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• Na odontologia veterinária se utiliza equipamentos específicos a começar pela mesa - essa mesa possui uma grade vazada e suspensa porque a maioria dos aparelho utilizados na odontologia soltam água então essa agua precisa escorrer (possui um furo para escoamento) – tubulação própria visto que a água após utilização é uma agua contaminada. Utiliza-se equipos próprios como caneta de baixa e alta rotação – alta rotação é o motorzinho e a baixa rotação onde se utilizam brocas ou com material de polimento e a caneta com jato de ar e água. Raio x odontológico – MUITO IMPORTANTE – pois existem vários procedimentos odontológicos que dependem dessa radiografia dos dentes durante o tratamento/procedimento – esse tipo de raio x auxilia muito na conduta do médico veterinário pois não há a necessidade de ficar movendo o paciente para sala de cirurgia e o raio x convencional de crânio não serve para avaliar dente e periodonto (devido a sobreposição de imagem). UTILIZA-SE MATERIAS PROPRIOS – pode utilizar alguns materiais comum de cirurgia como tesoura e bisturi, mas para procedimentos odontológicos como extração de dentes precisa-se do equipamento especifico para odontologia e também para os tamanhos dos animais atendidos. O ideal é que estes procedimentos odontológicos não sejam feitos dentro do centro cirúrgico convencional – porque a boca do animal é um local contaminado e pode contaminar a sala cirúrgica que deve ser estéril – mesa odontológica ligada em uma tubulação própria (esgoto) e no centro cirúrgico não se pode ter esse esgoto. O dente é dividido em duas porções – raiz e coroa. Raiz – fica inserida no osso alveolar e é uma parte que a gente não vê, a parte do dente que a gente enxerga quando abre a boca do animal é a coroa. O dente é composto por: Esmalte – estrutura que reveste a coroa e composto por cristais de hidroxiapatita (o “osso” mais duro do corpo) e impermeabiliza o dente (proteção). Dentina – preenche o dente (tecido de preenchimento do dente) Polpa – Onde se encontram os vasos e nervos (paret “viva” do dente). A polpa é parte que quando exposta ao ambiente faz com se instale a dor. A dentina ela não é maciça e é formada pelos odontoblastos (células responsáveis pela produção de dentina) – ao longo da vida do animal os odontoblastos vão produzindo dentina e o espaço do dente vai sendo preenchido e a parte da polpa do dente vai ficando mais estreita (crescimento concêntrico – vem de fora pra dentro) – se tirar a radiografia do dente de um filhote a polpa dentária é bem ampla pois os odontoblastos ainda estão começando a produzir dentina, já se radiografar um cachorro idoso essa polpa vai estar bem fininha. Quando ocorre alguma lesão necrótica na polpa desse dente os odontoblastos ali morrem e ai param de depositar dentina – (ex: canal – retirada da polpa ali dentro necrosada pois este é um meio de cultura para infecção e preenche esse espaço com cemento odontológico) – após uns 3 anos esse dente for radiografado a câmara pulpar esta larga ainda porque não há mais produção de dentina. Se radiografar o mesmo dente contralateral e a polpa estiver viva o canal pulpar vai estar mais estreito porque o dente que teve a lesão parou de produzir dentina no momento daquela lesão. Da pra saber idade do animal pelo dente? Se você radiografar você pode dizer se ele é jovem ou velho (radiografar pelo menos 2 dentes diferentes- porque se o dente sofreu uma lesão quando o animal era mais novo a câmara pulpar vai estar larga devido a parada da produção de dentina) – dente que se trata canal é um dente mais frágil e susceptível a fraturas (mais “oco” que o dente normal). No ápice da raiz há o delta apical que nos animais tem o