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Oxigenoterapia: 
Definição: Administração de Oxigênio (O2) suplementar 
com o objetivo de aumentar ou manter a saturação 
(SaT02/SaPO2) acima de 90% corrigindo os danos da 
hipoxemia. 
 
- Corrigir a hipoxemia suspeita ou comprovada; 
- Reduzir os sintomas da hipoxemia crônica; 
- Reduzir carga de trabalho que a hipoxemia impõe ao 
sistema cardiovascular. 
Histórico: Uso para fins terapêuticos descrito desde o 
início do século XIX; O seu uso diminuiu a mortalidade em 
pacientes com DPOC (doença pulmonar obstrutiva 
crônica, como bronquite crônica e enfisema). 
Hipoxemia: Redução anormal de O2 no sangue arterial. 
Hipóxia: Deficiência de O2 nos órgãos e tecidos. 
>1°: hipoxemia (diminuição do O2 do sangue) e 2°: hipóxia 
(diminuição do O2 em órgãos/tecidos). Hipoxemia severa 
pode virar hipóxia (+ grave), hipóxia pode virar PCR. 
 Exemplo de caso: paciente com hipoxemia ficou 
agitado e receitaram Diazepam (calmante) 
erroneamente > pode causar parada cardiorrespiratória 
(PCR) no paciente. 
Hiperóxia: Quantidade aumentada de O2 nos órgãos e 
tecidos. 
Insuficiência respiratória aguda (IrpA): Síndrome que 
tem como a característica principal a deficiência da 
realização da troca gasosa pelo sistema respiratório. 
Ventilação: entrada e saída de ar entre as unidades 
funcionais dos pulmões, alvéolos, e o meio externo. 
 ventilação= colocar paciente pronado e/ou 
suplementar com 02 (dosagem: % decidida pelo médico 
de acordo com a capacidade do pulmão/alvéolos de 
realizar a hematose). Enfermeiro pode liberar 1Lpm de 
O2, mais que isso: médico. 
Oxigenação: participação do oxigênio molecular no 
processo de obtenção de oxigênio. Este conceito se 
relaciona, dentre outros fatores, com a saturação de 
oxigênio. 
Cianose: coloração azulada/roxa na pele e mucosas. 
 oxigenação. 
Saturação de Oxigênio (SatO2): porcentagem de 
hemoglobina que está ligada a moléculas de oxigênio. 
Deve manter entre 90/92-100. 
Fração inspirada de O2 (FiO2): porcentagem de oxigênio 
no ar inspirado. Em ar ambiente, ao nível do mar, temos 
uma FiO2 de 21%. 
Respiração: O2  CO2. 
 
> Ar inspirado: 21%= O2. 
71,1% = outros gases (0,04% de gás carbônico). 
- Quando o paciente precisa de mais de 21%, utiliza o 
O2 de suporte. 
> Ar expirado: 16% de oxigênio e 4,6% de gás 
carbônico. 
 
 
 (troca gasosa): 
 
- Hematose pulmonar: sangue rico em CO2 (venoso) é 
transformado em arterial (rico em O2). Ocorre em nível 
alveolar (pequena circulação). 
- Hematose celular: o sangue oxigenado é levado ao 
resto do corpo (grande circulação). Sangue arterial > 
sangue venoso. 
> PaO2 normal: 70 a 100mmHg. 
A PaO2 ideal é medida de acordo com a idade. 
Os valores da gasometria arterial que refletem a 
oxigenação incluem a pressão parcial de oxigênio no 
plasma arterial (PaO2) e a saturação arterial de oxigênio 
da hemoglobina (SaO2). É a pressão parcial de O2 
dissolvida no sangue arterial. Gasometria: enfermeiro 
coleta sangue arterial (3ml). 
FR: 12-20 rpm. Mulher= 12-16. Homem= 16-20. 
FC: 50/60-100 bpm. 
> O2 em excesso: causa hiperventilação e o quadro 
respiratório piora pois na maior parte das vezes os 
pulmões/alvéolos do paciente não suportam esse O2. 
Causas de hipoxemia: 
- Diminuição da Pressão parcial arterial de oxigênio 
(PaO2) por diminuição da quantidade de O2 ofertada; 
-Aumento do gasto cardíaco; 
- Hipovolemia (diminuição anormal do volume do sangue 
de um indivíduo); 
- Queda da hemoglobina; 
- Hipoventilação alveolar (hipercapnia= aumento de gás 
carbônico no organismo >45 mmHg); 
- Distúrbios na ventilação/perfusão. 
 
 
Sinais clínicos de hipoxemia: 
Respiratórios: Taquipneia (respiração acelerada); 
Dispneia (respiração difícil/ofegante); Palidez; Cianose 
(pele e mucosas azuladas). 
Cardiovasculares: Taquicardia (aumento FC) ou 
bradicardia (diminuição FC); Hipertensão ou hipotensão 
arterial; Vasoconstrição periférica eventual (objetivo: 
desviar o sangue de órgãos não prioritários para 
circulação central, de forma manter a perfusão 
sanguínea de partes vitais como o cérebro e o coração); 
Arritmias (FC anormal, irregular). 
Neurológicos: Agitação; Desorientação; Cefaleia; 
Sonolência; Distúrbio de atenção; Confusão; Tempo de 
reação lenta; Desinteresse; Coma. 
Dosagem da oxigenoterapia:
1Lpm - 24% 
2Lpm - 28% 
3Lpm - 32% 
4Lpm - 36% 
5Lpm - 40%
 
Verde= O2 (0-15L). Amarelo= ar comprimido. 
Marrom/cinza= vácuo (aspiração). Azul= Óxido nitroso 
(NO2). 
 
Sistema de Baixo Fluxo: 
- Concentrações que variam de 24 a 60% através de: 
cateter nasal, faríngeo ou transtraqueal ou máscara 
simples com ou sem reservatório. 
- Frequência abaixo de 25 irpm; 
- Volume corrente em torno de 5ml/kg; 
- É conectado no fluxômetro/rede de gases. 
 
 1= fluxômetro de O2, 2= umidificador, 
3= látex/extensor, 4= dispositivo (ex: cateter nasal). 
Sistema de Alto Fluxo: 
- O equipamento fornece a totalidade de até 60Lpm do 
gás inspirado. 
- Sistemas de arrastamento ou pressurização. 
 
 
Cateter/cânula nasal: dispositivo mais utilizado, tanto 
pela disponibilidade quanto pela facilidade do uso. Ela é 
um dispositivo simples, de baixo fluxo, suportando um 
fluxo de até 5 L/min, fornecendo uma FiO2 (fração 
inspirada de oxigênio) de, no máximo, 40%. Um aumento 
maior no fluxo não é transmitido em aumento da FiO2. A 
cada 1 L/min corresponde a um acréscimo de 3-4% na 
FiO2 do ar ambiente. 
> Sua principal indicação é hipoxemia leve, conseguindo 
reverter a hipoxemia na maioria dos casos em que se 
há uma diminuição leve da SatO2 (92-94%). 
> Sua principal desvantagem é que o uso prolongado ou 
aplicação de fluxos altos podem levar a ressecamento 
da mucosa nasal ou até lesões na mucosa. 
 
Máscara simples: pode aumentar a FiO2 até 60%, ela 
deve ser usada com um fluxo mínimo de 5 L/min para 
prevenir retenção de dióxido de carbono (CO2). 
Tem uma vantagem de ser mais acessível e leve, 
podendo ser utilizada até em casa, porém não tem 
garantia de selamento, além de precisar ser removido 
se o paciente precisar falar ou se alimentar. 
 
Máscara tipo Venturi: sistema de alto fluxo. Possui 
um sistema de válvulas que possibilita um controle exato 
da FiO2 a ser fornecida ao paciente. Cada válvula tem 
uma cor e na válvula tem escrito tanto o fluxo quanto a 
FiO2 ofertado por ele, que varia de 24 a 50%. 
 
Seu benefício está em situações em que se busque um 
desmame da oferta de oxigênio ou nas quais uma oferta 
exagerada e/ou descontrolada pode ser prejudicial, 
como em pacientes com DPOC. Também é muito usado 
em crianças e em paciente em desmame de 
oxigenoterapia. 
 
Máscara não Reinalante/Hudson: sistema de baixo 
fluxo. Destaca-se pelo reservatório de oxigênio e por 
um sistema de válvulas expiratória e inspiratória que 
conferem a capacidade de fornecer uma fração 
inspirada de oxigênio de até 100% (fluxo de 12-15 
L/min), sendo amplamente utilizada em setores de 
emergênciae UTI. 
É utilizada principalmente do trauma (quando 
a intubação não está indicada) e em situação de 
emergência clínica em que há uma hipoxemia moderada-
grave que não conseguiu ser revertida com cânula e 
que ainda não há uma indicação de intubação ou 
ventilação-não-invasiva. Sua utilização prolongada pode 
ser desconfortável devido ao peso do equipamento e a 
vedação necessária. 
 
Campânula: Capacete/Capuz/Halo/Hood/Oxyhood= 
usado em bebês com hipoxemia/taquipneicos, é 
aquecido e umidificado. Oferta de 7 a 15 L/min. 
Instalação: rede de gases, fluxômetro, umidificador, 
látex, campânula. A ponta do látex fica solta dentro da 
campânula. 
 
 Cilindros; Concentradores de O2. 
Fluxo: 
1Lpm (duração de 4 dias). 
2Lpm (duração de 2 dias). 
3Lpm (duração de 1,5 dia). 
4Lpm (duração de 1 dia). 
5Lpm (duração de 16 horas). 
 
https://www.sanarmed.com/intubacao-orotraqueal-iot-na-emergencia-yellowbook
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Aspiração de vias aéreas: 
Definição: Remoção de secreções, por meio de sucção, 
das vias aéreas inferiores e superiores. É realizado por 
enfermeiros e fisioterapeutas. 
- Presença de secreção visível na via aérea. 
- Presença de ruído no tubo traqueal. 
- Presença de roncos e/ou crepitações e redução dos 
sons pulmonares na ausculta pulmonar. 
- Desconforto respiratório. 
- Queda da SpO2 (saturação). 
- Oscilações na curva de fluxo do ventilador. 
Sistemas de aspiração: 
> Aberto: a cada aspiração, usa-se um novo cateter 
(adultos= número 12/14), desconectando-se o paciente 
do ventilador para realizar procedimento. Desconectar a 
traqueia (tubo/circuito) do respirador e aspirar aos 
poucos (aspira 10s e espera 15s... repete até o 
necessário). É um procedimento estéril e tem troca 
diária. 
Sistema: Vácuo, copo do aspirador, látex, sonda (12/14). 
Luvas= 1) de látex/procedimento e 2) de vinil/estéril, 
usa-se as 2, uma em cada mão. 
 
> Fechado: o mesmo cateter, mantido protegido por 
uma bainha plástica, é usado várias vezes, não se 
desconecta o paciente do ventilador (menos risco de 
contaminação). Troca: a cada 7 dias. 
 
> Sistema aberto e fechado são igualmente eficazes na 
remoção de secreções. No entanto, o sistema fechado 
determina: menor risco de hipoxemia, arritmias e de 
contaminação. Causa menos distúrbios fisiológicos 
(aumento da PA e da FC e queda da saturação). Troca a 
cada sete dias, ao invés de diariamente, sem aumentar 
o risco de infecção respiratória. 
- Separar o material a ser utilizado; 
- Verificar o funcionamento de toda a rede; 
- Se em ventilador mecânico, verificar se há água no 
circuito e retirá-la; 
- Procedimento estéril 
- EPI: Óculos protetores, Máscara facial, Avental 
descartável, Luva estéril. 
- Sucção no máxima por 10 seg. 
- Repetir preferencialmente até três vezes. 
- Ficar atento em relação aos dados vitais do paciente: 
SpO2, FR, FC, PA. 
- Sangramentos. 
- Dieta Enteral: parada. 
- Informar ao paciente o procedimento. 
- Profundidade de introdução. 
Sonda para aspiração: 
- Deve ser a de menor diâmetro possível para sucção 
adequada. 
- Quanto menos calibrosa mais permite a passagem do 
ar= evita queda abrupta da capacidade residual 
funcional, atelectasias (colapso completo ou parcial de 
um pulmão ou de uma seção (lóbulo)). 
- Secreções mais viscosas podem necessitar sondas 
mais calibrosas. 
1) Introduzir a sonda no tubo/traqueia até encontrar 
“resistência”. 
2) Iniciar a aplicação do vácuo, com movimentos 
circulares suaves do cateter, permitindo a limpeza das 
secreções (primeiro tubo, depois boca do paciente). 
3) Observar e descrever as secreções: volume, a cor, 
consistência e o odor. 
4) Desobstruir o lúmen do cateter se necessário: 
limpeza da sonda (soro fisiológico). 
5) Ver necessidade de aspiração oral. 
> Paciente traqueostomizado: se não higienizar 
(aspiração e lavagem), pode criar obstrução 
respiratória. 
Nebulização: 
Conceito: A nebulização consiste numa forma de tratar 
afecções pulmonares por meio de substâncias especiais 
associadas ao O2 ou ar comprimido com a finalidade de: 
- Aliviar processos inflamatórios, congestivos e 
obstrutivos; 
- Umedecer para tratar ou evitar desidratação das 
mucosas; 
- Fluidificar para facilitar a remoção de secreções; 
- Administrar medicamentos mucolíticos para obter 
atenuação ou resolução de espasmos; 
- Administrar corticosteroides com ação anti-
inflamatória e antiexsudativa; 
- Administrar agentes antiespumantes nos casos de 
edema agudo de pulmão. 
 
> Se o paciente já está recebendo O2, utilizar O2 na 
nebulização. Caso contrário, pode ser ar comprimido. 
 
- Bandeja; 
- Fonte de O2 ou ar comprimido; 
- Intermediário de O2; 
- Solução nebulizadora conforme prescrição médica; 
- Seringa para medir dose, se necessário; 
- Nebulizador com máscara; 
- Recipiente para expectoração (escarradeira); 
- Toalhas ou lenços de papel. 
Procedimento: 
- Lavar as mãos; 
- Conferir solução preparada com prescrição médica; 
- Dispor todo o material sobre a bandeja; 
- Colocar a solução prescrita no copinho com o auxílio da 
seringa e conectar este à máscara; 
- Conferir as “certezas” antes de administrar; 
- Orientar o paciente; 
- Posicionar o paciente em fowler ou semi-fowler; 
- Conectar o fluxômetro na fonte de O2 ou ar 
comprimido; 
- Conectar o intermediário ao copinho inalador e junto à 
fonte de O2 ou ar comprimido; 
- Oferecer o nebulizador ao paciente e observar o 
ajuste na face; 
- Oferecer ao paciente cuba rim e papel toalha para 
possível expectoração;- Acionar a válvula de O2 ou ar comprimido entre 3 e 
6L/min; 
- Orientar para que o paciente permaneça com a boca 
aberta e inspire profundamente; 
- Observar término de todo o líquido nebulizador; 
- Recolher e dar o destino correto ao material; 
- Lavar as mãos; 
- Realizar as anotações necessárias em prontuário.

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