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Prótese Fundamentos para preparos Princípios mecânicos: 1- Retenção O preparo deve apresentar características que impeçam o deslocamento AXIAL da restauração quando submetida as forças de tração. Retenção friccional: A retenção depende do contato existente entre as superfícies internas da restauração e as externas do dente preparado. Quanto mais paralelas as paredes axiais do dente preparado, maior será a retenção friccional da restauração. O aumento exagerado da retenção friccional dificulta a cimentação pela resistência ao escoamento do cimento, impedindo o assentamento final e consequentemente causando o desajuste oclusal e cervical da restauração. A ação conjunta da retenção friccional e a ação do agente cimentante são responsáveis pela retenção mecânica da restauração. Quanto maior a coroa clínica de um dente preparado, maior a superfície de contato e maior a retenção final. Em dentes longos como ocorre após o tratamento periodontal, pode-se aumentar a inclinação das paredes para uma convergência oclusão de mais de 10. Já coroas curtas devem apresentar paredes com inclinação próxima ao paralelismo e receber meios adicionais de retenção como a confecção de sulcos nas paredes axiais. A presença de sucos é importante em preparos excessivamente cônicos para reduzir a possibilidade de um deslocamento. A preservação e a manutenção da vitalidade pulpar deve sempre ser objetivo principal de qualquer dente preparado. A área do preparo e sua textura superficial são aspectos importantes na retenção, quanto maior área preparada maior será a retenção. Meios adicionais de retenção como: caixas, canaletas, pinos e orifícios são importantes para compensar qualquer tipo de deficiência existente no dente a ser preparado. Textura superficial: a capacidade de adesão dos cimentos depende basicamente do contato deste, com as microrretenções existente nas superfícies do dente preparado. O acabamento superficial do dente preparado deve ser realizado com objetivo de torná-lo mais nítido e com a textura superficial regularizada, pois o polimento pode contribuir para diminuir a capacidade de retenção da prótese. 2- Resistência ou estabilidade Previne o deslocamento da restauração quando submetido as forças OBLÍQUAS, que podem provocar a rotação da restauração. Quando a incidência de uma força lateral na restauração (Mastigação ou movimentos involuntários), a restauração tende a girar em torno de um ponto de apoio deixando o cimento sujeito as forças cortantes (cisalhamento), que podem causar ruptura e iniciar o processo de deslocamento da prótese. Magnitude e direção da força: forças de grande intensidade e direcionadas lateralmente, como em pacientes com bruxismo podem causar o deslocamento da prótese. Relação altura/largura do preparo: Quanto maior altura da parede maior será a resistência (impede o deslocamento quando submetida as forças laterais) do preparo. Se a largura for maior que altura as paredes não oferecerão uma forma de resistência adequada. Observação: é importante que há altura do preparo seja pelo menos igual a sua largura, quando isto não for possível, no caso de dentes com coroas curtas, deve-se confeccionar sulcos, canaletas ou caixas para criarem áreas de resistência ao deslocamento. Integridade do dente preparado: coroas integras resistem melhor a ação das forças laterais do que aquelas parcialmente restauradas ou destruídas. - 3- Rigidez estrutural O preparo deve ser executado de tal forma que a restauração apresente espessura suficiente de material para resistir as forças mastigatórios e não comprometer a estética e o tecido periodontal. O desgaste deverá ser feito seletivamente de acordo com as necessidades estéticas e funcional da restauração. 4- Integridade marginal O objetivo de toda restauração cimentada é estar bem adaptada e com uma linha mínima de cimento, para que a prótese possa permanecer em função o maior tempo possível. Com o passar do tempo, cria-se um espaço entre o dente e a restauração que vai permitir, retenção de placa, recidiva de cárie, e consequentemente perda do trabalho. O desajuste marginal desempenha um papel importante na instalação de placa bacteriana e doença periodontal. O controle da linha de cimento exposta ao meio bucal e a higiene do paciente são fatores que aumentam a expectativa de longevidade da prótese. Princípios biológicos: 1- Preservação do órgão pulpar O potencial de irritação pulpar com o preparo para coroa total depende de vários fatores: calor gerado durante a técnica do preparo, qualidade das brocas e da turbina de alta rotação, quantidade de dentina remanescente, permeabilidade dentinaria, procedimentos de moldagem, reação exotérmica dos materiais empregados e grau de infiltração marginal. Um técnica de preparo que possibilite desgaste seletivos das faces dos dentes, em função das necessidades estética e funcional da prótese planejada, tem um papel imprescindível. O desgaste excessivo está diretamente relacionado a retenção e saúde pulpar, pois além de diminuir a área preparada prejudicando a retenção da prótese e a própria resistência do remanescente dentário pode trazer danos irreversíveis à polpa como inflamação, sensibilidade e etc. Já o desgaste insuficiente está diretamente relacionado ao sobrecontorno da prótese e consequentemente, aos problemas que isso pode causar em termos de estética e prejuízo para o periodonto. 2- Preservação da saúde periodontal Vários são os fatores diretamente relacionados ao objetivo da preservação da saúde periodontal: higiene oral, forma, contorno e localização da margem cervical do preparo. É vital para a homeostasia da área que o preparo estenda-se o mínimo dentro do suco gengival, exclusivamente por razões estéticas e suficientes apenas para esconder cinta metálica da coroa sem alterar significativamente a biologia do tecido gengival, também devem ser consideradas alternativas como coroas sem colar metálico ou de porcelana pura. A extensão cervical dos dentes preparados pode variar de 2mm aquém da gengiva marginal livre até 1mm no interior do sulco. De ponto de vista periodontal o término cervical deve-se localizar 2 mm distante do nível gengival preservando assim a saúde do tecido gengival, porém a localização do término neste nível só é possível se não ocorrer comprometimento da retenção e estabilidade da prótese, a estética também é um fator a se considerar. Em dentes com tratamento periodontal, o término supra gengival pode deixar uma quantidade razoável de dentina e cemento expostos que podem ser desgastados pela ação da escova e causar sem sensibilidade com as trocas térmicas e desconforto para o paciente. Já a extensão subgengival em dentes longos pode causar comprometimento do órgão pulpar e enfraquecimento do remanescente preparado. Em pacientes que pertencem ao grupo de risco a cárie não devem ter o término cervical aquém do nível gengival, pois é na área cervical dos dentes onde a placa se deposita com maior intensidade então o término deve ser estendido subgengivalmente. Razões para preparo subgengival: razões estéticas, restaurações de amálgama ou resina composta cujas paredes de gengiva ja se encontrem nesse nível, presença de cáries que se estendem para dentro do sulco gengival, presença de fraturas que terminam subgengivalmente, razões mecânicas aplicadas geralmente aos dentes curtos para obter maior área do dente preparado e consequentemente maior retenção e estabilidade, colocação do término cervical em área de relativa imunidade à cárie. Quanto mais profunda for a localização do término cervical no interior do sulco gengival, mais difíceis serão os procedimentos de moldagem, adaptação, higienização e etc, e consequentemente ocorrerá mais facilmente a instalação do processo inflamatório nessa área. O preparo subgengival dentro dos níveis convencionais não traz problemas para o tecido gengival desde que a adaptação, forma, contorno e polimento da restauração sejam satisfatórios e o paciente consiga higienizar corretamenteessa área. Princípios estéticos: A estética depende da saúde periodontal, forma, contorno e cor da prótese. Fatores que estão diretamente relacionados com a quantidade de desgaste da estrutura dentária, se o desgaste é insuficiente para uma coroa metalocerâmica, a porcelana apresentará espessura insuficiente para esconder a estrutura metálica Tipos de término cervical: 1- Ombro ou degrau A parede axial do preparo forma um ângulo de 90° com a parede cervical. Indicado nos preparos para coroas de porcelana. Contra-indicado para coroas com estrutura metálica O degrau proporciona espessura suficiente a porcelana para resistir aos esforços mastigatórios, reduzindo a possibilidade de fratura. Embora proporcione uma linha nítida e definida, exige maior desgaste dentário e resulta num tipo de junção em degrau entre as paredes axiais e cervical, dificultando o escoamento do cimento e acentuando o desajuste oclusal e cervical. 