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Aula Hipotireoidismo e Hipertireoidismo – MSA UC5 – Prof. Dra. Cristina Bardou Pizarro • Hipertireoidismo o Definição → Tireotoxicose → É a síndrome clínica resultante da exposição dos tecidos a níveis altos de hormônio tireóideo circulante, podendo ser devido à hiperatividade da glândula tireóide (hipertireoidismo) ou de outras causas, como hormônios exógenos medicamentoso. o Quadro clínico ▪ Metabolismo acelerado ▪ Paciente agitado ▪ Dependendo da faixa etária (idoso parece hipo mas está hiper) irá possuir apresentações diferentes. o Lembrando a fisiologia ▪ Ação dos hormônios tireóideos nos tecidos alvos. ▪ Hoje em dia há o enriquecimento com iodo no sal. ▪ O iodo é absorvido no TGI, cai na corrente, é captado pela célula folicular da tireoide e sofre ação pela peroxidase, e participa na produção de hormônios T3 e T4 (maioria). ▪ T3 fica no coloide presos pela tireoglobulina dentro do coloide. ▪ Em locais frios, os hormônios fazem a termogênese corporal. ▪ Hormônios na corrente sanguínea andam ligadas pela TBG, globulina carreadora. ▪ T4 é convertido em T3 nas células pelas deiodinases. ▪ T3 tem receptor nucelar, com RNAm e aumenta débito cardíaco, taquipneia, mobilização de carboidratos (emagrece), aumenta função renal, reduz massa muscular, sente mais calor, entre outros efeitos. ▪ Tudo que estiver em excesso é exacerbado. o Achados na anamnese ▪ Referem hipersensibilidade ao calor, transpira bastante ▪ Perda de peso, polifagia (mesmo comendo muito emagrece, acontecendo no hipotireoidismo e no diabetes) ▪ Polidipsia e poliúria por conta do aumento da gliconeogênese (hipotireoidismo pode causar uma diabetes secundária) ▪ Nervosismo, irritabilidade, ansiedade, insônia, tremores finos, choro fácil e hiperexcitabilidade. ▪ Ocorre também palpitações (taquicardia, podendo levar uma insuficiência cardíaca de alto débito) e dispneia ▪ Polievacuações, fezes amolecidas ▪ Alterações menstruais, diminuição da libido ▪ Fraqueza da musculatura proximal, cintura pélvica e escapular por proteólise ▪ Sensação de areia nos olhos, com olho saltado. Exoflatmia ocorre por edema, deposito de imunocomplexos nos músculos periorbitários (Doença de Graves). o Achados de exame físico ▪ Diferenciar retração palpebral, que ocorre em todas as formas de tireotoxidade, de orbitopatia infiltrativa, que ocorre na doença de Graves. ▪ Paciente irrequieto, hipercinético, taquilálico ▪ Tremores finos → Estica os braços e coloca a folha de papel ▪ Hiperreflexia ▪ Pele fina, sedosa, úmida e quente ▪ Unhas de Plummer → Unhas descoladas do leito ▪ Cabelos finos e lisos, pode ocorrer queda de cabelo ▪ Emagrecimento ▪ Taquicardia com bulhas hiperfonética ▪ Aumento da PAS e normal ou queda da PAD (Hipertensão divergente) ▪ Pulso rápido, FC entre 100 a 160. ▪ Ocorre fibrilação atrial (se não houver diagnóstico) e sopro na área pulmonar. ▪ Homem pode ter ginecomastia, pela conversão dos hormônios, atrofia muscular (consumo dos músculos) e 1% pode ter acropatia, baqueteamento dos dedos. o Causas etiológicas ▪ Doença de Graves em 80 a 90% dos casos (doença de Von Basedow) ▪ Bócio multinodular tóxico → Paciente tem nódulos da tireóide e são hiperfuncionantes ▪ Adenoma tóxico (Doença de Plummer) → Um só que produz hormônio ▪ Induzido por gonadotrofina coriônica (mola hidatiforme) • Mola hidatiforme produz muito HCG, simulando um hipertireoidismo ▪ Hipertireoidismo induzido por iodeto (Jod Basedow), ▪ Hipertireoidismo associado a amiodarona devido a liberação de iodo ▪ Tumor pituitário secretor de TSH ou tumores de ovário que liberam HCG, que se acoplam nos receptores de TSH nas células foliculares e manda a tireoide produzir muito hormônio. ▪ Resistência hipofisária aos hormônios tireoidianos. ▪ Hipertireoidismo central → Hipotálamo produz TRH e esse vai na hipófise anterior e esse produz TSH e esse vai na tireoide para produção de T3 e T4. Esses fazem feedback negativo na hipófise e hipotálamo. Em casos de tumores centrais, ocorre muita produção de TSH, tendo muito hormônio tireoidiano. o Doença de Graves ▪ Conhecido como Bócio difuso tóxico, isto é, uma tireoide aumentada difusamente produzindo muito hormônio em toda a tireoide ▪ Descrita em 1835 por Robert Graves ▪ Forma mais comum de hipertireoidismo (80%) ▪ Afeta 0,4 a 1% da população ▪ Menos comum em negros ▪ Pico de incidência: segundo a quarta década, mas pode ocorre em qualquer idade ▪ Mais em mulheres que homens (5 a 10 vezes) ▪ Consiste em hipertireoidismo clínico e laboratorial, bócio difuso, oftalmopatia (exoftalmia, mas nem sempre) e dermopatia (mixedema pré-tibial, ocorrendo em menos de 5% dos casos) ▪ Patogênese • Paciente com pré-disposição genética (15% dos pacientes tem histórico familiar). Cerca de 50% dos familiares com Graves possuem os anticorpos (TRAb) tireoidianos • Fatores ambientais como gravidez, ingestão excessiva de iodo, infecções virais e bacterianas, suspensão da terapia com glicocorticoides, terapia antirretroviral. • Ocorre produção pelos LT-B de anticorpos que se ligam e ativam o receptor que irá secretar excessiva dos hormônios tireoidianos. • Ocorre crescimento e hiperfunção da tireoide com bócio difuso T3 e T4 elevados e TSH baixo, pois é hiperfuncionantes, mas a hipófise detecta o excesso de T3 e T4 no sangue. • TRAb produzido pelos LB se ligam e ativam o receptor na célula folicular e fazem secreção excessiva dos hormônios da tireoide. TRAb também vão se ligar nos tecidos musculares reto orbitários, causando a exoflalmia e também se depositam na pele, formando os mixedemas. ▪ Quadro → Sudorese, Rush (hipervascularização do rosto), Fraqueza, perda de peso, pele quente, oligomenorreia, ansiedade, bócio difuso, taquicardia, aumento do apetite, diarreia e tremor ▪ Oftalmopatia de Graves • Hipertireoidismo e exoftalmia é confirmatório para Doença de Graves • 50% dos casos com doença de Graves • Pode preceder, coincidir ou suceder a disfunção da tireoide • Anticorpos reagem provocando autoagressão intraorbitaria, levando a edema, infiltração, inflamação • Mais acentuada em fumantes ▪ Dermopatia de Graves • 1-2% dos pacientes apresentam edema localizado nas áreas pré-tibial, joelhos e ou pés • Há infiltração de mucopolissacarídeos • Os linfócitos T infiltram na pele onde os fibroblastos tem receptores para TSH • o Exoftalmia aguda, com edema conjuntival o Esses pacientes vão para cirurgia para remoção do globo ocular, retira o edema e repõe o globo ocular • o Exoftalmia crônica o A conjuntiva é visível na parte superior e inferior • o Dermopatia de Graves, com vermelhidão na região pré-tibial o Refere prurido e edema ▪ Diagnóstico de Graves • T4 livre e T3 total aumentados • TSH suprimido • Captação de iodo aumentada com bócio difuso (cintilografia) • TRAb presente (70-100%), anticorpo antiperoxidase (45-80%) ou antireoglobulina (12-30%) • RM ou TC da órbita apresenta aumento do músculo orbital. o Bócio multinodular tóxico ▪ Segunda causa mais comum de hipertireoidismo ▪ Ocorre mais nas regiões iodo-deficientes ▪ Mais no sexo feminino com mais de 50 anos ▪ Geralmente são nódulos de longa duração que se tornam autônomos que ficam sensíveis ao TSH ▪ TSH reduzido, com T3 muito aumentado e T4 levemente aumentado ▪ Cintilografia: Nódulos funcionantes único ou múltiplos o Adenoma Tóxico (Doença de Plummer) ▪ Causa rara de hipertireoidismo ▪ Mais em mulheres com mais de 60 anos ▪ TSH reduzido, T3 muito aumentado e T4 levemente aumentado ▪ Cintilogrtafia: nódulo quente/tóxico que suprime o restante da glândula, pois capta todo o iodo para ele. ▪ Mutação do gene do receptor do TSH ou de seu sinalizador da proteína G ▪ Nódulo maior que 3 cm ▪ Emagrecimento, edema, nervosismo, sem exoftalmia, bócio nodular, taquicardia, pele sedosa, tremor efraqueza. Pode ter edemas em MMII. o Tratamento ▪ É preciso agir na fisiologia da formação dos hormônios tireóideos • Reduzir a captação de iodo o Lítio o Perclorato de potássio • Reduzir a síntese de hormônios o Anti tireoidianos: Tioamidas (metimazol e propiltiouracil) • Reduzir a liberação de hormônios pelas células foliculares o Iodo inorgânico (Lugol) • Diminuir a conversão de T4 em T3 o Betabloqueadores (propanolol), corticoides e tionamidas (propiltiuracil) ▪ Medicamentos antitireoidianos ▪ Iodo radioativo ▪ Cirurgia (tireoidectomia), em casos de bócios volumosos e compressivos ▪ Tionamidas (propiltiuracil e metimazol) • Evolução → queda do T3 e T4 em 10 a 15 dias • Em 2-4 semanas, 70 a 80% dos pacientes estarão eutorieoideos • Queda do TSH em 6-8 semanas • Queda do título de anticorpos (anti-TPO e TRAB) • Melhora a oftalmopatia • Efeitos adversos comuns nos primeiros 3 meses → Reações cutâneas, artralgia, hepatotoxicidade, colestase, vasculite (lúpus like), agranulocitose (mais raro) ▪ Iodo radioativo • Boa opção de tratamento para pacientes com BMN e não podem fazer a cirurgia. Paciente com Doença de Plummer com nódulo 80-100 mm/1ª h) • T4>T3 no início • Tireoglobulina aumentado • RAIU 24h (captação de iodo radioativo) suprimida • US: tireóide aumentada de tamanho, hipervascularizada. • Anticorpos normais. ▪ Tratamento • Repouso, AINE, se doer pode usar corticoide. Taquicardia pode associar um betabloqueador. • Salicilato (Aspirina 500mg a cada 4-6 horas) ou AINE (nimesulide, naproxeno, piroxicam) • Corticoide (Prednisona 30 a 40 mg) nas formas graves • Beta bloqueadores (Propranolol 40 mg 2 a 4x/dia) para os efeitos adrenérgicos do hipertireoidismo • Não usar drogas anti-tireoidianas o Tireotoxicose factícia ▪ Ingesta excessiva de hormônio tireoidiano com propósito de controle de peso ▪ T3 e T4 aumentado, com supressão de TSH e a tireoglobulina preso no coloide ▪ Captação de iodo suprimida. ▪ Tratamento é a suspensão do medicamento. o Situações especiais de hipertireoidismo ▪ Gravidez → não tratado pode ser causa de aborto, parto prematuro, baixo peso ao nascer e eclampsia • Na gravidez a Doença de Graves também é a principal causa de hipertireoidismo • TRAb materno atravessa placenta e estimula tireoide fetal, podendo levar ao hipertireoidismo neonatal • Indicar usar PTU no primeiro trimestre em menores doses na gestação e na amamentação. Depois troca para metiomazol no segundo e terceiro trimestre ▪ Idosos → Hipertireoidismo apático, mais anorexia, fibrilação atrial, apatia, depressão, raciocínio lento, fraqueza muscular proximal, piora da osteoporose (diminui a densidade óssea), pálpebras caídas. Ocorre em 10-15% dos pacientes geriátricos com Tireotoxicose. ▪ Hipertireoidismo subclínico → Diagnostico laboratorial • T3 e T4 normais, com TSH reduzido • Afastar causas de supressão do TSH, como uso de glicocorticoides, dopamina, doença sistêmica grave, estresse. • TSH normal está entre 0,5 e 4,5. Menor que 0,4 ocorre os acometimentos cardíacos e perda de densidade óssea. • Riscos → Disfunção cardíaca, fibrilação atrial, perda de massa muscular, aumento de risco de osteoporose ▪ Crise tireotóxica (tempestade tireotóxica) → Paciente que tem hipertireoidismo e não tratou ou tratou errado • Febre (38º - 41º), taquicardia, fibrilação atrial, delírio, icterícia. • Fatores predisponentes: Cirurgia, IAM, infecções agudas e drogas severas. • Hipotireoidismo o Definição ▪ Síndrome clinica da diminuição da produção, secreção e ação dos hormônios tireoidianos por resistência periférica. ▪ Prevalência de 2% na população adulta feminina e 0,2% na masculina o Quadro Clínico ▪ Redução do metabolismo basal ▪ Lentificação processos biológicos • Criança não cresce tanto • Em idoso o paciente fica deprimido, sem muitos outros sintomas ▪ Gravidade variável o Anamnese ▪ Paciente com astenia, sonolência, déficit de memoria e cognitiva, ganho peso por retenção de líquidos, constipação, intolerância ao frio, dispneia aos esforços (derrame pericárdico) ▪ Sinais → Pele seca, fria e amarela (caroteno não é convertido em vitamina A na mesma velocidade de antes), bradicardia (escolar, retardo erupção dentário, atraso puberal o RN → Dosagem dos hormônios da tireoide no teste do pesinho. T3 crucial para o desenvolvimento cognitivo ▪ Em 11 a 12 semanas de gestação, o feto já possui sua tireoide. ▪ Hipotireoidismo congênito (agenesia ou deficiente) → retardo mental severo se não tratado rapidamente ▪ Cretinismo: hipotireoidismo congênito associado a retardo mental, baixa estatura e característica edema de face e mãos. ▪ Quadro clínico → icterícia prolongada, macroglossia, letargia, hipotonia, distensão abdominal, extremidades frias, fontanelas largas, pele seca, mixedema. ▪ Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor é o tratamento. Se não houver o diagnóstico nos 5 primeiros dias, pode ocorrer sequelas significativas (cretinismo) ▪ Feito no teste do pezinho o Idosos → frequentes quadros atípicos, anorexia e perda de peso, depressão e demência o Etiologia ▪ Primário (80-90% dos casos)→ problema na tireoide • Aumenta TRH no hipotálamo, aumento de TSH na hipófise e redução de T3 e T4 no sangue. ▪ Secundário → problema na hipófise • Aumento de TRH no hipotálamo, redução de TSH na hipófise e redução de T3 e T4 no sangue ▪ Terciário → problema no hipotálamo • Redução de TRH, TSH, T3 e T4 ▪ Mais comum é o primário e na raça branca. Central é mais raro e congênito ocorre em 1:4.000 nascidos vivos o Causas primárias ▪ Tireoidite de Hashimoto (principalmente) ▪ Tireoidectomia (bócio/câncer) ▪ Tratamento com iodo radioativo (queima a tireoide) ▪ Irradiação externa ▪ Tireoidite pós-parto ▪ Tireoidite subaguda ▪ Deficiência de iodo ▪ Ectopia/agenesia tireoidiana ▪ Defeitos na síntese hormonal ▪ Neonatal transitório ▪ Drogas: Iodo, amidarona, lítio, IFN alfa, valproato de sódio o Causas centrais: secundárias e terciárias ▪ Adenomas hipofisário ▪ TCE o Tireoidite de Hashimoto ▪ Tireoidite autoimmune crônica ▪ A tireóide sofre ação dos linfócitos ▪ Há três antígenos tireóideos principais: anti-tireoglobulina (TG), anti-peroxidade tireóidea (anti-TPO) e o anti-receptor do TSH (TSH-R/TRAb). Se esse estiver alto, é mais indicativo de Graves que Hashimoto, mas nesse último eles estarão positivos. ▪ Patogênese • Destruição do tecido tireoidiano • Infiltrado linfocitário • Mediado por anti-TPO, que bloqueia a organificação do iodo, impedindo a produção de hormônios ▪ Fatores ambientais • Fumantes • Oferta de iodo • Estresse • Viral ▪ Susceptibilidade genética • Há uma associação da tireoidite de Hashimoto com HLA-DR3, HLA-DR4 e HLA- DR5 em pessoas da raça branca e um gene da região da proteína 4 do linfócito T citotóxico está relacionado com tireoidite de Hashimoto familial o Diagnóstico ▪ Clinico • TSH alto, mas a tireoide não responde e T4 livre baixo ▪ Subclínico • TSH alto e T4 livre normal ▪ Central • TSH baixo e T4 livre baixo o Fatores de risco para hipotireoidismo ▪ Idade acima de 60 anos ▪ Sexo feminino ▪ Bócio ▪ Doença nodular tireoidiana ▪ História de radioterapia (queima a tireoide) ▪ Doença autoimune tireoidiana e extratireidiana (lúpus, atrite reumatoide, DM1) ▪ Drogas (amiodarona e lítio) ▪ Baixa ingestão de iodo, S. Down ▪ Infecção por vírus da hepatite C ▪ S. Turner ▪ Hipercolesterolemia. ▪ Para esses pacientes é importante a dosagem de T4 livre e TSH ao menos uma vez por ano. No caso do hipertireoidismo, dosa também o T3 por risco de tireotoxicose. o Tratamento ▪ Levotiroxina (LT4) – Reposição hormonal • T4 é mais estável e com maior meia vida que T3, por isso a reposição de T4 (será convertido em T3) • Dose única diária (jejum) • Iniciar com doses mais baixas em idosos ou cardiopatas e aumentar lentamente, para não causar taquicardia • Dose média em adultos: 1,4 a 1,8 mcg por KG por dia • Crianças: necessitam doses maiores por peso (2mcg por Kg), por conta do metabolismo acelerado ▪ Necessidade de aumentar • Má absorção (ex: Doença celíaca) • Gravidez • Drogas que reduzem a absorção de LT4 (sulfato ferroso) • Drogas que aumentam o metabolismo hepático da LT4 ▪ Necessidade de reduzir • Envelhecimento (metabolismo reduzido) • Terapia de reposição de androgênios. ▪ Ajuste de dose • Se apresentar TSH alto: aumenta a dose • Se apresentar TSH baixo: reduzir a dose • Meta: TSH entre 0,5 a 2,5 • TSH demora algumas semanas para atingir equilíbrio (8 semanas) • No hipotireoidismo central, tem que ser guiado pelo nível de T4 livre, pois TSH não é parâmetro de tratamento. o Hipotireoidismo subclínico ▪ É um diagnóstico laboratorial, com T4 livre normal e TSH um pouco aumentado ▪ Ocorre em 20% das mulheres com mais de 60 anos ▪ TSH aumentado e T4 livre normal, repete o TSH. 50% dos casos normaliza na segunda dosagem. Se persistir, questiona a chance de se tornar clínico ▪ Dosa anti-TPO ou anti-tireoglobulina positivo, sabe-se que há 5% ao ano de se tornar clínico. Caso negative, tem 2,5% de chance de se tornar clínico ▪ Tratamento • Gravidas sempre trata • TSH > 10 • Bócio grande • TSH entre 5 e 10 tratar se tiver sintomas sugestivos, anticorpos positivos (anti- TPO) • Doses menores de LT4 (25-50 mcg/d) o Casos especiais ▪ Coma mixedematoso • Falta de hormônio por muito tempo • Quadro extremo • Alta mortalidade (>50%) • Baixa temperaturas corporais, torpor, coma, presença de um fator precipitante (infecções, AVC, cirurgia, drogas) • Hiponatremia, hipoglicemia, hipotensão e hipoventilação ▪ Gravidez • Aumento da TBG (excesso de estrógenos) • Também é valido para mulheres que fazem reposição de estrógenos, menopausa, entre outros • Degradação de T4 pelas desiodases placentárias • Aumento da necessidade de LT4 • TSH no primeiro trimestre deve estar menor que 2,5 • Recomendável aumentar em 25-30% a dose da LT4 no diagnóstico da gestação • Ajustes mensais da dose TRAb Anti-TPO Anti-peroxidase