formato de uma peneirinha (parte C da figura) – o ápice da raiz é fechado, no entanto, há canalículos onde os nervos e os vasos vem da polpa para a circulação sistêmica. No cães e gatos quando vai tratar o dente e preencher a lesão com cemento o risco desse material extravasar para o peri ápice é pequeno porque ele é fechado. Mas se for tratar o dente de um primata tem que tomar cuidado em obturar o canal para o material não ir para o periápice porque isso causa dor e inflamação, se isso ocorrer é necessário repetir o procedimento no animal porque este material não pode ficar fora do dente. ANATOMIA DO PERIODONTO • Gengiva – mucosa que reveste a cavidade oral (ao redor dos dentes) • Ligamento periodontal – estrutura que fixa o dente no alvéolo – quando tem destruição do ligamento periodontal o dente fica solto dentro do alvéolo. • Cemento – parte que reveste a raiz do dente – não é igual o esmalte é ruguso porque nele que ocorre a inserção do ligamento periodontal. • Osso alveolar – onde o dente se insere na mandíbula • Epitélio juncional – tecido que fica entre a gengiva e o colo do dente (separação da coroa com a raiz. Ao redor do dente tem o osso alveolar que esta ligando toda a extensão do dente, na parte do dente que faz essa ligação tem o cemento, a dentina fazendo o preenchimento do dente, câmara pulpar onde estão os vasos e nervos, a voltinha entre uma raiz e outra é chamada de furca, o epitélio juncional faz a junção da gengiva ao colo dentário (quando ele une a gengiva ao colo dentário ele forma o sulco gengival – sulco gengival forma uma “bolsinha” entre a gengiva e o dente (onde gruda a casquinha de pipoca kkk) e tem uma meida padrão para as espécies – em um cão de médio e grande porte ela pode ter de 2 a 3 milimetros de profundidade. Num atendimento quando for fazer a sondagem do sulco gengival durante a cirurgia se usa um instrumento chamado sonda periodontal para medir esse sulco, se este estiver mais profundo que o normal significa que o epitélio juncional já foi lesionado e ai se tem uma abertura entre o externo e o periodonto – destruição do periondonto por microrganismos). Em gatos geralmente esse sulco é menor que 1 mm e a sonda nem entra de tão pequena, já no cachorro de raça pequena é de 1 a 2 mm e tem locais do dente em que se coloca a sonda e ela entra inteira – a sonda tem de 5 a 7 mm – ai sabe=se que ali tem uma porta de entrada. FÓRMULA DENTÁRIA Cães • Decídua – dente de leite 2 ( i3/3 c1/1 p3/3) = 28 Duas arcadas (maxila e mandíbula) – i (incisivos decíduos), c (caninos decíduos) e p (pré molares) – x2 também porque é lado esquerdo e direito. Números da frente são os superiores e os de tras da / são os inferiores • Permanente 2 ( I3/3 C1/1 P4/4 M2/3) = 42 - Tem um pré molar a mais que nos decíduos. O terceiro molar as vezes o cão não tem e é um dente bem pequeno lá no final – pra gente é o dente ciso 4º pré molar é conhecido como dente carniceiro Importante saber da anatomia – quais dentes tem uma raiz e quais tem 2 raízes – dente com uma raiz usa técnica de remoção diferente dos dentes de duas raízes (cortar (odontosecção) o dente e extrair uma raiz de cada vez para não correr o risco de fratura -motor de alta rotação). O dente com 3 raízes faz o corte separando uma raiz e depois faz um segundo corte pois tem uma raiz palatina – o primeiro molar tem 3 cúspides e cada cúspide dessa coroa corresponde a uma raiz – faz- se duas ondontosecções para tirar uma raiz de cada vez. AFECÇÕES MAIS COMUNS EM CÃES • Doença periodontal – animais não tem hábito de escovação dental, visto que a limpeza dentária é o que previne. • Traumas / fraturas dentárias – animais que tem costume de roer objetos ou acidentes (quedas e atropelamentos) • Fístula infraorbitária – Consequencia de um trauma dentário • Maloclusão – algumas raças possuem como padrão racial (ex: boxer, shitsu, pug – prognata ou bragnata) se não interfere na qualidade de vida do animal as vezes nem é preciso intervir •Persistência dos dentes decíduos – muito comum principalmente em animais de raças pequenas. • Neoplasias – identificar se esta em tecido mole ou tem osso acometido Quando se alimento o resíduo alimentar junto com a saliva fica aderido no esmalte do dente e isso forma um biofilme (meio de cultura favorável á proliferação bacteriana), nesse momento as bactérias que se aderem a essa placa bacteriana são gram positivas, se esse biofilme permanece na boca entre 24 e 48 horas, ele sofre um processo de organização e ai começam a predominar as bactérias gram negativa, anaeróbias e com motilidade e essas bactérias irão começas a se direcionar para o sulco gengival e destruir o epitélio juncional e começar a adentrar o periodonto entre o dente e o osso alveolar, destruindo o ligamento periodontal e consequentemente reabsorção óssea. Essas bactérias provocam lesões nessas estruturas e essas lesões vão causar inflamação local e consequentemente destruição do ligamento periodontal e do osso alveolar - essas estruturas quando são destruídas elas não regeneram – quando se trata o animal com doença periodontal estaciona a doença, não se cura porque ela não regride – conforme o osso alveolar vai sofrendo o processo de reabsorção a gengiva que envolve esse osso alveolar acompanha esse osso (retração gengival) e exposição da raiz do dente. LEMBRAR: em volta da raiz é mais poroso favorece adesão bacteriana. Quando faz a limpeza estaciona o problema onde ele está – impede o avanço. Essa placa bacteriana quando se adere o primeiro sinal manifestado da doença será a gengivite (gengiva em contato com esmalte do dente cheio de bactérias) – sinal mais comum da gengivite é o sangramento (gengiva mais avermelhada e mais friável – sangra muito fácil). A gengivite seguida de aderência de minerais da saliva e dos alimentos á placa, e essa placa bacteriana cheia de bactérias forma tipo um “concreto” (cálculo dentário – tártaro – principalmente do dentes posteriores como o carniceiro). O cálculo não sai com escovação, só sai com remoção manual com o instrumental. As bactérias do calculo irão adentrar o periodonto e levar a processos inflamatórios que ocasionam a reabsorção óssea seguida da retração gengival e isso também leva a destruição do ligamento periodonto então esse dente fica mole (mobilidade dentária) – Mais perceptível em dentes que possuem apenas uma raiz. Evolução do doença periodontal – dividida em 4 estagios: 1. So tem a gengivite e 4 é mais grave (perda dentaria, retração gengival, etc). Mau hálito – sinal de placa bacteriana – alguns veterinários prescrevem antibiótico e o tutor ira relatar que com o uso do ATB houve reduzida no mau hálito do animal porem o bafo voltou (ATB faz controle da proliferação bacteriana – melhora hálito e gengivite- quando tira volta tudo denovo porque não tirou a causa do problema). Gengivite – bordas da gengiva mais avermelhadas Alguns animais formam ulcera na gengiva porque a gengiva roçando na parte que tem o calculo se lesiona – as vezes o animal não quer comer direito porque a gengivite doi o calculo dentário não – animal faz tudo por associação, se quando ele vai comer a gengiva doi, ele vai parar de comer. Sondagem gengival – se o sulco ta mais profundo que a medida padrão já não é mais chamado de sulco gengival e sim de bolsa periodontol – bactéria entrando nos sulcos. Raio x odontológico – auxilia para que possa ver a extensão da lesão óssea presente ali. O dente do raio x pode ate estar firme dentro da boca do animal por ter duas raizes no entanto dá pra ver que tenha reabsorção óssea. – canal do dente bem fino (indica animal mais velho – maior deposito de dentina). → Observar a câmara pulpar em mais de um dente. A doença periodontal grau 1 e grau 2 com raspagem e aplainamento radicular – maior vantagem o uso de ultrassom porque tudo que se faz na odonto deve-se fazer de preferencia em uma sessão e geralmente são animais idosos (menor exposição a anestesia). Uma vantagem de cães e gatos é o espaçamento dos dentes sendo possível passar o ultrassom, onde ele não passa utiliza a cureta – vibração do ultrassom produz calor e pode lesionar a polpa do dente (fazer de pouco a pouco os dentes), sempre com a aste de lado para não perfurar o dente (menos lesão → menos acumulo de bactéria). Polimento é essencial – ultrassom ou manual riscam o esmalte do dente e tem que ser feito o polimento com uma pasta abrasiva – diminuir aderência de bactérias no dente. Polimento é feito com a caneta de baixa rotação e pode usar uma tacinha de borracha com pasta abrasiva ou com uma escovinha. Doença periodontal grau 3 e grau 4 é necessário fazer extrações dentária (exodontia)– dentes com mobilidade e dentes com exposição da furca (facilita parar comida naquele espaço e acelera o processo da doença) – EXPLICAR O PROPRIETÁRIO DA REMOÇÃO DOS DENTES. – CUIDADO PARA NÃO PROVOCAR FRATURA DE RAIZ Polimento Exodontia Antes de começar a cirurgia geralmente enxagua a boca do animal com solução de clorexidine odontológica (periogard) e no pós faz o ATB por 5 a 7 dias e se for doença periodontal muito grave faz por 10 dias, se onde o animal perdeu o dente fizer uma fistula tem que fazer reconstrução com a gengiva para fechar. A boca tem uma rápida cicatrização. Toda vez que se mexe na boca é jogada na corrente sanguínea uma grande quantidade de bactéria e essas bactéria acabam migrando para lugares inflamados do organismo que que tenha sinais clínicos ou não (quimiotaxia (anacorese – septicemia) – POR ISSO NÃO FAZ CIRURGIA DE BOCA COM OUTRA CIRURGIA. 3 dias de AINES e atb usa associação de metronidazol com espiromicina (estormagil – MUITO CARO) – pode prescrever só metronidazol. Limpeza anuais ppt em animais que já realizaram o tratamento – lembrar que o tratamento só estaciona a doença. Dieta abrasiva auxilia na manutenção da saúde bucal. PULPITE Na imagem tem fratura e contusão (dente sofre uma banca mas não quebra a dentina porem rompe os vasos sanguíneos e o sangue tinge a dentina - hematoma). Devido a lesão da polpa dentária tem que fazer o tratamento de canal ou realiza extração do dente – polpa exposta é porta de entrada. Os dentes não fraturados ppt em animais jovens a polpa é ampla e não necessariamente sofre necrose e tem espaço para expandir devido edema – ACOMPANHAR RADIOGRAFICAMENTE. SEM RAIOX NÃO FAZ CANAL E SEM A LIMA VETERINÁRIA TAMBÉM NÃO – RAIZ DO DENTE NO CAO E NO GATO É DUAS VEZES MAIS LONGA QUE A COROA (USAR LIMA VETERINÁRIA DE PREFERENCIA PORQUE PODE NÃO CHEGAR NO DELTA APICAL. Varios tipo de fratura : 1. Fratura em lasca: aparentemente não tem exposição da polpa mas tem exposição da dentina (dentina não é maciça p formada de vários canalículos que ficam expostos e também dão acesso a polpa dentaria ) 2. Fratura de dente com ponta preta – polpa necrosada – trata o canal para tirar o necrosado ou extrai a raiz ali presente, com a necrose não doi mais. 3. Fratura recente com sangue – muita dor 1 2 3 Pulpectomia total – quando o dente ainda esta vivo, ta fraturado e sangrando a polpa ta viva ali dentro mas tem risco de estar infeccionado vai remover toda polpa ali dentro. Pulpotomia ou pulpectomia total – tira toda a parte de cima que esta em contato com a exposição do ambiente e deixar uma parte da polpa la dentro se estiver viável (continua produzindo dentina) – DIFICILMENTE CHEGA ANIMAL COM A POLPA SANGRANDO. OLHAR SEQUENCIA DE LIMAS QUE UTILIZA*** ENQUANTO ESTA LIMANDO VAI RADIOGRAFANDO – LIMANDO E INJETANDOI SOLUÇÃO ANTISSEPTICA. faz obturação do canal – gutta-percha e cemento composto por OZE – ózido de zinco e eugenol (bactericida) e depois coloca um material intermediárioe por ultimo faz a restauração (pode fazer prótese ou preenche com resina fotopolimerizável) AS VEZES NÃO COMPESA COLOCAR PROTESE - CARA Acesso do canal e limas utilizadas – lima veterinária mais longa que a humana. Quando acessa o canal tem que medir o comprimento e toda vez que lima tem que medir e estar a mesma medida aí utiliza a borrachinha de marcação. TODAS AS MEDIDAS DURANTE A LIMAGEM TEM QUE ESTAR IGUAL – VISUALIZA COM RADIOGRAFIA Depois do canal pronto se usa a gutta percha – o excesso aquece equipamento em uma chama e corta e depois coloca o cemento – radiografia da pra ver preenchimento sem bolhas. Se a fratura estiver abaixo da linha da coroa e pegando a raiz não vale a pena tratar canal TEM QUE EXTRAIR. Dente fraturado com doença periodontal NÃO FAZ CANAL. CANAL É MAIS CARO QUE A EXTRAÇÃO – COBRADO POR CANAL EXTRAÇÃO – EXTRAI UMA RAIZ POR VEZ Sindesmotomia – ruptura do ligamento periodontal feita pelo profissional. Descolamento da gengiva com espátula → alavanca entre o dente e o osso alveolar para ruptura dos ligamentos → luxação e avulsão. Motor de alta rotação -com a broca faz a odontosecção Causada por um abcesso na raiz do dente – mais comum devido fratura dentária que tem exposição da polpa e virou fonte de infecção (região peri ápice) – pode ser causada por doença periodontal também (quando chega nesse ponto o dente já esta saindo fora da boca porque já teve muita reabsorção óssea). Quando o problema é a porta de entrada pela polpa dentaria na maioria das vezes o periodonto está intégro – forma abcesso no osso alveolar e o abcesso precisa fistular para algum lugar, ou ele vai fistular no palato do lado da bochecha ou na pele. ANIMAL COM FISTULA INFRAORBITARIA EU SEI QUE O PROBLEMA É NO DENTE. – Cachorro ta com uma ferida que não cicatriza e as vezes tem o histórico que foi no veterinário tomou um remédio e depois voltou (geralmente prescreve antibiótico – resolve temporariamente). Mais de 80% das vezes quando se tem fistula infraorbitária o dente acometido é o 4º pre molar superior que esta essa fistula. Faz o diagnóstico com raiox odontológico. 20% dos casos é devido ao primeiro molar que é o próximo ao 4º pre molar. As vezes o dente está coberto de cálculo e só na cirurgia quando realiza a limpeza que você vai perceber – pode tratar o canal mas antes tem que fazer a limpeza de todo o cálculo. Tratamento – ou se faz o canal deste dente – não tem material pra tratar canal faz a extração mesmo que o dente esteja firme. Existem vários tipos (prognata ou bragnata) – pode botar aparelho, mas tem que olhar se é viável (vai depender do problema). Se for um problema que tire a qualidade de vida do animal ai tem que pensar em uma solução – tratamento com o aparelho é muito demorado. Dentes com oclusão no céu da boca é um problema porque causa lesão no palato – pode-se fazer o plano inclinado (faz uma massa de resina e fixa no palato e o dente vai ocluir em cima dessa resina e faz um sulco, o dente de tanto ficar batendo no paloto ele vai se inclinar para ficar nesse sulco para ficar na oclusao normal – PARA FAZER ORTODONTIA TEM QUE SABER A OCLUSÃO NORMAL DAS ESPÉCIES. Nem Toda extração precisa suturar – as vezes não consegue encostar borda com borda porque a gengiva é um tecido rígido mas é sempre bom dar um pontinho em X (vycril 2-0, 3-0 e gato 4-0 – reabsorve e cai ) para proteger o alvéolo (dentro