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SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV ANATOMIA DO ESTÔMAGO PORÇÕES DO ESTÔMAGO Cárdia: o Entrada do estômago o Adjacente ao esfíncter esofágico inferior Fundo: região em forma de cúpula, localizada no ponto mais alto do estômago, acima da abertura cardíaca o Funciona como um reservatório de alimento o Dispara os estímulos rítmicos de contração gástrica Corpo: o Parte principal e secretora do estômago Células parietais, glândulas oxínticas e células principais, que produzem ácido clorídrico, fator intrínseco e pepsinogênio o Estende-se do fundo ao piloro o Limitado pelas curvaturas menor e maior o Contém dobras grossas denominadas rugas Piloro (também denominado antro): o Conecta-se ao duodeno através do esfíncter pilórico o Consiste num antro pilórico mais largo e num canal pilórico mais estreito o Funciona como um anteparo para a moagem dos alimentos o Tem células G (produtoras de gastrina, aumentam acidez) e células B (produtoras de somatostatina, diminuem a acidez) VASCULARIZAÇÃO Pequena curvatura: irrigada pela artéria gástrica esquerda (ramo da hepática comum) e gastromental esquerda (ramo do tronco celíaco); e Grande curvatura: irrigada por artérias gastroepiploicas direita e esquerda (ramo da esplênica). SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV HISTOLOGIA DO ESTÔMAGO Mucosa: o Consiste em 3 subcamadas: Epitélio colunar simples (revestimento mais interno) Lâmina própria Muscular mucosa o Fossas gástricas: Depressões, na mucosa, que descem até às glândulas gástricas, dentro da lâmina própria Abrem no lúmen o Encontra-se em dobras, denominadas rugas, quando o estômago está vazio https://cdn.lecturio.com/assets/Layers-of-the-stomach-wall-1200x561.jpg SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV o As rugas esticam e achatam quando o estômago está cheio. Submucosa: o Contém o plexo nervoso submucoso (plexo Meissner), que controla a muscular mucosa o Composta por tecido conjuntivo Muscular externa: o Possui 3 camadas: Camada oblíqua (mais interna) Camada circular (meio) Camada longitudinal (externa) o Contém (e controlada pelo) o plexo nervoso mioentérico (plexo de Auerbach) entre as camadas longitudinal e circular o Importante para a motilidade e digestão mecânica Serosa: camada externa de tecido conjuntivo GLÂNDULAS GÁSTRICAS Características gerais: Majoritariamente glândulas exócrinas (secretam produtos num espaço luminal, em vez da corrente sanguínea) Localizadas inferiormente às fossas gástricas, dentro da mucosa gástrica Múltiplas glândulas abrem-se numa única fossa gástrica (que se abre no lúmen do estômago). Região do pescoço: área onde as glândulas gástricas se abrem nas fossas gástricas Tipos de células dentro das glândulas: Compreendem (da superfície à profundidade): Células mucosas superficiais: muco insolúvel o Revestem as fossas gástricas o Células colunares simples o Surgem em cor clara na coloração de H&E o Secretam um muco insolúvel: Forma uma barreira protetora contra o ambiente ácido do estômago Concentra o bicarbonato no muco Células mucosas do pescoço: muco solúvel SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV o Localizadas no colo das glândulas, onde se unem às fossas gástricas o Secretam um muco solúvel o Núcleos de coloração mais escura do que as células mucosas da superfície Células-tronco: o Encontradas entre as fossas e a entrada das glândulas o Produzem novas células para substituir as células mucosas da superfície nas fossetas e as células glandulares inferiormente o As células epiteliais do estômago são substituídas a cada 3-6 dias. Células parietais: HCl e fator intrínseco o Localizadas na região média das glândulas o Eosinofílicas (coloração rosa em H&E) o Secretam HCl e fator intrínseco Células principais: pepsinogênio e lipase gástrica o Células glandulares mais numerosas o Localizadas nas bases das glândulas o Basofílicas (coloração azul em H&E) o Secretam pepsinogênio e lipase gástrica Células enteroendócrinas/célula G: gastrina o Localizadas nas bases das glândulas o Produzem vários tipos hormonais FISIOLOGIA DO ESTÔMAGO MOTILIDADE GÁSTRICA São 3 os movimentos peristálticos do estômago: Propulsão: onda de baixa amplitude, leva o alimento até o piloro; Moagem ou trituração: onda de grande amplitude, que tritura o alimento; e SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV Retropulsão: o piloro se fecha de maneira vigorosa e o alimento volta para o corpo gástrico. PRODUÇÃO E REGULAÇÃO DO ÁCIDO CLORÍDRICO Por essência, o estômago tem a função de continuar a trituração dos alimentos iniciada na boca e da digestão enzimática das proteínas ingeridas. As células parietais secretam ácido