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Profa. Marcella Martins Terra
Biomédica
Bioquímica Clínica dos 
Lipídeos
Marcella.terra@uvv.br
INTRODUÇÃO
Os lipídeos são um grupo de compostos quimicamente diversos,
cuja característica em comum que os define é a insolubilidade
em água.
Porém, são solúveis em solventes orgânicos não-polares (éter,
álcool, clorofórmio);
INTRODUÇÃO
São armazenados no tecido adiposo.
A gordura deposita-se em nas células adiposas, que se encontram
em volta dos órgãos ou na parte mais profunda da pele, onde
formam uma camada chamada de panículo adiposo.
Cada grama de lipídio armazena 9 kcal de energia, enquanto cada
grama de glicídio ou proteína armazena somente 4 quilocalorias.
TIPOS DE TECIDO ADIPOSO
Diferem quanto à morfologia, função e 
localização:
1) Tecido Adiposo Unilocular (Branco) –
Células apresentam uma gotícula 
lipídica que ocupa quase todo o 
citoplasma (A)
2) Tecido Adiposo Multilocular (Pardo) –
Células com várias gotículas lipídicas e 
muitas mitocôndrias (B)
(A)
CLASSIFICAÇÃO
Reserva energética: funcionam como uma eficiente reserva de
energia pois, sua oxidação, gera aproximadamente o dobro de
energia que os carboidratos; sempre que o organismo necessita
de energia, esta será obtida pela oxidação de carboidratos e
posteriormente pela queima de gordura que está armazenada.
Os lipídios podem ser classificados de acordo com suas funções
biológicas
CLASSIFICAÇÃO
Estrutural: os lipídios compõem parte da membrana celular (as
bicamadas lipídicas) que funcionam como barreira altamente
seletivas à entrada de compostos nas células; o grau de
insaturação dos lipídios é responsável pela fluidez da membrana,
ou seja, impede que a membrana celular seja rígida;
Proteção mecânica: a gordura age como suporte mecânico para
certos órgãos internos e sob a pele de aves e mamíferos,
protegendo-os contra choques e traumatismos;
CLASSIFICAÇÃO
Lipídios de 
armazenamento 
(neutros)
Lipídios de membrana (polares)
Triacilgliceróis
Fosfolipídios
Glicerofosfolipídios Esfingolipídios Esfingolipídios
Glicolipídios
Alguns tipos comuns de lipídeos de armazenamento e de membrana
ÁCIDOS GRAXOS
Os Ácidos Graxos são espécies químicas constituídos por cadeia de
carbonos e hidrogênios ligados entre si, que podem apresentar
tamanhos variados.
Estes ácidos carboxílicos (COOH) são os principais constituintes dos
lipídios e são caracterizados pelo número de átomos de carbono que
possuem.
Os Ácidos Graxos de ocorrência biológica apresentam em sua maioria
um número par de carbonos (12 a 24 carbonos).
ÁCIDOS GRAXOS
Calda apolar
Cabeça polar
Hidrofóbica HidrofílicaÁcido palmítico (16:0)
ácido hexadecanoico
Ácidos Graxos
Saturados: 
◦ origem animal
◦ Elevam LDL e colesterol total
Insaturados
◦ Origem vegetal
◦ Diminuem LDL
Circulam no sangue:
- formas não esterificadas (livres)
- Formas esterificadas: triglicerídeos, fosfolipídios ou ésteres
ÁCIDOS GRAXOS
ÁCIDOS GRAXOS
Ácido palmítico (16:0)
ácido hexadecanoico
Ácido oleico (18:1)
Ácido graxo saturado
Ácido graxo insaturado
Número de C
Número de Ligações duplas
ÁCIDOS GRAXOS SATURADOS
Ácido Butírico: ácido butanoico
Ácido Láurico: ácido dodecanoico
Ácido Palmítico: É também chamado de ácido hexadecanoico
Ácido Esteárico: É também chamado de ácido octadecanoico
EXEMPLOS
ÁCIDOS GRAXOS INSATURADOS
• Possuem uma ou mais ligações duplas entre as cadeias carbônicas;
• São geralmente líquidos à temperatura ambiente;
• A dupla ligação, quando ocorre em um ácido graxo natural, é sempre do
tipo “cis”;
• Os óleos de origem vegetal são ricos em ácidos graxos insaturados;
• Quando existem mais de uma dupla ligação, estas são sempre separadas
por pelo menos 3 carbonos, nunca são adjacentes nem conjugadas (Δ9,
Δ12, Δ15)
ÁCIDOS GRAXOS INSATURADOS
Podem ser classificados em:
Monoinsaturados: são aqueles
ácidos graxos que possui apenas
uma ligação dupla
Poli-insaturados: são aqueles
ácidos graxos que possui mais
de uma ligação dupla
ÁCIDOS GRAXOS INSATURADOS EXEMPLOS
ÁCIDOS GRAXOS INSATURADOS
Existe outro modo
de nomenclatura
dos ácidos graxos
insaturados.
Sistema ômega (ω) 
H3C
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H
C
H
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
O
OH
H3C
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H
C
H
C
H2
C
H
C
H
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
O
OH
H3C
C
H2
C
H
C
H
C
H2
C
H
C
H
C
H2
C
H
C
H
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
H2
C
O
OH
Omega 9 ou n–9
Omega 6 ou n–6
Omega 3 ou n–3
ácido oleico
ácido linoléico
ácido linolênico
Ácido Graxos - Classificação
 Devido à presença de insaturações, os ácidos graxos podem ter configurações CIS ou TRANS,
dependendo do arranjo das cadeias carbonadas em torno da insaturação.
 Quando as cadeias carbonadas se dispõem em um mesmo lado em torno da insaturação, este
adota a conformação CIS. Os ácidos graxos de ocorrência natural são todos pertencentes a esta
conformação.
 Se as cadeias carbonadas estão dispostas em lados opostos em relação à insaturação, este adota a
conformação TRANS. Os ácidos graxos podem adotar esta conformação somente após processos
tecnológicos como o aquecimento (Ex.: Reutilização de óleos de fritura).
 Os ácidos graxos TRANS possuem pontos de fusão e de ebulição mais elevados do que o CIS, são
considerados mais prejudiciais a nossa saúde devido à facilidade em acumular, formando placas de
gordura em nossa circulação sanguínea
Ácido Graxos - Classificação
GORDURA TRANS
Trans-9 – ácido elaídico
Cis-9 – ácido oléico
A hidrogenação é um
processo parcial, não sendo
por completa, mantendo
assim, algumas das ligações
duplas, onde resulta em um
produto “cremoso”.
GORDURA TRANS
• Diminuem significantemente o colesterol bom (HDL);
• Aumentam grandemente o colesterol mau (LDL);
• Causam arteriosclerose nas artérias do coração, do cérebro, dos rins, etc.
aumentando assim as probabilidades de ataques cardíacos;
• As gorduras trans diminuem os mecanismos de defesa da nossa
imunidade;
Gorduras trans podem ocasionar sérios problemas de saúde, tais como:
TRIGLICERÍDEOS
• Se tratam de moléculas compostas por grupamentos acil (ácido
graxos) (R-COO-) ligado ao glicerol. Formando mono, di ou tri-
acilglicerol. Mais conhecidos como mono, di ou triglicerídeos.
• São os principais lipídios de reserva, o que os coloca como uma das
moléculas mais calóricas utilizadas no metabolismo celular.
• Em animais são armazenados no tecido adiposo, que tem
capacidade de absorver grande quantidade dos triglicerídeos
provenientes da alimentação.
Estrutura molecular de uma Micela- estrutura globular formada por 
um agregado de moléculas anfipáticas
TRIGLICERÍDEOS
Reação de formação
de triglicerídeo
TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR
ADIPÓCITOS
FOSFOLIPÍDEOS
São anfipáticas: uma cabeça hidrofílica e uma cauda hidrofóbica.
São lipídeos complexos que se ordenam e bicamadas, sendo os
principais componentes das membranas.
Existem dois tipos de fosfolipídeos:
• Glicerofosfolipídeos
• Esfingolipídeos
Bicamada 
lipídica
MEMBRANA
CELULAR
Citosol
Parte externa
ESFINGOLIPÍDEOS
São formados por uma molécula de ácido graxo de cadeia longa a uma
molécula esfingosina - um aminoálcool de cadeia longa - ou um de seus
derivados, e uma cabeça polar alcoólica.
São divididos em três principais subclasses:
• Esfingomielinas: bainha de mielina
• Cerebrosídios: membrana das células nervosas
• Gangliosídios: ligam-se a neurotransmissores durante a 
transmissão do impulso nervoso (receptores de membrana).
ESFINGOLIPÍDEOS
Fosfocolina
COLESTEROL
Atua como precursor de hormônios esteroides (hormônios sexuais como a
progesterona, testosterona e o estradiol), sais biliares e vitamina D.
O colesterol tem, ainda, uma função
estrutural importante nas membranas de
células animais.
Sua molécula exibe um caráter
fracamente anfipático porque o grupo
hidroxila é polar e o restante da
molécula é apolar
Polar
Apolar
O colesterol é sintetizadopelo
fígado, em um processo regulado
por um sistema compensatório:
quanto maior for a ingestão de
colesterol vindo dos alimentos,
menor é a quantidade sintetizada
pelo fígado.
COLESTEROL
Insolúvel em água e, consequentemente, insolúvel no sangue. Para
ser transportado na corrente sanguínea o colesterol liga-se com
algumas proteínas e outros lipídios, em um complexo chamado
Lipoproteína.
COLESTEROL
Absorvido no intestino 
Na célula da mucosa intestinal, é acondicionada com triglicerídeos,
fosfolipídeos e apolipoproteína → QUILOMÍCRONS
Lipoproteínas - Quilomícron
Maiores lipoproteínas, menos densas
Contem alta proporção de triglicerídeos
Transportam os ácidos graxos obtidos na
dieta para os tecidos, onde serão consumidos
ou armazenados.
Produzidos a partir de gorduras da dieta, no
RE dos enterócitos.
apoB-48, apoE e apoC-II
Lipoproteínas
Apolipoproteínas
Interagem com receptores celulares
Determinam destino metabólico das lipoproteínas
Mantem a integridade da lipoproteína
Atuam como inibidores ou ativadores das enzimas envolvidas no
metabolismo das lipoproteínas
Lipoproteínas
Diferentes combinações de lipídeos e proteínas produzem lipoproteínas com densidades
diferentes
VLDL
VLDL são sintetizadas pelo fígado e transportam triacilglicerídios
para os músculos e para o tecido adiposo. Na medida em que perdem
triacilglicerídios, estas partículas podem coletar mais colesterol e
tornarem-se LDL.
Lipoproteínas de muito baixa densidade 
LDL carregam cerca de 70% de todo o colesterol que
circula no sangue.
São pequenas e densas o suficiente para
atravessar os vasos sanguíneos e ligarem-se
às membranas das células dos tecidos. Por
esta razão, as LDL são as lipoproteínas
responsáveis pela arteriosclerose
Elas são capazes de transportar o
colesterol do sítio de síntese, o fígado,
até as células de vários outros tecidos.
Lipoproteínas de baixa densidade 
COLESTEROL
HDL são responsáveis pelo transporte
reverso do colesterol: carrega o colesterol
em excesso de volta para o fígado onde é
utilizado para a síntese do ácido biliar.
O nível elevado de HDL está associado
com baixo índices de doenças
cardiovasculares
Composta por ácidos graxos
insaturados;
Lipoproteínas de alta densidade 
VALORES CLÍNICOS
DISLIPIDEMIAS
Aumento de lipídios no sangue - Alterações no metabolismo das lipoproteínas 
plasmáticas, levando a defeitos no transporte dos lipídeos, sobretudo colesterol 
e triglicerídeos. 
Aumento de VLDL e Quilomícrons – leva ao aumento de Triglicérides
Aumento de LDL – leva ao aumento do colesterol
Caso Clínico
João da Silva, um homem de 45 anos, procura atendimento médico devido à fadiga e desconforto
no peito que ele sente durante suas atividades físicas regulares, como corrida e ciclismo. Ele relata
que esses sintomas começaram há cerca de seis meses e se tornaram progressivamente piores.
Ele também observou um ganho de peso inexplicável, especialmente na região abdominal.
João tem um histórico familiar de doença cardíaca, com seu pai tendo sofrido um infarto do
miocárdio aos 50 anos. Ele fuma ocasionalmente (cerca de cinco cigarros por dia) e bebe álcool
socialmente. Não há histórico significativo de doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, em
sua família. João não está tomando medicamentos atualmente.
Caso Clínico
Exames Laboratoriais Iniciais: Uma série de exames laboratoriais é 
solicitada, incluindo um lipidograma. Os resultados são os seguintes:
• Colesterol Total: 280 mg/dL
• HDL-Colesterol: 35 mg/dL
• LDL-Colesterol: 195 mg/dL
• Triglicerídeos: 250 mg/dL
Formação de cetonas
Jejum prolongado
Metabolismo de carboidratos deficiente
 Mobilização de ácidos graxos do tecido adiposo
 Formação de acetil-CoA em excesso (β-oxidação 
hepática)
 Excesso de acetil-CoA: via alternativa na 
mitocôndria
Acetoacetato + β-hidroxibutirato + acetona
Jejum curto
Estrutura dos
triglicerídeos
(TAG)
Jejum Prolongado
Vai haver uma diminuição
da via gliconeogênica
Restauração da cetose:
- Fornecimento de glicose
- insulina
Coronariopatias
Colesterol total e LDL elevados
◦↑ incidência e prevalência de coronariopatia
 HDL elevado
◦ Protetor para coronariopatia
Aterosclerose
Doença progressiva das artérias musculares grandes e médias
Formação de placas fibrogordurosas nas túnicas íntimas das artérias
Iniciador: lesão no endotélio
◦ Hiperlipidemia
◦ Distúrbios hemodinâmicos, hipertensão
◦ Tabagismo
◦ Toxinas
◦ Agentes infecciosos
Avaliação laboratorial
Fase pré-analítica
◦ Dieta habitual e estado metabólico normal
◦ não há necessidade de jejum para CT, HDL e apolipoproteínas
◦ Laudo: sem jejum e com jejum (12h)
◦ Elevação de TG pós-prandial é indicativo de maior risco cardiovascular
◦ Jejum 12h:
◦ TG>440mg/dL
◦ Doença cardiovascular aterosclerótica precoce
◦ História de hiperlipidemia genética
Avaliação laboratorial
Fase analítica
◦ Método enzimático colorimétrico: CT, HDL-c e TG
◦ Para a avaliação adequada do risco cardiovascular é imperativa a
análise das frações não HDL-c, HDL-c e LDL-c
◦ LDL: cálculo fórmula de Friedewald, dosagem direta ou fórmula de
Martin
◦ Outro parâmetro de risco: não-HDL (TG> 400mg/dl)
Fórmula de Friedwald
LDL-c – Dosagem direta ou cálculo
LDL-c = CT – HDL-c –
𝑇𝐺
5
mg/dl 
Cálculo estimado do valor de 
VLDL- c
* Limitações: TG valor até 400 mg/dl para usar na fórmula
Fórmula de Martin 
LDL-c = CT – HDL-c -
𝑇𝐺
𝑋
X = Valor da tabela pelo TG e colesterol Não-HDL do paciente
Não HDL = Colesterol total – HDL-c
Baixo risco: Pessoas jovens, sem doenças ou com hipertensão bem controlada, com LDL entre 70 e 189 mg/dl
Risco Intermediário: pessoas com 1 ou 2 fatores de risco, como tabagismo, pressão alta, obesidade, arritmia 
controlada, ou diabetes inicial, leve, controlada.
Risco alto: pessoas com placas ateroscleróticas, aneurisma de aorta abdominal, doença renal crônica, diabetes há 
mais de 10 anos ou com múltiplos fatores de risco.
Risco muito alto: pessoas com angina, infarto, AVC ou outro tipo de obstrução arterial por placas
Carlos é fumante e ocasionalmente consome álcool socialmente. Ele relata uma dieta 
que inclui fast food e alimentos processados com frequência, bem como uma falta de 
atividade física regular devido às demandas de seu trabalho de escritório. Seu índice 
de massa corporal (IMC) está no limite superior da faixa saudável. 
Perfil Lipídico:
1. Colesterol Total: 250 mg/dL
2. HDL-Colesterol: 35 mg/dL
3. Triglicerídeos: 200 mg/dL
Caso clínico
*Obs.: Encontre os valores Não HDL e LDL usando as duas fórmulas
Carlos se encontra em qual categoria de risco? Classifique o tipo de dislipidemia se houver
Caso clínico
Luciano, 45 anos, sem histórico significativo de doenças cardiovasculares. Não é fumante, 
consome álcool ocasionalmente, pratica exercícios físicos regularmente (caminhadas 3 vezes por 
semana) e mantém uma dieta balanceada. Sem histórico familiar conhecido de doenças 
cardiovasculares precoces.
Queixa Principal: Consulta de rotina para avaliação de exames laboratoriais.
Resultados do Lipidograma:
Colesterol Total: 197 mg/dL
HDL : 66 mg/dL
Triglicérides: 70 mg/dL
*Obs.: Encontre os valores Não HDL e LDL usando as duas fórmulas
Luciano se encontra em qual categoria de risco? Classifique o tipo de dislipidemia se houver
Caso clínico
Helena, 58 anos, hipertensa há 15 anos, diabética tipo 2 diagnosticada há 10 anos, dislipidêmica. Ex-
tabagista, cessou o hábito de fumar há 5 anos, após 30 anos de tabagismo (20 cigarros/dia). 
Obesidade grau II (IMC: 34 kg/m²). Histórico familiar de infarto agudo do miocárdio (pai aos 55 anos). 
Sedentária e com alimentação rica em gorduras saturadas e carboidratos refinados.
História da Doença Atual: A paciente relata que, nos últimos seis meses, tem sentido aumento da 
falta de ar (dispneia) ao realizar atividades como subir escadas ou caminhar distâncias curtas. Negou 
episódios de síncope, mas relata cansaço constante e edema leveem membros inferiores ao final do 
dia.
Lipidograma:
Colesterol Total: 260 mg/dL
HDL : 35 mg/dL
Triglicérides: 220 mg/dL
Glicemia de jejum: 152 mg/dL
HbA1c: 8,2%
Helena se encontra em qual categoria de risco? Classifique o tipo de dislipidemia se houver

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