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SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 1 🥓 SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] Assunto #Lipídeos Aula NCS - Tutoria Tipo Aula Materiais https://www.ufjf.br/naorigen/files/2017/03/Metabolismo-de-Lip%C3%ADdios- Thaisa.pdf https://adm.online.unip.br/img_ead_dp/36252.PDF https://www.youtube.com/watch?v=UtZ7KDsOfcQ Período 1 Status Done Palavras desconhecidas 1. Medicamento à base de estatinas: São os medicamentos utilizados para reduzir os níveis de colesterol no sangue, principalmente o LDL. 2. Sinvastatina: (Tipo de estatina) Medicamento que reduz a produção de colesterol no fígado, considerado assim como muito eficaz para a diminuição das concentrações plasmáticas de colesterol completo. 3. Ecografia de Carótidas: Avalia a qualidade das possíveis placas quanto à predominância de gordura, fibrose ou calcificação e complicações como úlcera e trombose. 4. Aterosclerose: Entupimento de artérias por placas de gordura. 5. Dislipidemia: presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue. 6. Ateroma: ateromatose da aorta é uma condição em que ateroma provoca um processo degenerativo dessa artéria. Conforme os depósitos de gordura aumentam, diminui o espaço para a passagem do sangue oxigenado, prejudicando a nutrição das células do organismo. Problemas Palpitações quando realizava esforço físico; Tabagista; Tem uma dieta ruim; https://www.ufjf.br/naorigen/files/2017/03/Metabolismo-de-Lip%C3%ADdios-Thaisa.pdf https://adm.online.unip.br/img_ead_dp/36252.PDF https://www.youtube.com/watch?v=UtZ7KDsOfcQ SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 2 Faz uso de bebida alcoólica rotineiramente; Pais hipertensos e com elevados níveis de colesterol; É sedentário É hipertenso Chance de desenvolver aterosclerose Seu IMC está alto classificando-o como obeso Possui espessamento da placa de gordura da aorta Hipóteses Ele vai desenvolver aterosclerose A predisposição associada aos hábitos fez com que desenvolvesse o quadro Ele não faz acompanhamento médico e nem nutricional Ele é alcoolista Lipídios (definir e classificar, tipos e funções) Os lipídios são moléculas orgânicas insolúveis em água e solúveis em certas substâncias orgânicas, tais como álcool, éter e acetona. Também chamados lípidos ou lipídeos, essas biomoléculas são compostas por carbono, oxigênio e hidrogênio. Podem ser encontrados em alimentos de origem vegetal e de origem animal e seu consumo deve ser feito de forma equilibrada. Funções Reserva de energia: utilizada pelo organismo em momentos de necessidade, e está presente em animais e vegetais; Isolante térmico: nos animais as células gordurosas formam uma camada que atua na manutenção na temperatura corporal, sendo fundamental para animais que vivem em climas frios; Ácidos graxos: estão presentes nos óleos vegetais extraídos de sementes, como as de soja, de girassol, de canola e de milho, que são usados na síntese de moléculas orgânicas e das membranas celulares. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 3 Moléculas mensageiras: hormônios, vitaminas Absorção de vitaminas: auxiliam a absorção das vitaminas A, D, E e K que são lipossolúveis e se dissolvem nos óleos. Como essas moléculas não são produzidas no corpo humano, é importante o consumo desses óleos na alimentação. Classificação 1. Lipídios simples: São ésteres de ácidos graxos com vários álcoois. Gorduras: São ésteres de ácidos graxos com glicerol. A gordura no estado líquido é conhecida como óleo. Ceras: São ésteres de ácidos graxos com álcoois mono hidroxílicos. 2. Lipídeos Complexos: São ésteres de ácidos contendo outros grupos além de um álcool e de um ácido graxo. Fosfolipídios: São lipídios que contêm, além de ácidos graxos e um álcool, um resíduo de ácido fosfórico. Frequentemente, tem bases nitrogenadas e outros substituintes, p. ex., nos glicerofosfolipídeos o álcool é o glicerol e nos esfingofosfolipídios o álcool é a esfingosina. Glicolipídeos (glicoesfingolipídeos): São lipídeos que contêm um ácido graxo, esfingosina e carboidrato. Outros lipídeos complexos: São lipídios, tais como sulfolipídeos e aminolipídeos. As lipoproteínas também podem ser enquadradas nesta categoria. 3. Precursores e derivados de lipídeos: ácidos graxos, glicerol e esteróis, aldeídos graxos e corpos cetônicos, hidrocarbonetos, vitaminas lipossolúveis e hormônios. Gorduras e óleos SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 4 Misturas de triacilgliceróis. Três grupos hidroxila do glicerol são esterificados com ácidos graxos, ácidos carboxílicos com longas cadeias hidrocarbônicas. Pode ser saturada ou insaturada, ou seja, conter uma ou mais ligações duplas. Com mais de uma ligação dupla são chamados ácidos graxos poli-insaturados - naturalmente nunca são conjugadas, são sempre separadas por um grupo metileno e são quase sempre cis. A principal fonte de gorduras trans vem da hidrogenação parcial dos óleos vegetais, como por exemplo, na preparação da margarina. Esse processo é chamado de ‘endurecimento de óleos’. Têm efeitos hipercolesterolêmicos semelhantes àqueles das gorduras saturadas. TRIGLICERIDIO Gordura Óleos Obtenção Animal Vegetal Ligação Saturados ou com apenas uma dupla Insaturado Fusão Mais alta - mais empacotados Mais baixos - não se empacotam firmemente Estado em temperatura ambiente Sólidos líquidos Omega 3 - ligação dupla no carbono 3 Omega 6 - ligação dupla no carbono 6 Omega 9 - ligação dupla no carbono 9 SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 5 Digestão Cerca de 80% dos lipídeos provenientes da dieta são predominantemente triacilgliceróis ou triglicerídeos. BOCA: Embora, nenhuma hidrólise de triglicérides ocorra na boca, os lipídeos estimulam a secreção da lipase lingual das glândulas serosas na base da língua, mas como não permanece na boca sua função é quase nula. ESTÔMAGO: O pH extremamente ácido do estômago não possibilita a ação integral da lipase gástrica, diminuindo a velocidade de sua ação enzimática, havendo apenas a quebra de algumas ligações de ésteres de Ácidos Graxos de cadeia curta. A ação gástrica na digestão dos lipídios está relacionada com os movimentos peristálticos do estômago, dispersando-os de maneira equivalente pelo bolo alimentar. INTESTINO: A digestão se inicia de verdade com a emulsificação (decomposição das grandes gotículas de gordura em gotas SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 6 menores), permitindo assim a ação das enzimas pelos sais biliares. A lipólise (digestão dos lipídios) é efetuada pelas lipases pancreáticas secretadas pelo pâncreas que digerem os triacilgliceróis, liberando = colesterol, ácidos graxos, glicerol e algumas moléculas de monoacilgliceróis. As lipases não atuam sobre fosfolipídios e éster de colesterol, eles são digeridos pelas enzimas fosfolipases A2. Os produtos de hidrólise (acidos graxos + monoglicerídeos = micelas), ao contrário dos lipídios originais da dieta, podem ser absorvidos no lúmen intestinal. Os sais biliares são então liberados de seus componentes lipídicos e devolvidos ao lúmen do intestino. Na célula da mucosa, os AG e monoglicerídeos são reagrupados em novos triglicerídeos, estes juntamente com o colesterol e fosfolipídeos são circundados em forma de quilomícrons (QM). Os QM são transportados e esvaziados na corrente sanguínea, e então levados para o fígado, onde os triglicerídeos são reagrupados em lipoproteínas e transportados especialmente para o tecido adiposo, para o metabolismo e para o armazenamento. O colesterol é absorvido de modo similar, após ser hidrolisado da forma de éster pela esterase colesterol pancreática. As vitaminas lipossolúveis A, D, E e K também são absorvidas de maneira micelar, embora algumas formas hidrossolúveis de vitaminas A, E e K e caroteno possam ser absorvidas na ausência de sais biliares. Absorção de lipídios Como os triacilglicerois e o colesterol são insolúveis na fase aquosa há necessidade de uma lipoproteína que faça a proteção destas moléculas para o transporte de lipídios na corrente sanguíneapara os diversos órgãos. O objetivo maior do transporte de gorduras pelas lipoproteínas é fornecer aos diferentes tecidos do organismo o colesterol e os ácidos graxos necessários para o metabolismo. Os Lipídios livres são, então, emulsificados pelos sais biliares em micelas e absorvidos pela mucosa intestinal que promove a liberação da porção polar hidrófila (sais biliares) para a circulação porta