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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
	
RELATÓRIO 02
	
	
	DATA:
______/______/______
RELATÓRIO DE PRÁTICA 01
Renata Laneide Lima Bezerra
47034855
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: TEC. DIAGNÓSTICAS EM PODOLOGIA – AULA 1
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME: Renata Laneide Lima Bezerra
	MATRÍCULA:47034855
	CURSO:Podologia
	POLO: Unifael – Boa Viagem-ce
	PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Rosilma de Oliveira Araújo Melo
		TEMA DE AULA: EXAME MICOLÓGICO DIRETO DA UNHA
RELATÓRIO:
1. Descrever a finalidade do exame micológico direto e explicar o processamento de amostras ungueais para diagnóstico de onicomicoses;
 Onicomicose é a infecção fúngica que acomete as unhas das mãos e dos pés. Esta patologia pode o correr na matriz, no leito e na placa ungueal. Além de funcionar como porta de entrada para infecções disseminadas em pacientes imunocomprometidos, a onicomicose pode causar dor, desconforto, limitações físicas e ocupacionais frequentemente sérias. 
 Os efeitos psicológicos e emocionais que resultam dos aspectos clínicos da onicomicose são difundidos e têm um impacto significativo na qualidade de vida dos portadores. As formas clínicas de onicomicose dependem da porta de entrada e agente infectante. Entre os agentes etiológicos que causam estas lesões destacam-se as leveduras, os dermatófitos e os fungos filamentosos não-dermatófitos. Os dermatófitos geralmente são considerados os principais agentes causais, seguidos pelas leveduras. Entretanto, a onicomicose causada por fungos filamentosos nãodermatófitos tem se tornado cada vez mais frequente. 
 O exame micológico direto serve para diagnosticar infecções por fungos. Os fungos podem ser pesquisados em lesões de pele, cabelo, couro cabeludo, unhas ou secreções. A coleta das amostras é a fase mais crítica no diagnóstico da onicomicose. De forma geral, as amostras devem ser colhidas na parte mais proximal da unha afetada. São colhidas da parte mais distal da unha, onde a viabilidade fúngica é baixa.
1. Relatar os possíveis resultados diante da pesquisa e fornecimento das informações morfológicas sobre os agentes etiológicos das onicomicoses.
 As dermatomicoses causadas por fungos emergentes são entidades clínicas raras, à exceção das onicomicoses. Como certos fungos e leveduras podem residir na pele, a positividade em culturas de escamas ungueais deve ser interpretada obrigatoriamente em concordância com os respectivos d ados clínicos, exames diretos das amostras, quantificação das colônias isoladas em relação aos pontos de inoculação e, principalmente, deve a positividade ser mantida após a repetição dos cultivos. Para confirmar a etiologia das onicomicoses não-dermatofíticas, os critérios padrões para o diagnóstico micológico devem ser bem aplicados. O diagnóstico de onicomicose tem que se basear, sempre, em pontos fundamentais: no aspecto clínico que será sugestivo de tal lesão, na procedência do paciente, nós antecedentes de outras infecções Correlacionadas com a onicomicose e em possíveis tratamentos prévios específicos. O diagnóstico micológico é definitivo e baseado no exame direto, no cultivo e na identificação do agente etiológico, seja morfológico e/ou com auxílio de provas bioquímicas.
 A amostra populacional foi constituída por doentes atendidos em consultórios dermatológicos da cidade do Rio de Janeiro, Brasil, no período de janeiro d e 1998 a dezembro de 1999. Pacientes de todas as idades e com vários problemas dermatológicos eram encaminhados ao laboratório para esclarecimento diagnóstico. As unhas de mãos e pés eram classificadas em normais e anormais, sendo coletado material subungueal para exame micológico apenas das unhas afetadas. A classificação das onicomicoses foi baseada nos quatros tipos clínicos específicos de alterações presentes, segundo Roberts: Onicomicose subungueal distal e lateral é o tipo mais comum de onicomicose. Os dermatófitos predominam nesse tipo clínico, com envolvimento ocasional por não dermatófito. Onicomicose superficial branca é uma infecção superficial da unha causada primariamente por T. mentagrophytes e, algumas vezes, pelo mofo Acremonium sp. Esse tipo tem recebido, recentemente, maior atenção por causa da maior ocorrência em paciente com Aids. Infecção subungueal proximal, frequentemente afetando as unhas dos dedos das mãos, é primariamente resultado de infecção por Cândida. No paciente portador de Aids, pode ser causada por dermatófito. 
