Logo Passei Direto
Buscar

Relatório de Estágio em Psicologia

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

(
1
)FACULDADE ESTÁCIO UNIMETA 
CURSO DE BACHARELADO EM PSICOLOGIA 
SABRINA DE MOURA JUNQUEIRA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO NA ÊNFASE II
ÁREA DE PROCESSOS CLÍNICOS
RIO BRANCO – AC 2022
SABRINA DE MOURA JUNQUEIRA 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO NA ÊNFASE II ÁREA DE PROCESSOS CLÍNICOS
Trabalho de Conclusão de Estágio apresentado como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Psicologia, do Centro Universitário Estácio Unimeta, sob orientação da Prof.Esp Rosana da Silva Rodrigues
RIO BRANCO – AC 2022
 (
3
)
Dedicatória .
 (
4
)AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, agradeço a Deus por não me abandonar em momentos que me senti incapaz de prosseguir na minha jornada.
A minha família pelo apoio, suporte e compreensão nos meus momentos mais difíceis durante esse processo de formação. 
E a mim mesma, por ter confiança, perseverança e esperança de uma formação digna e completa. 
 (
5
)
“Epígrafe.”
6
RESUMO
Este relatório é um instrumento obrigatório que é realizado pelo acadêmico do décimo período do curso de psicologia, que reúne conhecimentos teórios e práticos, durante o período de duração do estágio clínico. Tem por objetivo desenvolver e apresentar experiências no âmbito clínico, processos teóricos e práticos dos atendimentos supervisonados pela preceptora da abordagem escolhida, no qual ocorreu individual, entre o mês de julho, agosto e setembro, do ano de 2022. Trás a metodologia descritiva e qualitativa, com ênfase na abordagem Cognitivo Comportamental, que trás métodos de hipotese e dedusão. Para que assim, complemente a vida acadêmica e profissional, contribuindo com a experiência em clínica, no presente e futuro. 
Palavras-chave: terapia cognitivo comportamental. supervisão. estágio clínico.
ABSTRACT
This report is a mandatory instrument that is carried out by the academic of the tenth period of the psychology course, which brings together theoretical and practical knowledge, during the duration of the clinical internship. It aims to develop and present clinical experiences, theoretical and practical processes of care supervised by the preceptor of the chosen approach, in which it took place individually, between the month of July, August and September, of the year 2022. Behind the descriptive and qualitative methodology , with an emphasis on the Cognitive Behavioral approach, which brings methods of hypothesis and deduction. So that it complements academic and professional life, contributing with clinical experience, in the present and future.
Keywords: cognitive behavioral therapy. supervision. clinical stage.
	
