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Moldagem anatômica (modelo de estudo) Prótese total – aula 3 17/03/2023 · Tem por finalidade capturar a topografia dos tecidos moles de uma arcada para a obtenção de um modelo, em gesso, para avaliação das áreas chapeáveis e confecção da moldeira individual. · Tecnicamente, a moldagem de um rebordo edentado deve ser realizada com os seguintes objetivos: (1) mínima deformação dos tecidos de suporte, através da aplicação da técnica adequada na moldagem anatômica; (2) extensão correta da base da prótese, por meio do ajuste da moldeira individual, de acordo com as características anatomofisiológicas do paciente; (3) vedamento periférico funcional, pela espessura e contorno adequados da borda da prótese; e (4) contato adequado da base da prótese com o rebordo, através da perfeita reprodução dos tecidos pelo material de moldagem. · Moldagem de alginato (hidrocoloide irreversível). · Moldeiras para pacientes edentados. · É preciso ver os limites (posterior, anterior e laterais). · Moldeira individual. · Necessária para registrar com precisão os limites da mucosa móvel. · Criar os meios para a obtenção do selamento periférico para conferir a retenção a prótese. · Seleção da moldeira de estoque. Características das moldeiras de estoque para arcadas desdentadas: · Moldeiras de aço perfuradas. · Moldeiras apropriadas para edentados devem possuir a bacia mais rasa e o cabo biangulado, permitindo seu posicionamento correto sobre o rebordo sem deformar inadequadamente as inserções musculares. Deve-se considerar o tamanho, especialmente a largura, como principal critério de seleção da moldeira. · Flanges mais curtas reduzem o estiramento dos tecidos moles. · As moldeiras de estoque podem resultar na distorção e/ou no encurtamento das flanges da dentadura. · Moldeira superior deve estender-se pouco além do limite palato duro – palato mole. · Moldeira inferior deve cobrir o trígono retromolar. · Perfuradas para prender bem o material. Por ser fácil de manipular, produzir menores deformações aos tecidos de revestimento do rebordo e apresentar boa fidelidade de cópia, o alginato (hidrocolóide irreversível) é, na maioria dos casos, o material de escolha para esse tipo de moldagem. · Mede com paquímetro e soma + 10 mm para escolher a moldeira. · Encaixar moldeira de trás para frente. · Personaliza com godiva quando necessário. · Limite superior posterior: linha vibrátil, divisão palato duro e palato mole. · Tempo mínimo para retirar da boca o alginato é de 4 min para aumentar a resistência. · Durante a moldagem anatômica superior, pode ser determinado o limite posterior da base da prótese e o mesmo deve ser riscado com lápis cópia no palato do paciente para que seja transferido para o molde e, posteriormente, para o modelo de gesso tipo III. Isto facilita a obtenção do limite adequado da moldeira. · Adequação da moldeira. · 5 mm de espaçamento entre a moldeira e os tecidos moles. · A massa de alginato requer volume para manter suas propriedades (precisão, resistência a compressão e estabilidade). · As moldeiras devem ser estendidas com godiva de acordo com as necessidades. · As moldeiras podem ser estendidas de acordo com as necessidades com cera periférica para manter a espessura uniforme de 5 mm de alginato entre a moldeira e os tecidos. · Preparo do paciente. · Paciente sentado – plano tragus- comissura paralelo ao chão. · Bochecho com enxaguatorio. · Posicionamento da moldeira. · Moldeira inserida de lado com auxilio do espelho. · Secagem das mucosas. · Seque a arcada superior com gazes dobradas. · Seque a arcada inferior com 3 gazes dobradas. · Aplicação sobre a arcada. · Oriente o paciente para não fechar a boca. · Limite posterior da dentadura. · Borda posterior da dentadura. · Linha vibrátil. · Identificada quando o paciente diz a palavra “ AH! AH! AH!”. · Situada na junção da porção móvel e imóvel do palato mole. OBS: quanto mais plano (horizontal) for o palato mole, mais larga será a área da linha vibrátil. · marcação da linha vibrátil. · Antes da moldagem preliminar e da moldagem final. · Lápis cópia FABER CASTEL #1800. · As fóveas não devem ser usadas como marco anatômico para a marcação. · Borda posterior da dentadura. · Linha vibrátil. · Se terminada: · Na porção móvel do palato móvel deslocamento da dentadura. · No palato duro dentadura não retentiva. OBS: dentadura torna-se sem retenção e/ou irá tornar-se desconfortável. · Fóvea – próximo a linha vibrátil. · A morfologia da garganta pode afetar a largura do selamento. · Tratamento do molde. · Desinfecção. · Borrifar o molde com um agente desinfetante (hipoclorito), coloque-o em um saco plástico (tipo zip lok) com fechamento hermético por no máximo min. · Recorde do modelo. · O modelo deve ser trabalhado após escorridos 24h do vazamento. · Para tanto os modelos precisam estar hidratados. · Dimensões dos modelos. Slide importante! · Moldagem final. · Moldeira confeccionada a partir do modelo de estudo. · Corrosão do gesso pelo alginato se não tirar o modelo do molde em 45 min. · É preciso esperar 24h do vazamento para cortar porque é quando o gesso está mais resistente. · A adesão ao material de moldagem com adesivo é necessária com elastômero, mas não com pasta zincoenolica lysandra. · A moldagem funcional deve ser dividida em duas fases distintas, mas que se complementam: o vedamento periférico e a moldagem funcional propriamente dita. Pode-se dizer que, para uma moldagem ser considerada funcional, é preciso que o vedamento periférico tenha sido executa- do de forma apropriada. · Moldeira individual. · Objetivos: · Aprimorar a retenção da dentadura (selamento periférico). · Minimizar. · A distorção o material de moldagem. · Espessura uniforme do material. · Rigidez da moldeira (3 mm). · Distorção dos tecidos. · Material de baixa viscosidade. · Moldeira precisamente adaptada. · Custo. · Menor quantidade de material utilizado. OBS: as moldeiras devem ser manufaturadas pelo menos 24h antes da consulta de moldagem funcional. A moldagem funcional é realizada utilizando-se uma moldeira individual. O principal objetivo do uso de uma moldeira individual está na determinação dos limites da área chapeável, de acordo com a fisiologia dos elementos anatômicos aí presentes. Dessa forma, obtém-se um vedamento em toda a periferia da base da prótese, que promove o confinamento de uma película de saliva, gerando a retenção da prótese à mucosa por ação das forças de coesão, adesão e pressão atmosférica. Além disso, um bom vedamento periférico diminui significativamente o afluxo de alimentos, que podem vir a ficar interpostos entre a base da prótese e a mucosa que reveste o rebordo, durante a mastigação. As moldeiras devem possuir cabos que facilitem sua manipulação durante os procedimentos de moldagem. Sua importância não deve ser equivocadamente minimizada. Os cabos funcionam como instrumentos que permitem aferir o grau de retenção e estabilidade que se consegue durante a moldagem. · Espaçador de cera: · Minimizar a pressão hidráulica. · Não colocar a cera sobre os alívios. · Os alívios já foram feitos nessas áreas. · Promover espaço para o material de moldagem. · Ajuste da moldeira na boca/ moldagem periférica/ moldagem do post-dam. · Selamento periférico. · Termoplastificação da godiva. · Use o bico de Bunsen ou um maçarico a gás. · Aqueça até que o material começar a escoar. · Não super-aqueça – se o material ferver ou pegar fogo, a moldagem não ocorrera adequadamente. · Godiva ajuda no vedamento periférico, maior adesão e pressão atmosférica. · Selamento periférico. · Definição: formatar por modelagem as bordas periféricas da moldeira de arcadas desdentadas pela manipulação ou ação dos tecidos moles com mobilidades adjacentes a mucosa mastigatória. · Objetivo: determinar o contorno, extensão das flanges e largura bordas da prótese prevenindo a entrada de ar. · Entretanto, a godivade baixa fusão em bas- tão (Figs. VI-28 a VI-32) tem propriedades que, na maioria das vezes, representam vantagens em relação aos demais materiais. São elas: (1) fluidez adequada para exercer mínima pressão sobre os tecidos, quando plastificada; (2) boa adesividade à moldeira; (3) rigidez adequada após resfriada, o que permite a verificação do grau de retenção obtido durante a moldagem; (4) boa estabilidade dimensional à temperatura bucal; (5) resistência suficiente para ser colocada e retirada em rebor- dos com áreas retentivas em mucosa; (6) facilidade para o operador realizar acréscimos ou subtrações de material, à medida que cada região vai sendo moldada; e (7) rapidez do processo de moldagem. · Comece o procedimento de modelagem em pequenas porções proceda primeiro a modelagem de áreas críticas. · Freio labial. · Freio lingual. · Bridas. · Crista milohioidea (linha obliqua interna). · Dobra vestibular (bolsa de fish) (linha obliqua externa. · áreas moveis na arcada inferior. · Manipule os lábios ao mesmo tempo em que a moldeira é sustentada com os dedos. · Solicite ao paciente para sugar as bochechas enquanto sustente a moldeira em posição. · Freio língual. · Menor extensão das flanges para retenção. · Movimentos da língua e do soalho da boca. · Desloca a prótese se super-estendida. Informe ao paciente. · Trígono retromolar. · Deve ser totalmente encoberto pela moldeira (ou pelo menos parcialmente) para conferir o selamento a prótese e proporcionar conforto ao paciente. · Linha obliqua externa. · não ultrapassar o limite. · Palpar a bochecha na porção do ângulo da mandíbula. · Extensão vestibular posterior. · Observe a dobra das bochechas sobre das flanges vestibulares. · Extensão lingual posterior. · Fossa retromilohioidea. · Precisa ser capturada. · Principalmente em casos de reabsorção severa da crista residual. · Apare os músculos de uma hemi-arcada primeiro e, depois repita a manobra do lado oposto. · Após o selamento periférico, remova o espaçador de cera. · Não desloque ou frature as bordas da godiva. · Adesivo. · Aplique um agente adesivo especifico para o material selecionado. · Aguarde de 7 a 15 min a secagem do adesivo. · Moldagem da mucosa chapeavel (moldagem final). · Pasta zinco-enolica (POZE) ( analástico). · Polissulfetos ( elastômeros). · Polieter (elastômero). · Polivinil siloxano (silicone por adição) (elastômero). OBS: todo material polimerizado por condensação sofre contração, precisa vazar logo. Por adição, não. As pastas zincoeugenólicas, por se tratarem de um material anelástico, são particularmente indicadas na moldagem das PTs superiores quando se deseja fazer uma compressão da região de vedamento posterior com cera de moldagem, o que melhora a retenção da prótese. · Encaixotamento do molde. · Tirar modelo colocando em água quente para soltar. · O último passo na obtenção de um bom modelo de trabalho é a confecção de um encaixotamento que possibilitará que os detalhes obtidos no vedamento periférico sejam transferidos para o modelo de gesso, mantendo sua integridade para que, posteriormente, seja usado como forma para a obtenção da base da prótese no processo de acrilizaçao. · Preservar a forma do modelo final, impedindo que o gesso vaze. · Resumo: · Modelo de estudo (feito com a moldeira de estoque e alginato e gesso) moldeira individual (vedamento periférico com godiva em quadrantes marcando post-dam e fundo de vestíbulo) molde final de trabalho (vazo o gesso com cera 7 modelo de trabalho. · O que foi feito na primeira aula? · Com o alginato, se coloca com o dedo uma quantidade no fundo de vestíbulo e no palato do paciente, o restante na moldeira e leva de tras pra frente na boca do paciente, aguarda o tempo de presa de 4 min do alginato. Verte o gesso tipo III, 100g para 30 ml, coloca no palato e bate na ponta a bancada para escoamento ou no vibratório, depois preenche com gesso a parte de cima,deixando apoiado na bancada com a parte posterior para cima por 10 min, necessário ter 15 mm. Caso tenha menos, fazer retenções e umedecer bem o gesso para fazer aumento. Caso tenha a mais, cortar. É necessário remover o gesso do alginato após 45 min, devido a corrosão que o gesso sofre pelo alginato. · Primeiro o paciente faz bochecho com antisséptico, depois será feita a escolha da moldeira de estoque que precisa ter 5 mm de alginato, ou seja, de espaço entre a moldeira e a mucosa, após isso, se remove o excesso de saliva com gaze e marca a linha vibrátil pedindo ao paciente que diga “AH AH AH”, marcando o limite palato duro e palato mole com lápis cópia. Depois faz o que está escrito acima. Após o que esta acima, o corte do modelo deve ser feito apenas 24h depois e deve estar hidratado. · Assim, obteremos o modelo de estudo a partir da moldagem anatômica. Depois é confeccionada a moldeira individual com resina acrílica no modelo de estudo. É colocada a cera 7 no modelo, na marcação mais externa feita no modelo e marcando também o local dos cabos. Depois é colocada uma lâmina de alumínio para proteger a cera da reação exotérmica da resina acrílica. Após isso, se faz a resina acrílica, coloca entre duas placas de vidro vaselinadas na fase plástica e é colocada sobre o modelo e segurada com a mao para manter a forma. Depois disso se faz os cabos também de resina acrílica, no superior é um na região de incisivos e na inferior são 3 cabos na região de pré-molares/ 1 M para estabilização da prótese e orientar o posicionamento da língua. Utiliza-la somente após 48h devido a contração de polimerização. · Após isso, é colocada godiva aos poucos na parte de fundo de vestíbulo da moldeira individual para se fazer uma moldagem funcional extensiva, onde será estendido para marcação do fundo de vestíbulo e se faz a movimentação para que seja marcada durante os movimentos fisiológicos do paciente. Depois é feita a moldagem funcional compressiva com godiva na região de post dam para aumenta o vedamento periférico da prótese. · Depois é o uso de pasta zinco-enolica para moldagem final e obtenção do modelo de trabalho final. Com três tiras da pasta vermelha e 1,5 da pasta branca em uma placa de vidro com bastante fita crepe, se mistura as duas e coloca na moldeira individual, levando a boca do paciente. · Depois disso, é feito o encaixotamento com cera utilidade e cera 7 para se manter os detalhes do vedamento periférico obtidos durante a moldagem e para que o gesso não vaze. Vê verte o gesso tipo 3 novamente e aguarda o tempo de presa. Após isso, com água quente se remove o modelo de gesso da moldeira individual. Aguarda 24h e corta modelo nas dimensões adequadas. Após isso se inicia a confecção da placa base e plano de cera. image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.png image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg