cirúrgica caso muito espesso?
Controle colesterol/triglicerídeos
Continua...
Vamos MUDAR DE TEMA
Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos
Reposição de glicose
Glicose 50% - 2775 mOsm/L
Sangue: 285 -295 mOsm/L
Sangue periférico: < 850 mOsm/L
Sangue central: 850 -2000 mOsm/L
Ex.: solução parenteral ( 1540 mOsm/L)
Glicosada 12,5% ( 690 mOsm/L)
Preciso diluir a glicose em fluido para fazer bolus? Sim ou não
Reposição da glicose
C1 . V1 = C2 . V2 
onde,
C1 = Concentração do fármaco/solução 1
V1 = Volume do fármaco 1
C2 = Concentração do fármaco 2
V2 = Volume do fármaco 2
Podem calcular? 
Solução 
glicosada a 5%
Histórico: quadro de hipoglicemia
Precisa preparar um solução glicofisiológica 5% em um frasco de 500 ml
Espécie: cão
Raça: SRD
Idade: 1 (um) mês
Pelagem: branca
Como preparariam a solução glicosada?
C1 . V1 = C2 . V2 
Correção dos distúrbios eletrolíticos
Potássio
Iniciar a insulinoterapia somente com o K+ ≥ 3,5 mEq/L
Correção dos distúrbios eletrolíticos
Potássio
Não reduzir/aumentar mais que 0,5 meq/hora (sódio)
Obs.: Nacl (20%) - 3,4 mEq/ml
Correção dos distúrbios eletrolíticos
Sódio
Fósforo ou magnésio
Correção dos distúrbios eletrolíticos
Vamos praticar em relação ao potássio?