clorídrico e as células principais secretam o pepsinogênio (precursor da pepsina). Para a produção de ácido clorídrico 3 estímulos podem acontecer por acetilcolina, gastrina e histamina. A excreção de prótons H+ é feita para a luz do estômago de modo que ocorra a reação com o íon cloreto para formar o ácido clorídrico, que através da acidez transforma o pepsinogênio em pepsina, assim digerindo as proteínas ingeridas. Aqui vale destacar duas vias de ação farmacológicas: A PRODUÇÃO E EXCREÇÃO DE TAIS SUBSTÂNCIAS OCORRE EM 3 FASES: Fase cefálica: estimulada pela grelina, a fase cefálica inclui respostas a visão, paladar, olfato e imaginação do alimento. A “ingestão simulada de alimento”, experimento em que o alimento é mastigado, mas não deglutido, desencadeia elevação da secreção ácida mediada por estimulação vagal e secreção aumentada de gastrina. Fase gástrica: o alimento no estômago e a sua distensão estimula a produção de gastrina. A distensão ativa receptores de estiramento na parede do estômago, que são ligados a nervos intramurais curtos e fibras vagais. Os nutrientes luminais, como aminoácidos, constituem poderosos estimulantes para liberação de gastrina. A gastrina é transportada pelo sangue circulante até a mucosa oxíntica e estimula a liberação de histamina pelas células ECL. Nessa fase, a inibição da liberação de gastrina das células G do antro gástrico mediada pelo ácido (pH < 3) constitui importante retroalimentação negativa sobre a secreção ácida. Esta última também é inibida pela liberação de somatostatina das células D do antro. Fase intestinal: é a fase em que o alimento sai do estômago, e, para isso, é preciso inibir o estímulo secretor, os hormônios envolvidos são a secretina que estimula a produção de bicarbonato de sódio e água além da colecistoquinina (CCK) que estimula a contração biliar e inibe o apetite e motilidade gástrica. GASTRITE AGUDA E CRÔNICA O termo gastrite deve ficar reservado à inflamação da mucosa gástrica documentada histologicamente. Gastrite não é o eritema da mucosa observado durante a endoscopia e não é sinônimo de “dispepsia”. Os fatores etiológicos que resultam em gastrite são amplos e heterogêneos. A gastrite tem sido classificada com base na evolução temporal (aguda versus crônica), nas características histológicas e na distribuição anatômica ou no mecanismo patogênico proposto . A correlação entre os achados histológicos de gastrite, o quadro clínico de dor abdominal ou dispepsia e os achados endoscópicos assinalados pela inspeção macroscópica da mucosa gástrica é precária. Portanto, não existe uma manifestação clínica típica de gastrite GASTRITE AGUDA Classificadas em três grupos: Gastrite aguda por Helicobacter pylori o Início súbito de dor epigástrica, náuseas e vômitos, acentuado infiltrado de neutrófilos com edema e hiperemia o Se não for tratado, esse quadro evoluirá para o quadro de gastrite crônica. Gastrite supurativa ou flegmonosa aguda o Infiltrados inflamatórios agudos marcantes e difusos de toda a parede gástrica, às vezes acompanhados de necrose SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV o Idosos, os alcoolistas e os pacientesaidéticos podem ser afetados. Gastrite aguda hemorrágica ou gastrite erosiva aguda o Esta última, também denominada por alguns como lesão aguda da mucosa gastroduodenal (LAMGD), pode ser secundária ao uso de álcool, aspirina, anti-inflamatórios, corticosteroides e em situações clínicas como choque, trauma, cirurgias extensas, queimaduras, septicemia, insuficiências respiratória, hepática ou renal, entre outras. O quadro acomete todo o estômago para, a seguir, predominar no antro e no duodeno. As alterações histológicas localizam-se apenas em áreas imediatamente adjacentes às lesões e caracterizam-se, na zona subepitelial, por edema difuso da lâmina própria, congestão capilar e diferentes graus de hemorragia intersticial. Erosões podem ou não estar presentes, já que são rapidamente reparadas. Como os achados inflamatórios são tipicamente ausentes ou discretos, muitos autores preferem o termo gastropatia em vez de gastrite, nestas eventualidades GASTRITE CRÔNICA Classificada de acordo com as características histológicas, que incluem alterações atróficas superficiais e atrofia gástrica Identificada histologicamente por um infiltrado de células inflamatórias que consiste principalmente em linfócitos e plasmócitos, com participação muito escassa de neutrófilos Pode progredir para uma destruição glandular mais acentuada, com atrofia e metaplasia FASES A fase inicial da gastrite crônica é representada por uma gastrite superficial. As alterações inflamatórias se limitam à lâmina própria da mucosa superficial, com edema e infiltrados celulares