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Gabriela P. Fonsêca P6 -2021.1 Trabalho de Parto Contrações Uterinas Até 28 semanas a atividade uterina é de baixa intensidade, logo as contrações são poucas e indolores. Após 30 semanas de gestação, as contrações uterinas se tornam mais frequentes e repetitivas; 4 semanas antes do parto (período pré-parto) ganham mais intensidade e se difundem por uma área maior —> Contrações de Braxton-Hicks (intensidade chega a 8mmHg com frequência de 3 contrações por hora). As contrações do período pré-parto tem função de encurtar o corpo uterino e “puxar” o colo uterino, que com o tempo dilata. As contrações passam a doer mais quanto ultrapassam as 15mmHg - que é a pressão mínima para se iniciar a distensão do cervice na fase de dilatação, ou da vagina e do períneo na fase expulsiva. ”Bloqueio progesterônico" —> na área de inserção placentária há alto nível de progesterona que é produzida pela placenta e acaba sendo absorvida pelo miométrio antes de ir para a circulação. A progesterona absorvida tem ação local sobre a contração uterina, especificamente no sítio placentário, o que protege a paciente de um descolamento placentário durante a gestação, trabalho de parto e o período expulsivo. Parto No trabalho de parto as contrações aumentam, se tornam frequentes e dolorosas (30 mmHg, com frequência de duas a três em 10 minutos e duração média de 30 segundos) durmante a fase de dilatação (2-3cm) ate atingir 40mmHg de intensidade com frequencia de 4-5 contrações em 10 minutos no período final da dilatação. Durante a fase de expulsão as contrações chegam a 5 em 10 minutos, com duração média de 50 segundos e intensidade de 50 mmHg. Junto com as contrações, os músculos do abdômen começam a se esticar, dando uma vontade de fazer força —> fenômeno “puxo” que tem intensidade de 50mmHg que somados com as contrações chegam a intensidade de 100mmHg. Quando a paciente se apresenta em decúbito lateral, aumenta a intensidade das contrações e diminui a frequência - maior eficiência na progressão do parto Após a expulsão do feto ainda continuam ocorrendo contrações com a finalidade de expulsar a placenta - às vezes sendo necessária intervenção do obstetra pois o puxo não é suficiente para expulsar a placenta. No puerpério as contrações uterinas diminuem e a atividade uterina é indispensável para evitar a hemorragia pós-parto. Características do feto O peso fetal pode ser influenciado por vários fatores, como fatores genéticos, socioeconômicos e patologias maternas e fetais. Ao nascer podem ser classificados em: ● Pequenos para a idade gestacional (PIG) Gabriela P. Fonsêca P6 -2021.1 ● Adequados para idade gestacional (AIG) ● Grandes para idade gestacional (GIG) - quando nascem com > ou igual a 4kg são chamados de macrossômicos. A cabeça fetal é representada por: ● Suturas - Sagital ou interparietal (entre as bordas internas dos dois ossos parietais, estende-se do bregma ao lambda)) - Metópica ou mediofrontal ou interfrontal (entre os dois ossos frontais) - Frontoparietal ou coronária (encontro dos ossos frontais com as bordas anteriores dos ossos parietais) - Occipitoparietal ou lambdoide (osso occipital e bordas posteriores dos ossos parietais) ● Fontanelas - Oito espaços membranosos resultante da confluência das suturas - moleira - Quatro são localizadas no sentido anteroposterior (bregma, lambda, obelio e mediofrontal) - Quatro laterais (dois pterios e dois asterios) Estática fetal: ● Atitude - como o feto fica para “poder sair” - em condições normais o feto se aloja na cavidade uterina em flexão, encurvamento da coluna vertebral, produzindo concavidade voltada para sua face anterior, com a cabeça levemente fletida, de maneira que o mento se aproxima do esterno. Os membros flexionados e anteriorizados; nos membros inferiores, as coxas ficam fletidas sobre o abdome e as pernas fletidas sobre as coxas. Nos membros superiores, com os antebraços fletidos sobre os braços e aconchegados ao tórax. Nesse modo, o eixo fetal (distância entre o lambda ao cóccix) mede 25 cm, metade do seu comprimento