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RESUMO ESTOMATOLOGIA – PROVA 02 Bactérias com manifestações bucais - IMPETIGO * O termo impetigo é derivado de uma palavra latina que significa “ataque”, devido a sua freqüente apresentação na forma de erupção crostosa; * Forma bolhosa e não bolhosa; * Epitélio como proteção; * A maioria dos casos origina-se em epitélio já lesado (dermatite, cortes, abrasões, picadas de insetos); * Associada com a depressão do sistema imune (HIV, diabetes tipo 2 e diálise). Características clínicas: * IMPETIGO NÃO BOLHOSO (impetigo contagioso) é mais comum no lábio superior e nariz. Muitas vezes, as lesões faciais têm um padrão linear que corresponde à arranhadura prévia por unhas. * Muito comum em crianças - ERISIPELA * Infecção superficial da pele, associada; * Dissemina-se rapidamente pelos canais linfáticos; * Mais comum em membros inferiores, do que em face; * Bochechas, pálpebras e o dorso do nariz; * Área dolorida (pulsátil), quente e sensível; * O tratamento é realizado com antibióticos; * Maior ocorrência em meses frios, pois o indivíduo se aquece e acaba aquecendo a bactéria. - TONSILITE E FARINGITE * Causadas por diferentes microrganismos; * A transmissão se dá pelo contato direto; * Período de incubação é de 5 dias; * Aparecimento repentino de dor de garganta, temperatura entre 38° e 40°; - SIFILIS * As principais vias de transmissão são o contato sexual e da mãe para o feto; * Sangue infectado; * Humanos são os únicos hospedeiros; * Um paciente sifilítico é altamente infeccioso apenas durante os dois primeiros estágios, porém as gestantes também podem transmitir a infecção para o feto; * Sífilis congênita: alterações clínicas decorrentes da infecção fetal; - Sífilis primária: * Caracterizada pelo cancro; * Lesão solitária; * Lábio, língua, palato, gengiva e amígdalas; * Homens lábio inferior, mulheres lábio superior; * Úlcera de base clara e indolor ou, raramente, com uma proliferação vascular semelhante a um granuloma piogênico. * Erosão, leucoplásico, delimitada de centro eritomatoso; * Neste momento, o micro-organismo está espalhando-se sistemicamente através dos vasos linfáticos, preparando o palco para a futura progressão. Caso não seja tratada, a lesão inicial cicatriza dentro de 3 a 8 semanas. - Sífilis secundária: * Identificada clinicamente 4 a 10 semanas após a infecção inicial; * Podem surgir antes da resolução completa na sífilis secundária; * Erupção cutânea maculopapular difusa e indolor (vermelha); * Língua, lábios, mucosa jugal e palato; * Pápulas fendidas sobre a dobra da comissura labial; - Sífilis terciária: * Latência que pode durar de 1 a 30 anos; * Sistema vascular pode ser afetado; * Goma: sítio ativo de inflamação granulomatosa; * Perfuração no palato * Língua acometida com as “gomas”; - Sífilis congênita: * Tríade de Hutchinson; * Dentes de Hutchinson; * Ceratite ocular intersticial; * Surdez associada ao comprometimento do oitavo par de nervos cranianos; * As crianças infectadas com sífilis podem manifestar sinais dentro de 2 a 3 semanas do nascimento; * A infecção altera a formação dos incisivos (incisivos de Hutchinson) e dos molares (molares em amora, molares de Fournier, molares de Moon); * Incisivos = semelhante a uma parte ativa de uma chave de fenda; * Molares = lembram superfícies de amoras; * A ceratite intersticial ocular não está presente no nascimento, mas desenvolve-se geralmente entre os 5 e 25 anos de idade; * Terapêutica individualizada, em alguns casos, uso de penicilina; * Para a fase de sífilis latente tardia ou para a sífilis terciária, a penicilina intramuscular é administrada três vezes, com intervalo semanal; - GONORREIA * Doença sexualmente transmissível; * A maioria das lesões ocorre na região genital; * Áreas afetadas exibem secreção purulenta; * Homens = uretra; Mulheres = colo uterino; * Manifestações