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ESTÁTICA FETAL- TEXTO DE ESTUDO PROFA REGINA RIBEIRO Frequência da situação e da apresentação Neste capítulo, são analisadas as relações do produto conceptual com a bacia e com o útero. Trata-se do estudo que possibilita o conhecimento da nomenclatura obstétrica, fundamental para o tocólogo cultivado. Atitude Durante a gestação O continente uterino, ao termo da gravidez, mede, na maior de suas dimensões, 30 cm. O feto, com cerca de 50 cm de comprimento, deve adaptar-se a tais condições de espaço, flexionando-se. Dessa maneira, o seu eixo longitudinal (do lambda ao cóccix) fica reduzido a 25 cm. Denomina-se atitude ou hábito fetal a relação das diversas partes do feto entre si. Graças à flexibilidade da coluna vertebral e à articulação occipitovertebral, o feto se aloja na cavidade uterina em atitude de flexão generalizada, isto é, a coluna vertebral encurvada no seu todo e a cabeça com o mento aproximado da face anterior do tórax, o que dá ao concepto a forma ovoide, o ovoide fetal, que apresenta então dois polos: o cefálico e o pélvico, este maior que aquele (Figura 8.1). Nos membros inferiores, as coxas se fletem sobre a bacia e as pernas, na mesma atitude, sobre as coxas. Nos membros superiores, os braços se locam na face anterior do tórax bem como os antebraços, também fletidos. O conjunto do tronco com os membros denomina-se ovoide córmico. Na apresentação pélvica, a atitude da cabeça fetal é das mais variáveis: de regra ligeiramente fletida, com o mento próximo ao manúbrio. Pode, no entanto, ficar em atitude indiferente ou em deflexão; pode apresentar-se, ainda, lateralmente inclinada, com ou sem rotação. Essa atitude da cabeça, durante a gravidez, não tem implicações prognósticas para o parto, à vista da correção espontânea que ocorre no decurso do trabalho. No parto Ao iniciar-se o trabalho de parto, e principalmente após a amniorrexe, a atitude do feto se modifica. Nessas condições, devido à expansão do segmento inferior e à incorporação da cérvice, que ascende, o útero toma forma diversa daquela anteriormente guardada, passando de globosa a cilindroide, o que obriga o feto a endireitar o tronco, diminuindo sua flexão de maneira a se constituir em um cilindro, o cilindro fetal, formado pela cabeça fletida sobre o tronco, com as pequenas partes a ele mais aconchegadas. O polo cefálico é a parte do feto que merece o estudo mais minucioso, por ser o segmento menos redutível e desempenhar papel da maior importância no processo de adaptação ao trajeto pelviperineal. Enquanto o perímetro occipitofrontal é de 35 cm, o torácico, menor, mede 33 cm, uma peculiaridade que perdura, proporcionalmente, até o início do segundo ano de vida. O perímetro abdominal é ainda mais reduzido, medindo 28 cm. Figura 8.1 Ovoide fetal. Cabeça. Entre as duas partes que a compõem – crânio e face –, é a primeira que se reveste de importância obstétrica, devido às pequenas proporções de tamanho da segunda. O crânio é constituído de dois ossos frontais, dois parietais, dois temporais, um occipital, um esfenoide e um etmoide. Enquanto os ossos da abóbada craniana são separados por tecidos membranosos – suturas e fontanelas –, possibilitando a redução de seu volume durante o parto, os ossos da base compõem bloco indeformável. As suturas mais importantes são: •Sutura sagital, entre os parietais •Sutura metópica, interfrontal ou frontal média •Sutura coronária, entre os frontais e os parietais •Sutura lambdoide, entre os parietais e o occipital •Sutura temporal, entre os parietais e os temporais. As fontanelas, descritas a seguir, são zonas membranosas nos pontos de convergência de 3 ou 4 ossos e delas partem as suturas: •Fontanela bregmática (anterior, ou grande fontanela): tem configuração losangular, com os lados formados pelos frontais e parietais, e de cujos vértices saem as suturas sagital, metópica e coronária. Constitui valioso ponto de referência para o diagnóstico de posição, obtido com o toque digital ou manual •Fontanela lambdoide (posterior ou pequena fontanela): limitada pelo occipital e pelos parietais, apresenta morfologia relativamente triangular, e dos seus vértices saem as suturas sagital e lambdoide •Fontanelas ptéricas ou ptérios (lateroanteriores): no total são duas (uma de cada lado) e têm como limites o temporal, o frontal, o parietal e o esfenoide •Fontanelas astéricas ou astérios (lateroposteriores): também são duas e têm como limites o occipital, o temporal e o parietal. Os ptérios e os astérios são fontanelas que carecem de expressão obstétrica. A média dos diâmetros e das circunferências cefálicas está apresentada na Tabela 8.1 e na Figura 8.2. Tronco. Os diâmetros e circunferências do tronco que importam ao obstetra são: •Diâmetro biacromial: 12 cm •Circunferência biacromial: 35 cm •Diâmetro bitrocanteriano: 9,5 cm •Circunferência bitrocanteriana (variável de acordo com a posição do feto): ■Pernas estendidas: 27 cm ■Pernas flexionadas (apresentação pélvica, modo de nádegas): 35 cm. Nas apresentações occipital ou de vértice, partindo da atitude inicial indiferente ou de rápida flexão, a cabeça se flete gradualmente, substituindo- se diâmetros maiores por outros menores: occipitofrontal (12 cm) pelo suboccipitofrontal (11 cm) e, finalmente, pelo suboccipitobregmático (9,5 cm). Nas apresentações com deflexão cefálica, esta se acentua, substituindo-se o occipitomentoniano (13 cm) pelo submentobregmático (9,5 cm), diâmetro de insinuação das apresentações de face. Nas apresentações pélvicas, os diâmetros fetais do cinto pélvico se reduzem por aconchegamento. Figura 8.2 Diâmetros principais do crânio fetal. BP, biparietal; BT, bitemporal; OF, occipitofrontal; OM, occipitomentoniano; SMB, submentobregmático; SOB, suboccipitobregmático; SOF, suboccipitofrontal. Situação Denomina-se situação a relação entre os grandes eixos longitudinais fetal e uterino. Quando ambos se coincidem, a situação é longitudinal; quando perpendiculares, a situação é transversa; e, se cruzados, a situação é oblíqua ou inclinada. A primeira ocorre em 99,5% das vezes, e a última representa fase de transição da situação fetal, que no momento do parto se estabilizará em longitudinal ou transversa. Apresentação É a região fetal que se localiza na área do estreito superior, ocupando-a em seu todo, e aí tende a insinuar-se. Durante o parto, é sede de mecanismo bem determinado. É necessário ter precisão terminológica: encontrando-se no estreito superior segmentos fetais, como pequenas partes e funículo, não há elementos para caracterização de apresentação; constituem apenas procidências. Em decorrência dos fatores determinantes da acomodação fetal, pode-se observar transformação de uma apresentação por outra, fenômeno chamado de mutação ou versão, que está ligado à rotação axial do feto. Até o 6o mês de gestação a cabeça é encontrada no fundo uterino, e depois, graças a essa rotação axial, o feto, por “cambalhota”, orienta o polo cefálico para as porções inferiores do órgão e aí se mantém. Ao plano circunferencial da apresentação, que se põe em relação com o estreito superior, chama-se plano de contato da apresentação. À situação transversa corresponde sempre a apresentação córmica. Duas apresentações podem ocorrer na situação longitudinal – a do polo cefálico e a do polo pélvico –, e se denominam, respectivamente, apresentação cefálica e apresentação pélvica. O polo cefálico pode apresentar-se fletido, com o mento próximo à face anterior do tórax ou dele se afastar em graus diversos de extensão. No primeiro caso, têm-se as apresentações cefálicas fletidas, e no segundo caso, as apresentações cefálicas defletidas: de 1o grau ou bregmáticas, de 2o grau ou de fronte, e na deflexão máxima, as de 3o grau ou apresentação de face (Figura 8.3). Encontrando-seo polo pélvico no estreito superior, duas apresentações podem ocorrer: a apresentação pélvica completa (pelvipodálica), se as coxas e as pernas estão fletidas, e a apresentação pélvica incompleta (pélvica simples), também chamada modo de nádegas, quando, fletidas as coxas contra a bacia, as pernas se acham estendidas sobre a face anterior do tronco. A equivalência da nomenclatura nas apresentações é a seguinte: Figura 8.3 Atitude da cabeça fetal na apresentação fletida (A), na de bregma (B), na de fronte (C) e na de face (D). •Pélvica completa → pelvipodálica •Pélvica incompleta (ou modo de nádegas) → pélvica simples. Ao descrever as apresentações pélvicas incompletas, alguns autores consideram ainda outras modalidades, tais como o modo de joelhos e o de pés, quando essas regiões ocupam o estreito superior, o que pode ser dispensado, pois o pequeno volume delas não impõe característica especial aos fenômenos mecânicos do ato da parturição. Assim, modalidades acidentais sucedem se um membro inferior fica estendido sobre a face anterior do tronco e o outro fica fletido. Altura da apresentação Durante a gravidez a apresentação fica afastada do estreito superior, não tendo relação direta com a bacia. No início do trabalho ou mesmo nos dias que o precedem, essa relação com a pelve materna se manifesta e distinguem-se os seguintes graus evolutivos da altura da apresentação: •Alta e móvel quando a apresentação não toma contato com o estreito superior •Ajustada se ocupa a área desse estreito •Fixa quando, pelo palpar, não se consegue mobilizá-la •Insinuada quando a maior circunferência da apresentação transpõe a área do estreito superior. Chama-se, assim, insinuação ou encaixamento a passagem, pelo estreito superior, do maior plano perpendicular à linha da orientação, isto é, passagem do biparietal nas apresentações cefálicas e do bitrocanteriano nas apresentações pélvicas. A travessia dessa região estreita da bacia se obtém pela redução dimensória sinalada e por movimento de inclinação lateral da apresentação, a que se denomina assinclitismo. A ausência da flexão lateral, mantendo-se a sutura sagital equidistante do sacro e do púbis, condiciona o sinclitismo (Figura 8.4 A). O assinclitismo posterior (obliquidade de Litzmann) caracteriza-se quando a sutura sagital está próxima do púbis e o parietal posterior é o primeiro a penetrar na escavação (Figura 8.4 B). Diz-se que o assinclitismo é anterior (obliquidade de Nägele), quando a sutura sagital está mais aproximada do sacro e o parietal anterior desce em primeiro lugar (Figura 8.4 C). Figura 8.4 Inclinação lateral da cabeça. A. Sinclitismo. B. Assinclitismo posterior (obliquidade de Litzmann). C. Assinclitismo anterior (obliquidade de Nägele). Para expressar a altura da apresentação, aconselha-se adotar o critério de DeLee: considerar o diâmetro biespinha ciática ou linha interespinhosa como plano de referência “0” (zero). Quando a parte baixa da apresentação estiver a 1 cm acima do plano “0”, a altura é expressa como “–1”; 2 cm acima, como “–2” e assim sucessivamente até “–5”. Quando a parte mais baixa da apresentação ultrapassar 1 cm o plano “0”, sua altura será “+1”; quando 2 cm, “+2”, nomeando-se assim até “+5” (Figura 8.5). Posição De acordo com a escola alemã, posição é a relação do dorso fetal com o lado direito ou esquerdo materno, dificilmente podendo essa região fetal localizar-se francamente para a frente ou para trás em virtude da lordose lombar materna. Assim, temos posição esquerda ou 1a posição quando o dorso fetal se acha voltado para o lado esquerdo materno, e posição direita ou 2a posição quando o dorso se orienta para o lado direito. A escola francesa conceitua a posição relacionando não o dorso fetal, mas o ponto de referência da apresentação com o lado esquerdo ou direito materno. As duas definições nem sempre se correspondem: nas apresentações cefálicas fletidas, o dorso e o ponto de referência da apresentação se encontram no mesmo lado, ao passo que, nas defletidas, o dorso está em plano oposto ao ponto de referência fetal. Posições que merecem ser salientadas, embora raras, são as diretas, a occipitossacra e a occipitopúbica, quando no início do trabalho de parto, e, no estreito superior, o occipital se encontra voltado para a frente ou para trás, e a sutura sagital ocupa o diâmetro anteroposterior do estreito superior. Variedade de posição Feito o diagnóstico da apresentação e da posição, ele ainda não está completo, sendo necessário acrescentar a variedade de posição, que se define como a relação dos pontos de referência maternos e fetais. São eles: •Maternos: o púbis, as eminências iliopectíneas, as extremidades do diâmetro transverso máximo, a sinostose sacroilíaca e o sacro (Figura 8.6) Figura 8.5 Esquema de DeLee para a avaliação da altura da apresentação. Figura 8.6 Pontos de referência maternos e seus símbolos: 1, púbis; 2, eminência iliopectínea; 3, extremidades do diâmetro transverso; 4, sinostose sacroilíaca; 5, sacro. •Fetais: ■Lambda, nas apresentações cefálicas fletidas ■Extremidade anterior do bregma, nas apresentações cefálicas defletidas de 1o grau (bregmáticas) ■Glabela ou raiz do nariz, nas apresentações de 2o grau (fronte) ■Mento, nas apresentações de 3o grau (face) ■Sacro, nas apresentações pélvicas. Na situação transversa, impropriamente denominada apresentação transversa, a apresentação é córmica. A variedade mais frequente é a de ombro, e o ponto de referência fetal é o acrômio. Linha de orientação É importante ter conhecimento da linha de orientação. É a linha fetal que se põe em relação com o diâmetro materno de insinuação e possibilita acompanhar os movimentos da apresentação durante o trabalho de parto. As linhas de orientação são: •Sutura sagital, na apresentação cefálica fletida •Sutura sagital e metópica, na apresentação cefálica defletida de 1o grau •Sutura metópica, na apresentação cefálica defletida de 2o grau •Linha facial, isto é, linha mediana que, a partir da raiz do nariz, atinge o mento, na apresentação cefálica defletida do 3o grau •Sulco interglúteo, na apresentação pélvica. As situações transversas não têm linha de orientação, pois são impeditivas de expulsão espontânea, a não ser em casos especiais de fetos pequenos ou macerados. Nomenclatura Com a nomenclatura obstétrica, designam-se, de maneira exata, a situação, a apresentação, a posição e a variedade de posição, tendo-se perfeito conhecimento da estática fetal (Figuras 8.7 e 8.8). Figura 8.7 Situação, apresentação e posição do feto. A. Situação longitudinal, apresentação cefálica, de vértice. Occipitoesquerda anterior (OEA). B. Situação longitudinal, apresentação cefálica, de vértice. Occipitodireita anterior (ODA). C. Situação longitudinal, apresentação cefálica, de vértice. Occipitodireita posterior (ODP). D. Situação longitudinal, apresentação cefálica, de fronte. Nasodireita anterior (NDA). E. Situação longitudinal, apresentação pélvica completa (pelvipodálica). Sacrodireita posterior (SDP). F. Situação longitudinal, apresentação pélvica incompleta (modo de nádegas). Sacrodireita posterior (SDP). G. Situação oblíqua. H. Situação transversa, apresentação córmica. Acromioesquerda posterior (AEP). I. Situação transversa, apresentação córmica. Acromiodireita anterior (ADA). Situação longitudinal Nomeiam-se pelo emprego de duas ou três letras: a primeira, indicativa da apresentação, é símbolo da região que a caracteriza; as demais correspondem ao ponto de referência ao nível do estreito superior. Exemplos: OEA significa que a apresentação é de occipital (O), e o ponto de referência, o lambda, está em correspondência com o estreito superior, à esquerda (E) e anteriormente (A) (ponto EA da Figura 8.6); MDP significa que a apresentação éde face, e o ponto de referência, o mento (M), está em relação com o estreito superior, à direita (D) e posteriormente (P) (ponto DP da Figura 8.6). Figura 8.8 Pontos de referência fetais e linhas de orientação (impressão ao toque). A. Lambda e sutura sagital. B. Extremidade anterior do bregma e sutura sagitometópica. C. Glabela e sutura metópica. D. Mento e linha facial. E. Sacro e sulco interglúteo. F. Gradeado costal e acrômio. Tomando como exemplo a apresentação cefálica fletida, em occipital, as variedades de posição são: •OP: occipitopúbica •OEA: occipitoesquerda anterior •OET: occipitoesquerda transversa •OEP: occipitoesquerda posterior •OS: occipitossacra •ODP: occipitodireita posterior •ODT: occipitodireita transversa •ODA: occipitodireita anterior. Situação transversa Na nomenclatura da situação transversa não há uniformidade na designação; para a escola francesa a localização do dorso define a posição: anterior quando o dorso está voltado para a frente; posterior quando voltado para a coluna vertebral materna; e o acrômio, direito ou esquerdo, que se põe em relação com o estreito superior, define a apresentação. Exemplo: posição acromiodireita anterior (ADA) significa que o acrômio direito está na área do estreito superior, e o dorso, voltado para a frente; por acromioesquerda posterior (AEP) entende-se que no estreito superior se acha o acrômio esquerdo, e o dorso está voltado para trás (ver Figura 8.7). Para a escola alemã a posição é determinada pela localização do ovoide cefálico nas fossas ilíacas, chamando-se primeira posição quando a cabeça está no lado esquerdo, segunda posição quando no lado direito, distinguindo-se as variedades anteriores e posteriores de acordo com a orientação do dorso, e de maneira idêntica à escola francesa. Exemplo: cefálico-esquerda dorsoanterior significa que a cabeça está na fossa ilíaca esquerda, e o dorso, voltado para a frente, e cefálico-direita dorsoposterior, quando a cabeça está na fossa ilíaca direita, e o dorso se acha voltado para trás. Para a escola norte-americana a posição é indicada pelo lado materno onde se encontra o acrômio; assim, acromioesquerda anterior (AEA) representa que o acrômio está em relação com o lado esquerdo materno, e o dorso, voltado para a frente. Corresponde à acromiodireita anterior da escola francesa. Às vezes, na situação transversa, o dorso fetal se orienta nitidamente para cima (dorsossuperiores) ou para baixo (dorsoinferiores). Portanto, não havendo uniformidade na nomenclatura da situação transversa, é preciso ficar atento a trabalhos originados desta ou daquela fonte. A classificação americana merece as nossas preferências, pois permite, sem esforço mental, informar a localização do ovoide cefálico, o que importa para a execução da versão cefálica. Pontos-chave •Denomina-se atitude ou hábito fetal a relação das diversas partes do feto entre si, como flexão generalizada, constituindo o ovoide fetal, com dois polos – o cefálico e o pélvico •Entre as partes que compõem a cabeça – crânio e face – é a primeira que se reveste de importância obstétrica •Os ossos da abóbada craniana são separados por tecidos membranosos – suturas e fontanelas –, possibilitando a redução de seu volume durante o parto. A sutura sagital é a mais importante e, entre as fontanelas, a bregmática (ou grande fontanela) e a lambdoide (ou pequena fontanela) •Os diâmetros e circunferências mais importantes para o parto são: occipitofrontal (12 cm), suboccipitofrontal (11 cm), suboccipitobregmático (9,5 cm), biparietal (9,5 cm) e biacromial (12 cm) •Denomina-se situação a relação entre os grandes eixos longitudinais fetal e uterino. Coincidentes os dois, a situação será longitudinal, e quando perpendiculares, transversa •Apresentação é a região fetal que se localiza na área do estreito superior, ocupando-a em seu todo e aí tende a se insinuar. Durante o parto, é sede de mecanismo bem determinado. Pode ser cefálica, pélvica ou córmica •As apresentações cefálicas podem ser fletidas ou defletidas (de 1o grau ou bregmática, 2o grau ou de fronte, 3o grau ou de face) •A apresentação pélvica pode ser completa (ou pelvipodálica) ou incompleta (pélvica simples) •Para expressar a altura da apresentação, ou seja, sua distância ao estreito superior, é útil o critério de DeLee: considerar o diâmetro biespinha ciática como plano de referência “0” (zero). Acima desse plano a altura será negativa em centímetros, e abaixo, positiva em centímetros •Posição é a relação do dorso fetal com o lado materno, direito ou esquerdo. Variedade de posição é a relação de pontos de referência fetais e maternos. A variedade de posição mais comum é a occipitoesquerda anterior (OEA), quando o lambda se relaciona com a eminência iliopectínea esquerda materna.