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1) Dentre os diversos grupos de lipídios,
descreva as caraterísticas estruturais e
as funções biológicas dos: ácidos graxos,
triglicerídeos, fosfolipídios de membrana
e os esteróis. Cite exemplos de moléculas
de cada grupo.
Lipídios são um grupo de compostos
quimicamente diversos, cuja característica em
comum que os define é a baixa ou ausente
solubilidade em água, ou seja, apolares. Desse
modo, são altamente solúveis em solventes
orgânicos como o éter ou a acetona. As principais
funções dos lipídeos são:
Armazenamento de energia
Composição de membranas biológicas
Isolamento térmico, elétrico e mecânico
Moléculas mensageiras (hormônios e vitaminas)
ÁCIDOS GRAXOS
São a forma mais simples de lipídeos
encontradas principalmente no plasma
Cadeias hidrocarbonadas entre 4 a 34 C
Parte polar: carboxila
Parte apolar: cadeia carbônica
Fórmula geral: RCOOH
Quanto à saturação
Saturados: sem ligações duplas
- Produtos de origem animal
- Arranjo linear: moléculas mais próximas
- Estrutura: CnH2nO2
Monoinsaturados: uma dupla ligação
- Óleos de oliva, amendoim
- Estrutura: CnH2n – 2 O2
- Apresenta uma “dobra”
Pol- insaturados: mais de uma dupla ligação
- Óleos de sementes vegetais
- Estrutura: CnH2n – 2 O2
Quanto às Propriedades
Baixa solubilidade em água:
- +insaturações = menor solubilidade
- + longa a cadeia = menor solubilidade
Ponto de fusão:
- + insaturação = menor PF
- + curta a cadeia = menor PF
Estado físico:
- Menor PF = líquido
- Maior PF = sólido
TRIACILGLICEROIS
Mais simples que os ácidos graxos
Chamados também de triglicerídeos ou
gorduras
Compostos por 3 ácidos graxos, cada um em
ligação éster com uma molécula de glicerol
Alice Iris; 1p T15
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CLASSIFICAÇÃO
Simples: ácidos graxos do mesmo tipo
Misto: dois ou três tipos diferentes de ácidos
graxos
Interação hidrofóbica e estocagem
Depósito de combustível metabólico: gotículas
microscópicas de óleo no citosol
Em resposta aos sinais hormonais, essas
gotículas são degradadas por lipases, liberando
glicerol e ácidos graxos no plasma para o
metabolismo em outros tecidos, principalmente
no músculo e no fígado
Armazenados como óleos nas sementes de
várias plantas
FOSFOLIPÍDEOS
Lipídeos polares de membrana nos quais 2
ácidos graxos estão unidos por ligação éster ao
1 e 2 carbono do glicerol e um grupo
fortemente polar está unido por ligação
fosfodiéster ao 3 carbono
Em todos esses compostos, o grupo cabeça está
unido ao glicerol por uma ligação fosfodiéster,
na qual o grupo fosfato tem carga negativa em
pH neutro.
O ácido fosfatídico, além de ser encontrado
como um componente menor de membranas
celulares, atua como intermediário da síntese
de triacilgliceróis
Quando dispersos em solução aquosa, os
fosfolipídios formam espontaneamente
estrutura lamelares e, sob circunstâncias
apropriadas, se organizam em bicamadas
estendidas que podem formar estruturas
vesiculares fechadas – micelas.
A micela é um modelo para a estrutura de uma
membrana biológica, uma bicamada de lipídeos
com as porções polares expostas ao ambiente
aquoso e as cadeias de ácido graxo mergulhadas
no interior hidrofóbico da membrana.
ESTERÓIS
Núcleo esteroide característico
- Quatro anéis fusionados, três com seis
carbonos e um com cinco
Estrutura:
- Quase planar
- Relativamente rígida
- Núcleo esteroide tetracíclico
Precursores de hormônios e constituintes da
membrana plasmática
Isopreno simples (5C) - precursos
Colesterol: principal esteroide nos tecidos
animais (exclusivo) que serve como precursor
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à síntese de todos os outros esteroides, que
incluem hormônios, sais biliares e vitamina D.
Assim, as misturas colesterol-fosfolipídio têm as
propriedades intermediárias entre os estados
de gel e de líquido cristalino dos fosfolipídios
puros; eles formam estruturas de membrana
estáveis, porém flexíveis
2)Descrever os eventos (bioquímicos e
fisiológicos) envolvidos com a digestão e
absorção dos lipídeos da dieta.
Processamento dos lipídeos da dieta no estômago
A digestão dos lipídeos começa no estômago,
catalisada por uma lipase estável em meio ácido
(lipase língua~ que se origina de glândulas
localizadas na base da língua. As moléculas de
TAG, particularmente aquelas que contêm ácidos
graxos de cadeia curta ou média (com menos de
12 carbonos, como os encontrados na gordura
do leite), são os alvos principais dessa enzima.
Esses mesmos TAGs são degradados também
por outra lipase, a lipase gástrica, secretada pela
mucosa gástrica. Ambas as enzimas são
relativamente estáveis em meio ácido, com pH
ótimo entre 4 e 6. Essas "lipases ácidas'
desempenham um papel especialmente
importante na digestão de lipídeos em neonatos,
para quem a gordura do leite é a principal fonte
de calorias. Elas também se tornam importantes
enzimas digestivas em indivíduos com
insuficiência pancreática, como os portadores de
fibrose cística (veja a seguir). As lipases lingual e
gástrica ajudam esses pacientes a degradar
moléculas de TAG (em especial, aquelas com
ácidos graxos de cadeia curta a média), apesar da
ausência completa ou parcial da lipase
pancreática
Emulsificação dos lipídeos da dieta no intestino
delgado
O processo crítico de emulsificação dos lipídeos
da dieta ocorre no duodeno. A emulsificação
aumenta a área da superfície das gotículas de
lipídeos hidrofóbicos, de maneira que as enzimas
digestivas, as quais trabalham na interface da
gotícula com a solução aquosa que a envolve,
possam agir com eficiência. A emulsificação é
obtida por dois mecanismos complementares, a
saber, o uso das propriedades detergentes dos sais
biliares e a mistura mecânica devida ao
peristaltismo. Os sais biliares, produzidos no
fígado e armazenados na vesícula biliar, são
derivados do colesterol. Eles consistem em uma
estrutura em anéis de esterol com cadeia lateral, à
qual uma molécula de glicina ou taurina está
covalentemente ligada por uma ligação amida.
Esses agentes emulsificantes interagem com as
partículas de lipídeos da dieta e com os conteúdos
aquosos do duodeno, estabilizando assim as
partículas à medida que elas se tornam menores e
impedindo que coalesçam
Degradação dos lipídeos da dieta por enzimas
pancreáticas
Os TAG, ésteres de colesterol e fosfolipídios da
dieta são degradados enzimaticamente
("digeridos") por enzimas pancreáticas, cuja
secreção é hormonalmente controlada
- TAG: sofrem ação de uma esterase, a lipase
pancreática, que remove ácidos graxos
preferencialmente dos carbonos 1 e 3. São
moléculas muito grandes para serem captadas
eficientemente pelas células mucosas das
vilosidades intestinais.
Absorção de lipídeos pelas células da mucosa
intestinal (enterócitos)
Acidas graxos livres, colesterol livre e 2-
monoacilglicerol são os principais produtos da
digestão dos lipídeos no jejuno. Estes, juntamente
com os sais biliares e as vitaminas lipossolúveis (A,
D, E e K), formam as micelas mistas - agregados
em forma de disco de lipídeos antipáticos, que
coalescem com os seus grupos hidrofóbicos para
o interior e seus grupos hidrofílicos para a
superfície. As micelas mistas são, portanto,
solúveis no meio aquoso do lúmen intestinal. Estas
partículas se aproximam do principal local de
absorção de lipídeos, a membrana com borda em
escova dos enterócitos (células da mucosa). Esta
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membrana é separada dos conteúdos líquidos do
lúmen intestinal por uma camada aquosa
estacionária que se mistura pouco com o fluido
total.A superfície hidrofílica das micelas facilita o
transporte dos lipídeos hidrofóbicos através da
camada de água estacionária para a membrana com
borda em escova, onde eles são absorvidos. Os
sais biliares são absorvidos no íleo. [Nota: em
relação a outros lipídeos da dieta, o colesterol é
muito pouco absorvido pelos enterócitos. A
terapia farmacológica (p. ex., com ezetimiba2)
pode reduzir ainda mais a absorção de colesterol
no intestino delgado.] Acidas graxos com cadeias
curta e média não necessitam da participação de
micelas mistas para sua absorção pela mucosa
intestinal.
Ressíntese de TAG e ésteres de colesterol
A mistura de lipídeos absorvida pelos enterócitos
migra para o retículo endoplasmático, onde ocorre
a biossíntese de lipídeos complexos. Os ácidos
graxos são primeiro convertidos em sua forma
ativada pela sintetase dos aci/-CoA graxos
(tiocinase). Usando derivados acil-CoA graxos, os
2-monoacilgliceróis absorvidos pelos enterócitos
são converti dos em TAGs pelo complexo
enzimático sintase dos TAG. Esse complexo
sintetiza TAG pela ação consecutiva de duas
atividades enzimáticas acil-CoA:monoacilg/icero/-
aciltransferase e aci/-CoA:diacilglicero/-
aciltransferase. Os lisofosfolipídeos são reciclados
para formar fosfolipídeospor uma família de
aciltransferases, e o colesterol é esterificado com
um ácido graxo, principalmente pela acil-
CoA:co/estero/-aciltransferase.
(Nota: praticamente todos os ácidos graxos de
cadeia longa que entram nos enterócitos são
usados dessa maneira para formar TAGs,
fosfolipídeos e ésteres de colesterol. Os ácidos
graxos de cadeia curta e média não são
convertidos em seus derivados CoA e não são
reesterificados ao 2-monoacilglicerol. Em vez
disso, eles são liberados para a circulação porta,
sendo carregados pela albumina sérica para o
fígado.)
Secreção de lipídeos a partir dos enterócitos
Os TAGs e os ésteres de colesterol novamente
sintetizados são muito hidrofóbicos, e agregam-se
em meio aquoso. Portanto, é necessário que eles
sejam embalados como partículas, na forma
de pequenas gotas de gordura circundadas por
uma fina camada, composta de fosfolipídeos,
colesterol não esterificado e uma molécula da
proteína característica apolipoproteína 8-48 (veja
a p. 228). Essa camada estabiliza a partícula e
aumenta a sua solubilidade, evitando, assim, que
muitas partículas coalesçam. (Nota: a proteína
microssomal transferidora de TAG é essencial
para a formação dessas partículas lipoproteicas
ricas em TAG contendo apolipoproteína B no
retículo endoplasmático.) As partículas são
liberadas por exocitose dos enterócitos para os
lactélios (vasos linfáticos que se originam nas
vilosidades do intestino delgado). A presença
dessas partículas na linfa após uma refeição rica em
lipídeos dá à linfa uma aparência leitosa. Essa linfa
é chamada quilo (em oposição ao quimo- o nome
dado para a massa semifluida de alimento
parcialmente digerido que passa do estômago para
o duodeno), e as partículas são chamadas
quilomicra. Os quilomicra seguem pelo sistema
linfático até o dueto torácico e são, em seguida,
transportados para a veia subclávia esquerda, onde
entram no sangue.
Utilização dos lipídeos da dieta pelos tecidos
Os triacilgliceróis presentes nos quilomicra são
hidrolisados principalmente nos capilares do
músculo esquelético e do tecido adiposo, mas
também nos capilares do coração, dos pulmões,
dos rins e do fígado. O triacilglicerol presente nos
quilomicra é degradado a ácidos graxos livres e
glicerol pela lipase lipoproteica. Essa enzima é
sintetizada principalmente pelos adipócitos e pelas
células musculares. Ela é secretada e se torna
associada à superfície luminal das células
endoteliais dos leitos capilares dos tecidos
periféricos. (Nota: a deficiência familiar da lipase
lipoproteica [hiperlipoproteinemia do tipo I] é uma
rara doença autossômica recessiva causada por
uma deficiência da lipase lipoproteica ou de sua
coenzima, a apolipoproteína C-11. O resultado é
quilomicronemia e hipertriacilglicerolemia de
jejum.)
Destino dos ácidos graxos livres: células
musculares adjacentes como nos adipócitos, ou
transportados no sangue até serem captados pelas
células
Destino do glicerol: fígado
Destino dos demais componentes dos quilomicra:
receptores no fígado, sofrem endocitose
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3) Conceituar esteróis.
Os esteroides com oito a 1Oátomos de carbono
na cadeia lateral ligada ao carbono 17 e um grupo
hidroxila no C3 são classificados como esteróis. O
colesterol é o principal esterol dos tecidos
animais. (Nota: esteróis vegetais, como o ~-
sitosterol, são pouco absorvidos por humanos.
Depois de absorvidos pelos enterócitos, eles são
transportados ativamente de volta para o lúmen
intestinal. Como o colesterol pode ser
transportado junto com os esteróis vegetais, esses
compostos parecem reduzir a absorção do
colesterol presente na dieta. Por esse motivo,
dietas contendo fitoesteroides são usadas no
tratamento da hipercolesterolemia. A ingestão
diária de ésteres de esteroides vegetais, na forma
comercialmente disponível de margarina livre de
ácidos graxos trans, é uma das várias estratégias
dietéticas para a redução dos níveis plasmáticos de
colesterol
Faça uma correlação clínica entre essa
classe de lipídio com:
a) caraterísticas sexuais secundárias;
Secreção de hormônios esteroides pelas gônadas
Os testículos e os ovários sintetizam os
hormônios necessários para a diferenciação sexual
e a reprodução. Um único fator liberador
hipotalâmico, o hormônio liberador de
gonadotropinas, estimula a hipófise anterior a
liberar as glicoproteínas hormônio luteinizante
(LH) e hormônio folículo estimulante (FSH). Da
mesma forma que o ACTH, o LH e o FSH atuam
via receptores específicos na superfície celular,
causando aumento de AMPc. O LH estimula os
testículos a produzirem testosterona e os ovários
a produzirem estrógenos e progesterona. O FSH
regula o crescimento dos folículos ovarianos e
estimula a espermatogênese nos testículos.
O colesterol é precursor de todos os hormônios
esteroides (glicocorticoides, mineralocorticoides e
hormônios sexuais- andrógenos, estrógenos e
progestágenos). A síntese, usando principalmente
oxidases de função mista citocromo P-450 (CYP),
ocorre no córtex da adrenal (cortisol, aldosterona
e andrógenos), nos ovários e na placenta
(estrógenos e progestágenos) e nos testículos
(testosterona).Os hormônios esteroides difundem
através da membrana plasmática de suas células-
alvo e ligam-se a um receptor específico citosólico
ou nuclear. O complexo receptor-ligante se
acumula no núcleo, dimeriza e liga-se a sequências
regulatórias específicas do DNA (elementos de
resposta a hormônios) em associação com
proteínas coativadoras, causando a ativação do
promotor e o aumento da transcrição de genes-
alvo. Em associação com correpressores, a
transcrição é diminuída.
b) retenção de sódio e água no organismo;
Algumas doenças hormonais também podem
causar retenção de líquidos, como o
hipotireoidismo ou síndrome de Cushing, devido
às variações na quantidade de hormônios T3, T4
ou esteróides, que são importantes para manter os
níveis de líquidos no corpo, podendo causar
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inchaço abdominal, nas pernas, braços ou rosto,
por exemplo.
c) Síndrome de Cushing.
A síndrome de Cushing é uma condição causada
por um excesso de hormônio esteróide chamado
cortisol. Isso pode ser causado por tomar muito
de um medicamento que contém cortisol
(esteróides) ou pelo corpo estar produzindo
muito cortisol. Pessoas com síndrome de Cushing
ganham peso ao redor do tronco e no rosto, e
desenvolvem uma pele fina e esticada.Esta
condição tende a afetar adultos entre 20 e 50 anos
de idade. O tratamento desta condição depende
da causa. Uma vez que a causa subjacente é
reconhecida e removida, a maioria das pessoas
com síndrome de Cushing se recuperará bem. A
síndrome de Cushing não tratada pode causar
osteoporose, diabetes, pressão alta e acidente
vascular cerebral.
4) Esquematizar a síntese do colesterol e
sua regulação.
5) Conceituar e classificar as
lipoproteínas. Descrever as suas
características bioquímicas.
As lipoproteínas plasmáticas são complexos
macromoleculares esféricos de lipídeos e
proteínas específicas (apolipoproteínas ou
apoproteínas). As principais lipoproteínas
plasmáticas são: quilomicra, lipoproteínas de
muito baixa densidade (VLDLs), lipoproteínas
de baixa densidade (LDLs) e as lipoproteínas
de alta densidade (HDLs). Elas diferem na
composição lipídica e proteica, no tamanho e na
densidade (Figura 18.1 3). As lipoproteínas são
importantes tanto para manterem solúveis seus
componentes lipídicos, como por promoverem
um eficiente mecanismo de transporte de lipídeos
entre os tecidos. Em humanos, o sistema de
transporte é menos perfeito que em outros
animais e, como resultado, pode ocorrer uma
deposição gradual de lipídeos - especialmente de
colesterol - nos tecidos. Essa deposição de lipídeos
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pode ser potencialmente um fator de risco, por
contribuir para a formação de placas, que causam
o estreitamento dos vasos (aterosclerose)
Composição das lipoproteínas
plasmáticas
As lipoproteínas possuem um núcleo de lipídeos
neutros (contendo triacilgliceróis e ésteres de
colesterol) circundado por uma camada de
apolipoproteínas antipáticas, fosfolipídios e
colesterol livre (não-esterificado). Esses
compostos antipáticos são orientados de forma
que suas porções polares fiquem expostas na
superfície da lipoproteína, tornando a partícula
solúvel em meio aquoso. Os triacilgliceróis e o
colesterol carregados pelas lipoproteínas são
obtidos da dieta (fonte exógena) ou da síntese de
novo (fonte endógena). (Nota: As diferentes
lipoproteínas trocam constantemente lipídeos e
apolipoproteínas umas com as outras; isso faz com
que a composição de uma classe de partícula possa
ser muito variável.)
Tamanho e densidade das lipoproteínas. Os
quilomicra são as lipoproteínas com a menor
densidade e o maior tamanho e contêm a maior
proporção de lipídeos e a menor de proteínas. Em
ordem crescente de densidade estão as VLDLs e
LDLs, que também apresentam maiores relações
de proteínas para lipídeos. As HDLs são as
lipoproteínas de menor densidade. As
lipoproteínas plasmáticas podem ser separadas
tendo como base a sua mobilidade eletroforética,
como mostrado na Figura 18.15, ou por sua
densidade por meio de ultracentrifugação.
Apolipoproteínas. As apolipoproteínas (apo)
são as proteínas constituintes das partículas
lipoprotéicas responsáveis pela estabilização de
sua estrutura e que têm diferentes funções no
metabolismo lipídico. As apolipoproteínas
associadas às lipoproteínas exercem diversas
funções, como servirem de sítios de
reconhecimento para receptores na superfície de
células, ou como ativadores ou coenzimas para
enzimas envolvidas no metabolismo das
lipoproteínas. Algumas das apolipoproteínas são
necessárias como componentes estruturais
essenciais dessas partículas e não podem ser
removidas (de fato, as lipoproteínas não podem
ser produzidas sem elas), enquanto outras são
livremente transferidas entre as lipoproteínas. As
apolipoproteínas podem ser classificadas pela
estrutura e pela função em 5 classes, de A a E,
sendo que muitas classes apresentam subclasses,
como por exemplo, apo A-1 e apo C-1.
Metabolismo da Quilomicra
Os quilomicra são formados nas células da mucosa
intestinal e transportam triacilgliceróis, colesterol,
vitaminas lipossolúveis e ésteres de colesterol da
dieta (além de lipídeos sintetizados pelos
enterócitos) para os tecidos periféricos
Montagem dos quilomicra. As enzimas
envolvidas na síntese de triacilgliceróis, colesterol
e fosfolipídios estão localizados no retículo
endoplasmático (RE) liso. A organização das
apolipoproteínas e dos lipídeos para formar os
quilomicra requer a proteína microssomal
transferidora de triacilgliceróis (veja a pág. 229),
que liga a apo 8-48 a lipídeos. Isso ocorre durante
a transição do RE para o Golgi, onde as partículas
são acondicionadas em vesículas secretórias. Essas
vesículas fusionam com a membrana plasmática,
liberando as lipoproteínas no sistema linfático e,
posteriormente, no sangue.
Modificação dos quilomicra nascentes. A
partícula liberada pelas células da mucosa intestinal
é chamada um quilomícron "nascente", por ser
funcionalmente incompleta. Quando alcança o
plasma, essa partícula é rapidamente modificada,
recebendo a apo E (que é reconhecida pelos
receptores hepáticos) e as apolipoproteínas C.
Entre elas se inclui a apo C-11, que é necessária
para a ativação da lipase /lipoprotéica, a enzima que
degrada os triacilgliceróis dos quilomicra. A fonte
dessas apolipoproteínas é a HDL circulante.
Metabolismo das lipoproteínas de
muito baixa densidade (VLDls)
O VLDL é o tipo de colesterol que tem como
função o transporte dos triglicerídeos e do
colesterol para os tecidos do corpo, e faz parte do
grupo colesterol não-HDL, por isso, deve ser
mantido em valores baixos, não sendo
recomendado que seus valores estejam acima dos
30 mg/dL.
As VLDLs são produzidas no fígado (Figura 18.17).
Elas são compostas predominantemente de
triacilgliceróis, e sua função é carregar lipídeos do
fígado para os tecidos periféricos. Nestes, os
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triacilgliceróis são degradados pela lipase
lipoprotéica, como já discutido para os quilomicra.
(Nota: O "fígado graxo" [esteatose hepática]
ocorre quando existe um descontrole entre a
síntese hepática de triacilgliceróis e a secreção de
VLDL. Tais condições incluem obesidade, diabetes
melito não-controlado e ingestão crônica de
etanol.)
Liberação das VLDL. As VLDL são secretadas, pelo
fígado, diretamente no sangue como partículas de
VLDL "nascentes" contendo apo 8-100. Elas obtêm
apo C-11 e apo E da HDL circulante. Como
acontece com os quilomicra, a apo C-11 é
necessária para a ativação da lipase lipoproteica.
(Nota: abetalipoproteinemia é um tipo raro de
hipolipoproteinemia causada por um defeito na
proteína microssomal transferidora de
triacilgliceróis (PTM), que impede o carregamento
da apo 8 com lipídeos. Como consequência, não
existe formação dos quilomicra e das VLDL, o que
causa acúmulo de triacilgliceróis no fígado e no
intestino.)
Modificação das VLDL circulantes. Na circulação,
os triacilgliceróis das VLDL são degradados pela
lipase lipoproteica, ficando essas partículas
menores e mais densas. Componentes de
superfície, incluindo as apolipoproteínas C e E,
retornam para as HDL, mas as partículas retêm a
apo 8-100. Por fim, alguns triacilgliceróis são
transferidos das VLDL para as HDL em uma
reação de troca que, simultaneamente, transfere
ésteres de colesterol das HDL para as VLDL. Essa
troca é mediada pela proteína transferidora de
ésteres de colesterol
Produção de LDL a partir de VLDL no plasma.
Com as modificações já descritas anteriormente,
as VLDL são convertidas, no plasma, em LDL.
Durante essa transição, são observadas partículas
de tamanho intermediário, as lipoproteínas de
densidade intermediária (IDL) ou "remanescentes"
de VLDL.
Metabolismo das LDL
As LDL contêm muito menos triacilgliceróis quesuas precursoras VLDL e têm alta concentração
de colesterol e ésteres de colesterol Endocitose
mediada por receptores. A principal função das
LDL é prover colesterol para os tecidos
periféricos (ou retorná-lo para o fígado). As LDL
ligam-se a receptores na membrana
celularespecíficos para LDL, que reconhecem a
apo 8-100 (mas não a apo 8-48). Como esses
receptores também reconhecem a apo E, eles são
conhecidos como receptores apo 8-100 / apo E.
Efeitos do colesterol endocitado
sobre a homeostasia celular do
colesterol
O colesterol originário dos remanescentes de
quilomicra e das IDL e LDL afeta o conteúdo
celular de colesterol de várias maneiras (Figura
18.20). Primeiro, a HMG-CoA-redutase é inibida
por altos níveis de colesterol e, como resultado, a
síntese de novo de colesterol diminui. Segundo, a
síntese de novos receptores para LDL é reduzida,
devido à menor expressão do gene do receptor de
LDL, limitando assim a entrada de colesterol-LDL
nas células.
Metabolismo das HDL
O HDL, ou high density cholesterol, é conhecido
popularmente como bom colesterol e é
importante que esteja aumentado na circulação,
pois representa maior proteção cardíaca. É
recomendado que seu valor esteja acima dos 40
mg para homens e mulheres, como forma de
prevenir o risco de doenças cardiovasculares e,
para isso, é indicada a realização de atividade física
e ter uma alimentação rica em gorduras boas e
fibras, presente em peixes, azeite, vegetais e
sementes, por exemplo.
As HDL são uma família heterogênea de
lipoproteínas, com metabolismo complexo e ainda
não completamente compreendido. As HDL são
formadas no sangue por adição de lipídeos à apo
A-1, uma apoproteínas sintetizada pelo fígado e
pelo intestino e secretada no sangue. A apo A-1
perfaz cerca de 70o/o das apoproteínas das HDL.
As HDL desempenham muitas funções
importantes, incluindo as descritas a seguir:
As HDL são um reservatório de apolipoproteínas.
As HDL servem de reservatório circulante de apo
C-11 (a apolipoproteína que é transferida para as
VLDL e os quilomicra, para atuar como ativadora
da lipase lipoproteica) e de apo E (a
apolipoproteína necessária para a endocitose
mediada por receptor das 1DL e dos
remanescentes de quilomicra).
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Papel da lipoproteína (a) na doença
cardíaca
A lipoproteína (a), ou Lp(a), é uma partícula que,
quando presente em grandes quantidades no
plasma, está associada com o aumento do risco de
doença coronariana. A Lp(a) tem estrutura quase
idêntica à de uma partícula de LDL. O que
diferencia as duas lipoproteínas é a presença, na
Lp(a), de uma apolipoproteína adicional chamada
apo(a), covalentemente ligada a um sítio da apo B-
100. Os níveis circulantes de Lp(a) são
determinados principalmente por fatores
genéticos. Fatores como a dieta, no entanto,
podem ter alguma influência, pois ácidos graxos
trans aumentam a concentração de Lp(a),
enquanto estrógenos diminuem tanto a LDL
quanto a Lp(a). (Nota: existe uma homologia
estrutural entre a apo(a) e o plasminogênio -
precursor de uma protease sanguínea cujo
substrato é a fibrina, a principal proteína
componente dos coágulos sanguíneos. Hipotetiza-
se que a concentração elevada de Lp(a) torna mais
lenta a degradação dos coágulos sanguíneos que
desencadeiam os ataques cardíacos, uma vez que a
Lp(a) parece competir com o plasminogênio pela
ligação na fibrina. A niacina reduz a Lp(a) e
aumenta a HDL.)
6) Descrever o transporte reverso do
colesterol pelo HDL.
Transporte reverso de colesterol. A transferência
seletiva do colesterol dos tecidos periféricos para
as HDL e das HDL para o fígado (para a síntese de
ácidos biliares ou para descarte via bile) e/ou para
os tecidos esteroidogênicos (para síntese de
hormônios) é um processo crucial na homeostasia
do colesterol. Essa é, em parte, a base da relação
inversa existente entre a concentração plasmática
de HDL e a aterosclerose, e também para a
designação das HDL como o "bom" colesterol.
O transporte reverso do colesterol envolve o
efluxo de colesterol dos tecidos periféricos para as
HDL, a esterificação do colesterol pela LCAT, a
ligação das HDL ricas em ésteres de colesterol
(HDL2) a células hepáticas e esteroidogênicas, a
transferência seletiva dos ésteres de colesterol
para dentro dessas células, e a liberação das HDL
depletadas de lipídeo (HDL3). O efluxo do
colesterol das células periféricas é, ao menos em
parte, mediado pela proteína transportadora,
ABCA1. (Nota: a doença de Tangier é uma
deficiência muito rara de ABCA1, caracterizada
pela ausência praticamente total de HDL devido à
degradação das apo A-1 pobres em lipídeos.)
A captação de ésteres de colesterol pelo fígado é
mediada por receptores da superfície celular, RR-
B1 (receptor "removedor" [scavangerj classe B
tipo 1), que ligam as HDL (veja a p. 234 para RR-
A). Ainda não está esclarecido se a própria
partícula de HDL é captada e os ésteres de
colesterol extraídos, sendo então a HDL, agora
pobre em lipídeos, liberada novamente no sangue,
ou se existe somente a captação seletiva dos
ésteres de colesterol. (Nota: a lipase hepática, que
degrada triacilgliceróis e fosfolipídeos, também
participa da conversão das HDL2 em HDL3.
7) Associar o colesterol às doenças
cardiovasculares e descrever a formação
da placa de ateroma.
O colesterol, junto com a hipertensão e o
diabetes, são os principais fatores de risco para
doenças cardiovasculares, principalmente infarto,
AVC e tromboses arteriais. Quando elevado, o
colesterol aumenta o risco de depósitos de placas
ateroscleróticas na parede das artérias, causando
a obstrução delas.
Produzido no organismo, o colesterol é uma
gordura com a função de manter as células em
funcionamento para produção de hormônios e da
bile, metabolização de vitaminas, entre outras
funções.
Existem dois tipos de colesterol presentes na
corrente sanguínea. O LDL, conhecido como
“ruim”, e o HDL, que protege o coração de
doenças e, por isso, é considerado “bom”. Um dos
motivos da alteração dos níveis de colesterol ruim
é o consumo excessivo de gorduras saturadas e
trans, presentes em alimentos de origem animal,
como carnes, ovos, derivados do leite, além de
produtos ultraprocessados, como biscoitos,
margarina, salgadinhos de pacote, comidas
congeladas, bolos prontos e sorvete. “Cerca de
70% do colesterol é produzido pelo próprio
organismo, no fígado. Os demais 30% vêm da dieta
e, por isso, é tão importante manter uma
alimentação equilibrada”
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ATEROMA
Uma das comorbidades que preocupam é a
aterosclerose, doença degenerativa que se
caracteriza principalmente pelo depósito de
gordura (colesterol LDL) e de outras substâncias
nas camadas internas das artérias do coração, do
cérebro, da aorta, obstruindo a passagem do
sangue em porcentagens variáveis. Forma-se o
ateroma, uma espécie de “calombo” nas artérias.
Os ateromas são placas gordurosas fibrosas e sua
formação tem início com a deposição de gordura
na camada íntima das artérias devido a injúrias no
endotélio, causadas pelos fatores de risco aos
quais o indivíduo está exposto como a
hipertensão, derivados do cigarro, alta taxa de
colesterol, etc.
Uma resposta inflamatória ocorre devido à
proliferação dos fibroblastos causando aumento da
espessura da camada íntima e endurecimento
arterial.
Inicia-se, então, a incrustação pelos sais de cálcio,
produzindo diferentes graus de calcificação
distrófica. As artérias frequentemente afetadas são
a aorta, as coronárias e as artérias cerebrais,
incluindo a carótida. Esse ciclo de deterioração ereparo leva à formação de hemorragias que
expõem as fibras colágenas formando trombos.
8) Identificar o mecanismo de ação das
seguintes classes farmacológicas
utilizadas para o controle das
dislipidemias: estatinas e fibratos.
DISLIPIDEMIAS
As dislipidemias são distúrbios que alteram os
níveis de lipídios no sangue. São consideradas um
dos fatores de risco, assim como a hipertensão,
para ocorrência de doenças cardiovasculares
(DCV)
O tratamento não medicamentoso está ligado à,
basicamente, mudanças no estilo de vida do
paciente, enquanto que, no medicamentoso, pode-
se destacar como os principais grupos: estatinas,
ezetimiba, colestiramina, fibratos e ácido
nicotínico.
ESTATINAS
As estatinas compõem uma das classes de
fármacos com características hipolipemiantes e
possuem grandes potência e eficácia na redução
dos níveis plasmáticos de colesterol total e LDL-c
colesterol.
agem melhorando a vasodilatação do endotélio,
aumentando a biodisponibilidade de óxido nítrico
e reduzindo os níveis de endotelina.
São a principal indicação no tratamento da
aterosclerose, a mais importante causa de doenças
cardiovasculares no mundo, e são utilizadas nas
profilaxias primária, secundária e terciária da
doença.
As estatinas possuem como mecanismo de ação a
inibição competitiva da HMG-CoA redutase,
enzima responsável pela formação de colesterol
pelo fígado e, consequentemente, pela formação
das lipoproteínas plasmáticas. Elas são, geralmente,
bem toleradas pelos pacientes e seu efeito adverso
mais sério é a hepatotoxicidade, que é rara. No
entanto, ocorrem casos de miopatia, efeito
importante que interfere na adesão ao tratamento.
Mecanismo de Ação das Estatinas
O mecanismo de ação das estatinas é
caracterizado pela inibição da enzima HMG-CoA
redutase, sendo essa inibição reversível e
competitiva com o substrato da HMG-CoA, que é
o Mevalonato. Desta forma, ocorre a redução do
colesterol.
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As estatinas são incorporadas ao tecido hepático
por transportadores do tipo OATP (Organic
Anion Transporting Polypeptides) para sofrer
biotransformação, com ampla variação no sítio
metabólico até sua eliminação pela bile.
Polimorfismos genéticos e interações com alguns
tipos de fármacos podem influenciar na captação,
metabolização e eliminação das estatinas pelo
organismo.
As estatinas que existem no mercado brasileiro
são: Lovastatina e Pravastatina que são de origem
natural, Sinvastatina de origem semi-sintética,
Atorvastatina, Rosuvastatina e Fluvastatina de
origem sintética.
As estatinas induzem alterações na homeostasia
do cálcio e despolarização da membrana muscular.
Em concentrações terapêuticas, induzem o
aumento de apoptose e inibição da síntese de
proteínas, no entanto, esses efeitos são regulados
e impedidos pelo mevalonato e seus substratos em
diferentes pontos da cascata.
FIBRATOS
Os fibratos apresentam um mecanismo de ação
ainda não completamente elucidado, apesar do
grande número de estudos em humanos. Estudos
recentes indicam que esses fármacos exercem sua
atividade por interação com os Receptores
Ativados pelo Proliferador Peroxissômico (PPAR)
no isótipo alfa. Os receptores PPAR-α são
expressos no fígado, tecido adiposo marrom e, em
menor grau, rim, coração e músculo esquelético
Ao ativarem esses receptores, são capazes de
aumentar a expressão da lipase lipoproteica nos
tecidos, além de exercer um efeito inibitório sobre
a ApoC-III, apoproteina que inibe a expressão de
LPL. Sendo assim, o efeito resultante desse
processo é um aumento da oxidação de ácidos
graxos e consequentemente, uma redução dos
níveis de triglicerídeos séricos.
Além desses efeitos, a ativação do receptor PPAR-
alfa é capaz de aumentar a expressão das
apoproteinas ApoA-I e ApoA-II, ativação que cursa
com aumento do HDL colesterol. Este último
efeito por sua vez é maior com o fenofibrato que
com a genfibroszila.
Alguns efeitos secundários à ativação desses
receptores podem ser previstos como por
exemplo aumento de LDL, principalmente se
hipertrigliceridemia. Não observamos alterações
ou ainda podemos observar uma redução nos
níveis de LDL se os níveis de triglicerídeos
estiverem normais ou se o paciente estiver
fazendo o uso de um fibrato de segunda geração
(como fenofibrato, benzafibrato, ciprofibrato).
Pode haver potencial para o desenvolvimento de
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alguns efeitos antitrombóticos, incluindo inibição
da coagulação e aumento da fibrinólise.
Com isso, o potencial terapêutico esperado com
o uso dos fibratos é uma redução de cerca de 50%
nos níveis de triglicerídeos, um aumento de 15%
nos níveis de HDL-C e, em condições normais, não
se espera alterações nos níveis de LDLC.
Entretanto, caso haja uma hipertrigliceridemia
pronunciada (valores de TG: 400 -1000), apesar da
queda dos níveis de triglicerídeos, pode haver um
aumento dos níveis de LDL-C.
Portanto, os fibratos são importantes para as
dislipidemias primárias (como
hiperlipoproteinemia tipo III –
disbetalipoproteinemia), patologias que
respondem mais sensivelmente aos fibratos.
São fármacos de absorção plasmática rápida e
eficiente, apresentando uma boa
biodisponibilidade (>90%) quando tomados
juntamente com a refeição, pois, quando de
estômago vazio, sua biodisponibilidade é reduzida.
Ao atingirem a corrente sanguínea, tem sua
concentração plasmática máxima em cerca de 1 a
4 horas. Na corrente sanguínea, mas de 95% da
droga se liga a proteinas plasmáticas
(majoritariamente a albumina)
9) Descrever o exame chamado
lipidograma. Demonstrar quais os
parâmetros e os valores de referência que
fazem parte desse laudo. Qual a
importância clínica desse exame?
O lipidograma é um exame laboratorial solicitado
pelo médico com o objetivo de verificar o perfil
lipídico da pessoa, ou seja a quantidade de LDL,
HDL, VLDL, triglicerídeos e colesterol total, que
quando estão em valores fora do normal,
representam um grande risco para desenvolver
doenças cardiovasculares, como angina, infarto,
AVC ou trombose venosa, por exemplo.
Este exame é útil no diagnóstico, no tratamento e
no acompanhamento das disfunções metabólicas
dos lipídios (dislipidemias), frequentemente
associadas a quadros de obesidade e sedentarismo.
O QUE É O COLESTEROL HDL?
Conhecido como o “colesterol bom”, em inglês, a
sigla HDL vem de (high density lipoprotein), ou
lipoproteína de alta densidade. Seu papel é remove
o colesterol das artérias e o levá-lo de volta para
o fígado, impedindo seu acúmulo. Por isso, o ideal
é mantê-lo em alta.
O QUE É O COLESTEROL LDL?
Conhecido como o “colesterol ruim”, em inglês, a
sigla LDL vem de (low density lipoprotein), ou
lipoproteína de baixa densidade. Seu papel é
carregar as partículas de colesterol do fígado e de
outros locais para as artérias. Ou seja, se anda em
excesso na circulação, ela provoca um acúmulo
nos vasos que pode, com o tempo, entupi-los ou
formar trombos.
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