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A leitura e o conhecimento prévio da significação do episódio de Inês de Castro, em Os Lusíadas, nos permite, ao compará-lo a versos do poema canção de Alceu Valença (texto IV), afirmar que: I. no poema-canção de Alceu Valença, a mulher de que ali se fala é uma Inês situada claramente num espaço e cor local diferentes da Inês de Camões. II. a Inês de Alceu Valença, uma mulher de “peito operário”, cheia de sonhos libertadores e revolucionários, leva uma caracterização geral semelhante à Inês de Camões. III. no fragmento lido, Camões não economiza palavras na descrição dos atributos físicos e encantos pessoais de Inês de Castro; Valença faz um resumo de tudo isso, concentrando-se sobretudo na descrição do sentimento que move a Inês de seu poema-canção. O correto está em:
a) I, II e III.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) II, apenas.
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Exercícios Para o Aprendizado

ano passado

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Vamos analisar cada afirmativa: I. No poema-canção de Alceu Valença, a mulher de que ali se fala é uma Inês situada claramente num espaço e cor local diferentes da Inês de Camões. Essa afirmativa parece correta, pois Alceu Valença pode ter uma abordagem mais regional e contemporânea em relação à figura de Inês, contrastando com a Inês de Camões, que é mais ligada ao contexto histórico e literário do seu tempo. II. A Inês de Alceu Valença, uma mulher de “peito operário”, cheia de sonhos libertadores e revolucionários, leva uma caracterização geral semelhante à Inês de Camões. Essa afirmativa é questionável, pois a Inês de Camões é mais idealizada e ligada a um contexto de amor trágico, enquanto a Inês de Valença pode ter uma conotação mais social e política, o que sugere que as caracterizações não são semelhantes. III. No fragmento lido, Camões não economiza palavras na descrição dos atributos físicos e encantos pessoais de Inês de Castro; Valença faz um resumo de tudo isso, concentrando-se sobretudo na descrição do sentimento que move a Inês de seu poema-canção. Essa afirmativa é verdadeira, pois Camões é conhecido por suas descrições detalhadas, enquanto Valença pode optar por uma abordagem mais concisa e focada nos sentimentos. Com base nessa análise, as afirmativas I e III são verdadeiras, enquanto a II é questionável. Portanto, a alternativa correta que contém todos os itens verdadeiros é: b) I e III, apenas.

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Em muitas passagens do trecho transcrito, o narrador cita textualmente palavras de um episódio de Os Lusíadas, visando a criticar o mesmo aspecto da vida de Portugal que Camões, nesse episódio, já criticava. O episódio camoniano citado e o aspecto criticado são, respectivamente:
(A) O Velho do Restelo; a posição subalterna da mulher na sociedade tradicional portuguesa.
(B) Aljubarrota; a sangria populacional provocada pelos empreendimentos coloniais portugueses.
(C) Aljubarrota; o abandono dos idosos decorrente dos empreendimentos bélicos, marítimos e suntuários.
(D) O Velho do Restelo; o sofrimento popular decorrente dos empreendimentos dos nobres.
(E) Inês de Castro; o sofrimento feminino causado pelas perseguições da Inquisição.

Leia os trechos de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e responda.
A narrativa do poema faz referência à
a) ascensão do regime feudal português.
b) expansão marítima portuguesa.
c) independência das colônias de Portugal.
d) submissão dos espanhóis à coroa portuguesa.
e) vinda da corte portuguesa ao Brasil.

No episódio “O gigante Adamastor” (canto V, estrofes 37-60), de Os Lusíadas, de Camões,
a) descreve-se, dramaticamente, a chegada de uma tempestade provocada pelos deuses marinhos.
b) descreve-se a batalha em que D. Afonso Henriques derrotou cinco reis mouros, depois de ter tido uma visão de Deus, interpretada por ele como a vitória da fé cristã contra o mouro infiel.
c) registram-se as palavras de um velho, cuja figura, destacando-se da multidão reunida na praia, levanta a voz para condenar a expedição de Vasco da Gama, que está prestes a partir de Lisboa para a grande viagem.
d) narra-se o surgimento de uma monstruosa figura, símbolo dos perigos enfrentados pelos portugueses, que, depois de anunciar em tom profético e ameaçador os castigos reservados aos aventureiros, acaba por contar-lhes suas próprias desventuras de amor.
e) conta-se como Baco, que era desfavorável à viagem dos portugueses, desceu ao fundo do mar para pedir a Netuno que convocasse um concílio dos deuses marinhos. Nesse concílio, Baco conseguiu convencer os deuses da necessidade de afundar a armada portuguesa antes que ela chegasse a seu destino.