2- Ombro ou degrau biselado Ocorre a formação de um ângulo de 90° entre a parede axial e a cervical com biselamento da aresta cavo-superficial. Indicado para as coroas metalocerâmicas com ligas áureas, nas suas fases vestibular e metade vestibulo-proximais. Resulta em desgaste acentuado da estrutura dentária para permitir espaço adequado para colocação da estrutura metálica e da porcelana. O Bisel deverá apresentar inclinação mínima de 45°, o que irá permitir o melhor selamento marginal e escoamento do cimento. Proporciona um colar de reforço que reduz as alterações dimensionais provocadas durante a queima da porcelana e consequentemente, o desajuste marginal. Este tipo de término tem a função de acomodar, sem sobrecontorno, o metal e a porcelana nas coroas metalocerâmicas, então deverá ser realizado exclusivamente nas faces em que a estética torna-se indispensável, ou seja nas faces vestibular e metade das proximais. 3- Chanfrado Termino em que a junção entre a parede axial e gengival é feita por um segmento circular, que deverá apresentar espessura suficiente para acomodar metal e faceta estética. É considerado o tipo de término cervical ideal, por que permite espessura adequada para facetas estéticas de porcelana ou resina, com seus respectivos suportes metálicos, facilitando a adaptação da peça fundida e o escoamento do cimento. Indicado para confecção de coroas metalocerâmicas com ligas básicas, por apresentarem maior resistência e dureza que as ligas à base de ouro. Assim as infraestruturas podem ser mais finas sem sofrer alterações por contração durante a cocção da porcelana. Indicado também para coroas metal plásticas, independente do tipo de liga utilizada e para coroas MOD, quando indicada a proteção de cuspides por vestibular ou lingual. O término chanfrado deverá ser realizado apenas nas faces envolvidas esteticamente. 4- Chanferete Término em que a junção entre a parede axial e a gengiva é feita por um segmento de círculo de pequena dimensão, devendo apresentar espessura suficiente para acomodar o metal. Facilita a adaptação da peça fundida e o escoamento do cimento, permitindo uma visualização nítida da linha de acabamento e preservação da estrutura dentária. Indicado para coroa total metálica Indicado omo término cervical nas faces lingual e línguoproximal, das coroas metaloplásticas e metalocerâmicas independente da liga utilizada. Indicado ainda como término cervical das coroas parciais do tipo 3/4 e 4/5. Dentes que sofreram tratamento periodontal ou recessão gengival (resultando em aumento da coroa clínica) também podem receber esse tipo de término cervical, visando maior conservação da estrutura dentária e do próprio órgão pulpar. Nessa situações a estética fica parcialmente prejudicada, pois não se consegue limitar a cinta metálica da coroa metaloplástica ou metalocerâmica ao nível subgengival, devido ao pouco desgaste. Simplicidade da técnica de preparo: Um dos objetivos básicos de qualquer técnica de preparo deve ser a simplificação dos procedimentos, isto significa a racionalização da sequência de preparo e das brocas utilizadas. A técnica da silhueta permite ao operador uma noção real da quantidade do dente desgastado, pois executa-se inicialmente o preparo da metade do dente, preservando a outra metade para avaliação. Essa técnica também parte do princípio de que o conhecimento do diâmetro ou da parte ativa das brocas é primordial para o controle da quantidade de dente desgastado em função do preparo realizado. Coroas provisórias As restaurações provisórias apresentam algumas desvantagens, Principalmente se permanecerem por um longo período na boca. Podem ocorrer fraturas, a resposta operado al pode ser desfavorável em função da característica superficial do material que favorecem instalação de placa e com consequentemente inflamação gengival ou instalação de cárie. Outra desvantagem é no orçamento. Características das restaurações provisórias: 1- proteção pulpar É importante que a quantidade de desgaste esteja de acordo com as necessidades estéticas e mecânicas da prótese, para que a prótese provisória possa ter a capacidade juntamente com a gente cimentante de auxiliar na recuperação do órgão pulpar. Previamente a confecção da prótese provisória, a superfície do dente preparado deve ser limpa com algum tipo de detergente específico para esse fim, em seguida deve ser envolvida com algodão em bebida em solução de água de Cal (hidróxido de cálcio-PA) que apresenta ação bactericida e bactériostatica tendo a capacidade de agir como vedador dos túbulos dentinarios e iniciar o processo de mineralização dos mesmos. Em seguida protege-se a superfície preparada com duas camadas de verniz à base de Copal, que vão atuar como isolante impedindo o contato direto da superfície dentinaria com o monomero da resina que é altamente irritante ao órgão pulpar. Essas camadas de verniz serão removidas com a confecção das restaurações provisórias não impedindo a ação do cimento provisório junto ao órgão pulpar. O calor gerado durante a reação de polimerização da resina também é irritante a polpa, nunca deve esquecer de manter toda a área irrigada para eliminar o efeito de tal reação. A falta de adaptação da coroa provisória leva a infiltração marginal e consequentemente o dente poderá apresentar hipersensibilidade, cárie e inflamação pulpar, comprometendo assim a capacidade regenerativa da polpa e causando desconforto ao paciente. 2- Proteção periodontal As próteses provisórias têm a função de preservar a saúde periodontal, para aqueles casos onde o tecido gengival está saudável, auxiliar no tratamento e na recuperação do tecido gengival alterado e na manutenção da saúde do periodonto tratado. As restaurações provisórias devem apresentar características para manter homeostasia da área. 2.1- adaptação cervical A adaptação correta da coroa provisória mantém o tecido gengival normal, evitando a inflamação. 2.2- contorno O contorno da prótese é influenciado por alguns fatores: estética, fonética, posição do dente no arco, forma da raiz, forma do rebordo alveolar e qualidade do tecido gengival. Dois aspectos são diretamente dependentes do contorno correto da prótese provisória: o perfil de emergência e forma e a extensão da ameia interproximal. A qualidade do tecido gengival também depende do contorno correto da prótese. Não existe estética sem saúde gengival. O excesso de contorno nessa região pode promover: Ulceração epitélio sulcular, recessão gengival, inflamação marginal e consequentemente dificuldade no controle dos próximos procedimentos. O objetivo do perfil de emergência é propiciar um posicionamento harmônico do tecido gengival sobre as paredes da restauração. No nível sub gengival, o contorno da restauração deve apresentar-se como uma forma plana ou seja um perfil de emergência plano, para harmonizar-se com a superfície também plana da raiz. O contorno supragengival depende da posição do dente, extensão da coroa no sentido gengivo-incisal/oclusal, forma do osso e do tecido gengival,fonética e estética. O perfil de emergência pode se estender além do contorno da gengiva marginal livre dependendo do tamanho da coroa. Coroas longas decorrentes de recessão gengival ou realização de tratamento periodontal devem apresentar um contorno com forma plana mais estendido para coronal, para proporcionar uma transição gradual entre sua porção radicular e coronal (contorno de deflexão dupla), criando assim uma ilusão de ótica onde o dente vai parecer diminuído. Existe uma relação direta entre contorno e integridade do tecido gengival. Com o sobrecontorno a maior facilidade de acúmulo de placa pela dificuldade de higienização, já o subcontorno pode causar alterações gengivais devido ao trauma mecânico causado pela escova dental ou alimentos fibrosos pela falta de apoio correto sobre as paredes da coroa. o sobrecontorno é mais danoso para os tecidos periodontais do que o subcontorno. 2.3- ameia inter-proximal A forma e a extensão da ameia inter-proximal deve permitir espaço para a papila proximal sem comprimir-la possibilitando uma higienização correta pela passagem do fio dental e atendendo aos requisitos estéticos e fonéticos. A pressão da pupila gengival pode causar inflamação e lesão periodontal. Não se pode existir ameia aberta na prótese metalocerâmica, se o espaço disponível nas coroas provisórias não for suficiente para isso. 2.4- higiene oral e controle de placa bacteriana A prótese provisória corretamente confeccionada facilita, orienta e estimula o paciente a manter sua prótese limpa e livre de placa. Se o cirurgião dentista mantiver o paciente sob controle periódico a prótese permanecerá na boca por muitos anos independente de ter algum aspecto que possa levá-la ao fracasso, isto é o que chamamos de prevenção para os pacientes com prótese. Por outro lado o insucesso também pode ocorrer com a prótese considerada perfeita, em função de uma má higiene oral que pode causar cárie ou doença periodontal. 2.5- restauração provisória com tratamento periodontal Um tratamento prévio que irá eliminar suas próteses deficientes e substituir por coroas provisórias adequadas, restabelecendo oclusão, fonética, estética e função mastigatória, a instituição de sessões de profilaxia e aprendizado das técnicas de higienização são procedimentos que fazem com que retorne autoconfiança do paciente e consequentemente se torna visível a melhora geral do tecido periodontal. Assim o momento de se encaminhar o paciente ao tratamento periodontal é quando ele já é capaz de fazer uma higienização aceitável, seus dentes foram preparados, receberam tratamento endodôntico, núcleo intrarradiculares e coroas provisórias, sua óclusao e desoclusao são adequadas, sua mastigação é efetiva, e sua estética é satisfatória. O tratamento parado por necessidade protético é realizado em duas situações: 1- tratamento da patologia existente em tecido mole ou ósseo e 2- exigência estética ou mecânica. 2.6- orientação dos procedimentos cirúrgicos A presença da prótese provisória auxilia o periodontista a conseguir mais facilmente os requisitos estéticos e funcionais durante os procedimentos cirúrgicos. 2.7- controle da posição definitiva da margem gengival Após a cirurgia periodontal deve-se aguardar a formação do sulco gengival que ocorre em torno de 60 dias, para levar com segurança a margem do preparo subgengivalmente. 2.8- avaliação do grau de mobilidade dos dentes pilares A diminuição, aumento ou estabilidade da mobilidade dos dentes pilares deve ser avaliada durante a fase da prótese provisória. A mobilidade progressiva nesta fase do tratamento indica a necessidade da alteração no planejamento como por exemplo aumento no número dos dentes pilares. Essa união mecânica entre vários dentes pilares aumenta a área de sustentação e reorienta o ponto de apoio de rotação de cada dente, minimizando o efeito da ação das forças laterais. Após o término do tratamento periodontal, o paciente deve permanecer algum tempo com a prótese provisória antes de da moldagem, para que se possa avaliar o comportamento dos dentes pilares. 2.9- coroas provisórias X oclusão Oclusão fisiológica: Relação maxilo-mandíbular (posição de trabalho) adequada, contatos óclusais uniformes, guia anterior anterior e dimensão vertical de óclusão corretos. 2.10- relação maxilomandibular (posição de trabalho) Pode ocorrer de três maneiras: Posições de relação Centrica (R.C), máxima intercuspidação habitual (MIH) e oclusão em relação centrica (ORC) Ver sobre m: R.C, MIH, ORC, contatos oclusais simultâneos, guia anterior, dimensão vertical (D.V), D.V.O, encerramento e inclusão, instalação e controle. DVO, posição de trabalho Restauração provisória e estética Após os ajustes estéticos e funcionais das restaurações provisórias essas devem ser moldadas com alginato, e os modelos que foram usados para personalização do guia anterior devem ser enviados ao técnico junto aos modelos de trabalho, para servir como orientação na confecção da prótese definitiva. A relação correta do pôntico com o tecido gengival, é muito importante na determinação da estética para eliminação dos chamados buracos negros entre os pôntico. Isso é conseguido com o remodelamento do rebordo residual através das coroas provisórias que é denominado condicionamento gengival. O condicionamento gengival exige os seguintes requisitos: 1- a superfície lingual do pôntico deve ser totalmente convexa e polida. 2- é imprescindível que o paciente higiene corretamente essa área. 3- o tecido gengival deve apresentar a espessura suficiente para permitir o condicionamento. Frequentemente é necessário realização de enxertos de conjuntivo para criar espessura adequada de mocó. 4- área condicionada não deve apresentar-se ulcerada após o condicionamento. 5- a forma que se deseja dar as papilas deve ser determinada na prótese provisória, abrindo-se as ameias gengivais na extensão nos sentidos mésio-distal e gengivo-incisal. O condicionamento gengival pode ser feito de maneira gradativa, através da pressão exercida pelos ponticos ou através de brocas diamantadas. O condicionamento realizado através da pressão dos pônticos é preferível por ser menos radical e invasivo. A moldagem não deve ser realizada enquanto o tecido gengival não estiver saudável. O pôntico inteiramente convexo, possibilita contato com o fio dental em todas as direções, condição necessária para manutenção da saúde gengival da área. A porcelana é o material material eleito para estabelecer o contato com o fio dental e nunca o metal. A vitrificação que porcelana sofre faz que sua superfície retenha a menor menor quantidade de placa bacteriana que qualquer metal. A segunda maneira para promover o condicionamento é através da remoção de tecido que pode ser feito com elétro bisturi ou broca, é preferível que seja feito com broca diamantada pois é melhor controlado. Moldagem e modelo de trabalho Moldagem: reprodução negativa dos preparos dentários e das regiões adjacentes por meio de materiais e técnicas adequadas. Após a polimerização do material e a remoção da moldeira da boca tem-se o molde, que é vazado em gesso para obtenção do modelo de trabalho. Além do material a execução de uma boa técnica de moldagem depende de três requisitos básicos: Extensão do preparo dentro do sulco gengival, nitidez do término cervical e saúde do tecido gengival. A extensão subgengival do preparo deve preservar a saúde periodontal, pois a presença de inflamação gengival com sangramento e exsudato inflamatório impede a obtenção de moldes precisos. O término cervical deve ser liso, polido e bem definido, para que possa ser copiado em seus detalhes durante a moldagem. As coroas provisórias devem ser bem adaptadas e ter contornos corretos para manter a saúde gengival. Métodos de retração gengival 1- meios mecânicos Nessa técnica são utilizados fios de algodão e casquetes de resina 2- meios químicos Com objetivo de eliminar a iatrogenia causada pelos fios, os meios mecânicos foram substituídos por meios químicos,com o uso de cloreto de zinco de 2 a 40%, alúmen e até ácido sulfúrico diluído. Essas substâncias também causa causavam sérios traumatismos ao tecido gengival. 3- meios mecânico-químicos Foram desenvolvidos fios de algodão impregnado com substâncias químicas vasoconstrictoras para promover o afastamento gengival e controlar a umidade ou sangramento no sulco gengival. Esse método de retração gengival é conhecido como técnica da retração gengival com fios retratores, as substâncias químicas utilizadas nos fios são epinefrina, sulfato de alumínio, cloreto de alumínio e sulfato férrico. Epinefrina: é a substância encontrada na maioria dos fios retratores. Uma polegada do fio com epinefrina contém mais do que a dose máxima recomendada para um paciente saudável e 12 vezes mais do que a dose recomendada a um paciente cárdiopata, o tempo de permanência de um fio retrator com epinefrina dentro do sulco não se deve ultrapassar 8 minutos, para evitar danos ao tecido gengival. Adstringentes: apresentam algumas vantagens em relação a epinefrina pois podem ser usado em tecidos ulcerados, são mais hemostaticos e não causam distúrbios em pacientes com problemas sistêmicos. Contudo, podem deixar resíduos presos aos dentes durante sua remoção e não afastam o tecido gengival tão bem como os fios impregnados em epinefrina. Sulfato de alumínio: Não devem permanecer dentro do sulco por mais de 10 minutos. Obs: esses fios não devem ser usados com Silicona de adição pois apresentam enxofre em sua composição e podem causar alteração na reação de polimerização da silicona. Cloreto de alumínio: Seu tempo de permanência dentro do sulco deve ser de 5 a 10 minutos. Sulfato férrico: não deve ser usado em concentrações maiores do que 15% pois causa irritação tecidual que leva dias pra cicatrizar, o tempo ideal de permanência dentro do sulco varia de 1 a 3 minutos, quando houver sangramento o fio deve ser umedecido antes de sua remoção, não deve ser utilizado com silicona de adição para não alterar sua reação de polimerização. Materiais de moldagem Características dos materiais de moldagem O material de moldagem supostamente ideal deve apresentar as seguintes propriedades: • ser atóxico, evitando reações a mucosa durante a moldagem. • ter uma cor que facilite a identificação dos detalhes do molde com precisão após a polimerização final. • permitir um tempo de trabalho satisfatório, especialmente para os casos com múltiplos preparos. • ter uma consistência adequada e ser suficientemente preciso para reproduzir detalhes. • ser hidrofílico: com exceção dos hidrocoloides reversíveis que são totalmente hidrófilicos, os demais por serem hidrofóbicos devem ser colocados no sulco gengival seco. • não se deformar ao ser removido da boca. Quanto maior a quantidade de retenção existente na área que vai ser moldada, maior será a distorção do molde. • apresentar estabilidade dimensional diante de variações de umidade e de temperatura. • não ter cheiro e gosto exagerados. • ter boa adesão a moldeira. Se o material de moldagem estiver adequadamente aderido a moldeira, a tendência é que a contração ocorra em direção à moldeira, o que é desejável. • ser compatível com os materiais de modelo, como os gessos. • não apresenta distorção durante o vazamento do molde. A precisão da moldagem está diretamente relacionada a uniformidade da espessura do material, para que a contração do material possa ocorrer uniformemente em toda a extensão do molde e ser compensada pela expansão do gesso. • ser passível de desinfecção antes do vazamento sem que suas propriedades sejam alteradas. devem ser lavados com água corrente e em seguida com solução desinfetante. Obs: todo material de moldagem apresenta contração e todo gesso apresenta expansão durante o processo de endurecimento. Obs2: alguns materiais devem ser vazados o mais rapidamente possível para evitar a formação de subprodutos durante a reação de presa. Esse subprodutos (água e álcool) são voláteis e tendem a evaporar da superfície do molde, resultando em distorção. Obs3: outros materiais como poliéter e silicona de adição devem ser vazados no mínimo uma hora após a moldagem, em virtude da liberação de hidrogênio que ocasiona bolhas na superfície do modelo de gesso. Como nenhum material apresenta todas essas propriedades, o profissional deve selecionar aquela que se adapte melhor a técnica empregada Hidrocoloide reversível (Agar) Polissulfeto (mercaptana) 1. São apresentados em bisnagas para uso em moldeiras e em seringas. 2. Em temperatura ambiente encontra-se em fase de gel e precisa ser transformado em fase sol, por meio de um aparelho especial chamado de condicionador de hidrocoloide. ● Estabilidade dimensional: regular ● Deformação após a presa: Alta ● Tempo de vazamento: imediato (pois podem perder água por evaporação muito facilmente através da sinerese o que alteraria sua estabilidade dimensional) ● Reprodução de detalhes: Regular ● Resistência ao rasgamento: muito baixa ● Tempo de trabalho: curto ● Facilidade de uso: Técnica difícil ● Facilidade de remoção: Muito fácil ● Odor: Excelente ● Esterilização: Regular ● Custo: baixo 1. Apresentam uma reação de polimerização que ocasiona aumento de viscosidade, quando então ganham propriedades tixotopicas (gel para sol). 2. São apresentados em duas versões: pasta base e pasta catalisadora. 3. A pasta base é composta de um polímero de polissulfeto, agentes de carga e plastificantes, que controlam sua viscosidade. 4. A pasta catalisadora é composta de dióxido de chumbo, enxofre e óleo de rícino. 5. Podem ser encontrados nas consistências pesada, regular e leve. 6. Material a base de borracha. 7. Desvantagens: Capacidade de manchar e memória elástica deficiente, além do odor desagradável. ● Estabilidade dimensional: regular ● Deformação após a presa: alta ● Tempo de vazamento: 1 hora ● Reprodução de detalhes: boa ● Resistência ao rasgamento: alta ● Tempo de trabalho: longo (sua polimerização final ocorre em cerca de 9 minutos) ● Facilidade de uso: regular ● Facilidade de remoção: fácil ● Odor: desagradável ● Esterilização: regular ● Custo: baixo - Poliéter Silicona de condensação 1. É encontrado comercialmente bisnagas. 2. A pasta base contém um polímero de polieter, sílica coloidal como a gente de carga e um plastificante que pode ser um éter glicolico ou um ftalato. 3. A pasta catalisadora é composta pelos mesmos agentes de carga e plastificantes, somados a sulfonato alquilico aromático. 4. A mistura das duas pastas não forma subprodutos voláteis. 5. Por serem hidrófilicos, tendem absorver água e não podem ser trabalhados em ambiente com alta umidade. 6. Seu gosto é desagradável. ● Estabilidade dimensional: Muito boa ● Deformação após a presa: baixa ● Tempo de vazamento: sete dias se mantido seco ● Reprodução de detalhes: excelente ● Resistência ao rasgamento: média ● Tempo de trabalho: de curto à médio ● Facilidade de uso: boa ● Facilidade de remoção: moderada a difícil ● Odor: regular ● Esterilização: regular ● Custo: muito alto 1. A formação do elastomero ocorre por meio de uma reação cruzada entre o polímero de silicona e o silicato alquilico. 2. O subproduto dessa reação é o álcool etílico, que ao evaporar confere ao material maior alteração dimensional. 3. Encontrado na forma de pasta base e de catalisador de baixa viscosidade ,que pode ser líquido ou pastoso. ● Estabilidade dimensional: regular ● Deformação após a presa: alta ● Tempo de vazamento: imediato ● Reprodução de detalhes: Boa ● Resistência ao rasgamento: baixa ● Tempo de trabalho: de médio a longo ● Facilidade de uso: boa ● Facilidade de remoção: regular ● Odor: excelente ● Esterilização: excelente ● Custo: regular Silicona de adição ou polivinil siloxana 1. Conhecida também como polivinil siloxana ou polissiloxana vinilica. 2. Tanto a pasta base (silicona híbrida), como a pasta catalisadora contém uma silicona vinilica, a pasta catalisadora também apresenta Platina. 3. A ligação cruzadaocorre por meio de uma reação de adição sem a formação de subprodutos, graças ao equilíbrio da reação entre a silicona vinilica e híbrida. Essa reação continua correndo mesmo após a remoção do molde da boca, por isso deve esperar pelo menos 1 hora para o vazamento. 4. Podem ser encontradas em diferentes embalagens como potes plásticos, bisnagas e cartuchos. 5. Os moldes podem ser vazados em até 48 horas após a sua obtenção sem qualquer tipo de alteração. 6. Desvantagem: Tem seu processo de polimerização alterado na presença de enxofre, Nnão pode ser manipulados com luvas, pois ocorrerá alteração de sua consistência rígida para consistência borrachoide. ● Estabilidade dimensional: excelente ● Deformação após a presa: baixa ● Tempo de vazamento: após 1 hora e até 7 dias ● Reprodução de detalhes: excelente ● Resistência ao rasgamento: baixa ● Tempo de trabalho: de médio a longo ● Facilidade de uso: boa ● Facilidade de remoção: regular ● Odor: excelente ● Esterilização: excelente ● Custo: muito alto Materiais de moldagem Vários tipos de modelo podem ser construídos com produtos de gesso, utilizando um molde ou a cópia negativa de uma estrutura dentária. Um modelo deve ser uma representação precisa das estruturas orais, o que requer um molde preciso. Para produzir réplicas precisas dos tecidos intra ou extraorais, os materiais de moldagem devem ser suficientemente fluidos para que se adaptem aos tecidos orais, ser suficientemente viscosos para ficarem contidos em uma moldeira, ser capazes de tomar presa na boca em um tempo razoável (menos doque sete minutos), ser resistentes à distorção ou ao rasgamento quando removidos da boca, ser dimensionalmente estáveis por um tempo suficiente para permitir que um ou mais modelos sejam construídos, ser biocompatíveis e apresentar um bom custo-beneficio. CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE MOLDAGEM Os materiais de moldagem usados atualmente podem ser classificados de acordo com sua composição, seu mecanismo de presa, suas propriedades mecânicas e indicações. Mecanismo de presa Existem dois mecanismos de presa básicos: reversível e irreversível. Irreversível implica que reações químicas ocorreram e que o material não pode retornar ao estado prévio. Por exemplo, o alginato, a pasta de moldagem de oxido de zinco-eugenol (OZE), o gesso para moldagem e os materiais de moldagem elastoméricos, que tomam presa por reações químicas, são irreversíveis. Por outro lado, materiais reversíveis, tais como o ágar e a godiva amolecem quando aquecidos e se solidificam levemente acima da temperatura corpórea sem que ocorra reação química. Propriedades mecanicas Após a presa, os materiais de moldagem podem ser rígidos (anelásticos) ou elásticos. Um material rígido é altamente resistente à flexão e sofre fratura repentinamente sob tensão, de forma semelhante ao giz. A pasta de OZE, o gesso para moldagem e a godiva são materiais de moldagem anelásticos. O termo elástico significa que o material é flexível e pode ser deformado, retornando à sua forma original quando a tensão for eliminada. Exemplos de materiais elásticos incluem ágar, alginato e elastômeros. Aplicação clínica dos materiais de moldagem Materiais de moldagem elásticos são capazes de reproduzir com precisão as estruturas moles e duras da boca, incluindo retenções e espaços interproximais. Materiais de moldagem anelásticos, tais como apasta de OZE e o gesso para moldagem, são ideais para obter moldes de mandíbulas edêntulas ou tecidos moles, porque na consistência apropriada eles não comprimem os tecidos durante o assentamento da moldeira. MATERIAIS ELASTOMÉRICOS DE MOLDAGEM Os elastômeros podem ser esticados, recuperando rapidamente suas dimensões originais quando a tensão é liberada. Existem três elastômeros: polissulfeto, silicone (por condensação e por adição) e poliéter. Os elastômeros podem reproduzir detalhes em graus muito finos, eles são fornecidos em dois componentes, a pasta base e a pasta catalisadora. Polissulfeto Umidade e temperatura apresentam um efeito significativo no curso da reação. Em particular, condições quentes e úmidas irão acelerar a presa do polissulfeto. A reação produz a águacomo subproduto. A perda dessa pequena molécula do material após a presa tem um efeito significativo sobre a estabilidade dimensional do molde. Silicones Uma das desvantagens dos materiais de moldagem à base de silicone é sua natureza inerentemente hidrofóbica. Esses materiais de moldagem ainda necessitam de um campo seco durante a moldagem. O vazamento do molde após a presa com uma mistura de gesso é facilitada porque o gesso tem uma maior afinidade pela superficie hidrofílica. A contaminação com enxofre originado das luvas de látex natural inibe a presa do silicone. As características hidrofóbicas dos materiais de moldagem à base de silicone torna o vazamento do gesso um desafio, pois aumenta a possibilidade de formação de vazios em modelos e troquéis. em modelos e troquéis. A excelente estabilidade dimensional do silicone por adição e do poliéter torna possível a construção de dois ou três modelos ou troquéis a partir desses materiais. Poliéter Os eixos poliméricos formados predominantemente por grupos éter fazem desse grupo de materiais o mais hidrofilico dentre todos os materiais de moldagem elastoméricos. Resistência ao rasgamento Os polissulfetos apresentam a maior resistência ao rasgamento. Portanto, seções finas de polissulfeto apresentam uma menor probabilidade de rasgar do que poliéteres ou silicones com espessura semelhante. Entretanto, devido à sua suscetibilidade à deformação permanente, moldes de polissulfeto podem distorcer mais do que rasgar. Existem seis fontes principais de alteração dimensional: contração de polimerização, perda de subprodutos da reação de condensação (água ou álcool), contração térmica entre a temperatura oral e a temperatura ambiente, absorção de água ou desinfetante ao longo do tempo, recuperação incompleta da deformação devido ao comportamento viscoelástico e recuperação incompleta devido à deformação plástica. Todos os materiais se alteram dimensionalmente ao longo do tempo. A mudança é maior em magnitude para o polissulfeto e para o silicone por condensação do que para o poliéter e o silicone por adição. Este resultado é esperado, porque tanto o polissulfeto quanto o silicone por condensação perdem subprodutos da polimerização, água é álcool, respectivamente. Se quisermos manter a precisão máxima com o polissulfeto e o silicone por condensação,o material usado para construção do modelo deve ser vazado imediatamente (nos primeiros 30 minutos) dentro do molde após sua remoção da boca. A estabilidade do silicone por adição e do poliéter sugere que moldes destes materiais não precisam ser preenchidos com gesso imediatamente podendo ser feito entre 24 horas e uma semana e se mostrou tão preciso quanto o modelo construído na primeira hora. Desinfecção Silicone por condensação, silicone por adição e polissulfeto podem ser desinfetados sem perda da qualidade de superficie ou precisão, se o tempo de desinfecção for curto. Após a desinfecção o molde deve ser removido, lavado e preenchido com gesso assim que possível. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS DE MOLDAGEM ELÁSTICOS Polissulfeto • Vantagens: Tempo de trabalho prolongado; Alta resistência ao rasgamento; Custo moderado; • Desvantagens: Necessita de moldeira individual; Esticamento causa distorção; Mancha as roupas; Odor repugnante; Vazamento dentro de uma hora; Silicone por condensação (massa/pesado e fluido/leve) • Vantagens: Material pesado para individualizar a moldeira; Limpo e agradável; Bom tempo de trabalho; Margens facilmente visualizáveis; • Desvantagens: Alta contração de polimerização; Subproduto volátil; Baixa resistência ao rasgamento; Hidrofóbico; Vazamento imediato; Vinil polisilaxano • Vantagens: Um material; Material pesado para individualização da moldeira; Dispensador de automistura; Limpo e agradável; Margens facilmente visualizáveis;Idealmente elástico; Permite vazamentos repetidos; Estável - permite adiar o vazamento; • Desvantagens: Hidrofóbico; Não flui se o sulco gengival estiver úmido; Baixa resistência ao rasgamento; Material pesado desloca o leve; Material leve apresenta baixa resistência ao rasgamento; Material pesado é muito rígido; Materiais pesado e leve separados; Vazamento dificil; Poliéter • Vantagens: Presa rápida; Limpo; Dispensador de automistura; Menos hidrofóbico dos elastômeros; Margens facilmente visualizáveis; Boa estabilidade; Vazamento não precisa ser imediato; Prazo de validade: 2 anos • Desvantagens: Rígido, altomádulo de elasticidade; Gosto amargo; Necessidade de aliviar áreas retentivas; Absorve água; Libera componentes; Custo elevado; Agar (hidrocoloide reversível) • Vantagens: OK em campo úmido; Preciso e agradável; Hidrofílico; Baixo custo; Prazo de validade longo; • Desvantagens: Necessita de equipamento especial; Desconforto térmico; Rasga facilmente; Dificuldade em visualizar margens e detalhes; Alginato • Vantagens: OK em campo úmido; Limpo e agradável; Hidrofílico; Baixo custo; Prazo de validade longo; • Desvantagens: Pouco preciso/rugoso; Rasga com facilidade; Vazamento imediato; Pode retardar a presa do gesso; ALGINATO (HIDROCOLOIDE IRREVERSIVEL) Uma leve modificação na relação água/pó ou no tempo de espatulação podem apresentar efeitos marcantes em duas propriedades importantes do gel, a resistência ao rasgamento e a elasticidade; assim, o tempo de presa é controlado de maneira mais eficiente pela quantidade de retardador adicionado durante o processo de fabricação. Usualmente,os fabricantes produzem alginatos de presa rápida(1,5 a 3 minutos) e de presa normal (3 a 4,5 minutos) para dar aos clínicos opções de materiais que se adaptem melhor ao seu estilo de trabalho. Os clínicos podem influenciar com segurança o tempo de trabalho alterando a temperatura da água, quanto maior a temperatura, menor é o tempo de presa. A água da torneira naturalmente apresenta alguma quantidade de ions metálicos, principalmente cálcio e magnésio. Foi demonstrado que, em comparação com a água destilada, o uso da água da torneira com maior quantidade de minerais pode acelerar a presa do alginato. Uma mistura correta entre o pó e a água é essencial. O pó mensurado é adicionado lentamente à água pré-mensurada, colocada em um gral de borracha limpo. O pó é incorporado à água misturando-se cuidadosamente com uma espátula metálica ou plástica suficientemente flexível para se adaptar bem às paredes do gral. Se o pó for colocado em primeiro lugar no gral, a penetração da água até o fundo do gral é inibida e um tempo maior de mistura pode ser necessário para garantir uma mistura homogênea. Como o alginato é um material viscoelástico, sua resistência ao rasgamento aumenta quando o molde é removido ao longo do eixo vertical, em um movimento único e rápido. PASTA PARA MOLDAGEM DE ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL (OZE) A reação entre o óxido de zinco e o eugenol resulta em uma massa relativamente dura que está envolvida em uma ampla gama de aplicações na odontologia, incluindo o uso como material de moldagem para bocas edêntulas, cimento cirúrgico, pasta para registro de mordida, material restaurador temporário, material para obturação de canais radiculares, meio cimentante e materiais para reembasamento provisório de próteses totais. Uma das principais desvantagens das pastas de OZE é a possível sensação de ardência causada pelo eugenol à medida que ele é liberado e entra em contato com os tecidos moles. Após uma gengivectomia, uma pasta de OZE pode ser colocada sobre a ferida para auxiliar na retenção de uma medicação e promover a reparação. Essas pastas são geralmente mais macias e de presa mais lenta em comparação com as pastas para moldagem. Pastas de OZE também são usadas como pastas para registro de mordida na construção de próteses totais, próteses fixas ou removíveis. A pasta de moldagem à base de OZE praticamente não oferece resistência ao fechamento da mandibula, permitindo assim a obtenção de um registro preciso do relacionamento interoclusal. Além disso, o registro interoclusal com OZE é mais estável do que quando feito em cera. Ana Karolina dos Anjos Evangelista - 5° semestre Técnicas de moldagem Moldagem com fio retrator Seleciona-se o fio retrator, que deve apresentar um diâmetro compatível com as características do sulco gengival. É necessário que o fio proporcione um afastamento mínimo de 0,2 mm, para que o material de moldagem não se rasgue durante a remoção do molde. Em seguida isola o campo operatório com rolos de algodão, e com a ponta da espátula de inserção o fio é introduzido no sulco com uma leve pressão, o fio deve ter diâmetro suficiente para circundar todo o dente. A inserção do fio deve ser iniciada pela face lingual ou palatina e contornar todo o dente. A remoção do fio deve ser feita com muito cuidado, após umedecê-lo com água, para evitar que haja adesão ao epitélio sulcular. Na técnica de retração gengival com dois fios, um fio mais fino em inserido na base do sulco e depois é inserido 1 segundo fio com diâmetro maior para promover o afastamento lateral da gengiva, A seleção do diâmetro do fio é muito importante e deve ser feita de acordo com as características do tecido gengival. Técnica da dupla mistura Também conhecida como técnica de um único tempo. Essa técnica é assim denominada porque os materiais pesado e leve são manipulados e usados simultaneamente: as pastas base e catalisadora do material pesado (massa) são manipuladas e levadas a um moldeira de estoque ou individual. As pastas base e catalisadora do material leve são dosadas em comprimentos iguais e misturadas, em seguida carrega-se a seringa e aplica uma fina camada do material leve sobre a superfície do material pesado já colocado na moldeira. Não se deve usar luvas ao trabalhar com silicona de adição, pois o látex inibe a polimerização do material. Os fios retrator devem ser removidos, a região lavada com água e depois seca, injeta-se o material leve próximo ao sulco gengival, depois leva-se a moldeira a boca, aguarda-se o tempo de polimerização e remove a moldeira da boca em um movimento único. Técnica do reembasamento Essa técnica consiste em realizar uma moldagem preliminar com material pesado, e em seguida fazer uma segunda moldagem com o material leve. O material pesado é colocado na moldeira de estoque e inserida na boca, após a sua polimerização remove-se da boca com movimento único, é criado um pequeno alívio no molde por meio do uso de pontas diamantadas na região dos dentes, para criar espaço para a colocação do segundo material de moldagem. Para o reembasamento, a seringa deve ser carregada com material leve, e a área aliviada do molde é coberta com a fina camada do material leve, logo depois o segundo fio de afastamento é removido, é injetado material leve no sulco gengival e em seguida a moldeira carregada com material leve e introduzida na boca. Obs: para realizar a moldagem com hidrocoloide reversível, é indispensável o uso de um condicionador com controle de temperatura, para a fluidificação e a armazenagem do material e das moldeiras especiais. depois que o fio é removido toda superfície é lavada, porém não pode ser seca pois o material é hidrofílico (tem afinidade com água). Moldagem sem fio retrator - com casquetes individuais Esse tipo de moldagem é um método mecânico de afastamento gengival que não causa trauma ao periodonto. Baseia-se na utilização de um casquete de resina acrílica com alívio interno e reembasado na região cervical, que promove o afastamento gengival por ação mecânica imediata sem ação dos meios mecânicos(fios) ou químicos (vasoconstritores). Obtenção dos casquetes São confeccionados diretamente sobre modelos de gesso, obtidos de uma moldagem preliminar com alginato. Confecção dos casquetes em modelos de gesso Delimita-se com grafite uma linha contínua entre a junção do término cervical e as paredes axiais. Depoistoda superfície do dente é recoberta com cera, para promover uma alívio uniforme no casquete que posteriormente será preenchido com material de moldagem. O término cervical do dente é preparado e a cera são isolados com vaselina sólida e recobertos com resina acrílica, após a polimerização da resina, os excessos externos são desgastados, dando forma arredondada ou facetada ao casquete. Obtenção dos casquetes por meio das coroas provisórias Vantagem: Não é necessária obtenção de um modelo de gesso para sua confecção. Os casquetes serão uma réplica das coroas provisórias, pois suas margens já estarão relativamente ajustadas às margens dos dentes preparados, o que vai facilitar no processo de reembasamento cervical. As réplicas das coroas provisórias são feitas no molde de alginato, logo após a remoção das coroas do molde de alginato, procede-se a remoção dos excessos e acabamento, o alívio interno do casquete é realizado com a broca esférica grande, mas sem desgastar as margens. Reembasamento dos casquetes Normalmente não é necessário anestesiar os dentes preparados, O afastamento mecânico é conseguido pelo reembasamento com resina das margens do preparo, o reembasamento deve ser realizado com a resina que tenha boa estabilidade dimensional, e de cor vermelha para facilitar a visualização dos detalhes do término cervical. Os dentes preparados devem ser isolados com vaselina sólida e a resina deve ser levada sobre todo o término cervical com um pincel fino, após a perda do brilho superficial da resina o casquete é posicionado lentamente no dente até encontrar resistência. A pressão exercida pelo casquete contra a resina, vai promover um afastamento mecânico imediato nessa área, é comum haver algum grau de isquemia do tecido gengival durante esse procedimento. Aguarda-se a fase plástica da resina, e com a espátula de inserção número dois, pressiona-se o excesso de resina para o interior do sulco, buscando o maior afastamento do tecido gengival e uma melhor reprodução dos detalhes do término cervical. Enquanto se aguarda a polimerização da resina é aconselhável movimentar ligeiramente o casquete, deslocando e retornando para a sua posição original, para evitar que retenções mecânicas existentes possam dificultar ou impedir sua remoção após a polimerização final. Após a remoção do casquete, analisa-se o término cervical reembasado, verificando a nitidez de toda a margem do preparo e a existência de um pequeno excesso além do término marginal, esse excesso é chamado de saia. A saia tem que estar presente em toda a volta do casquete para desempenhar a função do fio retrator, se esses detalhes não são obtidos, torna- se necessário a realização de outro reembasamento. Os procedimentos de reembasamento só são prejudicados quando o tecido gengival está inflamado, nesses casos recomenda-se primeiro a recuperação da saúde gengival. Moldagem Vantagem: a garantia de uma boa moldagem, obtida sempre que o casquete é reembasado corretamente. Outra vantagem é a economia, visto que a quantidade de material necessária para preencher o casquete é muito pequena. Qualquer material de moldagem de consistência regular pode ser utilizado nessa técnica. É indispensável a aplicação do adesivo próprio em toda a superfície interna do casquete, pois estabelece uma sólida união entre o casquete e o material de moldagem, evitando que este se desloque ou rasgue, o que deformaria o molde. As mercaptanas e os materiais a base de poliéter não se comportam bem na presença de umidade (hidrófobos). caso haja fluido sulcular, deve ser controlado com fio de algodão embebida em solução hemostatica, que é acomodado no término cervical e no sulco gengival. As pastas base e catalisadora devem ser dosadas igualmente e espátuladas, com auxílio da espátula de inserção, preenche- se o casquete, evitando a inclusão de bolhas de ar, o casquete deve ser posicionado lentamente sobre o dente para evitar a inclusão de bolhas de ar. Quando se iniciar o processo de polimerização, o CD Deve umedecer os dedos em saliva e pressionar suavemente todo o excesso de material de moldagem contra o tecido gengival, para promover sua regularização em torno do casquete. Uma vez deslocados, os casquetes são incapazes de retornar completamente ao seu local de origem, o que resulta em alterações dimensionais. Remoção dos casquetes Com moldeira de estoque: Uso de moldeira de estoque com alginato é indicado para elementos isolados, PPFs pequenas e que não envolvam todo o arco. sua aplicação tem razões econômicas e exige cuidados e procedimentos especiais. também podem ser removidos com modelos de estoques preenchidos com silicona de condensação, para isso emprega-se a técnica da dupla mistura, na qual a moldeira é carregada com material pesado e os casquetes e os dentes vizinhos com material leve, são levados a boca. Essa técnica está indicada para casos de próteses extensas com vários dentes preparados. Com moldeira individual É indicada quando a múltiplos dentes preparados, a moldeira é confeccionada no mesmo modelo em que foram obtidos os casquetes, com os casquetes em posição no modelo, promove-se um alívio com um lâmina de cera sete, envolvendo os casquetes e os dentes vizinhos, afim de prover espaço para o material de moldagem. Concluída a confecção da moldeira, sua superfície interna deve receber uma fina camada de cera líquefeita, Após a presa do gesso e antes de separar o modelo da moldeira individual, o conjunto elevado em água quente para amolecer a cera e facilitar o deslocamento da moldeira, assim não há risco de fratura dos troqueis. Após a introdução dos casque nos dentes enquanto ocorre a polimerização do material de moldagem, aplica-se adesivo sobre a superfícies externas dos casquetes, após a secagem o material de moldagem é manipulado quantidade suficiente para preencher a moldeira, que será levada a boca. Ocorrida a polimerização do material, remove-se o molde e avalia-se critériosamente o molde obtido. Desinfecção do molde É importante realizar a desinfecção do molde previamente ao vazamento do gesso ou antes de enviar ao laboratório, já que pode servir como veículo de transferência de agentes patogênicos. Desinfetante usados para essa finalidade: glutaraldeído 2% ou hipoclorito de sódio 0,5% a 1%. Ao selecionar um desinfetante é importante considerar sua compatibilidade com o material de moldagem, para evitar uma possível influência sobre a estabilidade dimensional e o grau de umedecimento dos materiais de moldagem. Passo-a-passo: 1. lavar o molde em água corrente, para limpeza prévia do sangue e da saliva e remover o excesso de água. 2. colocar o desinfetante em uma cuba de vidro ou de plástico com tampa. 3. Deixar o molde imerso na solução por 10 minutos. 4. Lavar o molde em água corrente. 5. Secar o molde. O glutaraldeído pode ser empregado para desinfecção de moldes de polissulfeto ou siliconas. O hipoclorito de sódio é indicado para alginato, polissulfeto, siliconas, poliéter, hidrocoloide reversível e godiva. Modelo de trabalho É uma cópia fiel dos dentes preparados e dos tecidos vizinhos, deverá facilitar ao técnico do laboratório o acesso à área cervical dos preparos. Os troqueis devem ser individualizados, Removidos e recolocados no modelo de trabalho, mantendo assim suas relações oclusais e de contato com os dentes adjacentes, devem apresentar as seguintes características: ● ser feitos com material duro, resistente e estável. ● Permitiram a reprodução precisa do preparo, incluindo todas as suas margens. ● Ser facilmente removido e reinseridos no modelo de trabalho. ● Permitir que as margens dos preparos sejam recortadas. ● Permitir que as margens sejam demarcadas com grafite. Técnicas para obtenção de troqueis individualizados Obtenção dos troqueis com pinos metálicos: Os troqueis podem ser encontrados em três tamanhos, pequenos: indicados para os incisivos inferiores, médios: indicados para caninos, pré-molares e incisivos centrais superiores, grandes: são mais resistentes e volumosose estão indicados para os molares. 1. Colocação dos alfinetes 2. Colocação dos pinos para troquel (os pinos podem ser encontrados em plástico ou metal, os metálicos são mais indicados por serem mais resistentes) 3. Vazamento do gesso especial (é o mais indicado para confecção dos troqueis do modelo de trabalho) 4. Vazamento do gesso pedra (é importante que as extremidades dos pinos metálicas não sejam cobertos por gesso) Obtenção com moldeiras para troquelização Emprega-se um moldeira especial com retenções internas que serão copiadas pelo gesso, permitindo o retorno do troquel para sua posição original. A vantagem desse sistema sobre os outros está na facilidade com que se separa o modelo do interior da moldeira e a praticidade de sua montagem no articulador. Sequência da técnica: 1. Vaza-se o molde com gesso especial 2. O modelo é recortado em forma de ferradura 3. Criam-se retenções na base do modelo 4. Coloca-se gesso especial dentro da moldeira até o nível dos braços de travamento 5. Posiciona-se o modelo sobre o gesso vazado na moldeira, alinhando o máximo possível 6. Após a presa do gesso, removem-se os braços de travamento da moldeira 7. Inverte-se a base da mode e faz pressão no seu centro, de forma ejetar o modelo de gesso 8. Os troqueis são cerrados e individualizados, a presença de retenção em suas laterais permite que voltem para moldeira na mesma posição Obtenção com o sistema Pindex 1. após a obtenção do modelo, faz-se a remoção de toda a região correspondente ao palato ou língua, deixando o modelo com forma de ferradura 2. Posiciona-se a coroa na direção do feixe de luz emitido na haste superior do aparelho, pressiona-se o modelo contra a base do aparelho, o que aciona automaticamente a broca 3. Os orifícios devem ser limpos com jato de ar, e os pinos são fixados nos orifícios com cola a base de Cianocrilato, antes de vazar o gesso as pontas dos pinos podem ser cobertas com a lâmina de cera para facilitar sua visualização 4. O vazamento da segunda camada de gesso é feito colocando o modelo em uma matriz pré fabricada de plástico ou envolvendo um modelo com cera 5. Após a presa do gesso o modelo era removido da matriz, e faz a individualização dos troqueis com discos ou serra Exposição das margens Uma adaptação marginal correta começa a ser visualizada no próprio troquel, este deve ser recortado pelo CD com objetivo de expor o término cervical, e não pelo técnico do laboratório. Passo-a-passo: 1. desgastar com a fresa Maxicut ou uma broca esférica grande o máximo da camada de gesso que está em volta do término do preparo 2. Expor as margens do preparo, desgastando o gesso com fresa ou cinzel reto 3. Delimitar a margem do preparo com grafite fino ou de cera colorida Godiva ● Anelástico ● Baixa fusão: para desdentados totais ou selamento periferico das moldeiras individuais. ● Alta fusão: moldagem inicial dos tecidos moles, para posterior moldagem com OZE. ● boa estabilidade dimensional. Pasta OZE ● Anelástico ● Desconfortável (sensação de queimação) ● Estabilidade dimensional ● Tempo de preza longo Alginato (hidrocoloide irreversível) ● Elástico ● conforto para o paciente ● Pouco preciso ● baixa estabilidade dimensional (sinerese, embebição) ● Vazamento imediato ● Temperatura e umidade afetam a vida útil Polissulfeto (mercaptana) ● Elastomérico ● Pasta base (litoponio ou dióxido de titânio) e pasta catalisadora (dióxido de chumbo). ● Foram retirados do mercado, por reação alérgica nos pacientes pelo chumbo. ● Tempo de trabalho longo. ● Precisão ● Necessita ser vazado imediatamente ● Potencial de distorção significante ● Odor desagradável (pelo enxofre) ● Mancha a roupa Silicona de condensação ● Elastomérico ● Pasta base (leve ou pesada) + pasta catalisadora ● Tempo de trabalho e de presa adequados ● Comparado ao alginato tem melhores propriedades elásticas e menor distorção na remoção ● Devido a lenta polimerização pode haver alteração dimensional ● Baixa estabilidade dimensional ● Libera álcool como subproduto ● Vazamento imediato ● potencial de distorção significante Silicona de adição ● Elastomérico ● pasta base leve ou pesada, cada pasta base tem uma pasta catalizadora. ● É o material mais estável ● Não libera subproduto ● alta precisão ● Menos hidrofóbico ● Boa estabilidade dimensional ● Pode ser vazado entre uma a duas semanas ● Vários vazamentos no mesmo molde ● Deve ser esperar 1 hora para o vazamento, pois após a presa ocorre a liberação de gás hidrogênio (não afeta a estabilidade dimensional) ● Não se deve utilizar luvas de látex, pois o enxofre da luva pode inibir a reação de polimerização da silicona. Poliéter ● Elastomérico ● Pasta base (poliéter de baixo peso molecular) + pasta catalisadora ● Alta precisão (é o melhor melhor material para reproduzir o sulco gengival) ● É hidrofílico. ● Não libera subproduto (boa estabilidade dimensional) ● Vários vazamentos com o mesmo molde ● gosto ruim ● Alta rigidez (requer que áreas retentivas sejam bloqueadas com cera ou um casquete) ● Absorve água ● Custo alto Princípios e términos Retenção: impede o deslocamento no sentido vertical quando submetido a força de tração axial Resistência: impede o deslocamento no sentido horizontal quando submetido as forças oblíquas. Degrau/ombro ● indicado para coroa de porcelana pura. Degrau/ombro biselado ● Indicado para as coroas metalocerâmicas com ligas áureas, nas suas fases vestibular e metade vestibulo-proximais. Chanfro/chanfrado ● indicado para a maioria das coroas totais (metálicas, metaloplásticas e metalocerâmicas) Chanferete ● Indicado para coroa total metálica ● Indicado como término cervical nas faces lingual e línguoproximal, das coroas metaloplásticas e metalocerâmicas independente da liga utilizada. ● Indicado ainda como término cervical das coroas parciais do tipo 3/4 e 4/5. TIPOS DE TÉRMINO CERVICAL Ana Karolina dos Anjos Evangelista Ombro ou degrau arredondado (ombro com ângulo axiogengival arredondado) E um tipo de término em que o ângulo entre as paredes gengival e axial do preparo é de aproximadamente 90°, mantendo arredondada a intersecção entre essas duas paredes para evitar a formação de tensões na cerâmica nessa área. Esse término é indicado nos preparos para coroas conteccionadas em cerâmica em dentes anteriores ou posteriores, e contraindicado em dentes com coroa clinica curta ou com largura vestibulolingual que impeça a realização de desgaste uniforme nas paredes sem diminuir a resistência da própria coroa do dente. A presença do termino em ombro ou degrau é importante para proporcionar uma espessura uniforme a ceramica nessa região, para resistir aos esforços mastigatórios e reduzir a possibilidade de fratura. Esse término provoca um tipo de junção entre as paredes axiais e gengival que pode dificultar o escoamento do cimento, acentuando o desajuste oclusal e cervical com maior espessura de cimento exposto ao meio oral. Para minimizar esse proble-ma, o CD deve usar uma técnica de cimentação que proporcione uma fina camada de cimento no interior da coroa; o pincel é o instrumento ideal para essa finalidade. Ombro ou degrau biselado E um tipo de término em que ocorre a formação de um ângulo de aproximadamente 90° entre a parede axial e a cervical, com biselamento da aresta cavossuperficial e é indicado para as coroas metalocerâmicas com ligas áureas na com ligas áureas na sua face vestibular e na metade das faces vestibuloproximais. Assim, como o término em ombro, o término em ombro biselado resulta em um desgaste acentuado da estrutura dentária para permitir um espaço adequado para a colocação da estrutura metálica e da cerâmica de revestimento. O bisel deverá apresentar uma inclinação mínima de 45°, o que permite um selamento marginal e um escoamento do cimento melhores que os proporcionados pelo término em ombro. O ombro ou degrau biselado proporciona um colar de reforço que reduz as alterações dimensionais provocadas durante a queima da ceramica e,consequentemente o desajuste marginal. Como esse tipo de término tem também a função de acomodar, sem sobrecontorno, o metal e a cerámica nas coroas metalocerámicas, torna-se claro que ele deverá ser realizado exclusivamente nas faces em que a estética for indispensável, ou seja, na face vestibular e na metade das faces proximais. Chanfrado Este é um tipo de término em que a junção entre a parede axial e a gengival é feita por um segmento de circulo, que deverá apresentar espessura suficiente para acomodar o metal e a faceta estética. Ele é considerado pela maioria dos autores como o tipo de término cervical ideal, porque permite uma espessura adequada para as facetas estéticas de cerámica ou resina e seus respectivos suportes metálicos, facilitando a adaptação da peça fundida e o escoamento do cimento. Esse término é indicado para a confecção de coroas metalocerâmicas com ligas básicas (não áureas) por apresentarem maior resistência e dureza que as ligas à base de ouro. Assim, a infraestrutura pode ser mais fina, sem sofrer alterações por contração durante a cocção da cerâmica. É indicado também para coroas metaloplásticas, independentemente do tipo de liga utilizada, e para as restaurações MOD em metal, quando for indicada a proteção das cúspides vestibular ou lingual. Como no término biselado, o término em chanfrado deverá ser realizado apenas nas faces envolvidas esteticamente, pois não se justifica um maior desgaste exclusivamente para colocação de metal. Chanferete É um tipo de término em que a junção entre a parede axial e a gengival é feita por um segmento de circulo de pequena dimensao (aproximadamente a metade do chantrado), devendo apresentar espessura suficiente para acomodar o metal. Por apresentar a mesma configuração do preparo anterior, a adaptação da peça fundida e o escoamento do cimento são facilitados, permitindo uma visualização nítida da linha de acabamento e a preservação da estrutura dentária. É indicado para coroa total metálica e como término cervical nas faces lingual e linguoproximal das coroas metaloplásticas e metalocerâmi- cas, independentemente da liga a ser utilizada. É indicado ainda como término cervical das coroas parciais dos tipos três quartos e quatro quintos. Dentes com tratamento periodontal ou recessão gengival que resulte em aumento acentuado a coroa clínica também podem receber esse tipo de término cervical, para obter maior conservação da estrutura dentária e do próprio órgão pulpar. Nesses casos, a estética fica parcialmente prejudicada, pois não é possível limitar a cinta metálica da coroa metaloplástica ou metalocerâmica no nível subgengival em virtude do pouco desgaste. Outros fatores podem modificar a configuração do termino cervical, como a presença de caries ou de restaurações subgengivais. Assim, uma coroa metaloceramica que deveria apresentar termino em chanfrado na face vestibular e na metade das faces vestibuloproximais, na presença de restauração ou de cárie subgengival, poderá obter somente um término em degrau biselado, para evitar aprofundamento subgengival. SIMPLICIDADE DA TÉCNICA DE PREPARO Um dos objetivos básicos de qualquer técnica de preparo com finalidade protética deve ser a simplificação dos procedimentos. Isso significa a racionalização da sequência de preparo e das pontas diamantadas utilizadas. A técnica da silhueta, permite ao operador uma noção real da quantidade do dente desgastado, pois executa-se inicialmente o preparo da metade do dente, preservando-se a outra metade para avaliação. Essa técnica também parte do princípio de que o conhecimento do diametro ou da parte ativa das pontas diamantadas utilizadas é primordial para o controle da quantidade de dente desgastado, de acordo com o preparo realizado. Além do conhecimento do diamero e da extremidade da ponta diamantada, o profissional também pode usar como referência uma matriz de silicona pesada obtida do próprio dente, se este estiver bem posicionado no arco, ou do modelo encerado para diagnóstico. Dentes bem posicionados do ponto de vista oclusal constituem um requisito primário para a aplicação dessa técnica.