total. ● Situação - relação entre eixo uterino com eixo fetal 1. Longitudinal 2. Transversa Gabriela P. Fonsêca P6 -2021.1 3. Oblíqua ● Apresentação - região do feto que ocupa a passagem 1. Cefálica 2. Pélvica 3. Córmica 1. Cefálica: - Fletida ou de vértice ou de occipício - Defletida de 1º grau ou bregmatica - Defletida de 2º grau ou de fronte - Defletida 3º grau ou de face ● Posição - direito e esquerdo - relação entre os pontos de referência da apresentação fetal e os pontos de referência maternos - encontrar melhor localização para auscultar o BCF. Fases clínicas do parto Definição de trabalho de parto - início das contrações uterinas, apagamento do colo uterino com dilatação cervical e expulsão fetal. As fases clínicas do parto são divididas em: ● Primeiro período ou fase de dilatação - Enfraquecimento e dilatação do colo uterino - A dilatação do OCE tem por finalidade aumentar o canal e fazer uma continuidade entre o útero e a vagina, onde será coletado o líquido amniótico - Divisões funcionais do trabalho de parto: Gabriela P. Fonsêca P6 -2021.1 1. Fase latente (divisão preparatória ou de aceleração) - onde comandam a ocorrer contrações uterinas regulares e dilatação de 3-5cm. Limite da fase latente e início da fase ativa. Fase mais longa 2. Fase ativa (divisão de aceleração máxima e divisão de desaceleração) - contrações dolorosas com aumento de frequência e intensidade, levando a dilatação rápida. Geralmente se inicia com 3-4cm . Fase que progride mais rapidamente ● Segundo período ou fase de expulsão - Se inicia com a dilatação total do colo até a descida do feto - 50min para nulíparas e 20min para multíparas - Fase pélvica - dilatação total do segmento do colo uterino, apresentação fetal acima do plano +3 de DeLee - Fase perineal - apresentação inferior ao plano +3 DeLee - Alguns fatores podem influenciar no tempo de duração desse período (feto grande, pelve contraída…) - Segundo a OCOG considera período expulsivo prolongado quando em nuliparas perdura por mais de 3hrs com analgesia e 2hrs sem analgesia; e mais de 2hrs em multiparas com analgesia e 1hr sem analgesia ● Terceiro período ou fase de dequitação - Período de nascimento do feto até a expulsão da placenta e membranas - Provoca contrações uterinas e novos puxos ● Quarto período ou primeira hora pós-parto - Retração uterina com formação de coágulos fisiológicos - Caracterizado por mecanismos que atuarão na prevenção fisiológica de sangramento Mecanismos de parto ● Primeiro tempo - insinuação: - Quando o occipício atinge o plano das espinhas isquiáticas, plano zero DeLee (se fala que o polo cefálico está insinuado) - Possui dois movimentos 1) orientação 2) flexão (se dá devido às contrações do útero pressionando o feto) ● Segundo tempo - descida: - 2 formas —> 1) sinclitica - quando os dois parietais descem de forma simultânea; 2) assinclitica - quando ocorre movimentos de inclinação lateral, descendo um lado parietal antes do outro (“badalo de sino”), pode ser anterior, onde desce primeiro o parietal anterior e a sutura sagital fica mais perto do sacro (obliquidade de Nagele); ou posterior, onde a sutura sagital fica mais perto do pube (obliquidade de Litzman) Gabriela P. Fonsêca P6 -2021.1 ● Terceiro tempo - rotação interna da cabeça: - Ocorre a rotação procurando se adaptar ao maior diâmetro da bacia (anteroposterior) - Anteriores rodam 45º e as posteriores 135º - O occipital se move gradativamente da sua posição oblíqua ou transversa para sínfise púbica - Normalmente, a rotação interna da cabeça é simultaneamente com a descida ate o quarto plano de Hodge ou +3 de DeLee ● Quarto tempo - desprendimento da cabeça: - O desprendimento ocorre por deflexão, a cabeça avança e recua a cada contração - Aparecem os parietais e a grande fontanela - Sai o resto da cabeça com a face voltada para o chão ● Quinto tempo - rotação externa da cabeça: - Tende a voltar para a mesma posição que estava antesda rotação interna (“restituição”) ● Sexto tempo - desprendimento da espáduas: - Primeiro o ombro anterior, por baixo do pube e, depois, o posterior, que distende o períneo