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Síndrome DA REALIMENTAÇÃO MIRLA ANDRADE Desnutrição Processos catabólicos intensos Jejum prolongado Perda de peso rápida Pode acontecer associada a uma doença ou não. Por alterações causadas após a realimentação, o paciente pode apresentar alterações neurológicas, arritmias, sintomas respiratórios, além da falência cárdica. mirlaandrade250@gmail.com DESFECHO VAR IÁVE L : NUTRIÇÃO - UFOB São principalmente a terapia nutricional: Oral, enteral ou parenteral quando iniciada de forma errada. Sobrecarga metabólica; o paciente não metaboliza os alimentos; Desequilíbrio hidroeletrolítico; Manifestações clínicas (cardíacas, neurológicas, hematológicas); Risco de morte cardíaca súbita. FATORES DESENCADEANTES : S I TUAÇÕES DE R I SCO : A introdução da dieta pode ser interpretada pelo corpo como um “fator de estresse” CARACTER I ZA - SE : FISIOPATOLOGIA Vai ser causada pelas alterações metabólicas da realimentação + deficiências nutricionais. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES: Glicose sérica e insulina diminuída; Glucagon e catecolaminas, hormônios catabólicos que promovem: proteólise, lipólise e gliconeogênese aumentada. Corpos cetônicos tornam- se os principais fornecedores de energia do organismo; Depleção de eletrólitos intracelular e extracelular. Se o paciente é alimentado de forma inadequada a glicose sérica e insulina aumentam; A insulina leva a migração de glicose, fosfato, potássio e magnésio para o meio intracelular, que promovem: hipofosfatemia, Hipofosfatemia Hipofosfatemia severa = <1,5 mg/dl (decilitro) Hipomagnesemia <1,0 mEq/L Hipocalemia <3,0 mEq/L AL TERAÇÕES METABÓL ICAS NO JEJUM : ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA SR - (PODE DEMORAR 72H PARA ACONTECER) Retenção de sódio e água = edema. hipocalemia e hipomagnesemia; DEFICIÊNCIA DE TIAMINA: É necessário a suplementação; Converte piruvato em acetil-CoA Para metabolizar a glicose é necessário que os níveis de tiamina estejam normais. A deficiência pode levar a alterações neurológicas e distúrbios cardiovasculares. QUADRO CLÍNICO SR iminente = presença dos distúrbios eletrolíticos mas o paciente não tem manifestação clínica; SR manifesta = presença de sinais clínicos como, edema, taquicardia e taquipneia (aumento da frequência respiratória) Parestesias Confusão mental Convulsões Coma Cãibras Fraqueza muscular Insuficiência respiratória aguda Rabdomiólise Trombocitopenia Coagulação Disfunção leucocitária e eritrocítica Fraqueza Paralisia Parestesias confusão Rabdomiólise Depressão respiratória HIPOFOSFATEMIA GRAVE: HIPOCALEMIA E HIPOMAGNESEMIA: COMO DETERMINAR O RISCO PARA SR: IMC abaixo de 18.5kg/m² Perda de peso não intencional acima de 10% em 3-6 meses Baixa ou nenhuma ingestão alimentar por mais que 5 dias Histórico de abuso de álcool ou drogas IMC abaixo de 16 kg/m² Perda de peso não intencional acima de 15% em 3-6 meses Baixa ou nenhuma ingestão alimentar por mais que 10 dias IMC abaixo de 14 kg/m² Perda de peso acima de 20% Risco Baixo Risco Alto Risco muito Alto Arritmias cardíacas graves; PREVENÇÃO E TRATAMENTO Hidratação Avaliar e repor os eletrólitos Corrigir os déficits existentes Suplementar tiamina (100-300 mg/dia) de acordo com o grau de risco. Paciente em risco de SR O INÍCIO DA TERAPIA NUTRICIONAL É FEITO DE ACORDO COM O GRAU DE RISCO: Calcular VET: 25 kcal/kg/dia Progredir dieta até alcançar o VET no 3° dia; Dias 1 a 5: 100 mg de tiamina endovenosa 1x ao dia; Dias 1 a 10: polivitamínicos; Monitoramento diário de eletrólitos, sinais vitais e peso, especialmente nas primeiras 72h. Risco Baixo Calcular VET: 25 kcal/kg/dia Risco Alto Dias 1 a 3: ⅓ do VET; Dias 4 e 5 ⅔ do VET; Dia 6: VET; Dias 1 a 5: 100 mg de tiamina endovenosa 1x ao dia; Dias 1 a 10: polivitamínicos; Monitoramento diário de eletrólitos, sinais vitais e peso, especialmente nas primeiras 72h. Calcular VET: 20 kcal/kg/dia Dias 1 a 3: ⅓ do VET Dias 4 e 6 ⅔ do VET Dia 7 a 9: VET; Dias 1 a 5: 100 mg de tiamina endovenosa 2x ao dia; Dias 1 a 10: polivitamínicos; Monitoramento diário de eletrólitos, sinais vitais e peso, especialmente nas primeiras 72h. Risco muito Alto Caso haja redução no nível sérico de eletrólitos após o início da dieta, é recomendada a redução do aporte calórico. Observar o ganho de peso do paciente, pois ele pode representar um edema e não uma melhora do quadro clínico. ACOMPANHAR EVOLUÇÃO DO PESO: Referências: ROSA, C. O. B,; HERMSDORFF, H. H. M. Fisiopatologia da Nutrição e Dietoterapia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2021. OLIVEIRA, M; SILVA, F. M. Dietoterapia nas Doenças Do Adulto. 2ª ed. Editora: Rubio, 2021.