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Xilo – LVII - 2019 2 Moldagem Funcional em prótese total Anteriormente, estudamos e praticamos a moldagem preliminar com fornecimento de um modelo de estudo/trabalho para confecção de uma moldeira individual. Até entao, a moldagem apenas afastou tecido para estudo da area chapeavel. Agora, a moldagem funcional é uma moldagem dinamica, com o intuito de captar os detalhes anatomicos, as inserçoes musculares e seus movimentos. O objetivo será o registro de toda a area chapeavel com detalhes, a fim de produzir uma protese estavel e retentiva, enquanto mantem o conforto e a estetica do paciente e preservando os tecidos de suporte remanescentes. É como uma moldagem obtida através da ação dinâmica de estruturas relacionadas com a prótese, pois além de copiar rebordo e estruturas vizinhas, esta pode copiar músculos e inserções. Além disso, é uma moldagem mais aprimorada e rebuscada, fornecendo um modelo preciso onde será preensada a prótese – tudo o que for copiado é transferido para a prótese. Portanto, seu nível de detalhe deve ser apropriado para adaptação da prótese. A mais importante é a de compressão seletiva, feita de boca aberta. Tem compressivas (boca fechada ou aberta) e nao compressivas (boca aberta), mas devemos nos atentar à tecnica de compressao seletiva. A diferença das tecnicas de boca aberta e fechada está na adaptação da dentadura, especialmente em razao do processo coronoide e musculo pterigoideo na porçao maxilar – tecnica de boca aberta inicia os movimentos com a boca aberta e inicia o fechamento quando inicia-se a presa do material. A boca fechada terá uma area chapeavel alterada pela tensao de musculos e ossos. Em rebordos flacidos, utilizamos materiais mais elasticos e em rebordos mais consistentes utilizamos materiais mais rigidos. Na moldeira individual, fazemos um selado na borda para fundo de sulco, retirando a cera logo apos moldagem de sulco. O modelo deve mostrar bem os limites de mucosa alveolar/jugal A funcional tem a finalidade de obter a retençao da protese, obter uniformidade no assentamento da base da protese total e satisfazer o conforto do paciente. Além disso, servirá para determinar a área de assentamento da prótese e área periférica, proporcionando suporte, retenção, estabilidade e estética para a futura prótese. A retenção é obtida com a selagem perfeita de fundo de sulco, de modo que não permite passagem de umidade ou ar, evitando o descolamento da protese – a moldeira individual é feita sob medida para aquele paciente apenas. · Moldagem funcional I. Posição: paciente/operador: o paciente deve estar sentado e com a comissura labial ao nível do antebraço do operador e plano de camper paralelo ao solo. II. Ajuste da moldeira: a moldeira estará pronta quando estiver a 2 ou 3mm distante da divisão entre mucosa aderida e mucosa inserida, além de ter os alivios aos freios lingual e labial bem recortados no acabamento da moldeira. III. Preparo do material IV. Exame do molde (selado periferico) V. Moldagem propriamente dita – depende das caracteristicas do rebordo do paciente, sendo necessário seu estudo para a escolha do material VI. Defeitos do molde VII. Correção de falhas VIII. Testes de travamento** IX. Moldagem complementar A moldagem funcional é iniciada com a moldeira individual e seus alívios em cera, moldando com godivas em bastao, pasta zincoenolica, hidrocoloide irreversivel, polissulfetos, siliconas e poliesteres. A moldeira precisa ser ajustada, para isso utilizamos as maxi-cut e mini-cut, mandril fendado, tiras de lixa, discos de lixa e lapis copia. No ajuste, devemos remover zonas de sobreextensao de moldeira; arredondar bordas e uniformiza-las e deixa-las 2 a 3mm aquem do fundo de vestibulo, além de realizar ajustes na base para nao haver ineterferencias com a bochecha; deve haver alivios em regioes de freios e bridas; extensão da linha do Ah deve ser delimitada para não causar náuseas ao moldar o paciente; extensao posterior inferior (influencia do musculo masseter/concava); polimento da moldeira. O alivio do freio é feito quando as zonas de freio e bridas sao demarcadas sobre a moldeira com o lapis copia para serem retirados os excessos com o disco de carborundo ou minicut, tomando cuidado apenas para não retirar em excesso e perder a retenção da moldeira.. A moldeira está ajustada quando não interfere nos movimentos labiais, bochecha e lingua; nao apresentar dificuldade de adaptação e remoção e nem dores ao colocá-la na boca; apresentar limites corretos de extensao. Não podemos esquecer do espaço de 2 a 3 mm do fundo de sulco, espaço reservado para godiva em bastão kerr moldar. A moldagem funcional tem 2 etapas- moldagem do selado periferico com a godiva e a moldagem propriamente dita (depende do tipo de rebordo). Para isso, antes da funcional é necessario ter a moldeira individual bem adaptada. O selado periferico será feito com godiva em bastao, enquanto a moldagem da area chapeavel é feita com a pasta zincoenolica, alginato, polissulfetos, silicona leve ou polieter. O material utilizado depende da anatomia do rebordo – rebordos muito absorvido, defeitos osseos, rebordos retentivos, rebordos com fibromucosa flacida necessitam de materiais mais elasticos. A moldagem do selado periferico, sob a tecnica seccional, começa plastificando a godiva. A aplicação começa de um lado da borda da moldeira, de incisivo central até inserção muscular (canino) e desta até o tuber, sempre na sequencia de colocar o material plastificado numa porção antes citada e moldando no paciente, prosseguindo para moldagem de outra porção caso a godiva mostre-se digna. O mesmo é feito do outro lado e ultimamente na zona de selado periferico posterior – usando a lamparina horizontal para manter derretido. Sempre que plastificar a godiva, levamos à água rapidamente e depois para a boca, para não ferir o paciente. A moldagem está adequada quando a godiva tem uma superficie fosca e sem rugas, contorno arredondado, espessura adequada e freio labial aliviado. A proxima fase é retirar a cera. A área do M é uma area no selado posterior que tolera compressao, onde deverá ser aplicada godiva na moldeira. Uma moldeira bem ajustada nao pode ser sentida pela bochecha. Na arcada inferior faz-se os mesmos procedimentos. Na tecnica de pressao seletiva inicia-se com a escolha do material de moldagem adequado, sempre observando o tipo de rebordo do paciente, verificando se a moldagem do selamento periferico está correta. Para a pasta zincoenolica, começa-se retirando a cera da moldeira. O paciente deverá ser vaselinado e a pasta espatulada, colocada em molde e moldada, verificando assentamento e travamento do molde e ativando a musculatura para adaptar o material rígido. A remoção da moldeira e inspeção deverá ser feita, verificando se não houve falhas ou bolhas – a godiva estará coberta pelo material de moldagem. Ao final fazemos os testes de assentamento e travamento do molde. O molde deve apresentar características favoráveis ao examiná-lo, bem como o aspecto nítido da abobada palatina e pregas palatinas, bem como a precisão de reprodução de detalhes anatômicos, compressão excessiva da moldeira ou material insuficiente (moldeira aparece) e centralização do molde sobre a moldeira. Para que o elastomeros se adira à moldeira, é necessário o uso de adesivo na parte interna e externa da moldeira. O elastomero será espatulado e aplicado no molde. · Testes de travamento: 1- Assentamento do molde 2- Travamento póstero-anterior ou antero-posterior 3- Travamento anterior 4- Travamentos laterais O primeiro teste – estabilidade/assentamento do molde; teste com compressao alternada na regiao pré-molar. A báscula é a falta de assentamento da moldeira e moldagem funcional em toda base e rebordo, de modo que balança com o teste – um defeito irreparável, devendo voltar ao inicio. O segundo teste – retenção posteroanterior; tracionar para vestibular, com o dedo colocado na palatina do cabo na moldeira. A falha no teste pode ser corrigido com moldagem complementar na regiao do post-damming ou linha doah – área em M no selamento periferico posterior. O terceiro teste – retençao canino a canino; traciona-se o cabo da moldeira para baixo na parte anterior, corrigindo com uma moldagem complementar. O quarto teste – retenção de canino ao tuber; tracionar para vestibular com o indicador na regiao de pré-molar (sentido latero-lateral), corrigindo com moldagem complementar no lado oposto. Depois de obter o molde, procede-se à dicagem e encaixotamento de moldes – permite a reprodução exata das bordas da moldagem e contém o gesso invertido. O modelo obtido, o modelo funcional, é a cópia fiel das estruturas que se relacionarão com a futura protese, sobre o qual será polimerizada a protese total. Deve-se vazar o gesso pedra, preservando as bordas do molde. O split cast sao retençoes em forma de cunha feitas na base do modelo, que serão vaselinados ao serem levados ao articulador para que esses modelos possam voltar para o mesmo após acrilização das próteses e os ajustes oclusais sejam feitos antes da inserção do aparelho na boca. A chapa de prova – base de prova – é uma base provisória, preparada sobre o modelo de trabalho, confeccionada com material adequado e que permite a realização de todos os passos clinicos e laboratoriais até acrilização, sem se deformar ou romper, para que se permita o registros das relaçoes inter-maxilares na boca do paciente e transfere esses registros para o articulador. A chapa de prova será confeccionada com delimitação da área chapeavel, com aplicação de alivios com cera em areas retentivas. A chapa de prova é a base provisória da futura prótese total. Essa base é imprescindível no registro das relações intermaxilares do indivíduo e também na montagem dos dentes artificiais. Deve apresentar-se bem adaptada à boca do paciente para que, durante a tomada das relações, reduza ao mínimo a possibilidade de erros. Caso contrário, sem a devida estabilidade e retenção, a chapa de prova pode deslocar-se, saindo de posição, causando insegurança ao paciente, podendo até influenciar no resultado final do tratamento protético. O material recomendado na confecção da chapa de prova é a resina acrílica de autopolimerização incolor, porque oferece como vantagem, além da resistência e adaptação ao modelo, economia de tempo e facilidade na manipulação. Após colocar alivios em cera nas porções retentivas do modelo funcional, passamos Cel-Lac por toda a extensão desse modelo. Então, preparamos a resina acrilica até sua fase plástica, onde deve ser manipulada. A resina é prensada entre as placas de vidro agora separadas por uma fina camada de cera 7, não duas como utilizada na moldeira individual, uma vez que a chapa de prova é mais fina do que a moldeira. Ao prensar a resina, essa deve ser movida e adaptada sobre o modelo com os dedos embebidos em liquido de resina, recortando os excessos. Diferente da moldeira, a chapa de prova não possui alivios em áreas de oclusão como demarcado no modelo anatomico, apenas colocamos a cera aonde ter retenção. Ao polimerizar completamente a resina, retiramos com cuidado inserindo uma espatula por baixo da resina e levantando-a de uma vez só. Com uma maxicut e tira de licha podemos tirar os excessos e promover o acabamento necessário da chapa de prova, que terá bordas mais distantes do fundo de sulco, diferente da moldeira individual. Logo, a chapa de prova é menor, mais fina e sem alívios, em comparação com a moldeira.