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Aula 1 – Mercado de Imóveis – Histórico, Evolução e Tendências • Mercado de Imóveis no Brasil - Breve Histórico ............................................................. • Surgimento da Profissão do Corretor .............................................................................. • Urbanismo e Corretagem ................................................................................................. • Financiamento Habitacional ............................................................................................. • Do BNH à Caixa Econômica Federal .............................................................................. • Projeção das Necessidades e Tendências do Mercado de Trabalho .............................. • Panorama do Deficit de Moradias no Brasil ..................................................................... • Tendências do Mercado Imobiliário .................................................................................. • Veja se Aprendeu ............................................................................................................. Aula 2 – Marketing Imobiliário – Fundamentos e Operações • Fundamentos e Operações .............................................................................................. • Planejamento Estratégico em Imóveis ............................................................................. • Etapas do Planejamento Estratégico em Imóveis ........................................................... • Os quatro Ps em Marketing Imobiliário ........................................................................... • Veja se Aprendeu ............................................................................................................. • Aprenda Fazendo.............................................................................................................. Aula 3 – Técnicas e Vendas Imobiliárias • Parâmetros para atuação profissional ............................................................................. • Perfis de Vendedores ...................................................................................................... • Perfis de Clientes ............................................................................................................ • Métodos Eficazes de Vendas .......................................................................................... • Levantamentos para efetuar Transações Imobiliárias ..................................................... • Atitudes do Corretor e Recomendações Finais ............................................................... • Veja se Aprendeu ............................................................................................................. • Aprenda Fazendo ............................................................................................................. • Respostas do Veja se Aprendeu 1, 2 e 3 ........................................................................ • Aprenda Fazendo - Respostas ........................................................................................ Aula 1 – Comunicação – Conceito e Funções • Conceito de Comunicação ............................................................................................... • Importância da Comunicação .......................................................................................... • Agentes da Comunicação ................................................................................................ • Comunicabilidade ............................................................................................................ • Comunicação Empresarial ............................................................................................... Marketing Imobiliário e Vendas Índice 5 6 7 8 9 10 12 13 16 19 19 20 24 34 35 37 37 39 40 42 45 47 48 49 54 Comunicação e Expressão 57 58 59 59 60 • Comunicação Visual Corporativa ................................................... .......................... • Comunicação Mercadológica .................................................................................... • Comunicação Integrada ............................................................................................ • Veja se Aprendeu ...................................................................................................... Aula 2 – Tecnologia da Comunicação • Comunicação em Rede ............................................................................................ • Comércio Eletrônico .................................................................................................. • Equipamentos e Tecnologia ...................................................................................... • Negócios Imobiliários on-line .................................................................................... • Ferramentas de Trabalho .......................................................................................... • Tecnologia da Informática ......................................................................................... • Tecnologia da Documentação ................................................................................... • Comunicação Rápida ................................................................................................ • O Corretor e o Cliente Interno e Externo .................................................................. • Etiqueta na Comunicação Rápida ............................................................................ • Tecnologia para aumentar as vendas ....................................................................... • Veja se Aprendeu ...................................................................................................... • Aprenda Fazendo ...................................................................................................... Aula 3 – Técnicas de Comunicação • Comunicação: essencial nas relações comerciais ................................................... • Recursos Expressivos ............................................................................................... • Redação Empresarial ................................................................................................ • Como escrever melhor .............................................................................................. • Estruturas de Redação Empresarial ......................................................................... • Carta - Importância e características ....................................................................... • Veja se Aprendeu ..................................................................................................... • Aprenda Fazendo .................................................................................................... Aula 4 – Correspondências e Modelos de Impressos • Correspondências .................................................................................................... • Arquivo da Correspondência ................................................................................... • Modelos de Impressos ............................................................................................. • Veja se Aprendeu ..................................................................................................... • Aprenda Fazendo .................................................................................................... • Respostas do Veja se Aprendeu 1, 2, 3 e 4 ............................................................ • Aprenda Fazendo - Respostas ............................................................................... Bibliografia ..................................................................................................................... 65 66 72 75 77 78 79 82 82 83 84 87 89 89 90 91 92 93 94 95 96 99 100 106 108 109 110 111 117 117 119 122 127 Acesse o site do Conselho Federal de Corretoresde Imóveis – Cofeci – especialista neste tema: http://portal.cofeci.gov.br. Este módulo tem o objetivo de dar capacitação para a análise do perfil de clientes no levantamento e organização dos dados sobre o mercado imobiliário, identificando expectativas de demanda para a prospecção de novos negócios e ambientando o profissional no uni- verso das transações imobiliárias. A Aula 1 faz uma retrospectiva sobre o Mercado de Imóveis: Histórico, Evolução e Tendências para que se conheça o panorama e as necessidades atuais do setor. A Aula 2 aprofunda os conhecimentos sobre Marketing Imobiliário, Fundamentos e Operações, ressaltando a importância do planejamento. Aborda, ainda, os quatro “Ps” dos negócios imobiliários. A Aula 3 apresenta as Técnicas e Vendas Imobiliárias, com orientações práticas para que o corretor possa identificar tipos de clientes e intenções de compra, e aperfeiçoar suas técnicas de vendas. MARKETING IMOBILIÁRIO E VENDAS Marketing Imobiliário e Vendas Instituto Universal Brasileiro3 Marketing Imobiliário e Vendas Instituto Universal Brasileiro4 Sesmeiro: Aquele que recebia uma sesmaria, representada por lote ou terreno abandonado ou inculto, que os reis de Portugal cediam aos novos povoadores. Deficit Habitacional: Quantidade de moradias que faltam para que as famílias possam ter habitação adequada em uma determinada região. Os critérios para definir o que seria "moradia adequada" variam. Single: Termo de origem inglesa, que pode significar individual, solteiro. Em Marketing, refere-se a categoria de consumidores muito explorada na atualidade: pes- soas que moram sozinhas. Mercado secundário: Mercado em que investidores ou acionistas transacionam a compra ou a venda de ações de sua titularidade, geralmente nas bolsas de valores. Porém, o conceito é mais amplo e abrange toda e qualquer operação envolvendo ações já existentes, emitidas e detidas por um determinado acionista. Marketing-mix: Conjunto de elementos que formam o ambiente mercadológico: produtos, serviços, pontos de venda, linhas de comunicação, preços etc. NetMeeting: Programa para videoconferências e chat, onde se compartilham arquivos de forma colaborativa Time-sharing: Uso compartilhado de longa duração e a tempo parcial de um ou vários locais de férias. Day-hospital: Centro especializado em cirurgias de pequeno e médio porte, com curta permanência, com área física independente, suporte de um hospital geral, vanta- gens e conforto em apartamentos individuais. Escritório part-time: Serviços de escritórios com infraestrutura completa (telefo- nia, transmissão de mensagens) para uso em períodos curtos e serviços adicionais, conforme necessidade. Branding: É um trabalho de construção de uma marca junto ao mercado. Sua exe- cução é tomada por ações, que posicionam a marca e a divulgam no mercado. Pool: Palavra inglesa com vários sinônimos. Aqui, especificamente, refere-se ao grupo de empresas associadas para a realização de uma atividade com um interesse comum: fechar negócios. Briefing: Documento que descreve a situação do produto/serviço, marca ou empresa (problemas, oportunidades, pontos fortes e pontos fracos, objetivos e recursos para atingi-los), para a equipe de comunicação da empresa (ou agência de publicida- de) preparar uma campanha publicitária. Maquete: Esboço em pequena escala, em três dimensões, de um edifício, protó- tipo de pequenas dimensões. Prospect: Consumidor provável, aquele que tem o poder de compra. Histórico, Evolução e Tendências Mercado de Imóveis no Brasil – Breve Histórico Para elegermos uma cronologia do mer- cado de imóveis no Brasil, precisamos voltar aos tempos da criação do regime de capita- nias hereditárias, período de incremento da ocupação de nosso território. As capitanias tinham por objetivo colonizar o litoral brasilei- ro por intermédio da iniciativa dos donatários e sesmeiros. Em 1548, época em que a administra- ção no Brasil passou a ser exercida por um Governador Geral, formaram-se as primeiras vilas, ao redor de igrejas erguidas, para a catequização dos indígenas e dos depósitos onde era guardado o pau-brasil extraído. As tarefas de exploração, povoamento e defesa da terra forçaram Portugal à fundação de localidades mais organizadas. É óbvio que a coroa portuguesa não se esqueceu de cobrar impostos sobre as atividades dos novos colonos. Daí por diante, aconteceram os clássicos ciclos de produção que conhece- mos nos estudos do ensino fundamental. O primeiro deles, ciclo da cana-de-açúcar, fez com que as vilas crescessem, embora neste período, não aparecessem registros referen- tes à comercialização de imóveis. Na fase da mineração, como conse- quência da busca de metais preciosos; novos povoamentos surgiram além da grande imi- gração, urbanização, maior mobilidade social e desenvolvimento cultural. Neste ciclo da economia, aconteceram muitos deslocamen- tos do litoral para o interior. Como Portugal e os mercadores portugueses tinham exclusivi- dade sobre todo tipo de comércio, só em 1649 surgiu a primeira Companhia Geral do Comércio do Brasil. Propriedade por Tradição Naqueles tempos de Governadores Gerais, a propriedade era adquirida pela "tra- dição". Assim, sustentava-se a propriedade pelo fato material da entrega do bem imóvel, pela transferência da posse ao adquirente, não sendo registrada a presença formalizada de um intermediador na comercialização de imóveis. A transação era realizada pelo pro- prietário e, esporadicamente, por um comer- ciante local que, em sua venda, fazia a divul- gação de imóveis para a compra, venda ou aluguel, a pedido do proprietário. Registro do Primeiro Corretor No atual estado do Rio de Janeiro, o desenvolvimento urbano e a atividade de AULA 1 MERCADO DE IMÓVEIS Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro5 Apesar da não existência de negó- cios imobiliários nos primórdios do Brasil, o Conselho Federal de Corretores de Imóveis atribui a Pero Vaz de Caminha o adjetivo de primeiro “corretor” a evi- denciar as qualidades da terra, em sua famosa carta de sete folhas. negociação imobiliária se tornaram realida- de, a partir de 1808, com a chegada da família real. Os relatos dizem que a família de D. João VI, literalmente, apropriou-se das moradias dos brasileiros, pois não haviam planejado adequadas acomodações para os portugueses. Neste cenário, a população despejada revoltou-se tanto que alguns portugueses recusavam-se a morar nas casas tomadas e se propuseram a indenizá-los particularmente. Apresentando-se esta oportunidade, um cidadão passou a intermediar as negocia- ções: Antônio Armando Mariano de Arantes Costa. Sendo assim, pode-se dizer que este personagem foi o primeiro corretor de imóveis do Brasil. O evento da acomodação da família real no Brasil transformou, estruturalmente, a cidade do Rio de Janeiro, trazendo-lhe uma nova fisionomia. A população passou de cerca de 50 mil para 100 mil pessoas. Um aspecto mais urbano tomou conta do cenário, com a gradativa melhoria da infra- estrutura. Neste momento, germinava uma nova profissão, que tinha por função principal agenciar negócios imobiliários. A princípio, comerciantes faziam os agenciamentos, ampliando suas possibilidades de renda, aumentada pela intermediação imobiliária. Havia também leiloeiros, os quais, natu- ralmente, tinham participação nos resultados dos leilões de imóveis. Especialistas agentes imobiliários surgiram neste período, fazendo anotações das procuras e produtos disponí- veis a serem negociados, intermediando potenciais vendedores e compradores. Utilizavam-se de comunicação mercadológica nos periódicos da cidade. Classificados de Jornal Desde 1821, com o surgimento da imprensa brasileira, a mídia jornal possuía forte envolvimento com os negócios imobiliá- rios. Jornais como “Diário do Rio de Janeiro”, “O Sentinela” e “O Tamoio”, no Rio de Janeiro, foram pioneiros na circulação com anúncios de imóveis. Na figura abaixo, pode-se verificar no anúncio publicado no Diário do Rio de Janeiro, ediçãode 04 de junho de 1821, a presença de um intermediário, Venâncio José Lisboa, com “provável procuração” do dono do imóvel para vender. Surgimento da Profissão de Corretor A sociedade brasileira só se concentrou nas áreas urbanas depois dos anos 1970. Desta forma, nos períodos anteriores, a propriedade de latifúndios determinava a posição social das famílias, pois a maior parte da população vivia na zona rural, principalmente nos primórdios do século XX, quando não havia indústrias e extra- tos sociais como a classe média. Paulatinamente, a partir do ano de 1940, após a Segunda Guerra Mundial, as indústrias surgiram, e o aumento das atividades de funcio- nalismo público, incluindo atividades financeiras Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro6 (bancos, empresas de financiamento etc.) trou- xeram uma nova perspectiva para os centros urbanos. Nestes centros em desenvolvimento, a comercialização de imóveis se intensificou, sem- pre com o apoio dos anúncios em jornal, adqui- rindo uma formatação de ocupação profissional. O corretor de imóveis era conhecido como agente imobiliário. Como não existiam cursos de formação, as experiências do coti- diano profissional compunham as habilidades e competências necessárias para o exercício desta atividade. Em São Paulo, o mercado de imóveis teve um centro de escritórios, no qual a quan- tidade de empreendedores era tamanha que chegou a denominar o local - Largo do Café – como “bolsa imobiliária”, que estendia-se pelas imediações da Praça da Sé. Urbanismo e Corretagem Na última década do século XIX, a capital do estado de São Paulo recebeu, aproximadamente, 200 mil pessoas. Eram italianos em sua maioria, ocasionando a construção das primeiras vilas, notada- mente para operários. São Paulo atingia números de cresci- mento impressionantes: 168% entre 1890 e 1900 e 141% entre 1900 e 1920. Tais índices significaram aumento expressivo pela deman- da de novos imóveis. Mais um momento de oportunidades para agentes imobiliários. Negociações envolvendo grandes lotea- mentos e imóveis individualizados deram grande visibilidade para o mercado de imó- veis. Não podemos dissociar o trabalho do corretor de imóveis nos processos de urbani- zação, mudança das grandes chácaras, para loteamentos com muitas casas e outras for- mas do crescimento das cidades no Brasil. Lembremos que apesar de nossos rela- tos se concentrarem em São Paulo, nas gran- des capitais brasileiras, com maior ou menor intensidade, as atividades imobiliárias cresce- ram através das mesmas influências. Crescentes necessidades de solução para concentração dos meios de produção e da força de trabalho demandavam melhorias na habitação, alimentação, transporte, ener- gia, assistência à saúde, lazer, comunica- ções, saneamento em geral etc. Neste conjunto de necessidades, o mer- cado imobiliário passa, então, a ser uma fonte atraente de investimento para casas de alu- guel. Assim, muitos resolveram aplicar suas economias em construções para alugar. Eram aposentados, pensionistas, profissionais libe- rais, comerciantes, ruralistas, pessoas físicas de diversas profissões, e os novos investidores, os quais procuravam agenciadores de imóveis. Associadas aos empreendedores indi- viduais, companhias de capital aberto reu- niam acionistas a fim de investir na constru- ção de casas de aluguel, muitas vezes em forma de vilas. Administração de Imóveis Destacou-se, em São Paulo, a empresa que fez história no ramo de construção e administração de imóveis: a Companhia City. Tratava-se de uma verdadeira instituição no ramo de construção de imóveis. No ano de 1911, o arquiteto francês, Joseph Bouvard, foi contratado pela prefeitura de São Paulo para planejar e construir o alargamento da avenida São João. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro7 De volta à França, Bouvard resolve constituir uma sociedade anglo-francesa para investir em São Paulo. A empresa foi criada em 1912 com o nome de "City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Limited", em tradução livre: Cidade de São Paulo Melhorias e Terras Livres de Encargos Companhia Limitada. Foi um marco na urbanização e nego- ciação de imóveis em São Paulo; bairros hoje importantes foram obra da companhia como Jardim América, Pacaembu, Alto da Lapa, Alto de Pinheiros e outros. Para execução tanto das obras, que eram de grande porte, quanto da venda dos empreendimentos, extensas negocia- ções aconteceram entre a empresa lotea- dora e a prefeitura do município. Ao setor público, eram cobradas as tarefas de pro- ver iluminação pública e serviços de transporte coletivo. O sucesso do empreendimento constata-se pelo tempo em que os lotes foram vendidos: menos de dez anos. O Jardim América é, até hoje, uma das áreas mais valorizadas da capital paulista, sendo referência para vários projetos moder- nos, que adotam os fundamentos dos urba- nistas ingleses, criadores do Jardim América: conceito de bairro-jardim, que reserva uma parte do terreno para áreas verdes, com incentivo à arborização das calçadas, muito procurada nestes tempos de preservação ambiental. Comercialização de Imóveis na década de 1940 Neste período, atingiu-se o reconhecimen- to e organização da profissão. Os veículos de comunicação, principalmente jornais, em virtude do grande volume de anúncios, passaram a apoiar a atividade imobiliária em todas as gran- des cidades do país. A sociedade, em geral, pas- sou a denominar o intermediador como consultor imobiliário, autorizados mediante contrato exclu- sivo para a comercialização de imóveis. Financiamento Habitacional O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) criado em 1964, administrado pelo antigo Banco Nacional da Habitação (BNH), teve relativa expansão quando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ficou sob a sua gerên- cia, permitindo maior fluxo financeiro para proje- tos habitacionais. Em 1967, com a criação do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), nova fonte de recursos surgiu para redução do deficit habitacional no Brasil. Os dois sistemas – SFH e SBPE – foram fortes agentes de captação de poupança interna, criando a nova cultura do hábito de poupar por parte da sociedade brasileira, per- mitindo forte incremento de novos programas habitacionais para minimizar um deficit de, aproximadamente, 6 milhões de casas, já em 1964. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão vinculado ao gover- no federal, na análise do deficit habitacional, qualifica, como moradia inadequada, crité- rios como: • rusticidade das estruturas físicas das habitações (uso de materiais não-duráveis e/ou improvisados). • moradia não ser, originariamente, construída para habitação, adquirindo essa função apenas de forma esporádica ou improvisada. • coabitação (a existência de mais de uma família por residência). Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro8 Dentro do Plano Nacional de Habitação implementado na época, integra- ram-se às cooperativas sindicais, entidades vinculadas a sindicatos dos trabalhadores, que recebiam do BNH assistência técnica, financeira e Cohabs (cooperativas habita- cionais resultantes da união de governos estaduais e municipais). Todas estas insti- tuições visavam proporcionar moradia às pessoas de baixa renda. Com a entrada das empresas privadas nos projetos habitacionais, apareceu a figura do “iniciador”, profissional de imóveis, que intermediava, junto ao BNH, projetos de cons- trução, para serem analisados pelo banco. Após análise e aprovação, obtinha do BNH até 80% do saldo financeiro do empreendi- mento, atendendo as camadas em ordem crescente de poder aquisitivo. Do BNH à Caixa Econômica Federal A Caixa Econômica Federal (CEF), desde 1931, opera carteiras hipotecárias para a aquisição de bens imóveis. No ano de 1986, incorporou-se ao BNH, assumindo, definitivamente, a condi- ção de maior agente nacional de financia- mento da casa própria e de importante financiadora do desenvolvimento urbano,especialmente do saneamento básico, pois assumira, também, o papel de agente ope- rador do FGTS, antes gerido pelo BNH. Os programas habitacionais de maior importância social, financiados pela CEF, são as casas econômicas e populares. Com ela, ampliou-se o leque de operações que abrange empréstimos habitacionais: financiamento para a compra, construção, ampliação e reforma da casa própria; transferência de recursos a empresas de construção civil para reforço de capital de giro e financiamento de obras de infraes- trutura ligadas ao desenvolvimento urbano e saneamento básico. Além de financiar a compra da casa pró- pria, sua construção ou reforma à pessoa físi- ca, a Caixa passou a financiar, também, o con- domínio fechado. Esta operação ocorre quan- do um grupo comprova a existência de, no mínimo, 50% do comprometimento com a aquisição das unidades residenciais do empreendimento. Outra modalidade é o finan- ciamento de imóveis usados para pessoa físi- ca, dando preferência a antigos inquilinos. Este é um dos principais mercados de trabalho do Corretor de Imóveis que, contando com este sistema de financiamento, pode via- bilizar as transações no segmento imobiliário. A CEF é o maior agente financeiro da habitação do Brasil, detendo mais de 50% do total de recursos destinados a este setor. É responsável, também, por 95% dos financiamentos destinados à popula- ção de baixa renda, segmento para o qual estão direcionados os principais progra- mas da instituição. A Caixa não só repassa os recursos do BNH às Cooperativas Habitacionais, como também soma aos do BNH seus pró- Quem era o iniciador? O iniciador era uma pessoa física comum ou empresário, com pretensões de entrar nomercado imobiliário com fins pes- soais (obter sua casa própria) ou de empreender com o apoio financeiro do BNH. Entre 1964 e 1977, o SFH financiou 1738 imóveis, 921 mil dos quais pertenciam à área denominada de interesse social. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro9 prios recursos para financiamento de habi- tações populares e de compra de terrenos destinados à construção de conjuntos resi- denciais. Neste sentido, empresta recursos às Cohabs, e aos Institutos de Previdência dos Estados, ajudando, assim, a impulsio- nar programas de construção de casas populares. A principal fonte de recursos para os financiamentos habitacionais é o FGTS. Complementando esses recursos, o setor habitacional conta, ainda, com a captação das Cadernetas de Poupança e com os recursos do Orçamento Geral da União. Linhas de Crédito Em 1996, a CEF lançou linhas de crédi- to habitacional, através dos Programas Carta de Crédito - CEF, programa de apoio à Produção de Habitação, Crédito com Garantia Lastreada em Antecipação de Recebíveis e o Programa Carta de Crédito – FGTS. A importância do programa Carta de Crédito é a retomada, em 1996, dos financia- mentos para a classe média, que permanece- ram paralisados por cinco anos. O programa foi desenvolvido com recur- sos próprios da CEF. Destinou-se à aquisi- ção, construção e reforma ou ampliação de imóvel. Neste mesmo ano, de 1996, foram recebidas 115,9 mil inscrições, envolvendo recursos da ordem de R$ 3,5 bilhões. Em 1997, o programa da Carta de Crédito foi incorporado pelo Governo Federal ao projeto Brasil em Ação. Desta forma, foram eliminados 70% dos documentos exigidos, os procedimentos simplificados e os agentes operadores treinados, além da celebração de convênios com associações e cartórios, para tornar mais rápida e menos custosa a expedi- ção das certidões requeridas. As prefeituras foram incentivadas a sim- plificarem as exigências para a regularização dos imóveis populares. O governo também celebrou parcerias com entidades civis, como o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), universidades, sindicatos, cooperativas e outros órgãos a fim de incentivar, ainda mais, este programa. Finalizamos este breve histórico, lem- brando que, se a CEF atua em, pelo menos, 50% dos financiamentos oficiais, os bancos privados e outras instituições financeiras estão em plena atividade no financiamento, não apenas de imóveis residenciais, como também empreendimentos que envolvem empreendimentos comerciais e industriais, no que diz respeito ao movimento da cons- trução civil. Projeção das Necessidades e Tendências do Mercado Imobiliário Apesar do Brasil atravessar, em 2008, forte expansão econômica alavancada pelo aumento das linhas de crédito, nosso país ainda tem uma dívida social muito grande, no quesito moradia. Número de Moradias ►Segundo reportagem publicada em fevereiro de 2008, no jornal Folha de São Paulo, o Brasil precisa de 27,7 milhões de moradias até 2020, número apurado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), a qual ratifi- ca que esse é o número necessário para atender o crescimento das famílias, eliminar o $ $ $ $ $ $ Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro10 deficit habitacional e substituir cortiços e fave- las por projetos de moradia planejada. Segundo fonte do próprio Governo Federal - Ministério das Cidades -, cerca de 40% dos recursos necessários para atender à deman- da têm de sair dos governos. ►No estudo da FGV Projetos, elabora- do para o Sindicato da Indústria da Construção Civil Paulista (SindusCon-SP), constam discussões pertinentes ao Plano Nacional de Habitação (PlanHab). Dentre algumas estimativas, a FGV prevê que, em 2020, o país terá 21,1 milhões de novas famí- lias. Em 2007, o Brasil contava com 59,1 milhões de famílias. ►O cálculo prevê eliminar as 2,431 milhões de moradias habitadas por duas ou mais famílias e as 3,548 milhões de moradias inadequadas, como as favelas – PNAD/2006 (IBGE). Na avaliação da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, o país precisa construir, até 2023, cerca de 27 milhões de novas moradias, só para atender ao cresci- mento das famílias, sem considerar o defi- cit habitacional. ►Números atualizados em 2007 reve- lam que cerca de 1,6 milhão de moradias são construídas por ano no país. Esta cifra é insu- ficiente, sendo necessário subir para 2 milhões de unidades anuais, para atender a demanda habitacional que está por vir, e eli- minar as moradias inadequadas. ►Das 27,7 milhões de novas residên- cias, 70% a 75% precisam ser destinadas ao atendimento das famílias com renda familiar de até dez salários mínimos, já que essa faixa de renda é a mais carente de habitação e é a que mais cresce. ►Do total das novas moradias cons- truídas em 2007, as quais totalizaram 1,6 milhão, 350 mil contaram com recursos do governo ou do FGTS. Para zerar o deficit habitacional atual, estimado em 8 milhões de unidades, serão necessários investi- mentos de R$ 360 bilhões, ao custo de R$ 45 mil por imóvel. Análise e Previsão dos Números de Moradia ►Analistas mencionam que, cerca de 35% do custo de uma habitação é formado por impostos, dificultando o acesso à moradia para as famílias mais pobres. A importância do investimento em habitação amplia-se para o crescimento global da economia. Apenas a expansão de prazos e de crédito contribui para a redução de 15% a 20% do deficit habi- tacional do país. ►Nos sete primeiros anos da década de 2000, a média anual de moradias financiadas foi da ordem de 30 mil unidades. Projeta-se a ampliação destes financiamentos para 400 mil unidades anuais nos próximos dez anos. Se o governo brasileiro, em todas as suas esferas – federal, estadual e municipal – diminuir a carga tributária, para os agentes da cadeia envolvidos não apenas na cons- trução civil, mas em todos os segmentos relacionados, desde materiais, prestadores de serviço, agentes financeiros e imobiliá- rios, com certeza, mais rapidamente, acele- raria a redução do deficit habitacional. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro11 ►Confirma-se o esforço governamental, apesar de ser insuficiente, através das ativida- des da CEF, pela ampliação do financiamento àpopulação de menor poder aquisitivo. Em 2006, 72% dos recursos aplicados foram dire- cionados às famílias com renda até cinco salá- rios mínimos. Em 2007, esse percentual subiu para 82%. ►O financiamento da casa própria, com recursos da poupança, atingiu R$ 1,63 bilhão em janeiro de 2008, com crescimento de 131,31% em relação ao mesmo período de 2007. O volume de empréstimos habitacio- nais, feitos nos 12 meses terminados em janeiro de 2008, superou R$ 19,2 bilhões, com crescimento de 100,7% em relação aos 12 meses de 2007. ►Em quantidade de financiamentos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o número de janeiro atingiu de 17.111, superando em 96,7% o do mesmo mês de 2007. Com esse resultado, elevou-se para 204.312 o número de unida- des financiadas nos últimos 12 meses, contra 116.386 unidades financiadas nos 12 meses anteriores, até janeiro de 2007. ►Quanto à captação líquida (depósitos menos saques), as cadernetas de poupança registraram R$ 23 milhões em janeiro. Em anos anteriores, janeiro se caracterizava pela captação negativa, em decorrência dos gas- tos das famílias (educação, IPVA, IPTU, férias). Em janeiro de 2007, por exemplo, foi registrada a saída de recursos da ordem de R$ 604 milhões. ►Para 2008, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) projeta que os financia- mentos, para a casa própria, feitos com recur- sos da poupança atinjam R$ 25 bilhões. Panorama do Deficit de Moradias no Brasil Embora o negócio imobiliário não se limite apenas a imóveis residenciais, há que se refletir sobre um dos maiores pro- blemas sociais que atravessamos no Brasil: a falta de moradias. Ao analisarmos este horizonte com- plexo e abrangente (pois em todos os esta- dos existem submoradias), podemos enten- der melhor as responsabilidades do corre- tor de imóveis. Afinal, é este profissional que está presente em momentos extrema- mente relevantes nas trajetórias das famí- lias brasileiras, ocasião em que se alcança um mínimo de segurança através da aquisi- ção da moradia própria. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que a atividade imobiliária con- tribui para a redução dos problemas sociais, é também agente que fomenta o crescimento da economia na geração de produtos e serviços que ampliam o produ- to interno bruto e, consequentemente, do outro lado da moeda, renda para todos os agentes envolvidos. Em novembro de 2007, divulgou-se que o deficit habitacional brasileiro atingiu 7,964 milhões de residências em 2006 - Fundação Getulio Vargas (FGV) - com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo aponta que o deficit rela- tivo (número de casas existentes dividi- do pelo número de casas necessárias para suprir a demanda) atingiu 14,6%, com redução de 0,3 ponto percentual em 2005. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro12 Abaixo, relacionamos os estados com os maiores deficits: Em termos relativos, os maiores deficits estão no Maranhão (38,1%), Amazonas (33,7%) e Pará (33,5%). Os menores deficits relativos estão em Santa Catarina (8,8%), Paraná (8,9%) e Espírito Santo (9,8%). Do total do deficit, 59% são domicílios considerados "subnormais". São Paulo e Rio são os estados com a maior parte das habita- ções nesta categoria. O IBGE considera subnormal o "conjun- to constituído por um mínimo de 51 unidades habitacionais, ocupando ou tendo ocupado, até período recente, terreno alheio, disposto, em geral, de forma desordenada, densa e carente, em sua maioria, de serviços públicos essenciais". O número de domicílios deste tipo, em 2007, no Brasil, é de 1,972 milhão. Tendências do Mercado Imobiliário Aprendemos nos fascículos, que discu- tem o papel do marketing, a relevância do entendimento do comportamento do consumi- dor. Estudando-se razões de compra, perce- beu-se que sempre haverá um movimento que, separado por etapas, visualiza a consta- tação de uma necessidade, busca de alterna- tivas, comparações e decisões por compras mais imediatas ou menos imediatas. É extremamente dinâmico o comporta- mento da sociedade, a qual pode, a qualquer momento, cultuar valores, percepções e influências novas, que causam migrações de uma marca para outra. No ramo imobiliário, o mesmo processo acontece e, para o intermediador imobiliário estar “antenado” nestas variações de compor- tamento é fundamental, como em qualquer negócio. O setor deve ficar atento às mudan- ças não apenas da sociedade, mas também dos demais setores envolvidos: políticas públicas, construção civil, intermediários, agentes financeiros etc. A flexibilidade e agilidade em entender novas oportunidades, penetrar em novos nichos e criar produtos que a demanda solici- ta é essencial para a competitividade da empresa do setor imobiliário. 1 – São Paulo (1,517 milhão) 2 – Rio de Janeiro (752 mil) 3 – Minas Gerais (632 mil) Fonte dos Gráficos: http://www.sindusconsp.com.br/download/habitacaonobrasil.pdf Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro13 Diversificar produtos e inovar são as palavras de ordem. Aumento do poder aquisi- tivo da população, melhoria nas condições de vida e longevidade, maior exigência dos clien- tes dão a tônica desta necessidade. Os investimentos em alta na economia brasileira inseriram, de forma mais consisten- te, o mercado imobiliário ao mercado de capi- tais. Pessoas físicas compram para investir, aumenta o número de pessoas que moram sozinhas, e a procura de residências para a terceira idade. Estes elementos e muitos outros indicadores favoráveis formam um cenário no qual quem está no ramo imobiliá- rio deve aproveitar esta oportunidade: corre- tores, imobiliárias, investidores, consumido- res, construtores, agentes de comunicação, todos podem e devem abraçar as oportunida- des de negócio que, atualmente, estão dispo- níveis em todas as regiões do Brasil. Estas oportunidades não estão apenas nos imóveis residenciais. Empreendimentos turísticos se ampliam pelas regiões brasilei- ras. São hotéis que, em rede, segmentam- se de quartos mais econômicos até suntuo- sas suítes, com extensa variedade de servi- ços, tanto para turismo de lazer como turis- mo de negócios, sem esquecermos do turis- mo ecológico. Ainda no segmento de hotelaria, prolife- ram resorts que vão desde atendimento a interessados em locais afastados, nas monta- nhas, até os localizados na faixa litorânea. Estabelecimentos rurais, antes tradicio- nais fazendas, transformam-se em infra- estruturas modernas e aconchegantes para atendimento hoteleiro, muitas vezes através de investimento compartilhado, no segmento de turismo rural. Crédito Com o aumento das linhas de crédito, empreendedores, construtores e comprado- res procuram satisfazer objetivos diversifica- dos. A visível melhoria no poder aquisitivo não consolidou uma completa mobilidade social, mas, com certeza, trabalhadores da classe C, a qual vem, gradativamente, melhorando seu nível de escolaridade e se qualificando profis- sionalmente, procuram melhores condições de habitação. A CEF, o Banco do Brasil, bancos priva- dos ou autofinanciamentos, associados a pro- gramas federais (PAR – Programa de Arrendamento Residencial) ou estaduais (CDHU) e municipais (COHAB) trazem opções para aquele que quer, pela primeira vez, ser titular de uma moradia própria. Produtos Imobiliários em Destaque No ramo imobiliário, estudar e interpre- tar movimentos sociais ajuda a melhor com- preensão dos fluxos de capital destinados a imóveis. Falta de segurança nas grandes cida- des, busca de maior conforto e infraestrutura de lazer pelo segmento mais rico da popula- ção, movimentou o mercado para dados inte- ressantes neste grupo social. Somente no $ $ $ Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro14 mês de novembro de 2007, na cidade de São Paulo, aconteceram dois lançamentos por dia. Casas de rua e prédios isolados cedem lugar aos condomínios fechados de casase apartamentos. Na outra “ponta do tecido social”, houve um aumento da demanda por financiamentos mais baratos para população de baixa renda. O governo regulamenta e cria regras que ampliam o acesso ao crédito imobiliário, movi- mento que se acentuou com a entrada dos bancos privados na disputa por esses clientes. Observam-se mais movimentos sociais, principalmente nos grandes centros urbanos brasileiros, onde pessoas ou empre- sas, envolvidas com atendimento de novas demandas, oferecem soluções para: 1- Novos gostos: Prédios inteligentes e automatizados, mansões e sofisticados lofts, pequenos estúdios e condomínios populares. 