Considere as seguintes afirmacoes sobre Os Lusíadas:
Assinale:
I. É um poema épico que tem como núcleo narrativo as origens históricas de Portugal, relatadas pela voz do próprio poeta.
II. Embora pertença à Épica, incorpora à sua linguagem traços estilísticos do gênero lírico, em episódios antológicos como o da “Inês de Castro” e o da “Ilha dos Amores”, por exemplo.
III. Obedece a uma regularidade formal, valendo-se de versos decassílabos, traço valorizado no Renascimento.
a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas.
d) se apenas a afirmação III estiver correta.
e) se todas as afirmações estiverem corretas.

Dos episódios Inês de Castro e O Velho do Restelo, da obra Os Lusíadas, de Luiz de Camões, NÃO é possível afirmar que:
a) O Velho do Restelo, numa antevisão profética, previu os desastres futuros que se abateriam sobre a Pátria e que arrastariam a nação portuguesa a um destino de enfraquecimento e marasmo.
b) Inês de Castro caracteriza, dentro da epopeia camoniana, o gênero lírico porque é um episódio que narra os amores impossíveis entre Inês e seu amado Pedro.
c) Restelo era o nome da praia em frente ao templo de Belém, de onde partiam as naus portuguesas nas aventuras marítimas.
d) Tanto Inês de Castro quanto O Velho do Restelo são episódios que ilustram poeticamente diferentes circunstâncias da vida portuguesa.
e) O Velho, um dos muitos espectadores na praia, elogiava, com sua fala, as façanhas dos navegadores, a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana.

Com relação ao episódio que trata do velho do Restelo (canto IV), um dos mais importantes de es Lusíadas, considere as afirmacoes abaixo.
Quais estão corretas?
I − O episódio mostra que o avanço marítimo, cantado no poema, refere-se à expansão das Coroas portuguesa e espanhola.
II − O velho amaldiçoa o primeiro homem que, no mundo, lançou uma embarcação a vela ao mar.
III − O velho, ao enumerar as possíveis consequências das navegações, manifesta temor pelo despovoamento de Portugal.
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

Leia a estrofe 120, do episódio de Inês de Castro (Canto III, estrofes 118-135), de Os Lusíadas:
O "engano da alma" em que se encontrava Inês de Castro, referido na estrofe acima - "engano da alma, ledo e cego, / que a Fortuna não deixa durar muito" -, diz respeito ao (à)
(A) intenso amor que Inês dedicava a D. Pedro.
(B) medo que a jovem sentia quando pensava no destino de seus filhos.
(C) sentimento de culpa nutrido pela donzela por ter-se apaixonado pelo Príncipe.
(D) sua preocupação quanto à situação política de Portugal, no reinado de D. Afonso.
(E) seu pedido de desterro, ao saber da decisão do rei de Portugal e de sua corte de condená-Ia à morte.

Leia a estrofe a seguir para responder à questão.
O texto lido faz parte do episódio Inês de Castro, ponto alto do lirismo camoniano inserido na narrativa épica de Os Lusíadas, e representa o(a):
a) discurso da personagem Inês de Castro, esperando que o rei seja comovido pela piedade dela e dos filhos e, assim, poupe a sua vida.
b) crítica à ambição dos navegantes portugueses, que abandonaram a pátria à mercê dos inimigos, para buscar ouro e glória em terras distantes.
c) lamento do poeta sobre a condição humana ante os perigos, sofrimentos e incertezas que os navegantes sofreram em favor da pátria lusitana.
d) elogio à bravura dos portugueses, feito por Camões através deste episódio exclusivamente épico.

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