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Bruna Miranda Odontologia VII 1 PATOLOGIA ORAL AULA 1 Conceitos HIPERPLASIA: Aumento do número de células em um tecido ou órgão, que pode trazer como consequência o aumento do tamanho deste. HIPERTROFIA: Aumento do tamanho das células que leva ao aumento do tamanho do órgão. Não ocorre devido à tumefação (edema). Pode acontecer com a hipertrofia. ATROFIA = HIPOTROFIA: Diminuição do tamanho devido a perda de substância celular, com consequente diminuição da função celular. DISPLASIA: Transtorno de proliferação celular, associada a possibilidade de câncer. Crescimento desordenado. Estratificação epitelial irregular. Hiperplasia da camada basal. Processos reticulares em forma de gota. Aumento do número de figuras mitóticas. Perda da polaridade das células basais. Polimorfismo nuclear. Hipercromatismo nuclear. Aumentos do tamanho dos nucléolos. Ceratinização de células isoladas ou em grupos na camada espinhosa. Redução da aderência celular. Displasia leve: 2 características. Displasia moderada: 3 ou 4 características. Displasia severa: 5 ou mais características. NEOPLASIA: Benigna X maligna. Metástase: disseminação por via sanguínea ou linfática a partir do local de origem; exclusiva de tumor maligno. Invasão local (tipo de crescimento). Velocidade de crescimento. Diferenciação: Benigna: sempre bem diferenciadas; na maioria das vezes tem cápsula. Maligna: mais especializada, células indiferenciadas (diferentes na forma e função, diagnóstico mais difícil. Bruna Miranda Odontologia VII 2 Alterações do desenvolvimento dos dentes I: volume e forma FASES DA ODONTOGÊNESE: Iniciação de proliferação da lâmina dentária: distúrbio do número dentário. Morfodiferenciação: distúrbio na forma e volume. Histodiferenciação: distúrbio na estrutura (tecido, esmalte, dentina...). Erupção: distúrbio na erupção. ALRTERAÇÕES DE VOLUME/TAMANHO: MICRODONTIA Difusa: todos os dentes são menores que o normal (normalmente encontrado em indivíduos com Síndrome de Down e nanismo). Isolada: um dente menor que o normal; mais comum nos incisivos laterais (microdentes conóides). Relativa: também chamada de microdontia falsa ou micrognatia; ocorre quando os dentes possuem tamanho normal, mas há a sensação de que são menores devido a arcada alveolar ser muito grande. MACRODONTIA = MEGADONTIA = MEGALODONTIA Difusa: todos os dentes maiores que o normal (normalmente encontrado em indivíduos com gigantismo). Isolada: um dente maior que o normal. Relativa: macrodontia falsa; dentes em tamanho normal com sensação de que são menores devido a arcada alveolar ser menor que o normal. ALTERAÇÕES DE FORMA: GEMINAÇÃO Diagnóstico diferencial: fusão. Aspecto clínico: 2 coroas (uma chanfrada), 1 câmara pulpar e 1 canal radicular. Geminação: tentativa de divisão de um germe dentário. Tem apenas uma raiz que se assemelha à letra Y. Bruna Miranda Odontologia VII 3 FUSÃO União de 2 germes dentários em desenvolvimento. Diagnóstico diferencial: geminação. Confluência de dentina. Na fusão há 1 dente a menos. Há 2 câmaras pulpares, se assemelha à letra X. CONCRESCÊNCIA União de dentes adjacentes (já formados) pelo cemento. União de raiz. Na radiografia é possível visualizar a ausência da lamina dura e do ligamento periodontal. Afeta normalmente o 2º e 3º molar inferior. CÚSPIDE ACESSÓRIA Em garra: é a mais comum, cúspide adicional geralmente em incisivos laterais superiores formada por esmalte, dentina e projeção da polpa. Pode atrapalhar a oclusão e ser depósito de placa. Possui forma de garra de águia. A remoção deve ser feita em várias sessões para não expor a polpa. Raramente se projeta na vestibular e precisa ter pelo menos metade do tamanho da coroa. Cúspide de Carabelli: variação de forma na cúspide mesio-palatina do molar superior. Dente evaginado: geralmente encontrado no tubérculo central de pré- molares inferiores, bilateral e ocasiona problemas de oclusão e acúmulo de bactérias. A remoção deve ser feita em várias sessões. Bruna Miranda Odontologia VII 4 Dente invaginado = dens in dente: geralmente afeta o incisivo lateral superior, visível em radiografia como uma invaginação profunda da superfície da coroa ou da raiz contornada pelo esmalte. Canal estreito que começa no cíngulo. Pode se dilatar e atrapalhar a formação do dente, sendo assim um odontoma dilatado. ESMALTE ECTÓPICO (ESMALTE NA RAIZ) Pérola de esmalte = enameloma: glóbulo de esmalte na raiz que pode estar próximo a furca ou a junção amelocementária. Nódulo radiopaco que tem como diagnóstico diferencial o cálculo pulpar. A pérola impede a aderência periodontal normal com o tecido conjuntivo causando o aumento da retenção de placa que leva à problemas periodontais. Extensão cervical de esmalte: quando o esmalte da coroa se projeta para a raiz, ocorre na vestibular em direção a furca. Mais frequente em molares inferiores. Dificulta a adesão de tecido periodontal com envolvimento da furca e cistos vestibulares da bifurcação. T TAURODONTIA Dente semelhante a um dente de touro, retangular, apresenta câmara pulpar muito ampla no sentido apico oclusal, e a bifurcação das raízes é baixa. É classificada em graus (hipotaurodontia, mesotaurodontia e hipertaurodontia). Pode ser uni ou bilateral, sem preferência por sexo. Pode dificultar o tratamento endodôntico. DILACERAÇÃO Angulação acentuada, pode dificultar a extração e o tratamento ortodôntico e endodôntico. Coronária: rara, ocorre geralmente por trauma mudando o sentido do dente permanente. Radicular: comum, raízes com angulação anormal. Bruna Miranda Odontologia VII 5 RAIZ SUPRANUMERÁRIA Quando o dente possui raiz a mais que o normal. Mais comum em 3º molares, caninos inferiores e pré-molares. HIPERCEMENTOSE Deposição não neoplásica de cemento excessivo contínuo com o cemento radicular normal. Pode ser causada por trauma, ausência de dente antagonista, doença de Paget do osso. Identifica-se pela radiografia um espessamento ou forma rômbica da raiz. Espaço correspondente ao ligamento periodontal e lâmina dental intactos. NÃO LEVA À CONCRESCÊNCIA. Não dificulta o tratamento endodôntico mas dificulta a extração.