2- Moradores single: Pode significar o aumento da demanda por apartamentos de um e dois dormitórios, com boa infraestrutura de lazer e serviços para pessoas que moram sozinhas. 3- Casarões do século passado: Reformados e modernizados para se trans- formar em sedes de empresas, ou receber famílias de alto poder aquisitivo. 4- Imóveis comerciais: Edifícios de escri- tórios luxuosos, com infraestrutura sofisticada, apareceram nos últimos anos nos grandes centros financeiros e comerciais do país. 5- Prédios antigos: Completa reforma e modernização. Fundos Imobiliários Além das cinco formatações apresenta- das, antes destacamos uma forma de investi- mento em evolução constante. Fundos de Investimento Imobiliários São investimentos lastreados em imóveis, com rendimento proveniente de aluguéis, ideais para quem quer diversificar aplicações e são fon- tes alternativas de recursos a construtores. Investidores querem mercados onde a economia cresce de forma saudável e que sustente um cenário de possibilidades de acumulação de patrimônio e investimentos, que atendem aos dois perfis clássicos: • Conservador: busca de segurança e tranquilidade; • Agressivo: Procura negócios que proporcionam bons ganhos. No caso dos Fundos Imobiliários, são compostos por condomínios de investidores, cujos recursos são investidos em empreendi- mentos imobiliários. A rentabilidade desses fundos provém dos aluguéis dos imóveis de propriedade do fundo, distribuídos mensalmente aos quotistas. No Brasil, a CEF foi pioneira no lançamento do Fundo Imobiliário à Pessoas Físicas (varejo), com o lançamen- to do Fundo de Investimento Imobiliário Edifício Almirante Barroso, em novembro de 2002. Até então, os fundos imobiliários não eram abertos para comercialização ao públi- co em geral. Investidor Visão de longo prazo, preferência por mais de um tipo de aplicação são as caracte- rísticas básicas do investidor em fundos imo- biliários. Também identificados pela sigla FII´s, os fundos imobiliários oferecem a possi- bilidade de investir em imóveis sem arcar diretamente com os custos inerentes a esse tipo de investimento (escritura, Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis etc.), sem ter vínculo direto com o inquilino, pois esse rela- cionamento é feito de forma profissional pelo administrador do fundo. $ $ Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro15 Bovespa Os Fundos de Investimento Imobiliário são fundos fechados, portanto, não permitem resgate de cotas, que podem ser negociadas no mercado secundário. A negociação das cotas no mercado secundário é realizada dia- riamente, através de leilões na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), possuindo, portanto, elevado grau de transparência. O preço de mercado das cotas de Fundo de Investimento Imobiliário é formado a partir das ofertas de compra e venda. Assim, a osci- lação diária dos preços não significa, necessa- riamente, que houve desvalorização ou valori- zação do imóvel. O rendimento mensal do fundo, proveniente do aluguel do imóvel, tam- bém não é afetado pelas oscilações de preços praticados no mercado secundário. % Tributação O Fundo Imobiliário é isento de impostos, inclusive Imposto de Renda, que só incide sobre as receitas financeiras obtidas com as aplicações do saldo de caixa do fundo, (compensáveis na distri- buição). Os rendimentos distribuídos men- salmente aos cotistas pessoas físicas dos Fundos de Investimento Imobiliário são isentos de Imposto de Renda, desde que o fundo possua, pelo menos, cinquenta cotistas e desde que o cotista não detenha mais de 10% da totalidade de cotas emiti- das pelo fundo, conforme Lei Federal 11.196/05. Para os demais investidores, incide Imposto de Renda sobre os rendi- mentos à alíquota de 20%. Riscos A rentabilidade do investimento está sujeita a riscos relacionados a fatores macroeconômicos, como a política econô- mica em prática no país e a conjuntura internacional. 1- “No ciclo da cana-de-açúcar, novos povoamentos surgiram além da grande imigração, urbanização, maior mobilidade social e desenvolvimento cultural”. A afirmação está: ( ) Errada ( ) Correta 2- “... sustentava-se a propriedade pelo fato material da entrega do bem imóvel, pela transferência da posse ao adquirente, não sendo registrada a presença formalizada de um intermediador na comercialização de imóveis”. Estamos falando de: a- ( ) propriedade por gestão b- ( ) propriedade por tradição c- ( ) propriedade por aluvião d- ( ) posse ilícita AULA 1 Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro16 3- À época da vinda da família imperial, a população despejada revoltou-se tanto que alguns portugueses recusavam-se a morar nas casas tomadas e se propuseram a indenizá-los particularmente. Apresentando-se a esta oportunidade, um cidadão passou a intermediar as negociações. O nome dele era: a- ( ) Antônio Armando Mariano de Arantes Costa b- ( ) Joaquim José da Silva Xavier c- ( ) Antonio Tenório Cavalcante d- ( ) Joaquim Silvério dos Reis 4- Na última década do século XIX, a capital do estado de São Paulo recebeu, aproxima- damente, 200 mil pessoas. Eram _____________ em sua maioria, ocasionando a construção das primeiras vilas. Assinale a alternativa que corresponde à nacionalidade: a- ( ) Germânicos b- ( ) Italianos c- ( ) Japoneses d- ( ) Ingleses 5- Crescentes necessidades de solução para concentração dos ________________ e da ________________, no início do século XX em SP, demandavam melhorias na habitação, ali- mentação, transporte, energia, assistência à saúde, lazer, comunicações, saneamento em geral etc. Complete a frase identificando a alternativa correta: a- ( ) visitantes – classe empresarial b- ( ) comerciantes – classe de corretores c- ( ) meios de produção - força de trabalho d- ( ) ingleses financistas – população de alta renda 6- São fontes de recursos para financiamento da habitação: a- ( ) FMI e PIS b- ( ) Casa da Moeda e Banco Central do Brasil c- ( ) Banco do Povo e BNDES d- ( ) FGTS e SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo 7- A CEF – Caixa Econômica Federal –, desde 1931, opera carteiras hipotecárias para a aquisição de bens imóveis e, em 2001, incorporou o Banco Nacional de Habitação (BNH). A afirmação está: ( ) Errada ( ) Correta Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro17 8- Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, publicados em fevereiro de 2008, no jor- nal Folha de São Paulo, o Brasil precisa de _________ de moradias até 2020. Assinale a res- posta correta: a- ( ) 23,7 milhões b- ( ) 21,7 milhões c- ( ) 17,7 milhões d- ( ) 27,7 milhões 9- Dentre novas tendências em imóveis, associe: a- imóveis comerciais ( ) prédios inteligentes e automatizados, mansões, lofts, pequenos estúdios e condomínios populares. b- casarões do século passado ( ) demanda por apartamentos de um e dois dormitórios, infraestrutura, lazer e serviços para pessoas que moram sozinhas. c- moradores single ( ) reformados e modernizados para serem sedes de empresas, ou para famílias de alto poder aquisitivo. d- novos gostos ( ) edifícios de escritórios luxuosos, com infraestrutura sofisticada, nos grandes centros financeiros e comerciais. 10- São investimentos lastreados em imóveis, com rendimento proveniente de aluguéis, ideais para quem quer diversificar aplicações e são fontes alternativas de recursos a constru-tores. Identifique o tipo de investimento: a- ( ) Fundos Monetários de Aplicações Financeiras b- ( ) Fundos de Clubes de Pensão c- ( ) Fundos de Investimentos Imobiliários d- ( ) Fundos DI Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro18 Fundamentos e Operações A princípio, pareceria difícil definir Marketing Imobiliário. Mas, sem muitas com- plicações, visualizamos todas as premissas básicas da ciência mercadológica no merca- do de imóveis. O único diferencial reside na especialização em transações imobiliárias. Desta forma, adaptando-se a definição da Associação Norte-Americana de Marketing, as atividades de Marketing Imobiliário podem ser assim definidas: “Conjunto de estratégicas de negócios, que de forma isolada ou combinada, permite o fluxo oti- mizado de negócios imobiliários, nas suas mais diversas formatações, visando ao pleno atendi- mento das necessidades das partes envolvidas.” Para operação das estratégias acima, o intermediador imobiliário deverá ter o máximo de informações relativas às variáveis em que se ambienta o objeto de negociação, para melhor identificação das melhores práticas comerciais na transação imobiliária. Planejamento Estratégico em Imóveis Não temos a pretensão do aprofunda- mento em planejamento estratégico, mas a apresentação de um roteiro mínimo auxiliará na elaboração e execução dos projetos de marketing nas transações com imóveis. Todo e qualquer projeto de estratégia de marketing em imóveis deve obedecer, obriga- toriamente, à lógica da gestão de negócios, na qual os executivos da empresa necessitam, ao estabelecerem reuniões de planejamento, trabalharem com as seguintes variáveis: 1- Definição do âmbito e filosofia de atuação da organização imobiliária. 2- Análise do Ambiente: interno, externo e mercadológico. 3- Definição de macropolíticas da Organização Imobiliária. 4- Formulação da Macroestratégia da Organização: sobrevivência, manutenção, crescimento e desenvolvimento do negócio imobiliário. Neste ponto, as macroestratégias são para todas as áreas: recursos humanos, produção, finanças, sistemas informatizados e marketing. 5- Objetivos Específicos de marketing. 6- Especificação das estratégias de marketing. 7- Elaboração de plano de ação, com rígida composição orçamentária. 8- Aplicação e monitoração do plano de ação. 9- Avaliação dos resultados obtidos X resultados esperados. AULA 2 MARKETING IMOBILIÁRIO Para cada empreendedor imobiliário, uma situação específica determinará os rumosdonegócio,masasequênciaapresen- tada é muito útil para que, antes de qualquer decisão estratégica, os empreendedores possam rastrear a realidade do agente imobi- liário quanto às suas potencialidades e fragi- lidades, bem como oportunidades e amea- ças, as quais, em sua maioria, são oriundas do ambiente externo à organização. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro19 Planejamento Complementando este tópico de planeja- mento, reiteramos que estruturas organizacio- nais que lidam com imóveis, para sobrevive- rem e se desenvolverem, também precisam tomar algumas decisões que implicam em: ► Desenhar e entender toda a rede de relacionamentos – Sistema Central de Marketing – que a empresa tem, especialmente com a cadeia de fornecedores e pontos de venda de seus produtos ou serviços – fornece- dores de imóveis, agentes financeiros, agentes promocionais, agentes de comunicação e propa- ganda, pontos de venda/localização dos empreendimentos etc. Neste “desenho em rede”, é bom visualizar os relacionamentos mais importantes, os quais, com certeza, envolvem negociações com fornecedores e agentes que estão ligados à empresa. – Vide figura abaixo. ► Levantar todos os dados disponíveis sobre o mercado de atuação da empresa: tamanho do mercado, taxas de crescimento, participação de mercado, ciclo de vida etc. ► Levantar ameaças e oportunidades em todos os mercados em que atua, incluindo no mercado internacional, checando variáveis incontroláveis: ambiente político/legal, econô- mico/natural, sociocultural e tecnológico. ► Analisar o comportamento do con- sumidor final e também dos intermediários (nem sempre quem compra é o usuário final) e respectivos processos de decisão de compra. ► Montar um Sistema de Informações de Marketing, para análise das necessida- des de informações, obtenção, análise, ava- liação e respectiva distribuição das mesmas, para melhoria nas tomadas de decisões. ► Relacionar possibilidades de ações coletivas, desenvolvidas com parceiros: for- necedores, proprietários dos imóveis, cons- trutoras, empresas de comunicação etc. Etapas do Planejamento Estratégico em Imóveis De forma simplificada, abordaremos as principais etapas pertinentes a um planeja- mento de marketing estratégico: 1- Análise do Ambiente deMarketing Microambiente Como a própria denominação sugere, o corretor de imóveis precisa conhecer bem os diferentes ambientes no qual se insere a imobiliária. SISTEMA CENTRAL DE MARKETING LEIS E POLÍTICA TECNOLOGIA CULTURAECONOMIADEMOGRAFIA MACROAMBIENTE FORNECEDORES EMPRESA CONCORRENTE INTERMEDIÁRIOS DE MARKETING MERCADO PÚBLICOS DIVERSOS GRUPOS DE INTERESSE GOVERNO E LEGISLADORES PÚBLICO EM GERALIMPRENSA COMUNIDADE FINANCEIRA Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro20 Na análise do microambiente, primeira- mente, faz-se um “raio-x”, levantando-se todas as informações sobre potencialidades e fraquezas dos diversos setores da imobi- liária e respectivas funções. No caso de ser uma pequena estrutura, na qual o corretor atua sozinho ou com poucos auxiliares, da mesma forma há de se fazer uma “varredu- ra” das atividades internas: atendimento a clientes, captação de imóveis, sistema de cadastro de clientes, sistemas de cobrança, políticas internas de recursos humanos, pagamento de salários/comissões, recursos tecnológicos/informatização, localização do escritório etc. Macroambiente Na realização da análise do macroam- biente, os olhos voltam-se para fora da empresa. Cabe ao analista captar informa- ções sobre como está operando a concorrên- cia, como se comportam os clientes poten- ciais, de que forma a tecnologia ainda não instalada na imobiliária, poderá afetar os negócios, se existem problemas de ordem trabalhista/sindical, políticas governamentais interferindo e assim por diante. Na verdade, neste momento, não ape- nas ameaças podem ser detectadas. Há plena possibilidade de surgirem ótimos hori- zontes de oportunidades, quando o estrate- gista de marketing faz esta monitoração do ambiente externo. Complementando a análise do macroambiente, faz-se necessária uma ampliação da lente para observação do mercado como um todo. O planejamento agora precisa captar informações sobre ciclo de vida dos negócios imobiliários, ten- dências dos diversos segmentos envolvi- dos, possibilidade de negócios no exterior, ou, ainda, entrada de novos competidores nacionais e internacionais, tamanho dos segmentos de mercado e assim por diante. 2- Formulação de Estratégias De posse de uma fotografia completa do ambiente mercadológico, confrontando forças e fraquezas, ameaças e oportunidades levan- tadas, há de se identificar e estabelecer para toda a equipe qual é o objetivo estratégico da imobiliária, em termos de marketing. Definido o objetivo, é o momento em que se deve avaliar estratégias alternativas, alinhadas com a conquista do objetivo eleito. Em seguida, toma-se a decisão de qual estratégia será imple- mentada, a qual precisará conter, em seu esco- po, situações de vantagens competitivas. Vantagens competitivas são atributos, práticas e políticas organizacionais, que dife- renciam o agente imobiliário dos seus compe- tidores. Uma aliança estratégica com um forte agente financeiro, um ótimo suporte de comu- nicação, com extrema originalidade na estra- tégia comunicacional, lançamento de produ- tos com diferencial inovador na forma de Este levantamento das potencialidades e das fraquezas do agente imobiliário permi- tirá uma reflexão sobreo que pode ser resol- vido de forma imediata ou não, bem como aquilo que está dando certo, como manter e ampliar para o resto da organização. Os registros da análise do microam- biente devem contemplar uma revisão dos recursos disponíveis pelo agente imobiliário, no que diz respeito a recursos humanos, materiais, tecnológicos, financeiros etc. Na monitoração ampla do mercado, poderá o estrategista demarketing observar a movimentação de mercados emergentes maduros e emdeclínio nas atividades imobi- liárias. Este diagnóstico auxilia na conclu- são sobre se a imobiliária ainda se apresen- ta em um mercado competitivo e, com as demais análises domicro e macroambiente, poderá estabelecer parâmetros para obten- ção de vantagens competitivas. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro21 negociação, dentre outras práticas podem constituir uma vantagem competitiva. Estas decisões estratégicas envolvem os 4Ps do marketing – produto, praça, preço e promoção –, os quais podem ser sintetiza- dos como: •_Decisões Estratégicas de Produtos Imobiliários. •_Decisões Estratégicas de Comunicação Mercadológica. •_Decisões Estratégicas da Força de Vendas. •_Decisões Estratégicas de Localização/ Pontos de Negócios Imobiliários. •_Decisões Estratégicas de Preços. 3- Elaboração do Plano de Ação Se existe a necessidade burocrática, mas imperiosa de se colocar no papel, todo o planejamento das atividades da organização imobiliária, colocar em ação é indispensável. Um simples desleixo no timing (tempo) de colocação da estratégia em operação, poderá significar perda de clientes, participa- ção de mercado ou prejuízos que, dependen- do de suas características, comprometerão a sobrevivência dos negócios. Assim, um plano de ação bem montado se conduz por um cronograma, que deverá ser obedecido rigidamente e, como não pode- ria deixar de ser, por uma planilha orçamentá- ria, com detalhamento de custos pertinentes ao projeto de marketing imobiliário. 4- Orçamento e Análise de Investimentos Todos sabemos da obrigação de qual- quer gestor de cuidar da verba da empresa. Seja um corretor autônomo, seja uma pequena imobiliária. Independente do porte da organi- zação, todos os investimentos, em um planeja- mento estratégico, precisam ser orçados, monitorados e auditados quanto à perfeita uti- lização das verbas destinadas aos projetos. Desta forma, antes da implementação do plano, há de se fazer um quadro detalha- do de tudo o que deverá ser gasto, com cro- nograma das ações e respectivos prazos de pagamento, destinações e demais necessida- des de informação quanto ao fluxo do dinhei- ro empregado. Quanto menor o tempo em que estes valores retornem, melhor para a organização. Tecnicamente, denomina-se Retorno sobre Investimento este cálculo, o qual poderá ser obtido pelo total dos investimentos, dividido pelo lucro líquido médio mensal após as medidas implementadas. Veja, a fórmula é simples: Trata-se da etapa onde se escreve quem fará o quê, quem serão os responsá- veis pelas diversas tarefas registradas, tanto pela execução quanto pela “cobrança” das atividades. É no plano de ação que efetiva- mente se operacionaliza a estratégia estipu- lada pelos gestores de marketing. No fascícu- lo referente à Comunicação em Marketing, apresentamos uma proposta de como deve ser “escrito” um Plano de Marketing. Não faz parte de nosso objetivo o apro- fundamento em análise financeira, mas, se sintetizarmos a questão da aplicação de recursos em um planejamento, podemos definir que as principais tarefas seriam: 1- Avaliar todas as etapas a serem implementadas. 2- Estimar todos os custos relacionados. 3- Compor os investimentos aplicados. 4- Estimar as repercussões no nível de faturamento, após a aplicação das medidas do plano estratégico. 5- Efetuar o cálculo do tempo de retorno sobre investimento e qual será o tempo necessário, para o retorno ao caixa da empre- sa, de todos os investimentos financeiros transferidos para o projeto de marketing. Prazo Retorno do Investimento = Investimento TotalLucro Líquido Mensal Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro22 5- Gestão e Controle do Plano A gestão de um plano estratégico de marketing implica na elaboração, imple- mentação e respectivo controle. Neste pro- cesso, é necessário que o responsável acompanhe o desenvolvimento de todos os processos operacionais envolvidos, efe- tuando as correções necessárias, para oti- mizar o esforço que foi aplicado, a fim de obter as metas estipuladas nas reuniões de planejamento. Existem inúmeros controles de planos de marketing. Para ilustrar, apresentamos um diagrama simplificado de uma forma de controle da verba empregada: CONTROLE DE MARKETING - Ano 2008 MESES Janeiro Fevereiro ACUM. ANO VERBA Previsto Realizado Diferença Previsto Realizado Diferença Prev. Real. Dif. Ações Produto A 1- Pesquisa de Mercado 2- Campanha Publicitária 3- Custos de Mídia 4- Catálogos e Panfletagem 5- Apartamento Decorado 6- Brindes 7- Materiais do Plantão 8- Outras Ações Subtotal A Ações Produto B 1- Pesquisa de Mercado 2- Campanha Publicitária 3- Custos de Mídia 4- Catálogos e Panfletagem 5- Apartamento Decorado 6- Brindes 7- Materiais do Plantão 8- Outras Ações Subtotal B TOTAL GERAL Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro23 Finalizando, reiteramos que um pla- nejamento estratégico não é indispensável apenas para grandes corporações. A sobrevivência de qualquer tipo de empreendimento fica mais “controlável” se seus executivos efetivamente operarem com um plano de estratégias, o qual, devi- damente adaptado à realidade do pequeno negócio, servirá de importante ferramenta de gestão. Afinal de contas, conforme registra em seu livro Planejamento Estratégico - Formulação, implantação e controle, Paulo de Vasconcelos Filho afirma: Quatro Ps em Marketing Imobiliário Produto Imobiliário Praça, Localização, Ponto de Venda Promoção de Produtos Imobiliários Política de Preços de Imóveis De posse de informações básicas para a for- matação de um planejamento estratégico, o profis- sional de imóveis necessita conhecer, o mais deta- lhadamente possível, as características tanto do composto de marketing, que oferecerá ao merca- do, quanto do mercado em que pretende atuar. Quando realizamos esta “leitura”, temos dois con- ceitos pertinentes à análise do marketing-mix: • Marketing-mix do Mercado: Características ambientais do mercado de imóveis. • Marketing-mix da Empresa: Estratégias em andamento na empresa de imóveis. O empreendedor, que atua com transa- ções imobiliárias, deve dominar conhecimen- tos e ações sobre seu portfolio de produtos e serviços oferecidos à clientela, melhores opções para promoção e comunicação com o mercado, estudos e formatações de preços e questões pertinentes às influências da locali- zação dos produtos e cliente. Análise pormenorizada das variáveis dos quatro Ps, pertinentes aos negócios imobiliários Produto Imobiliário A atual dinâmica dos mercados, ampliada por uma fase de relativa prosperidade em nosso país, fez com que mais investidores resolves- sem apostar na atividade imobiliária. Produtos que antes só eram conhecidos fora do Brasil passaram a fazer parte do cenário de produtos oferecidos aos consumidores de imóveis. Desta forma, fazer uma análise deste panorama dá subsídio para que o corretor entenda qual seria a melhor opção na forma- ção do leque de produtos de sua imobiliária. Já apresentamos, na lição anterior, as ten- dências referentes a moradias para novos gostos com prédios inteligentes e automatiza- dos, moradores single, casarões e prédios antigos reformados e modernizados, edifícios de escritórios luxuosos e os chamados Fundos de Investimentos Imobiliários. Como tudo na vida nasce, desenvolve-se e tem um fim, os produtos imobiliários têm sua trajetória de introdução, ampliação, maturidade e declínio. O conceito de ciclo de vida de pro- duto deve estar presente na avaliação dos pro- dutos a serem colocadosno mercado. O ciclo de vida dos produtos vem especificado no grá- fico a seguir. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro24 ...uma organização que não planeja seu futuro, não merece ter um... Cabe, neste tópico, ampliarmos mais este leque, identificando a presença de maio- res ou menores influências no quesito produ- to. Vejamos estes aspectos: a- Qualidade Há subjetividade nesta variável, pois é provável que um atributo de um apartamento seja importante para um cliente e para outro não tenha esta relevância. Mas, em linhas gerais, seja usado ou novo, um imóvel deve apresentar adjetivos que caracterizem alta qualidade, principalmente nos materiais de construção empregados, desde alvenaria até metais sanitários, pintura etc. A qualidade se amplia para a prestação de serviços, desde o atendimento do agente imobiliário até os serviços oferecidos no flat, na administração do condomínio, no resort e assim por diante. A qualidade nunca acaba, é a base fundamental nesta variável, pois tudo pode ser melhorado. A melhor justificativa para esta afirmação é simples: as exigências sem- pre se renovam e a concorrência não perde tempo para atender estas novas necessidades. b- Opções e Características Digamos que uma imobiliária se especiali- ze em transações comerciais, compra e venda de flats. Ela pesquisará constantemente as características das ofertas e, na medida do pos- sível, ter várias opções para seus clientes. Se a imobiliária optar por atuar em vários segmentos de mercado, da mesma forma, precisa diferen- ciar-se nas opções oferecidas e ter domínio das características de cada produto. Quando falamos que as variedades de produtos existentes são muitas (flats, multipro- priedades, time-sharing, cotas para investimento e fundos de locação imobiliária), precisamos alertar que, dificilmente, um empreendedor atua em todos os segmentos, sendo mais comum a um agente imobiliário especializar-se em apenas algumas áreas de negócio. Dentre estas opções disponíveis, incluem-se redes internacionais, que alugam antigos sobra- dos, construídos com vários cômodos, transfor- mando-os em unidades hoteleiras. Para gran- des parceiros corporativos, existem administra- ção de shoppings centers, condomínios resi- denciais verticais, day-hospital, medical center (centro de consultórios médicos), condomínios- clube, galpões industriais e comerciais, condo- Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro25 Acabamos de evidenciar as tendências de mercado. Há de se identificar, também, produtos maduros e em declínio para não se correr o risco de ter em mão um produto que ninguém procura mais. mínios industriais, vilas urbanizadas, escritórios part-time, produtos hoteleiros, edifícios inteli- gentes, edifícios “ecológicos” etc. c- Segmentação Esta prática já estudada no fascículo, refe- rente aos estudos de marketing, volta a ser des- taque na análise do “p” de produto. Falamos naquele tópico que o mercado-alvo não é aque- le que a empresa gostaria de atingir, mas aque- le que pode consumir o produto oferecido. Para segmentar um mercado, é neces- sário ter um conhecimento abrangente, quali- tativo e quantitativo do mesmo. Segmento de mercado é um conjunto de clientes que tem necessidades e desejos em comum. Ao agrupar clientes semelhan- tes, a organização pode atender necessida- des específicas de forma mais eficaz. Quanto mais recursos e opções esses clien- tes procuram, mais razões a empresa terá para segmentar. Como esses segmentos de mercado descrevem clientes a partir do ponto de vista dos próprios clientes, e não da empresa, oferecem melhores oportunidades para que a organização “feche seu foco” na utilização de esforços concentrados para a satisfação de necessidades específicas de um grupo inteiro de clientes. d- Estilo A questão de estilo deve ser analisada, tanto com relação aos diferentes tipos de esti- lo de vida dos clientes quanto aos diversifica- dos estilos de construção, paisagismo e urba- nização disponíveis no portfólio da imobiliária. As sociedades modernas se apresen- tam multifacetadas. Mulheres ocupam cargos importantes nas empresas, jovens deixam mais cedo suas famílias em busca de forma- ção acadêmico-profissional e muitas outras situações em que as tradicionais famílias têm sido modificadas dia a dia. Neste universo complexo, estilos de vida múltiplos precisam ser atendidos pelos agentes imobiliários: clientes “normal-família”, estudantes, esportistas, artistas, intelectuais, extravagantes, com personalidades e “perfis” variados de pessoas: tranquilas, introvertidas, extrovertidas, humoradas, carismáticas, exi- gentes, ambiciosas, autoritárias, estressadas e apáticas dentre outros tipos personalísticos. Cabe ao corretor perceber estes perfis e esta- belecer “canais otimizados”, para comunica- ção e fechamento dos negócios. Quanto aos produtos oferecidos, os esti- los não têm limite: construção em estilo colo- nial, moderno, neoclássico, futurista e todas as classificações que os arquitetos têm em seus portfolios. Um bom corretor de imóveis conhece e opina sobre questões de estilo, em eventual questionamento por parte do cliente. e- Marca No mercado imobiliário brasileiro, algu- mas marcas estão consolidadas há décadas. Mas para este posicionamento, como diria o estadista britânico, Winston Churchill, “muito sangue suor e lágrimas, foram derramados.” Um agente imobiliário, para fixar uma marca, jamais deve esquecer o que agrega valor a seu negócio. Desta forma, a empresa precisa escrever sua missão - dizer para si, seus funcionários, fornecedores e clientes: para que existe? qual é a razão de sua exis- tência como negócio? A partir desta definição, também escre- ver e praticar valores, que serão os pilares que sustentarão a empresa e darão visibilida- de à marca. Em questão de imóveis, existem algumas palavras óbvias e mágicas: seguran- Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro26 ça, idoneidade, rapidez, precisão, confiabili- dade, compromisso e assim por diante. Uma marca deve ser percebida como um belo “ovo de páscoa”: perfeito, ótimo por fora e, por dentro, surpresas que o cliente não está esperando. Em palavras técnicas, se superar a expectativa do consumidor, a cada negociação, uma marca pode gradativamente construir bases para se sustentar na decor- rência a curto, médio e longo prazos. Portanto, cuidar da marca, fazer bran- ding são essenciais para o empreendedor imobiliário. Neste processo, desenvolver for- matações de garantia de bons serviços e assessoria pós-venda é extremamente reco- mendável para fidelização e ser referência, para que este cliente fiel recomende sua marca a outros clientes. Praça, Localização e Ponto de Venda em Imóveis Todas as variáveis pertinentes à locali- zação tanto do imóvel quanto dos pontos de negociação/venda dos imóveis (na obra ou no escritório, área rural, urbana, virtual etc.) são analisadas neste item. Dizem os especialistas que o sucesso de um projeto começa pela compra do terre- no. Deve ser realizada uma análise prévia da região, pois isso auxilia na identificação do que está faltando naquele mercado e qual o perfil do produto desejado. O negociante de imóveis, para que adquira credibilidade, necessita estudar o local em que a oferta está: características básicas, tipo de terreno, temperatura média do local, nível de arborização ou de poluição, dentre outras características. O conjunto de infraestrutura local sempre será questionado pelo cliente. Ele deseja saber se há movimento intenso nas ruas e avenidas locais, onde se localizam as ruas que comportam feiras-livres, onde está o supermercado mais próximo, esco- la, pronto-socorro e assim por diante. O corretor de imóveis, que não conhece como funciona o transporte coletivo do bairro, onde se encontram os equipamentos e instala- ções públicas disponíveis, corre o risco de ser tachado de não profissional, pois a simples ausência de uma resposta poderá causar uma demora ou cancelamentodo negócio. Para explicar melhor o que é instalação e equipamento público de atendimento e suporte à população, podemos dizer que se referem às instalações que a prefeitura, governo estadual, federal ou, eventualmente, concessionárias (Cia. de Água e Esgoto, Eletricidade, Gás etc.) dispo- nibilizam à população. Exemplos clássicos: •_Escolas Públicas: Municipais, Estaduais e Federais (Ensino Infantil ao Ensino Superior). •_Postos Municipais: Saúde, Meio Ambiente, Finanças, Educação, Abastecimento, Bem-Estar Social, Esportes, Lazer e Turismo. •_Postos de Atendimento: Sabesp, Eletropaulo, Cohab e concessionárias. • Postos de Órgãos Estaduais: Poupa- Tempo, Departamento de Trânsito, Secretaria da Segurança Pública, Fazenda Estadual etc. •_Postos de Órgãos Federais: Junta Militar, Eleitoral, Receita Federal e Trabalho. • Polícia Metropolitana, Polícia Militar, Juizado de Menores. •_Praças, Bibliotecas, Sanitários Públicos. •_Transporte Coletivo. Nas áreas mais urbanizadas, onde pro- jetos de infraestrutura viária (metrô principal- mente) são colocados em execução todos os dias, se o cliente perguntar ao corretor se há algum projeto da prefeitura com relação à Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro27 futura desapropriação do imóvel, para abertu- ra ou alargamento de novas ruas, há que se buscar resposta rapidamente, na repartição pública competente. Solicita-se uma certidão negativa, atestando não existir projeto de desapropriação em andamento, para deixar o cliente tranquilo no fechamento do negócio. Também a composição dos estabeleci- mentos comerciais, industriais e de serviços pri- vados precisa ser bem conhecida. Os clientes podem procurar cartórios, lojas específicas, res- taurantes, bancos, hospitais privados, postos de gasolina e uma infinidade de prestadores de serviços e negócios. Desta forma, o item locali- zação e suas variáveis são objeto de aprofunda- mento do conhecimento das condições locais do imóvel, para que não falte resposta a nenhu- ma indagação por parte do cliente potencial. Pontos de Venda em Imóveis e Negócios Eletrônicos Reservamos a este tópico uma atenção especial. A tecnologia invade todas as atividades e a organização, quem dispensar estas possi- bilidades, perde terreno no campo da compe- titividade. O cliente de imóveis investidor, tra- balhador, que deseja sua moradia própria, ou empreendedor que procura um terreno para sua futura fábrica, não importa: todos querem comodidade, praticidade e rapidez na apre- sentação das ofertas e no fechamento da negociação. Desta forma, um escritório de agente imobiliário precisa saber onde estão seus clientes potenciais e trazer para estes a maior comodidade possível de acesso a seus plan- tões de venda, seus representantes, sede da empresa e demais parceiros envolvidos: agentes financeiros, cartórios etc. Nas cidades urbanizadas, muitas imo- biliárias se localizam nas proximidades de locais onde existem fartas possibilidades de acesso: rodoviárias, ferroviárias, metrôs etc. Outras, quando os empreendimentos são mais afastados, disponibilizam trans- porte em grupos colocados em vans ou ônibus especialmente fretados para os clientes. Alguns empreendedores, os quais ope- ram com diferentes produtos em locais varia- dos, adotam softwares poderosos com ima- gens das unidades a serem vendidas, com apresentação virtual de todas as característi- cas físicas, tanto do imóvel quanto das ime- diações do empreendimento, muitas vezes, incluindo imagens aéreas. Existem inúmeros softwares, que pos- sibilitam estas facilidades. São ferramentas extremamente facilitadoras das decisões do cliente, pois, mesmo sem fazer um con- tato pessoal ou por telefone, ele poderá, de posse de um microcomputador devidamen- te configurado, acessar todas as ofertas disponíveis no site da imobiliária, e assim economizar muito tempo e dinheiro com eventuais deslocamentos, que poderiam ser infrutíferos. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro28 A figura do corretor virtual é uma realida- de nas imobiliárias brasileiras. Em linhas gerais, a atuação de um corretor on-line envolve conversação em tempo real, através de chat, com clientes que acessam o site da empresa. O cliente poderá procurar um imó- vel de acordo com suas necessidades atra- vés de uma "pesquisa rápida de imóveis" inte- grada à janela do chat, visualizando todas as características do imóvel apresentado na tela. A imobiliária poderá obter, registrar e trabalhar várias informações: • Registros da audiência de vendas pela Internet, que apontam o real interesse do internauta em aprofundar a pesquisa através do site. Em média, 20% dos usuários retornam atrás de novas informações. •As ações na web não se limitam à vendas on-line, pois podem realizar lançamentos pre- viamente pela web, campanhas de banners, todos veiculados em portais estrategicamente alinhados com a comunicação da empresa etc. Abaixo, algumas telas de empresa, que opera com softwares e apoio à apresentação dos produtos e fechamento de negócios: Promoção de Produtos Imobiliários Passamos a estudar o terceiro P do composto mercadológico. Referimo-nos às extensas formatações para “promover” os produtos imobiliários, especialmente com a utilização de ferramentas comunicacionais. Em marketing, dizemos que o P de promo- tion tem a ver com toda e qualquer estratégia que “anuncie, promova, dê visibilidade e exteriorize a oferta” de um produto ou serviço. Assim, ações de promoção de vendas, operações de propa- ganda, treinamento de vendedores para otimiza- ção da venda pessoal, planejamento de mer- chandising e, assim por diante; todas estas ações atendem à proposta de promover o produto imo- biliário. Vejamos alguns detalhes: Promoção de Vendas em Imóveis São ações que poderão ser realizadas junto ao público comprador, ou ainda, em níveis intermediários – revendedores e ven- dedores - que visam estimular as vendas. Uma empresa pode decidir pela estratégia de promoção para várias finalidades: eliminar estoques, esforço para ampliar a divulgação e, principalmente, alavancagem de faturamento. Apesar de que, na promoção de vendas de pro- duto de consumo de massa, várias alternativas possam ser visualizadas; no ramo de imóveis, temos algumas limitações, sendo comum situa- ções de feiras e leilões de imóveis. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro29 A formatação mais comum de promo- ção, para liquidar os produtos imobiliários, é a formação de um conjunto de participan- tes em uma feira de imóveis, onde cons- trutoras, agentes imobiliários, financeiras, prestadores de serviços, criam um planeja- mento promocional completo. Alugam um espaço, promovem um projeto de comuni- cação bem estruturado e, em determinados finais de semana, recebem a clientela inte- ressada nos produtos em oferta. Propaganda em Imóveis Para a grande corporação, naturalmente com verbas maiores, é visível a utilização de todos os meios comunicacionais possíveis, incluindo projetos com a participação de “anún- cios testemunhais”, com artistas famosos ou pessoas formadoras de opinião. Estas corpora- ções se utilizam dos serviços de agências de propaganda especializadas, as quais, de posse de um briefing, apresentam seus projetos com produções para mídia eletrônica, imprensa e mídias alternativas como: comerciais de televi- são, rádio, peças para Internet, folhetos, carta- zes, material para ser distribuído nas ruas, pla- cas, materiais de ponto de venda, catálogos etc. Dependendo do porte do projeto, pode- rá a empresa disponibilizar verbas altíssimas para comunicar seus produtos. Mas, se todas as variáveis forem monitoradas com critério, é bem provável que o retorno sobre o investi- mento em comunicação seja obtido rapida- mente, no início das vendas das primeiras unidades do empreendimento, no caso de um prédio de apartamentos, por exemplo. Por outro lado, em pequenas estruturas de imobiliárias, a propaganda se restringe a anúncios classificados em jornais,com os des- contos já tradicionais, oferecidos pelos veícu- los. Placas simples colocadas nos imóveis à venda, materiais simples de ponto de venda e mais algumas peças que possam auxiliar a comunicar melhor as ofertas da imobiliária. Não importando se é um megaprojeto de comunicação ou um pequeno projeto, a primei- ra coisa que deve ser apurada é: qual é, efeti- vamente, o problema de comunicação a ser resolvido? Lançamento, venda, compra, alu- guel, permuta, administração de condomínio? Ao responder esta pergunta, caracteri- zar de forma completa, tanto o público-alvo a ser impactado quanto o produto a ser comu- nicado, identificando a possibilidade de pro- dução de peças publicitárias, de conformida- de com a verba disponível. Nos fascículos específicos, abordamos as melhores práticas na criação de um anúncio ou, se for o caso, obter e controlar os serviços prestados por uma agência de propaganda. Enfim, as peças de propaganda criadas, a partir da identificação da necessidade do cliente, devem estimular o desejo e a ação do cliente potencial. Como já confirmado em estudos científi- cos, a propaganda bem conduzida ativa os sentidos, desejos, aspirações, fala com o inconsciente, propõe novas experiências, ati- Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro30 tudes e novas ações. Defesas e barreiras à propaganda podem surgir, mas, vez ou outra, um anúncio quebra resistências e um comer- cial ultrapassa muros. Uma ideia que antes era rechaçada, passa a ser aceita. Seu poder de persuadir é decisivo para melhoria das vendas. A propa- ganda informa, propaga, divulga um produto, serviço ou ideia para que as pessoas se inte- ressem, desejem e cometam a ação de com- prar aquilo que está sendo anunciado. Merchandising em Imóveis O merchandising (mercadização em por- tuguês) efetiva-se com impacto visual adequa- do e exposição planejada e poderá estar asso- ciado a outros elementos do composto de mar- keting: apoio a promoções, propaganda etc. Podemos identificar as principais operações de merchandising em imóveis: a. Exposição dos Produtos Um apartamento decorado com extremo cuidado, mantido sempre limpo e higienizado, com boa iluminação, bem como todas as insta- lações do plantão de vendas são fundamentais. b. Comunicação Visual nos Pontos de Venda A comunicação visual interna e externa se torna necessária em virtude da grande rotatividade de clientes nas imobiliárias. Maquetes, cada vez mais sofisticadas, são construídas para prender a atenção dos futu- ros moradores nas unidades residenciais. Uma forma de resumir o poder de comu- nicação do merchandising é observar que ele reúne todo e qualquer esforço de comunica- ção feito no ponto de venda para impulsionar a compra de um produto. Assim, o merchan- dising exerce: atração, estímulo, conversação e ação do consumidor. Relações Públicas e Marketing Direto em Imóveis Fazer relações públicas no mercado imobiliário também pode trazer resultados. Este profissional solidifica a imagem da empresa e busca, de forma lenta e gradual, fixar a marca, trazer clientes e criar espaço para que a imobiliária penetre cada vez mais no mercado em que atua ou pretende atuar. O colaborador de “relações públicas” pode divulgar a imobiliária junto a clientes, fornecedores, financiadores, órgãos regula- dores, entidades de classe etc. A prática de serviços de relações públicas do mercado de imóveis só se tem observado em grandes empreendimentos. As relações públicas comportam um canal indireto de comunicação, cujo objeti- vo principal é o de reforçar a imagem corpo- rativa e de suas marcas, incluindo ferra- mentas como: notícias, discursos, eventos, serviços sociais, revistas, filmes e web pages. Na atuação pelo marketing direto, a imobiliária usa qualquer método que gera e usa informações da interação com seus clien- tes e prospects, a fim de atingir melhor suas ações de marketing, promover a continuidade do negócio e manter o controle dos gastos de marketing. As principais ferramentas de marketing direto (mala direta, telemarketing, web marke- ting, catálogos etc.) permitem que a empresa desenvolva um relacionamento direto com seus consumidores. Os principais benefícios são: possibilidade de seleção de clientes potenciais, personalização da mensagem, continuidade no relacionamento, maior aten- ção do cliente e não visibilidade por parte da concorrência. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro31 Venda Pessoal – Corretores de Imóveis Aqui está o maior desafio da imobiliária: municiar-se de verdadeiros “consultores de imóveis” os quais, além de promoverem e realizarem os negócios, devem ser elementos de fixação de marca, imagem e, principal- mente, fidelização de clientes. São eles que têm o verdadeiro contato com a clientela, daí a importância de sua atuação. Na venda pessoal ocorre a ação direta junto ao comprador, em que as característi- cas e vantagens do produto são explicadas pessoalmente. O resultado esperado desse contato pessoal é o da venda do produto. Dentre os propósitos primários da venda pessoal estão educar clientes, gerar utiliza- ção de produto e assistência de marketing, fornecer serviços pós-venda e suporte aos compradores. A importância da comunicação na venda pessoal reside no fato de permitir ao vende- dor criar uma mensagem customizada para os interesses e as necessidades específicas do cliente, oferecendo uma maior possibilida- de de transmissão de informações técnicas e complexas, maior do que outros métodos pro- mocionais. Além disso, facilita o estabeleci- mento de relacionamentos de longo prazo. Para otimização das tarefas dos correto- res, deve-se treiná-los periodicamente, de acordo com as necessidades da imobiliária: novos empreendimentos, novas políticas públicas habitacionais, novos regulamentos de financiamento etc. Quanto mais preparado o profissional de imóveis, maior a credibilidade por parte do cliente, da empresa, do corretor e, por conse- quência, no produto oferecido. Política de Preços de Imóveis O empreendedor, nas ações de marke- ting associadas a preços, deverá contem- plar todos os aspectos que permitem aos clientes perceberem que a relação custo/benefício é consistente como vanta- gem e garantia de bom negócio. Neste ponto, a sensibilidade dos clientes de imó- veis a preço é muito grande. Muito provavelmente, na maioria dos casos, o fator preço deve receber atenção especial, em decorrência de se tratar de investimento em bem durável, no qual a fre- quência individual de transação comercial não é rotineira, pois implica em altas somas de dinheiro para se negociar um imóvel. O agente imobiliário, sabedor desta prerro- gativa, deve estabelecer critérios para que o cliente entenda, o mais fácil possível, a planilha que compõe o programa de pagamentos do imó- vel. O cliente precisa desta consultoria para se sentir seguro de que pode arcar com as obriga- ções previstas na negociação. Existem planilhas complexas, que envolvem tabelas diferenciadas, utilizadas em cada fase da construção do empreendimento; tabela da construção civil, parcelas interme- diárias, mudança de tabela após a entrega das chaves e assim por diante. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro32 O corretor responsável sabe demonstrar simulações, projeções e formas variadas para que o cliente entenda perfeitamente a propos- ta que analisa. Estes procedimentos são bases importantes para a confiança mútua e bons negócios. Destacamos, mais uma vez, que a equi- pe de corretores precisa atualizar-se sempre. No que diz respeito a variáveis preços muitas implicações aparecem, e cabe ao profissional estudar suas formatações e evoluções. Destacamos: 1. Política de Preços da Imobiliária Cada imobiliária, mesmo em parceria com construtores e demais agentes, estabe- lece metas de lucratividade e respectiva ren- tabilidade nos negócios. A partir daí, fixa determinados preços alicerçados nestas metas. O corretor precisa conhecer, clara- mente, as justificativaspara a formatação dos preços que aplica. 2. Agentes Financeiros Agentes financeiros, especialmente bancos que operam com financiamento da habitação, podem ser parceiros significativos dos corretores de imóveis. Ambos têm inte- resses que têm, como objeto comum, o clien- te da atividade imobiliária. Aproximar-se e estabelecer parcerias mais estreitas com os decisores/gerentes de bancos, pode facilitar o fechamento dos negócios. Os bancos são exigentes nas garantias e demais procedimentos como seguros, fiadores etc. O corretor deve conhe- cer todas estas fases do financiamento e ser o intermediador que o cliente espera nesta complicada fase de negociação. 3. Tabelas, Sistemas de Amortização e Formas de Pagamento Como já foi mencionado, conhecer, interpretar e projetar simulações das tabelas e taxas de amortização vigentes no país é obrigação do corretor de imóveis. Da mesma forma, informações sobre vencimentos, critérios e formas de pagamento do sinal, parcelas intermediárias e mensalida- des, precisam estar totalmente desvencilhadas de questionamentos para que o negócio saia limpo e elimine-se o dissabor do cliente em desfazer-se do negócio; utilizando-se da prer- rogativa do Código de Defesa do Consumidor, que prevê a possibilidade do cancelamento do negócio dentro de um prazo mínimo, alegando problemas na forma de pagamento. 4. Descontos, Deduções e Outras Negociações Uma boa tabela de preços poderá ser estabelecida com critérios definidos sobre margens a descontos, deduções ou limites para determinadas negociações de prazos e outros itens pertinentes a preços. Cabe à organização deixar claro estas prer- rogativas a seus corretores e evidenciar que tais práticas devem ser uma das últimas operações a serem praticadas. Geralmente, quando se esgo- tam as argumentações e com o intuito de não perder o cliente faz-se as concessões. Após esta extensa abordagem dos quatro Ps do marketing imobiliário, acre- ditamos ter contribuído na elucidação de várias situações das transações com pro- dutos imobiliários. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro33 1- “Conjunto de estratégicas de negócios que, de forma isolada ou combinada, permite o fluxo otimizado de negócios imobiliários nas suas mais diversas formatações, visando ao pleno atendimento das necessidades das partes envolvidas”. Este é o conceito de: a- ( ) marketing puro b- ( ) marketing de varejo c- ( ) marketing de negócios amplos d- ( ) marketing imobiliário 2- No Planejamento Estratégico em Imóveis, precisamos, dentre várias etapas, realizar uma análise ambiental, a qual compreenderá: a- ( ) apenas ambiente interno b- ( ) ambiente externo e mercadológico c- ( ) apenas ambiente externo d- ( ) ambientes interno, externo e mercadológico 3- Quando separamos fatias de mercado, para atendimento de um conjunto de clientes, que tem necessidades e desejos em comum, atuamos em um: a- ( ) fragmento de mercado b- ( ) segmento de mercado c- ( ) sortimento de mercado d- ( ) estimativa de mercado 4- Variáveis pertinentes à localização, tanto do imóvel quanto dos pontos de negocia- ção/venda dos imóveis (na obra ou no escritório, área rural, urbana, virtual etc.). Estas variá- veis pertencem ao fator: a- ( ) produto b- ( ) praça / ponto de venda c- ( ) promoção d- ( ) preço 5- “...para liquidar os produtos imobiliários, forma-se um conjunto de participantes, em que construtoras, agentes imobiliários, financeiras, prestadores de serviços, criam um planeja- mento promocional completo, alugam um espaço, promovem um projeto de comunicação bem estruturado e em determinados finais de semana, recebem a clientela interessada nos produ- tos em oferta...”. Este tipo de operação é chamado de: a- ( ) quinzena de imóveis b- ( ) varejo de imóveis c- ( ) teleconferência d- ( ) feira de imóveis AULA 2 Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro34 1ª Tarefa - Orçamento e Análise de Investimentos Efetuar o cálculo do tempo de retorno sobre investimento. Qual será o tempo necessário, para o retorno ao caixa da empresa, de todos os investimentos financeiros transferidos para o projeto de marketing. Quanto menor o tempo em que estes valores retornem, melhor para a organização. Tecnicamente denomina-se Retorno sobre Investimento este cálculo, o qual poderá ser obti- do pelo total dos investimentos, dividido pelo lucro líquido médio mensal, após as medidas implementadas. Veja, a fórmula é simples: Exercício: A empresa XYZ Empreendimentos Imobiliários decidiu pela destinação de 11,6% de seu resultado operacional positivo (lucro líquido) do ano de 2008, para todas as ações de marketing de 2009. Dentre estas ações estão: contrato para veiculação semanal de anúncio em jornal de grande circulação, desenvolvimento de material para relações públicas, sede da empresa e stands de vendas: pasta com portfolio, produtos já comercializados, lançamen- tos, histórico da empresa etc. Também decidiu emprego de verba para criação, impressão e panfletagem de material de produtos em lançamento. Nos três primeiros meses de 2009, o lucro projetado foi atingido e as estimativas indicam que a média do lucro do primeiro trimestre está assegurada, caso mantenham-se as condições de mercado. Sabendo-se que todas as ações foram pagas à vista, calcule qual o prazo de retorno do investimento, baseando-se nos números apresentados: Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro35 Prazo Retorno do Investimento = Investimento TotalLucro Líquido Mensal DADOS DA EMPRESA 11,6% DO LUCRO A- Lucro Líquido 2008 R$ 958.794,32 B- Ações de MKT – 2009 - Veiculação semanal: anúncio em jornal (produção e veiculação): contrato 52 semanas, pago à vista. R$ 13.000,00 - Material p/relações públicas, sede e stands de vendas: 1.000 uni- dades, pago à vista. R$ 13.297,52 - Panfletagem: criação, impressão e panfletagem – 60.000 folhetos – 1º. Semestre –pago à vista. R$ 25.000,00 - Panfletagem: criação, impressão e panfletagem – 180.000 folhetos – 2º. Semestre- pago antecipado. R$ 45.000,00 - Apartamentos Decorados: projetos, construção, montagem, deco- ração e desmontagem. Contrato pago à vista. R$ 15.000,00 TOTAL DOS INVESTIMENTOS EM MKT R$ 111.297,52 - Lucro Médio 1º. Trimestre de 2009: R$ 85.558, 97 Prazo de retorno do investimento: ???? Prazo apurado em meses: 2ª Tarefa - Gestão e Controle do Plano Nesta aula, foi apresentado um diagrama simplificado de uma das formas de controle de verba. Vamos aproveitar o mesmo modelo para fazer uma simulação de controle de verba, fazendo alguns lançamentos de valores nas colunas correspondentes ao que foi previsto, como sugestão. Você deverá completar com os valores correspondentes ao que foi realizado de fato, lançando inclusive as diferenças para mais ou menos, fazendo a soma do acumulado no ano. Lembre-se: são dados aproximados e fictícios. Modelo de Controle: Verba para Atividades de Marketing: Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro36 CONTROLE DE MARKETING - Ano 2008 MESES Janeiro Fevereiro ACUM. ANO VERBA Previsto Realizado Diferença Previsto Realizado Diferença Ações Produto A 1- Pesquisa de Mercado 5.850,00 5.850,00 2- Campanha Publicitária 8.500,00 8.500,00 3- Custos de Mídia 35.000,00 35.000,00 4- Catálogos e Panfletagem 4.166,00 4.166,00 5- Apartamento Decorado 7.500,00 7.500,00 6- Brindes 1.000,00 1.000,00 7- Materiais do Plantão 1.108,00 1.108,00 8- Outras Ações 850,00 850,00 Subtotal A 63.974,00 63.974,00 Ações Produto B 1- Pesquisa de Mercado 5.850,00 5.850,00 2- Campanha Publicitária 8.500,00 8.500,00 3- Custos de Mídia 35.000,00 35.000,00 4- Catálogos e Panfletagem 4.166,00 4.166,00 5- Apartamento Decorado 7.500,00 7.500,00 6- Brindes 1.000,00 1.000,00 7- Materiais do Plantão 1.108,00 1.108,00 8- Outras Ações 850,00 850,00 Subtotal B 63.974,00 63.974,00 TOTAL GERAL 127.948,00 127.948,00 Parâmetros para atuação profissional Clientes têm diferenças. Elas precisam ser notadas e aproveitadas. Por exemplo,comportamentos evidenciados, durante a negociação ou decisão de comprar a casa própria, podem ser estratificados de acordo com a região de origem do cliente. As atividades tradicionais de marketing, associadas às características específicas de cada empreendimento imobiliário (compra, venda, locação, condomínio, loteamentos e demais modalidades) podem, efetivamente, significar sucesso na obtenção dos resulta- dos esperados. A atuação profissional de um corretor, dentre vários fatores, deve alicerçar-se na prática de, no mínimo, dois parâmetros: • Comportamento dos Clientes Identificar o tipo de cliente adequado para cada imóvel e, a partir daí, passar uma espécie de radar, capturando todos os movi- mentos do cliente: perfil social, tipo de empre- go, faixa de renda, hábitos e costumes, modelo de decisão de compra e demais pis- tas, para que o atendimento seja o mais per- sonalizado possível. • Segmentação de Mercado Na verdade, checar os segmentos em que atua deve anteceder às técnicas de análise do comportamento do consumidor, pois, entenden- do o segmento, identifica-se o público. Ao separarmos algumas das principais variáveis de perfis de clientes, poderemos eleger três grandes blocos de análise: 1- Variáveis Demográficas: • sexo • município • estado civil • faixa etária • formação educacional • tamanho da família • ocupação atual • renda familiar 2- Variáveis Psicográficas: • estilo de vida • personalidade 3- Comportamento de Consumo: • motivo da negociação • benefício esperado da transação imo- biliária • lealdade à imobiliária • estágio de aptidão para a negociação • atitude em relação à imobiliária Perfis de Vendedores O vendedor é um ser humano suscetí- vel a erros e acertos, impetuosidade e indife- rença, sentimentos e comportamentos diver- sos, como qualquer pessoa. Mas, como em qualquer profissão, sempre algumas atitu- des serão desejáveis, como por exemplo: inquietação e prudência, que são qualidades de um “campeão de vendas”. Inquietação que incite o vendedor a ter sempre iniciativa, e prudência, para não ultrapassar os limites do bom-senso em sua carreira. Na atividade de vendas, também pode- mos identificar alguns perfis clássicos. O supervisor de times de vendas sabe que, se houve uma admissão fora do perfil desejado, terá problemas com seu subordinado, pois não pode exigir que as pessoas mudem de AULA 3 TÉCNICAS E VENDAS IMOBILIÁRIAS Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro37 personalidade repentinamente e, por conse- quência, conflitos podem surgir, o que é extre- mamente indesejável. Por outro lado, se o vendedor está determinado a obter êxito em sua tarefa, fará qualquer coisa para que a venda aconteça. Eis o surgimento de perfis indesejáveis, os quais se prendem à visão egocentrista do atendimento aos interesses do vendedor e da empresa, esquecendo-se a necessidade do cliente. A simples manutenção dos negócios ou a superação da concorrência obriga as orga- nizações a criarem programas e estratégias diversas: pesquisa de mercado, desenvolvi- mento de novos produtos, análise de preços, projetos de comunicação e busca de fideliza- ção do cliente, envolvendo-o com os valores do produto ou serviço. É preciso identificar que características marcantes de vendedor predominam na equipe de vendas e, na medida do possível, cultivar uma nova postura para os que apre- sentarem deficiências, e ampliar as qualida- des dos que estão no rumo certo. Passemos a estudar estes perfis: 1- Tradicional Sem motivação, não tem ânimo para superação de eventuais dificuldades nas ven- das. As vendas deste colaborador não aumentam, são estáticas, perde-se a dinami- cidade da negociação, terreno fértil para a manutenção de vendedores tradicionais. Acomodado, este vendedor não faz ven- das qualitativas, importa-se em realizar ape- nas o suficiente para seu sustento. Não estu- da o mercado em que atua, prejudica sua car- reira e não constrói capacitação para abraçar oportunidades. 2- Imaturo Muitas vezes, a culpa é do superior hie- rárquico que atribuiu responsabilidades para uma pessoa sem preparo algum, sem orienta- ção alguma, nem ao menos técnicas de ven- das. Pensa em vender, não importa como. Não inspira confiança, pois, frequentemente, transparece seu estado de “aprendiz” e os clientes não acreditam em seus argumentos. 3- Cowboy Esta denominação foi criada porque este vendedor “atira” para todos os lados, quer prender o cliente no laço, sem identificar um alvo definido. Não analisa se existe entro- samento entre o produto e o cliente. Perde energia, tempo e recursos da empresa, ten- tando vender para o cliente errado. 4- Cometa Início de carreira promissor, pois vende bem, mais por sorte do que por técnica. Quando começam a surgir obstáculos, desis- te facilmente e perde brilho. Não é perseve- rante, não quer descobrir onde está falhando e não tem pré-disposição para aprender novas técnicas. Como um cometa, tem brilho rápido, também chamado de “fogo de palha”. 5- Arrogante Postura errada perante os colegas de trabalho e, o que é pior, diante dos clientes também, pois se acha superior, exercendo uma espécie de domínio da situação. Quando deixa o cliente falar, não valoriza sua opinião. É o tipo de vendedor que discursa um texto decorado, diz saber tudo e é extremamente chato e antipático. O cliente só efetua a com- pra se não houver alternativa melhor. 6- Tímido A timidez, totalmente indesejável à tarefa de vendas, está presente neste colaborador, o qual não se sente bem falando aos clientes. Apenas responde o que o cliente pergunta, não evidenciando atributos e valores que o produto representa. Apesar de sua timidez, a empresa não se preocupou com este “detalhe”. 7- Irresponsável/Antiético Com atitudes antiéticas e desleais para com os companheiros, “atravessa” a venda dos colegas, ou seja, rouba clientes dos outros ven- dedores. Sua busca indiscriminada por altas comissões o leva a inventar qualidades que não existem, esconder informações. Desvia-se das responsabilidades, ignora o pós-venda e, como geralmente consegue um volume de ven- das alto em um tempo rápido, recebe as comis- sões e muda de emprego com facilidade. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro38 Perfis de Clientes A percepção de benefícios gerados pelos produtos ou serviços é extremamente diferencia- da. Assimilar e driblar variados perfis de clientes requer muita dedicação. Há situações em que o comprador não utilizará o produto ou serviço, sendo mais exigente ainda, como mães com- prando comida ou roupas para suas crianças, por exemplo. Os principais perfis de clientes são: 1- Sabe-tudo Tem cliente que quer “dar uma aula” sobre o produto ou serviço oferecido. Gosta de expor e debater seus conhecimentos sobre o produto. Geralmente bem informado e inteligente, tenta fazer prevalecer suas impressões, opiniões. Técnica de Venda: Deixe o cliente te “ensinar” o que sabe sobre o produto, sem se exaltar. Fique atento: ele mesmo lhe fornecerá “dicas” para sua argumentação. Pense: e se ele realmente falar algo que você não sabia? Seja natural, agradecendo a informação. 2- Arrogante Há de se ter paciência e equilíbrio para atender este tipo de personalidade difícil. Se autointitula como pessoa importante. Na ver- dade, é um “falso importante”, conta “vanta- gens” sobre sua posição social, evidencia, sem que lhe perguntemos, “posses materiais e financeiras” e sobre suas conquistas. Tende a criticar o produto. Técnica de Venda: Mantenha seu espí- rito receptivo e simpático, deixe-o falar. Ignore sua arrogância, utilize sua inteligência. Este cliente precisa de autoafirmação. Satisfaça-o, ouvindo suas alegações. Jamais tente des- mascará-lo, ou poderá perder a venda. Para fechar a venda, passe a falar exclusivamente das qualidades do produto. 3- Importante de Fato Compreende facilmente as argumenta- ções do vendedor. Situa-se num nível sócio- -econômico bom, tem muita responsabilidade em seu trabalho – pode ser um executivo ou empresário– está sempre preocupado com o tempo e analisa tudo friamente. Desta forma, toma decisões rápidas e definitivas. Perfil do Vendedor Profissional: ► O perfil desejado por todos os exe- cutivos de vendas se refere ao vendedor que entende os objetivos da empresa, tem metas bem definidas e estratégias bem elaboradas. ► Procura vender da melhor forma possível, de forma qualitativa. Tem cons- ciência de que seu potencial pode ser sem- pre ampliado e busca resultados para a empresa. Conhece as necessidades do cliente, estuda o produto que vende, está atualizado e conhece as inovações de sua área de atuação. ► Funcionário confiável cativa o clien- te, multiplicando as vendas, usa criatividade, flexibilidade e inteligência. Apregoa e entre- ga seu produto ou serviço como se fosse o mais importante do mundo. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro39 Técnica de Venda: Fale exclusivamen- te o necessário, seja objetivo, argumente qualidade, benefícios, vantagens e preço. Não confunda sua postura gentil com liberda- de para prolongar a conversa. 4- Amigo Aborda, sem receios, assuntos pessoais e íntimos, parecendo um velho conhecido. Depois de sua fala, despede-se sem adquirir nada. Difícil de convencer sobre a decisão de compra, embora a primeira impressão é de cliente potencial. Técnica de Venda: Use de cordialidade e faça o “jogo dele”. Crie “ligações” entre os assun- tos do cliente e os “argumentos de venda”. 5- Retraído Tímido, indeciso, fala pouco e tem dúvidas. Gosta de ouvir as explicações e argumentos do vendedor, atentando-se a detalhes. Técnica de Venda: Inspire confiança para desinibi-lo. Cuidado com a fala. Por ser bom ouvidor, o cliente perceberá se o vende- dor comete deslizes. Deixe-o tranquilo, faça perguntas dissertativas, tire suas dúvidas por completo. Seja paciente e argumente com convicção. 6- Analista de Preço O preço é fator decisivo para fechar vendas com este perfil de cliente, pois é a primeira informação que observa. Depois, na negociação, quer saber se vai economi- zar, se existe vantagem real, se está lucrando com a compra. Pedirá descontos e facilidades para pagamento. Pode, inclu- sive, desprezar outras variáveis: qualida- de, entrega etc. Técnica de Venda: Esclareça, em detalhes, preço e forma de pagamento. Mas deixe uma vantagem sobre o preço para o final da negociação. Enquanto o atende, vá analisando a possibilidade de um desconto ou uma alternativa para que o valor do produto fique um pouco mais acessível. Caso positivo, guarde esta “van- tagem” para o fechamento, depois de esgotadas todas as outras argumentações. Métodos Eficazes de Vendas Toda empresa sonha em ter um Departamento de Vendas “campeão”. Mas, infelizmente, muitos empreendedores ainda não se aperceberam que um time, para ser campeão em vendas, precisa estar alicerçado em alguns pilares fundamentais. Dentre estes fundamentos, é desejável que um vendedor, para assegurar a eficácia de sua atuação, possua as seguintes características: 1- Conhecimento do Produto ou Serviço As grandes corporações não chamam mais seus colaboradores de vendedores. O nome do cargo agora é consultor. Dá muito mais credibilidade ao produto ou serviço quando somos atendidos por uma pessoa, que entende tudo sobre o que vende. Programas de desenvolvimento de pes- soal, especialmente voltados para a formação de especialistas em soluções para os clientes, colhem, em curto prazo, muitos resultados positivos. O vendedor consultor se especializa nas características técnicas do produto, pes- Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro40 Abordar perfis de clientes é relevante, mas não definitivo. O ser humano surpreende pelo número de posturas emocionais, caracte- rísticas diversas de personalidades e diferen- tes tipos de reações a determinadas situa- ções. Isto significa que podem existir combina- ções entre os vários perfis aqui apresentados. Um cliente pode ser percebido como analista de preço e importante de fato, ou ainda, arro- gante e sabe-tudo e assim por diante. quisa periodicamente o mercado em que atua, conhece a concorrência e tendências do setor. Munido de informações qualitativas, o vendedor consultor identifica qual a melhor solução para a necessidade do cliente, facili- tando a negociação e fechamento da venda. Na ocorrência de objeções à compra, tam- bém estará mais preparado para contra-argu- mentações. Estes conhecimentos possibili- tam um serviço de consultoria que ajuda o cliente na tomada de decisão. 2- Identificar Perfis da Clientela Um vendedor depende constantemente da ferramenta da comunicação. Desta forma, para se comunicar, precisa saber qual a melhor forma de abordagem do cliente. Esta abordagem, para ser bem-sucedida, exige um conhecimento mínimo sobre como pensa, como age, como vive, como decide a compra, enfim, transportar-se para o lado do cliente. Chamamos isso de empatia. É bom que entenda o que significa vanta- gem para o cliente. Isto agregará valor a sua decisão, sendo um diferencial que o faz pensar e decidir. Quando se tratar de venda empresa- rial, a análise passa pela cultura organizacio- nal, conhecimento das metas, perspectivas de mercado, postura perante fornecedores etc. Sabemos que pessoas são diferentes, constituindo perfis psicológicos de clientes espe- cíficos. Para cada perfil, uma estratégia de abor- dagem, comunicação e, consequentemente, uma condução para o fechamento da venda. Estas técnicas serão estudadas mais adiante. 3- Surpreender a Expectativa do Cliente Existem estudos que atestam que cada cliente, quando procura um produto ou servi- ço, tem uma expectativa própria. Se a empre- sa atende-o e, mesmo assim, o que ele per- cebe está abaixo de sua expectativa original, provavelmente, não será fidelizado. Mas, se a oferta que ele adquiriu supera sua expectati- va inicial, cria-se um clima tão positivo que poderá significar um cliente cativo e perma- nente. Este é um desafio para os vendedores: surpreender as expectativas da clientela. Este forte instrumento de vendas depen- de de vários fatores: o produto ou serviço em si e toda uma gama de “acessórios” (disponibi- lidade do produto, linha de comunicação, polí- tica de preços e várias outras coisas). Mas, na hora da negociação, o vendedor será o ele- mento-chave para fazer o cliente perceber esta surpresa que não estava aguardando. Os mercados globais ampliam a com- petição, obrigando os competidores a desenvolverem técnicas modernas de fide- lização, quase que todas elas fundamenta- das nas expectativas dos clientes. Esta estratégia só é viável com o atendimento das alternativas que a antecedem: conhe- cer o produto e o cliente. 4- Confiança e Parceria Uma frase corrente no meio dos negó- cios deve ser o eixo norteador deste tópico: “o valor da honestidade é a fidelidade e o preço da desonestidade é o abandono”. A equipe de vendedores, que pensa apenas em “empurrar o produto”, não é honesta com seus clientes e não faz vendas qualitativas. Uma supervisão de vendas com- prometida com resultados estimula seus ven- dedores a criarem bons relacionamentos comerciais com os clientes. A confiança é a matéria-prima para a fidelização, que significa longo prazo no relacionamento. 5- Vender Valores Vivemos num mundo muito materialista. Esquecemos que as pessoas querem solu- ções para suas necessidades, que podem ser traduzidas em valores abstratos. No passado, quando as empresas não eram tão numerosas, esta preocupação não era tão visível. O empresário preocupava-se apenas com aspectos físicos e de estética dos produtos: tamanho, cor, peso, design etc. Para vender bem, o profissional deve identificar, dentro do conjunto de qualidades do produto ou serviço, eventuais valores agrega- dos. Na atualidade, a moderna organização sabe que o cliente percebe e atribui valores aos produtos. Estuda-se este processo de per- Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro41 cepção, analisando-se que todo consumidor tem influências paradecidir a compra que podem ser racionais e emocionais. Estas influências geram ou não a atitude de compra. Neste universo, crenças, valores e aspectos comportamentais, que derivam das relações do cliente com o produto ou servi- ços, gerarão conclusões sobre "isto me agra- da" ou "isto não me agrada", causando o efeito sobre a decisão. Neste processo decisório, estão muitos valores abstratos os quais eram ignorados pelos executivos de vendas: tecnologia de ponta, facilidade de manuseio, comodidade, rapidez, conforto, segurança, realização pes- soal, status etc. Estamos falando de “símbolos” importan- tíssimos. Quando se consegue identificar qual o melhor símbolo para o produto ou serviço, em termos de valores para o cliente, boa parte dos problemas de vendas está resolvida. O processo mercadológico, seja através da atuação sobre o produto, ponto de venda, preço ou comunicação, não pode deixar de lado os valores que estão presentes no objeto de oferta. O que se vende são valores, inde- pendente de serem objetos, serviços ou ideias. Todos os participantes das atividades de vendas (gerentes, supervisores, vendedores ou revendedores) devem saber analisar a pos- sibilidade da existência concreta de mais valo- res, mais qualidades e que poderão servir de argumentação no convencimento dos clientes 6- Responsabilidade A questão da confiança, já mencionada, está vinculada a atitudes responsáveis por parte do vendedor. Um ambiente sério nas tarefas de vendas mantém a credibilidade dos vendedores, a imagem da empresa e o futuro dos negócios. Tipos de atitudes responsáveis simples, mas importantes: cumprir prazos, prometer apenas o que pode ser realizado, não criar atributos falsos aos produtos ou serviços. Se o cliente for prejudicado por uma irresponsa- bilidade, perde-se um valor fundamental para o negócio: a imagem do vendedor e, por con- sequência, a da empresa fica manchada. 7- Prazer em Vender Profissionais bem recrutados, selecio- nados e treinados não são suficientes para que um Departamento de Vendas otimize o potencial de seus recursos humanos. A motivação é essencial neste processo. Esta motivação é íntima, nasce dentro do colaborador. As organizações podem e devem trazer estímulos e incentivos exter- nos, mas tudo depende da postura e rea- ção do vendedor. O prazer em vender e o entusiasmo vendem. Existem pessoas que carregam consigo fortes indicadores de prazer em negociar. Estas pessoas, em muitos casos, dispõem-se a vender qualquer coisa. Sentem-se muito bem no jogo da sedução e fechamento de vendas. Esta aptidão, para se trabalhar em vendas, inclui sagacidade e perseverança, mesmo nos momentos difíceis. O prazer em proporcionar solução para o cliente alimenta a perspectiva da venda. Levantamentos para efetuar Transações Imobiliárias Por estarmos tratando, especificamente, de transações imobiliárias, façamos levanta- mentos de perfis sob duas óticas apenas: per- fil regional e intenção de compra. A administração de vendas dificil- mente encontrará estes sete requisitos, em tempo integral, nas suas equipes. O que importa é a consciência da importân- cia destas prerrogativas e, na medida do possível, os responsáveis pela condução das vendas atuarem para que estas carac- terísticas façam parte de seu ambiente de trabalho, o que, certamente, facilita a obtenção das metas empresariais. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro42 Perfil Regional Esta é uma abordagem mais genérica, mas não tão complexa de ser absorvida. Acreditamos que devemos levar em conside- ração a configuração geográfica brasileira. Os movimentos migratórios continuam, pois é natural que contingentes populacio- nais, que têm dificuldade de ascensão social ou mesmo sobreviver em determinada região, na medida do possível, desloquem-se para outras áreas mais promissoras. Mesmo assim, prevalece a concentra- ção populacional nas regiões metropolitanas, especificamente, nos Estados banhados pelo Oceano Atlântico. Assim, dependendo do porte da cidade em termos de participação no Produto Interno Bruto (PIB), perfis variados de compradores e negociante de imóveis sur- girão. Vejamos algumas evidências. a- Região Sudeste Existem estatísticas e convicções entre corretores mais experientes de que clientes mineiros resistem à compra de imóveis na planta. Já o paulista aprecia que seu aparta- mento fique próximo a um shopping center, pois, para a maioria deles, “trata-se de como- didade indispensável”. Analistas de comporta- mento do consumidor dizem que o cliente paulistano é, geralmente, bem informado, e acredita ser importante estar ao lado do shop- ping porque significa, também, estar perto de cinema, teatro e restaurantes. Por isso mesmo, na cidade de São Paulo, é inadmissível lançar um empreendimento imo- biliário sem infraestrutura de lazer, mesmo para o público de classe média baixa. Na capital do Rio de Janeiro, estas benfeitorias agregam valor, mas não é condição indispensável. Análises indicam que os clientes cariocas, das áreas urbanas, têm, como forte característica, compartilhar encontros e amizades, valorizan- do churrascos caseiros e, se possível, comprar moradias perto de bares e restaurantes. b- Regiões Norte / Nordeste / Centro- -Oeste Diagnosticou-se que, nas regiões mais urbanizadas do Norte, Nordeste e Centro- -Oeste, a maioria dos clientes é “normal-famí- lia”, o que dificulta muito a venda, pois os clientes levam parentes para opinarem, multi- plicando-se as argumentações para as quais o corretor deverá abrir seu leque de justifica- tivas de negociação com a explanação de todos os atributos do imóvel, vantagem do fechamento do negócio e opcionais de bene- fícios. Pelas relativas condições de escolari- dade, esclarecimentos gerais etc., os clientes destas regiões querem se precaver, levando colegas, amigos da família, que seja conhe- cedor do ramo de imóveis. c- Região Sul Região concentradora de um forte con- tingente de descendentes de europeus, tem obtido significativos índices de desenvolvi- mento humano. Neste cenário, a longevidade dos habitantes é maior, escolaridade sempre crescente e padrão de vida melhor, pelo poder aquisitivo médio das famílias ser razoá- vel. Não esqueçamos, apesar deste relato, que existem bolsões de miséria em todos os cantos do Brasil, os quais constituem perfis praticamente iguais em todas as regiões carentes de moradias adequadas. Mas, dentro das áreas de melhor perfil sócio-econômico, associada ao incremento do desenvolvimento em áreas diversas, desde o setor primário, passando pelo forte parque industrial e depois pelo crescimento Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro43 vertiginoso do setor terciário (sede de ban- cos, seguradoras, instituições de ensino, comércio em geral) observamos um grande polo de investidores imobiliários. Multiplicam-se empreendimentos de vera- neio no litoral catarinense, no norte litorâneo do Rio Grande do Sul dentre outras localidades. Desta forma, os clientes têm um perfil de mais exigente, em virtude de terem um pouco mais de conhecimento sobre transações imobiliárias, atendo-se a detalhes dos investimentos, sejam em moradia própria, sejam em veraneio ou investimento de capital. Nesta proposta de análise por regiões, não podemos permitir a ocorrência do risco de generalizar, para todos os clientes, as características aqui apresentadas. Desta forma, esclarecemos que as sociedades evo- luem exatamente por sua dinamicidade, sendo totalmente aceitável que, em determi- nado período de nossa jornada, as coisas mudem, pessoas repensem e sejam conven- cidas daquilo que, anteriormente, jamais seriam persuadidas a acreditar. Neste jogo de aceitabilidade de um pro- duto, serviço ou ideia, entra uma variável extremamente importante que é o conjunto de crenças e valores. Crenças e valores que, apesar de suas implicações tão rele- vantes, também podem ser suscetíveis de mudanças. Intenção de Compra Continuando nossa “varredura” por per- fis de clientes, há de se reafirmarque, para que o marketing seja efetivo, deve-se conhe- cer os clientes. Entenda como o cliente pensa, age e vive. Isto é um desafio para o corretor estabe- lecido que se sustenta em uma combinação de diversas ações: pesquisas, segmentação, compreender o mercado em seus detalhes e outras ações mercadológicas. Quando falamos de motivação ou inten- ção de compra de imóveis, especificamente pessoa física, de forma sintética, tem moradia própria, clientes investidores, clientes do seg- mento de entretenimento/lazer. Façamos uma breve análise: 1- Moradia Própria Este tipo de clientela é formado, geral- mente, por clientes ávidos pela aquisição de um imóvel que viabiliza uma moradia que, definitivamente, possa ser de sua proprieda- de. Às vezes, até um simples terreno, no qual erguerá seu futuro patrimônio. Há os que preferem apartamento ou casa comprados na planta. Existem aqueles que pretendem comprar um imóvel novo, mas só o fazem quando da total conclusão das obras, incluindo o habite-se. Ao segmento “moradia própria”, perten- cem compradores que querem trocar sua atual moradia por uma com características mais adequadas para uso, não necessaria- mente uma casa maior ou mais sofisticada. Neste tipo de perfil de clientes, o corre- tor deve atentar-se aos clientes que, casados há algum tempo, desejam urgentemente sair do aluguel. São fortes candidatos a negocia- ções frutíferas. Todos estes clientes terão formatações de personalidades distintas, com as quais cabe ao corretor estabelecer “sintonia fina” de comunicação, ajustando seus argumentos de venda para que o negócio seja efetivado. 2- Clientes Investidores Neste nicho de clientes, podem ter apo- sentados que, depois de anos de trabalho, que- rem investir em um, dois ou mais imóveis, que poderão se transformar em fonte de renda adi- cional através da locação. Este imóvel não Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro44 necessariamente precisa ser residencial, podendo ser comercial ou até industrial. Além destes investidores aposentados, existem muitos outros tipos de investidores, para os quais o corretor deverá deixar claras as pos- sibilidades de ganhos com compra e revenda, aluguéis, permutas etc. Há que se ter o máximo cuidado com os negócios, pois é comum o investidor conhecer outros tipos de investimento e fazer comparações das rentabilidades de papéis, com relação à aplicação em imóveis. São clientes de diversas origens: executi- vos, profissionais liberais, comerciantes, artistas bem estabelecidos, empresários etc. São pes- soas que, já estabelecidas, desejam ampliar sua renda, ou ainda, definitivamente, atuar com investimentos imobiliários, fazendo captação, compra e revenda de imóveis próprios, sem necessariamente constituir uma imobiliária. Pelo que estudamos até aqui, verificamos quão diversificadas são as categorias de clientes no mercado imobiliário. Só para investidores, vimos pequenos proprietários de imóveis, com um único imóvel para renda, proprietários de unidades hote- leiras, investidores de médio porte, grandes com- panhias nacionais e corporações internacionais. Para atender grandes investidores, obvia- mente, a abordagem é diferente daquela reali- zada para o comprador de imóveis residenciais. 3- Clientes de Entretenimento/Lazer: Principalmente, nas regiões metropolita- nas, muitas famílias, depois de um certo perío- do, procuram ampliar suas conquistas compran- do um sítio ou chácara, casa de campo ou um imóvel na região litorânea. O que deve estar claro, neste tipo de tran- sação, é que o objetivo não é investir em imó- veis como moeda de rentabilidade e liquidez imediata. Aqui, os objetivos claramente defini- dos são: entretenimento, lazer, descanso em período de férias, veraneio ou local para relaxa- mento, onde se possa juntar a família e com- partilhar comodidade e tranquilidade. Para estes clientes, a atenção deverá ser totalmente personalizada, pois o detalhamento do perfil apresentado, bem como das opções de ofertas e demais atributos, devem literal- mente, “casar-se”. Atitudes do Corretor e Recomendações Finais Em todas as derivações da atividade imo- biliária, os profissionais devem assimilar que cliente real deve ser mantido e cliente em potencial deve ser conquistado. Para tanto, não perder as rédeas do negócio, sendo um constante pesquisador de tudo o que acontece no cenário mercadológico. O gestor de marketing deve manter estratégias ininterruptas de “trabalhar prospects”. Fazer uma pesquisa de mercado, detec- tando quais as principais expectativas, necessi- dades e desejos de um determinado público alvo. Isso se aplica tanto a empreendimentos comerciais quanto residenciais. Finalizando, evidenciamos mais alguns fatores críticos de sucesso: • forte relação com as características do consumidor. • identificação do agente influenciador da compra. • percepção e antecipação às ações da concorrência. Um corretor que esteja intermediando uma venda de imóvel, por exemplo, jamais deve esquecer que seu cliente espera todo o empenho do corretor, na consecução de sua intenção de lucrar com a venda do imóvel. Talvez alguns clientes não percebam, mas o corretor não pode ignorar que poderá trabalhar com o melhor imóvel possível, mas, se sua habilidade, sua persuasão, resumida- mente, seus serviços não forem bem conduzi- dos, poderá significar a perda do cliente, e o Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro45 que é pior, a disseminação de sua inabilidade no exercício da profissão. Acrescentamos que, para que haja maior probabilidade de sucesso em seus negócios, o corretor deverá trazer consigo alguns valores e crenças: 1- Amor e Dedicação Não apenas à profissão, mas, principal- mente, à empresa em que atua. Um corretor pode sentir-se muito confortável na profissão, mas caso não assimile e defenda a empresa, sua política, filosofia e objetivos não farão sucesso. 2- Espírito Inquieto Superar-se a cada desafio. Acreditar que pode ser melhor, autoconfiança. Este é um prin- cípio que forja um bom profissional de imóveis. 3- Conhecer Processo Decisório de Compras Todo corretor de imóveis deve entender que a decisão de compra é sempre uma coletâ- nea de decisões. A partir deste conhecimento, sua tarefa sempre estará associada à necessi- dade de descobrir respostas, que justifiquem estas decisões, para auxiliá-lo em sua missão. 4- Conhecer o Mercado O mercado é o verdadeiro fator determi- nante da evolução das empresas.Aglobalização dá muita força ao mercado, que movimenta as economias abertas. Portanto, como já mencio- nado, o profissional deve ser incansável pesqui- sador, entender suas oscilações e tendências. Só assim, estará preparado para avançar, ou ainda, compreender suas eventuais retrações. 5- Cultivar Valores Éticos O êxito do profissional corretor dependerá da cultura de valores, que permite o bom desempenho não só pessoal, mas do grupo de colegas corretores. Perseverança, paciência, espírito de equipe, responsabilidade, versatili- dade, educação, flexibilidade, lealdade, compa- nheirismo e ser ético, naturalmente. 6- Controle das Vendas O controle do rendimento das vendas é fun- damental para que, baseado em parâmetros pré- estabelecidos, consiga-se obter dados sobre a performance de vendas. Este tipo de controle permite evidenciar como está atuando a equipe e eventuais tomadas de decisões para correções. 7- Treinamento Sempre que necessário, o treinamento da equipe deverá ser realizado. O treinamento atualiza, motiva e faz com que todos os envol- vidos esclareçam dúvidas sobre os produtos novos e outros assuntos que, porventura, este- jam com problemas operacionais. 8- Reuniões Periódicas Reunir o grupo é criar oportunidade para que se ouça opiniões sobre problemas que, muitas vezes, os dirigentes não estão enxergan- do. Sugestões, críticas ou abordagens sobre projetos bem sucedidos devem, se possível, ser discutidos com toda a equipe envolvida. 9- Saber Competir O mercado é competitivo. Nem sempre o clientefecha a transação imobiliária. O verdadeiro corretor eficaz procura fazer com que, cada vez menos, o cliente procure seus concorrentes. Mas, todos sabemos que isso dependerá não apenas do corretor, mas de inúmeros outros fatores. Lembre-se de que muitas vezes, quando as vendas não estiverem acontecendo de acordo com o planejado, os dias poderão parecer nubla- dos ou chuvosos. Mas isto não significa que outros dias não virão ensolarados e cheios de rea- lizações. Aliás, a natureza é sábia, e todos sabe- mos da necessidade da chuva para que germi- nem as sementes e o ciclo da vida continue. Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro46 1- A atuação profissional de um corretor, dentre vários fatores, deve alicerçar-se na prática de, no mínimo, dois parâmetros. Identifique a alternativa correta: a- ( ) Propaganda e marketing pessoal b- ( ) Merchandising e vendas diretas c- ( ) Comportamento dos clientes e segmentação de mercado d- ( ) Canais de distribuição e comissão a ser paga 2- Motivo da negociação, benefício esperado da transação imobiliária, lealdade à imobi- liária, estágio de aptidão para a negociação e atitude em relação à imobiliária são componen- tes de variáveis: a- ( ) demográficas b- ( ) psicográficas c- ( ) comportamentais d- ( ) intelectuais 3- Clientes ávidos pela aquisição de um imóvel, que viabilize uma moradia que, definiti- vamente, possa ser de sua propriedade. Quanto à intenção de compra, este perfil se enqua- dra como: a- ( ) moradia temporária b- ( ) moradia própria c- ( ) investidor imobiliário d- ( ) investidor de veraneio 4- “...objetivos claramente definidos: descanso em período de férias, veraneio ou local para relaxamento, onde se possa juntar a família e compartilhar comodidade e tranquilidade.” Quanto à intenção de compra, este perfil se enquadra como: a- ( ) moradia própria b- ( ) investidor c- ( ) entretenimento/lazer d- ( ) investidor de aplicação 5- ... é o consumidor provável, aquele que tem o poder de compra: a- ( ) Respect b- ( ) Prospect c- ( ) Investidor d- ( ) Pagador AULA 3 Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro47 Elabore um Guia Personalizado com as sete características essenciais para a eficá- cia nos métodos de venda. Faça um pequeno resumo, com suas palavras, definindo, rapidamente, cada uma delas. 1ª Conhecimento do Produto ou Serviço ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 2ª Identificar Perfis da Clientela ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 3ª Surpreender a Expectativa do Cliente ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 4ª Confiança e Parceria ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 5ª Vender Valores ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 6ª Responsabilidade ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 7ª Prazer em Vender ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ Marketing Imobiliário e Vendas - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro48 AULA 1 1- “No ciclo da cana-de-açúcar, novos povoamentos surgiram além da grande imigração, urbanização, maior mobilidade social e desenvolvimento cultural”. A afirmação está: ( X ) Errada ( ) Correta 2- “... sustentava-se a propriedade pelo fato material da entrega do bem imóvel, pela transferência da posse ao adquirente, não sendo registrada a presença formalizada de um intermediador na comercialização de imóveis”. Estamos falando de: a- ( ) propriedade por gestão b- ( X ) propriedade por tradição c- ( ) propriedade por aluvião d- ( ) posse ilícita 3- À época da vinda da família imperial, a população despejada revoltou-se tanto, que alguns portugueses recusavam-se a morar nas casas tomadas e se propuseram a indenizá-los particularmente. Apresentando-se a esta oportunidade, um cidadão passou a intermediar as negociações. O nome dele era: a- ( X ) Antônio Armando Mariano de Arantes Costa b- ( ) Joaquim José da Silva Xavier c- ( ) Antonio Tenório Cavalcante d- ( ) Joaquim Silvério dos Reis 4- Na última década do século XIX, a capital do estado de São Paulo recebeu, aproxima- damente, 200 mil pessoas. Eram _____________ em sua maioria, ocasionando a construção das primeiras vilas. Assinale a alternativa que corresponde à nacionalidade: a- ( ) Germânicos b- ( X ) Italianos c- ( ) Japoneses d- ( ) Ingleses 5- Crescentes necessidades de solução para concentração dos ________________ e da ________________, no início do século XX em SP, demandavam melhorias na habitação, ali- mentação, transporte, energia, assistência à saúde, lazer, comunicações, saneamento em geral etc. Complete a frase identificando a alternativa correta: AULA 3 Respostas Respostas Instituto Universal Brasileiro49 a- ( ) visitantes – classe empresarial b- ( ) comerciantes – classe de corretores c- ( X ) meios de produção - força de trabalho d- ( ) ingleses financistas – população de alta renda 6- São fontes de recursos para financiamento da habitação: a- ( ) FMI e PIS b- ( ) Casa da Moeda e Banco Central do Brasil c- ( ) Banco do Povo e BNDES d- ( X ) FGTS e SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo 7- A CEF – Caixa Econômica Federal –, desde 1931 opera carteiras hipotecárias para a aquisição de bens imóveis e, em 2001, incorporou o Banco Nacional de Habitação (BNH). A afirmação está: ( X ) Errada ( ) Correta 8- Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, publicados em fevereiro de 2008, no jor- nal Folha de São Paulo, o Brasil precisa de _________ de moradias até 2020. Assinale a res- posta correta: a- ( ) 23,7 milhões b- ( ) 21,7 milhões c- ( ) 17,7 milhões d- ( X ) 27,7 milhões 9- Dentre novas tendências em imóveis, associe: a- imóveis comerciais ( d ) prédios inteligentes e automatizados, mansões, lofts, pequenos estúdios e condomínios populares. b- casarões do século passado ( c ) demanda por apartamentos de um e dois dormitórios, infraestrutura, lazer e serviços para pessoas que moram sozinhas. c- moradores single ( b ) reformados e modernizados para serem sedes de empresas, ou para famílias de alto poder aquisitivo. d- novos gostos ( a ) edifícios de escritórios luxuosos, com infraestrutura sofisticada, nos grandes centros financeiros e comerciais. Respostas Instituto Universal Brasileiro50 10- São investimentos lastreados em imóveis, com rendimento proveniente de aluguéis, ideais para quem quer diversificar aplicações e são fontes alternativas de recursos a constru- tores. Identifique o tipo de investimento: a- ( ) Fundos Monetários de Aplicações Financeiras b- ( ) Fundos de Clubes de Pensão c- ( X ) Fundos de Investimentos Imobiliários d- ( ) Fundos DI AULA 2 1- “Conjunto de estratégicasde negócios que, de forma isolada ou combinada, permite o fluxo otimizado de negócios imobiliários nas suas mais diversas formatações, visando ao pleno atendimento das necessidades das partes envolvidas”. Este é o conceito de: a- ( ) marketing puro b- ( ) marketing de varejo c- ( ) marketing de negócios amplos d- ( X ) marketing imobiliário 2- No Planejamento Estratégico em Imóveis, precisamos, dentre várias etapas, realizar uma análise ambiental, a qual compreenderá: a- ( ) apenas ambiente interno b- ( ) ambiente externo e mercadológico c- ( ) apenas ambiente externo d- ( X ) ambientes interno, externo e mercadológico 3- Quando separamos fatias de mercado, para atendimento de um conjunto de clientes, que tem necessidades e desejos em comum, atuamos em um: a- ( ) fragmento de mercado b- ( X ) segmento de mercado c- ( ) sortimento de mercado d- ( ) estimativa de mercado 4- Variáveis pertinentes à localização, tanto do imóvel quanto dos pontos de negocia- ção/venda dos imóveis (na obra ou no escritório, área rural, urbana, virtual etc.). Estas variá- veis pertencem ao fator: a- ( ) produto b- ( X ) praça / ponto de venda c- ( ) promoção d- ( ) preço 5- “... para liquidar os produtos imobiliários, forma-se um conjunto de participantes, em que construtoras, agentes imobiliários, financeiras, prestadores de serviços, criam um planeja- mento promocional completo, alugam um espaço, promovem um projeto de comunicação bem estruturado e em determinados finais de semana, recebem a clientela interessada nos produ- tos em oferta...”. Este tipo de operação é chamado de: Respostas Instituto Universal Brasileiro51 a- ( ) quinzena de imóveis b- ( ) varejo de imóveis c- ( ) teleconferência d- ( X ) feira de imóveis AULA 3 1- A atuação profissional de um corretor, dentre vários fatores, deve alicerçar-se na prática de, no mínimo, dois parâmetros. Identifique a alternativa correta: a- ( ) Propaganda e marketing pessoal b- ( ) Merchandising e vendas diretas c- ( X ) Comportamento dos clientes e segmentação de mercado d- ( ) Canais de distribuição e comissão a ser paga 2- Motivo da negociação, benefício esperado da transação imobiliária, lealdade à imobi- liária, estágio de aptidão para a negociação e atitude em relação à imobiliária são componen- tes de variáveis: a- ( X ) demográficas b- ( ) psicográficas c- ( ) comportamentais d- ( ) intelectuais 3- Clientes ávidos pela aquisição de um imóvel, que viabilize uma moradia que, definiti- vamente, possa ser de sua propriedade. Quanto à intenção de compra, este perfil se enqua- dra como: a- ( ) moradia temporária b- ( X ) moradia própria c- ( ) investidor imobiliário d- ( ) investidor de veraneio 4- “...objetivos claramente definidos: descanso em período de férias, veraneio ou local para relaxamento, onde se possa juntar a família e compartilhar comodidade e tranquilidade.” Quanto à intenção de compra, este perfil se enquadra como: a- ( ) moradia própria b- ( ) investidor c- ( X ) entretenimento/lazer d- ( ) investidor de aplicação 5- ... é o consumidor provável, aquele que tem o poder de compra: a- ( ) Respect b- ( X ) Prospect c- ( ) Investidor d- ( ) Pagador Respostas Instituto Universal Brasileiro52 1ª Tarefa - Orçamento e Análise de Investimentos Efetuar o cálculo do tempo de retorno sobre investimento. Qual será o tempo necessário, para o retorno ao caixa da empresa, de todos os investimentos financeiros transferidos para o projeto de marketing. Quanto menor o tempo em que estes valores retornem, melhor para a organização. Tecnicamente denomina-se Retorno sobre Investimento este cálculo, o qual poderá ser obti- do pelo total dos investimentos, dividido pelo lucro líquido médio mensal, após as medidas implementadas. Veja, a fórmula é simples: Exercício: A empresa XYZ Empreendimentos Imobiliários decidiu pela destinação de 11,6% de seu resultado operacional positivo (lucro líquido) do ano de 2008, para todas as ações de marke- ting de 2009. Dentre estas ações estão: contrato para veiculação semanal de anúncio em jor- nal de grande circulação, desenvolvimento de material para relações públicas, sede da empre- sa e stands de vendas: pasta com portfolio, produtos já comercializados, lançamentos, históri- co da empresa etc. Também decidiu emprego de verba para criação, impressão e panfletagem de material de produtos em lançamento. Nos três primeiros meses de 2009, o lucro projetado foi atingido e as estimativas indicam que a média do lucro do primeiro trimestre está assegu- rada, caso mantenham-se as condições de mercado. Sabendo-se que todas as ações foram pagas à vista, calcule qual o prazo de retorno do investimento, baseando-se nos números apresentados: Respostas Instituto Universal Brasileiro53 Respostas DADOS DA EMPRESA 11,6% DO LUCRO A- Lucro Líquido 2008 R$ 958.794,32 R$ 111.220,14 B- Ações de MKT – 2009 - Veiculação semanal: anúncio em jornal (produção e veiculação): contrato 52 semanas, pago à vista. R$ 13.000,00 - Material p/relações públicas, sede e stands de vendas: 1.000 uni- dades, pago à vista. R$ 13.297,52 - Panfletagem: criação, impressão e panfletagem – 60.000 folhetos – 1º. Semestre –pago à vista. R$ 25.000,00 - Panfletagem: criação, impressão e panfletagem – 180.000 folhetos – 2º. Semestre- pago antecipado. R$ 45.000,00 - Apartamentos Decorados: projetos, construção, montagem, deco- ração e desmontagem. Contrato pago à vista. R$ 15.000,00 TOTAL DOS INVESTIMENTOS EM MKT R$ 111.297,52 - Lucro Médio 1º. Trimestre de 2009: R$ 85.558, 97 Prazo de retorno do investimento: ???? R$ 111.220,14R$ 85.558,97 Prazo apurado em meses: 1,299 meses Prazo Retorno do Investimento = Investimento TotalLucro Líquido Mensal 2ª Tarefa - Gestão e Controle do Plano Reiteramos que um planejamento estratégico, não é indispensável apenas para grandes corporações. A sobrevivência de qualquer tipo de empreendimento fica mais “controlável” se seus executivos operarem com um plano de estratégias, o qual devidamente adaptado à realidade do negócio, servirá de importante ferramenta de gestão. Afinal de contas, conforme registra em seu livro “Planejamento Estratégico -formulação, implantação e controle”, Paulo de Vasconcelos Filho afirma: “...uma organização que não planeja seu futuro, não merece ter um...” Confira as possibilidades de preenchimento das colunas. Modelo de Controle: Verba para Atividades de Marketing: Respostas Instituto Universal Brasileiro54 CONTROLE DE MARKETING - Ano 2008 MESES Janeiro Fevereiro ACUM. ANO VERBA Previsto Realizado Diferença Previsto Realizado Diferença Ações Produto A 1- Pesquisa de Mercado 5.850,00 6.150,00 +300,00 5.850,00 6.050,00 +200,00 12.200,00 2- Campanha Publicitária 8.500,00 8.500,00 0,00 8.500,00 8.300,00 -200,00 16.800,00 3- Custos de Mídia 35.000,00 35.000,00 0,00 35.000,00 35.000,00 0,00 70.000,00 4- Catálogos e Panfletagem 4.166,00 3.950,00 -216,00 4.166,00 3.700,00 -466,00 7.650,00 5- Apartamento Decorado 7.500,00 7.500,00 0,00 7.500,00 7.500,00 0,00 15.000,00 6- Brindes 1.000,00 1.000,00 0,00 1.000,00 950,00 -50,00 1.950,00 7- Materiais do Plantão 1.108,00 1.100,00 - 8,00 1.108,00 1.100,00 -8,00 2.200,00 8- Outras Ações 850,00 950,00 +100,00 850,00 750,00 -100,00 1.700,00 Subtotal A 63.974,00 64.150,00 +176,00 63.974,00 63.350,00 -624,00 127.500,00 Ações Produto B 1- Pesquisa de Mercado 5.850,00 6.050,00 +200,00 5.850,00 6.050,00 +200,00 12.100,00 2- Campanha Publicitária 8.500,00 8.500,00 0,00 8.500,00 8.300,00 -200,00 16.800,00 3- Custos de Mídia 35.000,00 35.000,00 0,00 35.000,00 35.000,00 0,00 70.000,00 4- Catálogos e Panfletagem 4.166,00 3.950,00 -216,00 4.166,00 3.700,00 -466,00 7.650,00 5- Apartamento Decorado 7.500,00 7.500,00 0,00 7.500,00 7.400,00 100,00 14.900,00 6- Brindes 1.000,00 1.000,00 0,00 1.000,00 350,00 -650,00 1.350,00 7- Materiais do Plantão 1.108,00 1.100,00 - 8,00 1.108,00 1.000,00 -108,00 2.100,00 8- Outras Ações 850,00 950,00 +100,00 850,00 550,00 -300,00 1.500,00 Subtotal B 63.974,00 64.050,00 +76,00 63.974,00 62.350,00 -1.624,00 126.400,00TOTAL GERAL 127.948,00 128.200,00 +252,00 127.948,00 125.700,00 -2.248,00 253.900,00 COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃOCOMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO O técnico em transações imobiliárias precisa conhecer e utilizar vários meios de co- municação que otimizem seu trabalho. O objetivo destas aulas é, portanto, orientar para a utilização dos recursos existentes, com foco nas tecnologias mais avançadas que possam facilitar a atuação do profissional na estrutura de uma imobiliária. A Aula1 define a Comunicação – Conceito e Funções, com reflexões que fun- damentam a atuação do profissional de negócios imobiliários. A Aula 2 trata da Tecnologia da Comunicação, destacando a informática como uma ferramenta para agilizar o trabalho do corretor. A Aula 3 traz orientações sobre as Técnicas de Comunicação, ressaltando a im- portância da redação empresarial, apresentando dicas e sugestões para escrever e estruturar melhor a carta comercial. A Aula 4 tem como foco Correspondências e Modelos de Impressos no segmento imobiliário, informando como utilizar, adequadamente, os modelos de impressos mais rotineiros nas transações imobiliárias em diversas situações-problemas. Para saber mais sobre assuntos imobiliários, leia 1001 Dicas para ser um Cor- retor, da consultora Emma Alonso. Vale a pena conferir! Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro55 Backlight: Forma de mídia externa, a qual fica em evidência maior, à noite, pois é formada de placa de boa definição, com iluminação na parte de trás. Clichê: Frase ou ideia banalizada pela repetição ou uso. Comprobatório: O que se comprova. Feedback:Processo de “voltar” a comunicar-se com uma pessoa ou grupo, apresentando os re- sultados obtidos, erros ou acertos, com relação a uma comunicação anteriormente emitida. Fiador: Aquele que responde por outro, que assume o pagamento de uma dívida se o de- vedor não a pagar. Fluxo ascendente: No texto, refere-se à criação de canais que facilitam subordinados a se comunicarem com seus superiores hierárquicos. Holerite: Contracheque, documento que especifica o salário de um funcionário. Léxico: Em linguística, é o repertório total de palavras existentes numa determinada língua. Locador: Quem cede a outro o uso de imóvel através de um contrato de locação. Locatário: Quem paga aluguel. Logomarca: Desenho, sinal ou símbolo gráfico, em que a marca é representada por uma composição de símbolo e/ou logotipo. Uma logomarca eficiente é simples, objetiva, forte, ex- pressiva, moderna, harmônica e original. Algumas empresas, ao grafarem sua marca, utilizam apenas a forma particular como o nome da marca é representado graficamente - o logotipo; dei- xando de utilizar qualquer outro elemento gráfico adicional (símbolo). Multifuncional: É a integração de vários componentes em um único equipamento: telefone, fax, impressora, copiadora e escâner, permitindo a redução de custos e otimização de espaço. Nota promissória: Documento que atesta a promessa de pagamento que uma pessoa faz em favor de outra que lhe emprestou uma quantia. Programa “Portas Abertas”: Nome genérico para prática empresarial em que, através de visitas programadas, públicos externos (parentes dos funcionários, por exemplo) conhecem a organização, sua estrutura, processo produtivo etc. Rádio-peão: Notícias divulgadas nas empresas, sem confirmação oficial, de assuntos que não foram corretamente comunicados. Geralmente, são informações distorcidas, que causam forte impacto entre os colaboradores. Rescindir: Anular, invalidar um contrato. Teoria Geral dos Sistemas – TGS: Afirma que os sistemas são abertos e sofrem interações com o ambiente onde estão inseridos. Esta interação gera realimentações positivas ou negativas. Wobbler:Materialdeponto-de-vendaparapromoveroproduto.Conhecidocomo"pescador",éumma- terial de pequeno porte que possui uma haste com fita adesiva em sua extremidade. Deve ser colocado na gôndola com a finalidade de chamar a atenção do consumidor para um novo produto, promoção ou preço. Conceitos Importantes! Mix: Mistura, combinação; modo pelo qual são misturados diferentes fatores que resultam em um novo fator.MarketingMix:Diversas são as definições para Marketing Mix, também chamado, em português, de Composto de Marketing. Todas elas, no entanto levam à mesma conclusão: é o conjunto de elementos que compõe as atividades de Marketing. Mix de Comunicação: O Mix de comunica- ção ou composto de comunicação envolve propaganda, publicidade, relações públicas, marketing di- reto, comunicação visual, promoção de vendas, merchandising, interatividade e licenciamento. Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro56 Conceito de Comunicação Estamos no século XXI. Pensemos em todas as formas de comunicação e seus res- pectivos instrumentos de transmissão. Antes de identificarmos todos eles, provavelmente, vários outros veículos de transmissão serão criados neste espaço de tempo, tal a veloci- dade da comunicação. A tecnologia, em plena atividade, traz, na atualidade, inovações que apareciam nos se- riados e desenhos de ficção científica dos anos 1950, 1960 e 1970. Hoje, aparelhos de telefo- nia celular que, acoplados a minicâmeras e transmissores altamente sofisticados, permi- tem conversar com pessoas em qualquer lugar no mundo, em tempo real, acompanhando a imagem do interlocutor no pequeno monitor instalado no aparelho. Neste exato instante, ou se voltarmos aos tempos das cavernas, ou nos projetarmos para o final deste novo século, não teremos dúvida, quanto à importância da comunicação. Seu ob- jetivo principal permanece no tempo e no es- paço, apenas com diferenças tecnológicas: tornar comum um conhecimento, uma informa- ção, uma decisão, uma opinião, um fato, um pa- recer, ou, em termos sintéticos, uma mensagem. A comunicação por sinais, pinturas nas ca- vernas ou nos transmissores das espaçonaves futuras é instrumento de inter-relacionamento pessoal de extrema relevância e necessidade. A comunicação agrega, afasta ou demonstra indi- ferença das pessoas, mas, de qualquer forma, é ferramenta que provoca uma reação do outro. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro57 AULA 1 COMUNICAÇÃO CONCEITO E FUNÇÕES As inúmeras perspectivas que per- mitem pesquisar sobre o universo das co- municações, apresentam também a dificuldade em dimensionar sua magni- tude. Ao localizar o verbete em qualquer dicionário de língua portuguesa, encon- tramos inúmeras formas de explicar o que é comunicação. De etimologia latina, temos comunicatio/onis: ação de comunicar, partilhar, dividir. Apresenta- mos os conceitos de comunicação mais perti- nentes ao nosso propósito, em termos de objeto de estudo: • Processo que envolve a transmissão e a re- cepção de mensagens entre uma fonte emissora e um destinatário receptor, no qual as informa- ções, transmitidas por intermédio de recursos fí- sicos (fala, audição, visão etc.) ou de aparelhos e dispositivos técnicos, são codificadas na fonte e decodificadas no destino com o uso de sistemas convencionados de signos ou símbolos sonoros, escritos, iconográficos, gestuais etc. • Ato ou efeito de comunicar-se; informação transmitida; seu conteúdo. • Ação de transmitir uma mensagem e, even- tualmente, receber outra mensagem como res- posta. • Comunicado esclarecedor; esclarecimento; exposição; ato de conversar; conversação. • Carta, nota ou qualquer outra informação transmitida por escrito; comunicado. • Participação oral ou escrita; aviso; habili- dade de dialogar e se fazer entender. • Numa organização, função de transmitir or- dens, ideias, políticas de ação etc. Importância da Comunicação Independente das exposições acima, a comunicação tem implicações em todas as ciências e artes, da eletrônica à cardiologia, da botânica à astronomia, pois, afinal de contas, sem a comunicação como é que se conhece, interpreta e se propaga o conhecimento? Nossa missão, nestes estudos, é co- nhecer a área da comunicação aplicada aos negócios imobiliários, especialmente, pro- cessos comunicacionais desenvolvidosden- tro e fora das organizações. Mas, para que se solidifiquem os conhecimentos básicos sobre comunicação, há de se aprofundar em alguns conceitos. Em 2.500 a.C., o sábio chinês Confúcio dizia “Se a linguagem não é correta, o que é dito não é o que se pretende dizer. Se o que é dito não é o que se pretende dizer, o que deve ser feito fica por fazer”. Palavras sá- bias reunidas há tanto tempo e, até os dias atuais, os erros na linguagem utilizada, em cer- tas comunicações, podem causar inúmeros conflitos. Em comunicação, a efetividade é o que se pretende. Aquilo que se pretende dizer deve ser corretamente transmitido através de codificações adequadas, as quais pos- sam ser decodificadas por aquele que pre- tendemos que seja o receptor. E, o que é mais importante: precisa- mos observar quais são as repercussões – reações, feedback – proporcionadas pelo agente receptor. Esta formatação adquiriu unanimidade de todos os pesquisadores sobre comuni- cação, mas é extremamente relevante apontarmos que já é plenamente aceita a teoria que diz que: “Todas as setas que fluem da esquerda para a direita, podem fazer o sentido contrário, sem que, ne- cessariamente, se identifique uma retro- informação”. Se analisarmos com mais cuidado, todos emitem e recebem mensagens. Na atual concepção, mais abrangente e lógica, observa-se que as mensagens fluem cons- tantemente nos dois sentidos. Observe o diagrama abaixo: Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro58 Canal de Comunicação Mensagem Codificada em Palavras Retroinformação Emissor Pensamento Original Codificação em Palavras Receptor Pensamento Original Codificação em Palavras RecepçãoTransmissão Ruído Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro59 Agentes de Comunicação Devemos salientar, neste ponto, alguns dos diversos agentes e variáveis existentes no processo de comunicação: ► Emissor, fonte ou remetente: Por- tador da mensagem a ser transferida. ► Receptor ou destinatário: Aquele a quem se destina a mensagem. ► Mensagem: Conteúdo que se deseja transferir. ► Discurso: Exteriorização, atualiza- ção das potencialidades do código que vei- cula e porta a mensagem. ► Código: Sistema que possibilita a construção de discursos, formado por gra- mática e léxico. ► Léxico ou repertório: Conjunto de signos que pertencem ao código. ► Signo: Exterioridade convencional portadora de significado. É um símbolo de seu significado. ► Gramática: Conjunto de regras pelas quais os signos do léxico se relacionam e com as quais se constrói os discursos. ► Domínio/Competência: Parte do có- digo que o receptor ou o emissor dominam. ► Contexto: Situação que circunda o ato comunicativo. ► Codificação: Concepção do discurso. ► Emissão: Realização, exteriorização do discurso. ► Canal ou meio: Suporte físico da transmissão do discurso. ► Transmissão: Jornada do discurso da emissão à recepção. ► Recepção: Interiorização do dis- curso pelo receptor. ► Decodificação: Extração da mensa- gem a partir do discurso interiorizado. For- mada por decifração e compreensão. ► Decifração: Reconhecimento do signo como tal e de suas funções gramaticais no discurso. ► Compreensão: Obtenção da men- sagem a partir do discurso decifrado. ► Contato: Estabelecimento da aten- ção mútua entre emissor e receptor. ► Sintonia: Preservação da atenção mútua entre emissor e receptor durante a transmissão da mensagem. ► Ruído: Ocorrência externa à comu- nicação, que surge na fase da transmissão ou recepção e leva à perda total ou parcial da mensagem ou à sua deformação. O ruído tem três formatações: • Ruído deformante: Altera o discurso e, consequentemente, a mensagem. • Ruído concorrente: Disputa-se com o discurso a atenção do receptor. • Ruído supressivo: Elimina-se o dis- curso em parte ou totalmente. ► Tradução: Realizada eventual- mente durante a transmissão. Um tradutor recebe a mensagem, decodifica, recodi- fica-a em outro código e, em novo dis- curso, retransmite dando continuidade à transmissão. O tradutor é um emissor, não um codificador primário. ► Estocagem: Intercala-se eventual- mente na transmissão. É o caso do discurso escrito em que a recepção ocorre bem de- pois da emissão. Acreditamos que o maior problema que possa existir durante um processo de comu- nicação seja o ruído. Desta forma, também em comunicação, há de se realizar um mí- nimo de planejamento, a fim de evitar os dis- túrbios causados pela intromissão de ruídos. Comunicabilidade Comunicabilidade é a qualidade do ato comunicativo otimizado, no qual a mensagem é transferida integral, correta, rápida e econo- micamente. Na verdade, em qualquer das eta- pas do processo comunicativo da codificação à compreensão, podem aparecer ruídos cau- sando prejuízos à comunicabilidade. Principais ocorrências negativas à comunicação: 1- Supressão total ou parcial da mensagem no processo. 2- Deformação da mensagem. 