do alvéolo que promove a cicatrização desse alvéolo). Muito comum em raças pequenas – fazer a radiografia para ver a raiz do dente porque o dente permanente nasce no mesmo local do dente de leite e quando ele está crescendo e começa empurrar o dente de leite essa pressão que ele faz na raiz do dente de leite causa reabsorção dessa raiz e o dente cai. Se o dente permanente nascer um pouquinho mais pro lado ele não comprime a raiz do dente de leite e ela não reabsorve e o dente não cai, então as duas raízes ali dentro estão integras – FAZ REMOÇÃO DO DENTE DE LEITE. Os caninos de leite não da pra remover fazendo desmotomia e luxação – tem que fazer uma incisão na gengiva e pega o motor de alta rotação e remove o osso com o motor e expor uma face do dente – a face debaixo vai cuidadosamente com a alavanca e remove o ligamento e retira o dente pelo o alvéolo e é importante que esse dente saia inteiro (independente do dente que for) – material específico. Sempre fazer radiografia para saber se tem acometimento ósseo (Raio x comum). Divulsiona o tecido mole e expõe o osso da mandíbula ou maxila e serra o osso e depois sutura – MARGERM DE SEGURANÇA. HEMI – quando tira o lado todo As vezes o gato nem tem o molar na arcada. As duas últimas afecções são especificas de felinos. O dente do gato tem um sulco no canino e isso facilita a parada de alimento e quando faz limpeza e raspagem tem que fazer o polimento. Gato que vai muito para rua e briga, cai do telhado ou é atropelado. Inicia-se na região cervical do dente (entre a coroa e a raiz) onde tem inserção do epitélio juncional – o dente fica mais estreito na hora de emergir a raiz e começam a progredir em direção a coroa ou a raiz e promove reabsorção do dente (vai sumindo). Quando esta na região cervical do dente para proteção deste dente a gengiva acaba crescendo para cobrir o defeito – lesão muito dolorosa (animal para de comer e saliva muito) – se a lesão estiver ido para raiz não se vê. Patogenia Os dentes possuem os odontoblastos e os odontoclastos que são células que promovem a reabsorção da dentina – Não se sabe o motivo mas os odontoclastos são ativados e começam a promover a reabsorção desse dente – a lesão é dolorida como se fosse uma carie e se parece com uma carie. Como não se sabe o que causa a ativação dessas células não se sabe então como para essa reabsorção – ai faz-se a extração porque ele causa muita dor ao animal. SE ACONTECEU EM UM PODE ACONTECER EM OUTRO DENTE – SO EXTRAI OS DENTES QUE FORAM IDENTIFICADOS O PROBLEMA. Radiografar pra saber ser a raiz esta ali – as vezes pode reabsorver a coroa e a raiz ainda esta ali – apesar de ser reabsorvida é importante remover porque causa dor no animal. No caso de gatos pode se formar a fistula por lesão no canino e não necessariamente no 4º pré molar. Raiz tem que ser 2x maior que a coroa, nesse caso já não tinha praticamente raiz (perceptível no raio x ondontologico). Dor devido inflamação generalizada na cavidade oral. Os gatos tem granuloma eosinofilico – são feridas que se formam (autoimune) e se controla com o uso de corticoide – pele, mucosa e oral também – FAZER BIOPSIA A literatura relata que o controle da placa bacteriana ajuda a controlar a doença essa inflamação porque a bactéria colonizando o dente pioram a situação da inflamação local. Sabe-se que se extrair todos os dentes essa inflamação cessa – geralmente deixa os caninos. Porem existe o tratamento com corticoide e se tem bons resultados (não zera a inflamação mas o animal tem boa qualidade de vida – tratamento prolongado). Gengiva sofre queratinização e o animal consegue comer até ração seca. ODONTO É ESPECÍFICA – ENCAMINHAR O ANIMAL Á UM ESPECIALISTA – LEMBRAR QUE SE PRECISA DE EQUIPAMENTOS ESPECÍFICOS.