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VITÓRIA DRESCH XAVIER
DOENÇA CARDÍACA ISQUÊMICA ESTÁVEL
Exames bioquímicos: Colesterol Total, HDL,
Triglicerídeos, Creatinina, Glicemia de jejum,
Proteína C Reativa US. Marcadores que visam
reconhecer e tratar condições coexistentes a
DAC como DLP, DM, IRC. PCR US – Estudo
Júpiter.
ECG Repouso: Metade é normal, isso também
sugere FE normal em repouso, Onda Q patológica
reflete IAM prévio e possível disfunção de VE,
HVE em paciente com DAC conhecida previa
piora o prognostico em pacientes com DAC
estável. Importância do ECG prévio no paciente
com DAC deve ser detectada, pode detectar
isquemia silenciosa ou Infartos silenciosos.
Testes de Estresse Não Invasivos:
Teste Ergométrico: para diagnóstico em
pacientes com probabilidade moderada e ECG
de repouso normal, desde que sejam capazes de
atingir uma carga adequada. Pode também
informar o grau de limitação funcional em
pacientes com Alta probabilidade de DAC e
avaliar o controle terapêutico da terapia
medicamentosa.
Medicina Nuclear:
● Cintilografia de perfusão miocárdica com
Esforço: são superiores ao TE isolado na
detecção de DAC, identificação de DAC
multiarterial, além de determinar qual
vaso afetado e a magnitude da área
isquêmica. Particularmente útil quando o
TE é duvidoso ou quando a avaliação do
ST é inviabilizada P EX. BRE, MP, HVE,
Digital...
● Cintilografia de perfusão miocárdica com
estresse farmacológico: para aqueles que
não conseguem fazer ergometria, pode
ser utilizado dipiridamol e dobutamina
Ecocardiografia : Permite avaliar a função do VE
sob ponto de vista global e segmentar, assim
como detectar HVE e doença valvar associada
Ecocardiografia de Estresse: Pode detectar e
quantificar isquemia miocárdica regional,
precisão semelhante a cintilografia.
Radiografia de tórax: Geralmente é normal,
principalmente em pacientes que não tiveram IM
ou tem ECG normal. A presença de
cardiomegalia reflete DAC severa com disfunção
do VE ou condições não isquêmica associadas
como valvulopatia, miocardiopatia ou derrame
pericárdico
Tomografia Computadorizada Coronariana:
Fornece o escore de Cálcio que mostrou-se um
ótimo marcador de carga aterosclerótica
coronariana, Fornece também uma boa noção
anatômica da arvore coronariana. Exame não
deve ser usado como screening ou para controle
evolutivo pois tem alta exposição a radiação
ionizante
RNM: Além de fornecer avaliação precisa da
função ventricular, é muito útil em avaliar a
viabilidade miocárdica pre revascularização. Não
expõe o paciente a radiação ionizante.
Avaliação Invasiva: Cineangiocoronariografia,
IVUS, FFR
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Redução nos Fatores de Risco coronarianos:
HAS: Correlação epidemiológica estreita entre
HAS e DAC. HAS predispõe a lesão vascular,
acelera a aterosclerose, aumenta a demanda de
O2 do miocárdio e piora a isquemia. Portanto o
controle da HAS é essencial nos pacientes com
DAC estável. Objetivo < 130/80mmHg
Tabagismo: Fator de risco poderoso
independente da faixa etária, em pacientes com
DAC documentada o risco de morte em 5 anos é
maior nos fumantes do que nos que param de
fumar. O abandono do tabagismo é uma das
abordagens mais custo efetivas para evitar a
progressão da aterosclerose.
Tratamento da Dislipidemia: Estudos
demonstraram a redução significativa de
eventos CV em pacientes com LDL aumentado
tratados com estatinas. Estudos associados a
angiografia demonstraram não haver redução
consistente de obstrução vascular por
aterosclerose associada ao uso de estatinas
sugerindo não ser esse o mecanismo primário do
benefício. Estatinas melhoram a resposta
mediada pelo endotélio em artérias com
aterosclerose, além disso, reduz a
trombogenicidade, os níveis de PCR US e outros
mediadores de inflamação do ateroma. Objetivo
para pacientes com DAC, isto é, prevenção
secundária: LDL< 100 mg/dl... Nas próximas <
70!!!!
HDL baixo: Dieta/ Exercícios físicos...
Genfibrozil... Ac Nicotinico…
Diabetes: é bem claro o beneficio do controle do
DM nas reduções do dano microvascular. A
redução dos desfechos de complicações macro
vasculares, entre elas a DAC, ainda não são bem
claros. Estudos sugerem que controle restrito da
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glicemia reduzam eventos cardiovasculares na
população diabética.
TRH: NÃO é recomendado iniciar ou continuar
TRH em mulheres com DAC
Exercícios: Um programa regular de exercícios
físicos supervisionado faz com que pacientes
com DAC aumentem sua capacidade funcional,
sua sensação de bem estar qualidade de vida.
Além disso, pacientes que regularmente fazem
exercícios se cuidam mais na dieta, na saúde em
geral e tem maior facilidade em abandonar o
tabagismo.
Inflamação: Diversos estudos tem demonstrado
que o uso de estatinas reduz o nível sérico de
PCR US, marcador inflamatório mais estudado.
Estudo Júpiter demonstrou que pacientes com
LDL normal e PCR elevada tratados com
estatinas tiveram redução significativa de
mortalidade CV.
Obesidade: por estar associada a outros fatores
de risco, observa-se que perder peso previne as
consequências cardiovasculares desses fatores
de risco e consequentemente de DAC
AAS: Metanalise de 140.000 pacientes em 300
estudos confirmou o benefício da profilaxia com
AAS em pacientes com AE, IM prévio, AVC ou
após CRM. Portanto a administração de AAS é
recomendável a todos os pacientes com DAC
estável. A dos de 81 a 162 mg/dia é mais segura e
comparável a doses maiores, com risco menor
de hemorragias
Clopidogrel/Prasugrel/Ticagrelor: Pode
substituir o AAS nos pacientes com
hipersensibilidade. Deve ser associado ao AAS
em pacientes após a colocação de stents por 30
dias em BMS e 6 meses em DES. Ou mantido por
um ano após evento isquemico agudo. Dose
Clopidogrel 75mg/d, Prasugrel 10mg/d,
Ticagrelor 90mg 12/12h
Betabloqueadores: já se mostraram eficazes
em diminuir mortalidade CV em pacientes com
DAC. Muito úteis sem houver concomitância
entre DAC e HAS, para cardiopatia isquêmica o
Succinato de metoprolol é a primeira escolha.
IECA: efeitos importantes na redução de risco e
eventos futuros, os efeitos incluem: Redução
HVE, da hipertrofia vascular, progressão da
aterosclerose, ruptura de placa e trombose..
Todos pacientes com DAC e disfunção de VE,
além daqueles com DM e IRC.
Estatinas: Diminuem LDL e PCR US, diminuem
eventos relacionados a DAC.
Nitratos: diminuem sintomatologia isquêmica.
Não diminuem mortalidade a longo prazo.
Antioxidantes: não existem evidencias que
suportem seu uso.
Ivabradina: Inibidor Seletivo do nó sinusal.
Exclusivo para reduzir a frequência cardíaca. Um
estudo mostrou beneficio no subgrupo de
pacientes com DAC estável e disfunção de VE
com FC basal maior que 70cpm e intolerantes a
beta-bloqueadores.
Trimetazidina: Agente com possível efeito
anti-isquemico por preservação do ATP,
otimização do consumo de O2 e preservação das
membranas. Sem efeito hemodinâmico nenhum.
Alguns estudos mostraram melhora sintomática.
Indicado para pacientes com terapia clinica
otimizada e sintomáticos.
VITÓRIA DRESCH XAVIER
● Paciente masculino, 86 anos, hipertenso
e ex-tabagista, refere ter tido IAM aos 65
anos. Atualmente angina de carater
estável classe 1.
● ECG: Sinusal, BREsq
● Ecocardiograma: VE aumentado leve, AE
aumentado leve, HVE leve, Acinesia
anterior e apical, FE por simposon 38 %
● Cintilografia Miocárdica: Necrose
anterior extensa, sem isquemia residual,
FE 35%

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