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Joana Pscheidt – Medicina UNOESC, 12ª fase, 2023.1 
ENDOCRINOLOGIA 
 
NÓDULOS TIREOIDIANOS 
 
Conduta: 
• Se ¯TSH: Cintilografia 
o Hipercaptante: Adenoma tóxico 
o Frio: USG 
• Se TSH normal: USG (Ti-Rads) 
o 1-2: Seguimento 
o 3: PAAF se >3.5 
o 4: PAAF se >1.5 
o 5: PAAF se >=1 
• Classificação de Bethesda (pós PAAF): 
o 1 (insatisfatório): PAAF 
o 2 (benigno): Seguimento 
o 3 (atipia indeterminada): PAAF 
o 4 (aumento de células foliculares): Cirurgia 
o 5 (suspeito): Cirurgia 
o 6 (maligno): Cirurgia 
 
CA tireoide: 
• Bem diferenciado: Bom prognóstico. Seguimento pós tireoidectomia com levotiroxina (manter TSH 
suprimido para diminuir chances de recidiva) e USG após 6 meses (descartar remanescente) 
o Papilífero: Mais comum, mulheres 20-40a. Se =1cm, 2cm ou CA em 
histopatológico, tireoidectomia total 
• Pouco diferenciado: 
o Medular: Tireoidectomia + linfadenectomia. Seguimento com calcitonina. Pesquisar 
protooncogene RET em parentes de 1º grau (familiar em 20%) 
o Anaplásico/indiferenciado: Pior prognóstico, raro, baixa sobrevida 
 
 
 
TIREOIDIOPATIAS 
 
TRH (hipotálamo) à TSH (hipófise) à T3/funcionante e T4/inativo (tireoide) 
 
Hipertireoidismo: 
• Se ­TSH ­T4L: Hipertireoidismo secundário (geralmente adenoma hipofisário) 
• Se ¯TSH ­T4L (clínico)/T4 normal (subclínico): Hipertireoidismo primário 
• Quadro clínico: Hiperestimulação do metabolismo (insônia, agitação, polifagia, sudorese, PA 
divergente/alta, taquicardia), bócio (por hiperatividade da tireoide), oftamopatia de Graves, fácies 
Basedowiana, mixedema pré tibial 
• Se presença de nódulo: Cintilografia 
o Toda tireoide captante: Graves 
o Hipocaptante: Tireoidite subaguda 
o Nódulo único hipercaptante: Plummer/adenoma tóxico (nódulo produtor de hormônio 
tireoidiano de forma autônoma) à Tireoidectomia ou iodo 
o Múltiplos nódulos hipercaptantes: BMT à Tireoidectomia 
• Doença de Graves: Mais comum 
o Diagnóstico: TRAb estimulante positivo (estimula TSH) ou clínico (exoftalmia + bócio + 
dermatite/mixedema pré tibial/ocre) 
o Tratamento medicamentoso: Metimazol (menos efeitos colaterais) ou propiltiouracil (se 
gestantes do 1º trimestre ou crise tireotóxica) 
§ EA: Agranulocitose – Se tosse e odinofagia, procurar a emergência 
o Tendencia a remissão após 2 anos de tratamento medicamentoso. Se não ocorrer, 
radioablação (iodoterapia) ou tireoidectomia 
o Acompanhar com T4L 
Joana Pscheidt – Medicina UNOESC, 12ª fase, 2023.1 
o Sempre tratar, mesmo que subclínico!!! 
• Tireoidectomia: 
o Preparo cirúrgico com drogas antitireoidianas por 4-6 semanas (evita crise tireotóxica) e iodo 
por 10 dias (causa bloqueio dos hormônios tireoidianos pelo efeito Wolff Chaikoff) 
o Complicação mais comum: Hiperparatireoidismo transitório, podendo gerar hipocalemia 
 
Hipotireoidismo: 
• Se ¯TSH ¯T4L: Hipotireoidismo secundário (geralmente hipopituitarismo) 
• Se ­TSH ¯T4L (clínico)/T4 normal (subclínico): Hipotireoidismo primário 
• Quadro clínico: Lentificacao do metabolismo (depressão, aumento do peso, intolerância ao frio, 
bradicardia, constipação), bócio (por hiperestimulação da tireoide), hiperprolactinemia (­ TRH), 
dislipidemia, mixedema 
• Tireoidite de Hashimoto: 
o Geralmente anti-TPO, anti-Tg ou TRAb bloqueador (antirreceptor de TSH) 
o Diagnóstico é dado pela clínica, dosagem de autoanticorpos não é obrigatória 
o Tratamento: Levotiroxina 1-2 μg/kg/dia 
o Acompanhar com TSH 
o Tratar subclínico quando: Mulher fértil e que deseja gestar, gestante, TSH >10, TSH 7-10 
jovem com anti TPO + 
 
 
Tireoidites: 
Hipertireoidismo inicialmente (escape de coloide do folículo tireoidiano), hipotireoidismo após (fim do 
estoque) 
• Tireoidite aguda: Causa mais comum de tireoidite piogênica na infância. Drenagem + ATB 
• Tireoidite subaguda: DD com Graves (cintilogradia sem captação) à Linfocítica indolor ou 
granulomatosa dolorosa de Queirvan/de células gigantes (1-3 pós infecção viral, AINE) 
• Tireoidite crônica: Não retorna ao eutireoidismo à Fibrosante de Riedel, Tireoidite de Hashimoto 
(CAUSA MAIS COMUM DE HIPOTIREOIDISMO) 
 
 
DM 2 
 
Fadiga pancreática secretória (insulina insuficiente) em razão da resistência periférica a insulina 
 
Diagnóstico: 
• 2 testes positivos de amostras iguais ou diferentes: GJ ≥126, TOTG ≥200, HbA1c ≥6.5% 
• Glicemia ≥ 200 + sintomas de DM 
OBS. Na pré diabetes (GJ 100-126, TOTG 140-199, HbA1c 5.7-6.4%), apenas 1 teste alterado já dá o 
diagnóstico 
 
Alvos: 
• HbA1c 10%, gestação, internação, doença hepática e renal avançada, LOA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANOTAÇÕES AMU: 
• Acompanhamento CA papilífero: TSH, T4L, tireoglobulina, anticorpo anti-
tireoglobulina, 25-OH-vitamina d, Ca total, fósforo, albumina, USG de cervical 
• Tamanho normal da tireoide: 15-20 
• Biotina altera TSH e T4L 
• Hipoparatireoidismo: Acompanhar Ca 
o Pode gerar sintomas como parestesia, formigamento, cambas 
o Sinais de hipocalcemia: 
§ Sinal de Chvostek: Contração involuntária dos músculos faciais ao 
realizar percussão do nervo facial na região zigomático 
§ Sinal de Trousseau: Contorção dos dedos em resposta à compressão 
do braço por meio de esfigmomanômetro insuflado >20 mmHg acima 
da PAS durante 3 minutos 
• OBESIDADE: 
o Questionar histórico: Se peso exacerbado súbito, pensar em Cushing 
o Principais opções: Sibutramina, topiramato, orlistate, liraglutida, semaglutida 
o Sibutramina 10/15mg: EA de boca seca, constipação, aumento da FC, 
alterações na PA. Contraindicado em HAS, DM, história psiquiátrica. Indicado 
em casos de alimentação em grandes volumes 
o Topiramato: Contraindicado em caso de litíase renal, lembrar que corta efeito 
do anticoncepcional 
• HIPOTIREOIDISMO: 
o Iniciar levotiroxina com 1,6-1,8/kg. Repetir em 6-8 semanas 
o Omeprazol sempre depois! Se não controlado, verificar adesão 
o Sempre tratar se gestante - Pode causar retardo 
• HIPERTIREOIDISMO: 
o Solicitar TRAb (GRAVES), cintilografia e USG 
o Tireotoxicose: Propranolol 40mg 12/12H

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