3- Perda de produtividade (veloci- dade menor, esforço maior). Como observaremos adiante, no mundo empresarial, a comunicação motiva o consumi- dor, reforça um conceito, estimula processos de promoção e vendas, cria e mantém imagem de marcas e pode se ampliar no macroambiente em que opera uma organização. Comunicação Empresarial Conhecida também como Comunicação Organizacional, a comunicação existente nas empresas “veste” muitas outras denominações ou terminologias: comunicação corporativa, re- lações institucionais, assuntos corporativos, re- lações externas etc. Vamos trabalhar com um conceito bem abrangente: Na rotina das organizações, a Comu- nicação Empresarial se confunde com a pró- pria concepção e existência da mesma, pois é fato que a ideia de se criar um negócio ou um empreendimento só pode acontecer pelo inter-relacionamento entre as pessoas, que tende a ampliar-se, cada vez mais, nas re- lações que se operam na expansão e até na retração de um empreendimento. Em outras palavras, sem comunicação, ne- nhuma organização tem como subsistir. A organização é um fenômeno comunicacio- nal contínuo. Comunicação Administrativa Dentro da comunicação organizacio- nal, temos a comunicação administrativa. É o cotidiano da administração. Envolve áreas centrais de planejamento e estrutu- ras técnico-normativas. Orienta, atualiza, ordena e reordena o fluxo de atividades funcionais através de normas, portarias, memorandos, instruções, portarias, cartas técnicas, índices etc. Certamente, as funções comunicati- vas têm sua maior força na perspectiva da teoria geral dos sistemas, devido aos inter- relacionamentos entre subsistemas, ou seja, a necessidade de se avaliar a organi- zação como um todo e não somente em departamentos ou setores. As organiza- ções são, por definição, sistemas abertos, pois não podem ser adequadamente com- preendidas de forma isolada, mas sim pelo inter-relacionamento entre diversas variá- veis internas e externas, que afetam seu comportamento. A comunicação, neste contexto, assume papel estratégico. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro60 Para que a comunicabilidade se apre- sente de forma eficiente, dependerá de al- guns fatores: a. Pronúncia: Qualidade da fala de quem transmite a mensagem. b. Audibilidade: Qualidade da audi- ção da mensagem. c. Legibilidade: Na comunicação es- crita, depende da clareza dos sinais trans- critos. d. Processabilidade: Qualidade existente no processamento para a com- preensão. e. Acessibilidade: Qualidade da co- municação escrita otimizada para a leitura seletiva. “Comunicação Empresarial é o con- junto dos meios e procedimentos utiliza- dos pela empresa em sua interação com os diversos públicos em suas operações internas e externas.” Não importando qual o objetivo da orga- nização (lucrativo, não lucrativo, terceiro setor etc.), a comunicação é instrumento para: a. estimular vendas e motivar consu- midores. b. melhorar a imagem da empresa e suas marcas. c. envolver distribuidores e captar novos parceiros. d. no caso de organizações comunitá- rias, captardoadores e recrutar voluntários, envolvendo beneficiários e suas famílias. e. prestar contas à sociedade etc. Em Administração, é inegável que tam- bém a Comunicação implica na tomada de de- cisão sobre o que dizer, a quem dizer, quando dizer, com que frequência, de que forma, por qual meio, de qual instrumento de comunica- ção entre outras. O emissor, que pode ser um setor, depar- tamento, diretoria ou a empresa em si, precisa saber que público quer atingir e quais reações pretende gerar neste público. Desta forma, o pri- meiro passo para o desenvolvimento de um sis- tema de comunicação eficiente é eleger o público para o qual esta comunicação será diri- gida, ou seja, quem será o receptor. Este receptor precisa ser identificado quanto à sua classificação, pois uma mesma instituição está ligada a tipos de público dife- renciados. Mais do que “vender produtos e ser- viços”, deve haver o convencimento do projeto de desenvolvimento e crescimento da organi- zação a vários públicos. Tipos de Públicos • Público Interno: Funcionários e cola- boradores em geral, os quais atuam para a empresa com vínculo empregatício, não im- portando a posição hierárquica. • Público Externo: Pessoas físicas e ju- rídicas que não têm vínculo empregatício: clientes, governo, fornecedores, bancos, con- corrência etc. • Públicos Especiais: Pessoas físicas ou jurídicas que têm, como objetivo principal, se beneficiarem das operações da empresa, sem ser parte da sua operação cotidiana: acio- nistas, sindicato, familiares dos empregados, comunidades locais etc. Tipos de Comunicação Empresarial Comunicação Institucional / Corporativa É a comunicação que se dedica a criar, promover e manter a imagem da empresa ou instituição, assim como estabelecer relações amistosas e de cooperação entre a organização e seus públicos internos, externos e especiais. A denominação comunicação institu- cional, como o próprio nome diz, refere-se à instituição/organização que comunica suas práticas, objetivos e políticas, visando à for- mação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos. O objetivo maior da empresa A preocupação com a imagem das orga- nizações é antiga. Nos anos 1930, Thomas John Watson, empresário americano, fundador da IBM, disse: “... a IBM deve perseguir o obje- Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro61 Wilson da Costa Bueno, renomado estu- dioso do assunto, tem a seguinte visão sobre a importância da comunicação organizacional: “A comunicação empresarial afina-se com o processo de gestão organizacional e tem sido pouco a pouco afetada pelas pres- sões do mercado, sobretudo quando ele se orienta por objetivos estritamente comerciais, relegando, a segundo plano, o seu caráter institucional”. Por esta observação, conclui-se que, nestes tempos de competitividade, a comu- nicação deve assumir seu caráter múltiplo, não apenas com interesses imediatos de pro- jeção mercadológica, mas também atender às diferentes necessidades das empresas na comunicação institucional, interna e outras formatações. Veremos, mais adiante, a dife- rença entre comunicação mercadológica e institucional. tivo de ser boa cidadã”. Na verdade, visuali- zava-se uma necessidade “tática” e a melhor forma de convencer os diferentes públicos era através de uma boa estratégia de comunicação. Tarefas Principais da Comunicação Institucional Não que esta prática tenha sido abando- nada, mas, no passado, a comunicação insti- tucional procurava apenas preservar a imagem corporativa, ocultando problemas que pudes- sem vir a público. Na atualidade, esta tarefa se junta a outras finalidades: • Evitar que problemas da corporação tor- nem-se públicos e impedir que se fale mal dos proprietários e diretores da organização. • Realizar difusão interna, esclarecimen- tos diversos. • Comunicar sobre benefícios, assun- tos corporativos, informações de recursos humanos. • Redigir discursos e palestras para os diretores. Imagem e Identidade Corporativa ► A imagem corporativa é o reflexo da corporação vista por seus públicos. A ta- refa da comunicação corporativa é “melho- rar esta imagem perante os que a aceitam e, mais importante ainda, perante aqueles que a rejeitam”. Uma mesma organização pode ter di- versas imagens do acordo com o grupo ou público. Esta oferece uma percepção ou mensagem. ► A identidade corporativa pode ser definida como o conjunto de atributos que torna uma empresa especial, única. Esses atributos são classificados de es- senciais e acidentais. Os atributos essen- ciais, como o nome diz, são os que definem a essência da empresa; os aci- dentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem a sua essência. Para simplificar, podemos elaborar o se- guinte conceito: Isto significa que, na imagem, existe um conjunto de significados que uma pessoa associa a uma organização. O processo de formação da imagem é com- plexo, resultado de uma impressão que cada indivíduo forma a partir da assimi- lação de atributos mais ou menos repre- sentativos para ele. Os atributos são provenientes de três fontes de informa- ção: os meios de comunicação de massa, as relações interpessoais e a experiência pessoal. Em resumo, a imagem corpora- tiva é constituída por retalhos do que a empresa é: o que a empresa faz e o que a empresa diz. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro62 Existem vários instrumentos que podem ser úteis na Comunicação Institucional: • Relações públicas. • Jornalismo empresarial. • Assessoria de imprensa. • Editoração multimídia. • Imagem corporativa. • Propaganda institucional. • Marketing social. • Marketing cultural. “A identidade representa o que a empresa realmente é, e a imagem corpo- rativa identifica como ela é percebida pelos diversos públicos.” Visões diferentes Um partido político ecologista e uma empresa de tabaco. Para os trabalhadores na indústria do fumo, a visão que podem ter da empresa é positiva, ao contrário daque- les que combatem o fumo. Da mesma forma, algumas pessoas acham exageradas as ações de grupos ecologistas radicais, que, por sua vez, possuem muitos adeptos fervorosos. Comunicação Interna A Comunicação Interna tem por atribui- ção o planejamento, desenvolvimento e moni- toração dos processos comunicacionais existentes entre a instituição e o seu público interno. Para que a Comunicação Interna seja bem estruturada e atenda a um nível mínimo de eficiência, deverá ter as seguintes caracte- rísticas: ► Ser um setor planejado, com objetivos bem definidos, para viabilizar toda a interação possível entre a organização e seus empregados. ► Interagir com a comunicação institu- cional e a mercadológica para atingir seus ob- jetivos. ► Englobar programas de ação voltados diretamente ao pessoal interno, de maneira constante, não eventualmente. ► Ser área estratégica, diretamente li- gada às políticas corporativas, estratégias e objetivos funcionais da organização. ► Promover mudanças culturais e construir o diálogo entre empresários e trabalhadores. Além das características acima, durante o planejamento e gestão da Comunicação In- terna, devem ser considerados os seguintes aspectos: políticas, estratégias, qualidade, conteúdo e linguagem, pessoal responsável, uso das mídias e adequação das inovações tecnológicas. Quando falamos em inovações tecnológicas, há a necessidade de se obser- var que, neste processo, podem ser utilizados diversos canais de comunicação: • Jornais e revistas criados interna- mente. • Boletins, folhetos, memorandos e co- municados. • Quadros de avisos e murais. • Reuniões grupais/encontros. • Conversas individuais com funcioná- rios. • Programas de “portas abertas”, caixas de sugestões, fluxo ascendente. • Programas de promoção profissional. Um programa de comunicação interna bem estruturado geralmente tem uma publica- ção jornalística como peça central da comuni- cação escrita. Mas, dentro do universo de mensagens, que devem ser difundidas, temos: mensagens institucionais, motivacionais, de orientação profissional,matérias educativas, interesse feminino, entretenimento, operacio- nais, interesse da família dos empregados etc. Devemos salientar que a organização pode-se valer da comunicação interna, como forte instrumento para realização de campa- nhas internas que visam a: • mudança de padrão cultural • prevenção de acidentes • integração interdepartamental • competitividade • aperfeiçoamento profissional • estímulo à criatividade Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro63 É imprescindível que a organização harmonize sua identidade com a imagem cor- porativa. Caso contrário, sua reputação fica prejudicada, tal como anúncios milionários dos bancos, afirmando que o cliente é espe- cial, enquanto faz com que eles tenham um péssimo atendimento, esperando por longos intervalos de tempo para serem atendidos. Além do mais, vivemos num mundo em que as mudanças têm acompanhado a dinâmica da sociedade, que passou a espelhar-se nos valores de denúncia, transparência, clareza, agilidade, profissionalismo das estruturas e equipes, fluidez nas comunicações e perma- nente prestação de contas à sociedade. A Comunicação Interna e as Crises Nas crises de todas as tipologias, das mais graves, insatisfações dos trabalhadores, greves, movimentos paredistas, demissões, mudanças estruturais etc., a comunicação tem papel vital para administração destes cenários. Empresas transparentes, apesar da deci- são difícil de exteriorizar aos funcionários os pro- blemas, têm maior credibilidade. É consenso, entre os estudiosos da comunicação que sone- gar informações gera clima de incerteza, dúvidas e expectativas, facilitando o aparecimento de mais turbulências, prejudicando o clima de tra- balho e, por consequência, o processo produtivo. A boa comunicação deve ser ágil para di- minuir incertezas, atenuar expectativas e criar padrões de entendimento e cordialidade. No Brasil, há exemplos concretos de empresas que valorizam esta ferramenta. Uma empresa mundial do setor químico O grupo Rhodia tem esse princípio: “A comunicação interna é uma ferra- menta estratégica para compatibilizar inte- resses dos empregados e da empresa, por meio do estímulo ao diálogo, da troca de in- formações e de experiências e da partici- pação de todos os níveis.” Neste contexto, os efeitos devem benefi- ciar simetricamente, tanto os empregados como a organização. 1- Empregado: Deve contribuir para o exercício da cidadania e para a valorização do homem. 2- Empresa: Colaboradores bem infor- mados, envolvidos e confiantes no produto e serviço da organização são multiplicadores. Quando há problemas de comunicação interna Quando não há planejamento, estrutura e controle da comunicação interna, pode surgir um elemento nocivo à boa comunicação: a chamada rádio-peão. Na rádio-peão, são di- vulgadas notícias distorcidas de bastidores, geradas por funcionários que “ouviram dizer”, ou que “fulano contou para beltrano” etc. Muito comum, nestas mensagens, aparecerem as- suntos que podem causar agitação: boatos sobre demissões, por exemplo. Nas empresas de grande porte, a quantidade volumosa de funcionários torna mais fácil a ocorrência da distorção de mensagens. Sob o ponto de vista da análise da co- municação interna, a rádio-peão tem função importante nas organizações, pois sintetiza, ainda que de maneira caótica e irresponsável, as fraquezas, vulnerabilidades e incompetên- cias dos processos de gestão e de comunica- ção das empresas. A existência de uma rádio-peão ativa é consequência da falta de um posicionamento oficial por omissão da empresa, com relação à determinada informação. Esta situação faz com que as pessoas criem versões diferentes e próprias dos casos. Organizações bem administradas, trans- parentes, ágeis e democráticas conseguem re- duzir, ao mínimo, o volume da rádio-peão, tornando-a quase inaudível. Segundo o especialista Wilson Bueno, os públicos internos são os mais importantes de uma organização, sendo parceiros fundamen- tais nos negócios. Desta forma, se os funcio- nários são “formadores e multiplicadores de imagem”, podem contribuir para melhorar a sua reputação no contato com os públicos de interesse ou com a comunidade. Esta é mais uma forte razão para que a comunicação in- terna funcione a contento. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro64 Comunicação Visual Corporativa Como já vimos, toda empresa tem uma identidade e uma imagem. Na busca de uma melhor identificação por parte dos diferentes públicos, a organização precisa cultivar uma definição dos impactos visuais que a identifi- cam. Vejamos algumas definições. • Identidade Visual Corporativa: Con- junto de elementos gráficos que representa uma empresa, produto ou serviço ao público. A homogeneidade e continuidade dos elemen- tos gráficos são fatores determinantes da es- tabilidade na identidade visual da empresa. Para criação e manutenção de uma boa identidade visual, há de se pensar nos seguintes elementos: marca, logotipo, seleção de cores, nome comercial (nome fantasia), papelaria, uni- formes e tudo o que se refere ao impacto, re- presentação visual ou auditiva da corporação. 1- Marca: Representação simbólica de uma entidade, que permite identificá-la de um modo imediato como, por exemplo, Instituto Universal Brasileiro. A marca pode ser um nome, uma marca verbal, imagens ou conceitos que distin- guem o produto, serviço ou a própria empresa. Uma empresa, através de seu nome fan- tasia e da sua representação gráfica, comu- nica a "promessa" de um produto, seu diferencial frente aos concorrentes que o faz especial e único. Marcar a imagem na mente do consumidor, isto é, associar a imagem à qualidade do produto é o objetivo maior da criação de uma marca. Em função disto, uma marca pode vir a ser um importante elemento temático para a publicidade. Principais Conceitos de Marca: - Identidade: Imagem que a marca transmite. - Posicionamento: Benefícios na mente do consumidor. - Personalidade: Características huma- nas ligadas a marca. - Caráter: Integridade, honestidade e leal- dade. - Imagem: A maneira como a marca é vista no mercado. Escolha do nome da Marca: - Deve ser fácil de pronunciar, reconhe- cer, recordar. - Associar o nome a alguma caracterís- tica do produto. - Deve se distinguir das demais marcas. - Deve ser facilmente traduzível para ou- tros idiomas. - Deve ser passível de registro e prote- ção legal - marca registrada. 2- Logotipo: Símbolo, forma particular pela qual o nome da marca é representado graficamente, pela escolha ou desenho de uma tipografia específica. É um dos elemen- tos gráficos de composição de uma marca, de- vendo transmitir o conceito que se pretende comunicar a respeito da empresa: tradição, ra- pidez, eficiência, segurança, tecnologia de ponta, inovação etc. Em alguns casos, o logotipo é único, tor- nando-se a principal representação gráfica da marca. A logomarca precisa seguir um padrão visual que a torna reconhecida onde quer que ela seja impressa. Usar corretamente a logomarca é uma das ações obrigatórias para o reforço da ima- gem e da personalidade da empresa. Conclui- se que o logotipo é o mais importante elemento gráfico de comunicação visual, pois é a “assinatura institucional”, a qual deve estar em todas as peças gráficas feitas para a em- presa. Deve-se cuidar para que o logotipo não seja aplicado de forma incorreta ou com baixa qualidade para não comprometer a imagem. Um logotipo que aparece em cada aplicação com uma forma, cor ou resolução diferente mostra uma identidade incoerente. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro65 3- Papelaria: Junção de materiais diver- sos, utilizados na rotina das organizações, nos quais são impressos o logotipo, com informa- ções de identificação e localização da em- presa. São pastas, documentos, papéis timbrados, envelopes, cartões de visita, enfim, toda a papelaria usada na organização. Depois do logotipo, a papelaria é o segundo item mais importante no estabelecimento da identidade visual corporativa.Para todo e qualquer elemento que seja passível da aplicação das estratégias de co- municação visual (embalagens, sinalização in- terna - indicação de seções, departamentos, portas, demais instalações, bem como even- tuais identificações externas, como em veícu- los de frota etc.), deverá existir um padrão único de identidade visual. A multiplicação dos meios de comunica- ção tornou imprescindível o uso de outros ele- mentos para fixar a imagem de uma empresa, produto ou serviço com dinamismo. São ima- gens, tipologias, grafismos e uma paleta iden- tificando as cores, para reforçar a identidade visual corporativa. Para que todos esses elementos sejam aplicados de forma correta, são criados Ma- nuais de Identidade Visual. Esses manuais devem ter uma linguagem clara e acessível para a maioria das pessoas, pois a identidade é construída no dia-a-dia. Comunicação Mercadológica Nos velhos tempos do aumento da produção mundial, no pós-guerra, come- çou-se um processo de competição, em que as empresas se obrigaram a buscar novas formas de comunicação com o pú- blico interno, por meio de publicações diri- gidas, especialmente, aos empregados e com o público externo, por meio de publi- cações centradas nos produtos, para fazer frente à concorrência e a um novo processo de comercialização. A Comunicação Mercadológica é deri- vada da Comunicação Organizacional e res- ponsabiliza-se pela divulgação da marca, produto e serviços da empresa, que a organi- zação visa entregar a um determinado público. Tem, como objetivo principal, evidenciar a pre- sença da empresa no mercado para aumentar as vendas. As pesquisas de mercado, cada vez mais focadas nos hábitos do consumidor, em cenários globalizados com estreita- mento da concorrência, têm dinamizado as estratégias de comunicação mercadológica. A área de marketing deve estabelecer os parâmetros e fornecer subsídios necessá- rios para toda a criação e organização da comunicação mercadológica. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro66 IINNSSTTIITTUUTTOO UUNNIIVVEERRSSAALL BBRRAASSIILLEEIIRROO Educação de Jovens e Adultos a Distância. Av. São João, 253 – Centro – Caixa Postal: 2052 - CEP 01061-970 – São Paulo – SP. www.institutouniversal.com.br Tel: (11)3361-2845/3225-9841 Papel Timbrado do IUB. Canais de Comunicação em Marketing O desafio para os canais de comunica- ção em marketing é criar uma comunicação que minimize todas as interferências e ruídos existentes no processo de elaboração, trans- missão e recepção das mensagens. Assim, a comunicação será considerada eficaz quando for concebida de forma compreensível e atraente pelo público-alvo. A tarefa aqui é identificar quais canais de marketing são melhores compreendidos pelo público, e de que maneira esse público interpreta as imagens, fotos, sons e palavras utilizadas nas mensagens. Parte do planeja- mento das campanhas mercadológicas é constituída da formatação do composto de comunicação mais eficaz e eficiente, levando em conta as vantagens e desvantagens de cada tipo de canal. Pesquisadores ressaltam que a eficácia de uma mensagem é medida, principalmente, pela quantidade de informações assimiladas e pelo volume de alternativas que ela permite ao usuário descartar. Existe uma espécie de funil por onde os consumidores recebem uma infinidade de infor- mações e percebem, apenas, algumas destas informações. Após a percepção, registram uma parte da mensagem e, em seguida, acei- tam/assimilam o que realmente os impactaram. O que “sobra” do filtro é o que chamamos de persuasão, ou seja, aquilo que convenceu a pessoa impactada. Veja abaixo uma representação do Filtro da Informação ou Comunicação: Este processo acontece coletivamente, com relação às múltiplas mensagens publici- tárias e também com relação a uma única mensagem, a qual vem com muitas informa- ções. A essência da informação está na redu- ção das incertezas e dos riscos, que o receptor percebe. Esta premissa guarda estreita rela- ção com a capacidade de compreensão da- quilo que se pretende transmitir. A fixação de metas no processo de co- municação mercadológica, presume que os re- sultados serão alcançados nos termos em que foi concebida para lançar e reposicionar as metas, manutenção da comunicação, divulgar uma ideia, conceito, campanha institucional etc. Todavia, o retorno nas ações de comuni- cação de marketing alcança maior eficiência ao abordar distintamente cada tipo de cliente. Para tanto, deve informar, persuadir e lembrar os consumidores para que comprem seus pro- dutos. Nesse contexto, comunicam as vanta- gens superiores dos produtos, seus custos ou certa combinação entre benefícios e custos desejados pelos consumidores. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro67 Conforme a pesquisadora em Comuni- cações, Prof.ª Dra. Margarida M. Krohling Kunsch, a Comunicação Mercadológica: “...compreende toda a produção simbó- lica resultante do plano mercadológico de uma empresa, constituindo-se em uma mensagem persuasiva elaborada a partir do quadro sociocultural do consumidor- -alvo e dos canais que lhes servem de acesso, utilizando-se das mais variadas formas para atingir os objetivos sistema- tizados no plano” . Metas Alvo Ideias Canais Custos Cliente Comunicação Tipos de Comunicação Mercadológica Existem muitas formatações para se rea- lizar a comunicação com o mercado. Vejamos as mais utilizadas: a. Promoção São ações que poderão ser realizadas junto ao público comprador, ou ainda em ní- veis intermediários – revendedores e vende- dores - que visam estimular as vendas. Na promoção, é fundamental um planejamento estruturado, quanto ao período da promo- ção, a necessidade ou não de atendimento a dispositivos legais, fornecedores para os brindes etc. A promoção deverá alavancar as vendas, sem que, após seu término, haja um decrés- cimo a níveis inferiores, aos constatados antes da promoção. Quando a atividade promocio- nal acaba, os níveis de vendas devem, no mí- nimo, se estabilizar aos patamares do período anterior ao da promoção. A decisão por uma estratégia de promoção poderá atender a vá- rias finalidades: eliminar estoques, esforço para ampliar a divulgação e, principalmente, alavancar o faturamento. b. Propaganda A propaganda informa, propaga, divulga um produto, serviço ou ideia, para que as pes- soas se interessem, desejem e realizem a ação de comprar aquilo que está sendo anun- ciado. Esta ferramenta, quando bem aplicada, tem uma força importantíssima no processo mercadológico. A propaganda possui várias técnicas em conjunto com a publicidade. A atividade de pro- paganda é sempre remunerada, isto é, sem- pre haverá pagamento pela veiculação do anúncio. No caso da publicidade, trata-se de atividade profissional dedicada à difusão pú- blica de ideias associadas a empresas, produ- tos ou serviços, especificamente, sem que haja pagamento pela veiculação. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro68 O primeiro passo é definir um público- -alvo e estabelecer um objetivo claro para o composto de marketing – produto, praça, preço e promoção (propaganda, relações públicas e comunicação em geral). Desta forma, fica claro que, para produzir um pro- grama de marketing, também se devem se- lecionar os caminhos mais adequados para as estratégias de comunicação. Formas usuais de promoção: liquida- ções, ofertas, concursos, brindes, descontos no preço, demonstrações nos pontos de venda, feiras, programas motivacionais junto aos revendedores com premiações etc. A propaganda pode ser usada tanto para promover um produto comercial quanto para divulgar crenças e ideias que podem ser reli- giosas, políticas ou ideológicas. Meios de Transmissão de Propaganda Os métodos para transmitir mensagens de propaganda incluem noticiários, comunicações oficiais, revistas, comerciais, livros, folhetos, fil- mes de propaganda, rádio, televisão e pôsteres, que relacionam o produto/serviçooferecido quanto às suas características e benefícios. No caso da divulgação de uma ideia ou conceito, o meio utilizado deve corresponder ao público-alvo da campanha, de acordo com a linha de pensamento do seu criador, a fim de instigar no público o interesse e a aderência à ideia/conceito. A argumentação a favor do produto deve ser, ao mesmo tempo, criativa e respeitosa para com o consumidor. A mensagem criativa atrai a atenção do consumidor de modo com- provadamente eficiente. A mensagem publici- tária respeitosa é aquela que considera a inteligência do consumidor, bem como sua ca- pacidade e direito de decisão. Sentindo-se atraído e valorizado pela propaganda, o potencial comprador tende a desenvolver uma atitude simpática ao produto. A mensagem publicitária define o que se diz ao cliente potencial, como se diz, onde se diz e com que frequência se diz. Estudos provam que a quantidade de mensagens enviadas aos clientes possui limite quanto à sua eficiência, conforme já discutido no filtro da comunicação. A importância em estabelecer-se o que o consumidor gostaria de ver, ouvir, ou ainda “sentir”, em termos de mensagem, é extrema- mente importante. A mensagem publicitária pode ocasionar efeitos inversos aos deseja- dos: o consumidor pode irritar-se e passar a rejeitar o produto veiculado na propaganda. Algumas pesquisas são realizadas perio- dicamente, para averiguação dos efeitos da extensa exposição de alguns personagens nas campanhas veiculadas na televisão, utilizando o mesmo ator, o mesmo boneco para a identi- ficação imediata do produto anunciado. Decisões sobre Mídias Definida a mensagem publicitária, resta saber em que tipo de mídia ou veículo de co- municação ela será transmitida. Mídias eletrônicas: televisão, rádio, ci- nema, internet etc. Mídias Impressas: jornais, revistas, out- doors, malas diretas, catálogos etc. Formatação de Mídia Exterior As formatações são dinâmicas, evoluindo o tempo todo: busdoor (ônibus), trens, back- light, placas com imagens de alta definição, fai- xas em pequenos aviões no litoral, banners e mídias eletrônicas de vanguarda (games – jogos eletrônicos, estádios de futebol, TV a cabo etc). Mídia Exterior é a denominação genérica dos meios de comunicação, que expõem propa- ganda ao ar livre. Atualmente, a mídia exterior tem apresentado crescimento significativo no meio publicitário nacional como outdoor, fron- tlight, backlight, busdoor, taxidoor, motodoor, bike banner, mídia em metrô, painel digital, triedro, le- treiro luminoso, empena (parede), topo, painel ro- doviário, mobiliário urbano, painel de relógio de rua, testeira de ponto de ônibus, protetor de ár- vore, placa de rua, barreira de pedestre e lixeira. Nesses meios, a mensagem é dirigida aos usuários de rodovias, população urbana e, Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro69 como o consumidor está em trânsito, fica in- defeso a essa mídia, isto é, todo mundo vê e não se paga por isso. A qualquer hora, lugar, quantas vezes for, o outdoor invade as ruas e, sem querer, todos já leram. As mídias alterna- tivas não param de ser implementadas. Mídia X Veículo Importante diferenciar mídia de veículo. Quando falamos de veículo de comunicação, precisamos especificar: TV X, Rádio Y, Jornal Z e assim por diante. As agências de publici- dade são as instituições especialistas na ela- boração de todo projeto de comunicação, contratação das mídias e acompanhamento da veiculação. Um projeto de comunicação bem plane- jado, sempre será sinônimo de investimento e não de despesas como acontece com proje- tos em que não há preocupação com todas as variáveis aqui apresentadas. A título de complementação, façamos uma síntese sobre decisões de veiculação de anúncios, que, geralmente, são tomadas pela empresa, após a explanação do projeto da agência de publicidade: 1- Alcance: Quantidade de pessoas que se pretende impactar com a mensagem. O al- cance pode abranger todo um país, uma re- gião, uma cidade, etc. 2- Frequência: Distribuição do período da campanha publicitária. Pode-se pretender divulgá-la continuamente, de hora em hora, diariamente, etc. 3- Continuidade: Timing - tempo espe- cífico - em que a campanha estará ativa. Isso pode ser durante uma semana, um mês, um ano, etc. c. Venda Pessoal A venda pessoal, exatamente pelo con- tato direto entre empresa e cliente, é a forma mais personalizada de comunicação, dentro do composto promocional. É nesta formatação que atuam os colaboradores das equipes de vendas, operando com a comunicação indivi- dual entre um vendedor e um comprador em potencial. O resultado esperado desse contato pessoal é vender o produto. Nos centros de compras, hipermercados, supermercados e similares, os bens de con- sumo, em sua maioria, se encontram em pon- tos de venda de autosserviço. Desta forma, não precisam da ação do vendedor para inter- mediar sua relação com o comprador, refor- çando a importância crescente das atividades de propaganda, promoção e merchandising. Para outros produtos, como bens de compra comparada e venda industrial, a parti- cipação do vendedor é essencial para levar o consumidor à decisão de compra. As habilida- des e competências do vendedor são decisi- vas no fechamento das vendas. Neste ponto, sua técnica de abordagem e condução de ven- das devem ser muito bem realizadas. d. Relações Públicas As atividades de Relações Públicas trabalham no sentido de ajustar o objeto da comunicação, aos interesses dos diversos públicos da organização, sob uma ótica realista e objetiva. Associada também à Co- municação Institucional/Corporativa, já apresentada anteriormente, o papel das Relações Públicas, nas estratégias merca- dológicas, é reforçar a imagem que se quer ter da instituição e seus produtos, muitas vezes, “preparando o terreno” para a se- meadura das futuras vendas. O profissional de RP, como geralmente é denominado, tem atuação relevante no pro- cesso de relacionamento com o mercado, cul- Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro70 tivando uma boa imagem da empresa perante seus clientes e demais públicos: imprensa, go- vernos, fornecedores etc. e. Merchandising Fazer merchandising é desenvolver e aplicar qualquer técnica, ação ou material pro- mocional usado no ponto de venda que pro- porcione informação e melhor visibilidade a produtos, marcas ou serviços, com o propósito de motivar e influenciar as decisões de com- pra dos consumidores. Implica no planejamento e operacionali- zação de atividades que se realizam em esta- belecimentos comerciais, especialmente, em lojas de varejo e de autosserviço. Mas isso não significa que o merchandising não exista em outros formatos de comércio. Presente em arenas de esporte, uniformes de jogadores e uma infinidade de formatos, o merchandising firma-se dia-a-dia como ótima al- ternativa de comunicação mercadológica. Um dos aspectos mais importantes, com relação ao merchandising, é que ele pode atin- gir consumidores em situação de compra – próximo ou dentro do ponto de venda. Serve de complemento e apoio ao esforço de propa- ganda, tendo como objetivo criar o máximo de diferenciação do produto, especialmente com relação a produtos competidores. No Brasil, costuma-se denominar, erro- neamente, como merchandising o uso de pro- dutos (bens ou serviços) dentro de programas de televisão ou rádio, mais comumente nas te- lenovelas. Esta prática, tecnicamente, é cha- mada de colocação de produto (product placement), no original em inglês. Outra estra- tégia de promoção consiste no pagamento a companhias cinematográficas pela apresenta- ção proeminente de um produto em particular num filme a ser lançado. Muito comum nas marcas de automóveis e em filmes dos EUA. Denomina-se movie tie-ins. Técnicas de Merchandising Segundo o portal do Sebrae, o merchan- dising reúne uma extensa cadeia de valores conforme descritos abaixo: • Exposição e apresentação adequada dos produtos. • Precificação (identificação de preços). • Verificação e manutenção dos níveisde estoque. • Verificação da data de validade dos pro- dutos. • Comunicação adequada no ponto de venda. • Amostragem, degustação e demonstra- ção de produtos no ponto de venda. f. Coloração Outro fator preponderante na publicidade é a coloração, isto é, o atrativo visual através das cores para o convencimento psicológico que tem por finalidade chamar a atenção do comprador para a aquisição. A propaganda sempre existiu com a finalidade de divulgar o produto ou merca- doria que se pretende vender. A cor tem uma ação estimulante sobre os in- divíduos. Quando bem escolhidas e harmonizadas, as cores tornam mais aprazível, mais bela e, por- tanto, mais atrativa a peça publicitária. E, com isso, atinge o objetivo de chamar a atenção do leitor do anúncio e dão prestígio à coisa anunciada. Um desenho atraente e colorido comunica e diferencia. Sem dúvida alguma, a cor do anúncio é um de seus elementos principais, compondo com o conteúdo um todo. Assim, a escolha das cores pode agir diretamente no processo de venda dos produtos, atraindo, cativando e con- vencendo o consumidor. É comprovada a teoria que afirma que as cores possuem “peso”. Neste contexto, os re- sultados experimentais não deixam dúvidas quanto a esta relação entre cores com efeito mais pesado ou mais leve. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro71 Para promover o produto no ponto de venda, destacamos: • Bandeirolas • Cartazetes • Demonstração • Degustação • Displays • Ilhas de Produtos • Pilhas de Produtos • Pontas de Gôndolas • Wobblers Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro72 Comunicação Integrada Existe uma forte tendência em agrupar o que antes estava disperso em matéria de co- municação organizacional. Comunicação in- terna, relações públicas e a propaganda precisam deixar de se conceber como entes isolados, com esforços separados. Segundo a professora Margarida Kunsch, há a necessidade de se planejar, de forma que a comunicação institucional, a co- municação mercadológica e a comunicação in- terna sejam pensadas, na perspectiva da integração dessas áreas. Plano Estratégico Geral de Comunicação A integração configura-se através do todo, gerado a partir das práticas de comuni- cação estabelecidas em cada uma das áreas: institucional, interna e mercadológica. A visão de comunicação integrada insiste na necessidade de elaborar um Plano Estraté- gico Geral de Comunicação para cada organi- zação, como condição para que se tenha a efetividade desejada. O sistema de comunica- ção de uma organização é bastante complexo. Quanto maior a diversidade de públicos com os quais a organização quiser se comunicar, mais complexo será este sistema. A comunicação pode consumir recursos financeiros significativos e, assim, deve ser planejada criteriosamente para que a organi- zação obtenha os resultados desejados. Desta forma, conclui-se sobre a necessidade de ela- boração de um orçamento de comunicação. Todas as atividades de comunicação geram despesas e é importante que a organização avalie se haverá recursos disponíveis para co- locar o seu plano em prática. Tendo um plano de comunicação em mãos, será mais fácil fazer ajustes caso os va- lores estipulados estejam acima das disponi- bilidades financeiras da empresa. Da mesma maneira, o orçamento detalhado do plano de comunicação ajudará no processo de avalia- ção de resultados, tornando possível analisar o que foi gasto e quais resultados foram al- cançados, orientando decisões futuras sobre a comunicação da organização. Muitas vezes, a verba é muito limitada para investimentos em comunicação. Outras vezes, fica a sensação de que o dinheiro foi mal investido porque o resultado das ações efeito mais pesado efeito mais leve Para a autora, a comunicação integrada: • Deve ser baseada nas políticas glo- bais e nos objetivos gerais da corporação. • Viabiliza ações estratégicas e táticas de comunicação com maior eficácia. • Permite amplo relacionamento com os públicos e com a sociedade em geral. ficou abaixo do esperado. Otimizar o processo de comunicação, portanto, é uma forma de tor- nar a gestão de seus recursos mais eficaz. Comunicação: processo dinâmico e contínuo As organizações em geral, como fontes emissoras de informações para seus mais diversos públicos, não devem ter a ilusão de que todos os seus atos comunicativos cau- sam os efeitos positivos desejados, ou que são automaticamente respondidos e aceitos da forma como foram intencionados. É pre- ciso levar em conta os aspectos relacionais, os contextos, os condicionamentos internos e externos, bem como a complexidade que permeia todo o processo comunicativo. Assim, quando se fala em comunicação organizacional, temos que, primeiramente, pensar na comunicação humana e nas múl- tiplas perspectivas que permeiam o ato co- municativo, no interior das organizações. Em primeiro lugar, temos que pensar na comu- nicação entre as pessoas e que os seres hu- manos não vivem sem se comunicar. A comunicação é um processo dinâmico e contínuo. É o processo que permite aos membros da organização trabalhar juntos, coo- perar e interpretar as necessidades e as ativi- dades sempre mutantes da organização. Função Estratégica A vida da organização proporciona um sistema de mensagens especialmente rico e variado. Os membros da organização devem ser capazes de reconhecer e inter- pretar a grande variedade de mensagens disponíveis para que lhes permitam respon- der, de maneira apropriada, a distintas pes- soas e situações. Neste contexto, chamamos a atenção para a necessidade de uma maior valoriza- ção, também, da comunicação interpessoal por parte das organizações. As organizações, como partes inte- grantes da sociedade, são diretamente afetadas pelas novas mudanças e, conse- quentemente, a sua comunicação assume novas formas de atuação. Deixa de ter uma função apenas técnica e instrumental para ser estratégica. Daí a necessidade de se ter uma visão abrangente e integrada da comunicação, unindo o trabalho de relações públicas, frente à comunicação institucional, e o de marketing frente à comunicação mercado- lógica. Na verdade, é complexa essa integra- ção, pois exige forte empenho de todos os envolvidos no processo. Nem sempre isso acontece tranquilamente, sem conflitos e sem ressalvas. De qualquer forma, para aqueles que queiram adotar esta importante filosofia de comunicação, apresentamos o diagrama da Comunicação Organizacional Integrada: Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro73 Ignorar a importância da comunica- ção não ajudará a organização a atingir seus objetivos. Deve-se entender o que não está funcionando a contento, melho- rar o que já está sendo feito, testar novas possibilidades e, principalmente, planejar a ação de comunicação da mesma ma- neira que se planeja todas as outras ativi- dades que a organização desenvolve. No Brasil, os estudiosos da comunica- ção organizacional a abordam dentro de uma visão ampla e estratégica, considerando-a numa perspectiva integrada. Gaudêncio Torquato, um dos pioneiros dessa concepção no país, descreve sob esse conceito, as subáreas da comunicação social (jornalismo, relações públicas, publicidade, editoração etc.), a assessoria de imprensa, o jornalismo empresarial, a comunicação in- terna, a comunicação institucional, o marke- ting cultural e social entre outras, todas elas amplamente trabalhadas em suas obras. Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro74 Neste diagrama, destacam-se duas áreas fundamentais para dirigir a comunicação organizacional: Relações Públicas e Marke- ting. A primeira abarcaria, pela sua essência teórica, a comunicação institucional, a comu- nicação interna e a comunicação administra- tiva. O Marketing responderia por toda a comunicação mercadológica. A comunicação organizacional, nessa perspectiva abrangente, é por si só complexa, deixa de ter uma função meramente tática e passa a ser estratégica. Isto é, ela precisa agregar valor às organizações, ajudando-asno cumprimento de sua missão, na consecu- ção dos objetivos globais e na fixação pública dos seus valores. Finalmente, fixamos que as ações comuni- cativas precisam ser guiadas por uma filosofia e uma política de comunicação integrada, que levem em conta necessidades, interesses e exi- gências dos públicos estratégicos e da sociedade. Comunicação Organizacional na Iniciativa Privada Apesar de apenas estruturas complexas praticarem a filosofia da Comunicação Organi- zacional Integrada, insistimos, sobre sua rele- vância em qualquer tipo de estrutura organizacional. Nos negócios, a falta de assertividade na comunicação gera muitos problemas, conflitos e prejuízos às vezes difíceis de serem mensu- rados. Devemos ter a necessidade do plane- jamento da comunicação em qualquer instituição, simples ou complexa, como fator preponderante na otimização de processos. Dentre vários modelos de gestão de ne- Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro75 gócios, as organizações dos sete Cs, nas quais se instala a filosofia empresarial alicer- çada em Confiança, Comprometimento, Cria- ção conjunta, Conexão, Celebração e Correção do curso e Clima bom, trazem a co- municação como componente fundamental para estruturar e gerenciar as outras variáveis. Os processos comunicacionais fazem a cone- xão entre processos, dão formatação às or- dens e instruções e toda a operacionalização das organizações. Todos os outros Cs dependem da estru- tura eficaz desta poderosa ferramenta. Per- guntamos: um clima organizacional positivo é viável sem a comunicação eficaz? Questionamentos Importantes O primeiro é a necessidade da organiza- ção “compreender-se”, tanto nos aspectos cul- turais, como também no diagnóstico de suas potencialidades e fraquezas – as ameaças e oportunidades, que pululam ao redor da em- presa. Um planejamento da comunicação in- tegrada requer, antes de tudo, um diagnóstico completo do que é a empresa, do que ela pre- tende ser e o que pretende comunicar a quais públicos. A segunda questão envolve quais metas serão “jogadas” neste caldeirão formado no questionamento anterior? As metas que uma organização estabelece devem ser exequíveis e muito bem planejadas, alicerçadas com os recursos humanos, tecnológicos, materiais e financeiros, de que dispõe a empresa. Visualiza-se assim, uma vasta base de dados, para o planejamento estratégico que, apesar da dinâmica dos mercados, precisa ser, preferencialmente, de médio e longo prazos, sempre suscetível a reorientações, pois a flexi- bilidade de um planejamento deve atender às mudanças constantes do ambiente empresarial. E, chegada a hora, faz-se necessário dis- cutir política e estratégia de comunicação. Há de se ter o cuidado de integrar aquilo que é co- municação institucional, mercadológica e tam- bém o que diz respeito à assessora de imprensa. Assim, há de se construir uma ima- gem única, uma identidade própria em todos os momentos em que se “comunica.” A gestão de projetos de comunicação ins- titucional, publicitária ou jornalística deve ser tra- tada com toda a rigidez de qualquer tipo de investimento, ou seja, monitoração constante da relação custo/benefício e respectivo retorno. ? ? ? 1- Complete a lacuna, indicando a alternativa correta: A comunicação agrega, afasta ou demonstra indiferença das pessoas, mas, de qualquer forma, é ferramenta que ____________________________. a. ( ) provoca uma reação do outro. b. ( ) provoca uma aceitação geral. c. ( ) provoca uma apatia total. d. ( ) provoca uma sensação de alívio. Instalada a filosofia, fica mais fácil pla- nejar. O plano requer diversos componentes em sua estruturação: • O que se pretende e como se pre- tende comunicar? • Quem vai fazer o quê? • Quais recursos estão disponíveis ou serão necessários? • Qual é o cronograma? • Qual é o volume da verba? • Quem vai monitorar os processos e quais serão os parâmetros para medir a efi- ciência e eficácia dos projetos de comunicação? AULA 1 Comunicação e Expressão - Aula 1 Instituto Universal Brasileiro76 2- Conceitue Comunicação. R:______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 3- No diagrama clássico da comunicação, o qual já tem outras formatações, aparecem como elementos fundamentais: a. ( ) ouvidor – canal - ruído - barulho b. ( ) transmissor – ruído – retroinjeção - veículo c. ( ) emissor – canal – receptor – ruído - retroinformação d. ( ) emissor – canal – ruído – informador 4- Indique a alternativa que corresponde às formatações do ruído. a. ( ) deformante - concorrente - depressivo b. ( ) deformante – concorrente - supressivo c. ( ) informante – exagerado – baixo d. ( ) deformante – recorrente – supressivo 5- Conceitue Comunicação Empresarial. R:______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 6- Na comunicação empresarial, o emissor, que pode ser um setor, departamento, direto- ria ou a empresa em si, precisa saber: a. ( ) que público não quer atingir e que reações pretende gerar neste público. b. ( ) que público quer atingir e que reações pretende gerar neste público. c. ( ) eleger o público e divulgar para todos os públicos. d. ( ) escolher o público do concorrente e divulgar informações internas. 7- Representação simbólica de uma entidade, que permite identificá-la de um modo ime- diato. Um nome, imagens ou conceitos que distinguem o produto, serviço ou a própria empresa. Assinale a alternativa que corresponde a estes conceitos: a. ( ) papelaria b. ( ) sinal c. ( ) tipologia d. ( ) marca Comunicação em Rede Internet A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computado- res interligados, que permite o acesso a infor- mações e todo tipo de transferência de dados. A Internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação. WWW – Word Wide Web (Rede de alcance mundial) Ao contrário do que normalmente se pensa, Internet não é sinônimo de World Wide Web. Esta é parte daquela, sendo a World Wide Web, um dos muitos serviços oferecidos na Internet. De acordo com dados de março de 2007, a Internet é usada por 16,9% da população mundial (em torno de 1,1 bilhão de pessoas). Para as empresas, a Internet permite uma extrema descentralização da informação e dos dados, eliminando a necessidade de gastos com funcionários para ida a instituições financeiras, cartórios, clientes, repartições públicas etc. A economia de escala que se obteve com a vinda da Internet, é muito grande: economia em transporte, agilização nas decisões, mais rapidez na obtenção de documentos e uma infinidade de melhorias de processos foram alcançadas. Finalizando este importante assunto de co- municação, toda empresa que possui uma página na Internet abre possibilidades de interação com o mundo todo em tempo real. Negócios múltiplos como: compras, vendas, leasing, contatos com franquias, praticamente todo tipo de relação co- mercial pode ser conduzido pela Internet. A web vem se mostrando uma plata- forma comum na qual outros serviços da In- ternet estão sendo disponibilizados. Pode-se utilizá-la, atualmente, para usar o correio eletrônico (através de webmail), realizar co- laboração (como na Wikipédia) e comparti- lhararquivos (através de sítios web específicos para tal). Intranet Intranet é uma rede de computadores pri- vada, que opera sobre um software de proto- colos da Internet. É uma versão privada da Internet, ou uma mini-internet confinada a uma organização. Correio Eletrônico na Comunicação Empresarial Dentro do processo de utilização de meios eletrônicos para comunicação empresarial, temos também o correio eletrônico (e-mail). Por Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro77 AULA 2 TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO Mais uma ferramenta de extrema utili- dade, na comunicação empresarial, a intra- net traz uma série de benefícios: • Reuniões on-line. • Conversas eletrônicas sem o uso do telefone, gerando economia. • Decisões mais rápidas, pois diminui a necessidade de deslocamento das pessoas. • Permite a transferência de arquivos: cartas, contratos, ofícios etc. Podem ser re- gistradas e depois impressas. seu baixo custo e rapidez, transformou-se na principal forma de comunicação para transmis- são de documentos. Extremamente flexível, este tipo de co- municação não exige forma rígida para sua es- trutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunica- ção oficial. O campo “assunto” do formulário de correio eletrônico da mensagem, deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental, tanto do destinatário quanto do remetente. Mesmo atualmente com a popularização dos serviços de mensagem instantânea, o dito e-mail ainda é importante na comunicação cor- porativa. A tecnologia não depende da Inter- net, pois mesmo e-mails internos de uma empresa podem circular limitados a um servi- dor interno. A partir do momento em que a mensagem é enviada entre dois servidores fora de uma mesma rede interna, faz-se uso da Internet como meio de transmissão. Também existem sistemas para a utiliza- ção de correio eletrônico através da World Wide Web, os webmails. São utilizadas pági- nas web para a apresentação e utilização dos protocolos envolvidos no envio e recebimento de e-mail. Comércio Eletrônico Não acreditamos no fim da comunicação in- terpessoal nas negociações de compra e venda, mas é visível a multiplicação de meios eletrônicos como instrumento nos fechamento de negócios. ►E-commerce: Traduzido para comér- cio eletrônico, ou ainda, comércio virtual, é um tipo de transação comercial feita especial- mente através de um equipamento eletrônico como, por exemplo, um computador. O ato de vender ou comprar pela internet é, em si, um bom exemplo de comércio eletrô- nico. O mercado mundial está absorvendo o comércio eletrônico em grande escala. Muitos ramos da economia não operam mais sem a presença deste meio eletrônico. No início, a comercialização on-line era, e ainda é, realizada com produtos como CDs, li- vros e demais produtos palpáveis e de carac- terísticas tangíveis. Contudo, com o avanço da tecnologia, surge uma nova tendência para a comercialização on-line. Já há algum tempo, uma infinidade de ser- viços passaram a ser negociados pela rede: pa- cotes turísticos, venda de ingressos para eventos, venda de softwares, cursos a distância etc. Compra pela Internet A comodidade de um viajante, hoje, é ine- gável. Ele pode pesquisar a companhia aérea de sua preferência, checar todos os dados, ad- quirir a passagem, fazer o pagamento deste através de DOC eletrônico, obter a confirmação e receber o bilhete de viagem, tudo pela Inter- net. Feito isso, o viajante só precisará se deslo- car até o aeroporto para embarque. Antes, eram feitas muitas idas e vindas aos agentes de via- gens para fechamento da compra da passagem. ►E-business, ou negócio eletrônico é uma definição mais ampla de comércio eletrônico que inclui a compra e venda de produtos pela In- ternet, atendimento a clientes, colaboração com parceiros de negócio e a coordenação de tran- sações comerciais organizacionais internas. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro78 Importante: ► Para os arquivos anexados à mensa- gem deve ser utilizado, preferencialmente, o Rich Text Format (Formato de Texto Rico). A mensa- gem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. ► Sempre que disponível, deve-se uti- lizar recurso de Confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar da mensa- gem pedido de confirmação de recebimento. ► Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei (Manual de Redação da Presidência da República, edição 2002). O e-business funciona através de siste- mas capazes de prover comunicação entre empresas que agilizam os processos, inclusive sistemas que fazem pedidos automáticos para outras empresas de acordo com o seu esto- que de produtos, facilitando assim todo o pro- cesso de fabricação e venda, melhorando a disponibilidade de produtos de acordo com a demanda pelos mesmos. Expansão dos negócios eletrônicos No Brasil, a expansão dos negócios ele- trônicos é tão intensa que se estima, para 2010, um movimento de R$ 100,90 bilhões, visto que nos anos de 2003, 2004 e 2005, o crescimento médio foi de 35% ao ano. É fundamental que o modelo de negócios de Internet da companhia seja coerente com o modelo de negócio global da empresa. A logís- tica, o conhecimento dos clientes (pela manu- tenção de bancos de dados com informações que viabilizam formas avançadas de marketing de relacionamento) e a rapidez de respostas passam a ser fatores competitivos ainda mais decisivos. O atendimento ao cliente e o entendimento de suas necessidades são fatores determinan- tes no sucesso de um empreendimento virtual ou real. Se a loja virtual souber atender uma ne- cessidade não satisfeita pelas lojas tradicionais, estabelece-se uma possibilidade de fidelização. Outros fatores que diferem estes tipos de varejo são o nível de exigência dos clientes vir- tuais e a facilidade na troca de uma loja virtual sem sair da frente do microcomputador. Afinal, bastam alguns cliques para se mudar de bairro, de cidade e até de país. É imprescindível criar motivos para que o visitante retorne sempre, seja com informa- ções atualizadas e relevantes, seja com ações de entretenimento no site. Mas o prin- cipal é muito simples: resposta aos e-mails ou consultas as mais breves possíveis (de pre- ferência, em 24 horas), incluindo-se aqui, principalmente, as entregas. Equipamentos e Tecnologia A Tecnologia da Informação (TI) é o con- junto de recursos não humanos dedicados ao armazenamento, processamento e comunica- ção da informação, e a maneira como esses recursos estão organizados num sistema capaz de executar um conjunto de tarefas. A TI não se restringe a equipamentos (hardware), programas (software) e comunica- ção de dados. Existem tecnologias relativas ao planejamento de informática, ao desenvolvi- mento de sistemas, ao suporte de software, aos processos de produção e operação, ao suporte de hardware, etc. Desta forma, na TI se gera, usa e desenvolvem processos de informação. As tecnologias inteligentes empregadas na TI fazem a difusão social da informação em larga escala de transmissão. Seu acesso pode ser domínio público ou privado, na prestação de serviços das mais variadas formas, sendo a telecomunicação a forma mais conhecida. Telecomunicação é a transmissão, emis- são ou recepção por fio, radioeletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo ele- tromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza. Tipos de Telecomunicações Há diversos tipos de telecomunicações, como: • Telefone • Televisão • Internet • Rádio • Cabeamento Estruturado • Edifício Inteligente • Semáforos • Telemóvel Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro79 A TI está fundamentada nos seguintes componentes: • Hardwares e seus dispositivos peri-féricos. • Software e seus recursos. • Sistemas de telecomunicações. • Gestão de dados e informações. Tecnologia Auxiliando Negócios Desempenhar processos comunicacio- nais evoluídos entre empresas transnacionais, multinacionais e doméstico-exportadoras tem sido uma tarefa cada vez menos complexa. Cada organização tem sua história, sua política de tecnologia, exigências dita- das por suas sedes e assim por diante. Ur- gência nas decisões, negócios de extrema importância, muitas vezes exigem canais de comunicação eficazes para realizar suas atividades. Teleconferência via e-mail, NetMeeting, listas de discussão e tantos outros instru- mentos disponibilizados para comunicação em tempo real são utilizados em ambientes organizacionais e educacionais. Este novo aparato tecnológico permite a organizações, com unidades dispersas fi- sicamente, integrarem suas atividades, sem a necessidade de reuniões dispendiosas com viagens, hospedagens e outras despesas. Todos se falam, em tempo real, como se es- tivessem num mesmo local. Nestes ambientes tecnológicos, voz, imagens, texto ou dados são transmitidos em tempo real, gerando uma integração organi- zacional, fazendo com que tomar decisões e aumentar a produtividade das empresas fique cada vez mais fácil. Um exemplo do emprego destas tecnologias Na Siemens, multinacional alemã, os res- ponsáveis da área de pesquisa e desenvolvi- mento, espalhados pelo mundo, reúnem-se, periodicamente, em videoconferências, sites e comunicação eletrônica para discutir detalhes de projetos únicos. Nestas operações comuni- cacionais, desenha-se outra forma de integra- ção entre o receptor da mensagem e o emissor. Quem recebe a informação passa a produzir mensagens, interagindo assim com sua fonte. Tecnologia em Ponto de Venda As novas mídias digitais mudam diaria- mente as possibilidades de negócios nos pon- tos de venda. São equipamentos que, literalmente, “conversam” com o cliente. Existem vários tipos de equipamentos que aplicam este tipo de tecnologia. Dentre vários produtos, podemos citar display eletrônico, no qual uma tela de cristal lí- quido – LCD – de 15 polegadas é sensível a código de barras. Neste monitor, a comunica- ção é interativa e permite criar emoções que influenciam a decisão de compra. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro80 É possível acoplá-lo às gôndolas e apresentar vídeos institucionais sobre pro- dutos e marcas, realizar pequenas análises de perfil e capturar fotos do consumidor com o produto. Algumas lojas, bancos, agentes imobiliá- rios e supermercados já se utilizam fartamente destes equipamentos, os quais, além de aten- derem às necessidades da clientela, apresen- tam promoções, informações sobre novos produtos e tudo o que a empresa desejar co- municar a seus clientes. Observe que não apenas estes equipa- mentos, mas muitos outros estão sendo pro- duzidos em nosso país. Significa que estamos aprimorando nossa tecnologia neste setor, que em muito, auxilia os processos mercadológicos. Automação da Força de Vendas Há alguns anos, vendedores externos labu- tavam com as programações de visitas, emissão de notas fiscais, relatórios, pedidos etc. Muitas vezes, passava-se o dia inteiro visitando clientes e entregavam-se os pedidos na empresa no outro dia e, quem sabe, dentro da mesma semana, o cliente recebia as mercadorias, o que implicava no retardo do faturamento. Alguns equipamentos facilitam, de forma decisiva, na rapidez e eficácia das operações do vendedor. Estes equipamentos não neces- sitam sequer emitir notas ficais nos pontos de venda. Aparelhos totalmente informatizados fazem leitura dos estoques, acompanham os registros de entrada e saída dos produtos no ponto de venda e, ao mesmo tempo, informam à empresa novos pedidos. De posse da infor- mação em tempo real, agiliza-se a entrega das mercadorias, faturando-se muito mais rápido. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro81 Ponto de venda virtual No Brasil, alguns desenvolvedores de softwares, hardwares e conteúdos em três di- mensões (3D) estão derrubando a produção estrangeira e prometem, a princípio, dominar o mercado latino-americano. Recentemente, entrou on-line a "Casa Philips". Uma novidade em termos de tecnologia digital em 3D locali- zada em ponto de venda virtual. Neste pro- grama, quando o cliente acessa, pode “viajar” dentro de uma residência, ou seja, em uma “casa navegável”, com seus mais finos deta- lhes, todo conteúdo é irreal. Estas práticas melhoram muito o tempo de recebimento, orientam a gestão dos negócios, da comunicação entre ou- tras vantagens. Os relacionamentos com os clientes tornaram-se mais sólidos e ga- rantem mais visitas e uma infinidade de vantagens, como: - Economia - Eliminação de erros - Controle na negociação - Imagem - Funcionalidade Negócios Imobiliários on-line Hoje, há corretores de imóveis traba- lhando com negócios on-line. Os imóveis são comercializados pela Web, até para o exterior, sem ter, muitas vezes, contato com o compra- dor. Esta é uma tendência decorrente das fa- cilidades da nova economia. Para esta transação, os corretores virtuais devem ter familiaridade com tecnologia e muito preparo pessoal para conquistar os clientes vir- tuais durante a comunicação pela Internet. Para ser um bom corretor virtual, é pre- ciso conhecimento de informática, rapidez no atendimento, determinação e boa comunica- ção. O cliente internauta está num estágio di- ferente daqueles que vão ao plantão de vendas. Ele ainda está pesquisando, sem muita convicção do que quer. Por isso, é fun- damental estabelecer uma comunicação rá- pida e clara quando ele nos consulta, e persistir para fechar negócio. Hoje, os escritórios podem aliar conforto, criatividade e avanços tecnológicos para gerar qualidade e produtividade nas imobiliárias. Também é importante utilizar, adequada- mente, os equipamentos e meios de comuni- cação próprios para o desenvolvimento das suas atividades, promovendo, inclusive, a ma- nutenção como os de telefonia, computação, impressão, projetores multimídia e fax. Devemos lembrar sempre que a tecnolo- gia avança tão rapidamente que, enquanto este material estava sendo preparado, certa- mente os mais sofisticados equipamentos aqui mostrados já estavam perdendo lugar para ou- tros melhores. Ferramentas de Trabalho Sempre que precisamos comprar um equipamento, devemos verificar se o modelo escolhido dispõe de todos os recursos de que precisamos, e também se não estamos pa- gando por um recurso que não vamos utilizar, pois nem sempre o equipamento mais avan- çado é o melhor a ser adquirido. Telefone O telefone é uma das ferramentas básicas de trabalho para o corretor. Usá-lo corretamente, aproveitando todos os recursos e funções dos sis- temas de telefonia hoje disponíveis, com certeza otimiza bastante tempo. Recursos telefônicos disponíveis • Discagem automática - quando o nú- mero discado estiver ocupado, o profissional pode realizar outras tarefas, enquanto o apa- relho redisca o número automaticamente. • Viva-voz. • Transferência de ramal - você pode trans- ferir seu ramal para outra sala onde estiver. • Busca de ramal - você pode atender seu ramal em outro aparelho. • Identificador de chamadas. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro82 Telefonia móvel Como a maioria dos corretores que tra- balha diariamente em trânsito nos grandes centros de negócios, além da telefonia móvel digital (os já convencionais celulares), as em- presas podem permanecer em contato com suas equipes, bem como com seus parceiros e clientes, através da comunicação móvel ins- tantânea, constituindo uma network (do in- glês, rede de negócios). Essas redes de negócios permitem que o usuário entre em contato direto com os parceiros-chave ao simples toque de um botão. Recursos da telefonia móvel ► Ligações telefônicas com excelente qualidade de som. ► Chamada de espera, conferência e bloqueio de chamadas. ► Chamada individual ou chamada em grupo(até 100 pessoas). ► Transmissão de recados para caixa postal de até 150 pessoas simultaneamente. Projeção multimídia Os projetores multimídia são aparelhos que precisam ser ligados a um computador para projetar os slides. É o que há de mais moderno em projeção porque eles projetam os mesmos slides, que poderiam ser apre- sentados pelo retroprojetor, sem a necessi- dade de imprimi-los em acetado (lâminas) e, o que é melhor, apresentam o slide com animação. Os projetores multimídia são indicados para qualquer tipo de apresentação, inde- pendentemente, do número de espectadores. Porém, é um equipamento muito caro e, ao se adquirir um projetor multimídia, deve-se levar em conta a manutenção dele. Não é aconselhável comprar projetores de marcas desconhecidas, pois, caso necessite de ma- nutenção, esta é sempre muito cara e, mui- tas vezes, não se encontram peças. Tecnologia da Informática As ferramentas de informática têm dife- rentes linguagens. O desenvolvimento de sistemas é que diferencia as aplicações dis- poníveis no mercado. Há uma série de re- cursos tecnológicos para facilitar o trabalho do corretor: placa de Internet para acessos a consultas de informações cadastrais, note- book, fotos digitais do imóvel, mapas de lo- calização, plantas, desenhos. Hoje sabemos que, através de um com- putador, podemos: ● armazenar e processar dados. ● enviar e receber documentos através de faxmodem e e-mail. ● acessar a Internet, que nos permite saber o que está acontecendo ao nosso rece- bedor e no mundo, de maneira instantânea. ● acessar nossas informações nos ban- cos e fazer pagamentos a qualquer hora; fazer compras, pesquisas sobre qualquer assunto, conhecer pessoas etc. ● interligar a sistemas telefônicos, segu- rança etc. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro83 Para atingir um bom nível de desenvol- vimento é preciso investir em tecnologia e não considerá-la custo. É preciso mudar o conceito de investimento em tecnologia. É preciso educação em tecnologia para saber como utilizar o que está disponível. O pro- fissional de negócios imobiliários deve estar atualizado para usar todos os recursos que permitam agilizar os resultados nos proces- sos de compra e venda. Mercado de tecnologia O mercado de tecnologia estará sem- pre lançando novidades para facilitar o uso dos computadores pelos profissionais. A perspectiva de utilização de tecnologia avançada no meio imobiliário é excelente. O conhecimento e a aquisição dos recursos disponíveis são investimentos que melho- ram o desempenho profissional. Para aquisição de computadores, é preciso pesquisa sobre os sistemas mais modernos e adequados às rotinas. Visando maior rapidez e comodidade no atendimento ao cliente. O corretor pode, por meio da tecnolo- gia, levar os produtos imobiliários até o cliente, evitando que o cliente tenha que vir até o escritório. As ferramentas disponíveis permitem também um cadastro com os mo- delos de contratos, procurações, documen- tos necessários para o fechamento dos negócios, que dependendo dos equipamen- tos utilizados, podem ser impressos e assi- nados na hora. É possível criar agenda automatizada, com marcação de visitas e registro do anda- mento das negociações, com emissão dos re- latórios das visitas e das posições. Como escolher o equipamento O tipo de computador a ser escolhido depende do porte da imobiliária e das suas necessidades. Atualmente, seja para uso pessoal ou profissional, é imprescindível um computador que possibilite acesso a In- ternet. A configuração mínima de um com- putador deve ser compatível com o ritmo de trabalho do corretor. Notebook / Laptop / Palmtop O corretor pode escolher entre os modelos de microcomputadores portáteis, o mais adequado ao seu padrão de atua- ção. Os aparelhos deste porte são recur- sos que devem ser compreendidos como um investimento que, sem dúvida, terá re- torno garantido. Tecnologia da Documentação Se você vai trabalhar como autônomo ou montar uma imobiliária, é preciso esco- lher entre as várias impressoras existentes no mercado. Há muitas opções, desde as mais tradicionais, como as matriciais (muito barulhentas), até as mais modernas, com tecnologia a laser. Imprimir notas fiscais em duas ou três vias com papel carbono é um trabalho que só pode ser feito por impressoras matriciais. Ba- lanços financeiros não precisam ser impressos em impressoras coloridas a laser, mas tam- bém não é adequado imprimir gráficos de ven- das em impressoras jato de tinta branco e preto. Assim, a utilização de cada tipo de im- pressora varia de acordo com o tipo de docu- mento ou da disponibilidade do equipamento. As principais impressoras em uso são as ink jet (do inglês, jato de tinta) e as a laser, que utilizam, para impressão, um me- canismo de alta precisão, como o toner. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro84 Impressoras Matriciais Vantagens A impressora matricial tem custo mais baixo que as demais impressoras existentes no mercado. O baixo custo dos materiais periféricos barateiam o custo final por página impressa. Algumas empresas afirmam que textos gran- des, impressos em matriciais, podem custar até dez vezes menos que em uma impressora a laser. Desvantagens Há inúmeras desvantagens do uso da im- pressora matricial, dentre elas, a baixa quali- dade de impressão e de resolução, que prevalecem sobre as vantagens, tornando-a um equipamento pouco utilizado para textos corriqueiros. Impressoras Jato de Tinta Vantagens As impressoras jato de tinta são silen- ciosas e apresentam melhor relação custo/be- nefício, pois permitem a realização de trabalhos com qualidade satisfatória a um custo aceitável. Desvantagens Além de ser lenta na impressão, a im- pressora jato de tinta requer maior cuidado com a impressão, então, tão logo a página sai da impressora, a tinta pode borrar o papel. Ainda devido ao sistema de jato de tinta, não é possível utilizar os dois lados do papel, pois a tinta, normalmente, atravessa a folha. Existem papéis mais espessos ou especiais, que permitem a impressão frente e verso. Impressora a Laser Vantagens A qualidade de impressão de uma im- pressora a laser é a melhor que se pode al- cançar, a uma velocidade extremamente satisfatória. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro85 Dicas de utilização e manutenção ● Utilize apenas fitas de impressão e papéis indicados pelo próprio fabricante. ● Se precisar girar a manopla de im- pressão, desligue antes a impressora. ● Não há necessidade de limpar o inte- rior da máquina. Em caso de extrema neces- sidade, use um aspirador de teclados com ponta plástica. ● Ao utilizar papéis com mais de uma via, acerte a alavanca do número de vias. ● Muitas vezes, é preciso regular ma- nualmente a posição de início do formulário de etiquetas. Consulte o manual para evitar problemas. Dicas para utilização e manutenção ● Quanto melhor a qualidade de im- pressão, maior a quantidade de tinta a ser usada, assim, no programa (normalmente o Windows) existe a opção de diferentes con- figurações para impressão em rascunho ou impressão definitiva. ● Um cartucho pode ser guardado por até um ano, quando lacrado. Assim que for aberto, pode ser utilizado no prazo de seis meses, em média. ● A cabeça de impressão da impressora pode ser limpa de acordo com as instruções do manual que a acompanha. ● A impressora nunca deve ser desli- gada pelo estabilizador ou pela tomada. Ela tem uma tecla apropriada para isso. Ao ser desligada adequadamente, a cabeça de im- pressão retorna à posição de repouso. ● Se a impressora puxa mais de uma folha por vez, procure ventilar as folhas. A umidade pode grudar uma folha na outra. ● Não utilize cartuchos recarregados. Às vezes, o líquido usado para recarga pode não atender às necessidades do equipamento e pode danificar a cabeça de impressão. O custo de impressão por página é mais baixo que o de uma impressora jato de tinta. Embora o cartucho de toner tenha um custo alto, sua produçãoé de até 1500 páginas, en- quanto que o cartucho de jato de tinta, em média, produz, aproximadamente, 400 páginas. Desvantagens É um equipamento de custo elevado e, portanto, algumas vezes, inacessível. Fac-símile Aparelho de fax É o equipamento que reproduz docu- mentos a distância, através da linha telefônica. Consiste, usualmente, em um aparelho capaz de captar a imagem digital do documento a ser reproduzido e transmiti-la a outro aparelho si- milar, que imprime uma cópia em papel. Mais conhecido como aparelho de fax, uma abreviatura de fac-símile, quando colocada numa máquina de fax, a imagem original é de- composta por um dispositivo de transmissão e convertida em sinais elétricos codificados. Faxmodem É uma placa colocada no computador que possibilita o envio e recebimento de fax através do computador. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro86 Dicas para utilização e manutenção ● O cartucho de toner não deve ser ex- posto à luz por muito tempo. ● Ao instalar um novo cartucho de toner, a impressora deve ser regulada para utilizá-lo com pouca intensidade. Após algum tempo de uso constante deste toner, deve-se aumentar a intensidade de utiliza- ção do toner. As impressoras possuem esse dispositivo. ● Antes de substituir um cartucho de toner, é recomendável retirá-lo da impres- sora e sacudi-lo para espalhar melhor o toner restante no cartucho. Desta forma, quase sempre se consegue prolongar a vida útil do cartucho. ● Caso o papel fique preso na impres- sora, o equipamento deve ser desligado antes de removê-lo, o que deve ser feito com cui- dado, pois alguns componentes podem estar quentes e, com isso, provocar queimaduras. Os fax, atualmente, apresentam: • velocidade mínima de transmissão. • qualidade de imagem. • corte automático do papel. • relatório que informa as condições em que se deu a transmissão. • facilidade de operação do equipa- mento. • presença de funções que garantem a confiabilidade sobre as informações transmi- tidas. Vantagens • Não é preciso investir na compra de um aparelho de fax. • Não ocupa espaço. • Não há necessidade de impressão do documento a ser transmitido. Desvantagens • Só permite o envio de textos digitados ou escaneados. Copiadora Máquinas copiadoras No Brasil, as primeiras máquinas copia- doras surgiram em 1965. Até 1990, o mercado contava, basicamente, com máquinas disponi- bilizadas pela Xerox do Brasil. Após a abertura do mercado nacional à economia externa, a tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos, nos países europeus e no Japão passou a se fazer presente no Brasil, e assim, várias mar- cas começaram a ser importadas. A copiadora representa a solução para reproduzir a informação – a uma velocidade maior e na quantidade prevista para cada mo- delo – a um custo menor do que o oferecido pela impressora. Muitas vezes, um usuário mal orientado pode achar que uma substitui a outra, mas isso não é verdade. Se a impressora for indevida- mente utilizada como copiadora, irá se des- gastar acima do previsto, proporcionando, em última análise, um custo maior por cópia. Normalmente, a empresa copiadora (ex- terna) ou setor de cópias (interno) também mantém serviços de reprografia: encaderna- ção, plastificação, fotocópias, microfilmagem (reprodução, com redução de documentos em filme fotográfico), heliografia (processos de decalque fotográfico de desenhos a traço, plantas, mapas) e alguns outros agregados. Por quê? Porque muitas vezes, um serviço completa o outro e, além disso, a copiadora que presta serviços adicionais para o cliente está saindo na frente das outras em termos de qualidade. Comunicação Rápida Quanto a mensagens, houve um tempo em que se usava, nas cartas comerciais, um estilo prolixo. Abusava-se de vocabulário so- fisticado, clichês e subterfúgios. No mundo da tecnologia, as correspondências mais usadas são o e-mail, o memorando (ou comunicação interna) e a comunicação do ramo imobiliário. Correio eletrônico ou e-mail Fazer redações rápidas é quase como falar de improviso: requer criatividade e “ajuste” à situação. Toda comunicação rápida tem, como característica, não só a urgência mas também o “adiantamento” da ação do redator para aproveitar oportunidades, evitar esqueci- mentos ou mesmo aborrecimentos futuros. Apesar de permitir a improvisação, as correspondências rápidas precisam estar ade- quadas à situação, ao assunto, ao nível de co- nhecimento do leitor e ao veículo utilizado para transmitir, convenientemente, a mensagem. As tecnologias de comunicação a distância evoluíram tanto que já se pode trocar correspon- dências praticamente em tempo real . Nesta ca- tegoria, destacamos o e-mail, correio eletrônico em inglês. O e-mail desempenha papel estraté- gico, a ponto de substituir gradativamente as for- mas usuais de comunicação. Ela conjuga a agilidade do telefonema com a possibilidade de Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro87 passar enorme quantidade de informações. O e-mail, como ficou mais conhecido, tor- nou-se ferramenta indispensável para a co- municação dentro e fora da imobiliária. Além de se economizar com os gastos de correio, pode-se enviar ou receber mensagens e ou- tros documentos via Internet, desde artigos, avisos, cartas, estatísticas, imagens, propa- gandas, propostas, relatórios etc. Comunicar-se pela Internet já se tornou uma rotina não só particular como também para profissionais das mais diversas áreas e/ou atividades. Através da Internet, as pes- soas têm “conversas” on-line, pesquisam, dão sua opinião, fecham negócios etc. Através de um computador, essas men- sagens são transmitidas a outros computado- res conectados à rede por meio de um servidor de correio situado no provedor que exerce as funções semelhantes às de separação e dis- tribuição de correspondência executadas pelos correios tradicionais. Como redigir e-mail Seja específico, defina bem a redação do “assunto” (subject) do e-mail. Recebem-se mui- tas mensagens diariamente e é importante saber do que tratam e se não relevantes. Feito isso, es- quematize o que você quer dizer e escreva livre- mente. Releia o que escreveu e “delete” o que for inútil. Tenha coragem de cortar. Faça uma re- visão gramatical e observe se as palavras utili- zadas estão de acordo com o contexto a que a mensagem se refere. Formate o texto com fontes legíveis e de tamanho não inferior a corpo 10. Os e-mails, assim como ligações telefô- nicas, nem sempre são privados. Por isso, antes de enviar uma mensagem, verifique se o endereço do destinatário está correto. Um erro no endereçamento pode fazer com que a men- sagem chegue a muitas pessoas. Linguagem em mensagens ►Não faça abreviações como: vc (você), q/ (que), pq (porque, porquê, por quê, por que), p/ (para) e outras. ►Evite usar “Bom dia”, “Boa tarde” ou “Boa noite”, pois você não sabe o momento em que o destinatário verá a mensagem. A men- sagem, como já vimos, deve exprimir clara- mente o que o emissor quer transmitir; ou seja, ela precisa ser objetiva, concisa e escrita em linguagem culta. ►Quando a mensagem for profissional, ela deve ser sempre formal. Inicie-a com “Pre- zado Senhor” ou “Prezada Senhora” (para todos os clientes externos e para os clientes internos que exerçam cargos de hierarquia su- perior ao seu) ou Caro Cliente (se desejar es- tabelecer certa intimidade). Finalize-a com “Atenciosamente” (este não existe abrevia- tura), e depois o nome de quem assina e cargo, caso haja necessidade. ►Quando destinada aos clientes inter- nos, pode dispensar a formalidade. Assim fi- nalize-a com “Grato” ou “Obrigado” (para homens), “Grata” ou “Obrigada” (para mulhe- res) e “Gratos” (para mulheres e homens). Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro88 “O valor de uma imagem positiva e de destaque será um passo importante para pro- clamar sua diferença.” Responda a seus e-mails em, no má- ximo, 24 horas. O Corretor e o Cliente Interno e Externo Não importa o grau de instrução, classe social, faixaetária. Todos são clientes – in- ternos ou externos – e têm direito a uma res- posta clara e profissional. Responda precisamente ao que foi perguntado. Impre- cisão gera sempre trabalho dobrado, pois a resposta incompleta gera novo e-mail. Além disso, não perca o controle sobre a quanti- dade de informações. Se você passar infor- mações que o cliente não pediu, pode criar problemas que ele não tinha. Mantenha aberto o canal de comunicação com outras áreas. Como ninguém escreve sobre o que não sabe, peça orientações por escrito, com base para suas respostas. Em seus e-mails, procure também ser diplomático. Nada que o cliente diga é contra você especificamente. Por isso, mantenha sempre uma atitude positiva. Tente em sua resposta citar trechos do e- mail do cliente, o que fará sentir-se res- peitado. Em vez de “Em resposta a seu pedido, informamos que...”, escreva “Em resposta a sua solicitação sobre os valo- res dos imóveis, informamos que...”. Se o cliente está certo, paciência. Um bom pe- dido de desculpas pode funcionar. Além disso, foco no leitor, clareza, concisão, precisão vocabular, e, expressivamente, uma dose de persuasão. Etiqueta na Comunicação Rápida Netiqueta – a elegância na internet 1. Na linguagem escrita, a elegância também é fundamental. Vale lembrar que li- damos com pessoas o tempo todo e, é claro, pessoas gostam de ser tratadas com respeito e consideração. Regras de boas maneiras tornam mais agradável o convívio. 2. As escrever, não só devemos como podemos mostrar refinamento e cultura, sem cair no excesso de formalidade e es- nobismo. O importante é convencer, não im- pressionar. A palavra é o poderoso veículo de comunicação e é com essa finalidade que ela deve ser explorada. 3. Mensagens rápidas são as que mais “desafiam” o bom emprego da eti- queta. E como ser virtualmente elegante e como se comportar na rede mundial de computadores? Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro89 A instantaneidade do e-mail dispensa alguns formalismos da carta. Seu tom deve ser coloquial, sem ser vulgar. Netiqueta é a forma “aportuguesada” da contração da palavra em inglês “Net- Work Etiquette”, que dá a ideia de: “Tra- balhando com etiqueta na internet”. Verifica-se, então que, Netiqueta nada mais é do que regras de conduta na Inter- net e normas de bom senso para a convi- vência de usuários na rede mundial de computadores. É estabelecido um padrão de compor- tamento desejável pelos e para os internau- tas, tanto para a esfera profissional quanto pessoal. A forma de comunicação por correio eletrônico tem contribuído para instaurar uma revolução nas comunicações, elimi- nando fronteiras, diminuindo distâncias, agi- lizando contatos, viabilizando soluções. Dessa forma, o tráfego funciona de maneira globalizada e em ritmo surpreendente. A ordem é ser o mais claro e enxuto pos- sível diante da comunicação feita por meio da Internet. Ela é uma grande poupadora de tempo, mas não se pode esquecer da boa es- crita e da formalidade no mundo dos negócios. Deve-se utilizar o computador com res- peito e consideração a terceiros. Seja educado e trate as pessoas do outro lado com empatia, ou seja, agir de maneira como pretende ser tratado. O indivíduo será conhecido pelo que escreve e essa será sua imagem pública. Ao utilizar o bom senso, é importante considerar que, a comunicação por meios ele- trônicos tem muita das suas regras baseadas naquelas permitidas para que as pessoas vivam em sociedade. O fato de poder fazer de- terminada coisa não implica que a deva fazer. A comunicação por meio de correio ele- trônico deve, primeiramente, conter letras maiúsculas com minúsculas, pois as palavras escritas somente com letras maiúsculas trans- mitem a impressão de agressividade. Como em uma carta escrita, com todas as suas for- malidades, é preciso observar a acentuação, pontuação e tempos verbais. Em seguida, re- visar a mensagem à procura de erros ortográ- ficos e de digitação antes de enviá-la. Delimite os parágrafos com espaço entre os blocos, pois, com isso, o texto fica mais or- ganizado e fácil de ler. Quando enviar a mesma mensagem para mais de um destinatário, mandar sempre com cópia oculta na linha CCO (com cópia oculta) ou BCC (Blind Carbon Copy ou cópia oculta, em por- tuguês), para que ninguém saiba o endereço dos demais, pois os nomes não aparecerão para quem recebe, evitando, assim, os famigerados spans. Mandar anúncios comerciais (malas dire- tas) via rede também é considerado um ato de- selegante. Evite, também, enviar imagens ou slides porque eles sobrecarregam a rede e tor- nam as comunicações lentas. Alguns autores sobre netiqueta afirmam que em qualquer circunstância formal, não se dispensa a carta escrita real (enviada por cor- reio); outros defendem que uma carta pode ser redigida e enviada por e-mail, desde que contenha todas as formalidades exigidas pela norma culta da língua escrita. Tecnologia para aumentar as vendas A quantidade de ferramentas disponíveis para o profissional de vendas é imensa. Para se ter uma ideia, você poderia ter algum dos dispositivos eletrônicos a seguir para ficar sempre conectado e disponível: Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro90 LEMBRE-SE: • 95% dos e-mails são piadas, corren- tes, propaganda indesejada e arquivos anô- nimos com possíveis vírus. Só 5% são informações que deveriam estar na rede efe- tivamente. Assegure-se de que seus e-mails se encaixem nesse grupo. • Quando a quantidade de informações for muito grande, prefira transformá-las em arquivos anexados. Os textos do corpo da mensagem sempre devem ser curtos. • Evite utilizar expressões de emoção, expressões onomatopeicas ou abreviaturas nos e-mails profissionais. • o seu telefone celular para as pessoas que você quer ouvir e/ou ter contato indepen- dente do lugar onde você está ou para navegar na Internet e ver e-mails. • o seu PDA (Assistente Pessoal Digital) para olhar o endereço da próxima reunião, ver os e-mails, fazer anotações, conferir sua lista do que fazer etc. • o seu notebook para usar nos aeropor- tos, para documentar as reuniões, as vendas que fez, ver seu e-mail, jogar, atualizar seu software de gerenciamento de contatos e com- pletar um relatório. Você iria, então, sincroni- zar as informações com o seu PDA e estaria pronto para o dia seguinte. • um projetor digital para mostrar apre- sentações em PowerPoint. Algumas dicas finais para gerenciar uma equipe de vendas vencedora Ajude sua equipe a vender 1. Dê a ela as ferramentas e as tecnolo- gias de que precisam para ter sucesso e ga- nhar da concorrência. 2. Encoraje o bom relacionamento entre os integrantes da equipe de vendas, produção e administração. 3. Comunique-se regularmente com a sua equipe. 4. Medie conflitos internos antes que aca- bem perdendo boas vendas. 5. Tome medidas para resolver proble- mas assim que eles aparecerem, não depois que tiver perdido sua equipe. Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro91 1. Com a Intranet, a comunicação empresarial obtém uma série de benefícios. Mencione um destes benefícios: R:______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 2. Tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento eletrônico, como, por exemplo, um computador é chamada de: a. ( ) e-mail b. ( ) intranet c. ( ) comércio eletrônico d. ( ) exportação AULA 2 Comunicação e Expressão - Aula 2 Instituto Universal Brasileiro92 3. Para um bom desenvolvimento é preciso compreender a Tecnologia da Informática como um: a. ( ) investimento b. ( ) dispositivo c. ( ) custo a mais d. ( ) periférico 4. “Para ser um bom corretor virtual, é preciso conhecimento de informática, rapidez no atendimento, determinaçãoe boa comunicação”. Esta postura refere-se à a) ( ) necessidade de comunicação rápida e eficiente com o cliente. b) ( ) pesquisa para consultas de ferramentas na Internet. c) ( ) venda em plantão, com atendimento personalizado. d) ( ) falta de convicção do cliente. 5. Para mensagens comerciais, sobretudo, para as que são veiculadas pelos meios in- formatizados, o ideal é usar a) ( ) vocabulário sofisticado. b) ( ) estilo prolixo e detalhado. c) ( ) redações objetivas adequadas à situação. d) ( ) clichês e subterfúgios que cativem os clientes. Atividade: Vamos exercitar a sua redação! Enviar um e-mail para Sr. Roger Stefan, responsável pelo lançamento dos apartamentos de um flat. Você solicitará reserva de uma sala para a reunião dos corretores de sua imobiliária e informará todos os dados necessários para esta reserva. Redija este e-mail baseando-se nos pontos importantes de todas as lições que aprendeu. TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO Comunicação: essencial nas relações comerciais A habilidade de comunicação é requisito fundamental para o sucesso profissional e pes- soal. Hoje, com a agilidade do mundo e as mu- danças rápidas ocorridas, quem não souber expressar-se de forma consistente e adequada fica à margem do processo de evolução do mundo. Comunicar é fornecer ou trocar informa- ções, ideias e sentimentos através das lingua- gens: verbal (palavras faladas ou escritas) e não-verbal (gestos, postura corporal, expres- são facial). O redator empresarial deve utilizar, sem- pre, palavras, datas e valores precisos, co- nhecer as expressões próprias do mundo dos negócios. Caso contrário, ele dará a impres- são de que a empresa em que trabalha é diri- gida por amadores. Assim, comunicar-se é condição para quem quer participar ativamente da história do mundo, para quem quer viver intensamente cada momento, não sendo meramente espec- tador, mas sim atuante participante no pro- cesso de evolução do mundo. A comunicação deve ser inteligente • Comunicar-se bem. • Comunicar-se agradavelmente. • Comunicar-se ricamente. • Comunicar-se globalmente. A pessoa que se expressa bem, fala com desenvoltura e propriedade. Normalmente é valorizada, passando credibilidade e cultura, pois, se ficarmos atentos ao outro, teremos sempre a oportunidade de ajustar a nossa co- municação e ser um agente de qualidade nesse processo. Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro93 AULA 3 TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO Quando nos comunicamos, é pre- ciso ter em mente o seguinte conceito: “Comunicação não é o que eu falo, e sim o que o outro entende.” A capacidade de comunicação é tão importante para o mercado de trabalho que, por vezes, chega a superar a exigên- cia de capacidade técnica. ►Segundo o filósofo e economista aus- tríaco Peter Drucker, 60% de todos os proble- mas administrativos resultam de ineficiência na comunicação. Na prática essa estatística re- mete o profissional de negócios imobiliários a um grande desafio: o de transformar essa rea- lidade, sendo capaz de comunicar-se bem com pessoas em qualquer nível, de maneira clara, objetiva e apropriada, sendo facilitador e con- tribuindo para a construção de relacionamen- tos importantes para sua organização. ►As principais habilidades da comunica- ção são: ouvir (40%), falar (35%), ler (16%) e escrever (9%). Saber ouvir é essencial para nos comunicarmos com eficácia, uma vez que mal entendidos podem causar problemas de proporções gigantescas. Recursos Expressivos Falar O falar nos dá mais naturalidade, uma vez que usamos de recursos corporais para aprimorar a linguagem: temos o tom de voz, as expressões faciais, movimentos de mãos etc. E não somos tão criteriosos com relação à gra- mática quando falamos. Ler A leitura nos propicia incontáveis benefí- cios: riqueza de vocabulário, memória visual, criatividade, flexibilidade, facilidade para es- crever, e ainda, os imensuráveis conhecimen- tos culturais adquiridos através da leitura. Escrever E na hora de escrever.... desespero! A gramática grita por regras e exceções, o vo- cabulário é restrito, flexões de verbos são desconhecidas... O cuidado com a comuni- cação é sinônimo de cuidado com a sua evo- lução profissional e pessoal, então...mãos à obra! Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro94 Algumas dicas essenciais para uma comunicação eficaz • Olhe nos olhos da pessoa com quem estiver falando, pois isso demonstra atenção pela pessoa e interesse pelo seu assunto. • Pergunte sempre se o assunto é urgente e se outra pessoa poderá ajudar a resolvê-lo. Isso demonstra iniciativa e responsabilidade. • Caso a pessoa com quem estiver fa- lando tenha um imprevisto no momento da co- municação e precisar resolver algum problema naquele exato momento, peça licença, saia da sala e lhe informe depois sobre o recado (caso não seja urgente). • Mantenha uma distância razoável da pessoa quando estiver falando. Nem muito longe, nem muito perto e não se esqueça do seu tom de voz: deve ser agradável e pausado. • Não gesticule demais, pois isso desvia a atenção de quem estiver lhe escutando. • Ao se comprometer com algo relacio- nado à mensagem informada, faça tudo con- forme o combinado. Se algo sair errado, comunique imediatamente ao interessado. • No momento do recebimento da men- sagem/recado, anote-o de forma clara e in- forme-o ao interessado. • Ao anotar um recado, faça-o de forma legível, evite erros de Português, coloque o dia, hora, nome e telefone de contato da pessoa e o assunto, se souber. • Evite o “achismo”. Só se limite a infor- mar exatamente a mensagem que recebeu. • Não se esqueça também de anotar o re- cado em um bloco. Quantas vezes seu colega apagou a mensagem sem querer, perdeu o bi- lhete com o recado ou ligou da rua perguntando novamente sobre o assunto? Lembre-se: Você não deve confiar apenas na memória. Redação Empresarial Quando redigimos em uma situação de comunicação pessoal, há uma preocupação de sermos claros e de nos expressarmos adequa- damente, para que nosso interlocutor receba e entenda exatamente o que queremos transmitir. No caso da redação empresarial, a si- tuação sai da individualidade. Sua responsa- bilidade agora é preocupar-se com uma mensagem que será produzida por uma orga- nização. Não podemos correr o risco de, a um simples erro, manchar a imagem da empresa. Quando se escreve dentro de uma insti- tuição, há de se considerar o fato da empresa interagir com seus funcionários, públicos in- ternos e externos. Este tipo de redação exige conhecimento e respeito às políticas organi- zacionais diante dos fatos relativos à comu- nicação em geral, mesmo que seja uma peça de comunicação interna, que, aparentemente, não se exterioriza. Empresas modernas estão abandonando sua "comunicação dirigida es- crita" de moldes antigos de redação. Grandes complexos corporativos possuem um Manual de Redação para que haja uniformidade na comunicação escrita. Os textos criados pela empresa, quando expedidos, refletem sua imagem. A credibili- dade, boa impressão e, por consequência, bons relacionamentos, podem ser arranhados pela emissão de uma carta mal redigida, rasu- rada, sem clareza, ou, o que é pior, com algum erro de ortografia. As mensagens que circulam no meio empresarial, normalmente, têm uma função prática: são construídas para informar o re- ceptor sobre um tema específico. A lingua- gem deve ser formal, correta, do ponto de vista gramatical e direta, recorrendo a pala- vras do dia-a-dia, que facilitam a compreen- são do leitor. Para ser direto, o autor da mensagem relata apenas as informações pertinentes ao assunto em pauta. A leitura de uma corres- pondência obriga o leitor a interromper seu trabalho. Portanto, se o emissor não for di- reto ao tema, o leitor poderá não dar a de- vida importância, arquivar ou descartar a mensagem. O estilo da comunicação técnica moderna Originalidade Como adquirir o estilo empresarial? 1º Conhecendo o vocabulário utilizado no mundo dos negócios.2º Lendo com atenção tudo o que rece- bemos ou enviamos. 3º Simplificando a redação: cortar a re- petição de ideias e palavras. Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro95 Algumas necessidades quanto à linguagem • Simples, evitando-se preocupação com enfeites literários. • Atual, isto é, inteligível à época pre- sente. • Precisa, a saber, própria, específica, objetiva. • Correta, com exata observância das normas gramaticais. • Concisa, informando com economia de palavras. • Impessoal, com o máximo de objetivi- dade, pois a carta comercial não é lugar ade- quado para manifestações subjetivas e sentimentais. • Fazer uma diagramação que valorize o texto, que seja estética e funcional. Como escrever melhor 1. Planeje a redação Boas ideias podem tornar-se incompreen- síveis devido ao excesso de palavras, enquanto que vocabulários simples e claros asseguram melhor entendimento. A carta deve ser, inicial- mente, planejada, pois o tempo é o elemento mais importante na sua execução e, quando bem elaborada, exigirá um mínimo de reorganização. Faça um esboço, listando e organizando suas ideias e argumentos: • Reflita sobre suas ideias. Decida o que você quer dizer e a ordem em que vai dizer. • Anote os pontos sobre os quais quer tratar e disponha-os em sequência lógica. Parágrafo de abertura. Vá direto ao as- sunto, indicando o que virá em seguida. Ex- prima: agradecimento, satisfação, pesar, cooperação, resposta etc. Corpo da carta. Dê informações com- pletas. Divida-as em parágrafos, para que “atraiam” e mantenham o interesse daqueles que a leem. Parágrafo de conclusão. Deve mostrar claramente qual atitude que você deseja que o leitor tome. Se a sua mensagem estiver com- pleta, é desnecessário o parágrafo de fecho. Basta terminar com um “atenciosamente” ou “cordialmente”. 2. Visualize quem vai receber a carta • Quem vai ler a carta? • É uma pessoa com quem já se fez contato? • Minha comunicação foi fluente e clara? • Não abusei de palavras supérfluas? • Fui objetivo? • Usei um vocabulário comercial? • O que o cliente já conhece do assunto? (A quantidade de informações vai depender do que a pessoa sabe). 3. Utilize expressões gentis Mesmo que a sua opinião não seja a mesma que a do cliente, expressões gentis são sempre recomendáveis. Com clareza, ob- jetividade e cortesia, você poderá agradecer uma providência ou reclamar de uma merca- doria sem afetar os sentimentos do cliente. Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro96 O escritor francês, George-Louis Le- clerc, conde de Buffon, em seu Discurso sobre Estilo, diz: “Para escrever bem, é preciso conhecer perfeitamente o as- sunto: é preciso refletir bastante sobre o assunto para ver claramente a ordem de seus pensamentos”. Em resumo: o estilo é a originalidade de cada um expressa em palavras. E se adquire com ampliação do vocabulário, conhecimento de gramática e leitura constante. O cuidado na comunicação escrita “Caso os senhores queiram dar conti- nuidade ao processo, colocamos o Departa- mento Jurídico da empresa à disposição.” Lembre-se: o que está escrito não pode ser apagado. Você não está ao lado do cliente para dizer-lhe: “Não fique nervoso; não foi bem isso que eu quis dizer...”. Eis algumas palavras e expressões que podem causar um efeito negativo no seu cliente: • Absurdo! • Com respeito ao problema • Despreparo • Falha (falha é para computador; pes- soas cometem equívocos) • Ineficiência • Permita-nos lembrá-lo (ninguém gosta de ser lembrado) • Prematuro • Superficial 4. Evite palavras e expressões desne- cessárias Use termos adequados Cumpre nos informar que sua duplicata foi quitada no Banco X. Prefira: Sua duplicata foi quitada no Banco X. Durante um período de dez dias... Prefira: Por dez dias... Haverá uma incidência de juros à razão de 8,5% Prefira: Incidirão juros de 8,5%... A simplificação na comunicação técnica Não se esqueça de que a vida mo- derna nos leva à rapidez e que, portanto, sua correspondência deve seguir este ritmo. A comunicação deve ser de fácil leitura: pe- ríodos curtos, sem palavras ou expressões que em nada contribuam para o entendi- mento do texto. Relacionamos a seguir alguns exemplos de palavras e expressões ob- soletas que devem ser evitadas na sua comunicação: 1. Acusamos o recebimento de... Prefira: Recebemos 2. Anexo à presente... Se está anexo, só pode ser à presente; de outra forma, você diria por qual via foi remetida. 3. Anexo segue Use um ou outro: Anexo ou segue. 4. Em anexo A construção está incorreta. A palavra anexo é um adjetivo, portanto, concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. Anexo vem do latim annexus, que sig- nifica junto com. Quando você utiliza em anexo, está dizendo em junto com. Exemplos: Envio a carta anexa. Os prédios anexos ao central, Anexas lhes encaminho as citações. 5. Anteriormente/anterior Em suas cartas, procure determinar o tempo por meio de data. Veja: Conforme nossos entendimentos anteriores ... Prefira: Conforme nossos entendimen- tos de 21-11-07 6. Aproveitamos a oportunidade... Cuidado com esta expressão. Só apro- veite a oportunidade para informar mais al- guma coisa ou cumprimentar seu leitor por algum evento, promoção etc. 7. Através desta... Tire da sua correspondência esta ex- pressão tão desgastada. Só pode ser através desta! Prefira: Solicitamos a V.S.as... 8. Com a presente... Entre direto no assunto. Só pode ser com a presente! 9. Limitados ao exposto Se você está limitado, não avise seu lei- tor; termine, simplesmente, com um: Atenciosamente. 10. Sem mais / Sem mais para o mo- mento / Sem outro particular Se você não tem mais nada a dizer, não diga! Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro97 Encerre simplesmente com um: Atencio- samente. Nem toda carta precisa de fecho. 11. Um cheque no valor de R$ 110.000,00 (cento e dez mil reais) Elimine o termo no valor Redija: Um cheque de R$ 110.000,00 (cento e dez mil reais) 12. Vimos, através desta, agradecer os elogios ao trabalho desenvolvido por nossa equipe Agradecemos os elogios ao trabalho de nossa equipe ou Agradecemos os elogios à(a) nossa equipe. Dicas para iniciar a sua comunicação • Devolvemos-lhe; recomendamos-lhe, re- metemos-lhe, informamos. • Informamos, encaminhamos, recebe- mos, consultamos. • Informem-nos sobre... • Estamos interessados em... • Gratos por sua (carta, solicitação ou en- comenda). • Em nossa última reunião... • Aguardamos notícias... • Agradecemos imediatas providências sobre... • Agradecemos pelo... • Apreciaríamos muito. • Quando ligamos para sua firma... • Ficamos chocados ao saber... • Ao consultar nossos registros... • Deve haver um motivo... • Os nossos clientes são... • Gostaríamos de cooperar com V.S.as. • Lamentamos que por... • Gratos por sua carta, explicando ou por nos terem informado... • A fim de que tomem as devidas provi- dências ou que seja providenciado... • De acordo com a proposta apresentada... • Em atenção a sua carta... • Solicitamos a fineza de... ou que nos en- viem... • Recebemos sua carta de... Dicas para finalizar a sua comunicação • Agradecemos a atenção... • Por mais esta gentileza, agradecemos... • Ficamos na expectativa de suas notícias. • Esperamos uma breve resposta. • Aguardamos um breve pronuncimento. • Ficamos ao dispor de V.S.as para as pro- vidências necessárias. • Temos certeza da compreensão de V.S.as. • Nossos sinceros agradecimentos. • Agradecemos a pontualidade de V.S.as. • Agradecemos, aguardando seu pronun- ciamento. • Estamos certos de que esclarecemos o assunto. • Pedimos desculpas pelo ocorrido. • Esperamos continuar a merecer sua atenção. • Solicitamos tomar as providências que forem cabíveis. • Pedimos escusas pelo aborrecimento. • Esperamos execução urgente. • Providenciaremos a execução com a bre- vidade possível. • Podem contar com a nossa colaboração. • Ficar-lhe-emos muito gratos por esta gentileza. • Com essa remessa,fica saldada nossa conta. “Antes da batalha, o planejamento é tudo. Assim que começa o tiroteiro, planos são inúteis”. D. Eisenhower, ex-presidente dos EUA Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro98 Vícios de Linguagem Os vícios de linguagem devem ser conheci- dos para que seu uso seja evitado. Vejam alguns: 1. Barbarismo: São as palavras emprega- das com erro na sua grafia, pronúncia ou forma. Constituem também barbarismos a troca de parônimos (eminente por iminente, diferir por deferir etc.), o emprego de estrangeirismos desnecessários (menu em vez cardápio). 2. Ambiguidade: É o som desagradável produzido pela junção de palavras, produzindo palavra ridícula ou até obscena. Exemplos: Ela tinha chegado atrasada à reunião (latinha) / Ela ganha até quatro mil por cada trabalho (por- cada) / Você reparou na boca dela? (cadela). 3. Arcaísmo: É o erro ao usar palavras ou expressões que já caíram em desuso. Exemplo: Não procrastines (transferir para outro dia; adiar). 4. Má colocação das palavras: Gera sentidos indesejáveis. Exemplo: Precisa-se de secretária para empresa de grande porte que fala inglês fluentemente (quem fala inglês fluentemente, a secretária ou a empresa). 5. Prolixidade: Texto muito longo que causa dispersão. Exemplo: Viemos, por meio desta, solicitar a colaboração de todos os funcio- nários no sentido de apagarem as luzes quando deixarem o ambiente de trabalho. Outrossim, pe- dimos que o mesmo seja feito quando termina- rem de usar a copa. 6. Gerundismo: Vamos estar ligando para todos os clientes. Estaremos fazendo uma reu- nião para discutir os problemas. As expressões sublinhadas indicam continuidade. Embora sejam muito utilizadas na língua oral, evite-as. Prefira: Vamos ligar... e Faremos... 7. Pleonasmo vicioso: É a repetição de uma ideia com palavras diferentes, tornando esta idéia redundante. Exemplos: Entrar para dentro, sair para fora, abertura inaugural, abusar demais, aca- bamento final, agrupados conjuntamente, anexo(a) junto a carta, a seu critério pessoal, cada indivíduo isoladamente, certeza absoluta, conviver junto, elo de ligação, em minha própria opinião pessoal, en- carar de frente, planejamento antecipado, repetir outra vez, retornar de novo, surpresa inesperada. Estruturas de Redação Empresarial O que tem motivado tantas mudanças na comunicação empresarial, segundo estudiosos do assunto são: a economia de tempo para ser ler ou escrever tantas informações e a alta pro- dutividade. Para acompanhar essa evolução, a redação precisou ser reestruturada até mesmo pelos limites físicos do ser humano que preci- sam acompanhar as novas exigências. Desta forma, as empresas estabelecem suas normas para a tramitação das informações, tendo em vista cultura interna, valores e até fluxograma. A comunicação empresarial passou a ser si- nônimo de marketing da empresa. É a comunica- ção empresarial que traz a imagem da organização ao público tanto interno como externo. Relatórios, memorandos, circulares, cartas etc. fazem parte desta troca de mensagens que dão movimento à comunicação documental das organizações. Incorreto Correto rúbrica rubrica excessão exceção cidadões cidadãos Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro99 Carta - importância e características A habilidade de escrever cartas é, sem dúvida, a melhor e mais convincente propa- ganda do homem de negócios. Muitos exe- cutivos de sucesso dominam as técnicas de comunicação verbal, mas negligenciam a escrita. A carta comercial não só é um instru- mento de comunicação no relacionamento co- mercial como também é a imagem de quem ela representa. Além do conteúdo, é necessá- ria boa apresentação (formato/digitação/papel) para provar, no primeiro contato, uma impres- são de ordem, organização e competência. Ao lerem uma correspondência mal- feita, com erros gramaticais, os clientes podem ter a impressão de que o serviço ofe- recido por aquela organização não seja da melhor qualidade. Recomendamos que o profissional de ne- gócios imobiliários busque reciclagem cons- tante das técnicas de redação e gramática. Estrutura e programação visual da carta Os tipos estéticos mais utilizados são aqueles que facilitam o trabalho, sem entrada de parágrafos, sem divisão silábica no fim da linha, com todas as frases alinhadas na mar- gem esquerda. Um dos documentos que mais sofreu in- fluência dos modelos americanos foi a carta, tanto na forma quanto no estilo. No início da década de 1960, o modelo utilizado era o chamado endentado ou semi- bloco, por causa das aberturas de parágrafos. Em meados da década de 1980, a estética so- freu variações assumindo o estilo bloco com- pacto, assim, adotaremos a programação visual americana – a mais empregada em todo o mundo, usada até os dias atuais. Componentes da carta comercial Timbre e Endereço: Normalmente, a empresa imprime a natureza de sua atividade como: endereço, caixa postal, número telefô- nico, fax, cidade e Estado, e-mail/site etc. Cada empresa adota um padrão, muitas vezes, o timbre, que é também conhecido como logomarca da organização, fica no lado esquerdo, no alto da folha e o endereço no lado direito ou no rodapé. Número de controle: Facilita o controle da correspondência, follow-up e arquivamento. Geral- mente, vem acompanhado de uma sigla do de- partamento ou setor e, às vezes, do ano em que a carta é expedida. Assim: SBPC 397/01. (Local) Data: Modernamente, o local antes da data tem sido suprimido. Parte-se do princípio de que o papel é tim- brado e tem, no seu rodapé, todo o ende- reçamento, inclusive o local em que está situada a organização. Data: Não se esqueça de datar. A data também é a referência do seu cliente. Quando você escreve a um cliente, indique sempre dia, mês e ano. Atenção: Coloca-se dia e mês (sem o zero à esquerda; o correto é: 2 de janeiro de 2007). Quando a data for mencionada no meio do texto, ela é escrita de forma reduzida. Assim: Respondendo sua carta de 2-1-07. Observação: Segundo o autor Adalberto J. Kaspary do livro Redação Oficial, para se- parar os elementos de uma data (dia, mês e ano), é preferível usar o hífen, que proporciona maior clareza gráfica do que o ponto (.) ou a barra diagonal (/). Nome do mês sempre em minúscula. Em português, não grafamos os meses com a primeira letra maiúscula. Portanto, o correto é: São Paulo, 2 de janeiro de 2007. Observação: No ano, não há ponto nem espaço depois do milhar: 2007 (não 2.007 ou 2 007). Depois da data, ponto final: São Paulo, 2 de janeiro de 2007. Destinatário: Não se utiliza mais À/Às/Para ou Ilmos. Srs. antes do nome do destinatário. Basta que você coloque o nome Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro100 da empresa ou pessoa a quem a carta se des- tina, somente com a primeira letra maiúscula. Outra atualização é você não colocar ende- reço, caixa postal, CEP etc. Além de ser con- siderado descortês, pois seu cliente tem plena consciência de onde se encontra, é um des- perdício de tempo. Estas informações você as colocará no envelope para o correio ou entre- gador. O único caso que permite a utilização do endereço no próprio corpo da carta é quando se utilizam envelopes janelados, nor- malmente utilizados nas correspondências bancárias. Mudanças no tratamento Antes Ilmos Srs. XYZ & Cia. Ltda At.: Sr. Fernando Marques Rua João Capistrano, 1330 CEP 01130-020 - São Paulo – SP Agora XYZ & Cia. Ltda At.: Sr. Fernando Marques Ou XYZ & Cia. Ltda Departamento de Arte At.: Sr. Fernando Marques Ou XYZ & Cia. Ltda À atenção do Sr. Fernando Marques • Assunto e/ou Referência: É a sín- tese do conteúdo da carta, circular etc. Fa- cilita o registro para quem a recebe. A descrição do assunto vem, às vezes, indi- cada em letras maiúsculas ou em negrito para destacar. Não é obrigatório colocar a palavra Referência abreviada antes, pois essa posição na carta é a da referência, e o seu leitor sabe. Não confundir assunto com referência. Esta última menciona o número do documento. Assim:Ref.: Sua Carta DC-32 de 2-2-2007. Exemplo: Assunto: Mau acondicionamento das mercadorias. • Vocativo (ou Invocação): Podem ser utilizadas várias formas. Exemplos: Prezados Senhores / Prezado Senhor; Senhores / Se- nhor; Prezados Clientes / Caro Cliente /Caro Amigo. Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro101 Observação: At. ou att.? Quando se quer dirigir a correspondência a uma pessoa representante da organização, deve-se utili- zar a abreviatura At. Não existe, em portu- guês, att. Isto é um equívoco, talvez por assimilação ao attention do inglês que, na verdade, se abrevia attn. Pode-se, também, utilizar a palavra atenção por extenso: À atenção do Sr.... Cuidado, também, para não empregar A/C dentro da carta (A/C = aos cuidados). Esta abreviatura é empregada somente no envelope quando uma terceira pessoa está envolvida na transmissão da informação: ela recebe a carta e a encaminha a quem ela está destinada. As cartas comerciais pertencem a um setor especial e importante; os técnicos estão modernizando a correspondência de muitas empresas, eliminando frases inú- teis, aconselhando a simplicidade. Há um movimento visando arquivar o prezado, muitas vezes absurdo. Por exemplo, por que se vai chamar alguém de prezado, quando se vai queixar de que sua firma foi negligente em entregar um pedido? • Corpo da Carta (texto): É o assunto da carta, que deverá ser exposto de maneira clara, objetiva e precisa, em parágrafos. A se- paração dos parágrafos, modernamente, fica demonstrada por um espaço maior entre uma linha e outra. A carta possui, em média, três parágrafos: 1º Informação inicial (apresentação do tema) 2º Desenvolvimento do tema 3º Conclusão O corpo da carta fica disposto mais ou menos no centro do papel. Hoje é mais re- comendado, em cartas, o sistema ameri- cano, em que a margem não é feita por afastamento, e a mudança de parágrafo é indicada apenas por espaços entre as li- nhas. Isso, porém, não significa que é o único sistema a ser usado no Brasil e tam- bém não é o único atual, pois a moderni- dade na correspondência é caracterizada muito mais pela linguagem, clareza, corre- ção etc. • Despedida ou Fecho: É onde melhor se nota a simplicidade porque vem pas- sando a carta comercial moderna. Os fe- chos têm-se reduzido a Atenciosamente (para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior); Cordialmente (não se deve usar porque vem do coração - deve haver intimidade); Atentamente (é fecho em Espanhol); Respeitosamente (para au- toridades superiores, inclusive o Presidente da República). • Assinatura do Responsável: Serve para conferir a responsabilidade do que foi escrito. O cliente tem o direito de saber o nome da pessoa que assinou. Não faça com que o leitor tenha de decifrar a assinatura. Escreve-se o nome do emissor e logo abaixo seu cargo. A assinatura é feita acima do nome digitado. Assim: (assinatura) Joana Fernandes Azevedo (nome completo) Diretora (cargo) Observação: Não se coloca traço sob a assinatura, nem o nome da empresa que já está no cabeçalho (se o timbre for com este nome de um grupo de empresas coligadas, es- clarecer o nome junto da assinatura). Além do nome de quem assina e a função que exerce, nada mais deve ser colocado; evite-se o uso do carimbo, que prejudica a programação vi- sual. Portanto, dê espaços maiores para me- lhor visualização da assinatura. • Nome e cargo/função. À exceção das letras iniciais, o nome civil e o cargo são escri- tos em minúsculas. Nunca coloque o título (professor, doutor, engenheiro) na frente do nome de quem assina, ou seja, do signatário. Se você quer que saibam que ele é en- genheiro coloque o registro do Conselho Re- gional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA); se quer mostrar que é advogado co- loque seu registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Assim: Nildo Resende Filho Gerente Técnico OAB nº 341245 Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro102 Atenção: Gramaticalmente, o correto é colocar a vírgula depois do nome do signatá- rio e ponto final depois do seu cargo ou fun- ção. O que ocorre, porém, é que há uma simplificação e não são digitados os sinais de pontuação. A única vírgula (solta) é colocada após o “Atenciosamente”. Esta vírgula solta não tem sentido. • Anexos. É a enumeração dos papéis que acompanham a carta; isto se a documen- tação ainda não foi mencionada no corpo da carta. Exemplificando: Anexos: Circular DC 30/00 Tabela de Preços de dezembro/2007 Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro103 Dicas importantes: • A margem esquerda, em geral, será de 12 espaços; quanto à margem direita, não é ne- cessária precisão, desde que mantenha um mínimo de estética. • Quando se faz uma citação, são usadas as aspas: “Viver é muito perigoso”. G. Rosa. Ha- vendo citação dentro de citação usar aspa simples: “Serve o equivalente ‘report’ ou qualquer outro”. • Ao escrever à mão, evite caneta vermelha ou verde; prefira azul ou preta. • Nunca use PS (Post-scriptum = pós-escrito) ou Obs. (Observação) em cartas ou em e- mails veiculadas na área profissional, só em família. Se esqueceu algo, reescreva o texto acres- centando o que faltou. • Quando houver mais de uma folha, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) determina que para indicar continuação, usar o sinal .../ a 30 mm do fim da primeira página a quatro espaços (de máquina de escrever) da margem direita. • As expressões “em tempo” e “digo” são utilizadas somente em Atas, no caso de haver omis- são ou erro, verificado após a leitura. • Não se sublinha o espaço entre as palavras (Ex.: ...mais aquilo que ele faz com o que lhe sucede), nem o sinais de pontuação (Ex.: ...com a falta de matéria-prima.). • Cópias: Quando você quer indicar que está enviando cópias da carta, use as abreviaturas “có- pias” ou “com cópia” assim: c.: ou c.c: • Pronomes pessoais de tratamento: Vossa só é utilizado como pronome de tratamento – com quem se fala. Ex.: Vossa Excelência decidiu corretamente. Sua (abreviatura S.) – de quem se fala. Ex.: Meus amigos, Sua Excelência não virá à nossa reunião. Programação visual da Carta Estilo endentado ou semibloco Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro104 Características Gerais da Comunicação Comercial Moderna • Uso de linguagem simples. • Construção de frases curtas. • Desuso de palavras desnecessárias. • Respeito às normas da língua portuguesa. Observação O estilo com entrada para o parágrafo está em desuso. Mas, em alguns casos, este es- tilo é permitido. Sobretudo, quando se trata de uma correspondência mais formal, que exige um visual mais clássico. Década de 1960 a 1980 Estilo bloco compacto Mais moderno, dada sua praticidade e economia de tempo. Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro105 Década de 1990 à atual 1. Qual a característica que diferencia a redação empresarial? R:_____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 2. Qual a função prática das mensagens que circulam no meio imobiliário? R:_____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 3. Associe as definições correspondentes às características da linguagem que deve ser utilizada em mensagens empresariais. ( 1 ) Simples ( ) Muito objetiva, específica e apropriada. ( 2 ) Atual ( ) Informa com economia de palavras. ( 3 ) Precisa ( ) Estética que valoriza o texto. ( 4 ) Correta ( ) Que pode ser entendida na atualidade. ( 5 ) Concisa ( ) Evita preocupações com enfeites. ( 6 ) Impessoal ( ) Observa as normas gramaticais. ( 7 ) Boa diagramação ( ) Sem manifestações subjetivas. 4. Quais as etapas que se deve seguir para escrever melhor? R:________________________________________________________________________________________________________________________________________________ AULA 3 Esquema de carta empresarial/comercial (1) TIMBRE ou LOGOMARCA (2) Endereço completo da empresa (3) Nº de controle do documento (4) Data com margem à esquerda (5) Destinatário: nome da empresa ou da pessoa a quem se destina a correspondência (6) Ref.: síntese do conteúdo da carta. (7) VOCATIVO: expressão usada pela qual se dirije ao destinatário. OBSERVAÇÃO: Pode-se usar dois pontos ( : ) ou vírgula ( , ) depois do nome. (8) CORPO DA CARTA - CLAREZA, OBJETIVIDADE, PRECISÃO Primeiro parágrafo - Apresentação do tema Segundo parágrafo - Desenvolvimento Terceiro parágrafo - Conclusão (9) Despedida ou fecho (10) ASSINATURA: sem traço - DOIS CHEFES ASSINAM: Superior à esquerda (11) Anexos Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro106 1. Com base na Aula 2 (Estrutura/Componentes da carta), verifique os exemplos de mo- delos antiquado e moderno de comunicação empresarial, bem como suas características para responder os dois exercícios abaixo: Exercício 1: Defina quais são os problemas enumerados desta redação: EXEMPLO DE MODELO ANTIQUADO DE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 1. _____________________________________________________ 2. _____________________________________________________ 3. _____________________________________________________ 4. _____________________________________________________ 5. _____________________________________________________ 6. _____________________________________________________ 7. _____________________________________________________ 8. _____________________________________________________ 9. _____________________________________________________ 10. ____________________________________________________ TIMBRE OU LOGOMARCA Rua X - Porto Alegre - caixa postal, 47 - ... Porto Alegre, 6 de novembro de 1996. A (1) Fernando de Barros & Cia. Ltda. Av. Rio Branco, 123 - conj.7 Rio de Janeiro - RJ (2) Att.: Sr. Fernando de Barros Prezado Senhor, (3) Em resposta à solicitação feita pelo escritório de V.S.a, representado, em nossa ci- dade, pelo Sr. Marcelo Silveira, informamos que seguiram, via aérea, dez (10) (4) caixas dos medicamentos pedidos. (3) Outrossim (5), comunicamos que a duplicata no 0860133, no Banco da Amizade S.A., emitida por V.S.a, em 3 de outubro do corrente ano, já foi encaminhada em 29 de outubro (6) p.p. (7) ao Departamento de Cobrança. (3) Sem mais que se apresenta para o momento (8). Atenciosamente (9) _____________________ (10) Tiago Almeida, Diretor. TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro107 Exercício 2: Defina quais são as mudanças citadas nesta redação moderna: EXEMPLO DE MODELO MODERNO DE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E CARACTERÍSTICAS Respostas: A. ____________________________________ B. ____________________________________ C. ____________________________________ D. ____________________________________ E. ____________________________________ F. ____________________________________ G. ____________________________________ H. ____________________________________ I. ____________________________________ TIMBRE OU LOGOMARCA Rua X - Porto Alegre - caixa postal, 47... C 017/2006 (A) Porto Alegre, 6 de novembro de 1995. (B) Fernando de Barros & Cia. Ltda. (C) Envio da planta do edifício comercial e condições de pagamento (D) Prezados Senhores,(E) À solicitação feita pelo escritório de V.S.as, representado, em nossa cidade, pelo Sr. Marcelo Silveira, informamos que seguiram, via aérea, dez caixas dos medicamentos pedidos. Comunicamos que as condições de pagamento seguem em impresso anexo. (F) Atenciosamente, (G) Tiago Almeida, (H) Diretor da Imobiliária Souza & Lima. (I) Comunicação e Expressão - Aula 3 Instituto Universal Brasileiro108 Correspondências Mesmo que a imobiliária tenha uma seção específica para a correspondência, é primordial que o corretor tenha noções básicas dos procedimentos, no caso de atuar como au- tônomo, ou para dar orientações ao profissio- nal responsável pelo manuseio, triagem e classificação da correspondência. Tarefas prioritárias A abertura e o encaminhamento da correspondência são tarefas prioritárias, uma vez que são constantes e urgentes as providências em relação a determinadas mensagens ou documentos. É importante classificar a correspondência e agilizar os encaminhamentos, soluções ou minutas de respostas etc. Para tal, é preciso co- nhecer a estrutura da imobiliária, ou seja, as equipes, a filosofia da empresa, e ainda, os procedimentos habituais em re- lação à correspondência. A percepção do profissional de negó- cios imobiliários será muito exigida neste setor. É necessário saber relacionar os fa- tores organizacionais para apresentar su- gestões coerentes e compatíveis. Opinar sobre o correto manejo da correspondência é um dos caminhos que mais agiliza os pro- cessos e dá autonomia para tomar decisões em casos que necessitam de interferência, ou para resolver assuntos pendentes. Análise das correspondências Muitas empresas dão autonomia para que os corretores tenham acesso às corres- pondências, fazendo a devida triagem e ante- cipando as providências dos casos cabíveis. Nestas situações, a equipe deve acessar as AULA 4 CORRESPONDÊNCIAS E MODELOS DE IMPRESSOS Aprenda a diferenciar e utilizar os meios de comunicação mais comuns no segmento imobiliário, como: correspondência, impres- sos, telefone, fax, meios informatizados, ter- minais de ponto de compra e venda. Fluxos de entrada e saída de docu- mentos e informações, visando à agilização de processos. Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro109 pastas destinadas para os diferentes assuntos e processar a análise das informações, de pre- ferência, imediatamente. Observe algumas orientações genéricas quanto a alguns documentos para assinatura (cheques, contratos, procurações, fichas ca- dastrais etc.): 1º Existe uma hierarquia na ordem das assinaturas. 2º Há superiores que assinam, conferem, rubricam. Há outros que fazem a última assina- tura, baseados no visto de algum outro superior. ►No primeiro caso, a função do funcionário designado é de conferir se todas as assinaturas e rubricas foram feitas. No segundo, deve verificar se o documento está com o visto do superior, se os locais para assinatura estão marcados e, pos- teriormente, conferência das assinaturas. Arquivo da Correspondência Toda correspondência deve ser sepa- rada por: • assuntos que dependem de decisão. • assuntos para informação que não de- pendem de decisão. • leitura geral. • correspondência pessoal. Roteiro de manuseio Apresentamos um roteiro básico para manusear a correspondência, que pode ser adaptado às particularidades de cada imobi- liária: 1) Separe a correspondência dos jor- nais, revistas, panfletos. 2) Confirme sempre que receber algum cheque ou ordem de pagamento. 3) Os anexos devem ser mantidos com as correspondências; conserve envelopes, invólucros, pacotes e outros empilhados du- rante o trabalho de abertura, pois poderá ser necessário alguma confirmação importante. 4) Existem alguns documentos que não devem ser carimbados: - cheques: se recebidos anexados a uma carta, carimbe a carta; se recebidos apenas com o envelope, carimbe o envelope e mantenha-o junto ao cheque. - documentos encaminhados à imobi- liária para apreciação e que serão, posterior- mente, devolvidos a seus remetentes. - contratos, alteração contratual, ficha cadastral, nota promissória, distratos, vis- torias e outros documentos formais ou in- formais. 5) Leia com atenção cada mensagem e grife palavras ou frases-chaves que identifi- cam a intenção do remetente e providências a serem tomadas. Expressões do tipo “ur- gente”, “a partir de...”, “em resposta a sua carta de...” também devem ser grifadas. Es- creva, discreta e diretamente, na própria cor- respondência ou em papel anexo, a quem ou a qual departamento deve ser encaminhada. 6) Escreva, de forma objetiva,as provi- dências que devem ser tomadas. Exemplos: arquivar, mandar catálogos, panfletos, verifi- car data de remessa, preenchimento de fi- chas, retirar chaves, autorização entrada em condomínios etc. Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro110 Sugestões de encaminhamentos a) Verificar qual o setor da imobiliária po- deria resolver o assunto. Acompanhar o caso até as providências serem tomadas, posicio- nando o superior no retorno de todas as medi- das aplicadas. b) No caso de assunto de competência da equipe, tomar as providências cabíveis. c) Se o assunto for específico de um setor e o seu retorno não for breve, enviar um e-mail à pessoa e/ou empresa envolvida, in- formando da ausência do superior e data pre- vista de retorno, pedindo que aguardem, até a referida data, a resolução do assunto. Modelos de impressos As imobiliárias, pela própria característica do trabalho, utilizam alguns documentos repe- tidas vezes. Deste modo, os impressos ane- xos estão previamente prontos para serem utilizados em situações semelhantes, agili- zando o trabalho do corretor durante uma tran- sação imobiliária. Estes modelos necessitam apenas de que os espaços em branco sejam preenchidos com os dados necessários. É preciso conhecer os conteúdos destes documentos para dar orientações ao cliente e organizar correta- mente as rotinas internas. São Paulo, 21 de janeiro de 2008. Cond. Ed. Rio Iguaçu At.: Sr. Paulo Nunes de Oliveira Na qualidade de administradores da unidade 182 do referido edifício, solicitamos a liberação da entrada do Sr. ........ portador da cédula de identidade RG nº ........-., pois ele está efetuando serviços na referida unidade. Colocamo-nos à disposição através do telefone (11)0000-0000 Atenciosamente, (Nome completo da Imobiliária) 1- AUTORIZAÇÃO DE ENTRADA EM CONDOMÍNIO Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro111 NOME_______________________________________________________________________________________________ NACIONACIONALIDADE ____________________________________________ ESTADO CIVIL ____________________ FILIAÇÃO____________________________________________________E _____________________________________ NATURAL DE __________________________ ESTADO _____________ DATA DE NASCIMENTO ______/______/______ ENDEREÇO RES.______________________________________________________________________________________ BAIRRO______________________________CIDADE____________________________ESTADO_____________________ TEL. RES. (_____)________________CELULAR (_____)_________________E-MAIL ______________________________ � PRÓPRIA � ALUGADA – ADM. ________________ TEL (_____) ____________ CONTATO ___________________ VALOR ALUGUEL R$ ____________ DESDE _____/_____/_____ � OUTROS ___________________________________ CÉDULA DE IDENTIDADE_____________________________ CPF/MF ________________________________________ EMPRESA ONDE TRABALHA __________________________________________________________________________ END. COMERCIAL ____________________________________________________________________________________ BAIRRO __________________________________ CIDADE ______________________________ ESTADO ____________ TEL (_____)______________________ FAX (____)___________________ E-MAIL _________________________________ CARGO _____________________________ TEMPO DE SERVIÇO ________________ SALÁRIO R$__________________ OUTROS RENDIMENTOS _______________________________________________________________________________ DADOS DO CÔNJUGE NOME_______________________________________________________________________________________________ FILIAÇÃO ____________________________________ E _____________________________________________________ NATURAL DE ___________________________ ESTADO ________________ DATA DE NASCIMENTO _____/_____/_____ CÉDULA DE IDENTIDADE _________________________________ CPF/MF____________________________________ EMPRESA ONDE TRABALHA ___________________________________________________________________________ END. COMERCIAL ____________________________________________________________________________________ BAIRRO __________________________________ CIDADE ______________________________ ESTADO ____________ TEL (_____)___________________ FAX (_____)________________________ E-MAIL _____________________________ CARGO ___________________________ TEMPO DE SERVIÇO ____________________ SALÁRIO R$ _______________ OUTROS RENDIMENTOS ______________________________________________________________________________ BENS AUTOMÓVEL MARCA _____________________________ MODELO ____________________________ ANO __________ PLACA ___________________________________ ALIENADO � SIM � NÃO AUTOMÓVEL MARCA _____________________________ MODELO ____________________________ ANO __________ PLACA ___________________________________ ALIENADO � SIM � NÃO LINHAS TELEFÔNICAS Nºs ____________________________________________________________________________ IMÓVEL __________________________________________________________ BAIRRO ___________________________ CIDADE ______________________________________________________ ESTADO ______________________________ CARTÓRIO REGISTRO _____________ MATRÍCULA/TRANSCRIÇÃO __________ LIVRO _______ DATA ____/____/____ OUTROS BENS _______________________________________________________________________________________ REFERÊNCIAS BANCÁRIAS BANCO ______________________________ AGÊNCIA _______________________ TEL (_____) ____________________ CONTA ___________________________ LIMITE ____________________________________ DESDE _____/_____/_____ BANCO ____________________________ AGÊNCIA ________________________ TEL (_____) ____________________ CONTA ______________________________ LIMITE _________________________________ DESDE _____/_____/_____ CARTÕES DE CRÉDITO _______________________________________________________________________________ OBS. _____________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________ 2- FICHA CADASTRAL DE FIADOR DE PESSOA FÍSICA Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro112 • A ficha deverá ser preenchida de forma legível e sem abreviações. • Os dados acima deverão ser verdadeiros. • A renda comprovada mínima exigida tanto do locatário quanto dos fiadores é de 3 (três) vezes o valor locativo. • Locatário e fiador não poderão ter ações, protestos, cheques sem fundos ou negativações no SPC, salvo se previamente jus- tificados e liberados pela gerência. • Locatário e fiador deverão apresentar xérox dos documentos comprobatórios dos dados acima. * Pagamento da informação será feito pelo locador. * O imóvel do fiador deverá ter escritura definitivamente registrada junto ao cartório de registro de imóveis. Favor, indicar a sua relação com o locatário: ________________________________________________________________ Autorizo o locador ou sua administradora a levantar meu nome com base nos dados acima. São Paulo, ________ de ____________________________ de ___________. _______________________________________________________ RELAÇÃO DE DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS ► Ficha de informações devidamente preenchida e assinada ► RG (fiador e esposa) ► CIC (fiador e esposa) ► Certidão de casamento ► Cópia da Carteira de Trabalho (se houver) ou do Contrato Social (se for sócio proprietário) ► Comprovante de renda (holerite, declaração de I.Renda, Pró-Labore) – 3 últimos meses, de todas as pessoas necessárias à composição mínima de 3 aluguéis ► Comprovante de residência( luz, telefone, extrato bancário ou cartão) ► Comprovante de patrimônio (OBRIGATÓRIO ficha de matrícula do Registro de Imóveis Atualizada de 1 imóvel) 3- COMUNICADO PARA QUE O LOCATÁRIO EXERÇA SEU DIREITO DE PREFERÊNCIA PARA COMPRA DO IMÓVEL EM30 DIAS De: Sr./Sra. Para: Sr./Sra. Data: Como proprietária e LOCADORA do imóvel que V.S.ª ocupa, sito na Rua.... , em vir- tude do contrato de locação vigente, venho comunicar-lhe que pretendo vender o referido apartamento. De acordo com a lei 8.245/91, venho lhe assegurar o direito de preferência como LOCA- TÁRIA na aquisição do supracitado imóvel, caso tenha interesse em adquiri-lo. O valor que pretendo apurar com a venda é de R$ ( ). Caso tenha interesse, favor entrar em contato com a administradora desse imóvel, sito na...– falar com Sra. , ou através do telefone (11)0000-0000. O prazo para que manifeste a sua vontade de adquirir o imóvel nas condições propostas é de 30 dias contados a partir da data de recebimento da presente notificação. Caso isso não ocorra, V.S.ª me deixará livre para vendê-lo a terceiros. Sendo assim, V.S.ª deverá marcar datas e horários para que os candidatos possam co- nhecer e examinar o apartamento. Atenciosamente, Nome.... Ciente: Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro113 VISTORIA inicial ( ) final ( ) Data: ENDEREÇO DO IMÓVEL: LOCATÁRIO: TELEFONE: PINTURA INTERNA NOVA: SIM ( ) NÃO ( ) PINTURA EXTERNA NOVA: SIM ( ) NÃO ( ) SALA DE ESTAR/ JANTAR E HALL DE ENTRADA INTERRUPTOR/TOMADAS LUSTRES: ( ) JANELAS / VIDROS TELA PROT: PISO PORTA DE ENTRADA OUTROS SACADA/TERRAÇO GRADE E OU TELA DE PROTEÇÃO PINTURA PISO OUTROS LAVABO ACESSÓRIOS LOUÇAS PISOS/AZULEJOS TORNEIRA/DESCARGA OUTROS COZINHA ARMÁRIOS/GABINETE INTERRUPTOR/TOMADAS/LUSTRES CAMPAINHA JANELAS/VIDROS PIA/TORNEIRA PISO/AZULEJOS PORTA OUTROS 1º DORM ARMÁRIOS JANELAS/VIDROS PISO PORTAS OUTROS 2º DORM ARMÁRIOS JANELAS/VIDROS PISO PORTAS OUTROS 3º DORM OU SUÍTE ARMÁRIOS JANELAS/VIDROS PISOPORTAS OUTROS 4- VISTORIA Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro114 São Paulo, 28 de janeiro de 2008. Locatário(a): Sr./Sra. Ref.: Rescisão de contrato de locação residencial Imóvel: Rua Locador(a): Sr./Sra. Pelo presente, declaramos para os devidos fins que o contrato de locação celebrado entre as partes em .....estará rescindido a partir de ........... conforme Lei 8.245/91 artigo 4º Parágrafo Único do Código Civil, liberando o fiador a partir desta data do vínculo contratual. Atenciosamente, Imobiliária......... São Paulo, II- REF.: REAJUSTE DE ALUGUEL A PARTIR DE _______________________ Na qualidade de locadora do imóvel sito na Rua_____________ , para o locatário Sr.__________________, conforme contrato em vigor desde _____________________, autorizamos que o aluguel do referido imóvel seja mantido, durante o prazo de 12 meses, que terminará em ____________________ no valor de RS___________________________. Este documento passará a fazer parte integrante do contrato. Atenciosamente, REGINA COSTA 5- LIBERAÇÃO DE FIADOR 6- REAJUSTE DE ALUGUEL Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro115 1. A abertura e encaminhamento de correspondências para tomada de providências ur- gentes são: a) ( ) funções secundárias b) ( ) tarefas prioritárias c) ( ) responsabilidades de terceiros d) ( ) não faz parte da rotina da imobiliária 2. No que se refere às correspondências e documentos, como o profissional de negócios imobiliários pode colaborar? R:______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 3. Quais os documentos que não devem ser carimbados? R:______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 4. Simplifique, em três pontos principais, as possibilidades de encaminhamentos de cor- respondências e documentos. R:______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ Preencha o Modelo de Impresso para Vistoria, utilizando as seguintes expressões para identificar a situação dos locais da residência: - Em perfeito estado de funcionamento - Existem danos - Em bom estado de conservação Observação: Quando se tratar de afirmação ou negação de um item, basta respon- der Sim ou Não. AULA 4 MODELO DE IMPRESSO Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro116 VISTORIA inicial ( ) final ( ) Data: ENDEREÇO DO IMÓVEL: LOCATÁRIO: TELEFONE: PINTURA INTERNA NOVA: SIM ( ) NÃO ( ) PINTURA EXTERNA NOVA: SIM ( ) NÃO ( ) SALA DE ESTAR/ JANTAR E HALL DE ENTRADA INTERRUPTOR/TOMADAS LUSTRES: ( ) JANELAS / VIDROS TELA PROT: PISO PORTA DE ENTRADA OUTROS SACADA/TERRAÇO GRADE E OU TELA DE PROTEÇÃO PINTURA PISO OUTROS LAVABO ACESSÓRIOS LOUÇAS PISOS/AZULEJOS TORNEIRA/DESCARGA OUTROS COZINHA ARMÁRIOS/GABINETE INTERRUPTOR/TOMADAS/LUSTRES CAMPAINHA JANELAS/VIDROS PIA/TORNEIRA PISO/AZULEJOS PORTA OUTROS 1º DORM ARMÁRIOS JANELAS/VIDROSPISO PORTAS OUTROS 2º DORM ARMÁRIOS JANELAS/VIDROS PISO PORTAS OUTROS 3º DORM OU SUÍTE ARMÁRIOS JANELAS/VIDROS PISO PORTAS OUTROS Comunicação e Expressão - Aula 4 Instituto Universal Brasileiro117 AULA 1 1- Complete a lacuna, indicando a alternativa correta: A comunicação agrega, afasta ou de- monstra indiferença das pessoas, mas, de qualquer forma, é ferramenta que ____________________. a. ( X ) provoca uma reação do outro b. ( ) provoca uma aceitação geral c. ( ) provoca uma apatia total d. ( ) provoca uma sensação de alívio 2- Conceitue Comunicação. R: Respostas prováveis: ► Processo que envolve a transmissão e a recepção de mensagens entre uma fonte emissora e um destinatário receptor, no qual as informações, transmitidas por intermédio de recursos físicos (fala, audição, visão etc.) ou de aparelhos e dispositivos técnicos, são codificadas na fonte e decodificadas no destino com o uso de sistemas convencionados de signos ou símbolos sonoros, escritos, iconográficos, gestuais etc. ► Ato ou efeito de comunicar-se; informação transmitida; seu conteúdo. ► Ação de transmitir uma mensagem e, eventualmente, receber outra mensagem como resposta. ► Comunicado esclarecedor; esclarecimento; exposição; ato de conversar; conversação. ► Carta, nota ou qualquer outra informação transmitida por escrito; comunicado. ► Participação oral ou escrita; aviso; habilidade de dialogar e se fazer entender. ► Numa organização, função de transmitir ordens, ideias, políticas de ação etc. 3- No diagrama clássico da comunicação, o qual já tem outras formatações, aparecem como elementos fundamentais: a. ( ) ouvidor – canal - ruído - barulho b. ( ) transmissor – ruído – retroinjeção - veículo c. ( X ) emissor – canal – receptor – ruído - retroinformação d. ( ) emissor – canal – ruído – informador 4- Indique a alternativa que corresponde às formatações do ruído. a. ( ) deformante - concorrente - depressivo b. ( X ) deformante – concorrente - supressivo c. ( ) informante – exagerado – baixo d. ( ) deformante – recorrente – supressivo 5- Conceitue Comunicação Empresarial. R: Conjunto dos meios e procedimentos utilizados pela empresa em sua interação com os diversos públicos em suas operações internas e externas. Respostas Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro118 6- Na comunicação empresarial, o emissor, que pode ser um setor, departamento, direto- ria ou a empresa em si, precisa saber: a. ( ) que público não quer atingir e que reações pretende gerar neste público. b. ( X ) que público quer atingir e que reações pretende gerar neste público. c. ( ) eleger o público e divulgar para todos os públicos. d. ( ) escolher o público do concorrente e divulgar informações internas. 7- Representação simbólica de uma entidade, que permite identificá-la de um modo ime- diato. Um nome, imagens ou conceitos que distinguem o produto, serviço ou a própria empresa. Assinale a alternativa que corresponde a estes conceitos: a. ( ) papelaria b. ( ) sinal c. ( ) tipologia d. ( X ) marca AULA 2 1- Com a Intranet, a comunicação empresarial obtém uma série de benefícios. Mencione um destes benefícios: R: Podem ser mencionados: ► Reuniões on-line. ► Conversas eletrônicas, sem o uso do telefone, gerando economia. ► Decisões mais rápidas, pois diminui a necessidade de deslocamento das pessoas. ► Permite a transferência de arquivos: cartas, contratos, ofícios etc. Podem ser re- gistradas e depois impressas. 2- Tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento eletrônico, como, por exemplo, um computador é chamada de: a. ( ) e-mail b. ( ) intranet c. ( X ) comércio eletrônico d. ( ) exportação 3. Para um bom desenvolvimento é preciso compreender a Tecnologia da Informática como um: a. ( X ) investimento b. ( ) dispositivo c. ( ) custo a mais d. ( ) periférico Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro119 4- “Para ser um bom corretor virtual, é preciso conhecimento de informática, rapidez no atendimento, determinação e boa comunicação”. Esta postura refere-se à a) ( X ) necessidade de comunicação rápida e eficiente com o cliente. b) ( ) pesquisa para consultas de ferramentas na Internet. c) ( ) venda em plantão, com atendimento personalizado. d) ( ) falta de convicção do cliente. 5- Para mensagens comerciais, sobretudo, para as que são veiculadas pelos meios infor- matizados, o ideal é usar a) ( ) vocabulário sofisticado. b) ( ) estilo prolixo e detalhado. c) ( X ) redações objetivas adequadas à situação. d) ( ) clichês e subterfúgios que cativem os clientes. AULA 3 1- Qual a característica que diferencia a redação empresarial? R: Trata-se de uma mensagem produzida por uma organização. Não se pode correr o risco de, por um simples erro, manchar a imagem da empresa. 2- Qual a função prática das mensagens que circulam no meio imobiliário? R: Informar o receptor sobre um tema específico. Portanto, devem ser redigidas em linguagem formal, correta, simples e direta para facilitar a compreensão do leitor. 3- Associe as definições correspondentes às características da linguagem que deve ser utilizada em mensagens empresariais. ( 1 ) Simples ( 3 ) Muito objetiva, específica e apropriada. ( 2 ) Atual ( 5 ) Informa com economia de palavras. ( 3 ) Precisa ( 7 ) Estética que valoriza o texto. ( 4 ) Correta ( 2 ) Que pode ser entendida na atualidade. ( 5 ) Concisa ( 1 ) Evita preocupações com enfeites. ( 6 ) Impessoal ( 4 ) Observa as normasgramaticais. ( 7 ) Boa diagramação ( 6 ) Sem manifestações subjetivas. 4- Quais as etapas que se deve seguir para escrever melhor? R: 1 – Planejar a redação; 2 – Visualizar quem vai receber a carta; 3 – Utilizar ex- pressões gentis; 4 – Evitar palavras desnecessárias. Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro120 AULA 4 1- A abertura e encaminhamento de correspondências para tomada de providências ur- gentes são: a) ( ) funções secundárias b) ( X ) tarefas prioritárias c) ( ) responsabilidades de terceiros d) ( ) não faz parte da rotina da imobiliária 2- No que se refere às correspondências e documentos, como o profissional de negócios imobiliários pode colaborar? R: Pode colaborar apresentando sugestões sobre os devidos encaminhamentos para acelerar a resolução dos problemas com correspondências ou documentos, nos casos que necessitam de interferência. 3- Quais os documentos que não devem ser carimbados? R: Cheques, documentos que serão devolvidos, contratos, fichas cadastrais, notas promissórias, distratos, vistorias etc. 4- Simplifique, em três pontos principais, as possibilidades de encaminhamentos de cor- respondências e documentos. R: 1 - Verificar qual o setor que poderia resolver o assunto. 2 - Tomar as providências cabíveis. 3 - Usar os meios de comunicação disponíveis para informações adicionais. Segue abaixo uma possibilidade de redação do e-mail TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO Respostas Subject/Assunto: Preparação do lançamento dos apartamentos do Flat Prezado Sr. Roger Stefan, Solicitamos-lhe reserva de uma sala para reunião dos corretores em virtude do lançamento da venda dos apartamentos. Queira, por gentileza, anotar: Data: 8/11/07 Nº de paticipantes: 15 Para quaisquer esclarecimentos, contate a Srta. Meire Chimene, atendente da Imobiliária Vieira & Souza pelo telefone (0xx11) 3822-7700. Atenciosamente, Paulo River, Diretor Comercial. Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro121 Exercício 1: Defina quais são os problemas enumerados desta redação. EXEMPLO DE MODELO ANTIQUADO DE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL TIMBRE OU LOGOMARCA Rua X - Porto Alegre - caixa postal, 47 - ... Porto Alegre, 6 de novembro de 1996. A (1) Fernando de Barros & Cia. Ltda. Av. Rio Branco, 123 - conj.7 Rio de Janeiro - RJ (2) Att.: Sr. Fernando de Barros Prezado Senhor, (3) Em resposta à solicitação feita pelo escritório de V.S.a, representado, em nossa ci- dade, pelo Sr. Marcelo Silveira, informamos que seguiram, via aérea, dez (10) (4) caixas dos medicamentos pedidos. (3) Outrossim (5), comunicamos que a duplicata nº 0860133, no Banco da Amizade S.A., emitida por V.S.a, em 3 de outubro do corrente ano, já foi encaminhada em 29 de outubro (6) p.p. (7) ao Departamento de Cobrança. (3) Sem mais que se apresenta para o momento (8). Atenciosamente (9) _____________________ (10) Tiago Almeida, Diretor. TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO Respostas 1 - Respostas sobre o modelo antiquado: 1. Elimina-se a preposição "A", desnecessária no caso. 2. Elimina-se o endereço do destinatário, uma vez que ele consta no envelope. 3. O parágrafo apresenta entrada. 4. Suprime-se o número 10, uma vez que a palavra dez já está mencionada. 5. Expressão desnecessária. 6. A data em que o título foi encaminhado é um dado desnecessário. 7. Dispensa-se a expressão “próximo passado”, porém, dentro do próprio mês, é acon- selhável, mas é viável, quando necessário, especificar a data. 8. Um fecho óbvio como este é desnecessário, pois, se houvesse algo mais, seria acrescentado à carta. Há profissionais que consideram pouco caso do emissor a falta do fecho. 9. Coloca-se vírgula depois de "Atenciosamente", termos como esse são seguidos de vírgula, por serem, gramaticalmente, advérbios. 10. Não se coloca traço sob a assinatura do remetente. Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro122 Exercício 2: Defina quais são as mudanças citadas nesta redação moderna: EXEMPLO DE MODELO MODERNO DE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E CARACTERÍSTICAS 2- Respostas: Estrutura da carta comercial - mudanças citadas na redação moderna A) Controle - depto./empresa B) Local e data C) Destinatário D) Assunto ou referência E) Vocativo (ou invocação) F) Contexto ou assunto G) Despedida H) Assinatura I) Cargo/Função TIMBRE OU LOGOMARCA Rua X - Porto Alegre - caixa postal, 47... C 017/2006 (A) Porto Alegre, 6 de novembro de 1995. (B) Fernando de Barros & Cia. Ltda. (C) Envio da planta do edifício comercial e condições de pagamento (D) Prezados Senhores,(E) À solicitação feita pelo escritório de V.S.as, representado, em nossa cidade, pelo Sr. Marcelo Silveira, informamos que seguiram, via aérea, dez caixas dos medicamentos pedidos. Comunicamos que as condições de pagamento seguem em impresso anexo. (F) Atenciosamente, (G) Tiago Almeida, (H) Diretor da Imobiliária Souza & Lima. (I) Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro123 O instrumento de vistoria faz parte do contrato de locação firmado entre as partes contratantes, e o locatário se resposabiliza integralmente pela conservação e segurança do imóvel, bem como seu imobiliário e utensílios, arcando com qualquer prejuízo cau- sado por perdas e danos, constatados na ocasião da devolução do bem. Assim, as par- tes nomeiam o foro da respectiva Comarca para resolver quaisquer dúvidas e assinam o documento de vistoria em três vias. Preencha o Modelo de Impresso para Vistoria utilizando as seguintes expressões para identificar a situação dos locais da residência. Em perfeito estado de funcionamento Existem danos Em bom estado de conservação Observação: Quando se tratar de afirmação ou negação de um item basta responder Sim ou Não. Sugestões para o preenchimento do impresso VISTORIA inicial ( X ) final ( ) Data: ENDEREÇO DO IMÓVEL: Rua Bela Cintra, 513 Apto. 22 LOCATÁRIO: Paulo José Ferreira TELEFONE: (11) 3081-3458 PINTURA INTERNA NOVA: SIM ( X ) NÃO ( ) PINTURA EXTERNA NOVA: SIM ( X ) NÃO ( ) SALA DE ESTAR/ JANTAR E HALL DE ENTRADA INTERRUPTOR/TOMADAS Em perfeito estado de funcionamento LUSTRES: Não JANELAS / VIDROS Em bom estado TELA PROT: Não PISO Em perfeito estado PORTA DE ENTRADA Em bom estado OUTROS ---------------- SACADA/TERRAÇO Não GRADE E OU TELA DE PROTEÇÃO Não PINTURA ---------------- PISO ----------------OUTROS ---------------- MODELO DE VISTORIA Respostas Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro124 LAVABO Em perfeito estado ACESSÓRIOS Em perfeito estado LOUÇAS Em perfeito estado PISOS/AZULEJOS Em perfeito estado TORNEIRA/DESCARGA Novas/Em perfeito estado OUTROS ---------------- COZINHA Em perfeito estado de conservação e funcionamento ARMÁRIOS/GABINETE Completos/Em perfeito estado INTERRUPTOR/TOMADAS/LUSTRES Em perfeito estado CAMPAINHA Bom funcionamento JANELAS/VIDROS Em perfeito estado PIA/TORNEIRA Novas/Em perfeito estado PISO/AZULEJOS Cerâmica/Em perfeito estado PORTA Em perfeito estado OUTROS Forro em gesso/Em perfeito estado 1º DORM Em perfeito estado de uso e conservação ARMÁRIOS Embutidos/Em perfeito estado JANELAS/VIDROS Em perfeito estado PISO Carpete/Em perfeito estado PORTAS Em perfeito estado OUTROS ---------------- 2º DORM Em perfeito estado de uso e conservação ARMÁRIOS Não tem JANELAS/VIDROS Em perfeito estado PISO Em perfeito estado PORTAS Em perfeito estado OUTROS ---------------- 3º DORM OU SUÍTE Em perfeito estado de uso e conservação ARMÁRIOS Embutidos/Em perfeito estado JANELAS/VIDROS Em perfeito estado PISO Em perfeito estado PORTAS Em perfeito estado OUTROS Instalações diversas: Esquadrilhas em alumínio, chaves internas e externas, tanque de lavar roupas, box em perfeito estado de conservação Comunicação e Expressão Instituto Universal Brasileiro125 Bibliografia ALONSO, Emma Rosa Deak. 1001 Dicas para ser um Corretor de Imóveis. São Paulo: Madras, 2001. BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidên- cia da República, 2002. BUENO, Wilson da Costa. Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. Ba- rueri: Manole, 2003. DRUCKER, Peter. A organização do Futuro. Cuiabá: Futura, 2000. ETZIONI, Amitai. Organizações modernas. 6ª edição. São Paulo: Pioneira, 1980. GIDDENS, Anthony. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. HOUAISS, Antonio. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. KASPARY, Adalberto J. Redação Oficial. Porto Alegre: Edita Editora, 1998. KUNSCH, Margarida M. Krohling (org.). Obtendo resultados com relações pú- blicas. São Paulo: Pioneira, 1997. KUNSCH, Margarida M. Krohling. Planejamento de relações públicas na comunica- ção integrada. 4a. ed. – revista, ampliada e atualizada. São Paulo: Summus, 2003. KUNSCH, Margarida M. Krohling. Relações públicas e modernidade: novos pa- radigmas na comunicação organizacional. 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