em boca, faringe, úvula e amígdalas; * Dor de garganta, pústulas, edema, eritema; * Em alguns casos a infecção pode simular a gengivite ulcerativa necrosante; * Tratamento medicamentoso – ciprofloxacina. - TUBERCULOSE * As infecções costumam ser o resultado da disseminação direta de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias de um paciente com a doença ativa; * Tuberculose primária = ocorre em indivíduos não expostos previamente ao microrganismo, envolvendo quase sempre o pulmão. A infecção primária, na maioria dos casos, o microrganismo evoca uma resposta inflamatória crônica inespecífica. Formação de um nódulo localizado fibrocalcificado no sítio inicial do envolvimento. * Prevalência baixa da forma ativa; * A tuberculose secundária é uma reativação da doença; * Ulceras; * A maior parte das lesões representa infecção secundária do foco pulmonar inicial, ocorrendo preferencialmente em adultos de meia-idade; * Quando a tuberculose oral primária está presente, usualmente envolve a gengiva, fundo de vestíbulo e áreas de inflamação adjacentes a dentes ou locais de exodontia; * Lesões orais secundárias são observadas com maior frequência na língua, palato e lábios; * Bacilos corados de rosa (histopatológico); * Biópsia incisional * Pode parecer com câncer de boco, devido a isso, é necessário o diagnóstico histopatológico; * Acompanhamento com grades quantidades de antibióticos; - HANSENÍASE * É suposto que a principal via de infecção é a nasal; * Baixa temperatura corporal é ideal para o hospedeiro sobreviver; * Tatus podem ser considerados hospedeiros; * Pele, cavidade nasal e palato; * Pápulas firmes que ulceram e necrosam; * Biópsia da lesão; * Tratamento medicamentoso, SUS 6 meses a 1 ano; * Histopatológico: inflamação granulomatosa bem formada, demonstrando grupo de linfócitos; - SINUSITE * Os seios drenam para o interior do nariz através de óstios; * A perda do equilíbrio leva à sinusite; * Interrupção da drenagem normal, diminui a ventilação e precipita a doença; * Infecções sinusais localizadas menos comuns podem ocorrer de áreas focais de inflamação dentro de um único seio, como uma infecção odontogênica afetando o seio maxilar; * Os fatores predisponentes mais comuns são: uma infecção viral recente das vias aéreas superiores ou uma rinite alérgica; * Quando a sinusite surge secundariamente a uma infecção odontogênica, os micro-organismos causadores em geral são aqueles que predominam nas infecções periodontais ou endodônticas; * Sinais clínicos e radiográficos; * Metronidazol + Amoxicilina + Clavulanato; * Processo provocado: implante sem levantamento de seio; Fungos com manifestações bucais - CANDIDÍASE * É a infecção fúngica mais comum em humanos; * Estado imunológico do hospedeiro; * O ambiente da mucosa oral * A cepa cândida Candidíase pseudomembranosa: * Conhecida como sapinho; * Presença de placas brancas aderentes na mucosa; * Lembram queijo coalhado * Podem ser removidas pela raspagem com um abaixador de língua ou pela fricção com uma compressa de gaze seca; * Pode se formar pela diminuição da capacidade imune do paciente (forma Crônica); * Exposição a antibióticos (forma aguda); * Mucosa jugal, palato e dorso da língua; Candidíase eritematosa: * Não apresentam pontos brancos; * Mais comum e negligenciada; * CANDIDÍASE ATRÓFICA AGUDA: ocorre tipicamente após o uso de um antibiótico de amplo espectro; Queimação e perda difusa das papilas filiformes da superfície dorsal da língua. * ATROFIA PAPILAR CENTRAL DA LÍNGUA: apresenta-se com uma zona eritomatosa bem-demarcada na linha média da região posterior do dorso da língua e costuma ser assintomática. O eritema se deve em parte à perda das papilas filiformes naquela área. * CANDIDÍASE MULTIFOCAL CRÔNICA: Além do dorso da língua, os sítios geralmente que são envolvidos incluem a junção entre o palato duro e o palato