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COLAPSO DE TRAQUEIAem clínica de pequenos animais
FisiopatogeniaFisiopatogeniaFisiopatogenia
Colabamento da traqueia, pode afetar brônquios também. É progressivo e
dinâmico, ou seja, não acontece todo momento.
Anel cartilaginoso 
(condroitina, ácido hialurônico,
glicosaminoglicanos)
Ligamento traqueal
(cartilaginoso)
Traqueia (representação) Corte transversal histológico (traqueia)
Musculatura estriada
esquelética dorsal
Deficiência de
glicosaminoglicanos
e de condroitina 
Enfraquecimento dos
aneis, ligamentos e
musculatura
Alta pressão
durante a
respiração
Colabamento da
traqueia ou brônquio
Ativa receptores
de tosse TOSSE
Monyk Dias
TraqueobroncomaláceaTraqueobroncomaláceaTraqueobroncomalácea
Colabamento
persistente NECROSE
Diminuição da
irrigação tecidual
Monyk Dias
Assinalamentos: Localização:
Espécie: mais comum em cães
Porte: pequeno porte
Raças 
SPITZ ALEMÃO
YORKSHIRE
PUG
BULLDOG
Extratorácica: afeta porção
cervical da traqueia, acontece na
inspiração (aumento de pressão
das vias superiores).
Intratorácica: afeta porção
torácica da traqueia e brônquios,
acontece na expiração (aumento
de pressão das vias inferiores)
Colapso extratorácico Colapso intratorácico
Inspiração
Inspiração Expiração
P
P
P
P
P
P
Fo
to
: L
yn
el
le
 Jo
hn
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n
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yn
el
le
 Jo
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so
n
Fo
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: L
yn
el
le
 Jo
hn
so
n
Doenças diferencias ou concomitantes:
Obesidade
Hiperadrenocorticismo
Aumento atrial esquerdo
Infecção bacteriana
Bronquite crônica
Bronquite alérgica 
Intubação recente
Prolongamento de palato mole
Estenose de narina
Paralisia de laringe
CLASSIFICAÇÃO
Mede o grau de acometimento a partir do diâmetro
traqueal durante a broncoscopia. Quanto menor o
diâmetro, maior o grau e mais grave o colapso.
GRAU I
GRAU III
GRAU IV
GRAU II
25% redução do lúmen
50% redução do lúmen
75% redução do lúmen
90 -100% redução do lúmen
TRATAMENTO
ANIMAL EM CRISE
Redução do estresse: butorfanol (0,2 a
0,3 mg/kg/IM) ou acepram+morfina
(utilizar com cautela: braquicefálicos
são sensíveis)
Oxigenioterapia
Controle da temperatura ambiental
MANEJO CLÍNICO
Controle da temperatura ambiental
Redução de peso: em pacientes obesos
Trocar coleira: se o modelo utilizado
tracionar o pescoço.
SINTOMATOLOGIA
OS SINTOMAS SÃO PROGRESSIVOS
Estertores inspiratórios
Dispneia inspiratória: Piora com
exercícios físicos.
Tosse: Sonora e seca, piora nos
momentos de estresse e ansiedade.
EXAME FÍSICO
Traqueia sede a palpação
Reflexo de tosse positivo
OBESIDADE
Animais obesos possuem exacerbação
desses sinais, pois há acúmulo de
gordura em tórax e pescoço que
comprimem a traqueia e dificultam a
respiração.
DIAGNÓSTICO
Histórico: animal pequeno, raças
predispostas, tosses secas e sonoras
(grasnar de ganso) que acontecem
geralmente sob situações de estresse.
Radiografia cervical simples: durante a
inspiração ou com compressão (pode
utilizar bolinha ou rolo de esparadrapo
para comprimir levemente a traqueia
durante o exame).
Radiografia torácica simples: durante a
expiração.
Radiografia tangencial: possível medir
diâmetro, atinge apenas região cervical.
Broncoscopia: diagnóstico definitivo,
utilizar apenas se não visualizou na
radiografia e irá realizar cirurgia.
As radiografias apresentam 20% de
falso negativo, nesses casos, quando o
tratamento ainda é clínico, faz-se o
diagnóstico terapêutico.
Monyk Dias
Antitussígeno: apenas se o animal estiver em crise e infecções secundária
estiverem descartadas
Broncodilatador: utilizado apenas em colapsos intratorácicos, a fim de reduzir a
pressão. Auxilia nas crises, enquanto o animal ainda está em protocolo de perda
de peso, depois pode ser feita redução da dose ou espaçar seu uso. 
Enriquecimento ambiental 
Ansiolíticos: apenas se o enriquecimento não for suficiente, pode ser utilizado
fluoxetina ou florais.
Antibioticoterapia: se houver infecção secundária, pois esses pacientes estão
predispostos. Em casos de crises recorrentes e tosse contínua. 
Glicocorticoide: se houver muita inflamação
 CODEÍNA 0,5mg/kg VO/TID/5 dias (possui leve efeito sedativo, reduz ansiedade)
 AMINOFILINA 10 mg/kg VO/TID/ 20 a 30 dias ou ANR
 DOXICICLINA 5-10 mg/kg VO/BID/7 dias
 CORTICOIDE 0,5 mg/kg VO/BID/3 dias
Conscientizar que o manejo clínico não
cura a doença, apenas reduz os sintomas
de 80 a 90%, com o tempo o colapso irá
progredir e será necessário cirurgia.
MANEJO CIRÚRGICO
Extended traqueal: realizado através
de fluoroscopia, indicado em altos
graus ou quando não há melhora
com tratamento clínico. Necessita
acompanhamento com radiolografia.