 Onicomicose distrófica total, caracterizada pela total destruição da placa(lâmina) ungueal, é frequentemente resultado de infecção dermatofítica. A amostra clínica da unha foi submetida ao exame micológico direto, após clarificação com NaOH a 20%, e a cultura em meio de Sabouraud e Mycosel. A confirmação da dermatofitose foi baseada no crescimento do agente etiológico no meio de cultura. No caso da espécie Cândida, o diagnóstico era baseado no exame direto pela presença de hifas, pseudo-hifas e blasto conídios. Quando era isolado fungo não dermatófito, além da hifa no exame direto e do crescimento em cultura, uma segunda coleta era realizada para confirmação do exame micológico.
TEMA DE AULA: PREPARAÇÃO DE MEIO DE CULTURA 
RELATÓRIO: 
1. Descrever o que é um meio de cultura, os tipos e suas aplicações.
 O meio de cultura pode ser líquido, semissólido ou sólido e tem como principal função prover os nutrientes necessários para o desenvolvimento e o bom crescimento de células e outros organismos vi vos. Como são utilizados em variadas aplicações, são específicos para cada tipo de célula ou micro-organismo mantido em cultura. Podem conter diversos tipos de ingredientes como extratos de tecidos animais ou vegetais, além de compostos orgânicos e inorgânicos. Há meios que são enriquecidos com nutrientes além dos encontrados habitualmente, os seletivos, que permitem o crescimento de somente determinados organismos e outros meios para finalidades diversas. Dessa forma, é possível realizar uma in finidade de experimentos com esses produtos, que são essenciais em muitas pesquisas e permitem mimetizar um ambiente perfeito para o desenvolvimento dos organismos que se deseja analisar. 
 Os meios de cultura mais utilizados para cultivo de micro-organismos incluem nutrientes específicos misturados ao ágar que faz com que o meio se solidifique. Essa estratégia permite que micro-organismos sejam cultivados em placas de petri. Na cultura de células, os meios são comumente acrescidos de fatores de crescimento e hormônios.
 Para células animais, o soro fetal bovino é um ingrediente importante que auxilia a promover o ambiente ideal.
M e i o d e c u l t u r a e n r i q u e c i d o; O meio de cultura enriquecido apresenta uma grande porção de nutrientes que favorecem o crescimento de micro-organismos, até mesmo os que possuem maior dificuldade em crescer em cultura.
M e i o d e c u l t u r a s e l e t i v o; O meio de cultura seletivo possui componentes que possibilitam o crescimentode determinados organismos e inibe a proliferação de outros.
M e i o d e c u l t u r a d i fere n c i a l; Esses produtos possuem componentes que permitem diferenciar a cultura de organismos distintos em um mesmo meio. Para isso, utilizam corantes e outros produtos para promover essa diferenciação.
M e i o d e c u l tu ra d e t r a n s p o r te; Esses meios são úteis em situações que não é possível realizar a cultura logo no momento de coleta. Para isso, utiliza-se o meio de cultura de transporte, que permite a manutenção de boas condições para sobrevivência do organismo até que esse possa ser cultivado em seu meio de rotina.
M e i o d e c u l t u r a d e t r ia g e m; São meios de cultura que avaliam algumas características metabólicas dos organismos, permitindo identificá-los e caracterizá-los.
M e i o d e c u l tu ra de i d e n t i f i c a ç ã o; Realizam provas bioquímicas para identificar determinadas características fisiológicas e peculiares de alguns micro-organismos.
M e i o d e c u l t u r a de c o n t a g e m; São muito úteis para verificar a quantidade de populações microbianas.
M e i o d e c u l t u r a d e e s t o c a g e m e m a n u t e n ç ã o ; Esses meios de cultura são os mais conhecidos e utilizados em laboratórios. Permitem que micro-organismos e células sejam mantidos e estocados, garantindo nutrientes e um ambiente favorável ao seu crescimento. O meio de cultura é amplamente utilizado em laboratórios de pesquisa para estocagem e manutenção de organismos. Contudo, eles podem também ser utilizados em outros locais como nas análises clínicas para identificação de determinados microrganismos, no controle de qualidade industrial, na fabricação de alimentos, nos mais variados trabalhos d e campo, possibilitando o transporte de diversos organismos até o local em que serão mantidos, além de outras aplicações.
 Por esse motivo, há uma grande variedade de meios de cultura. Além de serem específicos para determinados micro-organismos, alguns são adequados de acordo com a finalidade e aplicação desejada. Para isso, utilizam diversos nutrientes específicos para cada micro-organismo que se deseja cultivar. São muito importantes em algumas aplicações e podem ter diversos tipos. Dessa forma, é necessário entender primeiramente a necessidade de uso antes de optar pelo meio de cultura adequado.
2. Relatar a vivência em aula prática do preparo de um meio de cultura para fungos;
3. Caracterizar as recomendações da utilização de meios com antibióticos e sem antibióticos frente à identificação de fungos. 
 Fungos estão em todo l ugar. Existem milhões de espécies diferentes de fungos na Terra, mas apenas 300 deles são conhecidos por deixar pessoas doentes. Infecções fúngicas são causadas frequentemente por fungos microscópicos, aqueles comuns no meio-ambiente. Fungos podem viver no solo ao ar livre e nas plantas, assim como muitos outros em superfícies internas e na pele humana.
 Infecção fúngica na pele pode causar erupções e são muito comuns. Por exemplo, a micose é uma infecção epitelial causada por fungos. Já infecção fúngica nos pulmões pode ser mais séria e geralmente os sintomas são similares a outras doenças, como gripe ou tuberculose. A meningite fúngica e infecções na corrente sanguínea são menos comuns do que infecções na pele e pulmões, mas podem ser fatais. Como os sintomas de infecções por fungos são tão similares a outras doenças, o diagnóstico adequado e tratamento são frequentemente tardios. Quanto mais você conhecer sobre as infecções por fungos e a chance de contraí-las, melhor você pode proteger sua saúde. 10 questões que ajudam a entender quais são as chances de contrair uma infecção por fungos. 
 Os fungos que podem causar sérias infecções são mais comuns em algumas partes dos Estados Unidos e do mundo. Por exemplo, os fungos que causam a Valley fever (também chamada coccidioidomicose) são encontrados principalmente no sudoeste dos EUA. Os fungos que causam histoplasmose e blastomicose ocorrem com mais frequência no leste do país. Estes geralmente causam infecção pulmonar que muitas vezes é confundido com uma gripe ou pneumonia bacteriana. Fungos prejudiciais podem ser encontrados no ar, poeira e no solo. O histoplasma cresce especialmente b em em solo que contém excrementos de pássaros e morcegos. Durante atividades como escavação, jardinagem, limpeza de galinheiros ou visita a cavernas você pode inalar fungos que causam infecção. Você tem cachorro ou gato? Pessoas podem contrair micose dos seus pets. Cachorros e gatos com micose as vezes têm manchas circulares e sem pelos na pele e algumas erupções cutâneas. Animais adultos nem sempre apresentam estes sintomas. Você tomou antibióticos recentemente? Antibióticos podem deixar mulheres mais propensas a ter candidíase vaginal, conhecida também por infecção fúngica vaginal. Gestantes ou aquelas que estão com o sistema imunológico enfraquecido são as que estão mais propensas a esta condição. Homens também podem ter candidíase genital. Você está tomando algum medicamento que afeta seu sistema imunológico? Medicamentos para tratar de condições como artrite reumatoide ou lúpus podem enfraquecer seu sistema imunológico e aumentar as chances de contrair uma infecção fúngica Você tem HIV/AIDS? Pessoas com HIV/AIDS (particularmente aqueles com CD4 abaixo de 200) podem ter mais chances de contrair uma infecção por fungos. Duas das infecções fúngicas mais conhecidas associadas com HIV/AIDS nos EUA são a candidíase oral e a pneumonia por pneumocystis (PPC). 
 Em todo o mundo, a meningitepor cryptococcal é a maior causa de adoecimento de portadores de HIV. Você vai ser hospitalizado? Nos Estados Unidos, uma das infecções de sangue mais comuns em pacientes internados são causadas pelo fungo chamado Candida albicans. A cândida normalmente vive no sistema gastrointestinal e na pele sem causar muitos problemas, mas em uma internação hospitalar pode entrar na corrente sanguínea e causar uma infecção. Pessoas que tiveram recentemente um órgão transplantado ou receberam células-tronco têm grandes chances de desenvolver uma infecção fúngica enquanto o sistema imunológico estiver debilitado. Médicos prescrevem remédios antifúngicos para alguns pacientes transplantados para prevenir o desenvolvimento de uma infecção por fungos. Você está fazendo quimioterapia ou radioterapia? O tratamento do câncer, como quimioterapia e radiação, enfraquece seu sistema imunológico e podem aumentar as chances de você contrair alguma infecção por fungos enquanto a imunidade estiver mais baixa. Infecções fúngicas, especialmente infecções pulmonares como Valley fever (coccidioidomicose), histoplasmose e aspergilose podem ter sintomas similares das infecções bacterianas. Contudo, antibióticos não funcionam para infecções por fungos. O teste precoce para infecção fúngica reduz o uso desnecessário de antibióticose permite pacientes começarem tratamento com antifúngico, se necessário. 
 Qualquer um pode pegar uma infecção fúngica, até mesmo indivíduos saudáveis. Pessoas respiram ou entram em contato com esporos fúngicos todos os dias sem ficar doentes. Contudo, quando estão com baixa imunidade estes fungos podem causar uma infecção. Os antibióticos só agem contra infecções causadas pelas bactérias específicas que sejam sensíveis àquele determinado antibiótico. Eles não são efetivos contra infecções causadas por vírus, parasitas ou fungos. Para esses germes, existem drogas específicas, que são os antivirais, antiparasitários e antifúngicos. O uso em excesso faz com que as bactérias sofram alterações e os antibióticos perdem o poder de ação sobre elas. Isso também pode causar o surgimento de “superbactérias”, que são resistentes a vários antibióticos e têm poucas opções de medicamentos para o tratamento. Além disso, quando usados indiscriminadamente, podem afetar as bactérias benignas que contribuem para o bom funcionamento do nosso organismo, como por exemplo, as que equilibram a flora intestinal.
	
	RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
	
RELATÓRIO 01
	
	
	DATA:
______/______/______
RELATÓRIO DE PRÁTICA 02
Renata Laneide Lima Bezerra
47034855
	
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: TEC. DIAGNÓSTICAS EM PODOLOGIA – AULA 2
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME: Renata Laneide Lima Bezerra
	MATRÍCULA: 47034855
	CURSO: Podologia
	POLO: Unifae l- boa viagem-ce
	PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Rosilma de Oliveira Araujo Melo
		TEMA DE AULA: CULTURA DE FUNGOS DERMATÓFITOS
RELATÓRIO:
1. Descrever a finalidade da cultura de fungos dermatófitos oriundos de amostras ungueais e explicar o processamento destas para o diagnóstico de onicomicoses;
 Define-se onicomicose como uma infecção fúngica que afeta unhas, equivalendo a 15-40% do total das patologias ungueais. Três grupos de fungos bem definidos fazem parte de sua etiologia: os dermatófitos (gêneros Trichophyton, Epidermophyton e Microsporum), leveduras, se ndo Candida albicans o agente mais comum, e os fungos filamentosos não dermatófitos. O estudo da onicomicose se torna importante, em vista do grande número de casos que ocorre na população, causando interferência na qualidade de vida das pessoas, prejudicando o desempenho profissional e contribuindo como uma porta de entrada para outros patógenos. Este estudo teve por objetivo identificar fungos na região ungueal de um paciente com lesão sugestiva de onicomicose, realizando desta forma o diagnóstico laboratorial da patologia de acordo com os métodos clássicos disponíveis na literatura. 
 Os avanços da medicina que permitem a sobrevida de pacientes críticos e imunocomprometidos, uso de antimicrobianos de amplo espectro, implementação das técnicas de transplantes de órgãos sólidos e de medula óssea são alguns dos fatores que têm transformado a rotina diagnóstica dos laboratórios de microbiologia e micologia. Onicomicose é uma infecção ungueal causada por dermatófitos, leveduras e fungos filamentosos não dermatófitos. São classificadas clinicamente em onicomicose subunguealdistal, onicomicose superficial branca, onicomicose proximal sub ungueal e onicomicose distrófica total. O exame micológico requer treinamento de pessoal especializado. É necessária a limpeza prévia do sítio de coleta com álcool etílico e o instrumental deve ser previamente esterilizado. A quantidade de material deve ser adequada e a escolha d o local da coleta varia de acordo com a forma clínica de onicomicose: distal e lateral (transição unha sadia-alterada); superficial branca (lâmina ungueal); proximal sub ungueal (leito ungueal proximal); distrófica total (leito ungueal por curetagem); onicomicose por Cândida (prega ungueal); onicólise (sub ungueal proximal). O exame micológico direto é realizado após a clarificação das escamas com solução aquosa de hidróxido de potássio e dimetil sulfóxido.
2. Discorrer sobre as características morfológicas macroscópicas e microscópicas que devem ser identificadas diante da avaliação de micológica de amostras ungueais.
 A Micologia compreende um vasto campo de estudo, envolvendo microrganismos conhecidos por fungos, leveduras e actinomicetos, embora estes últimos estejam hoje classificados entre as bactérias. O estudo interessa a vários setores científicos e industriais. Após uma parte introdutória, em que se observarão aspectos gerais da
Micologia, faremos uma análise sistemática das micoses.
 Os métodos diagnósticos para onicomicose mais amplamente executados na prática clínica são o exame micológico direto e a cultura para fungos. Estima-seque, respeitando-se as técnicas adequadas, de 10 a 30% dos exames micológicos diretos e de 30 a 40% dos exames de cultura para fungos, sejam falso negativos. Além disso, a ausência de padronização da amostragem e procedimentos micológicos têm dificultado o diagnóstico de dermatofitoses.
 Por esses exames serem tão importantes no diagnóstico de onicomicose, é importante ter pessoal capacitado para realizá-los, que sigam as técnicas e procedimentos corretos na sua execução e detenham conhecimento sólido acerca do assunto. Pode ser uma boa estratégia para capacitar profissionais da saúde em determinada área do conhecimento, a utilização de abordagem de ensino baseada na Aprendizagem Significativa, uma vez que está utiliza o conhecimento já existente na estrutura cognitiva d o aprendiz, de forma a servir de base para que o novo conhecimento aí se ancore, e os profissionais de saúde já detêm conhecimento prévio.
TEMA DE AULA: COLORAÇÃO DE GRAM
RELATÓRIO: 
1. Descrever as etapas da coloração de Gram e sua finalidade;
 É chamado de coloração de Gram o método de coloração utilizado para diferenciar espécies bacterianas em dois grupos, bactérias gram-positivas e gram-negativas. Entre os fatores que irão diferenciar gram-positivos de gram-negativos, está a coloração das bactérias, a composição e propriedades químicas e físicas das paredes celulares. A coloração de Gram é um passo muito importante na caracterização e classificação inicial das bactérias. Afinal, esse método de coloração permite que as bactérias sejam visualizadas no microscópio óptico, uma vez que sem a coloração é impossível observá-las ou identificar sua estrutura. Outro método de diferenciação é a detecção de quantidade de peptídeoglicano nas bactérias gram-positivas e nas bactérias gram-negativas. As bactérias gram-positivas serão azul violeta, enquanto as gram-negativas serão vermelhas. A estrutura que as bactérias irão apresentar é outro aspecto que pode ser levado em consideração para diferenciar as bactérias gram-positivas das gram-negativas.
 O método de coloração de Gram é considerado um dos mais importantes dentro dos laboratórios d e análises clínicas e microbiologia. Em laboratórios de análises clínicas, por exemplo, a técnica é essencial para obtenção de resultados.As bactérias são caracterizadas como gram-positivas ou gram-negativas em esfregaços de pus ou fluídos orgânicos, permitindo que o profissional do laboratório possa monitorar as infecções. O método de coloração de Gram recebeu esse nome em homenagem ao patologista dinamarquês Hans Christian Joachim Gram que realizou a descoberta em 1884 e, aliás, até hoje continua sendo a mais utilizada nos laboratórios de análises clínicas e microbiologia. Através da coloração é possível identificar e diferenciar os dois principais grupos de bactérias, sejam Gram-positivas ou Gram-negativas. Em suma, o procedimento de coloração de Gram permite que as bactérias retenham a cor com base nas diferenças nas propriedades químicas e físicas da parede celular. De fato, o uso dos corantes permite aumentar o contraste e evidenciar a estrutura bacteriana. 
A coloração envolve 3 etapas principais: Coloração com violeta de cristal (um corante solúvel em água, roxo); A descoloração (utilizando etanol / acetona); A contra coloração (utilizando corante safranina, vermelho).
 A técnica de coloração Gram em análises clínicas é usada principalmente para identificar preliminarmente a morfologia das bactérias ou para estabelecer se há um número significativo de bactérias nas amostras clínicas. Apesar da resposta positiva obtida com os resultados das técnicas de coloração de Gram, outros métodos de identificação bacteriana devem se r utilizados para que o resultado seja o menos controverso possível. Vale ressaltar que algumas bactérias não se coram ou coram-se fracamente.
2. Definir as recomendações da utilização da coloração de Gram diante do diagnóstico microbiológico de bactérias envolvidas em infecções ungueais. 
 A coloração de Gram é um dos mais importantes métodos de coloração utilizados em laboratórios de microbiologia e de análises clínicas, sendo quase sempre o primeiro passo para a caracterização de amostras de bactérias. A técnica tem importância clínica uma vez que muitas das bactérias associadas a infecções são prontamente observadas e caracterizadas como Gram-positivas ou Gram-negativas em esfregaços de pus ou de fluidos orgânicos. Essa informação permite ao clínico monitorar a infecção até que dados de cultura estejam disponíveis. É possível a análise de vários esfregaços por lâmina, o que facilita a comparação de espécimes clínicos. As lâminas podem ser montadas de forma permanente e preservadas como documentação. 
 O método consiste no tratamento de uma amostra de uma cultura bacteriana crescida
Em meio sólido ou líquido, com um corante primário, o cristal violeta, seguido de tratamento
Com um fixador, o lugol. Tanto bactérias Gram-positivas quanto Gram-negativas absorvem de maneira idêntica o corante primário e o fixador, adquirindo uma coloração violeta devido à formação de um complexo cristal violeta-iodo, insolúvel, em seus citoplasmas. Segue-seum tratamento com um solvente orgânico, o etanol-acetona (1:1 v:v). O solvente dissolve a porção lipídica das membranas externas das bactérias Gram-negativas e o complexo cristal violeta-iodo é removido, descorando as células. Por outro lado, o solvente desidrata as espessas paredes celulares das bactérias Gram-positivas e provoca a contração dos poros do peptidoglicano, tornando-as impermeáveis ao complexo; o corante primário é retido e as células permanecem coradas. A etapa da descoloração é crítica, p ois a exposição prolongada ao solvente provo ca a remoção do cristal violeta dos dois tipos de bactérias, podendo produzir resultados falsos. A retenção ou não do corante primário é, portanto, dependente das propriedades físicas e químicas das paredes celulares bacterianas tais como espessura, densidade, porosidade e integridade.
 As características estruturais da parede bacteriana estão na base da técnica de Gram que funciona da seguinte forma. O primeiro corante (cristal-de-metila) penetra na bactéria assim como o mordente (Soluto de Lugol). Intracelularmente forma-se um complexo corante-iodo, insolúvel em água, que vai corar o protoplasma e a parede celular. A camada de peptidoglicano é maior em bactérias gram positivas, as gram negativas, por sua vez possuem pouco peptidoglicano e são coradas pelo vermelho de safranina.
 De fato a metodologia irá ajudar na identificação de uma infecção bacteriana,
Determinando qual é o tipo d e bactéria. Em outras palavras, a diferenciação das bactérias Gram-negativas e Gram-positivas permite ao médico determinar um tratamento eficaz ao paciente, dessa forma aplicando a terapia adequada em cada caso. Mesmo que nem todas as bactérias possam ser diferenciadas através da coloração de Gram, com certeza a metodologia tem grande aplicação no diagnóstico clínico e pesquisa Biológica.

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