Em uma escola comprometida com práticas pedagógicas integradoras e contextualizadas, a professora de Educação Física e o professor de Ciências se propuseram a desenvolver um projeto interdisciplinar que aproximasse os conteúdos das duas áreas a partir de uma temática comum e significativa para os estudantes: os efeitos fisiológicos do exercício físico no corpo humano. Movidos pela convicção de que o conhecimento se torna mais relevante quando articulado com as vivências e experiências concretas dos alunos, os docentes uniram esforços para planejar uma sequência didática que unisse teoria e prática de forma coerente, dialogada e instigante.
A proposta nasceu da percepção de que os saberes produzidos na Educação Física — frequentemente associados à vivência corporal e à dimensão prática — e os conteúdos de Ciências — tradicionalmente abordados de forma mais conceitual e abstrata — poderiam se enriquecer mutuamente quando colocados em interação. Ao longo da sequência, os alunos participaram de atividades físicas supervisionadas, medições de frequência cardíaca e respiratória, registros corporais e análises de variáveis fisiológicas básicas. Paralelamente, discutiram conceitos como sistema cardiovascular, metabolismo, termorregulação e adaptação fisiológica ao esforço, a partir de metodologias ativas, vídeos, experimentos simples e leitura de textos científicos acessíveis.
Após a vivência das atividades, os professores promoveram rodas de conversa com o objetivo de compreender como os estudantes estavam articulando os conhecimentos das duas áreas. As falas dos alunos foram cuidadosamente registradas e analisadas, não com o intuito de avaliar individualmente o desempenho, mas como forma de investigar os caminhos da aprendizagem, as conexões estabelecidas e os sentidos atribuídos às experiências. Os relatos revelaram não apenas uma melhor compreensão dos processos fisiológicos envolvidos na prática de exercícios, mas também o reconhecimento da importância do corpo como objeto de conhecimento científico e expressão cultural.
Essa experiência evidenciou o potencial transformador da interdisciplinaridade quando ela se concretiza por meio do diálogo genuíno entre os saberes, do planejamento colaborativo e da escuta atenta dos estudantes. Para além da simples justaposição de conteúdos, o trabalho conjunto entre a Educação Física e as Ciências possibilitou a construção de uma aprendizagem mais significativa, crítica e integrada — uma aprendizagem que respeita a complexidade do ser humano em sua totalidade biológica, social e cultural.
Qual elemento torna esse projeto uma experiência de pesquisa científica na escola?
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Ed
há 3 meses
O elemento que torna esse projeto uma experiência de pesquisa científica na escola é: A observação sistemática e análise das falas dos alunos como forma de avaliar o impacto pedagógico da proposta. Essa abordagem permite investigar os caminhos da aprendizagem e as conexões estabelecidas pelos alunos, caracterizando um processo de pesquisa.
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