mole e as comissuras labiais. A lesão palatina apresenta-se como uma área eritematosa que, entra em contato com a lesão do dorso da língua. * QUELITE ANGULAR: eritema, fissuras e descamação. Muitas vezes é componente da candídiase multifocal crônica, porém as vezes ocorre isoladamente.Pessoa idosa com redução de dimensão vertical de oclusão e sulcos acentuados nas comissuras labiais. A saliva tende a se acumular nestas áreas, mantendo-as úmidas e favorecendo a infecção por fungos. * QUEILOCANDIDÍASE: placas brancas na região da comissura. * ESTOMATITE PROTÉTICA: variedade de degraus de eritema, algumas vezes acompanhado por petéquitas hemorrágicas, no palato na área de contato com uma prótese removível. Não há invasão dos tecidos do hospedeiro pelo microrganismo. Candidíase crônica hiperplásica * Placas não removíveis a raspagem; * Hifas visíveis no histopatológico; - A nistatina é o principal medicamento para pacientes que conseguem deglutir. Utilizar de 1 a 6ml de 6 em 6 horas, de 7 a 10 dias. - O fluconazol, possui boa absorção, dose única - HISTOPLASMOSE * Assintomática ou sintomas discretos * Áreas úmidas com excremento de pássaros e morcegos; * Infecção dos pulmões e manifestações bucais; * Forma aguda: sintomas semelhantes a uma gripe; * Forma crônica: semelhante a tuberculose, afeta inicialmente os pulmões; * Forma disseminada: disseminação progressiva da infecção para sítios extrapulmonares. * Língua, palato e mucosa jugal; * Úlcera solitária de dor variável. - PARACOCCIDIOIDOMICOSE * O tatu pode disseminar o microrganismo no ambiente; * Maior relação de homens infectados pois os hormônios femininos são fatores de proteção; * Trabalhadores rurais de meia-vida; * Infecção pulmonar autolimitante; * As lesões orais apresentam-se como úlceras moriformes; * Mucosa, gengiva, palato, lábio e língua; * Os micro-organismos mostram, frequentemente, múltiplos brotamentos filhos ligados à célula mãe, resultando em uma aparência descrita como semelhante às “orelhas de Mickey Mouse” ou raios do leme de um navio (“leme de marinheiro”); * Biópsia incisional; * Diagnóstico clínico associado ao histopatológico; * Tratamento medicamentoso por um longo período; - CRIPTOCOCOSE - ZIGOMICOSE - ASPERGILOSE (doença de pombo). Alteração de desenvolvimento no número de dentes - ANODONTIA * Total falta de desenvolvimento dentário; - HIPODONTIA * Falta de desenvolvimento de um ou mais dentes; * A ausência de um dente decíduo está fortemente associada a uma prevalência de ausência do sucessor. A falta de um dente na dentição permanente não é rara, sendo os terceiros molares os mais afetados. Depois dos terceiros molares, os segundos pré-molares e os incisivos laterais são os mais afetados. * As sequelas associadas à hipodontia incluem alteração do espaço entre os dentes, retardo na formação dentária, retardo na esfoliação de dentes decíduos, erupção tardia dos dentes permanentes e dimensão alterada das regiões gnáticas associadas. - OLIGODONTIA: falta de desenvolvimento de seis ou mais dentes; * Pacientes com oligodontia exibem um aumento da prevalência de reabsorção radicular externa associada à ortodontia. Isto pode ser devido às alterações na anatomia da raiz ou a extensa movimentação dentária que é exigida em alguns pacientes - HIPERDONTIA: * Desenvolvimento de um número maior de dentes, e os dentes adicionais são chamados de supranumerários; * Maior ocorrência na dentição permanente; * Mesiodente: região de incisivos superiores; * Distomolar: quarto molar acessório; * Paramolar: dente posterior supranumerário na lingual ou vestibular de um molar. * SUPLEMENTAR: tamanho e forma normais; * RUDIMENTAR: forma anormal e tamanho menor; Conoides: pequenos cônicos Tuberculados: anterior, em forma de barril com mais de uma cúspide Molariformes: semelhante a pré-molares ou molares. * Região mais comum é a dos incisivos superiores; * Maioria unilateralmente * Dentes natais: podem estar presente no momento do nascimento ou logo após. * Dentes neonatais: nascidos dentro dos primeiros 30 dias (dentes erupcionados prematuramente, e não supranumerários). Alterações do desenvolvimento em relação ao tamanho dos dentes - MICRODONTIA * Dentes excepcionalmente pequenos. * Não é tão comum, o mais comum é ver dentes que parecem ser menores, porém em arcadas com maior expassamento (microdontia relativa); * Síndrome de Down, distúrbios hereditários. * A microdontia isolada em dentição normal é comum; * O incisivo lateral superior é mais afetado e, em geral, aparece como uma coroa conoide sobre uma raiz que normalmente é de comprimento normal; - MACRODONTIA * Presença de dentes maiores que a média. * Os dentes são fisicamente maiores que o normal e não deve incluir dentes com dimensão de coroa normal, porém apinhados em uma arcada pequena (anteriormente chamada de macrodontia relativa); * A macrodontia isolada ocorre mais em incisivos ou caninos, mas também pode ser observada em segundos pré-molares e terceiros molares. Em tais situações, a alteração ocorre frequentemente de modo bilateral. * O tratamento se dá apenas em casos em que o paciente se incomode muito com a estética. Coroas de porcelana, etc. Alterações do desenvolvimento em relação a forma dos dentes - GEMINAÇÃO * Único dente aumentado ou unido (duplo) no qual a contagem dentária é normal quando o dente anômalo é considerado como um; * Maior frequência na região anterior superior; * Mais comum na maxila; * Alguns autores defendem que apresenta apenas um canal radicular; - FUSÃO * É definida como o aumento de um único dente ou dente unido (duplo), no qual a contagem dentária revela a falta de um dente quando o dente anômalo é contado como um; * Maior frequência na região anterior superior; * Mais comum em mandíbula; * A geminação e a fusão apresentam-se semelhantes e podem ser diferenciadas pela determinação do número de dentes; - CONCRESCÊNCIA * É a união de dois dentes adjacentes apenas por cemento sem confluência da dentina subjacente; * Diferentemente da fusão e da geminação, a concrescência pode ser resultado do desenvolvimento ou ser pós-inflamatória; * Mais comum em superiores posteriores; * O padrão de desenvolvimento em geral envolve um segundo molar cujas raízes apresentam-se intimamente próximas do terceiro molar adjacente impactado; Cúspides acessórias * Quando uma cúspide acessória está presente, geralmente o outro dente permanente apresenta um ligeiro aumento em seu tamanho; - CÚSPIDE DE CARABELLI * Localizada na palatina mesiolingual de um molar superior; * Mais volumosa no primeiro molar; * Quando presente, a cúspide é mais pronunciada no primeiro molar e é menos volumosa nos segundos e terceiros molares. - CÚSPIDE EM GARRRA * Cúspide adicional bem-delimitada localizada na superfície lingual de um dente anterior e que se estende pelo menos da metade da distância da junção cemento-esmalte para a margem incisal. - DENTE EVAGINADO * É uma elevação semelhante a uma cúspide de esmalte localizada no sulco central ou na crista lingual da cúspide vestibular de pré-molares ou de molares; * Frequentemente, o dente evaginado é visto em associação a uma outra variação da anatomia coronária, os incisivos em forma de pá. * Em geral, as cristas marginais espessadas convergem para o cíngulo; Dente invaginado (DES IN DENT) - DENTE INVAGINADO * É uma profunda invaginação da superfície da coroa ou da raiz que é limitada pelo esmalte; * A profundidade da invaginação varia de um ligeiro aumento da fosseta do cíngulo a um profundo sulco que se estende ao ápice. * O tipo I mostra uma invaginação que é limitada à coroa. A invaginação tipo II estende-se abaixo da junção cemento-esmalte e termina em fundo cego que pode ou não ter comunicação com a polpa. O tipo III estende-se através da raiz e perfura a área apical ou lateral radicular, sem que haja qualquer comunicação imediata com a polpa. Esmalte ectópico - PERÓLAS DE ESMALTE * são encontradas mais nas raízes dos molares superiores (molares inferiores são o segundo local mais frequente). * A maioria ocorre na região de furca das raízes ou próximo à junção amelo-cementária; * Pode conter polpa vitalizada; - EXTENSÕES CERVICAIS DE ESMALTE * mencionadas estão localizadas na superfície vestibular das raízes sobrepondose à bifurcação; * Os molares inferioressão atingidos com mais frequência que os molares superiores; * Estas extensões apicais de esmalte foram correlacionadas positivamente com perdas localizadas de ligamento periodontal e envolvimento de furca, uma vez que o tecido conjuntivo não pode aderir-se ao esmalte; * Cistos inflamatórios periapicais; * Cistos que se desenvolvem ao longo da superfície vestibular acima da bifurcação = cistos de bifurcação vestibular; - TAURODONTIA * Aumento do corpo e da câmara pulpar de um dente multirradicular com deslocamento apical do soalho pulpar e da bifurcação das raízes. * Os dentes afetados tendem a ser retangulares em sua forma e mostram câmaras pulpares aumentadas no sentido ápicooclusal e uma bifurcação próxima ao ápice; * Leve = hipotaurodontia; * Moderado = mesotaurodontia; * Severo = hipertaurodontia; * Bi ou unilateral em dentes permanentes * O processo geralmente demonstra um efeito de campo com o envolvimento de todos os molares. Quando isto ocorre, o primeiro molar é menos afetado, com aumento da gravidade da lesão notada nos segundos e terceiros molares, respectivamente; * Em caso de necessidade de tratamentos endodônticos, a forma de localização será dificultada; - HIPERCEMENTOSE * A hipercementose (hiperplasia cementária) é uma deposição excessiva de cemento não neoplásico ao longo do cemento radicular normal; * A hipercementose pode ser encontrada isoladamente, envolver múltiplos dentes, ou surgir como um processo generalizado; - DILACERAÇÃO * A dilaceração é a angulação anormal ou curvatura na raiz ou, menos frequentemente, na coroa do dente; - RAÍZES SUPRANUMERÁRIAS * O termo raízes supranumerárias refere-se ao aumento do número de raízes nos dentes, comparado com aquele classicamente descrito na anatomia dentária; * O tratamento da raiz supranumerária não é necessário, mas a detecção de raiz acessória é de importância fundamental quando é empreendido o tratamento endodôntico ou a exodontia; Alteração de desenvolvimento na estrutura dos dentes - AMELOGÊNESE IMPERFEITA * Alteração de desenvolvimento no esmalte; - AMELOGÊNESE IMPERFEITA HIPOPLÁSICA * Em pacientes com amelogênese imperfeita hipoplásica, a alteração básica concentra-se na deposição inadequada da matriz de esmalte; - AMELOGÊNESE IMPERFEITA HIPOMATURADA * Em uma pessoa com amelogênese imperfeita hipomaturada, a matriz do esmalte é apropriadamente depositada e começa a se mineralizar; entretanto, há um defeito na maturação da estrutura dos cristais de esmalte; - DENTINOGÊNESE IMPERFEITA * Dente mais translúcido; * Dentes mais quebradiços; * Codificação de colágeno * Decíduas são os mais atingidos; - DISPLASIA DENTINÁRIA * A displasia dentinária tipo I (displasia dentinária radicular) tem sido referida como dentes sem raízes, porque a perda de organização da dentina radicular leva ao encurtamento do tamanho da raiz. ( RAÍZES MAIS CURTAS QUE AS COROAS); * A displasia dentinária tipo II (displasia dentinária coronária) é um distúrbio hereditário de caráter autossômico dominante que exibe numerosas características da dentinogênese imperfeita. Ao contrário da displasia dentinária do tipo I, o tamanho da raiz é normal em ambas as dentições; - ODONTOPLASIA REGIONAL * Deficiência de formação de esmalte, dentina e polpa; * Pouca calcificação com anatomia irregular; * Fraturas e esfoliação precoce; * O tratamento endodôntico em dentes desvitalizados com suficiente tecido duro que permita a restauração tem sido executado com sucesso. Os dentes não erupcionados devem permanecer intocados, restaurando-se a função com uma prótese parcial removível até que seja ultrapassado o período de crescimento. Dentes erupcionados podem ser recobertos por restaurações retidas por ataque ácido ou com coroas de aço inoxidável até que a restauração final possa ser colocada depois de completado o crescimento; Crescimento tecidual benigno * Sem diferenciação celular maligna; * Tratamento: BIÓPSIA EXCISONAL; - PAPILOMA * É uma neoplasia epitelial benigna de crescimento lento e progressivo * Aspecto exofítico (para fora), papilar e preso (verrucoso); * Associado ao HPV 6 e 11; * Aspecto de pápula rosada, avermelhada ou esbranquiçada; * Semelhante a uma verruga, ou apresentando múltiplas projeções diminutas, tornando-a parecida à couve-flor; * Não é ideal fazer a técnica de amarrar o fio de sutura, pois o paciente não irá fazer a biópsia; - FIBROMA / hiperplasia fibrosa * Essa lesão constitui uma reação em resposta à irritação ou trauma local; * Inicia-se em forma de pápula rósea e lisa e depois evolui para um nódulo bem definido à palpação; * Mucosa jugal, labial e lateral da língua; * A remoção cirúrgica representa o tratamento de escolha; porém, a eliminação da causa é fundamental para evitar a recidiva. - HEMANGIOMA * Lesão vascular, podendo representar uma neoplasia benigna dos vasos sanguíneos; * Plana ou elevada; * Representada por mácula, pápula, nódulo ou tumoração; * Quanto a coloração vermelha ou azul-purpúrea, está na dependÊncia da profundidade de sua localização no tecido; * Língua, gengiva e mucosa jugal; * Frente à palpação, pode-se sentir pulsação e, realizando a diascopia, o resultado é que demonstra o componente vascular retornando ao seu aspecto inicial após a descompressão; * O tratamento pode ser cirúrgico, para as pequenas lesões, e para as mais volumosas, com ligadura ou embolização prévia do vaso que irriga a lesão; - LINFAGIOMA * Linfangioma é uma lesão benigna de vasos linfáticos. Possui características congênitas e aparência de edema. Pode estar associado a um hemangioma com ocorrência mais frequente em língua. Apresentase como uma massa nodular ou papular, difusa, mal definida, indolor e mais clara que o tecido. Seu tratamento é cirúrgico com baixa recidiva. - LIPOMA * Nódulo séssil ou pedunculado; * Consistência mole, que muitas vezes, apresenta uma cápsula delimitando-a; * Coloração é normalmente amarelada, porém, quando situado em profundidade no tecido, apresenta-se rosado; * Mucosa jugal, lábios, língua e assoalho bucal; * Terapia cirúrgica; - LEIMIOMA * Raramente encontrado em cavidade bucal; * Forma de nódulo, em geral firme, de coloração igual à do tecido local e que ocorre em maior número na língua e nos lábios; * Separar o epitélio do tecido; - RABDOMIOMA * Região de cabeça e pescoço; * Nódulos no mesmo sítio * Assoalho bucal, língua e palato mole; - NEURILEMOMA * Neoplasia originada das células de scwann; * Nódulo, encapsulado, da mesma cor do local do tecido; * Lesão comumente encontrada na língua * Remoção cirúrgica; - NEUROFIBROMA * Lesão solitária ou na forma de múltiplos nódulos; * Nódulo de coloração igual ao tecido; * Massa assintomática, não encapsulada; * Há risco de transformação maligna nos casos de neuroibfromatose. Tumores odontogênicos * Os tumores odontogênicos epiteliais são compostos por epitélio odontogênico sem a participação de ectomesênquima odontogênico; * Benignos e malignos; - AMELOBLASTOMA * É o tumor odontogênico clinicamente significativo mais comum; * Os ameloblastomas são tumores de origem epitelial odontogênica. Teoricamente, eles podem surgir dos restos da lâmina dentária, de um órgão do esmalte em desenvolvimento, do revestimento epitelial de um cisto odontogênico, ou das células basais da mucosa oral; * Crescimento lento e invasivo; * Maior ocorrência em região posterior da mandíbula; * Sólido convencional ou multicístico; Unicístico, Periférico. * Lesões radiolúcidas; * Aparência de “favo de mel” ou “bolhas de sabão”; * Tratamento por curetagem da lesão (maior recidiva); * Ressecção marginal (menor recidiva); * Margem de segurança; - AMELOBLASTOMA MALIGNO E CARCINOMA AMELOBLÁSTICO * O termo ameloblastoma maligno deve ser usado para o tumor que mostra características histopatológicas de um ameloblastoma, tanto no tumor primário quanto nos depósitos metastáticos. O termo carcinoma ameloblástico deve ser reservado para um ameloblastoma que apresenta características citológicas de malignidade no tumor primário, emuma recidiva ou em qualquer depósito metastático. Essas lesões podem apresentar um curso local marcadamente agressivo, mas as metástases não necessariamente ocorrem. - CARCINOMA DE CÉLULAS CLARAS * Maligno de ocorrência muito rara * Predominância em mandíbula * Sintomatologia variada e aumento de volume * Perfuração óssea; * Imagens radiolúcidas uni ou multiloculares * Invasivo: cirurgia radical * Ocorrência de recidiva e metástase; - TUMOR ODONTOGÊNICO ADENOMATOIDE * Benigno de baixa ocorrência * Ocorrência maior em mulheres jovens * Maior frequência região anterior maxila * Tamanho de cerca de 3cm (máximo); * Região radiolúcida circunscrita; * Envolvimento de dentes não erupcionados; * Similar ao cisto dentígero; - TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL CALCIFICANTE * Tumor de Pindborg * Benigno, muito raro de origem ainda incerta * Idade entre 30-50 anos * Região posterior de mandíbula * Tratamento cirúrgico. - TUMOR ODONTOGÊNICO ESCAMOSO * Lesão benigna, pequena e rara * Lateral e triangular ao dente erupcionado * Sem local específico * Cirurgia conservadora e curetagem; - FIBROMA AMELOBLÁSTICO * Lesão mista verdadeira e incomum * Comum em homens jovens * Posterior de mandíbula * Recidiva de cerca de 45% * Tratamento cirúrgico conservador - FIBRO – ODONTOMA AMELOBLÁSTICO * Características de um fibroma ameloblástico * Contém esmalte e dentina * Odontoma? * Comum em crianças; * Região posterior de maxila e mandíbula; - FIBROSSARCOMA AMELOBLÁSTICO * Tumor raro, maligno e agressivo; * Predominante em mandíbula; * Componente epitelial benigno e mesenquimal maligno; * Tratamento cirúrgico radical; - ODONTOAMELOBLASTOMA * Dor, problemas na erupção e tumefação; * Tratamento similar ao ameloblastoma - ODONTOMA * Tumor mais comum * Hamartomas (anomalia de desenvolvimento) * COMPOSTO: Radiograficamente, o odontoma composto aparece como uma coleção de estruturas semelhantes a dentes de variados tamanhos e formas, cercados por uma delgada zona radiolúcida; * COMPLEXO: parece como um aumento de volume calcificado com a radiodensidade da estrutura dentária, que também está cercada por uma delgada margem radiolúcida. Um dente não erupcionado frequentemente se mostra associado ao odontoma, e o odontoma evita a erupção desse dente; * Ocorrência em jovens (~14 anos); * Tratamento cirúrgico com bom prognóstico; - FIBROMA ODONTOGÊNICO CENTRAL * Prevalência em mulheres; * Região anterior da maxila; * Próx a dentes erupcionados; * Reabsorção radicular; * Tratamento: curetagem vigorosa; * Associado ao granuloma de células gigantes; - FIBROMA ODONTOGÊNICO PERIFÉRICO * Ocorre nos tecidos moles * Aumento de volume gengival firme * Séssil de crescimento lento * Excisão cirúrgica e baixa recidiva. - TUMOR ODONTOGÊNICO DE CÉLULAR GRANULARES * Tumor bastante raro * Maior ocorrência em mulheres * Região de mandíbula * Tratamento: curetagem da lesão; - MIXOMA ODONTOGÊNICO * Adultos jovens (25-30 anos) * Maior frequência em mandíbula * Geralmente assintomático * Tratamento: curetagem image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg