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INFECÇÕES CONGÊNITAS
P R O F . N A T A L I A C A R V A L H O E
P R O F . H E L E N A S C H E T I N G E R
Estratégia
MED
Prof. Natalia Carvalho e Prof. Helena Schetinger | Infecções congênitas 2OBSTETRÍCIA E PEDIATRIA
PROF. NATALIA 
CARVALHO &
PROF. HELENA 
SCHETINGER 
INTRODUÇÃO:
@prof.helenaped
@profnataliacarvalho@estrategiamed
/estrategiamed
Estratégia MED
t.me/estrategiamed
@estrategiamed
As infecções congênitas são aquelas que passam para o 
feto por transmissão vertical durante a gestação, o parto ou a 
amamentação, e levam a complicações que podem aparecer na 
vida intrauterina, no período neonatal ou até mais tardiamente, 
na infância e na vida adulta. 
Neste resumo faremos uma visão geral sobre as principais 
infecções congênitas e em seguida falaremos individualmente 
sobre cada uma delas, porém algumas doenças estarão em um 
resumo à parte por serem de extrema importância, como é o caso 
da sífilis, das hepatites e do HIV. 
Para você ganhar tempo, ao longo do texto, daremos dicas 
e conceitos-chave para facilitar o conhecimento e a diferenciação 
das doenças, no final, você estará pronto para enfrentar qualquer 
questão sobre esse assunto e arrasar nas provas! 
Então, venha com a gente e vamos dar mais um passo no 
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Prof. Natalia Carvalho e Prof. Helena Schetinger | Resumo Estratégico | 2024 3
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Infecções CongênitasOBSTETRÍCIA E PEDIATRIA
SUMÁRIO
1.0 INFECÇÕES CONGÊNITAS 4
2.0 HIV NA GESTAÇÃO 6
3.0 HEPATITE B NA GESTAÇÃO 10
4.0 HEPATITE C NA GESTAÇÃO 13
5.0 TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO 14
5.1 DIAGNÓSTICO NA GESTAÇÃO 16
5.2 TRATAMENTO DA TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO 19
5.3 TOXOPLASMOSE CONGÊNITA 21
6.0 CITOMEGALOVÍRUS 24
6.1 INFECÇÃO CONGÊNITA POR CMV 26
7.0 RUBÉOLA 27
7.1 RUBÉOLA CONGÊNITA 29
8.0 PARVOVÍRUS B19 33
9.0 HERPES SIMPLES 34
10.0 DENGUE NA GESTAÇÃO 35
11.0 VARICELA CONGÊNITA 39
12.0 TABELA COMPARATIVA DAS PRINCIPAIS INFECÇÕES CONGÊNITAS 40
13.0 LISTA DE QUESTÕES 42
14.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 43
15.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 44
Prof. Natalia Carvalho e Prof. Helena Schetinger | Resumo Estratégico | 2024 4
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Infecções CongênitasOBSTETRÍCIA E PEDIATRIA
CAPÍTULO
1.0 INFECÇÕES CONGÊNITAS
As principais infecções congênitas são: Toxoplasmose, 
Rubéola, Citomegalovírus, Hepatites virais, HIV e Sífilis. Além dessas, 
outras infecções maternas mais raras também podem cursar com 
infecção congênita, como na infecção por parvovírus B19, herpes 
simples, varicela-zoster, Zika vírus, dengue e doença de Chagas. 
T
O
R
C
H
S
Toxoplasmose
Outras: Malária, Chagas, Parvovírus B19, Zika Vírus, Varicela Zoster
Rubéola
Citomegalovírus
Herpes Simples, Hepatites, HIV
Sífilis
As infecções congênitas aumentam a morbimortalidade 
perinatal, por isso o rastreamento sorológico dessas doenças 
durante a gestação é importante para o diagnóstico e o tratamento 
precoce, quando este existir.
Não existe um consenso internacional sobre quais dessas 
doenças devem ser rastreadas durante o pré-natal. No Brasil, o 
Ministério da Saúde preconiza que seja feita triagem sorológica 
para todas as gestantes, a fim de prevenir a transmissão vertical 
das seguintes doenças: sífilis, HIV,hepatite B e C e toxoplasmose. 
O momento da testagem de cada uma dessas doenças 
está resumido na tabela a seguir e será detalhado ao longo deste 
material.
O acrônimo TORCH foi inicialmente descrito para agrupar 
algumas infecções congênitas: Toxoplasmose, Outras (parvovírus, 
malária, doença de Chagas), Rubéola, Citomegalovírus e Herpes. 
Posteriormente, esse acrônimo ficou conhecido como TORCHS, 
acrescentando Hepatite B e C, HIV e Sífilis.
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Infecções CongênitasOBSTETRÍCIA E PEDIATRIA
Fonte: MS, 2022
Para testagem dessas infecções, dá-se preferência à utilização 
de teste rápido, pela maior praticidade e rapidez em iniciar as 
medidas necessárias para diminuir o risco de transmissão vertical. 
Quando utilizar o teste laboratorial, preconiza-se que o resultado 
esteja disponível em até 14 dias. 
As outras infecções congênitas devem ser rastreadas 
conforme suspeita pelo quadro clínico materno ou fetal.
A transmissão vertical depende de diversos fatores, incluindo 
a imunidade materna, a idade gestacional que a infecção ocorreu 
e se a infecção é primária, secundária ou reativação. Sabemos 
que infecções primárias, transmitidas via placenta, no início da 
gestação são muito mais danosas para o feto do que infecções 
secundárias transmitidas no final da gestação, afinal, esse é o 
período da organogênese. Por outro lado, quando a infecção é 
adquirida tardiamente, a placenta está mais desenvolvida e o risco 
de transmissão vertical é maior. A figura 1 ilustra a relação entre a 
transmissão e a gravidade de acordo com a idade gestacional do 
acometimento materno.
Figura 1. Gráfico ilustrativo do risco de transmissão e gravidade das infecções congênitas conforme a idade gestacional.
Prof. Natalia Carvalho e Prof. Helena Schetinger | Resumo Estratégico | 2024 6
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A maioria das infecções congênitas são transmitidas por via transplacentária, porém, em algumas doenças, ela acontece durante o 
parto, como é o caso da infecção pelo HIV, hepatite B e C , herpes simples, Coxsackie e malária. Já a transmissão pela amamentação é bem 
rara e foi comprovada apenas na infecção pelo HIV, HTLV e Hepatite B, no caso de lesão mamária de sífilis ou herpes simples. Embora haja 
relato de transmissão vertical durante a amamentação, o aleitamento materno só é proscrito nos casos de HIV e HTLV materna. 
Diversas são as manifestações fetais e neonatais que podem ocorrer diante de uma infecção congênita. Falaremos das manifestações 
de cada infecção congênita de forma individual, mas aqui vai um resumo para melhor fixação
TOXOPLASMOSE
• Calcificações intracranianas
• Hidro ou microcefalia
• Coriorretinite
• Retardo mental 
RUBÉOLA
• Retinopatia, catarata, glaucoma
• Malformações cardíacas
• Perda auditiva 
ZIKA VÍRUS
• Microcefalia
• Calcificações intracranianas
• Artrogripose
• Microftalmia
• Perda auditiva 
SÍFILIS
• Anormalidades esqueléticas
• Lesões cutâneas
• Pseudoparalisia de Parrot
• Hepatoesplenomegalia 
CITOMEGALOVÍRUS
• Calcificações periventriculares
• Hepatoesplenomegalia
• Trombocitopenia
• Perda auditiva 
Então, vamos começar a conhecer cada uma dessas doenças. 
2.0 HIV NA GESTAÇÃO
A gestação é um momento oportuno para identificar a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A gestante deve ser 
orientada sobre os benefícios do diagnóstico precoce, tanto para o controle da infecção materna como para a prevenção da transmissão 
vertical. 
O tratamento adequado das gestantes vivendo com HIV e as medidas de prevenção intraparto são capazes de reduzir drasticamente as 
taxas de transmissão vertical de 15 a 45% para menos de 2%. 
O HIV é um vírus RNA de cadeia simples, encapsulado, pertencente à família Retroviridae. Existem os subtipos HIV-1 e HIV-2. A infecção 
pelo HIV ocorre principalmente por sua penetração nas mucosas do trato genital ou retal durante relação sexual. O HIV infecta principalmente 
os linfócitos TCD4+ e dissemina-se pelos tecidos linfoides, causando a síndrome da imunodeficiência adquirida (sida ou aids),das lesões maternas, da prevenção de recorrência, da indicação de cesariana em caso de lesões ativas genitais no momento do parto e 
suspendendo o aleitamento se houver comprometimento das mamas.
Na gestante, o tratamento é feito com aciclovir, tentando evitar tratamento no primeiro trimestre, apesar de estudos não mostrarem 
aumento do risco de malformações fetais. A dose para o tratamento das lesões agudas na gestante é de 400mg, 3x ao dia, ou 200mg, 5x ao 
dia, via oral, por sete a dez dias. 
CAPÍTULO
Prof. Natalia Carvalho e Prof. Helena Schetinger | Resumo Estratégico | 2024 37
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A prevenção da herpes congênita deve ser realizada em todas as gestantes que já foram infectadas. Para isso, deve-se utilizar aciclovir 
por volta da 36ª semana de gestação, mesmo na ausência de sintomas, em gestantes com herpes genital prévia, para prevenir a recorrência 
no termo e evitar o parto cesáreo. 
Caso a gestante apresente o primeiro episódio de herpes genital no momento do parto ou até seis semanas antes, é indicado realizar 
o parto cesáreo, apesar de não haver nenhum estudo randomizado que mostre a efetividade da cesárea em prevenir transmissão de herpes 
neonatal. Frente à infecção herpética genital recorrente no momento do parto, também é indicado o parto cesárea. Orientar também que 
pessoas com lesões ativas não devem tocar no bebê. O RN infectado deve ser mantido em isolamento de contato. 
10.0 DENGUE NA GESTAÇÃO
A Dengue, uma infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, apresenta desafios particulares durante a gravidez e o pós-
parto devido às alterações fisiológicas que podem aumentar o risco de formas graves da doença e de complicações tanto para a mãe quanto 
para o concepto. Dados do ministério da saúde indicam que o número de casos de dengue em gestantes aumentou mais de 300% em 2024. 
Gestantes e puérperas até 14 dias pós-parto são particularmente suscetíveis a desenvolver formas graves da dengue, que podem 
levar a complicações como choque, hemorragias e, em casos extremos, morte. Os riscos perinatais incluem prematuridade, restrição de 
crescimento intrauterino e morte fetal. A taxa de óbito materno é quatro vezes maior em gestantes com dengue, principalmente no terceiro 
trimestre de gestação.
Dengue é uma doença febril aguda causada por um arbovírus da família Flaviviridae, cujo genoma é composto por RNA. O vírus 
da dengue é transmitido por meio da picada da fêmea infectada de mosquitos das espécies Aedes aegypti. Sua reprodução ocorre com a 
deposição de ovos em água parada; por essa razão, essa doença é mais comum em áreas com ocupação urbana desordenada e com más 
condições sanitárias. 
CAPÍTULO
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A transmissão vertical do vírus da dengue é rara e ocorre quando a infecção materna se dá próxima do parto, com risco de infecção para 
o neonato. As complicações para o feto, como prematuridade, restrição de crescimento e óbito fetal ocorrem em decorrência do aumento das 
citocinas pró-inflamatórias na gestante e não pela transmissão vertical.
 Para a prevenção da Dengue deve-se eliminar os criadouros do mosquito, proteger-se da picada do mosquito e realizar vacinação. A 
vacina de dengue não é permitida na gestação e durante a amamentação, por tratar-se de vírus vivo atenuado. 
Dada a falta de tratamento específico e vacinas seguras durante a gravidez, a prevenção da dengue, com eliminação dos criadouros e 
proteção contra a picada do mosquito, é fundamental. Recomenda-se a adoção de medidas de controle de vetores (eliminação dos criadouros 
de mosquito). 
As práticas de proteção individual para evitar a picada do mosquito estão resumidas a seguir: 
Uso de repelentes - DEET, Icaridina e IR3535
Redes protetoras, ar-condicionado 
e janelas fechadas
Uso de mangas longas e calças compridas de cor clara
A infecção da Dengue aumenta a produção de citocinas pró-inflamatórias, levando à trombocitopenia e aumento da permeabilidade 
vascular, alterações responsáveis pelas complicações maternas e fetais ocasionadas pela dengue, por estimular o útero e aumentar a 
permeabilidade capilar placentária.
A maioria das gestantes com dengue irá apresentar sintomas leves da doença, sendo que somente 5% delas evoluem para quadros 
graves, com hemorragias, choque e falência de múltiplos órgãos. São reconhecidas três fases clínicas da dengue: febril, crítica e de recuperação.
As principais manifestações clínicas da fase febril são: febre, cefaleia, exantema maculopapular, mal-estar, astenia, mialgia, artralgia 
(normalmente de baixa intensidade), dor retro orbitária, anorexia, náuseas, náuseas, vômitos e diarreia.
Na fase crítica surgem os sinais de alarme, que indicam maior evolução para as formas graves da doença. Os sinais de alarme da dengue 
são:
• Dor abdominal intensa e contínua
• Vômitos persistentes
• Acúmulo de líquidos nas cavidades virtuais
• Hipotensão postural e/ou lipotimia
• Hepatomegalia
• Sangramento de mucosa
• Sinais de acometimento do sistema nervoso central
• Aumento do hematócrito (>10%) e queda de plaquetas
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A dengue grave caracteriza-se por extravasamento plasmático intenso, cursando com aumento de hematócrito e hipoalbuminemia. 
Pode ocorrer ascite e derrame pleural, evoluir para choque, hemorragias e acometimento de outros órgãos, com coagulação intravascular 
disseminada, acidose metabólica e disfunção cardíaca e pulmonar. Os sinais de gravidade da dengue são:
• Taquicardia
• Extremidades distais frias, pulso fraco e filiforme, enchimento capilar lento (>2 segundos)
• Pressão diferencialnormal
Hemoconcentração
ascendente ou sinais
de alarme
Grupo C
Internação hospitalar
mínimo 48h
Exames
complementares
Reavaliação clínica
após 1h
Manter hidratação
10ml/kg/h por
mais de 1h
Reavaliação clínica e
laboratorial após 2h
Melhora clínica e
laboratorial
Sem melhora clínica ou
laboratorial
• Repetir fase de expansão até três vezes
• Manter reavaliação clínica após 1 hora e de hermatócrito em 2 horas
• Sem melhora clínica e laboratorial, conduzir como grupo D
Critérios de alta
• Estabilização hemodinâmica durante 48 horas.
• Ausência de febre por 24 horas.
• Melhora visível do quadro clínico.
• Hematócrito normal e estável por 24 horas.
• Plaquetas em elevação.
Fase de manutenção
1 fase: 25 ml/kg em 6h
2 fase: 25 ml/kg em 8h
Resposição volêmica
endovenosa
10ml/kg/h
Grupo D: Gestantes e puérperas com sinais de gravidade.
Internação leito
mínimo 48h
Exames
complementares
Reavaliação clínica
a cada 15 a 30 min e 
hematócrito em 2h
Melhora clínica e
de hematócrito
Resposta inadequada
com persistência do 
choque
Hematócrito em elevação
Expansores plasmáticos
(albumina ou coloides
sintéticos)
Hematócrito em queda 
sem melhora 
do choque
Hematócrito em queda com
melhora do choque e ausência de
sangramento
Retornar para fase
expansão grupo C
Investigar coagulopatias 
de consumo e hemorragia
Observar outros sinais
de gravidade
Resposição volêmica
endovenosa
20ml/kg/ em 20 
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Com relação aos cuidados obstétricos da gestante com 
dengue, deve-se suspender o uso de AAS profilático, retornando 1 
semana após a remissão da doença. Os anticoagulantes devem ser 
suspensos quando a contagem de plaquetas for menor do que 30 
mil, retornando após a remissão da infecção.
A avaliação da vitalidade fetal deve ser feita com 
ultrassonografia e cardiotocografia. A frequência desse exame 
depende da idade gestacional e das condições fetais. De maneira 
geral, faz-se cardiotocografia diária e ultrassonografia a cada 3 a 5 
dias para gestantes internadas.
A dengue por si só não indica a resolução da gestação e nem 
modifica a via de parto. O ideal é aguardar o período de viremia 
e melhora clínica materna para resolução da gestação, quando 
necessário e possível. A melhor opção de parto para gestantes 
com dengue é o parto via vaginal, preferentemente com plaquetas 
acima de 50.000/mm. Nas cesarianas, as plaquetas devem 
ser mantidas acima de 70 mil. Recomenda-se que a ocitocina 
profilática universal do pós-parto seja feita por via endovenosa, 
evitando a via intramuscular nas pacientes com dengue pelo risco 
de complicações hemorrágicas no local da punção.
A inibição do trabalho de parto pré-termo, quando necessária, 
deve ser feita com atosibana (preferentemente) ou nifedipina e é 
permitido o uso de corticoide para maturação pulmonar. O sulfato 
de magnésio pode ser utilizado em gestantes com dengue (sem 
choque ou hemorragias) com menos de 32 semanas ou nos casos 
de pré-eclâmpsia grave.
O aleitamento materno é permitido e não há transmissão 
vertical por essa via. Deve-se fazer seguimento do neonato para 
avaliar a transmissão vertical se o nascimento ocorrer entre 10 dias 
antes e 10 horas após o início do quadro febril.
A dengue congênita é frequentemente subdiagnosticada. 
No mundo, há poucos casos relatados da doença. Os neonatos 
podem apresentar plaquetopenia, malformações do tubo neural, 
prematuridade e baixo peso ao nascer. As manifestações ainda 
podem mimetizar um quadro de sepse neonatal.
11.0 VARICELA CONGÊNITA
A infecção congênita é pouco frequente e observada principalmente no segundo trimestre de gestação. 
CARACTERÍSTICAS-CHAVE DA VARICELA CONGÊNITA
LESÕES CUTÂNEAS + MALFORMAÇÃO DE MEMBROS
O principal aqui é lembrarmos que neonatos filhos de mães que adquiriram a doença em até dois dias antes do 
parto ou até cinco dias depois devem realizar a imunoglobulina anti-varicela-zóster em dose única. 
O tratamento em caso de infecção confirmada deve ser realizado com aciclovir. 
CAPÍTULO
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12.0 TABELA COMPARATIVA DAS PRINCIPAIS 
INFECÇÕES CONGÊNITAS
Características Toxoplasmose Citomegalovírus Rubéola Parvovírus Zika vírus
Etiologia
Toxoplasma
gondii-protozoário.
DNA 
herpesviridae.
RNA vírus 
togavirus.
Parvovirus 
B19- DNA vírus.
Arbovírus 
do gênero 
Flavivírus.
Transmissão 
Ingestão de
 oócitos em 
comida, 
água 
ou solo
 contaminado ou 
ingestão de cistos 
em carnes cruas 
ou malcozidas.
Contato com 
fluidos corporais 
infectados.
Contato 
interpessoal
 íntimo e 
prolongado 
por gotículas 
da nasofaringe.
Via respiratória 
e sanguínea.
Picada 
do mosquito 
Aedes aegypti 
e via sexual. 
Transmissão 
vertical
Via transplacentária, 
raramente no parto 
e na amamentação. 
Via 
transplacentária, 
raramente 
no parto e na 
amamentação.
Via 
transplacentária.
Via 
transplacentária.
Via 
transplacentária.
Manifestação 
clínica
Febre, mialgia, 
linfadenomegalia 
cervical, rash, 
coriorretinite.
Quadro 
mononucleose-
símile.
Eritema 
maculopapular 
centrífugo, 
febre, cefaleia, 
conjuntivite, 
coriza, tosse e 
linfadenomegalia.
Eritema 
infeccioso na 
infância, adultos 
assintomáticos 
, aplasia 
eritrocitária.
Doença 
exantemática, 
febre, mialgia, 
artralgia, 
conjuntivite, 
cefaleia, prurido.
Manifestação 
congênita
Tétrade de 
Sabin: Coriorretinite, 
hidrocefalia/
microcefalia e 
calcificações 
intracranianas, 
retardo mental.
Surdez, restrição 
de crescimento, 
microcefalia, 
ventriculomegalia, 
calcificações 
intracranianas 
periventriculares.
Surdez, 
defeitos
 cardíacos, 
alterações 
oculares e 
alterações 
neurológicas.
Anemia, 
hidropisia 
fetal não imune.
Microcefalia, 
microftalmia, 
pé torto 
congênito, 
artrogripose, 
hidropisia, 
restrição de 
crescimento. 
Características Toxoplasmose Citomegalovírus Rubéola Parvovírus Zika vírus
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Diagnóstico 
materno
Sorologia
 IgM positivo, teste 
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CAPÍTULO
14.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente 
Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais, 2022.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente 
Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), 
2020.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de 
Notificação e Investigação: Toxoplasmose gestacional e congênita. 2018.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico Especial. Vigilância em saúde no Brasil 2003-2019. 
2018.
5. Universidade Federal da Bahia. Protocolo de infecção na gravidez. 2016. 
6. FEBRASGO. Guia prático: infecções no ciclo gravídico-puerperal. 2016. 
7. Zugaib obstetrícia 4 ed. Manole 2020. 
8. Neu N, DuchonJ, ZachariahP. TORCH infections.Clin Perinatol 2015;42:77.
9. FEBRASGO. Coleção FEBRASGO Medicina Fetal. Elsevier 2012.
10. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico Especial. Síndrome congênita associada a infecção 
pelo vírus Zika. 2018.
11. Pena LT, Importância do teste de avidez da imunoglobulina G ( IgG) anti- Toxoplasma Gonddi no diagnóstico da toxoplasmose em gestantes. 
Rev Inst Adolfo Lutz. 2013; 72(2):117-23
12. Kieffer F, Congenital toxoplasmosis. Handbook of Clinical Neurology, Vol. 112 (3rd series)
13. Tratado de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria – 5a Edição. 
14. Nelson textbook of pediatrics – 21ª edição. 
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15.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Natália Carvalho
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	1.0 INFECÇÕES CONGÊNITAS
	2.0 HIV na gestação
	3.0 HEPATITE B NA GESTAÇÃO
	4.0 HEPATITE C NA GESTAÇÃO
	5.0 Toxoplasmose na Gestação
	5.1 Diagnóstico na gestação 
	5.2 Tratamento da Toxoplasmose na Gestação 
	5.3 Toxoplasmose Congênita
	6.0 CITOMEGALOVÍRUS 
	6.1 Infecção congênita por CMV
	7.0 RUBÉOLA 
	7.1 Rubéola congênita
	8.0 PARVOVÍRUS B19 
	9.0 HERPES SIMPLES
	10.0 DENGUE NA GESTAÇÃO
	11.0 VARICELA CONGÊNITA
	12.0 Tabela comparativa das principais infecções congênitas
	13.0 LISTA DE QUESTÕES
	14.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	15.0 CONSIDERAÇÕES FINAISpor levar a uma 
redução dos linfócitos T CD4+. 
A transmissão vertical do HIV pode ocorrer intraparto, na forma intrauterina ou durante o aleitamento materno. A principal via de 
transmissão vertical do HIV é intraparto (75% dos casos). A transmissão intrauterina ocorre principalmente no fim da gestação e é responsável 
por 25% dos casos de infecção congênita pelo HIV. O aleitamento materno está associado ao acréscimo do risco de transmissão vertical de 7 
a 22%.
CAPÍTULO
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Os principais fatores de risco para a transmissão vertical do HIV são a carga viral elevada e a ausência de tratamento com TARV. Sendo 
assim, as principais medidas para reduzir a transmissão vertical do HIV são: 
• uso de terapia antirretroviral ao longo da gestação;
• zidovudina parenteral anteparto em pacientes com carga viral detectável;
• zidovudina xarope para o recém-nascido;
• contraindicação à lactação, independentemente da carga viral. 
Todas as gestantes devem ser testadas para HIV na primeira consulta de pré-natal, no início do terceiro trimestre, no momento do 
parto/aborto e em situações de exposição de risco ou violência sexual.
Realizar testagem
para HIV
Pré-natal
1° cosulta do pré-natal,
idealmente no 1° trimestre
da gestação
Maternidade
parto/ aborto
Início do 
3° trimestre da 
gestação (28ª semana)
Sempre que houver
história de exposição
de risco/ violência
sexual
Os testes rápidos são os métodos preferenciais para o rastreamento e diagnóstico do HIV, pois permitem o resultado rápido, com início 
precoce da TARV e diminuição da transmissão vertical.
Para o diagnóstico de HIV, devemos sempre fazer dois exames. Podem ser feitas as seguintes combinações para diagnosticar a infecção 
pelo HIV:
Dois testes rápidos com amostra de sangue (de fabricantes diferentes).
Um teste rápido usando fluido oral e outro teste rápido usando sangue.
Um imunoensaio de 3ª ou 4ª geração e um teste molecular (carga viral).
Um imunoensaio de 3ª ou 4ª geração e um western blot ou imunoblot rápido.
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Se ambos os testes forem positivos, temos um diagnóstico 
confirmado de infecção pelo HIV. Se os testes forem discordantes, 
temos que fazer um 3º teste diferente dos anteriores.
Após confirmação diagnóstica na gestação, devemos solicitar 
carga viral (CV), contagem de células CD4+, genotipagem e iniciar a 
terapia antirretroviral (TARV). 
A genotipagem é importante para rastrear possível 
resistência à ação das medicações e deve ser realizada para toda 
gestante vivendo com HIV. A contagem de células CD4+ deve ser 
realizada na primeira consulta de pré-natal e a cada 3 meses em 
gestante em início de tratamento. Se a gestante já fazia uso de TARV 
e está com CV indetectável, dosar somente na primeira consulta e 
com 34 semanas de gestação, juntamente com a CV-HIV. 
A CV-HIV é um dos fatores mais importantes na avaliação do 
risco de transmissão vertical, por isso auxilia no acompanhamento 
e na definição da via de parto. A taxa de transmissão vertical é 1000 cópias
ou desconhecida
CV > detectávelsangue periférico para realização de CV-HIV (apenas para maiores de 2500g)
Iniciar profilaxia antirretroviral (de preferência nas primeiras 4 horas de vida)
Orientar a não amamentação
E qual a quimioprofilaxia indicada para o neonato? Vai depender do risco de exposição e de sua idade gestacional. Primeiro, vamos 
indicar o risco. 
ALTO 
RISCO
Mães sem pré-natal, OU 
Mães sem TARV durante a gestação, OU
Mães com indicação de profilaxia no momento do parto e que não a receberam, OU 
Mães com início de TARV após 2ª metade da gestação, OU 
Mães com infecção aguda pelo HIV durante a gestação, OU 
Mães com CV-HIV detectável no 3º trimestre, recebendo ou não TARV, OU 
Mães sem CV-HIV conhecida, OU 
Mães com Teste Rápido (TR) positivo para o HIV no momento do parto (sem diagnóstico e/ou 
seguimento prévio).
BAIXO 
RISCO
Mães em uso de TARV desde a primeira metade da gestação E com CV-HIV indetectável a partir da 28ª 
semana (3º trimestre) E sem falha na adesão à TARV.
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Com isso e com sua idade gestacional, definimos a medicação indicada. 
RISCO IG AZT 3TC RAL NVP
BAIXO RISCO QUALQUER IG SIM - - -
ALTO RISCO
TERMO SIM SIM SIM -
34 A 37 
SEMANAS
SIM SIM - SIM
2.000 UI/mL e ALT 1,5x o limite 
superior da normalidade (LSN)*, mantida por 3 a 6 meses. 
No caso de gestantes com infecção crônica pelo HBV e que 
já estejam em terapia antiviral, deve-se levar em consideração a 
gravidade da doença materna e o potencial risco/benefício para 
o feto. Interferon e entecavir estão contraindicados na gestação e 
devem ser substituídos por tenofovir. 
A profilaxia com tenofovir está indicada quando a gestante 
apresenta HBeAg reagente ou carga viral ≥ 200.000 cópias. Quando 
o HBeAg é reagente, não há necessidade de realizar carga viral, 
pois já indica níveis elevados de CV-HBV. A terapia profilática com 
tenofovir deve ser feita a partir de 24-28 semanas até 30 dias 
após o parto. A dose de tenofovir é de 300 mg, via oral, 1x ao dia. 
Gestantes com carga viral desconhecida entre 24 e 28 semanas 
também devem receber profilaxia com tenofovir. 
Puérperas devem ser monitoradas após o parto com 
avaliação mensal de ALT nos primeiros 3 meses e depois no 6º 
mês, pois há risco de reativação viral com exacerbação da doença 
hepática materna no puerpério.
A profilaxia para a infecção por HBV tem um impacto 
significativo no número de novos casos, principalmente na redução 
da transmissão vertical. Ela pode ser ativa (vacina) ou passiva 
(imunoglobulina específica anti-HBs). 
A vacina para a hepatite B é produzida a partir de vírus 
inativo, com HBsAg recombinante, sem risco dedoença vacinal. 
O esquema de vacinação para a hepatite B deve ser feito em 
todos os indivíduos não imunizados, independentemente de idade 
ou situação de vulnerabilidade, com 3 doses, a segunda 1 mês e a 
terceira 6 meses após a primeira, com administração intramuscular. 
Está inserida no Calendário Nacional de Vacinação e é a melhor 
forma de prevenir a infecção pelo HBV. O esquema vacinal para 
hepatite B está recomendado durante a gestação, desde o primeiro 
trimestre para todas as gestantes não vacinadas ou com esquema 
vacinal incompleto. 
A imunização passiva com a administração de imunoglobulina 
hiperimune específica anti-HBs (ou HBIg) está indicada em algumas 
situações específicas, como na profilaxia da transmissão vertical 
e pós-exposição ao HBV. Gestantes expostas ao HBV em qualquer 
trimestre, por relação sexual ou acidente com material biológico 
devem receber vacina e HBIg. 
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Para a profilaxia da transmissão vertical, todos os recém-nascidos de mães HBsAg positivo devem receber imunização passiva e ativa 
nas primeiras 12 horas de vida, de preferência ainda na sala de parto, por meio da administração intramuscular da imunoglobulina hiperimune 
específica anti-HBs (HBIg) e da vacina, em diferentes grupamentos musculares. Essa estratégia foi capaz de reduzir a transmissão perinatal em 
cerca de 90%, porém, quando a mãe apresenta carga viral elevada, infelizmente a eficácia cai em até 70%. 
Por isso, quando a gestante apresenta HbeAg positivo ou HBVDNA > 200.000 Ui/mL, é preconizado, além do uso de vacina e HBIg, o uso 
do tenofovir profilático, mesmo que a gestante não tenha indicação de tratamento pela hepatite B, a partir de 24 a 28 semanas de gestação 
(terceiro trimestre) até, pelo menos, 30 dias ou 4 semanas após o parto, como mencionado anteriormente. 
Apesar de o maior risco de transmissão ocorrer no momento de passagem do bebê pelo canal vaginal, não há evidências do benefício da 
cesariana. Portanto, a via de parto deve ser decidida por motivos obstétricos, e não pela presença da infecção pelo HBV, independentemente 
de carga viral ou qualquer outro fator.
Embora o vírus da hepatite B seja detectado no leite materno, o aleitamento não está contraindicado e deve ser incentivado se as 
medidas de profilaxia da transmissão vertical forem realizadas.
Via de Parto - indicação obstétrica
Aleitamento materno - liberado
Profilaxia - vacina + imunoglobulina em até 12 horas após o parto
Mãe com alta viremia (HbeAg positivo ou HBVDNA > 200.000 Ui/mL) - tenofovir no terceiro trimestre
O fluxograma a seguir resume a conduta em gestantes vivendo com hepatite B: 
HBsAg
1ª consulta
Não reagente Vacinar se necessário
Tratamento com TDF
Reagente
HBeAg Reagente
OU
CV-HBV ≥ 200.000UI/ml
Profilaxia com
TDF 24-28
semanas
HBeAg não reagente
OU
CV-HBV 30 anos E HBeAg reagente
OU
CV-HBV ≥ 200.000UI/ml
e ALT>1,5x por 3 a 6 meses
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4.0 HEPATITE C NA GESTAÇÃO
Hepatite C é uma infecção comum em nosso meio, sendo 
considerada uma das principais causas de cirrose hepática e 
indicação de transplante hepático no Brasil e no mundo. O vírus 
da hepatite C (HCV) é um vírus de RNA, pertencente à família 
Flaviviridae, com transmissão parenteral, ou seja, a partir de sangue 
e fluidos corporais contaminados.
A maioria das transmissões dá-se por via sanguínea, 
principalmente em pacientes transfundidos, hemofílicos e usuários 
de drogas. A hepatite C é assintomática em 75% dos adultos. A 
taxa de cronificação é alta, variando de 50% a 80%. Dos portadores 
crônicos, 20% evoluem para cirrose; e, entre os cirróticos, 20% 
desenvolvem hepatocarcinoma.
As taxas de transmissão vertical da hepatite C variam entre 
3% e 10%, e os principais fatores associados são a viremia materna 
alta, a coinfecção por HIV e a rotura de membranas prolongada. 
A principal via de transmissão vertical é periparto, sendo rara a 
contaminação intraútero. O risco de transmissão perinatal é maior 
de acordo com a gravidade da doença, se a carga viral estiver 
elevada ou caso haja a presença de coinfecção com HIV. 
O rastreamento da hepatite C deve ser feito para todas as 
gestantes na primeira consulta de pré-natal, por meio de testes 
rápidos que detectam anticorpos anti-HCV. O objetivo de identificar 
gestantes portadoras de HCV é encaminhar as mulheres e os 
recém-nascidos para serviço de referência e evitar situações que 
aumentem o risco de transmissão vertical, como os procedimentos 
invasivos. 
Para o diagnóstico, na presença de imunoensaios ou testes 
rápidos reagentes para anticorpos anti-HCV, deve-se confirmar a 
infecção com testes moleculares que identificam partículas virais. 
A assistência ao pré-natal de gestantes vivendo com hepatite 
C está voltada aos cuidados individuais, uma vez que o tratamento 
está contraindicado na gestação e não há medida eficaz para 
diminuir a transmissão vertical, exceto evitar procedimentos 
invasivos e tratar a coinfecção pelo HIV. 
O ideal é que a mulher em idade fértil seja tratada para 
a hepatite C antes de engravidar, já que as medicações são 
potencialmente teratogênicas e proscritas durante a gestação. 
Após o tratamento, deve-se esperar, no mínimo, seis meses para 
engravidar. Se a mulher estiver em tratamento quando descobrir 
uma gestação, as medicações devem ser prontamente suspensas.
Diante do diagnóstico de hepatite C, deve-se solicitar 
transaminases, gama-GT, fosfatase alcalina, bilirrubinas, proteínas 
totais e frações.
Gestantes com hepatite C apresentam maior risco de 
diabetes gestacional, pré- eclâmpsia, restrição de crescimento 
intraútero e hemorragia pós-parto. A evolução da hepatite C não 
costuma ser afetada com a gestação, mas pacientes com hepatite C 
apresentam risco maior de colestase intra-hepática. 
A via de parto é de indicação obstétrica, não sendo indicada 
cesariana nesses casos. O aleitamento não está contraindicado, 
pois não é associado ao aumento da transmissão vertical, a menos 
que haja lesões mamilares importantes, com sangramento. 
Via de Parto - indicação obstétrica
Aleitamento materno - liberado
Profilaxia - não há 
Tratamento - contraindicado na gestação
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5.0 TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO
Nas provas de Residência Médica, a toxoplasmose é uma das infecções congênitas mais cobradas, 
perdendo apenas para sífilis e HIV. Em um levantamento feito pelas equipes de obstetrícia e pediatria do 
Estratégia MED, encontramos questões sobre toxoplasmose nas principais provas de Residência e os principais 
tópicos abordados sobre esse tema foram: diagnóstico, tratamento e características do neonato acometido.
A toxoplasmose é a doença causada pelo Toxoplasma gondii, 
protozoário intracelular obrigatório. Esse protozoário possui um 
ciclo de vida com dois hospedeiros: os felídeos como hospedeiros 
definitivos (aloja o parasita adulto, em sua forma reprodutiva) e 
homem, aves ou mamíferos, como hospedeiros intermediários 
(aloja o parasita na forma jovem ou de reprodução assexuada). Além 
disso, apresentam um ciclo evolutivo com três formas principais:
Figura 2: Toxoplasma gondii na forma de taquizoítos. As setas indicam os 
taquizoítos.
• Taquizoítos: presentes na fase aguda ou na reagudização da 
doença, apresentam altas taxas de multiplicação e são capazes 
de infectar sistema nervoso central, olhos, músculos e placenta.
• Bradizoítos: encontram-senos tecidos dos seres humanos 
e de todos os hospedeiros intermediários, apresentam baixa 
atividade de replicação. Em hospedeiros imunocomprometidos, 
podem transformar-se novamente em taquizoítos. 
• Esporozoítos: encontram-se dentro dos oócitos , formados exclusivamente no intestino dos felinos e são eliminados pelas fezes, 
infectando o hospedeiro intermediário. É a forma mais resistente do parasita e pode permanecer no ambiente por anos.
A transmissão do Toxoplasma gondii para o ser humano pode ocorrer pela ingestão de oócitos (esporozoítos), presentes em comida, 
água, solo contaminado, ou pela ingestão de cistos teciduais (bradizoítos), presentes em carnes cruas ou malcozidas. Chamamos essa 
transmissão de “oral”. Além disso, pode ocorrer a transmissão por meio dos taquizoítos durante a infecção aguda, por transfusão sanguínea, 
contato com secreções e excreções ou via transplacentária. 
O ciclo evolutivo e transmissão do Toxoplasma gondii está representado na figura abaixo: 
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Figura 3. Ciclo evolutivo e transmissão da toxoplasmose.
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A transmissão vertical ocorre principalmente por via transplacentária durante a infecção materna aguda, através da passagem de 
taquizoítos pela placenta. Além disso, também pode haver transmissão vertical durante o parto e a amamentação se a mulher estiver na fase 
aguda da doença. Apesar de a transmissão transplacentária ser rara em quadros de reativação da infecção materna, esta pode ocorrer se a 
gestante apresentar imunossupressão grave. 
Apesar de ser possível a transmissão vertical durante o parto e a amamentação, como o risco de transmissão é muito 
baixo, os benefícios do parto normal e da amamentação superam esse risco e por isso não são contraindicados nos casos 
de toxoplasmose aguda.
Conforme falamos anteriormente, a transmissão transplacentária é maior quanto maior for a idade gestacional. 
No primeiro trimestre, a taxa de transmissão é de 14%, chegando a 60% no terceiro trimestre. Por outro lado, a gravidade 
da doença é maior quando a transmissão vertical ocorre no início da gestação. 
Como a taxa de transmissão diminui em torno de 50 % nas gestantes tratadas durante a gestação, é de fundamental importância a 
prevenção, o rastreamento e o diagnóstico dessa doença, a fim de evitar as complicações da toxoplasmose congênita. 
Lembre-se de que tanto a toxoplasmose na gestação, como a toxoplasmose congênita são doenças de notificação compulsória. 
Deve-se, portanto, notificar todos os casos suspeitos, prováveis e confirmados de toxoplasmose na gestação e toxoplasmose congênita.
A prevenção primária da toxoplasmose é feita evitando a ingestão de bradizoítos presentes em carnes de animais (hospedeiros 
intermediários) contaminados e oócitos (esporozoítos) presentes em frutas, verduras, solo ou água contaminadas com fezes de gatos 
contaminados (hospedeiros definitivos).
As principais medidas de prevenção primária da toxoplasmose são: 
• Higienização correta das mãos antes das refeições, após manusear lixo, ter contato com animais e manipular alimentos e carnes 
cruas. 
• Manusear terra ou solo com luvas e higienizar as mãos após o término. 
• Consumir apenas água filtrada ou fervida.
• Higienizar corretamente frutas e verduras (deixar de molho em solução clorada por 10 minutos). 
• Congelar carnes antes do consumo.
• Não consumir carnes cruas, malcozidas ou malpassadas.
• Não consumir leite e seus derivados crus.
• Evitar contato com animais de rua.
• Alimentar gatos com ração e não deixar que façam a ingestão de carne crua ou caça. 
• Evitar manipulação da caixa de areia dos gatos domésticos e o contato com as fezes dos gatos. 
Não há vacina disponível contra a doença. 
5.1 DIAGNÓSTICO NA GESTAÇÃO 
Como a infecção aguda na gravidez geralmente é assintomática, o rastreamento da toxoplasmose deve ser feito por meio da solicitação 
de sorologia (IgG e IgM) para todas as gestantes, conforme orientação do Ministério da Saúde. A periodicidade do rastreamento varia 
conforme o perfil epidemiológico de cada região, porém a sorologia para toxoplasmose deve ser feita pelo menos no primeiro, segundo e 
terceiro trimestres para gestantes susceptíveis. Nas regiões onde há altas taxas de toxoplasmose, a sorologia deve ser realizada a cada dois 
meses em gestantes susceptíveis. 
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A tabela 2 mostra as possíveis sorologias com seus respectivos diagnósticos e condutas no primeiro trimestre: 
Tabela 2: Interpretação da sorologia para toxoplasmose na gestação
IgG IgM DIAGNÓSTICO CONDUTA
Negativa Negativa Susceptível Medidas de prevenção
Positiva Negativa Imune Pré-natal habitual
Negativa Positiva
Falso positivo Repetir sorologia em 2 semanas
Infecção aguda/muito recente Espiramicina e investigação fetal
Positiva Positiva
Avidez baixa- infecção aguda/recente Espiramicina e investigação fetal
Avidez alta- infecção antiga Pré-natal habitual
Gestantes suscetíveis (podem adquirir a infecção na gestação) têm resultados negativos para os anticorpos IgG e IgM específicos 
para toxoplasmose e o acompanhamento deve ser feito com sorologia seriada (1-2 meses) e orientações preventivas, a depender do perfil 
epidemiológico da região. 
Se a gestante apresentar IgG positiva e IgM negativa, ela será considerada imune e não precisará repetir a sorologia durante o pré-
natal, a não ser que seja imunocomprometida. 
Por outro lado, quando a gestante apresenta IgM positiva e IgG negativa pode ser toxoplasmose aguda ou um caso de falso positivo. 
Por isso, deve-se introduzir espiramicina e repetir a sorologia em 2 semanas. Se a IgM se mantiver positiva com IgG também positiva, trata-
se de um caso de toxoplasmose aguda com soroconversão na gestação. Se o IgG não positivar, trata-se de IgM falso positivo e deve-se 
suspender a espiramicina. 
Se a gestante apresentar IgM e IgG positivas no primeiro trimestre, deve-se realizar o teste de avidez para IgG, a fim de determinar se 
a infecção é recente (baixa avidez) ou tardia (alta avidez), uma vez que os títulos de IgM podem permanecer positivos por até 1 ano e o de 
IgG por vários anos. Sabe-se que a capacidade de ligação e avidez da imunoglobulina aumenta com a maturação da resposta imunológica, por 
isso avidez baixa sugere infecção recente (menos de 4 meses) e avidez alta sugere infecção há mais de 4 meses. 
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Quando a gestante apresenta IgM e IgG positivas após 16 semanas, sem sorologia prévia, o teste de avidez para IgG não distingue de 
maneira segura se a infecção foi adquirida antes da gestação ou durante a gestação, isto é, não dá para ter certeza se a infecção é recente 
ou antiga. Por isso, considera-se infecção indeterminada e deve-se iniciar o esquema tríplice após 16 semanas e fazer investigação fetal, 
independentemente do teste de avidez. 
Entretanto, se a gestante apresenta IgM e IgG positivas após 16 semanas, com sorologia no primeiro trimestre IgM e IgG negativas, 
considera-se infecção aguda/recente com soroconversão materna.
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5.2 TRATAMENTO DA TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO 
A toxoplasmose materna aguda pode levar à transmissão vertical, causando toxoplasmose congênita. Por isso, o tratamento da 
toxoplasmose deve ser instituído se há suspeita ou confirmação de infecção aguda na gestação. O tratamento precoce em até 3 semanas da 
infecção materna diminui| Resumo Estratégico | 2024 26
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O tratamento indicado é o esquema tríplice: sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico e tem duração de um ano. Caso a criança 
apresente sinais de coriorretinite ou proteinorraquia, acrescentamos corticoterapia. 
Pronto, agora que você é expert em toxoplasmose, vamos partir para mais uma infecção, citomegalovírus!
6.0 CITOMEGALOVÍRUS 
Nas provas de Residência Médica, essa doença é pouco abordada pelas bancas de obstetrícia, mas bastante frequente na 
pediatria. Em um levantamento feito pelas nossas equipes, os principais tópicos abordados sobre esse tema foram: manifestações 
congênitas e diagnóstico. 
A infecção pelo citomegalovírus (CMV) tem importância na obstetrícia devido ao risco de transmissão para o feto, pois leva a efeitos 
deletérios para o concepto, principalmente no sistema nervoso central e é a causa mais comum de infecção congênita viral no mundo.
O citomegalovírus (CMV) humano é um vírus DNA da família Herpesviridae e tem no ser humano seu único hospedeiro. Esse vírus 
apresenta capacidade de latência, isto é, não é eliminado pelo organismo e por isso pode reativar em casos de modificação da resposta 
imunológica, como na gestação, no uso de medicação imunossupressora e em pacientes com HIV. Além disso, pode ocorrer reinfecção por 
novas cepas virais. 
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Não há vacina disponível.
A infecção por citomegalovírus (CMV) em pacientes imunocompetentes é, na maioria das vezes, assintomática ou apresenta-se como 
um quadro de mononucleose-símile, com febre, astenia mialgia e linfadenopatia cervical. 
A transmissão materna ocorre pelo contato interpessoal com fluidos corporais infectados, como saliva, sangue, urina e secreções 
genitais. Já a transmissão vertical dá-se principalmente por via transplacentária, mas pode ser transmitida durante o parto se houver 
contato com secreção contaminada e durante a amamentação, pois o CMV é excretado pelo leite materno. 
Apesar de ser possível a transmissão vertical durante o parto e a amamentação, como o risco de transmissão é 
muito baixo, os benefícios do parto normal e da amamentação superam esse risco e, por isso, não são contraindicados 
nos casos de citomegalovirose aguda.
Sabemos que a primo-infecção materna durante a gestação aumenta o risco de transmissão vertical, que pode alcançar até 40% e 
levar a grave comprometimento fetal. Além disso, mais uma vez, quanto maior for a idade gestacional, maior é o risco de transmissão vertical 
e o risco de acometimento fetal é inversamente proporcional à idade gestacional.
Por outro lado, a infecção materna recorrente tem efeitos menos devastadores para os fetos e, nesses casos, a maioria encontra-se 
assintomático no momento do nascimento. 
O diagnóstico da infecção materna por CMV é feito pela sorologia com a pesquisa de anticorpos específicos IgG e IgM. Porém, o 
rastreamento sorológico na gestação é controverso e não é recomendado pelo Ministério da Saúde como a triagem de rotina, pois a imunidade 
não protege o feto de reinfecção ou reativação e não há tratamento efetivo durante a gestação. Sendo assim, os testes sorológicos para CMV 
são preconizados na gestação caso haja alguma alteração ultrassonográfica sugestiva de infecção congênita. 
Se a gestante apresentar sorologia IgG e IgM negativas, ela é susceptível a infecção primária e deve tomar um cuidado maior com 
medidas de higiene. Agora, gestantes com sorologia IgG positiva e IgM negativa, não apresentam imunidade permanente, pois pode haver 
reinfecção ou reativação na gestação. 
Quando a sorologia é IgG e IgM positiva, e não há sorologia prévia negativa para se comprovar a soroconversão, deve-se solicitar o 
teste de avidez para IgG a fim de avaliar se a infecção é recente (menos de quatro meses se a avidez for baixa, 60%). 
Diante de soroconversão materna, na suspeita de infecção recente (avidez baixa) ou na suspeita ultrassonográfica de infecção fetal, o 
diagnóstico de infecção fetal deve ser feito pela pesquisa do DNA por PCR em amostra de líquido amniótico, colhido na amniocentese após 
18 semanas de gestação. Caso seja confirmada a infecção fetal, deve-se fazer acompanhamento ultrassonográfico seriado. 
Verifica-se que, até o momento, não existe tratamento eficiente para infecção fetal por CMV durante a gestação. O uso da globulina 
hiperimune não demonstrou eficácia na redução da taxa de transmissão. O tratamento com valaciclovir tem se mostrado promissor, embora 
de custo elevado e ainda não disponível na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Tem sido recomendado na dose de 2 g via oral de 6 em 6 
horas, a partir da confirmação diagnóstica até 21 semanas de gestação, além de controle a cada 4 semanas de hemograma, creatinina, ureia 
e enzimas hepáticas. Quanto às gestantes com soroconversão no segundo ou no terceiro trimestre, o tratamento não é recomendado.
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6.1 INFECÇÃO CONGÊNITA POR CMV
A infecção congênita por citomegalovírus também costuma ser assintomática, aqui, em 90% dos casos. 
Os sintomáticos geralmente foram infectados no primeiro trimestre de gestação. Eles podem apresentar manifestações sistêmicas, 
neurológicas, oftalmológicas e auditivas. 
Os sinais mais prevalentes ao nascer são icterícia colestática, petéquias e hepatoesplenomegalia. A surdez neurossensorial pode 
manifestar-se ao nascimento ou mais tardiamente, essa é a principal sequela da doença. Aliás, o citomegalovírus é a causa infecciosa mais 
comum de surdez na infância.
Mais uma vez, como esses sinais são comuns a outras doenças congênitas, os examinadores geralmente a 
diferenciam através da presença de calcificações intracranianas periventriculares. Também é comum o examinador 
trazer associado a perda auditiva e as petéquias.
Atenção, não confunda com a toxoplasmose congênita, que traz calcificações intracranianas difusas!
CARACTERÍSTICAS-CHAVE DA CMV CONGÊNITA!
CITOMEGALOVIROSE CONGÊNITA
Calcificações intracranianas periventriculares. 
Surdez neurossensorial.
Petéquias.
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Aqui, a sorologia não é um bom método, e sim a pesquisa do 
vírus em líquidos corporais. Os pacientes infectados secretam os 
vírus em líquidos corporais por anos após a infecção. A presença do 
citomegalovírus na urina ou na saliva do neonato até as primeiras 
três semanas de vida fecha o diagnóstico de infecção congênita. 
A avaliação complementar, baseada na busca dos sinais, 
deve ser realizada com hemograma, testes de função hepática, 
exames de imagem neurológico, coleta de líquor, fundo de olho e 
triagem auditiva. 
O tratamento é controverso na literatura.
O Ministério da Saúde indica o tratamento com ganciclovir, 
por 6 semanas, no RN com infecção confirmada, sintomáticos e 
com evidências de envolvimento do SNC, alteração auditiva e/ou 
coriorretinite.
A Sociedade Brasileira de Pediatria indica o tratamento 
para doença moderada a grave (multissistêmica e/ou alterações 
neurológicas) e refere que não há benefícios nos assintomáticos, 
na doença leve (uma a duas manifestações isoladas e transitórias) e 
nem na perda auditiva isolada. O esquema de tratamento pode ser 
feito com Valganciclovir oral por 6 meses ou Ganciclovir por 14-21 
dias, seguido de Valganciclovir até completar 6 meses. 
Fechamos mais uma doença, pronto para a próxima?
7.0 RUBÉOLA 
Nas provas de Residência Médica, esse tema é pouco abordado pelas bancas e os tópicos cobrados sobre esse tema foram 
manifestações congênitas e diagnóstico. Então,aqui você encontrará o que precisa saber sobre esse tema para as provas de Residência.
A rubéola é uma doença exantemática aguda de alta contagiosidade que acomete principalmente crianças e adolescentes. A importância 
da rubéola dá-se, sobretudo, pela ocorrência da síndrome da rubéola congênita (SRC) que atinge o feto e o recém-nascido de mães infectadas 
durante a gestação e, por isso, é uma doença de notificação compulsória nacional. Devido à exaustiva vacinação de toda a população, 
essa doença está erradicada no Brasil desde 2008, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e não faz mais parte do rastreamento 
obrigatório durante o pré-natal. 
O agente etiológico da rubéola é um RNA vírus da família Togavírus e o homem é o único hospedeiro conhecido. 
A transmissão materna ocorre pelo contato interpessoal íntimo e prolongado, por meio de gotículas de secreção da nasofaringe. Já a 
transmissão vertical acontece por via transplacentária durante a primo-infecção materna, ocorrendo o acometimento fetal extremamente 
grave quando a infecção se dá no primeiro trimestre. Após 20 semanas de gestação, não há relatos de manifestações compatíveis com SRC. 
A rubéola é assintomática em mais de 50% dos adultos infectados. Quando sintomática, os principais sintomas são: eritema 
maculopapular de distribuição centrífuga, febre baixa, cefaleia, anorexia, conjuntivite leve, coriza, tosse e linfadenomegalia. 
A prevenção da rubéola ocorre pela vacinação feita em crianças e adultos, fornecendo imunidade por toda a vida. Por sua vez, a vacina 
não deve ser feita em gestantes, crianças menores de 12 meses e imunossuprimidos, por tratar-se de vírus vivo atenuado. Sendo assim, deve-
se aguardar um mês para engravidar depois de receber a vacina para rubéola. Gestantes vacinadas inadvertidamente no primeiro trimestre 
devem ser informadas que a possibilidade de teratogenicidade é apenas teórica e não há indicação de interrupção da gestação. 
CAPÍTULO
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A vacina é disponibilizada para crianças aos 12 meses, dentro 
da tríplice viral e aos 15 meses na tetra viral. Adolescentes e adultos 
até 29 anos não vacinados deverão receber duas doses e, para 
indivíduos dos 30 aos 59 anos, é necessário apenas uma dose. 
O diagnóstico de rubéola na gestação é feito pela sorologia 
com a pesquisa de anticorpos específicos IgG e IgM. A sorologia 
deve ser solicitada em caso de suspeita de rubéola na gestação ou 
de contato com pessoa suspeita. 
Se as gestantes apresentam sorologia IgG e IgM negativas, 
elas são susceptíveis e devem receber a vacinação ainda no 
puerpério. Quando a gestante susceptível entrar em contato com 
algum indivíduo com rubéola, ela deve receber imunoglobulina 
hiperimune até seis dias do contato. Vale ressaltar que o uso da 
imunoglobulina hiperimune pode atenuar as manifestações clínicas 
da rubéola, mas não evita a viremia e tampouco a transmissão 
vertical. 
Já as gestantes com sorologia IgG positiva e IgM negativa 
apresentam imunidade permanente e devem seguir o pré-natal de 
rotina. 
Quando a sorologia é IgG e IgM positivas para rubéola no 
primeiro trimestre, mas há dúvidas se a infecção é recente (não 
sintomática), deve-se solicitar o teste de avidez para IgG para 
esclarecer o diagnóstico. Se a avidez for baixa, a infecção é recente 
(menos de três meses se a avidez 60%). 
Na presença de infecção materna recente ou na suspeita ultrassonográfica de infecção fetal, o diagnóstico é feito pela pesquisa do RNA 
por PCR em amostra de líquido amniótico, colhido pela amniocentese, ou pela pesquisa de IgM no sangue fetal, colhido por cordocentese. 
Caso seja confirmada infecção fetal, deve-se fazer acompanhamento ultrassonográfico seriado. Até o momento não existe tratamento para a 
SRC e a interrupção da gravidez não é permitida, em nosso país, para esses casos. 
Como não se observa transmissão vertical durante o parto e a amamentação, não são contraindicados. 
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7.1 RUBÉOLA CONGÊNITA
A rubéola congênita é o que chamo de “doença do coraçãozinho”. Isso porque, apesar de ser assintomática na maioria dos casos, tem 
como característica-chave a presença de cardiopatia. 
CARACTERÍSTICA CHAVE DA RUBÉOLA CONGÊNITA!
Mas, não é só isso, quando o autor chamar de síndrome da rubéola congênita, ele quer dizer que há associação de cardiopatia, 
catarata e déficit auditivo neurossensorial bilateral. 
 Quanto ao diagnóstico, a presença de anticorpos IgM confirma a infecção, mas, mais uma vez, a ausência não o descarta. Também 
podemos isolar o vírus em secreção nasofaríngea, líquor e urina. Além disso, os exames complementares e a história clínica fecham o 
diagnóstico. Não se esqueça de realizar um ecocardiograma! 
 Infelizmente, nesse caso, não há tratamento específico para a infecção congênita, ele deve ser voltado para as complicações da 
doença. 
 Seguindo agora para um tema que esteve bastante presente em 2019 a 2020, mas que cada vez menos têm sido cobrado nas provas.
Nas provas de Residência Médica, esse tema vem sendo abordado dentro das questões de obstetrícia 
em relação às manifestações congênitas e o diagnóstico diferencial. Nas de pediatria, apenas como diagnóstico 
diferencial. Aqui, coloco tudo o que você precisa saber sobre esse tema para as provas de Residência.
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O vírus Zika é um arbovírus (transmitido pela picada de 
mosquitos) do gênero Flavivírus e apresenta comportamento 
benigno, baixa virulência e baixa letalidade. Sabe-se que a principal 
via de transmissão do vírus Zika é por meio da picada do mosquito 
Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, chikungunya e febre 
amarela. Além disso, foi verificada transmissão por via sexual e 
o vírus já foi identificado no sangue, sêmen, urina, saliva e leite 
materno.
Desde 2015, confirmou-se a transmissão vertical do Zika 
vírus por via transplacentária (figura 7). Desde então, a suspeita ou 
confirmação de infecção pelo Zika vírus na gestação e a síndrome 
congênita pelo Zika vírus (SCZ) são de notificação compulsória no 
Brasil. Ainda não há relatos de transmissão durante o parto e o 
aleitamento materno.
O Zika vírus causa infecção assintomática em 80% dos casos. Quando sintomática, apresenta doença exantemática em 90% a 100% 
desses casos. Pode ocorrer também febre baixa, mialgia, artralgia leve a moderada, conjuntivite, cefaleia, prurido, hipertrofia ganglionar e 
acometimento neurológico. 
A síndrome da infecção congênita pelo Zika vírus (SCZ) pode manifestar-se com microcefalia, microftalmia, pé torto congênito, 
artrogripose, hidropisia, restrição de crescimento fetal, abortamento e óbito fetal. Observa-se que os principais achados ultrassonográficos 
durante a gestação são: microcefalia, calcificações periventriculares, ventriculomegalia, microftalmia, pé torto congênito e restrição de 
crescimento fetal. 
 CARACTERÍSTICAS-CHAVE DA ZIKAVIROSE
MICROCEFALIA + PÉ TORTO CONGÊNITO
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 A microcefalia é definida por um perímetro cefálico com mais de dois desvios-padrão abaixo da média para idade gestacional ou sexo. 
Porém, desde 2016, após o surto de Zika virose, o Brasil definiu como microcéfalo o menino com medida igual ou inferior a 31,9 cm e a menina 
31,5 cm. 
ULTRASSOMpelo tecido nervoso e a microcefalia ocorre principalmente quando a infecção se apresenta 
no primeiro trimestre. Ademais, o prognóstico fetal pode ser feito conforme o grau de microcefalia, pois quanto mais grave a microcefalia, 
maior o comprometimento neuropsicomotor. 
As principais medidas de prevenção 
individuais da transmissão do Zika vírus na 
gestação relacionam-se a evitar a picada do 
mosquito Aedes aegypti, são elas: 
Na primeira consulta do pré-natal, ou no 
diagnóstico de HIV na gestação
Quatro semanas após a introdução ou mudança da TARV,
para avaliar a resposta ao tratamento
Na 34ª semana de gestação, para indicação da via de parto.
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Durante a gestação, não há indicação de exame para triagem 
universal da infecção pelo Zika vírus. Entretanto, diante da presença 
de doença exantemática na gestação, deve-se solicitar teste rápido 
para dengue, Chikungunya e PCR para Zika vírus até o 5º a 7º dias 
dos sintomas. Além do mais, deve-se fazer o diagnóstico diferencial 
com outras doenças exantemáticas (TORCHS, varicela-zóster, 
parvovírus B19). Sabe-se que a sorologia para Zika vírus apresenta 
baixa especificidade, uma vez que os anticorpos IgM apresentam 
reatividade cruzada com outras doenças, como dengue. 
Estabelecido o diagnóstico de infecção pelo Zika vírus, deve-
se fazer o estudo da morfologia e da vitalidade fetal, além de 
exames ultrassonográficos seriados mensais, a fim de identificar o 
comprometimento fetal pelo Zika vírus.
Por outro lado, a gestante pode não apresentar 
sintomatologia e a suspeição de infecção congênita pelo Zika vírus 
ocorrer pelo diagnóstico de microcefalia na ultrassonografia de 
rotina. Nesses casos, recomenda-se realizar sorologia IgG e IgM 
para Zika vírus, dengue e Chikungunya e afastar outras causas de 
microcefalia (sorologia para sífilis, toxoplasmose, rubéola, CMV e 
varicela-zóster), além de uma avaliação com geneticista. 
Sorologia para Zika vírus PCR para Zika vírua Afastar outras causas
de microcefalia 
Afastar outras doenças
enxantemáticas 
Sífilis
Toxoplasmose
Rubéola
Citomegalovírus
Varicela Zoster
Dengue
Chikungunya
TORCHS
Varicela Zoster
Parvovírus B19
Doença enxantemática
na gestação Microcefalia na gestação 
Diante do diagnóstico de síndrome congênita pelo Zika vírus, a gestante deve ser encaminhada para centro terciário. Não há tratamento 
para a síndrome congênita pelo Zika vírus, assim, o parto e o puerpério mantêm rotina normal e a amamentação não é contraindicada nesses 
casos. 
Frente a uma suspeita da doença, a criança fará uma avaliação audiológica, neuroimagem e sorologias de outras infecções congênitas 
para diagnóstico diferencial. A confirmação pode ser feita pela detecção do RNA (RT-PCR) e/ou sorologia IgM por ELISA. Mais uma vez, não há 
tratamento específico e ela deve ter acompanhamento multiprofissional para estímulo precoce e diminuição da perda do desenvolvimento 
neuropsicomotor. 
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8.0 PARVOVÍRUS B19 
Nas provas de Residência Médica, esse tema é pouco abordado pelas bancas. Encontramos apenas questões sobre parvovirose 
na gestação em algumas poucas provas do estado de São Paulo e os tópicos abordados sobre esse tema foram: manifestações 
congênitas, diagnóstico diferencial e tratamento. Não encontramos esse tema nas provas de pediatria dos últimos anos. 
O parvovírus B19 é um vírus de DNA fita simples que tem tropismo por células de rápida divisão celular, como as da medula óssea. 
Esse vírus é transmitido por via respiratória, sanguínea e transplacentária. A passagem transplacentária ocorre em torno de 25% dos casos de 
infecção durante a gestação e é mais grave quando se dá na primeira metade da gestação.
Em crianças, o Parvovírus B19 causa o eritema infeccioso, doença autolimitada que se caracteriza por febre eritema malar (face 
esbofeteada) e exantema de troncos e extremidades. Em adultos, a infecção é geralmente assintomática. Também pode ocorrer aplasia 
eritrocitária e infecção crônica na medula óssea de imunocomprometidos. 
A infecção aguda durante a gestação pode levar à transmissão transplacentária para o feto, mas, na maioria das vezes, não há 
manifestações fetais. Porém, em alguns casos, ocorre citotoxidade na eritropoiese fetal, resultando em anemia fetal, hidropsia fetal não 
imune, perda gestacional precoce e óbito fetal. Apesar disso, esse quadro pode resolver-se espontaneamente ainda intraútero, quando as 
manifestações não forem severas. 
O diagnóstico de infecção materna na gestação é feito pela sorologia 
para Parvovírus B19, avaliando-se os anticorpos IgG e IgM, diante de um caso 
suspeito de parvovirose na gestação, por exposição recente ao vírus ou por 
sintomas compatíveis com infecção aguda.
Quando a gestante é IgM e IgG negativos, é susceptível e deve ser 
aconselhada a não ter contato com pessoas com sintomas sugestivos de 
parvovirose. Se IgM negativo e IgG positivo, a gestante é imune e não há risco 
de infecção fetal. 
Por outro lado, IgM positiva indica infecção aguda na gestação e a 
gestante deve ser encaminhada para avaliação ultrassonográfica fetal, com 
Dopplervelocimetria seriada semanal a partir do segundo trimestre. O pico 
de velocidade sistólico da artéria cerebral média (PVS-ACM), avaliado pela 
Dopplervelocimetria, é o método que identifica indiretamente anemia fetal. 
Quando o PVS-ACM estiver acima de 1,5 múltiplos da mediana (MOM), deve-
se fazer cordocentese para confirmação da anemia e realizar transfusão 
sanguínea fetal. 
Suspeita de parvovirose
IgM positivo para parvovírus B19
Anemia fetal grave
Cordocentese e transfusão fetal
Avaliação indireta da anemia fetal 1 a 2 x/semansa
PVS-ACM > 1,5 MOM para idade gestacional
CAPÍTULO
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A suspeita de Parvovírus B19 na gestação também ocorre pela presença de hidropisia fetal não imune, caracterizada pelo excesso 
de água no corpo do concepto, em pelo menos duas cavidades serosas (ascite, derrame pleural, e pericárdico) ou no tecido subcutâneo. 
A presença de hidropisia leve a moderada pode se resolver espontaneamente, já a hidropisia severa pode levar à insuficiência cardíaca e 
óbito fetal, assim, a transfusão fetal está indicada. Nesses casos, o parto deve ocorrer em centro terciário, pois o feto necessitará de suporte 
ventilatório e outros procedimentos neonatais.
A infecção pelo Parvovírus B19 é o principal diagnóstico diferencial de hidropisia imune (por aloimunização materna), pois também 
causa a anemia fetal grave diagnosticada pelo aumento do PVS-ACM e, do mesmo modo, é tratada com transfusão fetal intraútero nos casos 
graves. 
A partir daqui, as infecções foram vistas em menor frequência, geralmente como diagnóstico 
diferencial, então vamos apenas pincelar o que temos de mais importante nelas, para que você consiga 
resolver as questões de provas.
9.0 HERPES SIMPLES
A infecção intrauterina é muito rara e não há rastreio sorológico no pré-natal. A maior parte dos casos é transmitida durante o parto 
pelo contato do neonato com lesões no trato genital materno.
O mais importante aqui é saber que a doença é SEMPRE sintomática e pode manifestar-se como doença localizada, neurológica ou 
disseminada. 
CARACTERÍSTICAS-CHAVE DA HERPES SIMPLES CONGÊNITA
LESÕES CUTÂNEAS + HIPEREMIA CONJUNTIVAL
O melhor método diagnóstico é o isolamento e cultura viral em tecidos e sangue. Exames complementares devem ser solicitados para 
avaliação clínica. O tratamento é feito com aciclovir.
Mais importante que o tratamento é a prevenção! Ela deve ser realizada em todas as gestantes infectadas, por meio de tratamentosua loja de apps.
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14.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente 
Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais, 2022.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente 
Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), 
2020.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de 
Notificação e Investigação: Toxoplasmose gestacional e congênita. 2018.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico Especial. Vigilância em saúde no Brasil 2003-2019. 
2018.
5. Universidade Federal da Bahia. Protocolo de infecção na gravidez. 2016. 
6. FEBRASGO. Guia prático: infecções no ciclo gravídico-puerperal. 2016. 
7. Zugaib obstetrícia 4 ed. Manole 2020. 
8. Neu N, DuchonJ, ZachariahP. TORCH infections.Clin Perinatol 2015;42:77.
9. FEBRASGO. Coleção FEBRASGO Medicina Fetal. Elsevier 2012.
10. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico Especial. Síndrome congênita associada a infecção 
pelo vírus Zika. 2018.
11. Pena LT, Importância do teste de avidez da imunoglobulina G ( IgG) anti- Toxoplasma Gonddi no diagnóstico da toxoplasmose em gestantes. 
Rev Inst Adolfo Lutz. 2013; 72(2):117-23
12. Kieffer F, Congenital toxoplasmosis. Handbook of Clinical Neurology, Vol. 112 (3rd series)
13. Tratado de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria – 5a Edição. 
14. Nelson textbook of pediatrics – 21ª edição. 
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15.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Natália Carvalho
Helena Schetinger
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	1.0 INFECÇÕES CONGÊNITAS
	2.0 HIV na gestação
	3.0 HEPATITE B NA GESTAÇÃO
	4.0 HEPATITE C NA GESTAÇÃO
	5.0 Toxoplasmose na Gestação
	5.1 Diagnóstico na gestação 
	5.2 Tratamento da Toxoplasmose na Gestação 
	5.3 Toxoplasmose Congênita
	6.0 CITOMEGALOVÍRUS 
	6.1 Infecção congênita por CMV
	7.0 RUBÉOLA 
	7.1 Rubéola congênita
	8.0 PARVOVÍRUS B19 
	9.0 HERPES SIMPLES
	10.0 DENGUE NA GESTAÇÃO
	11.0 VARICELA CONGÊNITA
	12.0 Tabela comparativa das principais infecções congênitas
	13.0 LISTA DE QUESTÕES
	14.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	15.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS