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Drenos e sondas Maria Laura Gonçalves Vieira – T XIV 1. Drenos a. O que são? Materiais usados com o intuito de evitar o acúmulo de secreções/ líquidos em um espaço determinado. b. Quando usar? Uso pode ser preventivo (como sentinela) ou terapêutico. Preventivo é usado para evitar complicações, como a acumulação de seroma, ou como sentinela, enquanto o terapueitco é para tratar um abscesso no abdome, por exemplo. Hoje o uso da grande maioria dos drenos é questionado, uma vez que algumas medidas clínicas e cirúrgicas diminuem a produção de seroma. Ex: pontos de adesão, podemos evitar o espaço morto; evitar grandes descolamentos; escolha do momento ideal para cirurgia (paciente apresentando edema importante) OBS.: utilizar o dreno caso isso o tranquilize, mas evitar não ser cauteloso na dissecção e hemostasia pois irá usar o dreno. Lembrar o risco de infecção devido ao uso de drenos, o que tem aumentado a escolha pelo sistema fechado (vácuo) c. Tipos I. Quanto à função: 1) Laminar - dreno por capilaridade. (Lembrar de fixar). Ex.: Penrose 2) Tubular- dreno por pressão ou gravidade (lembrar de fixar, o mesmo deve sair sempre a baixo do local de origem); tórax. Ex.: Pezzer, Kher 3) Misto - ambos (lembrar de fixar). Ex.: dreno de waterman 4) A vácuo: Portovac. É tubular, têm duas entradas e duas saídas, uma delas vai para o paciente e outra para o meio externo e no meio tem uma conexão sanfonada, aí você abre a que vai para o meio externo, aperta a sanfoninha, fecha a que vai para o meio externo e abre a do meio interno e o líquido vai ser puxado pelo vácuo. II. Quanto ao material 1) Borracha (látex): penrose (abcesso), tubular, dreno de kehr 2) Silicone: tubular 3) Poliuretano 4) Plástico: tubular, portovac (coleção de sangue) III. Quanto à localização 1) Subcutâneo 2) Subfascial/submuscular 3) Extraperitoneal / intraperitoneal 4) Cavidade pleural IV. Quanto ao orifício de saída 1) Incisional: dreno é colocado na própria incisão cirúrgica (cada vez mais evitado pelo rico de infecção no local da ferida e consequente deiscência – abertura espontânea de sutura) 2) Contra-incisão: mais usado. Dreno coloca fora da incisão cirúrgica d. Indicações Profilática X Terapêutica e. Quando retirar Profilática - usado em locais para diagnosticar possíveis fístulas, portanto o débito não indicará a retirada e sim o número de dias que usá-los. Terapêutica- evitar seromas. Basear no débito do dreno (literaturas variam de 100 a 50 ml diários). No caso de dreno de tórax, avaliar expansibilidade do pulmão. 2. Sondas a. As principais sondas: I. Nasogástrica: pode ser alimentar, mas é mais utilizada para drenagem do conteúdo gástrico. Verifica-se o tamanho medindo a sonda da ponta do nariz até o lóbulo da orelha e, após, até o apêndice xifoide II. Nasoentérica: tem o fio guia e ponta radiopaca. É mais usada para nutrição enteral e pós-operatório. O tamanho é medido de acordo com a nasogástrica + 10cm, ou até a cicatriz umbilical III. Vesical 1) Demora: folley de 2 ou 3 vias (quando é necessário irrigação vesical). Ex.: para sangramento ou hematúria, para irrigar a bexiga e impedir que o coagulo obstrua a sonda. 2) Alívio: nelaton. Coloca a sonda, esvazia bexiga e tira. b. Indicações Sonda nasogástrica: alivio da distensão abdominal, aspiração de resíduo gástrico, introdução de medicamento ou alimentos, intoxicação exógena, algumas afecções gástricas, hemorragia gástrica. Sonda nasoentérica: alimentação e pós operatórios Sonda vesical: Aliviar bexigoma, evitar constante umidade em pacientes com incontinência urinária, peri/intraoperatória e controle rigoroso da diurese. c. Riscos e vantagens Riscos: ITU, pneumonia aspirativa e dificuldade para deambular e convívio social. Problemas da semana 1. Paciente vítima de acidente motociclístico (carro versus moto), vem trazido pelo SAMU orientado, apresentando vias aéreas pérvias, colar cervical, murmúrio vesicular presente a direita e levemente diminuído a esquerda, saturação 93%, frequência respiratória de 15 i.p.m., estável hemodinamicamente (PA 110x80 mmHg, frequência cardíaca 90 b.p.m.), bulhas cardíacas normofonéticas sem sopros, glasgow 15 e pupilas isocóricas e fotorreagentes, apresentando escoriação em tórax e membro superior esquerdo. O mesmo refere dor inspiratório-dependente, e nega outras queixas. Foram solicitadas as radiografias iniciais do trauma. Comente o achado da radiografia de tórax abaixo. Qual a sua conduta? Foi diagnosticado clinicamente e radiologicamente pneumotórax simples esquerdo. Deverá ser realizada drenagem torácica em 5 EIC na LAM. Explicar sobre como funciona o dreno (dreno tubular em que usamos um recipiente com agua [500mL] para gerar uma diferença de pressão), modo de testar se o dreno está funcionante (solicitar para paciente o tossir). Sempre confirmar a posição do dreno com radiografia. Tirar o dreno quando o pulmão estiver totalmente expandido até periferia e drenagem menor que 100ml em 24h. OBS.: Se fosse pneumotórax hipertensivo a pressão estaria baixa, e teria desvio mediastinal.