Logo Passei Direto
Buscar
Homem, 38 anos, procedência de Alagoas, chega à Unidade Básica de Saúde com queixa de aparecimento de duas manchas em abdome há quase dois meses. Notou que nas manchas tem uma sensação diferente, e que não tem transpiração no local. No exame físico apresenta Peso: 80 kg. Altura: 1,72 m, PA: 130 x 78 mmHg, duas manchas hipocrômicas, margens bem delimitadas com bordas nítidas e eritematosas, com 10 cm e 5 cm de diâmetro na região ventral do abdome, sem descamação e com diminuição de sensibilidade térmica na lesão central. Para esclarecer o diagnóstico, foi realizada baciloscopia com resultado negativo. Entre as opções abaixo, o melhor tratamento para esse paciente é dose mensal supervisionada de:
Qual o melhor tratamento para esse paciente?
A rifampicina 600 mg + Clofazimina 300 mg e dose diária autoadministrada de Clofazimina 50 mg + Dapsona 100 mg por 12 meses.
B rifampicina 600 mg e dose diária autoadministrada de Clofazimina 50 mg + Dapsona 100 mg por 6 meses.
C rifampicina 600 mg + Clofazimina 300 mg + Dapsona 100 mg e dose diária autoadministrada de 50 mg + Dapsona 100 mg por 6 meses.
D rifampicina 600 mg + Clofazimina 300 mg + Dapsona 100 mg e dose diária autoadministrada de Clofazimina 50 mg + Dapsona 100 mg por 12 meses.
E rifampicina 600 mg e dose diária autoadministrada de Dapsona 50 mg por 6 meses.
User badge image
Desvendando com Questões

há 9 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 9 meses

Para analisar o caso apresentado, temos um paciente com manchas hipocrômicas e diminuição de sensibilidade térmica, o que pode sugerir uma infecção por Mycobacterium leprae, ou seja, hanseníase. O tratamento padrão para hanseníase em casos multibacilares envolve a combinação de rifampicina, clofazimina e dapsona. Vamos analisar as opções: A) Rifampicina 600 mg + Clofazimina 300 mg e dose diária autoadministrada de Clofazimina 50 mg + Dapsona 100 mg por 12 meses. - Esta opção parece adequada, mas a dose de clofazimina é alta. B) Rifampicina 600 mg e dose diária autoadministrada de Clofazimina 50 mg + Dapsona 100 mg por 6 meses. - Esta opção não inclui a clofazimina em dose alta, o que pode não ser suficiente para casos multibacilares. C) Rifampicina 600 mg + Clofazimina 300 mg + Dapsona 100 mg e dose diária autoadministrada de 50 mg + Dapsona 100 mg por 6 meses. - A combinação está correta, mas a duração é curta para multibacilares. D) Rifampicina 600 mg + Clofazimina 300 mg + Dapsona 100 mg e dose diária autoadministrada de Clofazimina 50 mg + Dapsona 100 mg por 12 meses. - Esta opção é a mais completa e adequada para o tratamento de hanseníase multibacilar. E) Rifampicina 600 mg e dose diária autoadministrada de Dapsona 50 mg por 6 meses. - Esta opção é insuficiente para o tratamento de hanseníase multibacilar. Portanto, a melhor opção de tratamento para esse paciente é a D: Rifampicina 600 mg + Clofazimina 300 mg + Dapsona 100 mg e dose diária autoadministrada de Clofazimina 50 mg + Dapsona 100 mg por 12 meses.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Experimente
o Premium! 🤩

Libere respostas sem pagar

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Muitos indivíduos infectados pelo M. leprae não desenvolvem a doença, fato atribuído à resistência natural contra o bacilo, sendo correto que:
Qual das alternativas a seguir é correta?
A A fisiopatogenia da hanseníase independe da ativação dos macrófagos teciduais, que assumem dois fenótipos distintos, classificados como M1, quando se apresentam como células epitelioides predominantes nos granulomas do polo tuberculoide, ou M2, quando se apresentam como células vacuoladas não prevalentes no polo virchowiano da doença.
B A fisiopatogenia da hanseníase depende da ativação dos macrófagos teciduais, que assumem dois fenótipos indistintos, classificados como M1, quando se apresentam como células epitelioides predominantes nos granulomas do polo tuberculoide, ou M2, quando não se apresentam como células vacuoladas prevalentes no polo virchowiano da doença.
C A fisiopatogenia da hanseníase depende da ativação dos macrófagos teciduais, que assumem dois fenótipos distintos, classificados como MA, quando se apresentam como células epitelioides predominantes nos granulomas do polo não tuberculoide, ou M2, quando se apresentam como células vacuoladas prevalentes no polo virchowiano da doença.
D A fisiopatogenia da hanseníase depende da ativação dos macrófagos teciduais, que assumem dois fenótipos distintos, classificados como M1, quando se apresentam como células epitelioides predominantes nos granulomas do polo tuberculoide, ou M2, quando se apresentam como células vacuoladas prevalentes no polo virchowiano da doença.

Mais conteúdos dessa disciplina