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DANIELE WALL DE ANDRADE - 202007334621 LARISSA DE CARVALHO - 202009384552 MARIA LILIANE EDMUNDO P. DE ALMEIDA – 202101327578 MARINA PEREIRA BIGNI - 201908250101 ÚRSULA PORTO DE BRITO - 202103724442 PROCESSOS ATENTIVOS E QUEIXAS ESCOLARES ENTREVISTA COM A PSICÓLOGA CLÍNICA EDUARDA BAYMA MILFONT CRP.: 05/63121 Pesquisa para a matéria Processos Psicológicos Básicos – Percepção, Aprendizagem e Memória do curso de Psicologia da Universidade Estácio de Sá. Professora: Anelise Lusser Teixeira RIO DE JANEIRO 2022 RESUMO O presente trabalho traz uma entrevista com a Psicóloga Clínica Eduarda Bayma Milfort, pós-graduada em Terapia Cognitivo Comportamental atuando com crianças e adolescentes. Foi realizada por alunos de Processos Psicológicos Básicos - Percepção, Aprendizagem e Memória da Universidade Estácio de Sá, com o propósito de compreender os processos atentivos e sua relação com as queixas escolares, além de ser avaliada com testes e escalas, também pode ser avaliada ecologicamente, por meio de tarefas e observação clínica in loco. São diferentes formas que se complementam para que se possa formular a hipótese diagnóstica. O psicólogo tem um importante papel, não somente na avaliação, mas também no processo de reabilitação e/ou estimulação cognitiva da criança. Palavras-chave: processos atentivos; queixas escolares; testes; escalas; reabilitação cognitiva infantil; 1. A Entrevista A entrevista foi realizada por meio de uma plataforma digital, sendo agora descrita de forma objetiva, logo em seguida, releva-se sua importância para integração teoria e prática. Ao ser questionada sobre como avaliar a atenção, a Psicóloga Eduarda Bayma responde: “O profissional que avalia com mais precisão a atenção é o neuropsicólogo, pois ele pode utilizar escalas, testes e avaliação desse aspecto. A atenção precisa ser avaliada como um todo e não fora do contexto. Dessa forma, no contexto escolar é necessário entender onde a criança está inserida, sua história etc. Quando falamos em queixa escolar temos que ver a criança como um todo.” A profissional destaca o papel da psicologia na investigação das causas da dificuldade da criança, acompanhando e até mesmo entrar em contato com a escola para um trabalho em conjunto, analisando se há algum transtorno, buscando estratégias para ajudá-lo frente a dificuldade. A atenção pode ser a queixa mais eminente, mas pode haver outras causas não identificadas. 2. Resenha Crítica: Fundamentando nos argumentos constituídos nas bases teóricas debatidos nas aulas de PPB, é importante realizar uma avaliação cuidadosa da criança avaliando as Funções Cognitivas (inteligência, memória, atenção, linguagem, funções executivas), personalidade, comportamento, habilidades sociais, além de praxias, processamento visual. Se a criança tem ou não uma atenção mais deprimida, através deste procedimento podemos identificar. A atenção pode oscilar muito diante da motivação, ou seja, se não for interessante, pode haver dispersão mesmo, e isso deve ser levado em consideração. Cada caso é um caso, todos esses procedimentos dão um norte, é importante pesar todas as informações coletadas e fazer um estudo do caso para que possa ter uma hipótese diagnóstica. 3. Considerações Finais: Com a ampla divulgação das informações contidas em manuais de diagnóstico (DSM-V e CID, por exemplo), cada vez mais situações comuns são avaliadas e julgadas como sinônimos de distúrbios ou doenças mentais. Há um adiantamento, por parte das escolas, de fazer um diagnóstico. É preciso cuidado com isto, por vezes um diagnóstico vira rótulo e um rótulo se transforma numa forma e justificativa de ser, uma iatrogenia. Visto isso, o papel de um psicólogo é oferecer cautela em diagnosticar e buscar as ferramentas para distinguir se a situação de desatenção precisa ser avaliada profundamente. Neste caso, existem inúmeros testes psicológicos que levarão em consideração: maturidade neuronal, histórico, faces afetivas, as próprias queixas escolares, contexto familiar etc. para enfim dar uma resposta mais assertiva ao encaminhamento. O papel da psicologia como ciência que estuda o comportamento humano, é promover saúde mental à todos(as) envolvidos, buscando uma consciência maior sobre a subjetividade humana 4. Referências Bibliográficas complementares: • BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A. Neurociências, Desvendando o Sistema Nervoso. 4 Ed.. Porto Alegre:: Artmed, 2017.. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714331/cfi/0!/4/4@0.00:0.00 – Acessado em Abril de 2022; • ILLERIS, K. et all. Teorias Contemporâneas da Aprendizagem. 7. ed.. Porto Alegre :: Artmed,, 2013.. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582713969/cfi/1!/4/4@0.00:62.4 Acessado em Abril de 2022. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714331/cfi/0!/4/4@0.00:0.00 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582713969/cfi/1!/4/4@0.00:62.4