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Maria Clara Gomes dos Santos
LAPAROTOMIA EXPLORATÓRIA
Laparotomia significa “secção no flanco”, porém na prática médica, é definida como “abertura cirúrgica da cavidade abdominal”, e é indicada com a finalidade de obter via de acesso a órgãos intra-abdominais, em operações eletivas, via de drenagem de coleções liquidas e, também, é um método diagnóstico (laparotomias exploradoras) o qual é usado para identificar e determinar a extensão de uma lesão abdominal. 
Consiste na abertura do abdome (laparotomia), tendo como finalidade sua exploração (laparotomia exploradora), exame e tratamento de problemas e deve ser indicada quando ocorre uma doença abdominal proveniente de causa desconhecida (para diagnóstico).
COMPLICAÇÕES
O procedimento operatório causa alterações na mecânica respiratória, no padrão respiratório, nas trocas gasosas, nos mecanismos de defesa pulmonar, na complacência torácica e pulmonar, agravando o aparecimento de complicações pulmonares pós-operatórias. 
As complicações mais comuns encontradas no pós-operatório são aquelas onde os indivíduos desenvolvem padrão restritivo de disfunção pulmonar relacionado à atelectasia (Atelectasia pulmonar é uma condição caracterizada pelo colapso dos alvéolos pulmonares (Nos alvéolos pulmonares, ocorre o processo conhecido como hematose -troca gasosa-, que garante que o sangue torne-se oxigenado), que pode afetar todo o pulmão ou apenas uma parte do órgão) e à diminuição do movimento do diafragma.
O Abdome Agudo Obstrutivo (AAO) é causado em cerca de 75% dos casos por aderência das alças  após laparotomias. Outras etiologias do AAO são: hérnia estrangulada, fecaloma, obstrução pilórica, volvo intussuscepção, cálculo biliar, corpo estranho e bolo de áscaris.
SILVA, Fabiana Alvares et al. Tratamento fisioterapêutico no pós-operatório de laparotomia. J Heal Sci Inst, v. 28, n. 4, p. 341-4, 2010.
HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA
Hérnia diafragmática é caracterizada pela passagem de parte do conteúdo abdominal para o interior da cavidade torácica através de um defeito no diafragma.
· Hérnia Diafragmática Congênita: estudos sugerem que entre 10% e 15% dos casos, ela pode ser provocada por distúrbios genéticos ou cromossômicos. As doenças genéticas são geralmente monogênicas. Ou seja, causadas por um único gene, que pode ser dominante ou recessivo.
As hérnias diafragmáticas congênitas classificam-se de acordo com a localização do defeito em três tipos: hérnia de Bochdalek, hérnia de Morgagni e hérnia do hiato esofágico.
Eventração diafragmática: elevação unilateral completa ou parcial do diafragma.
As hérnias diafragmáticas congênitas classificam-se de acordo com a localização do defeito em três tipos: 
· Hérnia de Bochdalek;
· Hérnia de Morgagni;
· Hérnia do hiato esofágico. 
As hérnias de Bochdaleck resultam de um defeito no segmento posterolateral do diafragma e representam 85 a 90% das HDC. Já as hérnias de Morgagni são resultado de um defeito no segmento anterior, entre a origem costal e esternal do diafragma e representam apenas 1 a 2% das HDC. Por fim, as hérnias do hiato esofágico resultam do alargamento excessivo do hiato esofágico podendo levar à passagem de estômago para a cavidade torácica.
· Recém nascidos
O RN com hérnia diafragmática congênita apresenta-se habitualmente com taquipneia, tiragem intercostal e supraclavicular e cianose no período pós-natal imediato, podendo apresentar também abdome escavado, a depender do grau de herniação e assimetria torácica.9 O murmúrio vesicular pode não ser audível no lado acometido, o que, ocasionalmente, leva ao diagnóstico errôneo de pneumotórax hipertensivo, acompanhado por distensão abdominal causada pelo rebaixamento do diafragma. Uma radiografia de tórax e abdome, mostrando as alças intestinais no hemitórax, estabelece o diagnóstico.
· Hérnia Diafragmática Traumática: A ruptura traumática do diafragma pode ocorrer em razão de lesões penetrantes e em decorrência de trauma contuso grave, com incidência de 10-15% e de 1-7%, respectivamente. São mais diagnosticadas no lado esquerdo, pois o fígado oblitera o defeito ou o protege no lado direito.
Órgãos abdominais podem herniar imediatamente, através do defeito no diafragma, na cavidade pleural ou podem, gradualmente, penetrar no tórax em meses a anos.
MARQUES, Igor Morais et al. Hérnia Diafragmática à Direita: Um Relato de Caso. Amadeus International Multidisciplinary Journal, v. 5, n. 10, p. 7-15, 2021.
COELHO, A. F. C.; NASCIMENTO, G. S.; CARVALHO, A. R. M. R. Hérnia diafragmática congênita com manifestação tardia: relato de caso. Centro Universitário Maurício de Nassau, Aracaju – SE. 2018. DOI:10.31365/issn.2595-1769.v18i2p30-32
OBSTRUÇÃO INTESTINAL
Obstrução intestinal é uma obstrução mecânica significativa ou bloqueio completo da passagem do conteúdo pelo intestino devido à patologia que causa o bloqueio do intestino. Os sintomas incluem dor em cólica, vômitos, obstipação e interrupção da eliminação de gases. O diagnóstico é clínico e confirmado por radiografias abdominais. O tratamento consiste em reanimação volêmica, aspiração nasogástrica e, em muitos casos de obstrução completa, cirurgia.
A obstrução mecânica se divide em obstrução do intestino delgado (incluindo o duodeno) e obstrução do intestino grosso. A obstrução pode ser parcial ou completa. Aproximadamente 85% das obstruções parciais do intestino delgado desaparecem com tratamento não cirúrgico, enquanto 85% das obstruções completas do intestino delgado requerem cirurgia.
· DIAGNÓSTICO
Radiografias abdominais com o paciente em pé e deitado devem ser obtidas e geralmente são adequadas para diagnosticar a obstrução. Embora apenas a laparotomia possa diagnosticar de modo definitivo o estrangulamento, exames clínicos repetidos podem fornecer uma pista precoce. Leucócitos e acidose elevados podem indicar que o estrangulamento já ocorreu, mas esses sinais podem estar ausentes se a saída venosa da alça estrangulada do intestino for menor.
· TRATAMENTO
Os pacientes com possível obstrução intestinal devem ser hospitalizados. O tratamento da obstrução intestinal aguda deve ser feito juntamente com o diagnóstico. Um cirurgião deve sempre ser envolvido.
Cuidados de suporte são similares nas obstruções de intestino delgado ou grosso: aspiração nasogástrica, líquidos intravenosos (soro fisiológico a 0,9% ou Ringer lactato para reposição de volume) e sonda vesical de demora para monitorar a perda de líquido. A reposição de eletrólitos deve ser guiada pelos resultados dos exames laboratoriais, mas nos casos de vômitos repetidos é provável que os níveis séricos de sódio e potássio estejam depletados. No caso de suspeita de isquemia ou infarto intestinal, devem ser administrados antibióticos (p. ex., cefalosporinas de 3ª geração, como cefotetano 2 g IV) antes da exploração cirúrgica.
· MEDIDAS ESPECÍFICAS
A obstrução completa do intestino delgado é preferencialmente tratada com laparotomia precoce, embora a cirurgia possa ser retardada por 2 ou 3 h para melhorar o estado de hidratação e o débito urinário no paciente bastante comprometido e desidratado. 
A lesão causadora do quadro deve ser removida sempre que possível. Se um cálculo biliar for a causa de obstrução pode-se realizar colecistectomia, seja simultânea ou posteriormente. Devem ser realizados procedimentos que previnem a recorrência, incluindo reparação de hérnias, remoção de corpos estranhos e lise de aderências. 
A colecistectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada da vesícula biliar. Essa técnica é indicada para pacientes com quadros de colecistite decorrente ou não de pedras, em casos de cólica biliar, tumores, pólipos e outras doenças da vesícula biliar.
Em alguns pacientes com obstrução pós-operatória precoce ou obstrução repetida causada por aderências, pode-se tentar entubação simples com uma longa sonda intestinal (muitos médicos consideram uma songa nasogástrica padrão igualmente eficaz), em vez de cirurgia, na ausência de sinais peritoneais.
ILEOSTOMIA
Ileostomia é uma abertura (estoma) criada cirurgicamente para desviaro fluxo do intestino delgado. Dessa forma, as fezes percorrem um novo caminho e passam a ser armazenadas por uma bolsa coletora, que fica acoplada à parte externa do abdômen.
De acordo com o tipo de doença ou indicação, a ileostomia é dividida em terminal (de Brooke) e em temporária (alça), sendo a última classificada em convencional, em alça terminal e continente
INDICAÇÃO
A ileostomia serve para redirecionar o fluxo do intestino delgado quando o intestino grosso possui alterações, sendo indicada principalmente após cirurgias para tratamento de câncer no intestino ou no reto, colite ulcerativa, doença de Crohn, diverticulite ou perfurações no abdômen.
COLECTOMIA
A colectomia é a cirurgia para remover parte ou todo cólon e os gânglios linfáticos próximos. Se parte do cólon é removido, denomina-se hemicolectomia, colectomia parcial ou ressecção segmentar. Se todo o cólon é retirado, denomina-se colectomia total.
Maria Clara Gomes dos Santos

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