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Elaborado por Giovana Maria Bezerra de Moraes ESTÁTICA FETAL ORIENTAÇÃO FETAL A orientação fetal faz parte do estudo da estática fetal, na qual avaliamos quatro situações básicas, que são: Situação, Apresentação, Posição e a Atitude do feto. Cada uma dessas formas tem particularidades que veremos a seguir: Situação: A situação do feto corresponde à relação entre o maior eixo fetal e o maior eixo uterino, podendo ser: Longitudinal, transversa ou oblíqua. Apresentação: é a relação entre o polo fetal e o estreito superior da pelve materna. Pode ser: cefálica, pélvica ou córmica (de espáduas). Quando o feto está na situação longitudinal, a apresentação pode ser cefálica ou pélvica. Quando está em situação transversal, está em apresentação córmica. Elaborado por Giovana Maria Bezerra de Moraes Posição: corresponde à relação do dorso fetal com pontos de referência do abdome materno. As posições podem ser direita ou esquerda, quando o feto está em situação longitudinal, com uma variedade de posições, ou pode ser anterior ou posterior quando o feto está na transversal. Como já foi dito, existem variedades de posição que, um feto na situação cefálica fletida, são: -OP: occipitopubiana -OS: occipitossacra -OEA: occípito-esquerda-anterior -OET: occípito-esquerda-transversa -OEP: occípito-esquerda-posterior -ODP: occípito-direita-posterior -ODT: occípito-direita-transversa -ODA: occípito-direita-anterior. Elaborado por Giovana Maria Bezerra de Moraes Atitude: a atitude pode ser de flexão ou deflexão, quanto ao eixo anteroposterior, além de sinclitismo (imagem A) ou assinclitismo, quando o eixo é laterolateral. O assinclitismo pode ser anterior (obliquidade de Nagele) ilustrado na imagem B ou posterior (obliquidade de Litzmann) ilustrados na imagem C. APRESENTAÇÃO FETAL - Apresentação pélvica: possuímos apenas duas variedades de apresentação: modo nádegas (agripina), em que a perna não está fletida, estando todo o membro inferior rebatido sobre a face ventral do feto; e a pelvipodálica, ou pélvica completa, em que há flexão de perna e coxa sobre a face ventral. Como nesta ocorrência o que está se insinuando sobre o estreito são os pés, não há de fato uma apresentação, e sim um procidência. - Apresentação cefálica: de vértice ou occipital, bregma, fronte ou face, como apresentado na próxima figura. Elaborado por Giovana Maria Bezerra de Moraes Para podermos identificar cada uma dessas variedades de apresentação, existem pontos e linhas de referência. i. Para a apresentação de vértice (atitude: flexão), o ponto de referência é o lambda (fontanela posterior), e a linha é a sutura sagital. ii. Para a apresentação de bregma (atitude: deflexão de 1º grau), o ponto de referência é o bregma (fontanela anterior) e a linha é a sutura sagitometópica. iii. Para a apresentação de fronte (atitude: deflexão de 2º grau), o ponto é a glabela (raiz do nariz) e a linha é a sutura metópica. iv. Para a apresentação de face (atitude: deflexão de 3º grau), o ponto de referência é o mento e a linha de orientação é a linha facial. Atitude Flexão (A) Deflexão de 1º Grau (B) Deflexão de 2º Grau (C) Deflexão de 3º Grau (D) Variedade de Apresentação Vértice ou occipital Bregma Fronte Face Ponto de Referência Lambda Bregma Glabela ou Raiz do Nariz Mento Linha de Orientação Sutura Sagital Sutura Sagitalmetópica Sutura Metópica Linha Facial Elaborado por Giovana Maria Bezerra de Moraes MANOBRA DE LEOPOLD Para realizar as manobras de Leopold, você deve estar à direita da paciente. Elas são divididas em quatro tempos. MANOBRA DE LEOPOLD 1 2 3 4 Função Avaliar situação fetal Avaliar posição fetal Avaliar apresentação fetal Avaliar a altura da apresentação Como é feito Com ambas as mãos você vai delimitar o fundo uterino, de modo a identificar o polo que ocupa o mesmo Você deve deslizar as mãos no sentido craniocaudal (do fundo uterino ao polo inferior do útero), para sentir o dorso fetal e as pequenas partes fetais (que são os membros superiores e inferiores). Nessa etapa da avaliação vamos sentir qual é o polo fetal que vai ocupar o estreito superior da pelve materna, buscando sentir a mobilidade com movimentos laterais entre os dedos e o polegar da sua mão direita. Aqui devemos ficar de frente para os pés da gestante, dando as costas para ela, para que com as pontas dos dedos você exerça uma pressão em direção ao eixo da entrada pélvica. Ilustração