hepática e um processo de ressíntese dos Lipídios absorvidos com a formação de novas SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 7 moléculas de tri- acil-gliceróis e ésteres de colesterol, que são adicionados de uma proteína (apo-proteína 48) formando a lipoproteína quilomícron, que é absorvida pelo duto linfático abdominal, seguindo para o duto linfático torácico e liberada na circulação sanguínea ao nível da veia jugular. O glicerol será absorvido por vasos linfáticos e será levado ao fígado. Os monoglicerídeos e ácidos graxos livres quando absorvidos pela parede intestinal sofrem uma esterificação pela enzima triacil sintetase dando origem a novos triacilgliceróis que se ligam a proteínas produzidas no REG formando os quilomícrons que são partículas lipoprotéicas (98%lipídios e 2%proteínas). Após isso se formarão vacúolos que com destino aos espaços intersticiais atingindo os vasos linfáticos → ducto torácico e veia cava superior. Os quilomícrons atingem finalmente a corrente sanguínea, mas antes de chegar ao fígado passam por tecido muscular e adiposo aumentando sua densidade, pois são enriquecidos com proteínas podendo resultar em: VLDL (very low density lipoprotein) 80-90% de lipídios. LDL (low density lipoprotein) 70% lipidios. HDL (high density lipoprotein) 45% lipidios. Os quilomicrons geralmente os VLDL saem do fígado com intenção de levar triglicérides para os tecidos, e com a absorção de triglicérides a VLDL vai aumentando sua densidade ate chegar a LDL. A célula adiposa também é capaz de remover glicose da corrente sanguínea, degradá-la até acetil-coA e no interior de suas mitocôndrias utilizá-las para a síntese de ácidos graxos, e posteriormente triglicérides e fosfolipídios (lipogênese). Quando necessário a gordura armazenada é hidrolisada em glicerol e ácidos graxos que são lançados na corrente sanguínea AGL, podendo ser utilizados pelo fígado e músculos. Células musculares degradam e queimam ácidos graxos até CO2 e H2O, utilizando a energia liberada para a produção de ATP que é utilizado no processo de contração muscular. O fígado utiliza ácidos graxos para a produção de triglicéride, colesterol que é utilizado para a produção de sais biliares, corpos cetônicos que serão lançados para a corrente sanguínea e consumidos pelos músculos em caso de o excesso, excretado pelos pulmões e rins. O fígado é o principal sintetizador de gordura. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 8 Transporte de lipídios (HDL, LDL, VLDL, quilomícrons) Após a sua absorção, na célula da mucosa intestinal, os triglicerídeos e fosfolipídios reesterificados se combinam com uma pequena fração de proteína para formar os quilomícrons, lipoproteínas de transporte dos lipídios desde o intestino até o fígado. Além desses lipídios, os quilomícrons também carregam ésteres de colesterol, colesterol livre, ácidos graxos livres e vitaminas lipossolúveis. As lipoproteínas plasmáticas são proteínas associadas com lipídios que servem para transportar pelo sangue triglicerídeos e, em menor quantidade, fosfolipídios e colesterol. QUILOMÍCRONS VLDL LDL HDL São as lipoproteínas que transportam na circulação os lipídeos da dieta absorvidos pelo intestino delgado após o intenso processo de hidrólise dos triglicérides, fosfolípides e do colesterol, que ocorrem na luz intestinal sob catálise de lipases de origem pancreática principal função é transportar os triglicerídeos pela corrente sanguínea. Essa função do colesterol está diretamente ligada à quantidade de triglicérides e os seus níveis são diretamente influenciados pela dieta que fazemos. Responsável por conduzir o colesterol produzido pelo fígado para as células, onde serão utilizadas. Se houver excesso de LDL na circulação e sem aproveitamento das células, existe o risco de entupimento das artérias pela gordura (aterosclerose) Responsável por tirar o excesso de colesterol no sangue, conduzindo-o de volta para o fígado. Sua função é carregar o colesterol de outras partes do corpo para esse órgão, que irá remover essa gordura, excretar ou reutilizar o HDL. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 9 1. Alimento rico em lipídio é quebrado em triglicerídeo e colesterol, degradado em ácido graxo e absorvido pelas células intestinais. 2. São empacotados novamente para triglicerídeos e colesterol e são exportados pelo quilomícron para o sangue. 3. Quilomícron nascente, carregado de triglicerídeos e colesterol recebe duas proteínas do HDL (Apo E / Apo C-II) se tornando maduro. 4. Chegando nas células musculares, o músculo recebe a sinalização da Apo-C- II e manda proteína LPL. Essa proteína degrada o triglicerídeo e pega os ácidos graxos para ser usado como energia pelo músculo. 5. Quilomícron maduro chega no tecido adiposo e o LPL degrada os triglicerídeos, pega os ácidos graxos e utiliza para armazenar gordura se tornando um quilomícron remanescente (pobre em triglicerídeo e ácidos graxos). 6. HDL pega novamente as proteínas (Apo E /Apo C-II) e vai para o fígado que vai ser uma espécie de estacionamento. Os ácidos graxos que sobraram no quilomícron se juntam com os SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 10 produzidos pelo fígado e com o colesterol restante e vai para a corrente sanguínea novamente. 7. Fígado endocita/engloba o quilomícron rico em colesterol e transforma esse colesterol em ácidos biliares que vão para bile para serem secretados pelo intestino ou armazenado. Processo de obtenção de energia a partir de lipídios (local e como é feito) β-Oxidação: ocorre principalmente nas mitocôndrias das células e envolve a quebra de ácidos graxos, que são os principais componentes dos lipídios, para produzir energia. 1. Mobilização dos triglicerídeos: Os triglicerídeos armazenados nas células adiposas são quebrados através de um processo chamado lipólise. A lipase hormônio- sensível (HSL) é uma enzima que atua na degradação dos triglicerídeos em ácidos graxos livres e glicerol. Os ácidos graxos são liberados na corrente sanguínea e transportados para os tecidos periféricos, como o músculo esquelético e o fígado. 2. Ativação dos ácidos graxos: Nos tecidos periféricos, os ácidos graxos livres são ativados pela adição de uma molécula de coenzima A (CoA), formando ácidos graxos acil-CoA. Essa reação ocorre na presença de uma enzima chamada acil-CoA sintetase. 3. Entrada na mitocôndria: Os ácidos graxos acil-CoA precisam entrar nas mitocôndrias para a oxidação. No entanto, antes de entrar na mitocôndria, os ácidos graxos acil-CoA são convertidos em acilcarnitina pela enzima carnitina palmitoiltransferase I (CPT-I). A acilcarnitina pode atravessar a membrana mitocondrial externa através de um transportador especializado. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 11 4. Oxidação dos ácidos graxos: Dentro da matriz mitocondrial, ocorre a oxidação dos ácidos graxos acil-CoA. Esse processo é conhecido como β-Oxidação. Durante a beta- oxidação, os ácidos graxos são quebrados em unidades de duas carbonos, produzindo acetil- CoA, NADH e FADH2. O acetil-CoA pode entrar no ciclo de Krebs (ou ciclo do ácido cítrico) e ser oxidado para produzir energia adicional. 5. Produção de ATP: O NADH e o FADH2 produzidos durante a beta-oxidação são transportados para a cadeia respiratória, localizada na membrana interna da mitocôndria. Esses elétrons transportados são usados para gerar ATP por meio da fosforilação oxidativa. Para que os lipídeos transformem-se em energia precisa haver baixos níveis de glicose no sangue, portanto, ocorre a lipólise do tecido adiposo, produzindo acetil- coAque será utilizado pelas células. Com o excesso dessa quebra, as moléculas de excesso acetil-CoA formam corpos cetônicos por meio da degradação de ácidos graxos (Se for muito intenso pode causar dor de cabeça e outros efeitos colaterais). processo repetitivo de quatro etapas, chamado de β-Oxidação, por meio do qual os ácidos graxos são convertidos em acetil-CoA A oxidação de um grama de triacilgliceróis libera mais do que o dobro de energia do que a oxidação de um grama de carboidratos. As células podem obter combustíveis de ácidos graxos de três fontes: Gorduras consumidas na dieta; Gorduras armazenadas nas células como gotículas de lipídios; Gorduras sintetizadas no fígado para exportação a outro órgão. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 12 Referência bibligráfica: Netto T, Valente Frossard S. Metabolismo de Lipídios [Internet]. Disponível em: https://www.ufjf.br/naorigen/files/2017/03/Metabolismo-de-Lip%C3%ADdios- Thaisa.pdf Síntese e armazenamento de lipídeos pelas vias das pentoses A síntese é estimulada quando há muito ATP e acetil-CoA então o citrato não segue no ciclo de Krebs porque o ATP inibe o isocitrato desidrogenase. Iniciada com o que sobrou da glicólise e da formação do glicogênio, quando a demanda por ATP é baixa, a energia contida na acetil-CoA mitocondrial pode ser estocada como gordura pela síntese de ácidos graxos. Os precursores dos ácidos graxos, carboidratos e proteínas, são degradados a piruvato, que se converte em Acetil-CoA e oxaloacetato. O oxaloacetato é reduzido a malato e piruvato produzindo NADPH. Os carbonos da acetil-CoA vai da mitocôndria para o citosol. Acetil-CoA e NADPH, presentes no citosol, são utilizados para a síntese de ácidos graxos, sendo o NADPH o agente redutor dessa síntese. O NADPH é necessário para a redução de ácidos graxos e outros precursores lipídicos, https://www.ufjf.br/naorigen/files/2017/03/Metabolismo-de-Lip%C3%ADdios-Thaisa.pdf SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 13 permitindo a formação de triglicerídeos, fosfolipídios e colesterol. Via das pentoses-fosfato: é um conjunto de vias metabólicas dentro do citoplasma das células é a conversão da glicose-6-fosfato → ribulose-5-fosfato = NADPH Dividida em 2 fases: OXIDATIVA: glicose-6-fosfato é oxidada = NADPH + ribulose-5- fosfato NÃO OXIDATIVA: ribulose-5- fosfato → intermediários da glicólise A síntese de ácidos graxos são feitas a partir de reações de redução pra formar ligações de carbono-hidrogênio. O NADPH doa elétrons (poder redutor) pra formar ligações. Agente redutor utilizado p/ biossíntese de ác. graxos e esteroides, e p/ manutenção das membranas dos eritrócitos. Armazenamento: Após a síntese, os lipídios podem ser armazenados em células especializadas, como adipócitos, para serem usados como fonte de energia em momentos de necessidade. É a principal reserva energética metabólica a longo prazo. Balanço energético: demanda de energia → degradação = catabolismo Excesso de energia → síntese = anabolismo A principal forma de armazenamento de lipídios é em triglicerídios (TGs), compostos apolares formados por três cadeias de ácidos graxos ligados a uma molécula de glicerol. Os triglicerídeos são armazenados majoritariamente no citosol dos adipócitos. Nos mamíferos, o tecido adiposo é frequentemente localizados nas cavidades torácica e abdominal e entre as fibras musculares. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 14 Colesterol (o que é, origem e destino) O colesterol é uma substância gordurosa (lipídio) encontrada em todas as células do corpo humano e em alguns alimentos. Existem dois tipos principais de colesterol que circulam no sangue: o colesterol de baixa densidade (LDL) e o colesterol de alta densidade (HDL). O LDL, muitas vezes chamado de "colesterol ruim", pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas que podem levar ao estreitamento e endurecimento das artérias (aterosclerose). Por outro lado, o HDL, conhecido como "colesterol bom", ajuda a remover o LDL do sangue e reduz o risco de doenças cardiovasculares. O colesterol pode ter origem tanto endógena quanto exógena. A origem endógena é a produzida pelo próprio organismo. O fígado produz cerca de 70% a 80% do colesterol encontrado no corpo humano. As células de outros tecidos também podem sintetizar colesterol em menor quantidade. A produção endógena é regulada por diversos fatores como a genética, hormônios (como a insulina e os hormônios esteroides), enzimas e fatores de crescimento. A origem exógena vem da dieta, alguns alimentos de origem animal contêm colesterol. No entanto, a quantidade de colesterol ingerida através da alimentação tem um impacto menor nos níveis sanguíneos de colesterol do que se acreditava anteriormente. Isso ocorre porque o corpo regula a produção endógena de colesterol de acordo com a quantidade ingerida, diminuindo a produção interna quando há maior ingestão dietética. O destino do colesterol no organismo pode ser explicado da seguinte forma: Utilização nas membranas celulares: incorporado nas membranas das células, ajudando na fluidez e permeabilidade. Produção de hormônios esteroides: estrógeno, progesterona, testosterona e cortisol e aldosterona. Síntese de vitamina D: O colesterol é convertido na pele em vitamina D quando exposto à luz solar. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 15 Produção de ácidos biliares: O fígado converte o colesterol em ácidos biliares que são armazenados na vesícula biliar e liberados no intestino delgado durante a digestão. Eliminação do excesso: O fígado também desempenha um papel na regulação dos níveis de colesterol no organismo. Quando há um excesso de colesterol, o fígado pode converter o excesso em ácidos biliares ou excretá-lo na bile eliminada nas fezes. Mecanismo de ação da sinvastatina (bula) O colesterol pode causar doença arterial coronariana (DAC) ao estreitar os vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes para o coração. Esse entupimento, ou endurecimento das artérias, é denominado aterosclerose. Para evitar esse tipo de problema é utilizado um medicamento com a composição de sinvastatina. Bom, a sinvastatina é utilizada para reduzir os níveis ou problemas causados pelo colesterol, que seria o LDL e de substâncias gordurosas chamadas de triglicerídeos, aumenta os níveis do bom colesterol no sangue, que seria HDL, no sangue. Basicamente o medicamento funciona reduzindo a produção de colesterol no fígado, considerado assim como muito eficaz para a diminuição das concentrações plasmáticas de colesterol completo. Esse medicamento denominado sinvastatina pertence a classe de inibidores da hidroximetilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, ou seja, seu mecanismo e bloquear a transformação da hidroximetilglutaril-coenzima A em ácido mevalônico, o precursor do colesterol . A ação é decorrente da inibição da HMG-CoA redutase, enzima responsável pela síntese do colesterol. As estatinas também elevam o HDL-C de 5-15% e reduzem os triglicerídeos de 7-30%, podendo também ser utilizadas no tratamento das hipertrigliceridemias leves a moderadas. O medicamento é indicado para: Procedimentos de revascularização do miocárdio; Em casos de hospitalização por angina- falta de sangue que afeta o músculo cardíaco; sintoma de doença arterial coronariana) Procedimentos de revascularização periférica ou em casos não coronarianos; Em casos de amputações dos membros inferiores ou úlceras nas pernas; Redução do colesterol total, LDL-Colesterol; Casos de hipertrigliceridemia. O medicamento não é indicado para pessoas: Que tenham hipersensibilidade a qualquer um dos ingredientes da fórmula; Que possuem doenças hepáticas ativas; Grávidas ou lactantes; SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 16 Que usam inibidores potentes do CYP3A4, assim como outros ingredientes como genfibrozila, danazol ou ciclosporina. As reações adversas mais comuns associadas ao uso de Sinvastatina, são: Dores de cabeça; Náuseas; Sintomasde resfriado; Prisão de ventre; Dores de estômago A sinvastatina é um medicamento que pertence à Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAME 8 e está disponível no SUS por meio do Componente Básico da Assistência Farmacêutica na forma de apresentação de comprimido de 10mg, 20mg e 40mg. https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_sinvastatina_10117_1007.pdf Valores de referencia de perfil lipídico (analise de hemograma, colesterol, triglicerídeos, VLDL, HDL, LDL, glicemia normal e em jejum) O perfil lipídico em geral inclui: Colesterol total Colesterol HDL - colesterol “bom” Colesterol LDL - colesterol “mau” Triglicerídeos Um perfil estendido pode incluir: Colesterol VLDL Colesterol não-HDL Colesterol: não é usado para diagnosticar ou monitorar uma doença, mas para avaliar o risco de desenvolver uma doença, especificamente doença cardíaca. Colesterol alto está associado a endurecimento das artérias (aterosclerose), a doença cardíaca e https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_sinvastatina_10117_1007.pdf SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 17 ao risco elevado de morte por infarto do miocárdio. Desejável: resultado abaixo de 200 mg/dL é considerado desejável e reflete baixo risco de doença cardíaca. Limítrofe: resultado entre 200 e 239 mg/dL é considerado de risco moderado. Nesses casos, é importante a realização de um exame de perfil lipídico para verificar se é devido a aumento do “mau” colesterol (LDL) ou do “bom” colesterol (HDL). Alto risco: resultado igual ou maior que 240 mg/dL é considerado de alto risco. High-density lipoprotein / lipoproteína de alta densidade / HDL / “bom colesterol”: usado com outros exames de lipídios para pesquisar níveis nocivos de lipídios e avaliar o risco de doença cardíaca. Para adultos: Risco aumentado: se o colesterol HDL for menor que 40 mg/dL, em homens, e 50 mg/dL, em mulheres, há um risco aumentado de doença cardíaca independente de outros fatores de risco, incluindo o nível de colesterol LDL. Risco médio: um nível de colesterol HDL de 40-50 mg/dL, em homens, e de 50-59 mg/dL, em mulheres, está associado a um risco médio de doença cardíaca. Baixo risco: níveis de colesterol HDL de 60 mg/dL ou mais estão associados a um risco menor que a média para desenvolver doença cardíaca. Relação entre o colesterol total e o colesterol HDL: A relação é obtida pela divisão do colesterol total pelo colesterol HDL. Ex: se uma pessoa tem 200 mg/dL de colesterol total e 50 mg/dL de colesterol HDL, a relação é 4 (ou 4:1). A relação desejável é abaixo de 5 (5:1); a ideal é 3,5 (3,5:1). Colesterol não-HDL: é a soma de todos os tipos de colesterol considerados ruins: IDL+LDL+VLDL, “colesterol aterogênico”, ou seja, o colesterol que pode se acumular nas artérias, formar placas e causar estreitamento ou bloqueio de vasos sanguíneos. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 18 Exame: É calculado subtraindo o colesterol HDL do colesterol total. Ao contrário do cálculo do colesterol VLDL, esse cálculo não é afetado por níveis altos de triglicerídeos. O colesterol não-HDL pode ser usado para avaliar o risco de doença cardiovascular, especialmente com níveis altos de triglicerídeos, porque valores altos estão associados a risco aumentado. Low-density lipoprotein / lipoproteína de baixa densidade / LDL / "mau colesterol": Para adultos: Nível ideal: Menos de 100 mg/dL Acima do ideal: 100-129 mg/dL Nível limítrofe: 130-159 mg/dL Nível alto: 160-189 mg/dL Nível muito alto:Mais de 189 mg/dL Fatores de risco que alteram os objetivos desejados de níveis de colesterol LDL: Colesterol LDL menor que 100 mg/dL, se a pessoa tem doença cardíaca ou diabetes. Colesterol LDL menor que 130 mg/dL, se a pessoa tem dois ou mais fatores de risco (risco intermediário de doença cardíaca). Colesterol LDL menor que 160 mg/dL, se a pessoa tem nenhum ou um fator de risco de doença cardíaca (risco baixo de doença cardíaca). Algumas organizações recomendam um colesterol LDL abaixo de 70 mg/dL no caso de doença cardíaca ou se a pessoa já tiver sofrido um infarto do miocárdio. Podem ser encontrados em pacientes com deficiência hereditária de lipoproteínas e em pacientes com hipertireoidismo, infecção, inflamação, ou cirrose hepática. Very low density lipoprotein / lipoproteína de densidade muito baixa / VLDL: O VLDL geralmente não é solicitado como teste específico. Seu valor pode ser relatado junto com o perfil lipídico, solicitado quando o médico deseja determinar o risco de doença cardíaca de um paciente. Para adultos: Nível normal: devem ser estar em torno de 200 mg/dL; Ligeiramente altos: quando está entre 200 e 239 mg/dL VLDL Adultos Crianças Normal em torno de 200 mg/dL – Limítrofe entre 200 e 239 mg/dL – SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 19 Alto: quando está acima de 240 mg/dL Alto acima de 240 mg/dL – Triglicerídeos: pode ser usada para monitorar pessoas com fatores de risco de doença cardíaca e aquelas que tiveram infarto do miocárdio. Em diabéticos, é importante medir os triglicerídeos como parte do exame dos lipídios porque eles aumentam quando os níveis de glicemia não estão bem controlados. Em adultos (em jejum): Desejável: menos de 150 mg/dL. Limítrofe: 150-199 mg/dL. Alto: 200-499 mg/dL Muito alto: acima de 500 mg/dL Quando os triglicérides estão muito altos (mais de 1.000 mg/dL) há risco de desenvolver pancreatite. Consequência biopsicosocial de sobrepeso/obesidade na infância e adolescência Vários são os estudos que relatam os impactos emocionais desenvolvidos por indivíduos obesos, entre eles: angústia, culpa, depressão, baixa autoestima, vergonha, timidez, ansiedade, isolamento e fracasso. A autoestima de crianças obesas parece ser inversamente proporcional à idade, quando comparada a crianças de peso normal. Verifica-se também que a baixa autoestima de crianças obesas relaciona-se às expressões de insatisfação dos pais com o peso da criança. No que se refere à depressão e à ansiedade, estudos têm relatado níveis crescentes de sintomas depressivos entre crianças com sobrepeso e obesidade, sendo tais observações mais frequentes nas mulheres. É interessante salientar os trabalhos em que a ansiedade e a depressão, assim como a culpa, solidão ou frustração, estão associadas a acentuada procura pelo alimento como gratificação ou como forma de compensação e entorpecimento das emoções. SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 20 Verificou-se que adolescentes obesas têm menos relacionamentos amorosos e são mais insatisfeitas com eles, quando comparadas às adolescentes eutróficas. Registra-se também que as mulheres americanas obesas na adolescência tinham baixa remuneração salarial, altas taxas de pobreza e menos satisfação conjugal comparadas às mulheres magras. Trabalhos similares apontam que jovens obesos sofrem maior discriminação no processo de admissão em universidades americanas. É interessante relatar os resultados de trabalhos em que mulheres obesas apresentam mais recusa a se submeter a procedimentos médicos que exigem exposição corporal, como exames ginecológicos e de mama. Políticas Públicas para obesidade e hipertensão arterial (RAS) Obesidade No dia 11 de outubro é celebrado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção da obesidade; O Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014 pelo Ministério da Saúde, visa “apoiar e incentivar práticas alimentares saudáveis no âmbito individual e coletivo, bem como para subsidiar políticas, programas e ações que visem a incentivar, apoiar, proteger e promover a saúde e a segurança alimentar e nutricional da população”; Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN, 1999), do Ministério da Saúde, definiu diretrizes para organizar as ações de prevenção e tratamento da obesidade no SUS; Em 2006, no Brasil, foi instituído o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN)que organiza ações implementadas por diferentes ministérios, abarcando desde a produção até o consumo de alimentos; Entre 2011 e 2014, a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), que integra o SISAN, protagonizou a formulação do plano intersetorial de combate à obesidade A Estratégia Intersetorial de Prevenção e Controle da Obesidade tem por objetivo orientar estados e municípios na articulação de ações intersetoriais locais com o intuito de prevenir e controlar a obesidade na população, sendo pautada em seis grandes eixos de ação: 1. Disponibilidade e acesso a alimentos adequados e saudáveis; 2. Ações de educação, comunicação e informação; 3. Promoção de modos de vida saudáveis em ambientes específicos; 4. Vigilância Alimentar e Nutricional; SP 3.2 Motor Envenenado [lipídios] 21 5. Atenção integral à saúde do indivíduo com sobrepeso/obesidade na rede de saúde; e 6. Regulação e controle da qualidade e inocuidade de alimentos. Hipertensão Arterial Sistêmica 26/4 – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data, instituída pela Lei nº 10.439/2002, tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento da doença; O Ministério da Saúde possui o Programa Nacional de Atenção à Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus. O programa compreende um conjunto de ações de promoção de saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento dos agravos da hipertensão; O programa Hiperdia foi criado pelo Ministério da Saúde, em 2002, no Plano de Reorganização da Atenção a Hipertensão Arterial Sistêmica e ao Diabetes Mellitus, estabelecendo metas e diretrizes para ampliar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e controle dessas doenças; Em 2002 foi criado o Programa Nacional de Assistência Farmacêutica para HAS e DM, o qual garante, aos pacientes cadastrados, uma lista de medicamentos considerados essenciais; https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10439.htm