Prévia do material em texto
Hipertireoidismo Quezia Brito DEFINIÇÃO síndrome clínica decorrente do aumento da produção de T3 e T4 pela glândula tireoide hipertireoidismo sub clínico: ↓TSH, T3 e T4 normais tireotoxicose: excesso de hormônios tireoideanos circulantes. Hipertireoidismo é uma forma de tireotoxicose CAUSAS DE TIREOTOXICOSE ASSOCIADAS AO HIPERTIREOIDISMO ✓doença de graves ✓hasitoxicose ✓adenoma tóxico ✓bócio multinodular tóxico ✓adenoma hipofisário secretor de TSH (↑TSH, ↑T3 e T4) CAUSAS DE TIREOTOXICOSE SEM HIPERTIREOIDISMO ✓tireoidites: aumento da liberação, e não da síntese ✓Struma Ovarii ✓ingestão excessiva de hormônios tireoideanos: objetivo de perder peso ✓metástase funcionante de carcinoma de tireoide DOENÇA DE GRAVES 80% dos casos de hipertireoidismo bócio difuso tóxico sexo feminino doença autoimune: associação com outras doenças autoimunes síndrome clínica multissistêmica potencialmente fatal estresse, tabagismo, ingestão aumentada de iodo ETIOPATOGENIA imunoglobulinas estimuladoras da tireoide: presente em 90% dos pacientes agem nos receptores de TSH nos tireócitos efeito: bloqueio/estímulo na glândula (doença tireoideana autoimune) fatores genéticos, ambientais e endógenos doenças de graves: hipersecreção, hipertrofia, hiperplasia (em resposta ao estímulo constante da imunoglobulina no tireócito) DIAGNÓSTICO CLÍNICO hipertireoidismo com bócio difuso oftalmopatia infiltrativa (oftalmopatia de Graves) dermatopatia (mixedema pré tibial) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS ✓aumento do apetite ✓perda de peso ✓pele quente e sudoreica ✓agitação, irritação, insônia ✓alopecia ✓arritmias: ↑FC EXAME FÍSICO ✓agitação, irritação ✓pele quente e úmida ✓tremores de extremidade ✓bócio ✓exoftalmia ✓dermatopatia OFTALMOPATIA DE GRAVES ocorre devido a hipertrofia da musculatura da órbita, empurrando o globo ocular manifestação extra tireodeana mais característica da DG presente em 50% dos pacientes curso independente: pode ocorrer até antes da instalação do hipertireoidismo: oftalmopatia eutireoideana patogenia: órbita e tireoide apresentem um antígeno comum pode ser uni ou bilateral (diagnóstico diferencial com tumor) pode levar a cegueira MIXEDEMA PRÉ-TIBIAL HIPERTIREOIDISMO NO IDOSO hipertireoidismo apático cansaço, fraqueza muscular e apatia perda de peso manifestações cardiovasculares (FA) DIAGNÓSTICO LABORATORIAL ✓↓TSH ✓↑T4livre ✓T3total: tireotoxicose por T3 PESQUISA DE ANTICORPOS ANTITIREOIDEANOS doença de graves: TRAb, sua presença indica doença ativa solicitado em situações especiais: ✓predição de hipertireoidismo neo natal: TRAb pode passar a barreira placentária e afetar o bebê ✓predição de recidivas ✓grávidas com suspeita de DG ✓diagnóstico diferencial: tireoidites/DG eutireoideana com exoftalmia outros anticorpos: ✓anti TPO: altos títulos: hashioxicose; presente em 95% dos pacientes ✓anticorpo anti tireoblobulina: presente em 50% dos pacientes EXAMES DE IMAGEM captação de iodo radioativo: diagnóstico diferencial de tireotoxicose sem hipertireoidismo cintilografia da tireoide: nódulos hiper ou hipo funcionantes USG tireoide: tamanho, vascularização, nódulos RNM/TC órbita: exoftalmia unilateral TRATAMENTO drogas antireoidianas: ✓indicações: - crianças, adolescentes e adultos jovens com bócio pequeno e hipertireoidismo leve; - terapia primária com objetivo de controlar os sintomas do hipertireoidismo até que ocorra remissão; - controle do hipertireoidismo anterior ao tratamento com cirurgia ou iodo radioativo: tem que deixar eutireoidismo antes dessas intervenções - duração do tratamento: <2 anos - monitorização do tratamento: TSH, T3, T4 e efeitos colaterais ✓metimazol: inibe a síntese de hormônio tireoidiano; não provoca radioresistência; dose única diária ✓propiltiouracil: inibe a síntese de T3 e T4; tem ação extratireodiana (diminuição da conversão periférica de T4 em T3); 3doses/dia; 1° trimestre da gravidez ✓efeitos colaterais: anemia, artralgia, erupção cutânea, prurido, febre, diminuição do paladar, alopecia, agronulocitose, trombocitopenia, aplasia medular, necrose hepatocelular, hepatite tóxica (PTU), hepatite colestática (MMI) medicações coadjuvantes: paciente pode evoluir com ICC ✓BB ✓anticoagulantes ✓furosemida e digoxina iodo radioativo: ✓destruição das células tireoideanas ✓exacerbação da tireotoxicose ✓exacerbação da oftalmopatia ✓pode ocorrer hipotireoidismo ✓causa tireoidite actínica ✓dose ideal ✓intervalo entre doses ✓dose ambulatorial: paciente deve manter distancia de crianças e gestantes, usando um quarto e banheiro único, pois o excesso de iodo é eliminado pelas fezes e urina ✓indicações: idosos, pacientes recidivantes, pacientes que apresentaram efeito colaterais graves com tionamidas ✓contraindicações absolutas: gravidez e amamentação ✓depois de ter feito a radioterapia de iodo, espera de 6 meses a 1 ano para engravidar cirurgia: ✓tireoidectomia total ✓tireoidectomia parcial ✓bócios volumosos ✓gestantes ou lactantes (2° trimestre) ✓pacientes muito jovens, com recidiva do tratamento medicamentoso ✓pacientes com nódulos suspeitos de malignidades ✓conduta pré-operatória: NÃO mandar um paciente em tireotoxicose para cirurgia. Deve compensar com eutireoidismo primeiro ✓complicações: hemorragia, hipocalcemia transitória, hipoparatireoidismo permanente, hipotireoidismo, lesão do nervo laríngeo recorrente