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DIAGNÓSTICO DERMATOLÓGICO 
PARTE I – DERMATÓFITOS 
 
 
 INTRODUÇÃO 
 
As dermatofitoses são infecções micóticas superficiais causadas pelos fungos 
pertencentes aos gêneros Microsporum, Epydermophyton e Trichophyton, categorizados como 
queratolíticos, determinando dermatopatia de curso subagudo ou crônico . Entre eles, o mais 
comum em cães e gatos é o M. canis, correspondendo a aproximadamente 90% dos casos. 
Ressalta-se também que aproximadamente 8% dos cães e 88% dos gatos carreiam 
assintomaticamente seus esporos. Tal fato está correlacionado a dados estatísticos que remetem 
ao M. canis como responsável por aproximadamente 15% das derma tofitoses humanas . 
 
 
Fonte : www.ciadogatopersa.com.br 
Figura 1 : M.canis 
 
 FISIOPATOLOGIA E TRANSMISSÃO 
 A dermatofitose geralmente se desenvolve em animais jovens (de 20 dias a 6 meses) ou de 
idade avançada. Afeta tanto animais de pêlo curto quanto longo, sendo mais insidiosa nestes 
últimos devido a dificuldade de eliminar os esporos do fungo. 
 Os esporos, forma de reprodução do fungo, se disseminam com grande facilidade podendo 
viver de meses a anos no ambiente ou mesmo nos utensílios utilizados pelos animais, por 
exemplo, escovas e cama. A exposição ou contato com o dermatófito nem sempre resulta em 
infecção e, por vezes, a própria infecção não resulta em sinais clínicos. Além do contato direto, 
importantes fontes de infecção são os chamados portadores, isto é, animais sem sintomas visíveis 
mas que conduzem o material infeccioso. 
 O dermatófito cresce nas camadas queratinizadas dos pêlos, das unhas e da pele. Não se 
desenvolve em tecido vivo e tem dificuldade de sobrevivência em locais com inflamação severa. O 
período de incubação varia de 1 a 4 semanas, dependendo das condições do substrato. 
 O aparecimento da dermatofitose é comum em condições de falha do sistema imune tais 
como câncer, stress, ambiente desfavorável, vacinação e tratamentos prolongados com 
corticosteróide. 
 A dermatofitose também ocorre em condições de alto requerimento metabólico, como a 
prenhez e a lactação, ou em ambientes que convivam muitos animais, a exemplo dos canis e gatis 
associados ao intenso movimento de entrada e saída dos animais. 
 É uma doença infectocontagiosa e a infecção se dá por contato direto com pelos de animais 
doentes, por fômites contaminadas (escovas, toalhas, camas, tesouras, transporte, etc) ou por 
contaminação ambiental. Os pelos contendo artroconídeos infectantes podem permanecer viáveis 
no ambiente por muitos meses. 
 Os animais assintomáticos geralmente são animais domiciliados, com livre acesso a rua, 
que vão a exposição adquiridos de canis ou gatis. A presença dos animais assintomáticos contribui 
para a infecção de outros animais, de seres humanos e dificulta o controle ambiental. 
 
SINTOMAS 
 
 A manifestação clássica da dermatofitose é a alopecia circular com pápulas foliculares finas 
e crostas na periferia, mais comumente observada em gatos e frequentemente mal interpretada em 
cães. Nestes, o que comumente se observa é uma dermatite inespecífica com formação de crostas 
e escamas e, na maioria dos casos, há o envolvimento folicular. 
Escamas, eritema e prurido são sintomas variáveis de cada caso. As localizações mais 
comuns são na cabeça – ao redor das orelhas, olhos e focinho e nas patas. 
As lesões podem ser únicas, múltiplas e/ou generalizadas, afetando todo o manto piloso. 
 
 
Fonte : www.olivaproenca.com 
Figura 2 : M.canis 
 
Fonte: www.ciadogatopersa.com.br Fonte: www.ciadogatopersa.com.br 
Figura 3 : Lesão alopécica circular característica de M. canis. Figura 4: Lesão de M.canis em 
barriga de cachorro. 
 
 
DIAGNÓSTICO 
 
O diagnóstico definitivo da dermatofitose é laborat orial . Exames através de 
microscopia direta de raspados e secreções, cultivo microbiológico e análises cito e 
histopatológicas evidenciam os agentes envolvidos, definindo assim a etiologia da doença. Vale 
lembrar a importância do diagnóstico diferencial qu e inclui dermatopatias de origem 
endócrina/metabólica além de hipersensibilidade/ato pia. Atenção especial deve ser também 
destinada aos fatores predisponentes como doenças i munossupressoras , ambiente e hábito 
de vida do animal, com o propósito de instituir além da terapêutica específica, medidas de controle 
e prevenção das doenças. 
 
VETCHECK – Dermatófitos 
 
Além do diagnóstico laboratorial, o clínico pode co ntar com o VetCheck – 
Dermatófitos! 
 
 
Figura 5: Kit VetCheck TECSA Laboratórios 
Fonte: TECSA Laboratórios 
 
Trata-se de um kit diagnóstico para uso veterinário composto de um meio de cultura 
específico (4 placas/testes) e folheto de instruções. O meio é o mesmo utilizado no TECSA 
Laboratórios, que contém nutrientes específicos que facilitam o crescimento de dermatófitos além 
de antibióticos específicos que previnem o crescimento de outros microorganismos não 
patogênicos. 
A finalidade do kit abrange o auxílio no diagnóstico das dermatofitoses em cães, gatos, 
equinos e até mesmo bovinos e suínos. Resultados positivos são caracterizados pela mudança de 
cor do meio de cultivo (indicador de alteração de pH) e as colônias formadas são de cor branca, 
possuindo aspectos específicos. Demais crescimentos e ausência da mudança de cor do meio 
caracterizam o crescimento de fungos não dermatófitos ou saprofíticos. Microsporum, Trichophyton 
e Epidermophyton produzem metabólitos alcalinos, o que determina a mudança de cor do meio. 
Os resultados podem ser obtidos a partir de 48 horas (mudança de cor do meio) até 14 
dias (colônias adultas características). Uma observação complementar em microscopia ótica pode 
ser necessária, podendo uma amostra da colônia formada ser enviada ao laboratório para a 
identificação do agente (gênero e espécie) e para realização de antifungiograma. 
 
 
Figura 6: Colônias de dermatófitos evidenciadas pelo VetCheck 
Fonte: TECSA Laboratórios 
 
Entre em contato com nosso Departamento Comercial ou através do e–mail tecsa@tecsa.com.br 
para maiores informações. 
 
Dica baseada em www.ciadogatopersa.com.br, e www.drapriscilaalves.com.br . 
 
MATERIAL EXAMES PRAZO DIAS 
Raspado de pele e 
pêlos ou Swab Cultura para Fungos - COD 255 12 
Raspado de pele e 
pêlos ou Swab 
Cultura para Fungos + Antifungi grama - 
COD 759 30 
Raspado de pele e 
pêlos ou Swab 
Micológico direto (Pesquisa direta para 
fungos) - COD 55 1 
Raspado de pele e 
pelos ou Swab Pesquisa de Sarna e Fungos - COD 355 1 
Raspado de pele e 
pêlos ou Swab GRAM - COD 56 1 
Fragmento de tecido 
formolizado Análise histopatológica - COD 86 4 
Fragmento de tecido 
formolizado GRAM Histológico - COD 662 4 
KIT VETCHECK - DERMATÓFITOS 
Kit VetCheck Dermatófitos com 4 testes 3 
 
 
EQUIPE DE VETERINÁRIOS - TECSA Laboratórios 
Primeiro Lab. Veterinário certificado ISO9001 da 
América Latina. Credenciado no MAPA. 
PABX: (31) 3281-0500 ou 0300 313-4008 
FAX: (31) 3287-3404 
tecsa@tecsa.com.br 
RT - Dr. Luiz Eduardo Ristow CRMV MG 3708 
 
 
Facebook: Tecsa Laboratorios 
 
WWW.TECSA.COM.BR 
 
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INDIQUE ESTA DICA TECSA PARA UM AMIGO 
“Você recebeu este Informativo Técnico, pois acreditamos ser de seu in teresse. Caso 
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Dicas ), por favor responda a esta mensagem com a p alavra CANCELAMENTO no campo 
ASSUNTO do email. ”

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