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A gastrite consiste em uma reação inflamatória na parede do estômago. É caracterizada pela presença de lesão celular e processo regenerativo, associado a infiltrado de células inflamatórias na mucosa gástrica, como neutrófilos plasmócitos, linfócitos e eosinófilos, em proporção variável, de evolução aguda ou crônica. A aguda é oriunda da ingesta de drogas, como AAS, AINES ou de outras substâncias como álcool, agentes tóxicos, e também pela infecção pelo Helicobacter pylori. Pode ocorrer na vigência de estresse e septicemia. A crônica é quase sempre relacionada a infecção pelo H. pylori. A gastropatia é uma lesão ao tecido gástrico, mas sem a infiltração leucocitária. Agrega diversos distúrbios, marcado por lesão ou disfunção gástrica como: erosão ou hemorragia, úlceras de Curling, uso de AINES, álcool e outros. 1. Maus hábitos alimentares, como jejuns prolongados ou refeições muito rápidas; 2. Abuso de alimentos irritantes, café, chocolate e coca-cola 3. Álcool, que diminui a barreira da mucosa do estômago 4. Infecção pela H. pylori Gastrite é um processo decorrente da quebra da barreira mucosa alterações macro e microscópicas da mucosa do estomago, associadas a uma resposta inflamatória. Quando a mucosa gástrica está inflamada, produz menos ácido, enzimas e muco. A luz gástrica possui um pH próximo de 1, um ambiente próprio para a digestão, mas com grande potencial de danificar a mucosa gástrica. Com isso, há mecanismo para proteção gástrica, como a produção de mucina, que forma uma camada de muco que promove a formação de uma camada inerte de fluido sobre o epitélio que protege a mucosa e tem pH neutro. Além disso, nas áreas do estômago em que há secreção de ácido, uma “onda alcalina” capilar é gerada conforme as células parietais secretam o ácido clorídrico na luz gástrica e bicarbonato nos vasos sanguíneos. Assim, a gastrite ocorre como consequência da perda de um desses mecanismos protetores. Os AINES inibem a síntese de prostaglandinas E2 e I2 dependente da COX, as quais estimulam quase todos os mecanismos de defesa e reduz a secreção e ácido. Assim, o risco de gastrite aumenta, principalmente com o uso de ibuprofeno, aspirina e naproxeno. O uso de inibidores seletivos da COX-2 também pode causar gastrite. A lesão gástrica que ocorre nos pacientes urêmicos e naqueles infectados com H. pylori secretor de urease pode ser decorrente da inibição dos transportadores gástricos de bicarbonato pelos íons amônio. Aqueda na liberação de oxigênio pode concorrer para uma incidência aumentada de gastrite aguda em altas atitudes. A ingestão de químicos agressivos, particularmente ácidos ou bases, tanto acidentalmente quanto por uma tentativa de suicídio, também resulta em lesão gástrica grave, predominantemente como resultado da lesão direta da mucosa epitelial e das células estromais. Quando a doença é primária, ela se limita à mucosa, mas quando associada a doenças inflamatórias sistêmicas, infecciosas ou não, o processo pode estender-se às demais camadas do órgão. Quando desenvolvida, observa-se edema e fenômenos degenerativos, intenso e difuso infiltrado inflamatório constituído predominantemente de neutrófilos na lâmina própria. Para ser considerada gastrite, é necessário a presença de neutrófilos. Quando ausentes, o termo é gastropatia. A inflamação é mais intensa na mucosa antral, onde geralmente se inicia, podendo alcançar a mucosa do corpo e do fundo após alguns dias. 1. Queimação 2. Dor epigástrica 3. Desconforto abdominal 4. Náuseas e vômitos 5. Má digestão Sinais de alarme: 1. Sangramento GI 2. Perda de peso involuntária e progressiva 3. Vômitos persistentes 4. Anemia por deficiência de ferro 5. História familiar de câncer epigástrico Caso haja sinais de alarme ou o paciente tenha mais de 50 anos deve ser realizada a endoscopia digestiva alta. O H. pylori é um bacilo Gram-negativo que se adere à mucosa gástrica, sobrevivendo neste local graças à secreção de urease (enzima que converte a ureia em amônia, alcalinizando o meio ambiente). O germe não é invasivo, mas possui fatores de virulência que estimulam a resposta inflamatória tecidual (como os produtos dos genes cagA e vacA). Após aquisição da bactéria, o paciente desenvolve uma pangastrite aguda superficial, que pode ser totalmente assintomática ou se apresentar com dispepsia (dor epigástrica, náuseas e vômitos). Neste momento, o histopatológico revela uma gastrite neutrofílica. Dispepsia funcional Tal quadro evolui com resolução espontânea dentro de alguns dias ou semanas, porém, na maioria das vezes, a bactéria não desaparece... A partir daí, três evoluções são possíveis: (1) gastrite crônica leve; (2) gastrite antral crônica; (3) pangastrite crônica grave (atrófica). Em todas elas, o histopatológico revela uma gastrite linfocítica. O diagnostico pode ser feito com a pesquisa de antígeno fecal e o teste respiratório da ureia (marcada com C13). O tratamento é feito com Omeprazol 40 mg, amoxicilina 1,0 g, e claritromicina 0,5 g, 2 vezes por dia durante 7 dias. Depende da associação de achados histopatológicos com dados clínicos de doença gastrointestinal aguda. O sistema de Sydney, baseado na avaliação de 2 classificações: a endoscópica e a histológica. A avaliação endoscópica avalia: 1. Intensidade dos achados (leve, moderada e intensa) 2. Distribuição topográfica (fundo, corpo e antro) A avaliação histológica avaliar: 1. Diagnostico diferencial das gastrites 2. Intensidade do processo inflamatório 3. Identificação ou não de atrofia e/ou metaplasia intestinal 4. Infecção por H. pylori. Quando duas regiões gástricas são afetadas, isto é, corpo e antro, denomina-se pangastrite, dando-se ênfase ao segmento mais acometido. Se apenas uma região é acometida, denominamos gastrite pelo segmento gástrico acometido. Classificação endoscópica: - Gastrite enantemática e/ou exsudativa - Gastrite erosiva plana - Gastrite erosiva elevada - Gastrite atrófica - Gastrite com hiperplasia de pregas mucosas - Gastrite hemorrágica - Gastrite por refluxo alcalino êntero-gástrico Classificação histológica: Quando esse desequilíbrio é menos grave ou precoce, há edema difuso da lâmina própria, vasodilatação capilar e congestão, com grau variável de hemorragia intersticial na camada subepitelial. A erosão da camada superficial pode estar visível, mas também é indicada pela presença de hiperplasia foveolar regenerativa compensatória. Nos casos mais graves, nota-se área delimitada de hemorragia intramucosa intensa, com necrose de coagulação da mucosa superficial. - Alimentação saudável - Redução do peso - Suspensão tabagismo - Evitar: álcool, café, chocolate, frutas ácidas, pimenta, molho de tomate e refrigerantes - Omeprazol 20mg VO, 01 cp 30 min antes do café da manhã e do jantar por 4 a 6 semanas. Se não houver melhora, deve ser realizado a EDA caso não tenha sido feita antes, pesquisa de H. pylori e suspeita de gastrite crônica.