que separam glândulas gástricas intactas. O estágio seguinte é a gastrite atrófica. O infiltrado inflamatório se estende mais profundamente para dentro da mucosa, com distorção progressiva e destruição das glândulas. O estágio final da gastrite crônica é a atrofia gástrica. As estruturas glandulares são perdidas e existe escassez de infiltrados inflamatórios. Ao exame endoscópico, a mucosa pode mostrar-se substancialmente fina, possibilitando a visualização clara dos vasos sanguíneos subjacentes CLASSIFICAÇÃO O tipo A refere-se à forma que predomina no corpo do estômago (autoimune) O tipo B é a forma com predomínio antral (relacionada com H. pylori). A denominação gastrite AB tem sido usada para definir um quadro misto, antro e corpo. GASTRITE TIPO A A menos comum das duas formas acomete principalmente o fundo e o corpo, com preservação antral. Tradicionalmente, essa forma de gastrite está associada à anemia perniciosa na presença de anticorpos circulantes contra as células parietais e FI; por causa disso, é também denominada gastrite autoimune. GASTRITE TIPO B A gastrite tipo B ou com predomínio antral é a forma mais comum de gastrite crônica. A infecção por H. pylori é a causa dessa entidade. Essa forma de gastrite aumenta com a idade, e está presente em até 100% das pessoas de mais de 70 anos. SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV TIPOS DE GASTRITE (H.PYLORI, ALCOÓLICA, AINE) GASTRITE AGUDA POR HELICOBACTER PYLORI FASE AGUDA Adquirido por via oral, o microrganismo penetra na camada de muco e multiplica-se em contato íntimo com as células epiteliais do estômago. O epitélio responde com depleção de mucina, esfoliação celular e alterações regenerativas sinciciais. Ocorrem, nesta fase, pronunciada hipocloridria e ausência de secreção de ácido ascórbico para o suco gástrico. A secreção ácida retorna ao normal após várias semanas e a secreção de ácido ascórbico para o suco gástrico persiste reduzida enquanto durar a gastrite crônica Após um período de incubação variável de 3 a 7 dias, alguns indivíduos desenvolvem um quadro clínico caracterizado por dor ou mal –estar epigástrico, pirose, náuseas, vômitos, flatulência, sialorreia, halitose, cefaleia e astenia. Tais casos expressam a ocorrência de gastrite aguda à histologia. Os sintomas tendem a permanecer por 1 a 2 semanas. O diagnóstico laboratorial da infecção aguda pode ser feito por histologia, testes respiratórios com carbonos 13 ou 14, cultura e teste da urease. CagA: cepa altamente virulenta. Se o paciente for assintomático e, ao exame de endoscopia, o paciente tiver uma cepa menos virulenta, opta-se por não realizar o tratamento para que ele não seja acometido por uma cepa mais grave. o Outros fatores bacterianos: capacidade de atuar sobre o sistema imune do hospedeiro; inibição da bomba H+/K+/ATPase; produção de fatores de superfície quimiotáxicos para neutrófilos e monócitos que contribuem para a lesão das células epiteliais; produção de proteases que desintegram o complexo glicoproteína-lipídeo do gel mucoso; o Produção de urease: torna o ambiente propício para o desenvolvimento da bactéria – manutenção de um meio neutro/alcalino através da conversão da ureia em amônia. A amônia, por si, tem capacidade tóxica direta, aumentando a lesão da mucosa. o Produção de mucinase: interfere na síntese, estrutura e produção de muco gástrico, acarretando perda da integralidade da barreira muco-bicarbonato. FASE CRÔNICA Com exceção de algumas crianças que eliminam espontaneamente a bactéria, a resposta imune é incapaz de eliminar a infecção e, após 3 a 4 semanas, ocorre um gradual aumento de células inflamatórias crônicas. Como consequência, a gastrite neutrofílica aguda dá lugar a uma gastrite ativa crônica As alterações concentram-se fundamentalmente no antro, podendo, às vezes, comprometer também o corpo gástrico, ou mesmo, de todo o órgão (pangastrite) Indivíduos com gastrite predominantemente antral terão secreção gástrica normal ou elevada graças à manutenção da mucosa oxíntica íntegra, e poderão ter um risco aumentado para úlcera duodenal normo ou hipercloridia Indivíduos com gastrite afetando de forma predominante o corpo do estômago terão secreção ácida reduzida, em consequência da destruição progressiva da mucosa oxíntica hipocloridia SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV Histologicamente, exibem uma mistura de gastrite crônica superficial e alterações atróficas com tendências a progredir com o passar dos anos (ou décadas), podendo ocorrer também o desenvolvimento de metaplasia intestinal eleva 3- 4x o risco A gastrite crônica do antro associada a H. pylori é habitualmente uma condição assintomática. O principal significado clínico da gastrite crônica associada ao H. pylori reside em sua estreita associação etiológica com a úlcera péptica duodenal e com o carcinoma e o linfoma gástrico. A sequência infecção pelo H. pylori -> gastrite crônica -> atrofia glandular -> metaplasia intestinal constitui um conjunto de alterações associativas muito frequentemente observado na espécie humana e desencadeando, ou tendo como passo inicial, a infecção pelo H. pylori. Embora a progressão da atrofia e da metaplasia associadas ao H. pylori possa trazer outras consequências fisiopatológicas, como a úlcera péptica, o ponto de maior interesse está localizado, hoje, no desenvolvimento do câncer gástrico. Entre eles, o mais importante é o adenocarcinoma tipo intestinal Assim sendo, o epitélio metaplásico pode ser constituído por diferentes linhagens de células próprias da mucosa intestinal, como células caliciformes, células absortivas, células de Paneth e células endócrina A atrofia da mucosa gástrica associada à gastrite crônica sinaliza para a possibilidade da existência de metaplasia intestinal *o padrão linfocitico da crônica é risco pra malt e o jeito de tratar malt de baixo risco é tratando h.pylori DIAGNÓSTICO Histopatológico. Na prática, quando o paciente aparece com sintomas clínicos, opta-se por tratar clinicamente e, em seguida, pedir a endoscopia. o EDA + biópsia1 (coloração de Giemsa): realiza-se ao menos cinco biópsias, sendo uma da grande e outra da pequena curvatura gástrica, a 3cm do piloro, uma da incisura angular e outra na grande curvatura, a 8cm da cárdia. o Cultura; o Teste da urease.o Teste sorológico – Elisa. TRATAMENTO DE H. PYLORI O tratamento de primeira linha deve ser feito com amoxicilina 1g + claritromicina 500 mg + omeprazol 20 mg, todos os medicamentos a cada 12 horas, por 14 dias GASTRITE FLEGMONOSA AGUDA- ALCOOLICA o Infiltrados inflamatórios agudos marcantes e difusos de toda a parede gástrica, às vezes acompanhados de necrose o Idosos, os alcoolistas e os pacientes aidéticos podem ser afetados. 1 Realizada conforme o critério do endoscopista. Se o paciente possuir critérios de coagulação desfavoráveis, não se aconselha a realização da biópsia. SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV Rara, às vezes também presente em pacientes pediátricos, que se caracteriza por infecção bacteriana das muscular mucosa e submucosa do estômago, com infiltração de células plasmáticas, linfócitos e polimorfonucleares Na maioria dos casos descritos, a inflamação não ultrapassa o cárdia e o piloro, sendo a mucosa gástrica relativamente pouco acometida. O quadro costuma instalar-se como complicação de doença sistémica ou septicemia, tendo sido descrita após empiema, meningite e endocardite pneumocócica, entre outros A evolução clínica é rápida, com dor epigástrica, náuseas e vômitos purulentos constituindo·se em sintomas comumente observados. Na maioria dos casos descritos até hoje foram isolados germes Gram-positivos, especialmente Streptococcus spp. O diagnóstico é feito por laparotomia exploradora, ou mesmo, autópsia. Leucocitose com desvio para a esquerda é quase sempre descrita, sendo a amilase normal. O estudo radiológico do estômago revela o espessamento das pregas gástricas com redução da distensibilidade antral. GASTRITE AGUDA HEMORRÁGICA- AINE o Pode ser secundária ao uso de álcool, aspirina, anti-inflamatórios, corticosteroides e em situações clínicas como choque, trauma, cirurgias extensas, queimaduras, septicemia, insuficiências respiratória, hepática ou renal, entre outras. As lesões agudas da mucosa gastroduodenal ou úlceras de estresse iniciam-se nas primeiras horas após grandes traumas ou doenças sistêmicas graves e acometem as regiões proximais do estômago. Ocasionalmente podem também envolver o antro gástrico, o duodeno ou o esôfago distal. São caracterizadas por múltiplas lesões hemorrágicas, puntiformes, associadas a alterações da superfície epitelial e edema. Como complicações clínicas, podem exteriorizar-se por hemorragia digestiva alta. A sua patogenia não é bem conhecida, e os mecanismos mais aceitos são aqueles relacionados com alterações nos mecanismos defensivos da mucosa gastroduodenal. H. pylori Autoimune Uso de AINEs Epidemio infecção crônica mais comum transmissão oral-oral, oral- fecal → saneamento básico BR: taxa de infecção é 70% 30 a 50% da pop adulta vivem com a bact 90% das gastrites crônicas crônica mulheres + 60 anos histórico familiar → gene autossômico dominante doenças autoimunes - crônica - presente em 25-50% dos usuários de aines - fatores de risco: idade avançada, histórico de úlceras, uso concomitante de corticoides ou antiagregante plaquetário (AAS infantil, clopidogrel), altas doses de aines Fisiopato INFECÇÃO: - H. pylori entra por via oral, penetra na camada de muco e multiplica-se nas células epiteliais do estômago; epitélio - acomete corpo e fundo gástricos - ataque imunomediado das células parietais → atrofia das glândulas gástricas + substituição das células - inibição da enzima COX-1 (forma constitutiva → está em vários tecidos), responsável SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV responde com depleção de mucina, esfoliação celular e alterações regenerativas sinciciais - bactérias do epitélio liberam agentes quimiotáticos que penetram no epitélio lesado e induzem a migração de PMN para a lâmina própria e epitélio - produtos bacterianos ativam mastócitos também e, por meio da desgranulação, há liberação de outros ativadores inflamatórios que aumentam a permeabilidade vascular, expressão de moléculas de adesão de leucócitos nas células endoteliais e migração de leucócitos - H. pylori estimula o epitélio gástrico a produzir IL-8, cuja produção é potencializada pelo TNF e IL-1 liberados pelos macrófagos - ocorre hipocloridria e ausência de secreção de ácido ascórbico para o suco gástrico → secreção ácida volta ao normal após semanas e a de ácido ascórbico fica reduzida na gastrite crônica Aguda: hipocloridria (inflamação das glândulas) - 4 meses ou menos Crônica: glândulas normais, mas camada protetora de muco é menor ANTRO: geralmente a 1ª região a ser acometida → secreção gástrica normal ou elevada, maior risco de úlcera duodenal - geralmente assintomática CORPO: secreção ácida reduzida (destruição da mucosa oxíntica), maior risco de carcinoma gástrico Principal significado clínico da gastrite crônica = associação com úlcera péptica duodenal e carcinoma e linfoma gástrico superficiais normais por mucosa tipo intestinal (metaplasia intestinal) ⇒ hipocloridria (menor produção de ácido clorídrico) ou acloridria em casos avançados, decréscimo na secreção de fator intrínseco (diminui absorção de vit B12), manifestações clínicas de anemia perniciosa (doença autoimune causada pela deficiência de vitamina B12) - maior complicação: câncer gástrico pela secreção de prostaglandinas - PGE2 estimula a secreção de muco protetor da mucosa gástrica e a redução de ácido clorídrico - aines inibe cox1 → sem pg → menos muco e mais HCl SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV - infecção por H. pylori → gastrite crônica → atrofia glandular → metaplasia intestinal Quadro clínico - dor epigástrica, pirose, náuseas, vômitos, flatulência, sialorreia, halitose, cefaleia e astenia Geralmente assintomática Anemia perniciosa Maior suscetibilidade a infecções entéricas Dispepsia com sofrimento pós- prandial - dor epigástrica, pirose, náuseas, vômitos, eructações, sensação de má digestão - complicações: úlcera, sangramentos (hematêmese, melena), perfuração DX EDA: alterações macroscópicas são variáveis biópsia! teste com carbono 13 e 14 teste da urease Histopatológico EAD: mucosa lisa, brilhante e delgada com os vasos da submucosa facilmente visualizados hemograma → anemia anemia macrocítica (células aumentadas) clínico: quanto tempo usa AINEs, se tem úlcera EDA TTO Pyloripac: amoxicilina 1g + claritromicina 500 mg + omeprazol 20 mg - indicações: gastrite, úlcera, hemorragia, familiar com ca de estômago, anemia ferropriva, tratamento com AINEs a longo prazo, linfoma MALT, cirurgia bariátrica, cirurgia de estômago agendada Anemia perniciosa → reposição de vitamina B12 pela via parenteral, 200 mg por mês por toda a vida - corrige as alterações hematológicas mas não muda a histologia gástrica EDA anual para CA gástrico suspensão do aine IBP erradicar H. pylori, se tiver → piora os sintomas da gastrite DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA Solução de continuidade que ultrapassa os limites da muscular da mucosa, localizada nos segmentos do tubo digestivo, em cuja luz estão presentes o ácido clorídrico e a pepsina. Na grande maioria das vezes a lesão é única e, mais raramente, dupla ou múltipla. As úlceras são definidas como rupturas na superfície mucosa com um tamanho > 5 mm, com uma profundidade que vai até a submucosa. SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV Ulceras pépticas ocorrem principalmente no estômago ou duodeno proximal UG: menos muco; UD: mais ácido EPIDEMIOLOGIA 5% a 15% em populações ocidentais, com uma incidência de quase 10% em toda a vida A infecção pelo Helicobacter pylori foi originalmente identificada como principal causa de DUP. Contudo, com a queda da prevalência da infecçãopelo H. pylori nos países desenvolvidos, tem cada vez mais se associado ao uso indiscriminado e crescente de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e ácido acetilsalicílico (AAS) É uma das doenças gastrointestinais mais custosas e prevalentes. A incidência nos EUA, por ano, é de 500.000 casos – aproximadamente 1,8%, e a incidência global é de cerca de 1 caso por 1.000 pessoas/ano ETIOLOGIA A doença ulcerosa péptica (DUP) se desenvolve quando os mecanismos protetores da mucosa gastrointestinal, como a secreção de bicarbonato e muco, são sobrepujado pelos efeitos agressores do ácido gástrico e da pepsina. Resulta do rompimento do equilíbrio entre os fatores agressivos e os responsáveis em manter a integridade da mucosa. Entre eles, podem ser citados: geográfico- China, Japão, Chile, sexuais- homens, hereditários, tabagismo, fatores dietéticos- café, o álcool, os condimentos e o leite, etilismo, medicamentos- AINE, AAS, corticoides e Helicobacter pylori RELAÇÃO COM A H. PYLORI Existem três possíveis mecanismos responsáveis pela lesão ocasionada pelo H.pylori: 1. O H. pylori produz toxinas que lesam a mucosa, como urease, que converte ureia em bicarbonato e amônia. Por ser uma potente produtora de urease, tal processo auxilia, inclusive, no diagnóstico; 2. Resposta imune na mucosa, gerando inflamação local crônica e atração de fatores quimiotáticos; 3. A quantidade de gastrina aumenta e gera aumento da secreção gástrica, por redução da produção da somatostatina. Com isso, ocorre aumento da produção de ácido clorídrico no antro esofágico, mecanismo responsável por muitos casos de úlcera péptica duodenal. FISIOPATOLOGIA Doença heterogênea multifatorial, representando a úlcera a tradução final de uma série de alterações observadas em determinado paciente Úlcera duodenal: aumento da população parietal, maior produção de ácido, secreção ácida noturna, resposta ao estímulo vagai, aumento da sensibilidade da célula parietal, célula G e gastrinemia, oferta prolongada de ácido ao duodeno, esvaziamento gástrico mais rápido, mecanismos de defesa, fatores pré-epiteliais, fatores epiteliais, fatores subepiteliais SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV Úlcera gástrica: secreção ácida, reíluxo duodenogástrico, gastrite e diminuição da resistência da mucosa QUADRO CLÍNICO o Dor epigástrica, sensação de vazio (dor tipo fome) ou queimação. o Dor pré-prandial, aliviada pela refeição (dor rítmica a três tempos: dói-come -passa) . o Em um número menor, a dor piora com a alimentação. o Gástrica: paciente mais magrinho, come e dói o Duodenal: clocking, paciente mais gordinho, come e passa a dor o Nas fases iniciais da úlcera péptica, a dor localiza-se apenas na área epigástrica; o Quando a doença progride a dor tende a se projetar para o dorso, com caráter transfixante. o Outros: sialorreia, despertar noturno com dor (clocking), sensação de peso epigástrico pós-prandial, náuseas e vômitos, além de alterações da cor das fezes. Embora não seja patognomônico, o clocking é um importante sinal da lesão péptica ulcerada Úlceras crônicas podem ser assintomáticas. Particularmente, a ausência de sintomas pode ser vista nas úlceras induzidas por AINEs, nas quais hemorragia digestiva alta ou perfuração podem ser a primeira manifestação clínica. As complicações mais frequentes da doença ulcerosa são: hemorragia, perfuração e quadro obstrutivo DIAGNÓSTICO Anamnese: dados epidemiológicos relevantes, como uso de medicamentos como MS e/ ou AINEs, história familiar de úlcera, clocking, Diante de um paciente com sintomas dispépticos, a idade > 50 anos e a presença de sinais de alarme (anemia/ sangramento, vômitos, perda ponderal, refratariedade do quadro) obrigam a realização de endoscopia EDA A úlcera péptica ativa é geralmente diagnosticada durante exame endoscópico quando há quebra de mucosa de diâmetro maior ou igual a 5 mm, recoberta por fibrina; uma quebra de mucosa menor que 5 mm geralmente corresponde a uma erosão. Esse critério de S mm é arbitrário, porém é usado em ensaios clínicos. O grau de correlação deste achado com o critério anatomopatológico de penetração na muscular da mucosa não é completamente definido. Quando verificada úlcera em porções mais distais do duodeno, devem ser considerados diagnósticos subjacentes de doença de Crohn, gastrinoma (síndrome de Zollinger-Ellison) ou isquemia. O achado de múltiplas úlceras gastroduodenais ou a sua refratariedade ao tratamento também devem levantar a suspeita de tumor produtor de gastrina. A possibilidade da associação da biópsia e a obtenção de material para estudo histológico são outras vantagens oferecidas pelo exame endoscópico. Esses métodos auxiliares afastam o erro diagnóstico entre lesão benigna e maligna do estômago. Durante o achado endoscópico de úlcera gastroduodenal, amostras de antro e corpo devem ser colhidas para pesquisa de H. pylori pelos métodos da urease e testes histológicos. SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV CLASSIFICAÇÃO DE JOHNSON TRATAMENTO Sintomático Medicamentos que tanto podem agir através da redução da acidez gástrica (antissecretores), como dos que facilitam a regeneração celular (pró-secretores). No primeiro grupo, encontramos os bloqueadores H2 (cimetidina, ranitidina, famotidina e nizatidina) e inibidores da bomba protônica (omeprazol, Janzoprazol, pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol) Já no grupo de drogas que aumentam a resistência da mucosa, temos à disposição os compostos de bismuto coloidal, o sucralfato, as prostaglandinas e os antiácidos. Paralelamente, há uma série de medidas higienodietéticas e comportamentais que deve ser lembrada ao paciente pelo médico Erradicação da H. pylori SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV O tratamento triplo é o mais utilizado na prática clínica e consiste no uso de omeprazol dose dobrada (20mg 2x/dia) por 28 dias, e amoxilina 1g 2x/dia + claritromicina 500mg 2x/dia por 14 dias. Após a erradicação bem-sucedida do H. pylori, o risco de infecção recorrente na maioria das populações é pequeno. Em uma minoria de pacientes, as úlceras recorrem devido à reinfecção ou à presença de outro fator ulcerogênico, particularmente o uso de AINEs. Úlcera relacionada ao uso de AINEs O primeiro passo nesse caso é suspender o medicamento que está causando a úlcera, e depois iniciar o uso de um inibidor de bomba de prótons por 8 semanas, por ex: omeprazol 20mg 2x/dia. Úlcera idiopática Naqueles pacientes em que a causa não foi esclarecida, o tratamento empírico da H. pylori pode ser realizado. Caso não seja relacionada com a bactéria, tende a se resolver espontaneamente CAI NA PROVA: síndrome de zollinger- elisson: tumor de pâncreas que produz gastrina, aumentando a produção gástrica, gerando várias úlceras ADENOCARCINOMA GÁSTRICO EPIDEMIOLOGIA Avançado, precoce 95% de todas as neoplasias malignas de estômago 50 a 70 anos, ambos os sexos (raro abaixo de 30 anos) No Brasil, ele está entre as três primeiras causas de morte por câncer no sexo masculino e entre as cinco primeiras nas mulheres. A incidência é maior entre homens, na proporção de 2:1, sendo mais frequente entre 50 e 70 anos, com pico por volta dos 70 anos em ambos os sexos. Parentes em primeiro grau de pacientes com adenocarcinoma gástrico possuem duas a três vezes mais chance de desenvolver a doença. FISIOPATOLOGIA Tipo difuso: não há coesão celular e as células individuais infiltram e espessam a parede gástrica. Acometimento mais recorrente de fundo e cárdia pior prognóstico; Tipo intestinal: células neoplásicas coesas que formam estruturas tubulares semelhantes às glândulas. Mais comuns no antro e na curvatura menor do estômago, são geralmente precedidas de um processo pré-canceroso prolongado e, em geral, iniciado pela infecção por H. pylori. ETIOLOGIA Úlceragástrica não é precursora! Fatores ambientais: país, inalação ou ingestão de alimentos, classe social Fatores dietéticos: sal e nitrosamina (nitratos presentes no peixe defumado e legumes em conserva) lesam a mucosa, tabagismo; ingestão de vegetais frescos, vitaminas A e C, leite integral ou alimentos refrigerados SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV parece reduzir a incidência de CG, assim como o ácido acetilsalicílico, por sua ação anti-inflamatória (inibe a ciclo-oxigenase), parece ter papel protetor Infecção por H. pylori: carcinogênico do grupo 1 o efeito promotor de carcinogênese do H. pylori o inflamação crônica → atrofia da mucosa → metaplasia intestinal (atrofia e metaplasia são precursoras do CG) História familiar e fatores genéticos: mutação do gene CDH1 Condições pré-cancerosas: carcinoma gástrico, como adenoma gástrico, anemia perniciosa, status pós- gastrectomia, doença de Ménétrier e gastrite crônica atrófica. Estas alterações, em geral, estão associadas a atrofia crônica da mucosa gástrica e hipo ou acloridria. Quando a gastrite atrófica coexiste com metaplasia intestinal, o risco de desenvolvimento de carcinoma é ainda maior. o Sequência no desenvolvimento: gastrite crônica → atrofia e hipocloridria → metaplasia intestinal → displasia adenocarcinoma se desenvolve a partir das células mucosas de qualquer lugar do estômago antro: menos de ⅓ dos casos corpo: 15 a 20% fundo e cárdia: 30 a 40% difuso (todo o estômago): 10% QUADRO CLÍNICO Não há sinal ou sintoma patognomônico Apresentação inicial é como úlcera → úlcera pode ser um câncer, mas não pode se tornar um câncer Estágios iniciais: sem sintomas típicos → dx tardio! Sintomas são dependentes da localização e do tamanho do tumor, da extensão da disseminação, da presença ou não de ulceração, idade e outras comorbidades do paciente Em ordem de frequência: dor epigástrica (40 a 70%), perda de peso (40 a 60%), plenitude gástrica (30 a 40%), desconforto epigástrico (30 a 40%), perda do apetite (20 a 30%), náuseas e vômitos (20 a 25%), fadiga ( 10 a 15%), massa abdominal (10%), disfagia (10%), diarreia (10%), constipação (10%) e hematêmese ou melena com anemia crônica (5 a 10%). DOR! não irradia, não alivia com alimentos Sintomas frequentemente refletem o sítio de origem do tumor: o Tumores proximais, envolvendo a junção esofagogástrica, frequentemente se apresentam com disfagia o Tumores de antro (pré-pilóricos) podem se apresentar com sintomas obstrutivas, como vômitos DIAGNÓSTICO Exame físico: normal nos estágios iniciais, mesmo na forma avançada podem ser negativos ou não significativos → massa abdominal palpável, anemia e emagrecimento SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV EDA e biópsia- estadiamento TNM Exames laboratoriais: anemia ferropriva, sangue oculto nas fezes Exame baritado RX CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA: Tipo intestinal/bem diferenciado: estrutura glandular (que se assemelha ao carcinoma colônico), e origina-se de células que sofreram metaplasia intestinal Macroscopicamente: polipóide ou exofítico + homens Relação com gastrite crônica Tipo difuso/pouco diferenciado: origina- se diretamente das células mucosas, sem metaplasia prévia Macroscopicamente: ulcerativo ou difusamente infiltrativo Microscopicamente: células em sinete (soltas, sem formar glândulas) Sem predileção por sexo e sem associação com gastrite CLASSIFICAÇÃO MACROSCÓPICA/ENDOSCÓPICA: Carcinoma gástrico precoce: carcinoma limitado à mucosa ou submucosa, não leva em consideração a presença ou ausência de metástases para linfonodos ou disseminação à distância. O carcinoma gástrico precoce é classificado macroscopicamente em três tipos: tipo 1 (protruso), tipo 2 (superficial) e tipo 3 (escavado). O tipo 2 é subdividido em três subtipos: 2a ou tipo elevado, 2b ou tipo plano, 2c ou tipo deprimido. Tipos combinados também são descritos SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV Carcinoma gástrico avançado: carcinoma gástrico invadindo além da submucosa. Borrmann I (lesão polipóide ou vegetante, bem delimitada); Borrmann II (lesão ulcerada, bem delimitada, de bordas elevadas); Borrmann III (lesão ulcerada e infiltrativa em parte ou em todas as suas bordas); Borrmann IV (lesão difusamente infiltrativa, não se notando limite entre o tumor e a mucosa normal – linite plástica). Os tipos Borrmann l a IV são listados na ordem de suposto aumento de grau de malignidade (tipos l e ll são mais limitados; tipos lll e lV são mais infiltrativos). TRATAMENTO Estágio inicial: ressecção endoscópica - esse acha quando faz uma endoscopia por outro motivo Úlcera ou + 2 cm: ressecção cirúrgica– ressecção do estômago com dissecção e ressecção dos linfonodos regionais e ressecção do pequeno e grande omento. Distal, subtotal ou total. SP2 UC14 Evelin Salvi TXIV Dissecção linfonodal: D0, junto ao estômago, podendo se estender a D1, D2, D3 e D4 (cadeias linfonodais). Radioterapia e quimioterapia adjuvantes. LINFOMA MALT DE BAIXO GRAU OMS: um linfoma extranodal composto de pequenas células B morfologicamente heterogêneas, incluindo células da zona marginal, células que se assemelham a monocitóides, pequenos linfócitos e imunoblastos dispersos e células semelhantes a centroblastos relação com infecção por H. pylori → TTO: erradicação do H. pylori + 60 anos mulheres doenças autoimunes RELAÇÃO ENTRE O ESTRESSE E GASTRITE A ansiedade e o estresse, que irão inibir a ação e produção das células e glândulas responsáveis pela síntese e secreção do muco protetor. Também pode aumentar a secreção de acetilcolina, que aumenta a secreção gástrica. Gera uma gastrite mais aguda. É mais um sintoma de alguma desordem psiquiátrica ou um estresse muito acentuado do que uma etiologia. Gastrite por estresse tem relação com psicossomático podendo ser tratado como emocional e se tiver lesão tratar com IBP a gastrite geralmente é multifatorial. O nervosismo pode agravar uma gastrite pré-existente. Doenças psicossomática tem mais relação com a dispepsia funcional. Julio coelho, harrison gastroenterologia e sabiston Heringer, TO; et al. Caso 28. Revista Médica de Minas Gerais, 2018. Disponível em http://rmmg.org/artigo/detalhes/2400#:~:text=A%20gastrite%20cr%C3%B4nica%20por%20AINEs,de%20muco%20pr otetor%2C%20rico%20em. http://rmmg.org/artigo/detalhes/2400#:~:text=A%20gastrite%20cr%C3%B4nica%20por%20AINEs,de%20muco%20protetor%2C%20rico%20em http://rmmg.org/artigo/detalhes/2400#:~:text=A%20gastrite%20cr%C3%B4nica%20por%20AINEs,de%20muco%20protetor%2C%20rico%20em