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 – Identificação do Paciente e queixa	39
Quadro 2 – Intervenção realizada com a paciente J.P	49
Quadro 4 – Identificação do paciente de estudo de caso.	41
Quadro 5 – Lista de problemas J.P	49
Quadro 6 – Conceitualização Cognitiva.	49
 (
7
)
 (
9
)SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	11
2.1 IDENTIFICAÇÃO	12
2.2 PERÍODO DO ESTÁGIO	12
2.3 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO	12
2.3.1 Clínica-Escola de Psicologia do Centro Universitário – UNIMETA	12
2.4 OBJETIVOS	14
2.4.1 Objetivo Geral	14
2.4.2 Objetivos Específicos	14
2.5 CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS ATIVIDADES	14
2.5.1 Crianças	16
2.5.2 Entrevista Inicial com os Pais	18
2.5.6 Acompanhamento Psicológico para criança com TDAH	18
2.5.7 Entrevistas e Devolutivas Periódicas para Orientação com os Pais	19
2.5.8 Discussão dos Casos na Supervisão	20
3.1 INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA CLÍNICA	22
3.2 PSICOTERAPIA DE ORIENTAÇÃO COGNITIVO-COMPORTAMENTAL	22
3.2.1 Introdução a Psicoterapia Cognitivo-comportamental	23
3.2.2 O Modelo Cognitivo-Comportamental	24
3.2.2.1. Niveis de processamento cognitivo	24
3.2.1.2. Pensamentos Automáticos	25
3.2.1.3. Erros cognitivos	25
3.2.1.5. Crenças Intermediárias	27
3.2.1.6. Crenças Nucleares	27
3.2.3. Distorções cognitivas	28
Técnica da Psicoeducação	31
MANEJO DA PSICOTERAPIA	33
A Relação Terapêutica	33
3.3.1.1 Empirismo colaborativo	33
HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS/ PSICOPATOLÓGICAS	37
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade	37
DESAFIOS DA FORMAÇÃO EM PROCESSOS CLÍNICOS	38
PACIENTES ATENDIDOS, NÚMERO DE SESSÕES E ATIVIDADES REALIZADAS	39
SUPERVISÕES E OUTRAS ATIVIDADES REFERENTES AO ESTÁGIO	44
ESTUDOS E DISCUSSÕES DE CASOS CLÍNICOS	45
MANEJO CLÍNICO/ INTERVENÇÕES REALIZADAS	46
Manejo clínico	46
FORMULAÇÃO DE CASO COGNITIVO COMPORTAMENTAL	51
4.5.9.1 Discussão do caso clínico	53
AVALIAÇÕES	54
DO ESTÁGIO	54
SUGESTÕES PARA A INSTITUIÇÃO	54
REFERÊNCIAS	55
1 INTRODUÇÃO
Ao estudar os comportamentos e as funções mentais, a psicologia se torna responsável por proporcionar a compreensão, controle, tratamento adequado por meio de avaliações e ajustamentos psicológicos a fim de proporcionar uma saúde metal e psíquica ao indivíduo. É válido destacar que, essas avaliações englobam uma série de problemáticas ditas e/ou expressadas pela pessoa.
Essas problemáticas podem estar relacionadas a contextos educacionais, organizacionais, sentimentais, processo de transição de criança á adolescente, situações adversas na família, problemas sociais, dentre outros que podem desviar ou retardar o avanço de alguém ou mais na sociedade.
Mesmo sem poder receitar remédios para as crises de seus pacientes, o psicólogo clínico pode encaminhar este á outros médicos para que eles possam trabalhar em conjunto, a fim de que este seja compreendido sem julgamentos, sem críticas, apenas para que eles possam externar aquilo que os afligem, e só assim, dar um diagnóstico para o tratamento adequado.
Dito isto, este trabalho visa elucidar as problemáticas vividas na Clínica Escola de Psicologia da Estácio Unimeta, onde adultos e crianças foram consultadas através de um estágio com supervisão de um profissional da psicologia devidamente habilitado. Serão elencadas todas as fases desse processo e o resultado parcial deste.
Por conseguinte, serão explanados os objetivos abrangem os indivíduos participantes do estágio, bem como as habilidades profissionais desenvolvidas e aplicadas a eles para que consigam se envolver ainda mais nas terapias individuais e grupais impostas na clínica.
 (
37
)
2 PROJETO DE ESTÁGIO
2.1 IDENTIFICAÇÃO
Acadêmico: Sabrina de Moura Junqueira 
RG: 11561092
 CPF: 0404610420
Número de matrícula: 201751501787
Endereço: Ltm Santa Helena, paralela 2. Número 274. Apartamento 05
email: sabrinam2018@gmail.com Cel: (68) 992120664
Local de Estágio: Clinica Escola de Psicologia Estácio Unimeta 
Supervisor: Profa. Esp. Rosana da Silva Rodrigues	CRP: 24/03462
2.2 PERÍODO DO ESTÁGIO
O estágio de Ênfase II teve início na instituição no dia 22/07/2022 com fim no dia 30 de Setembro 2022, sendo realizado, todas as quartas e quintas, das 13h às 17h realizado na Clínica Escola de Psicologia. Sendo a carga Horária 80 horas, distribuída em 16 horas semanais cumpridas pelo estagiário.
2.3 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
2.3.1 Clínica-Escola de Psicologia do Centro Universitário – Estácio Unimeta 
A	clínica	Escola	de	Psicologia		da Estácio Unimeta ,está 		localizada Estr. Alberto Tôrres, 947 - da Paz, Rio Branco - AC, 69919-230
No ano de xxxxxxxxxxxxxx foi fundada a Clinica-Escola de Psicologia, abrangendo os últimos períodos, 9º (nono) e 10º (décimo). Com a devida orientação de profissionais especializados nas áreas de Análise do Comportamento Aplicada, Terapia Cognitivo Comportamental, Gestalt Terapia, Existencial Humanista e Psicoterapia de Orientação Analítica e Atenção Centrada na Pessoa Seu espaço conta com:
· Recepção e sala de espera.
· Seis consultórios de atendimento clínico, individualizado;
· Uma salas de ludoterapia;
· Sala de espera dos estagiários.
· Sala para orientação em grupo;
· Sala da coordenação.
O horário de funcionamento da clínica é segunda a sexta-feira, no período da manhã das 8h às 12h e no período da tarde das 13h ás 17h. 
2.4 OBJETIVOS
2.4.1Objetivo Geral
· Desenvolver habilidades profissionais do campo clínico no atendimento de adultos, crianças e adolescentes com a abordagem TCC;
· Promover o bem-estar social e trabalhando a autoestima e valorização da vida por meio da Grupoterapia.
2.4.2 Objetivos Específicos
· Utilização de técnica psicoterápicas da Terapia Cognitiva Comportamental – (TCC);
· Identificar a problemática do paciente supervisionado por um profissional habilitado;
· Desenvolver a autonomia dos pacientes e ajudar a construir condições para o processo de alta e independência do mesmo;
· Utilizar as técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental para mudanças de comportamento na Grupoterapia.
2.5 CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS ATIVIDADES
2.5.1 Crianças
Inicialmente, o atendimento infantil é composto por algumas regras, como por exemplo, primeiramente compreender em qual sistema familiar a criança esta inserida, e dentro dos sistemas, o sistema bioecologico no qual se entende a criança. Dentre esses sistemas bioecologicos existem, o mircrosistema, no qual se compreende a criança e sua familia que é diretamente conectado ao mesosistema, que são as relações sociais, onde se engloba escola, creche e parentes, e por último temos o exosistema, que abrange as articulações do dia a dia da criança, que são clube de lazer, assistência a saúde, serviços publicos e etc, e todos compõe o macrosistema da vida da criança. (PETERSEN, 2011)
Todos esses níveis que compõem esse macrosistema, também contêm os valores, crenças, ideias, recursos e outros mais, que podem sofrer influencia do tempo. Esses variáveis do tempo devem ser considerados no estudo da infância, uma vez que constituem a história. Um ponto importante a ser pesquisado é a rede de apoio social com que essa crianca e familia podem estar inseridas, e este cuidado, proporciona, na visão clínica, informações que são fundamentais para diagnosticar possíveis transtornos com mais rapidez e eficácia, do que somente tratar com o atual estado da criança. A avaliação psicologica da criança e do adolescente deve ser feita com medidas padronizadas, e deve envolver pais e professores, no qual devem ajudar a nortear o tratamento e controlar o progresso da criança. A avaliação feita por meios de questionários dirigidos permite a obtenção de dados de um observador com muita vivência empírica e que faz parte do desenvolvimento pois convivem com a criança. (PETERSEN, 2011)
2.5.2 Entrevista Inicial com os Pais
A entrevista inicial com os genitores é de suma importância, pois traz elementos cruciais para que o psicólogo, de antemão, possua dados relevantes e de qualidade para dar inicio ao trabalho com a criança, irá também decidir se a criança vai precisar ou não de um acompanhamento psicológico, bem como, pode ser invertido para os pais, caso seja feita a identificação da problemática seja derivada dos pais. Embasado nesta ideia explicita em questão, temos por base esta proposta “Seja com um adolescente ou um adulto ou com os pais de uma criança simultaneamente a primeira entrevista nos dará subsídios que facilitarão o enquadre a ser escolhidos” (..) (ARZENNO, 1995,p.18).
Na Clínica-Escola, é utilizado como ferramenta na entrevista inicial a anamnese com os pais ou responsáveis da criança, ou do adolescente podendo também se esticar ao adulto caso haja uma necessidade especial natural do mesmo, é importante ficar atento a cada detalhe que é proferido a respeito do paciente em questão.
2.5.6 Acompanhamento Psicológico para criança com TDAH
 O principal objetivo do acompanhamento psicológico fundamenta-se em promoção de bem estar psicológico e pode ser extremamente útil na diminuição do sofrimento psíquico do paciente. O objetivo central é consistido em promover o bem estar psicológico, e auxiliar o paciente a ter autonomia em relação ao enfretamento das dificuldades e o sofrimento em que ele se encontra. (RIBEIRO, 2103; TEIXEIRA, 2013)
As intervenções psicoterapêutica atuam nas relações com o meio em que a criança está inserida, neste sentido, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), além de identificar as crenças centrais do paciente que estão relacionadas aos sentimentos de fracasso, que podem ser recorrentes do transtono, também contribui para o desenvolvimento do auto controle, da auto estima de modo que se recupere e que se consiga regular a atenção para auxiliar na resolução de problemas, proporcionando medidas afetivas, a fim de favorecer a qualidade de vida a criança e aos familiares, e com tudo, pode possibilitar a reversão de quadros de ansiedade e depressão, que podem ser resultado de rejeição, fracasso, e exclusão social. (RIBEIRO, 2103; TEIXEIRA, 2013)
2.5.7 Entrevistas e Devolutivas Periódicas para Orientação com os Pais
 Segundo (OLIVEIRA; RAMIRES; GASTAUD, 2018) Conforme os dados, a participação dos pais no tratamento dos seus filhos, por meio das entrevistas de acompanhamento com o terapeuta da criança, promove a compreensão da dinâmica familiar e dos sintomas apresentados pelas crianças. Possibilita a compreensão das suas expectativas, desejos, angústias, sentimentos de culpa e frustração em relação à criança, de seu papel nos sintomas dela, o que contribui para a superação desses sintomas e para a manutenção das melhoras que vão sendo alcançadas.
Durante a psicoterapia, a presença dos pais é constante, pois é essencial que acompanhem o tratamento e participem também, nas entrevistas períodicas são feitas devolutivas e são discutidos geralmente os resultados de avaliações realizadas pelo psicoterapeuta, assim também como, os pais possuem um papel essencial na vida dos filhos e os acompanha diariamente, e alguns fatos também podem ser repassados ao psicoterapeuta, acontecimentos ou episódios, que muitas vezes, a criança não consegue dialogar durante as sessões. Essa participação pode ocorrer de várias formas, podem ser feitas quizenalmente ou mensalmente, podem ser feito com o pai e a mãe, ou de forma separada, e também pode ser feita na presença da criança, nem sempre é pré definido, existem muitas possibilidades que podem ser construídas com o vínculo com o psicoterapeuta. O contato com os pais propicia o desenvolvimento positivo da criança, e eles podem acomopanhar o processo de evolução e progresso, dando ao psicologo o feedback ao psicoterapeuta sobre suas intervenções. (RODRIGUES, 2017)
Cria-se também um espaço para que os pais sejam escutados, onde as questões familiares e pessoais podem ser escutadas, e trabalhadas para a melhora dos filhos, mas em nenhum momento se trata de psicoterapia para os pais, mas sim, de um acompanhamento familiar, visando sempre o progresso da criança. Sempre que há motivos para intervenções, o psicológo deve noticiar aos pais, e é realizado a mediação entre ambos, o psicológo e os familiares são aliados no processo terapêutico. (RODRIGUES, 2017) 
2.5.8 Discussão dos Casos na Supervisão
De acordo com Roth e Pilling (2008) consentem que supervisão é um elemento essencial para a boa prática clínica, uma vez que esse momento pode não apenas entrelaçar a teoria com a prática, mas também adequar o fazer profissional à demanda social específica. 
A supervisão é uma forma contratual, de relação formal, no qual o supervisor orienta o psicoterapeuta a melhor forma de prosseguir com o processo psicológico, é uma relação colaborativa, entre supervisor e superviosionando, e tem por finalidade e objetivo o desenvolvimento, ensino e aprendizagem da clínica, e neste momento cabe o supervisionando relatar verdadeiramente o seu trabalho e o supervisor dar o feedback e orientação a fim de que haja uma compreensão das competências e habilidades terapêuticas, em conformidade com a ética e compromisso com a profissão. (ROTH E PILLING, 2008) 
Para que seja possível qualificar uma supervisão, é nescessário que o supervisor tenha mais habilidades, tempo de formação e experiência em clínica, e um grande conhecimento científico. O supervisor do graduando, tem função também de terapêuta, quando a relação é estabelecida de uma formaamigavél, sem que o supervisor tenha uma forma punitiva, o aprendizado é mais evolutivo, porém quando há uma grande hierarquia de poder durante as sessões de supervisão, pode ser que haja fracasso durante esse desenvolvimento, ou ate mesmo o supervisionado recua no momento de expressar suas dúvidas e questionamentos. (BECKERT, 2002) 
Outro ponto importante é que o supervisor deve servir de modelo para o supervionado, desta forma, a forma com que o supervisor de comporta, pode modelar a forma do supervisonado, auxiliando no estabelecimento de uma relação positiva com seu paciente. De forma geral, pode-se dizer que o supervisor tem cinco principais funções, que são: informar, questionar, sugerir, encorajar e avaliar. Assim, além de fornecer informações atualizadas e relevantes, o supervisor deve ser capaz de problematizar as atuações, a fim de levar o aluno a reflexões que promovam uma descoberta guiada.  Dessa forma, o supervisor é um facilitador da aprendizagem, que trabalha numa perspectiva colaborativa (LIMA, 2007) e acaba tendo grande influência sobre o supervisionando (CAMPOS, 1998)
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3.1 INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA CLÍNICA
A expressão psicologia clínica foi falada pela primeira vez em 1986, por Witmer, por se referir, a procedimentos de avaliação, empregados a crianças deficientes, portanto, é no século XIX que ocorre a gestação do espaço psicológico (FIGUEIREDO, 1995). O grande entendimento da clínico é que é onde se realiza a psicoterapia, em termos a representação social do psicológo clínico, tem função aproximado ao médico, e atualmente está evoluindo muito. É possível constatar hoje ainda que existe uma procura para escuta, disposição de apresentar o sofrimento, problema ou qualquer que seja a demanda, e ao final, esperar uma resolução rápida, e eficaz ao seu mal psíquico. (DUTRA, 2004)
 É possível termos uma definição clássica e tradicional da clínica, conforme Lo Bianco et al. (1994) apresentam como principais características da Psicologia Clínica tradicional algumas atividades como: psicodiagnóstico e/ou terapia individual ou grupal; atividades exercidas em consultório particular, em que o psicólogo se apresenta como autônomo ou profissional liberal, atendendo, geralmente, a uma clientela financeiramente abastada. Por tanto, as práticas clínicas atuais apontariam um mmaior interesse e preocupação com o contexto social. E implica significativas alterações na concepção de sujeito e, conseqüentemente, novas interpretações das teorias psicoterápicas. Então sendo assim, começa a surgir uma nova concepção de clínica, então a buscar uma articulação mais concreta entre a clínica e o social, inclui uma análise do contexto social em que o indivíduo está inserido. Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o modelo tradicional foi deixado de lado pelos psicológos com a presença de atendimentos em hospitais e ambulatórios gerais e psiquiátricos, nas unidades básicas de saúde pública, nas escolas e creches, e onde quer que possam ser inseridas as práticas de atendimento. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o psicólogo, passou a se inserir na rede pública, e isto trouxe mais visibilidade a profissão, porém, por alguns profissionais, ainda era mantido o modelo clássico de atendimento. (DUTRA, 2004) 
Contudo, como vimos as novas aplicações das práticas clínicas, principalmente aquelas desenvolvidas nas unidades básicas de saúde, já caminham no sentido de envolver uma nova concepção de clínica psicológica, a qual passa a constituir-se, baseados em estudos do Conselho Regional de Psicologia-6ª região (CRP-06)2, também, por
Ações de baixa complexidade, ampliando-se, assim, para uma percepção da clínica não como sinônimo de ações psicoterápicas especializadas, mas como manejos que previnem as necessidades dos mesmos ou que visam à promoção da saúde. (Bianco et al., 1994, p. 41)
Então nesta nova concepção clínica, entende-se que, o ato clínico deve ser contextualizado e refletido, em qualquer local que se realize, a fim de que haja um bom desenvolvimento no processo psicológico. (DUTRA, 2004) 
3.2 PSICOTERAPIA DE ORIENTAÇÃO COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
 
3.2.1 Introdução a Psicoterapia Cognitivo-comportamental
Aaron Beck, na década de 1960, desenvolveu uma forma de psicoterapia, na qual, a príncipio se chamou ¨teoria cognitiva¨, que hoje é usado como Teoria Cognitiva Comportamental (TCC). Ela foi construída para o tratamento da depressão, que seria uma psicoterapia estruturada, de curta duração, voltada para o presente, direcionada a solução de problemas atuais. De acordo com Beck (2013), O tratamento também está baseado em uma conceituação, ou compreensão, de cada paciente, e o psicoterapeuta procura produzir de várias formas uma mudança cognitiva – modificação no pensamento e no sistema de crenças do paciente – para produzir uma mudança emocional e comportamental duradoura.
A terapia cognitivo-comportamental tem sido adptada a diferentes tipos de pacientes, porém, seguindo a mesma linha. Os pacientes podem ser de qualquer nível social, independente de sua renda ou de sua idade, em qualquer cultura. Atualmente esta sendo vista para tratamentos na atenção primária de saúde e até mesmo outras especializações, pode ser usada em formato de grupo, indivual, ou casal. (BECK, 2013)
De outras formas, o modelo cognitivo sobrepõe que o pensamento disfuncional é comum em todos os transtornos psicológicos. E quando as pessoas se tratam de forma mais realista e adaptativa, elas consideravelmente possuem melhoras em seus tratamentos, seja no seu estado emocional ou no seu comportamento. Para que haja uma melhora duradoura no tratamento, os terapeutas, trabalham em um nível mais profundo de cognição, que são as crenças básicas do paciente sobre si mesmo. Essas crenças são disfuncionais, e a modificação destas crenças pode alterar a sua perscepçao de realidade. E atualmente existem mais de 500 estudos científicos sobre a TCC, no qual demonstram a eficácia do modelo de Aaron Beck, tanto para transtornos psiquiátricos, como problemas psicológicos e problemas médicos com componentes psicológicos. (BECK, 2013)
3.2.2 O Modelo Cognitivo-Comportamental
A terapia cognitivo-comportamental está baseada no modelo cognitivo, o qual parte da hipótese de que as emoções, os comportamentos e a fisiologia de uma pessoa são influenciados pelas percepções que ela tem dos eventos. Não é a situação em si que determina o que a pessoa sente, mas como ela interpreta uma situação. Imagine, por exemplo, uma situação em que várias pessoas estão lendo um texto básico sobre terapia cognitivo-comportamental. Elas têm respostas emocionais e comportamentais bem diferentes à mesma situação, com base no que está se passando em suas mentes enquanto leem. (BECK, 2013) 
O processo cognitivo possui um papel muito importante e centralizado para o ser humano, porque em sua forma continua irá avaliar a relevância dos acontecimentos tanto interno quanto externamente, ou seja, no ambiente que o cerca. (p. ex., comentários, situações estressantes, sensações, deveres). Assim, as cognições podem ser consequentemente associadas à reações das emoções. (WRIGHT et al., 2008).
3.2.2.1. Niveis de processamento cognitivo
Pode-se identificar três níveis que são de conceito básicos de processamento cognitivo por Beck e seus colegas (Beck et al.,1979; D. A. Clark et al., 1999; Dobson e Shaw, 1986). O nivel que se sobrepõe a cognição é a consciência, que se refere a um estado de atenção, onde as decisões serão tomadas a nível racional. Que nos permite:
· Observar e analisar as interações do meio externo;
· Conectar memórias passadas as experiências atuais;
3.2.1.2. Pensamentos Automáticos
 
De acodo com Beck (2013), os pensamentos automáticos são resultados de reações emocionais, perante alguma situação. Os pensamentos por sua vez, influenciam na reação emocional, comportamental e fisiológica. Se conseguissimos avaliar nossos pensamentos e emoções, comportamentos e fisiologias,poderiamos ser afetados positivamente. É importante observar que a sequência da percepção de situações que levam aos pensamentos automáticos que então influenciam a reação da pessoa é por vezes uma supersimplificação.
Existem algumas situações que podem ser desencadeantes, que são: eventos específicos, lembranças, imagens, comportamentos, emoções, experiência fisiológica ou mental e etc. 
3.2.1.3. Erros cognitivos
Os erros cognitivos são designidados erros de julgamento ou podem ser equivocos do nosso pensamento, isso implica na forma que avaliamos as coisas (OLIVEIRA, 2011) . No modelo de Aaron Beck, os erros cognitivos são falhas no pensamento automático, porém não necessáriamente todo o pensamento automático possui erros cognitivos.
 Inicialmente foram denominados por Beck (1977) seis principais e distintos erros cognitivos, que são, a inferência arbitrária, que é quando o indivíduo tende a elaborar uma conclusão antecipada de algo tendo por base poucas ou por contraditórias evidências; a abstração seletiva que consiste quando o indivíduo foca-se em evidências que tendam a confirmar o seu esquema de base; a sobregeneralização, que é quando o indivíduo generaliza a probalilidade de ocorrência de um evento negativo; a maximização/minimização, em que o sujeito avalia de forma incorreta o grau de severidade de uma determinada situação, seja de grande forma ou pequena; na personalização, que é quando o indivíduo tende a acreditar que várias situações externas ocorreram ou foram causadas por ele próprio; e por último, o pensamento absolutista, que se caracteriza pela visão do indivíduo acerca de algo, seja bom ou ruim. 
3.2.1.5. Crenças Intermediárias
De acordo com Leahy (2006), as crenças intermediárias são suposições ou regras que são estabelecidas pelo indivíduo, essas crenças são subjacentes ou condicionais, e podem ser chamadas de crença associadas. Elas são afirmações e suposições que são inflexivel e imperativo, e todas as pessoas possuem crenças condicionais que foram adicionadas ao longo da vida.
3.2.1.6. Crenças Nucleares
 
As crenças centrais ou nucleares estão relacionadas ao próprio individuo, ao mundo e a outras pessoas. De acordo com Beck (1977), as crencças centrais ou nucleares são desenvolvidas na infância através das interações pessoais e da vivência de situações que possam fortalecer essa crença. 
3.2.3. Distorções cognitivas
O termo foi originalmente usado por Beck (1979), no qual se designa para descrever o conteúdo cognitivo que é indicativo de conceptualizações distorcidas ou irrealistas. A cognição consite em um conjunto de processos cogntivos, dentre esses processos, se inclui o processo de atenção, memória, aprendizagem, percepção, interpretação, compreensão e produção, linguagem e a capacidade de tomar decisões. É um processo que pode possibilitar a sistematização de informação, onde são assimiladas perguntas e respostas produzidas, e a distorção significa aquilo que foi alterado, uma mudança no aspecto real de um objeto ou processo. Assim, pode considerar uma distorção cognitiva aquela que não corresponde a realidade, a verdade simétrica, pois são formas incorretas de assimilar o significado a um evento ou experiência. (BECK, 1979)
3.2.4 Tranferência e Contratransferência
A transferência é um fenômeno essencial que pode se basear em qualquer tipo de terapia (ZIMMERMAN, 2000). No processo terapêutico existe transferência de tudo que se fala, mas nem tudo deve ser trabalhado sendo transferência, Zimmerman (2000) também aponta uma questão que é interessante, se a transferência é uma necessidade de repetição ou repetição de uma necessidade não satisfeita no passado, e normalmente ocorrem transferências cruzadas, então é importante que todos possam ter a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos, desta forma, se conbsegue diferenciar o que é seu e o que é do outro. 
A contratransferência é uma atitude que indica uma comunicação de incosnciente para inconsciente, existem indicativos que seja uma atitude projetiva, o terapeuta inicialmente tem dificuldades de perceber a projeção, Bion fala também sobre esses sentimentos: 
A experiência da contratransferência parece-me possuir uma qualidade inteiramente distinta, que deveria capacitar o analista a diferenciar a ocasião em que é objeto de uma identificação daquela em que não é. O analista tem uma perda temporária de insight, uma sensação de experienciar sentimentos intensos, e ao mesmo tempo, a crença de que a existência destes é inteira e satisfatoriamente justificada pela situação objetiva (Bion, apud Hinshelwood, 1992, p. 198).
3.2.5 Técnica da Psicoeducação
Uma das técnicas usadas foi a psicoeducação que possue uma importante função de orientar o paciente, em vários aspectos, seja a respeito de comportamentos ou na construção e alteração de crenças, valores, e sentimentos, e como estes influenciam na vida. Bem, para nortear a família, quanto na existência de doenças ou problemas psicocológicos. É capaz de proporcionar ao indivíduo o desenvolvimento de pensamentos e reflexões sobre as pessoas ou sobre a si mesmo, e como comportar-se perante o mundo e a sociedade, e isto é feito atrvés de atividades que façam o indivíduo pensar e refletir, sobre a obtenção de valores, e nas intervenções, tanto individuais, como nas coletivas. (BECK, 2013)
O modelo psicoeducacional pode envolver diferentes tipos de teorias psicológicas, e educativas, além disso, utiliza dados téoricos de outras diciplinas como educação com o objetivo de ampliar o fornecimento de informações ao paciente para que se obtenha um entendimento não fragmentado acerca do diagnóstico. (COLE; LACEFIELD, 1982)
O seu uso deve empregado em um estudo científico, que tem como objetivo analisar apenas o uso da psicoeducação, diferentemente de uma psicoterapia a qual é composta por diferentes técnicas empregadas ao longo das sessões. O que se pode concluir é que a psicoeducação pode ser incluída em diferentes conjuntos de técnicas como forma de auxiliar na saúde do paciente. (LIMA-SILVA; YASSUDA, 2012)
 
3.3 MANEJO DA PSICOTERAPIA
3.3.1 A Relação Terapêutica
A relação terapeutica é considerada uum elemento totalmente necessário e essencial para a psicoterapia, para que haja um bom desenvolvimento do processo clínico, e se desenvolva corretamente, e vem recebendo a maior atenção nas pesquisas em TCC, pois é necessário que o terapêuta possua habilidades que facilitarão o estabelecimento desse vínculo. (EASTERBROOK E MEEHAN, 2017) 
Beck et al. (1979) afirma que a empatia, autenticidade e a aceitação são características fundamentais que podem facilitar o terapêuta a ter esse vínculo, e que a empatia se traduz sobre como o modo do terapêuta irá se adentrar no mundo do paciente, conhecendo suas necessidades e se pondo no lugar, então, estas relações interpessoais são as que podem se concretizar em um trabalho essencial. E por último, a aceitação é a demonstração mais sincera do interesse pelo paciente. 
3.3.1.1 Empirismo colaborativo
De acordo com Beck (1979), o empirismo colaborativo é uma relação entre paciente e terapêuta, no qual, trabalham juntos para analisar e avaliar certos pontos de precisão no desenvolvimento do processo terapêutico, é estabelecido quando o paciente e o terapêuta buscam ter uma postura totalmente e igualmente ativa na busca do alívio do sofrimento do paciente. O objetivo é guiar o paciente á reflexão sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos, e proporcionar uma reestruturação cognitiva, que o ajudará a processar informações de maneira mais flexível. 
 
Desta forma, é possivel construir uma aliança forte, que possibilitará um vínculo necessário para o desenvolvimento positivo da terapia. Beck (1979) aponta que ainda que essa aliança seja estabelecida, é comum que no inicio o terapêuta se mostre mais ativo que o paciente, assim é importante sempre direcionar as sessões com base no que ja foi discutido, e a medida que o paciente vai se familiarizando com as técnicas e conceitos, ele deve se tornar mais ativo. 
3.4 HIPÓTESESDIAGNÓSTICAS/ PSICOPATOLÓGICAS
3.4.1 Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
De acordo com o DSM-V, o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é um padrão persistente e de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento. Barkley (2008) aponta que os sintomas do TDAH, na criança, surgem nos primeiros anos de vida e ocorrem em diversas situações. O autor ainda explica que a inquietação motora e os períodos reduzidos de atenção ficam aquém das expectativas para a sua idade, geralmente apresentam imaturidade, assim como uma diferença entre o nível cognitivo e os problemas de autocontrole.
3.5 DESAFIOS DA FORMAÇÃO EM PROCESSOS CLÍNICOS
A psicologia clínica é por sua vez uma área de mais ânseio durante todo o processo de formação do psicólogo, pois é uma área que abre nossas mentes que estão cruas em prática e ricas em teoria. É onde podemos sentir as emoções e conhecer a realidade de cada transtorno psicológico que estamos acostumados a ver durante as aulas. Coisas que parecem de filme, mas que são situações reais, que podemos presenciar durante nosso dia a dia nos atendimentos na clínica. E durante muitos momentos, me questionei sobre esta ali presente para o indivíduo que necessáriamente precisa de apoio naquele momento. 
O maior desafio é conseguir manter-se estabilizado nas horas em que seu paciente está desmoronando, e mesmo assim, também manter a empatia perante a situação desesperadora a vista do paciente. É conseguir falar sem preconceitos e opiniões, para que haja um melhor desenvolvimento e confiança. É se manter seguro ao estabelecer regras e hábitos com seu paciente para que assim ele possa lhe procurar também quando necessitar, é sobre passar confiança. E são esses desafios que torna a clínica tão especial em relação as áreas de atuação do psicólogo. 
4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS E ESTUDO DE CASO
4.1 PACIENTES ATENDIDOS, NÚMERO DE SESSÕES E ATIVIDADES REALIZADAS
	QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES
	Paciente
	Sexo
	Id
	Queixa Principal
	
J.P
	
 Masculino 
	
12 anos
	
TDAH- foco na aprendizagem, e comportamento agressivo e depressivo. 
	
 M.C
	
Feminino
	
 12 anos 
	
Baixa autoestima e não aceitação de deficiência. 
Quadro 1 – Identificação dos Pacientes e Queixas
	PACIENTE: J.P 
	Metas
	Quantidade De Sessões
	Atividades Realizadas/Intervenções
	Antiga:
Desenvolver a habilidade na aprendizagem. .
	09 sessões 
	Sessão 01
Iniciou-se a Anamnese e apresentado o termo de consentimento livre e esclarecido com o responsável.
	Atual:
Foco na aprendizagem e auto estima. 
	
	Sessão 02
Continuação do preenchimento da anamnese e escuta do responsável. 
	
	
	Sessão 03
	
	
	Foi feito uma psicoeducação para nossa familiarização, afim de descobrir e verificar informações conjuntas a anamnese. 
	
	
	Sessão 04
	
	
	Foi levada a sala de ludoterapia para realizar uma psicoeducação com foco em atenção e aprendizagem, foi usado como instrumento o jogo “banco imobiliário”.
	
	
	Sesão 05
	
	
	Novamente fomos a sala de ludoterapia para aplicar uma psicoeducação para sobre questões pessoais. Foi usado um jogo chamado (passado, presente e futuro). 
	
	
	Sessão 06
	
	
	Foi levado um feedback para a responsável sobre as três últimas sessões e as considerações, e com isso, foi levantado um novo questionamento da parte responsável juntamente a fatos que haviam ocorrido. 
		
	
	Sessão 07
	
	
	Foi feito uma psicoeducação com a finalidade de saber os sentimentos e desejos.
	
	
	Sessão 08
	
	
	Trabalhou-se a questão da atenção com o jogo “adedonha” e a autoestima. 
	
	
	Sessão 09
	
	
	Estabelecimento de metas com a mãe (responsável), e aconselhamento para procura médica. 
	PACIENTE: M. C
	Metas
	Quantidade De Sessões
	Atividades Realizadas/Intervenções
	Antiga:
Foco na autoestima e aceitação. 
	05 sessões 
	Sessão 01
Iniciou-se a Anamnese e apresentado o termo de consentimento livre e esclarecido com o responsável.
	Atual:
Foco no tratamento da ansiedade. 
	
	Sessão 02
Continuação do preenchimento da anamnese e escuta do responsável. 
	
	
	Sessão 03
	
	
	Foi feito uma psicoeducação para nossa familiarização, afim de descobrir e verificar informações conjuntas a anamnese. 
	
	
	Sessão 04
	
	
	Foi levada a sala de ludoterapia para realizar uma psicoeducação com foco na auto-estima, técnica do espelho. 
	
	
	Sesão 05
	
	
	Novamente fomos a sala de ludoterapia para aplicar uma psicoeducação para sobre questões pessoais. Foi usado um jogo chamado (passado, presente e futuro). 
	
	
	Sessão 06
	
	
	Foi levado um feedback para a responsável sobre as três últimas sessões e as considerações. 
		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Paciente 
J. P 
	Sexo 
M
	Idade 
12 
	Atividades desenvolvidas
	
	
	
	
SESSÃO 1:
· QUIZ DE PERGUNTAS 
· OBJETIVO: CONHECER O PACIENTE 
	
	
	
	SESSÃO 2: 
· BANCO IMOBILIÁRIO
· OBJETIVO: PROMOVER ATENÇÃO
	
	
	
	SESSÃO 3:
· JOGO DA VIDA
· OBJETIVO: SABER QUESTÕES SOBRE ANSEIOS FUTUROS, SABER SOBRE PRESENTE E PASSADO.
	
	
	
	SESSÃO 4:
· JOGO O QUE VOCE FAZ? 
· OBJETIVO: LIDAR COM AS EMOÇÕES. 
	
	
	
	SESSÃO 5:
· ADEDONHA 
· OBJETIVO: BUSCAR A AUTO-ESTIMA
	Paciente
 M.C 
	Sexo 
F
	Idade 
12 
	Atividades desenvolvidas
	
	
	
	SESSÃO 1:
· QUIZ DE PERGUNTAS
· OBJETIVO: CONHECER O PACIENTE 
	
	
	
	SESSÃO 2:
· JOGO DO ESPELHO ¨QUEM SOU EU¨
· OBJETIVO: BUSCAR AUTOESTIMA E AUTOCONHECIMENTO.
	
	
	
	SESSÃO 3:
· JOGO DA VIDA
· OBJETIVO: OBJETIVO: SABER QUESTÕES SOBRE ANSEIOS FUTUROS, SABER SOBRE PRESENTE E PASSADO.
 4.2 SUPERVISÕES E OUTRAS ATIVIDADES REFERENTES AO ESTÁGIO
A supervisão se deu por meio de 1 encontro semanalmente, nas sexta feira pela tarde, com a turma do 9º e 10º período, abordando os atendimentos feitos com a terapeutas em formação, com a finalidade de nortear e colocar em pratica a teoria que é estudada ao longo dos semestres anteriores, com a abordagem Terapia Cognitivo Comportamental – TCC com um supervisor responsável e habilitado para os ensinamentos da teoria e práticas clinicas da abordagem.
4.1 ESTUDOS E DISCUSSÕES DE CASOS CLÍNICOS
4.1.1 Caso I Identificação: Sabrina 
Nome do Paciente: J.P 
Data de Nascimento: 29/12/2018	idade: 12 
Nome do pai: 
Nome da mãe: 
Município: Rio Branco
4.5.5 Queixa Principal
4.5.6 História Pregressa
4.5.7 Historia Atual
4.5.8 MANEJO CLÍNICO/ INTERVENÇÕES REALIZADAS
4.5.8.1. Manejo clínico
4.5.8.2. Intervenções realizadas
4.5.9 FORMULAÇÃO DE CASO COGNITIVO COMPORTAMENTAL
	Queixa Principal: Problemas com a fala
	Nome: C.T.P.
	Idade: 07 Anos
	Profissão: Estudante
	Religião: Nenhuma
Quadro 4 – Identificação do paciente de estudo de caso
	1.	Lista de problemas:
	1- Problemas com a fala (Dicção e formulação de frases)
	2- Dificuldade na aprendizagem
Quadro 5 – Lista de Problemas
	2.	Conceitualização Cognitiva
	História de Vida
Paciente é natural de Rio Branco – AC, 07 anos de idade, estuda na escola Iracema Gomes Pereira, situada no bairro Calafate. Antes de nascer, seus pais se separaram, fazendo com que a paciente crescesse sem a presença de seu pai, substituído por seu avô que ajudou a criar junto com a mãe e a tia, a paciente começou a falar muito tarde com quatro anos de idade. Sempre frequentou a escola, onde foi descoberto as dificuldades da criança na fala, pela professora, fazendo com que a mãe se preocupasse em levar a filha a uma fonoaudióloga, com isso a melhora da criança foi percebida, porém a fonoaudióloga encerrou com a criança e encaminhou para a Clinica Escola de Psicologia –
UNINORTE.
	Tríade Cognitiva
	Visão de si
	Visão de Mundo
	Visão de futuro
	O recurso utilizado foi o emoji, com a criança, foi selecionado o emoji de coração, indicando que a criança tinha amor por si.
	A criança colocou carinhas de felicidade, amor e tristeza, e explicou que todos a amam, e se sentem felizes com ela, menos o pai, que foi embora, de acordo
com a criança por causa dela.
	A paciente colocou uma carinha de raiva, feliz e uma de amor. Explicouque estava crescendo e sua mãe não a teria mais como bebê dela, e que ganharia
presentes.
	Crença central
	“Nenhum amigo gosta de mim”
	Crenças Intermediárias
	“Meu pai foi embora por minha causa”
	Crenças Condicionadas
	“Todo mundo só briga comigo”
	Estratégias Compensatórias
	Brincar sozinha, se isolar.
	Situação 1
	Situação 2
	Situação 3
	Meus pais brigaram
	Meus amigos ficam me aborrecendo
	Não consigo fazer atividade sozinha
	Pensamentos Automáticos
	Pensamentos Automáticos
	Pensamentos Automáticos
	Foi por minha causa
	Quero brigar com eles
	Minha mãe vai brigar comigo
	Emoções
	Emoções
	Emoções
	Tristeza
	Raiva e Tristeza
	Triste
	Comportamento
	Comportamento
	Comportamento
	Sinto saudade e peço pra minha
mãe ligar pro meu pai
	Grito com eles na sala
	Fico pedindo ajuda pra minha
mãe
	Fisiológico
	Fisiológico
	Fisiológico
	Choro
	Choro
	Choro
	3.	Hipótese de Trabalho
	1- TDAH
	2- Comportamento agressivo
	3- Baixa auto-estima
	4.	Plano de Tratamento
	1- Psicoeducação da TCC
	2- Aplicar baralho das emoções
	3- Jogo da memória com emoções
	4- Tríade cognitiva usando emoções
	5- Visita escolar
	6- Aplicação do WISC-III
	7- Treinamento das habilidades sociais
	8- Aplicação da economia de fichas
	Objetivos e metas traçadas: Foi combinado com a mãe da paciente trabalhar no aspecto de entender
qual era o motivo da filha não conseguir se comunicar.
	Intervenções: Aplicar o baralho das emoções para verificar se a criança tem conhecimento das emoções, se consegue identificar; jogo da memória com as emoções para verificação da memória de curto prazo e longo prazo; tríade cognitiva para buscar saber como a criança se percebe e percebe o mundo a sua volta; visita escolar para verificação da rotina da criança, rendimento, sociabilidade da mesma e
comportamento; Aplicação do WISC-III para avaliar questões cognitivas da criança.
Quadro 6 – Conceitualização Cognitiva
4.5.9.1 Discussão do caso clínico
As técnicas utilizadas com a paciente da abordagem TCC – Terapia Cognitivo Comportamental, foram de bom uso e nortearam para um resultado, que abrangesse o problema central da criança. Ao ser investigado o problema com a fala da criança notou-se com o auxilio do DSM-5 Livro dos transtornos mentais, a identificação dos critérios diagnósticos do Transtorno da linguagem. O Auxilio de neuropsicologas em formação, foi de extrema importância para concluir realmente o problema da paciente.
4.5.9.2 Prognóstico
A terapeuta em formação sugeriu a orientadora, a aplicação das escalas Weschler (WISC-III) para uma possível identificação de algum transtorno que poderia estar acometido sobre as questões da criança da fala e algumas dificuldades escolares. A terapeuta em formação começou a aplicação um pouco antes das férias, e a paciente não conseguiu concluir no tempo previsto, então houve uma pausa. Durante o recesso da clínica escola, abriu-se vagas para pacientes voltados para atendimentos sorteados por três neuropsicologas em formação onde a paciente C.T.P foi selecionada, aplicaram vários testes, inclusive o WISC-III onde os resultados da criança apontaram um QI médio e abaixo da média, por fim concluiu-se que a criança teria o transtorno da linguagem, e pouca maturidade.
Durante as sessões observou uma melhora na desenvoltura da criança, e de acordo com a mãe a criança está evoluindo, principalmente nas questões escolares. A criança terá
acompanhamento com o AEE na escola, e voltará a fazer acompanhamento com outra fonoaudióloga, para continuar trabalhando a fala. E prosseguirá com as sessões na Clínica Escola de Psicologia – UNINORTE.
5 AVALIAÇÕES
5.1 DO ESTÁGIO
O Estágio na Clinica-Escola de Psicologia permite uma experiência verdadeira, e totalmente profunda em seus demais aspectos. O Auxilio, suporte e os espaços que foram utilizados no processo dos atendimentos possibilitou um trabalho eficaz de bom retorno. O processo da ênfase I se deu da melhor forma, por conta de toda uma estrutura física (salas, espaços individuais) e orgânica, dos colaboradores, como por exemplo: Orientadores, coordenadores e recepcionistas, entre outros.
Na escola Municipal Irmã Maria Gabriela, também nos foi disponibilizado uma estrutura acolhedora que nos permitiu exercer o nosso trabalho da melhor forma, que foi muito bem recebido, e com nova implementação voltada para a prevenção e promoção de saúde para o docente, pode-se ampliar e abranger a escola como um todo.
5.2 SUGESTÕES PARA A INSTITUIÇÃO
A instituição, é caracterizada por tentar sempre estar fazendo ajustes e melhorias em seus processos de estágio em beneficio de seus alunos. Entretanto, algumas sugestões aqui sugeridas, são unicamente para contribuir com a instituição e o bom desenvolvimento individual de cada aluno. Seria interessante que houvesse apenas uma matéria durante a realização do estágio, para que os alunos concentrem seus esforços e dedicação total somente ao estágio.
REFERÊNCIAS
BARLETTA, J. B.; DELABRIDA, Z. N. C.; FONSECA, A. L. B. da. Conhecimento,
habilidade e atitude em TCC: percepção de terapeutas iniciantes. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 7, n. 1, p. 21-29, 2011.
BIELING, P. J., Mccabe, R. E., & Anotony, M. M. (2008). Terapia cognitivo- comportamental em grupos. Porto Alegre: Artmed. Knapp, P., & Beck, A. T. (2008). Fundamentos, modelos conceituais, aplicações e pesquisa da terapia cognitiva. Revista Brasileira de Psiquiatria, 30, s54-s64.
BRITO, C. L. S. (1999). A transmissão do conhecimento psicanalítico através da supervisão. Dissertação de mestrado não-publicada, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
CAMPOS, L. F. L. Formação, supervisão e treinamento em psicologia clínica. São Paulo: EPU, 1998.
CAMPOS, L. F. L. Supervisão em terapia cognitivo-comportamental. In: RANGÉ, B.
(Org.). Psicoterapia comportamental e cognitiva: pesquisa, prática, aplicações e problemas. Campinas: Livro Pleno, 2001. v. I, p. 357-364.
CARLOTTO, M. S. (2010). Síndrome de Burnout: diferenças segundo níveis de ensino. Psico, 41(4), 495-502.
COTTRAUX, J.; MATOS, M. G. Modelo europeu de formação e supervisão de terapia cognitivo-comportamentais para profissionais de saúde mental. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 3, n. 1, p. 54-72, 2007.
FONSECA, J. Psicodrama da loucura. São Paulo: Ágora, 2008.
GIL-MONTE, P. R. (2005). El síndrome de quemarse por el trabajo (“Burnout"). Una enfermedad laboral en la sociedad del bienestar. Madrid: Pirámide.
LEÓN, G. L. (2011). Los profesionales de secundaria, como factores de riesgo en el síndrome de Burnout. Revista Electrónica Educare, 15(1), 177-191.
OCAMPO, M. L. S., ARZENO, M. E. G., Piccolo, E. G. & Cols, (2009). O processo
psicodiagnostico e as técnicas projetivas. (11º Ed.). São Paulo: Martins Fontes.
OLIVEIRA, L. R. F., Gastaud, M. B., Ramires V. R. R. (2018). Participação dos pais na psicoterapia da criança: Práticas dos psicoterapeutas. Psicologia: Ciência e Profissão, 38(1), 36-49. https://doi.org/10.1590/1982-3703000692017
SCORSOLINI-COMIN, Fabio. Aconselhamento psicológico: práticas e pesquisas nos contextos nacional e internacional. Rev. Subjetividades. vol. 15. n. 1. Fortaleza, abr. 2015. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2359- 07692015000100015>. Acesso em: 03 jun 2018.
SERRA, A. M. (2004) Introdução à Teoria e Prática da Terapia Cognitiva (Áudio em CD). São Paulo: ITC-Instituto de Terapia Cognitiva.
WATKINS JR., C. E. (1997). Handbook of psychotherapy supervision. Hoboken, New Jersey: Wiley.
WINNICOTT, D. W. (1999). Imaturidade do Adolescente In: Tudo começa em casa (pp. 145- 163). São Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1968).
WINNICOTT, D. W. (2001). Adolescência. Transpondo a zona das calmarias. In: A família e o desenvolvimento individual (pp. 115-128). São Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1961).
ASSINATURA DO ESTÁGIO E DATA DE ENTREGA DO RELATÓRIO
SOBRENOME, NOME
.Data:	/	/ 2022
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
ASSINATURA DO SUPERVISOR E DATA DO RECEBIMENTO DO RELATÓRIO
Supervisão: Esp. Rosana da Silva Rodrigues
Data:	/	/ 2022
Esp. Rosana da Silva Rodrigues

Mais conteúdos dessa disciplina