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MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL o Relação anormal entre a cabeça do fêmur e o acetábulo PROVOCA: luxação congênita do quadril o Mais comum em mulheres o Etiologia Frouxidão ligamentar Apresentação pélvica: hiperflexão do quadril + hiperextensão dos joelhos Fatores ambientais pós-natais Atitude de carregar a criança apoiada no quadril PROTEGE A CRIANÇA CONTRA DDP Atitude de enrolar o RN (mantém os MMII em adução) aumento da DDP o História familiar positiva: aumento da chance de apresentar DDP Presença de torcicolo congênito, deformidade no joelho e/ou no pé aumento do risco de apresentar DDP o Quadro clínico: Atitude de rotação externa Aumento do contorno lateral do quadril Assimetria das pregas cutâneas Aumento do períneo: um lábio vaginal parece ser um pouco maior do que o outro MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 SINAL DE GALLEAZZI: diferença de altura entre os joelhos quando o quadril é fletido e os joelhos são hiperfletidos NO RN: instabilidade do quadril APÓS 2 MESES: limitação de abdução do quadril quando fletido Um dos lados possui bloqueio Cuidado com bilateralidade: perde o padrão de comparação TESTE DE THOMAS: perda da deformidade em flexão do quadril contralateral à hiperflexão do quadril (REALIZADA EM RN) NORMAL: presença da deformidade em flexão LCQ (?): ausência da deformidade em flexão PRESENTE EM NÃO RN! MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 MANOBRA DE ORTOLANI: abdução e rotação externa reduz a luxação (“clique”) MANOBRA DE BARLOW: adução e rotação interna provoca a luxação (“clique”) TESTE DE TRENDENLEMBURG: presença da marcha anserina CAUSA: deficiência do glúteo médio ocorre em crianças que crescem com o quadril luxado Aumento da lordose lombar: alteração reflexa Fazer ddx com espondilolistese o Exame de imagem Região do quadril visto no RX Principal exame: USG (PARA CRIANÇAS MENORES) MOTIVO: por causa do núcleo de crescimento do fêmur CLASSIFICAÇÃO DE GRAF o diminuição do ângulo alfa e aumento do ângulo beta o 60º-43º: DISPLÁSICO o <43º: SUBLUXADO o Imensurável: LUXADO REALIZADAS EM RN MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 RX: pode ser usado para crianças maiores o Cabeça do fêmur (posição normal) = QUADRANTE INFERIOR INTERNO o Ângulo de Kleinberg: aumentado se luxação o Ângulo de Wiberg: reduzido se luxado o Linha de Shenton: “quebrada” se luxado o Deslocamento lateral e proximal: luxação MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 o Tratamento Até os 6 meses: atitude de abdução e rotação externa Aparelho de Pavlik Suporte de Frejka 6 meses aos 12 meses: momento de ficar em pé e andar Redução sob anestesia geral Imobilização com gesso pelvipodálico 12 meses aos 18 meses: Tração Tenotomia dos adutores (iliopsoas) Redução sob anestesia geral Controle por USG Imobilização com gesso pelvipodálico MOTIVOS PARA TRAÇÃO: o Encurtamento muscular o Tendão do Iliopsoas mais robusto o Inversão do limbo (fica interposto no trajeto que a cabeça do fêmur faria para voltar ao lugar) o Pulvinar: gordura dentro da cavidade acetabular (dificulta a redução) > 18 meses Tenotomia dos adutores redução aberta acetabuloplastia (reduz o ângulo de Kleinberg) encurtamento femoral com variação do colo EPIFISIÓLISE DO QUADRIL o Descolamento proximal do fêmur o Início: puberdade MOTIVO: ocorre em períodos de crescimento rápido M: 12-16 anos F: 10-14 anos MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 o Fatores de risco Obesidade História familiar Hiperparatireoidismo o Quadro clínico: OCORRE ESCORREGAMENTO DA CABEÇA DO FÊMUR POR COMPRESSÃO NA ÁREA DE FRAGILIDADE DA CABEÇA DO FÊMUR Dor de instalação súbita Incapacidade de manter a carga sobre o membro Rotação externa e encurtamento do membro o Exame de imagem Sinal de CAPENER: imagem triangular Sinal de TRETHOVAN Desaparecimento da parte externa da cabeça do fêmur Sinal da corcova de HERNDON: osteófito na cabeça do fêmur o Tratamento Fixação in situ Osteotomias: corcovas já cicatrizadas impossibilitando o movimento do quadril ENFERMIDADE DE LEGG-CALVÉ-PERTHES MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 o Patologia Início: obstrução temporária de todas as artérias circunflexas que nutrem a cabeça do fêmur GERA: necrose compressão da cabeça do fêmur ao andar fragmentação retorno da circulação reossificação remodelamento o Quadro clínico: Meninos entre 5-10 anos Típica claudicação inicial SEM DOR Abdução e rotação externa comprometidas Marcha antálgica o Imagem Sinal da crescente radio-transparente: mais precoce Sinal de Gage: aspecto triangular fragmentando a epífise MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 Sinal de Caffey: “cabeça dentro da cabeça” Pode formar sequestro ósseo central, podendo evoluir para a destruição de toda a epífise o SE NESSE ULTIMO ESTÁGIO: perda da cabeça femoral o Tratamento Descarga do quadril Evitar a destruição da epífise/metáfise Centralização da cabeça femoral PÉ TORTO CONGÊNITO o Etiologia: Predisposição genética Defeito no plasma germinativo do osso Oligoidrâmnio Amniocentese precoce o Quadro clínico Equinismo do retropé: encurtamento do tendão de aquiles MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 Verismo calcâneo Adução e supinação do antepé e mediopé Aumento do Cavo do pé Hipotrofia da panturrilha o Imagem RX AP Aumento do ângulo TPM Diminuição do ângulo talocalcâneo antero-posterior de Kite RX em PERFIL Diminuição do ângulo talocalcâneo lateral de Kite o Ocorre encurtamento de todos os tendões flexores mediais ao tendão de aquiles Tendão calcâneo; Flexor longo do hálux; Flexor longo dos dedos; Tibial posterior; Abdutor do hálux. o Tratamento Conservador Primeiro mês: alongamentos contrários ``a deformidade Após 1º mês: gesso o Trocas seriadas até corrigir a deformidade Aparelho de dennis-Brown Cirúrgico Casos de muita deformidade Tenotomia de aquiles pés tortos inverterados (muito avançados) Adução e inversão do pé MALFORMAÇÕES DA PELVE E MMII | SÔNIA FARIAS – T.72 o Retirada do Talus: talectomia o Alongamento dos tendões o Osteotomia valgizante dos metatarsos Casos com variação do calcâneo o Osteotomia valgizante do calcâneo Osteotomia subtrativa do cuboide e aditiva do 1º cuneiforme o Em aduções residuais o Aumento da face medial Artrodese o Se talectomia com dor o Fusão da tíbia com o calcanhar